Ondant

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Ondant

O Ondant é um produto farmacêutico sintético especializado, fabricado e distribuído como uma marca específica do componente base ondansetron. O seu efeito terapêutico deriva do seu único princípio ativo, o ondansetron, que é classificado como um antagonista seletivo dos recetores 5-HT3 altamente específico. Esta classificação significa que o medicamento pertence ao grupo de fármacos conhecidos como os setrons. A aprovação deste fármaco confirma que o mesmo é eficaz na prevenção do desconforto grave associado ao mal-estar gástrico, uma conclusão amplamente fundamentada por estudos farmacológicos.


Composição, Formas Disponíveis e Finalidade Geral

Este medicamento é um medicamento monocomponente que contém ondansetron, geralmente apresentado sob a forma de sal de cloridrato de ondansetron di-hidratado, combinado com vários excipientes sólidos ou uma base de solução aquosa. Como uma marca sujeita a receita médica, o Ondant é clinicamente reconhecido para utilização em grupos de doentes como a população pediátrica e adultos que necessitem de uma gestão proativa das náuseas. O fármaco está disponível em múltiplas preparações farmacêuticas, incluindo o comprimido convencional, o comprimido orodispersível de dissolução rápida, uma solução oral e uma solução injetável estéril.

A existência destas formas permite tanto a via de administração oral como a parentérica. A investigação clínica refere que a elevada especificidade do medicamento contribui para a sua eficácia antiemética. Esta elevada especificidade significa que o fármaco é direcionado com precisão para gerir náuseas e vómitos com uma ação focada. A finalidade geral do medicamento é estabilizar os sistemas internos do organismo através da supressão do reflexo emético, proporcionando assim um alívio eficaz do mal-estar gástrico agudo.


Como o Ondansetron Interrompe Seletivamente o Sinal de Émese

O ondansetron atinge o seu efeito antiemético ao atuar como um poderoso agente bloqueador contra o mensageiro químico natural, a serotonina, nos seus locais específicos dos recetores 5-HT3. Estes recetores localizam-se tanto perifericamente nas terminações nervosas como centralmente na zona gatilho dos quimiorrecetores do cérebro, que controla o reflexo do vómito. Ao exercer este antagonismo seletivo, o medicamento impede que o sinal da serotonina seja transmitido através das vias nervosas, travando o reflexo antes que este se possa manifestar como náuseas e vómitos. Este mecanismo de efeito especializado reforça a sua utilização como uma ferramenta de intervenção precisa em contextos clínicos.

Quais efeitos secundários são possíveis com Ondant?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

O perfil de segurança do Ondant (ondansetrom) está estabelecido através de documentos oficiais, detalhando potenciais efeitos e considerações necessárias. As reações adversas são classificadas por frequência e agrupadas de acordo com o sistema fisiológico afetado.


Reações Adversas Classificadas por Frequência

Os seguintes efeitos estão oficialmente documentados nos resumos de segurança:

  • Muito Frequentes (≥ 1/10): Dor de cabeça.
  • Frequentes (≥ 1/100 a < 1/10): Obstipação e Sensação de calor ou rubor.
  • Pouco Frequentes (≥ 1/1.000 a < 1/100): Incluem efeitos como Hipotensão, certas Arritmias, Convulsões, Distúrbios do movimento e Soluços. Foram também comunicados aumentos assintomáticos nos testes de função hepática.
  • Raros (≥ 1/10.000 a < 1/1.000): Prolongamento do intervalo QTc (um efeito cardíaco raro mas clinicamente importante), Reações de hipersensibilidade imediata graves (incluindo anafilaxia) e Perturbações visuais transitórias.

Considerações de Segurança Graves e Limitações

Existe um risco identificado de Prolongamento do intervalo QTc (incluindo Torsade de Pointes), o que requer cautela em doentes com fatores de risco cardíaco preexistentes. O medicamento está oficialmente contraindicado para utilização com apomorfina devido ao risco de hipotensão profunda. O fármaco pode também mascarar um íleo progressivo ou distensão gástrica, necessitando de vigilância clínica. Existem padrões relacionados com o tempo, uma vez que as Perturbações visuais transitórias e Tonturas são observadas principalmente durante ou imediatamente após a administração IV.

Para grupos específicos de doentes, a eliminação é significativamente reduzida em indivíduos com Insuficiência Hepática Grave (pontuação de Child-Pugh ≥ 10), exigindo uma consideração particular. O perfil global de eventos adversos na população pediátrica é considerado comparável ao observado em adultos.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem: Quando procurar ajuda

Os sintomas reconhecidos de uma sobredosagem de Ondant (ondansetrona), conforme documentado na informação regulamentar, são frequentemente semelhantes aos efeitos secundários comuns, mas podem incluir manifestações clínicas graves. O medicamento provoca um prolongamento do intervalo QT dependente da dose — uma medida do ciclo elétrico do coração — o que aumenta o risco de anomalias graves do ritmo cardíaco, como Torsade de Pointes.

Apresentações específicas relatadas em casos de sobredosagem incluem perda de visão súbita e transitória (amaurose), obstipação grave, tensão arterial baixa (hipotensão) e desfalecimento. Em crianças pequenas, a ingestão acidental, particularmente em doses que excedam uma estimativa de 4 a 5 mg/kg de peso corporal, tem sido associada a um conjunto de sintomas compatíveis com a Síndrome Serotoninérgica, tais como agitação, ritmo cardíaco acelerado (taquicardia), tensão arterial elevada (hipertensão), pupilas dilatadas (midríase) e convulsões.

É necessária ação de emergência

Se houver suspeita de uma sobredosagem, ou se o indivíduo apresentar um colapso, dificuldade em respirar ou uma convulsão, deve contactar-se imediatamente os serviços de emergência (como o 112) ou uma linha de apoio antivenenos para obter orientação. Não existe um antídoto específico para a sobredosagem de Ondant. A gestão da situação envolve a prestação de cuidados de suporte e a monitorização rigorosa do ritmo cardíaco através de um eletrocardiograma (ECG).

Usos terapêuticos de Ondant

O que o Ondant trata: principais utilizações e benefícios

O Ondant é um medicamento especializado utilizado em situações que envolvem determinados sintomas angustiantes. É comummente utilizado para auxiliar em sintomas relacionados com episódios agudos ou disruptivos de náuseas e vómitos. A sua aplicação é adequada em contextos clínicos onde o risco de sintomas gastrointestinais severos é elevado, oferecendo um benefício terapêutico de suporte relevante. Pode fazer parte da gestão sintomática para ajudar a prevenir sintomas causados por tratamentos oncológicos e cirurgias.

Alívio de náuseas graves induzidas por tratamentos

O medicamento é geralmente utilizado para abordar os sintomas pronunciados associados a tratamentos médicos específicos. Isto inclui o mal-estar severo desencadeado pela quimioterapia oncológica e pela radioterapia em situações onde os sintomas podem intensificar-se temporariamente. O fármaco é frequentemente utilizado para ajudar a gerir estas manifestações desafiantes, contribuindo para atenuar a carga sintomática global e para melhorar o conforto durante os períodos de maior intensidade de sintomas.

Gestão de vómitos agudos e pós-operatórios

Este fármaco é comumente utilizado para a gestão de sintomas associados a episódios agudos ou disruptivos no contexto perioperatório, sendo utilizado para prevenir Náuseas e Vómitos Pós-Operatórios após cirurgias sob anestesia geral. Além disso, é relevante quando é necessária assistência sintomática de curta duração para episódios de vómitos agudos associados a condições como a gastroenterite severa. O Ondant proporciona, de forma geral, um suporte que ajuda a mitigar o peso total dos sintomas e auxilia na manutenção da estabilidade funcional, fornecendo um alívio de suporte quando os sintomas interferem com as atividades rotineiras. Os domínios terapêuticos abrangidos incluem o vómito relacionado com quimioterapia, radiação e cirurgia.

Facto Rápido: Alívio para Náuseas e Vómitos Agudos O medicamento é frequentemente utilizado em cenários onde os sintomas podem intensificar-se temporariamente, apoiando os doentes ao atenuar manifestações angustiantes e ajudando-os a manter a estabilidade funcional.

Suporte sintomático para grupos de doentes com necessidades elevadas

O medicamento é aplicado para abordar vómitos pronunciados e, frequentemente, refratários em grupos de doentes específicos. Isto é relevante em condições onde os sintomas se podem intensificar temporariamente, tais como em crianças ou em doentes grávidas com Hiperemese Gravídica. Para estes grupos, o Ondant é aplicado na abordagem de sintomas relacionados com o desequilíbrio sistémico, apoiando o doente durante episódios difíceis através do alívio do mal-estar e do suporte ao bem-estar geral durante as fases sintomáticas.

Critérios de utilização e restrições

Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar o Ondant

Esta secção descreve os perfis oficiais de elegibilidade e não elegibilidade para a ondansetrona, conforme documentado nas fontes regulamentares.


Contraindicações (Não Deve Utilizar)

Classificação População/Condição
Absoluta Doentes com hipersensibilidade conhecida à ondansetrona.
Absoluta Doentes a receber apomorfina concomitante (risco de hipotensão profunda).
Absoluta Doentes com síndrome congénita do QT longo (risco de Torsade de Pointes).

Uso Restrito ou Condicional

Condição Restrição/Consideração
Insuficiência Hepática Grave Requer uma redução obrigatória da dose (por exemplo, dose diária máxima de 8 mg).
Risco Cardiovascular Recomenda-se precaução e monitorização por ECG em doentes com insuficiência cardíaca congestiva, bradiarritmias ou desequilíbrios eletrolíticos.
Gravidez/Aleitamento O uso no primeiro trimestre é restrito; o uso durante o aleitamento geralmente não é recomendado, pois não se sabe se o fármaco é excretado no leite humano.

Elegibilidade Específica por Idade

O uso não está estabelecido para:

  • Crianças com menos de 4 anos para formulações orais destinadas a náuseas e vómitos induzidos por quimioterapia.
  • Crianças com menos de 6 meses para formulações injetáveis destinadas a náuseas e vómitos induzidos por quimioterapia.
  • Crianças com menos de 1 mês para formulações injetáveis destinadas a náuseas e vómitos pós-operatórios.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Ondant: Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil de interação do Ondant baseia-se em proibições formais e riscos farmacocinéticos e farmacodinâmicos documentados, conforme definido pelas normas regulamentares.

Classificação Medicamentos Interagentes Declaração Oficial de Interação
Contraindicado Apomorfina A coadministração é estritamente proibida devido ao risco documentado de hipotensão profunda e perda de consciência.
Risco Farmacodinâmico Medicamentos serotonérgicos (ex.: SSRIs, SNRIs, MAOIs) O uso concomitante com outros agentes serotonérgicos tem sido associado ao desenvolvimento da Síndrome Serotoninérgica.
Medicamentos que prolongam o intervalo QT A coadministração pode contribuir para efeitos aditivos no prolongamento do intervalo QT.
Alteração Farmacocinética Indutores potentes do CYP3A4 (ex.: Fenitoína, Carbamazepina, Rifampicina) Estes agentes aumentam significativamente a depuração (clearance) da ondansetrona, resultando em concentrações sanguíneas diminuídas (redução da AUC e Cmax) descritas oficialmente.

A ondansetrona é um substrato para múltiplas enzimas hepáticas, incluindo CYP3A4, CYP1A2 e CYP2D6. Este envolvimento enzimático é a base mecanística para as alterações farmacocinéticas observadas com os indutores do CYP3A4.

Notas sobre Alimentos e Populações Específicas:

  • A biodisponibilidade oral é ligeiramente aumentada pelos alimentos, mas é oficialmente não afetada por antiácidos.
  • Em doentes com insuficiência hepática grave, está documentada oficialmente uma redução de 2 a 3 vezes na depuração (clearance), alterando a exposição sistémica. É também observada uma redução da depuração oral (em cerca de 50%) em doentes com insuficiência renal grave.

Mecanismo de ação

Como funciona o Ondant

O Ondant atua através da ligação seletiva, como antagonista, ao recetor 5-HT3, um canal iónico dependente de ligandos que se encontra principalmente nas terminações nervosas centrais e periféricas. Esta interação molecular ocorre no local ortostérico, impedindo competitivamente que o neurotransmissor endógeno serotonina (5-HT) ative o recetor.

O bloqueio do recetor 5-HT3 impede a despolarização neuronal associada e a subsequente libertação de outros neurotransmissores excitatórios. A ação central envolve recetores na zona gatilho dos quimiorrecetores, enquanto o mecanismo periférico envolve as fibras aferentes vagais no trato gastrointestinal. Esta modulação em dois locais limita a entrada excitatória direcionada ao núcleo do trato solitário no tronco cerebral.

Em última análise, o antagonismo do recetor interrompe a cascata mecânica necessária para a geração de sinais provenientes tanto do intestino como da zona gatilho dos quimiorrecetores, limitando o disparo neuronal a jusante e os subsequentes impulsos eferentes.

Informações sobre dosagem e administração

Como Utilizar o Ondansetron (Ondant): Diretrizes Oficiais de Administração

A administração de ondansetron é estritamente regulada pelo contexto médico pretendido, exigindo uma dosagem precisa baseada no quadro clínico a tratar, como quimioterapia, radioterapia ou cirurgia. O medicamento encontra-se disponível tanto para administração oral — incluindo comprimidos, solução oral e comprimidos orodispersíveis — como para vias parentéricas, especificamente injeção ou perfusão Intravenosa (IV) ou injeção Intramuscular (IM).

Padrões Oficiais de Dosagem e Cronograma

O protocolo de utilização é fundamentalmente profilático, o que significa que a administração deve preceder o evento desencadeante para ser eficaz. Por exemplo, a primeira dose é tipicamente administrada antes do início da quimioterapia ou da cirurgia. A dosagem é frequentemente específica para o evento e de curta duração.

Contexto Esquema Posológico Adulto de Referência Frequência e Duração
Quimioterapia Altamente Emetogénica Dose oral única de 24 mg. Administrada 30 minutos antes da quimioterapia.
Quimioterapia Moderadamente Emetogénica Dose oral de 8 mg. Administrada duas vezes ao dia durante 1 a 2 dias após a quimioterapia.
Náuseas e Vómitos Pós-Operatórios Dose oral de 16 mg ou dose IV/IM de 4 mg. Dose única, administrada uma hora antes da anestesia ou no pós-operatório.

Preparação e Restrições de Procedimento

As formas orais de ondansetron podem ser tomadas com ou sem alimentos. No caso da solução injetável, é necessária a diluição num fluido intravenoso compatível antes da perfusão, e a administração deve ser lenta; por exemplo, uma dose intravenosa de 16 mg é tipicamente infundida ao longo de 15 minutos para garantir uma utilização adequada.

Uma restrição de procedimento essencial envolve grupos específicos de doentes: para adultos com insuficiência hepática grave, a dose diária total máxima não deve exceder os 8 mg, conforme estabelecido nas diretrizes regulamentares. A dosagem pediátrica é determinada pelo peso ou pela Área de Superfície Corporal, refletindo um ajuste necessário em relação ao esquema padrão para adultos.

Evidência clínica recente

Evidência de investigação / Visão geral dos estudos sobre o Ondant

Evidência para o uso em Náuseas e Vómitos Induzidos por Quimioterapia (NVIQ)

A investigação sobre a aplicação do Ondant nas NVIQ tem-se focado em Ensaios Clínicos Aleatorizados e Controlados (ECAC) e em meta-análises abrangentes, envolvendo principalmente doentes a receber regimes de quimioterapia com um risco moderado a elevado de causar sintomas graves. Estes estudos foram utilizados em investigações que exploraram os resultados relacionados com sintomas agudos e tardios de náuseas e vómitos ao longo de intervalos de tempo definidos. Os investigadores mediram resultados específicos, tais como a ausência total de episódios de vómitos e o número de doentes que necessitaram de medicação adicional de "resgate" para sintomas persistentes.

Os relatórios de investigação descrevem padrões observados tanto em populações oncológicas adultas como pediátricas, focando-se na avaliação a curto prazo dos padrões de sintomas nos períodos imediatamente após o tratamento. A evidência contribui para uma compreensão mais ampla dos padrões de sintomas associados à quimioterapia de elevado potencial emetogénico. Os dados relativos a doentes que recebem regimes de quimioterapia de menor risco estão menos caracterizados. Além disso, a duração do acompanhamento na maioria destas investigações foi limitada, o que significa que existe informação limitada sobre os resultados a longo prazo ou sobre a alteração sustentada nos padrões de sintomas para além da janela de risco típica de cinco dias.


Evidência para o uso em Náuseas e Vómitos Pós-Operatórios (NVPO)

A base de evidência para o uso do Ondant nas NVPO é vasta, baseando-se principalmente em inúmeros Ensaios Clínicos Aleatorizados e Controlados e em grandes revisões sistemáticas numa ampla variedade de populações cirúrgicas. Os estudos exploraram a aplicação do fármaco em adultos e crianças (incluindo bebés) submetidos a cirurgias com anestesia geral, focando-se em resultados relacionados com o desconforto físico e alterações episódicas nas primeiras 24 a 48 horas após o procedimento. A investigação primária monitorizou se os doentes atingiram o objetivo de ausência total de sintomas e se necessitaram de medicação de resgate adicional.

Os relatórios dos ensaios documentaram a proporção de doentes que atingiram o objetivo de ausência total de sintomas durante o período de recuperação pós-operatória imediata e prolongada. No entanto, os estudos foram realizados sob cenários de investigação variados, com diferenças nos tipos de cirurgia e nos agentes comparadores específicos utilizados nos ensaios. Não é ainda claro se a investigação descreve um efeito sustentado quando o fármaco é utilizado repetidamente para sintomas recorrentes (breakthrough) após as NVPO estarem estabelecidas, uma vez que algumas investigações relatam que as doses de acompanhamento produziram resultados semelhantes ao placebo nestes cenários específicos.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas comuns sobre Ondant (FAQ)


P: Quanto tempo demora normalmente para um comprimido oral de Ondant começar a fazer efeito?

A informação oficial sobre a farmacocinética do Ondant (ondansetrom) indica que a concentração máxima no sangue é geralmente atingida cerca de 1,5 horas após a toma de uma dose padrão de um comprimido oral. Esta concentração máxima está frequentemente associada ao efeito antiemético mais significativo. Para uma utilização eficaz, a medicação é habitualmente agendada para ser tomada antes do evento conhecido por causar náuseas, de acordo com as instruções de prescrição específicas.


P: O Ondant interage com o álcool?

A informação oficial de prescrição não lista uma interação crítica específica com o álcool. No entanto, os doentes devem consultar o seu profissional de saúde relativamente ao consumo de álcool, uma vez que este pode, de forma independente, agravar sintomas como náuseas ou cefaleias.


P: É normal sentir uma ligeira dor de cabeça após tomar Ondant?

De acordo com os documentos regulamentares oficiais, a cefaleia (dor de cabeça) é o efeito secundário mais frequentemente reportado com o Ondant. É classificada como uma reação adversa "Muito Frequente" no perfil de segurança do medicamento, o que significa que afeta mais de 1 em cada 10 doentes. Por conseguinte, sentir uma dor de cabeça ligeira é um achado comum.


P: O Ondant pode causar problemas nos movimentos intestinais, como obstipação ou diarreia?

Os resumos oficiais de segurança do medicamento indicam que a obstipação é um efeito secundário Frequente associado à toma de Ondant. A diarreia também tem sido reportada na experiência clínica, embora geralmente com uma frequência menor. Estes efeitos estão associados à ação do fármaco nos recetores de serotonina presentes no sistema digestivo.


P: É verdade que o Ondant pode causar uma reação alérgica e quais são os sinais?

Os documentos regulamentares referem que o Ondant pode, raramente, causar reações de hipersensibilidade graves e imediatas, incluindo anafilaxia. Os sinais de uma reação grave podem incluir erupção cutânea, urticária, dificuldade em respirar, tonturas ou inchaço da face, lábios, língua ou garganta. Se ocorrerem sinais de uma reação grave, como dificuldade em respirar ou inchaço, deve procurar-se ajuda médica de emergência imediatamente.


P: As crianças de todas as idades podem tomar Ondant com segurança?

A utilização de Ondant está sujeita a limitações específicas relativas à idade do doente. A sua eficácia e utilização não foram estabelecidas para todos os grupos etários, particularmente em lactentes e crianças muito pequenas. Por exemplo, a formulação oral para náuseas induzidas por quimioterapia não está tipicamente estabelecida para crianças com menos de 4 anos.


P: O Ondant causa habitualmente cansaço ou sonolência?

A informação oficial lista o cansaço, a fraqueza e a sonolência como potenciais efeitos secundários do Ondant. Embora estes efeitos sejam reportados na experiência clínica, são geralmente considerados menos comuns do que efeitos secundários como dores de cabeça ou obstipação.


P: A sensação de desconforto geral ou mal-estar é um efeito secundário normal do Ondant?

A informação oficial do medicamento e a experiência clínica referem que uma sensação geral de mal-estar, ou mal-estar geral, foi reportada como um potencial efeito secundário do Ondant. É um dos sintomas não específicos que podem ocorrer durante o tratamento.


P: Qual é a semivida do Ondant no organismo?

A semivida média de eliminação do ondansetrom em adultos é de aproximadamente 3 a 4 horas. A semivida é uma medida de quanto tempo o corpo demora a eliminar metade do fármaco. Dados farmacocinéticos como a semivida são utilizados pelos médicos prescritores para determinar os intervalos posológicos adequados.


P: O Ondant ajuda nas náuseas causadas por gripe estomacal ou gastroenterite?

As indicações oficiais para o Ondant restringem-se à prevenção de náuseas e vómitos associados à quimioterapia, radioterapia e cirurgia. A sua eficácia para causas infeciosas, como a gastroenterite, não está detalhada na rotulagem oficial do produto.


P: Porque é que um doente precisaria de verificar os seus níveis de eletrólitos antes de tomar Ondant?

O Ondant acarreta o risco de causar uma alteração no ritmo cardíaco chamada prolongamento do intervalo QT, que pode ser grave. Os avisos regulamentares estipulam que anomalias eletrolíticas pré-existentes (como níveis baixos de potássio ou magnésio) devem ser corrigidas antes da administração, a fim de mitigar o risco potencial de uma alteração grave do ritmo cardíaco.


P: O Ondant afeta a pressão arterial?

Sim, o perfil de segurança oficial do Ondant lista a hipotensão (pressão arterial baixa) como um efeito secundário Pouco Frequente. É um efeito cardiovascular documentado que pode ocorrer durante a toma do medicamento.


P: O Ondant é um opioide, um narcótico ou uma benzodiazepina?

Não, o Ondant não é um opioide, um narcótico nem uma benzodiazepina. Pertence à classe de medicamentos conhecidos como antagonistas seletivos dos recetores 5-HT3.


P: Porque é que o Ondant causa por vezes obstipação?

Estudos referenciados na informação oficial do medicamento demonstraram que, quando o Ondant é administrado ao longo de vários dias, pode retardar o trânsito colónico, que é o movimento do conteúdo através do intestino grosso. Este efeito de abrandamento no trato digestivo é o mecanismo principal que contribui para o efeito secundário de obstipação.


P: Qual é o risco de ter alterações no ritmo cardíaco (como o prolongamento do intervalo QT) ao tomar Ondant?

O Ondant está associado a um risco dependente da dose de prolongamento do intervalo QTc, uma alteração na atividade elétrica do coração. Tais fatores de risco são a razão pela qual o folheto do medicamento recomenda precaução e possível monitorização por ECG em certos indivíduos, particularmente aqueles com condições cardíacas pré-existentes ou desequilíbrios eletrolíticos.


P: Como é que o mecanismo de ação do Ondant difere de medicamentos como a Metoclopramida?

O Ondant é um antagonista seletivos dos recetores 5-HT3 que bloqueia a serotonina em recetores nervosos específicos. Em contraste, a informação regulamentar mostra que medicamentos como a Metoclopramida funcionam principalmente de forma diferente, ao estimularem o movimento muscular no trato gastrointestinal (um efeito procinético) e ao interagirem com os recetores de dopamina no cérebro.


P: O Ondant pode ser tomado com suplementos à base de plantas, como a Erva de São João?

A documentação oficial não lista especificamente uma interação com a Erva de São João. No entanto, como o Ondant é processado por enzimas hepáticas (especificamente a CYP3A4), as diretrizes regulamentares advertem que indutores potentes destas enzimas poderiam diminuir significativamente a concentração de Ondant no sangue, o que poderia alterar a sua eficácia.


P: Qual é o risco de desenvolver sintomas extrapiramidais (movimentos involuntários) devido ao Ondant?

O Ondant tem sido raramente associado a perturbações do movimento, o que inclui sintomas extrapiramidais como movimentos musculares involuntários (distonia). Os resumos regulamentares indicam que este risco é geralmente considerado significativamente inferior ao risco colocado por fármacos antieméticos mais antigos que funcionam através do bloqueio dos recetores de dopamina.

Como Ondant deve ser armazenado e descartado?

Conservação e Eliminação do Ondant

Todas as formas de ondansetrona devem ser mantidas fora da vista e do alcance das crianças.

Classificação de Conservação Resumo dos Requisitos
Temperatura Conservar a Temperatura Ambiente Controlada (20 °C a 25 °C), sendo permitidas variações até aos 30 °C.
Proteção da Luz Os frascos para injetáveis fechados devem ser armazenados protegidos da luz.
Estabilidade da Solução A solução injetável diluída é quimicamente estável por 48 horas, mas, geralmente, não deve ser utilizada após 24 horas de um ponto de vista microbiológico.
Regras de Manuseamento Os comprimidos orodispersíveis (ODT) devem ser retirados do blister com as mãos secas e não devem ser pressionados através da película. As soluções injetáveis devem ser inspecionadas visualmente quanto à presença de partículas.
Eliminação Os medicamentos não utilizados ou fora do prazo de validade devem ser eliminados de acordo com os regulamentos locais, evitando-se a eliminação através do lixo doméstico ou das águas residuais na maioria das regiões.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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