Myrin

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Myrin

Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Myrin

Propriedade Descrição
Substâncias Ativas Rifampicina, Isoniazida, Pirazinamida, Cloridrato de etambutol
Forma Comprimido Oral
Classe Farmacológica Agente Antituberculoso (Antimicobacteriano)
Tipo Combinação de Doses Fixas (CDF)
Origem Sintética

O que é o Myrin e a que classe farmacológica pertence?

O Myrin é um produto farmacêutico especializado, classificado como um agente antituberculoso, utilizado na gestão abrangente de infeções causadas pela bactéria Mycobacterium tuberculosis. É um produto sintético de Combinação de Doses Fixas (CDF), o que significa que contém uma quantidade fixa de vários princípios ativos numa única preparação. Esta entidade farmacológica é fundamentalmente definida pelos seus quatro componentes ativos potentes: Rifampicina, Isoniazida, Pirazinamida e Cloridrato de etambutol. Este formato de combinação quádrupla é uma medida estratégica utilizada para permitir ataques simultâneos e diversos contra a bactéria visada, maximizando a eficácia, sendo administrado por via oral.


A Composição do Myrin: O Papel da Combinação de Quatro Fármacos

A lógica estratégica da composição do Myrin visa assegurar um efeito antimicrobiano sinérgico e prevenir a emergência rápida de resistências aos medicamentos, o que representa um desafio comum no tratamento desta infeção específica. Ao incorporar quatro agentes distintos — cada um visando o ciclo de vida bacteriano através de uma via diferente, como a interrupção do material genético ou o comprometimento da parede celular — o medicamento proporciona um resultado bactericida potente. Este design de combinação deliberada é superior à utilização de formulações de fármaco único, uma vez que a ação combinada é essencial para alcançar uma eliminação fiável e abrangente da infeção. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda explicitamente o uso de CDF nos protocolos de tratamento, listando especificamente esta combinação de quatro fármacos como um medicamento essencial nas suas Listas Modelo. A OMS aconselha que as CDF são vitais para simplificar os regimes de medicação a nível global.


Porque é que o Myrin é definido como uma Combinação de Doses Fixas (CDF)?

O Myrin foi concebido como uma CDF para simplificar o regime de tratamento e melhorar significativamente a adesão do doente ao longo do curso prolongado da terapêutica. Em vez de exigir que o doente faça a gestão, organização e ingestão de quatro comprimidos separados diariamente, o formato CDF consolida todos os componentes necessários num único comprimido oral. Esta simplificação reduz as probabilidades de erros, esquecimento de doses ou um equilíbrio incorreto dos fármacos, que são fatores cruciais que podem, de outra forma, levar à falha do tratamento e ao desenvolvimento adicional de bactérias resistentes. Investigação apoiada pela National Library of Medicine dos EUA enfatiza o benefício das CDF em tornar os protocolos de medicação mais fáceis de seguir de forma consistente pelos doentes. Estudos confirmam que a utilização de uma combinação de doses fixas torna mais simples para os doentes cumprirem o seu plano de tratamento.

Quais efeitos secundários são possíveis com Myrin?

Como acontece com todos os medicamentos, o Myrin pode causar efeitos secundários, embora estes não se manifestem em todas as pessoas. É fundamental monitorizar qualquer reação invulgar e comunicar prontamente ao médico assistente.

Efeitos Secundários Graves

Determinados efeitos requerem atenção médica imediata. Se sentir sinais de uma reação alérgica grave, como dificuldade em respirar, inchaço da face, lábios ou garganta, ou erupções cutâneas extensas, deve procurar assistência de emergência.

Adicionalmente, este medicamento pode afetar a função hepática. Esteja atento a sinais de toxicidade no fígado, que incluem o amarelecimento da pele ou da zona branca dos olhos (icterícia), urina de cor escura, fadiga extrema, náuseas, vómitos ou dor na zona abdominal superior direita.

As alterações na visão são também uma preocupação relevante. Se notar uma diminuição da acuidade visual, alterações na perceção das cores ou restrição do campo de visão, deve contactar o seu médico imediatamente para uma avaliação oftalmológica.

Outros Efeitos Secundários Comuns e Menos Comuns

Alguns pacientes podem experienciar sintomas gastrointestinais, tais como perda de apetite, dor de estômago ou diarreia. Podem também ocorrer dores articulares, formigueiro ou dormência nas extremidades (mãos e pés), frequentemente descritos como uma sensação de picadas.

Outras reações possíveis incluem tonturas, dores de cabeça e alterações nos níveis de ácido úrico no sangue, o que em alguns casos pode desencadear episódios de gota.

Informações de Segurança e Precauções

Antes de iniciar o tratamento, é necessário informar o médico sobre todo o seu histórico clínico, especialmente se tiver antecedentes de problemas renais, hepáticos, gota ou problemas de visão. O consumo de álcool deve ser evitado durante o tratamento, uma vez que pode aumentar significativamente o risco de danos no fígado.

O cumprimento rigoroso do esquema terapêutico prescrito é essencial para o sucesso do tratamento e para minimizar o risco de resistência bacteriana. Não interrompa a toma do medicamento sem indicação médica, mesmo que se sinta melhor.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

A sobredosagem com Myrin (Pristinamicina) é geralmente gerida através da observação de extensões previstas de efeitos secundários conhecidos, que afetam principalmente o sistema gastrointestinal.

Âmbito da sobredosagem

Âmbito da sobredosagem Informação de base regulamentar
Apresentações de sobredosagem documentadas Incluem principalmente perturbações gastrointestinais pronunciadas (ex: náuseas, vómitos, diarreia) e o potencial agravamento de reações dermatológicas (ex: erupção cutânea).
Fatores relacionados com a dose ou exposição O risco de sobredosagem é significativamente aumentado quando o Myrin é combinado com Antagonistas da Vitamina K (AVK), como a Fluindiona, devido a uma interação medicamento-medicamento que pode levar a um aumento do efeito do anticoagulante, causando potencialmente hemorragias e complicações graves.
Manifestações clínicas de sobredosagem As principais manifestações são tipicamente o desconforto gastrointestinal intensificado. Para a sobredosagem relacionada com AVK, as manifestações incluem sinais de hemorragia, que podem ser graves.

Ações de emergência necessárias

Estado da ação de emergência Instrução procedimental necessária
Quando é necessária ajuda médica imediata É necessária atenção médica imediata perante quaisquer sinais de reações alérgicas (ex: inchaço da face ou garganta, dificuldade em respirar, choque anafilático) ou sintomas gastrointestinais graves (ex: vómitos persistentes ou diarreia com sangue). A consulta médica urgente é obrigatória em casos de ingestão excessiva conhecida ou suspeita, particularmente se o doente também estiver a tomar medicação anticoagulante, devido ao elevado risco de hemorragia grave.

Ligação ao perfil global de sobredosagem

O perfil regulamentar para a sobredosagem de Myrin destaca que a exposição excessiva isolada resulta frequentemente no exagero de queixas gastrointestinais comuns, que geralmente requerem apenas medidas de suporte. No entanto, existe um risco de sobredosagem distinto e mais grave para doentes tratados concomitantemente com Antagonistas da Vitamina K, onde a interação medicamentosa, e não a dose de Myrin em si, conduz a uma sobredosagem crítica do anticoagulante, apresentando-se com hemorragias potencialmente fatais. A avaliação médica imediata é, portanto, crítica em qualquer caso suspeito, especialmente para doentes sob terapia anticoagulante.

Usos terapêuticos de Myrin

O Myrin pode fazer parte da gestão sintomática em terapia combinada para a tuberculose. O medicamento é aplicado em domínios onde é necessário apoio sintomático adicional, principalmente para a gestão da doença de tuberculose (TB) ativa. Desempenha um papel na abordagem de condições associadas a episódios agudos ou disruptivos, incluindo aqueles que apresentam sintomas relacionados com o desequilíbrio sistémico e atividade fisiológica acentuada.


Gestão da Infeção por Tuberculose Ativa

O Myrin é aplicado principalmente em contextos clínicos que envolvem a TB ativa, uma condição caracterizada por períodos de sintomas acentuados causados pela Mycobacterium tuberculosis. O medicamento é habitualmente utilizado como parte de um regime de vários fármacos para auxiliar na gestão de condições associadas a episódios agudos ou disruptivos e apoia os doentes durante episódios de maior desconforto.


Apoio Sintomático e Alívio

O fármaco é relevante em situações que envolvem certos sintomas angustiantes associados à infeção, tais como tosse persistente, febre e fadiga. Auxilia na gestão destes grupos de sintomas que se podem tornar intensos ou disruptivos, contribuindo para a melhoria do conforto diário e ajudando a manter uma sensação de estabilidade quando os sintomas são mais percetíveis.


Papel de Apoio na Estabilidade Funcional

O Myrin é aplicado em condições onde os sintomas se podem intensificar temporariamente, auxiliando na manutenção da estabilidade funcional durante estas fases desafiantes.

Nota sobre Conforto Geral O Myrin auxilia na gestão de sintomas relacionados com o desequilíbrio sistémico, contribuindo para um melhor conforto durante períodos de sintomas acentuados.

Critérios de utilização e restrições

O Myrin é uma associação de dose fixa de quatro fármacos, regendo-se por regras rigorosas de elegibilidade populacional derivadas da rotulagem regulamentar governamental, centradas em funções orgânicas específicas e em dados demográficos dos doentes.

Populações com contraindicação

O uso é explicitamente proibido em doentes com doença hepática aguda ou compromisso hepático grave. Também é contraindicado para indivíduos com neurite ótica, devido ao componente Etambutol, ou com gota aguda e artrite gotosa aguda, devido ao componente Pirazinamida. O medicamento não deve ser utilizado por pessoas com hipersensibilidade conhecida a qualquer um dos seus componentes ativos. Adicionalmente, é proibido em qualquer condição que impeça o doente de detetar e comunicar alterações visuais, como no caso de crianças muito pequenas ou indivíduos com compromisso intelectual, uma vez que estas situações impossibilitam a monitorização visual essencial.

Uso restrito e condicional

O medicamento não é recomendado para crianças com menos de 8 anos de idade e, em algumas rotulagens, para menores de 13 anos, dado que a eficácia pode não estar estabelecida e a monitorização visual é difícil nestas faixas etárias. O comprimido desta associação de dose fixa não é adequado para doentes com um peso corporal inferior a 30 kg. Indivíduos com doença hepática crónica ou compromisso renal grave requerem precaução acrescida e uma monitorização médica estreita. Refira-se que o risco de hepatotoxicidade é reportado como sendo mais comum em adultos mais velhos, especificamente aqueles com mais de 50 anos. No caso de doentes grávidas, o uso do medicamento é permitido, mas exige a administração suplementar concomitante de Piridoxina (Vitamina B6).

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

A documentação regulamentar oficial do Myrin, uma associação de dose fixa que contém Rifampicina, Isoniazida, Pirazinamida e cloridrato de Etambutol, estabelece várias restrições significativas de interação. Estas decorrem principalmente dos potentes efeitos metabólicos dos componentes Rifampicina e Isoniazida.

Interações farmacocinéticas e farmacodinâmicas

A Rifampicina é um potente indutor documentado de múltiplas enzimas do Citocromo P450 (ex: CYP3A4, CYP2C9), acelerando a eliminação de muitos medicamentos administrados em simultâneo. Este efeito reduz a concentração plasmática de substâncias como contracetivos orais, anticoagulantes (ex: Varfarina) e corticosteroides.

A Isoniazida é um inibidor enzimático documentado, o que resulta numa maior exposição e potencial toxicidade de fármacos como a Fenitoína e a Carbamazepina.

Existem contraindicações formais para a coadministração com certos substratos do CYP3A4 de índice terapêutico estreito, incluindo o Voriconazol e inibidores específicos da protease do VIH, devido ao risco de falha do tratamento resultante de uma exposição criticamente baixa.

Restrições de tempo e de substâncias

Os antiácidos que contêm alumínio reduzem a absorção do componente Etambutol; as instruções regulamentares determinam que estes antiácidos sejam administrados pelo menos 4 horas após o Myrin. O uso concomitante de álcool (etanol) é restrito devido ao risco documentado e significativamente aumentado de hepatotoxicidade associado à Isoniazida e à Pirazinamida. É de notar que doentes com compromisso hepático pré-existente apresentam um risco acrescido de toxicidade grave, resultante da menor eliminação dos componentes Isoniazida e Pirazinamida.

Mecanismo de ação

O Myrin, um sinónimo estabelecido da Rifampicina, atua de forma seletiva sobre a polimerase do ARN dependente do ADN bacteriano (RNAP) em microrganismos suscetíveis, particularmente no Mycobacterium tuberculosis. A molécula funciona como um inibidor não competitivo, ligando-se a uma bolsa específica na subunidade beta da RNAP microbiana.

Esta interação é alostérica, mas impede estericamente a síntese da estrutura do ARN. Do ponto de vista mecânico, o Myrin bloqueia fisicamente o processo de elongação do transcrito de ARN nascente, prevenindo especificamente a síntese da segunda ou terceira ligação fosfodiéster. Este mecanismo molecular interrompe a via intracelular de transcrição na bactéria alvo, bloqueando assim a produção subsequente de todas as proteínas bacterianas essenciais. A cascata resultante é uma interrupção sistémica da síntese proteica e do crescimento bacteriano, levando à supressão da replicação e propagação microbiana ao nível sistémico do organismo hospedeiro.

Informações sobre dosagem e administração

Como o Myrin é Utilizado: Orientações Oficiais de Administração

O Myrin é um comprimido oral de Associação em Dose Fixa (FDC) que contém quatro agentes antituberculosos, sendo a sua utilização estritamente restrita à fase intensiva inicial do protocolo de tratamento padrão. Esta fase inicial envolve habitualmente uma utilização diária contínua e prolonga-se por um período de dois meses.


Dosagem e Frequência

A dose diária não é determinada por um número fixo, mas sim pelo peso corporal atual do doente, conforme descrito nas informações oficiais de prescrição. Os doentes são divididos por escalões de peso, e a dose é prescrita como um número específico de comprimidos a tomar uma vez por dia.

Peso Corporal do Doente (kg) Dose Diária (Número de Comprimidos)
30–39 kg 2 comprimidos
40–54 kg 3 comprimidos
55–70 kg 4 comprimidos
>70 kg 5 comprimidos

Contexto de Administração

O Myrin deve ser tomado com o estômago vazio para garantir a absorção adequada dos componentes ativos, uma vez que a absorção pode ser reduzida se for tomado com alimentos. As instruções oficiais especificam que a toma deve ocorrer, pelo menos, uma hora antes ou duas horas após uma refeição. Toda a dose diária deve ser engolida inteira numa única toma oral.


Restrições Procedimentais e de Duração

Devido à proporção fixa dos seus componentes, esta formulação geralmente não é recomendada para crianças com peso inferior a 30 kg, dado que a dose não pode ser ajustada para satisfazer requisitos de peso mais baixos. O ciclo completo da fase inicial de 2 meses deve ser concluído sem interrupções. Após este período fixo, os doentes devem transitar para um regime medicamentoso diferente para a fase de continuação subsequente.

Evidência clínica recente

Evidência científica e panorama de estudos sobre o Myrin

Evidências de ensaios clínicos para a tuberculose ativa

A investigação principal sobre esta combinação de quatro fármacos, que inclui o Myrin, centrou-se na fase inicial e intensiva do tratamento padrão da tuberculose (TB) ativa suscetível aos fármacos. A investigação analisou este regime como o tratamento de fase inicial padrão para a tuberculose ativa suscetível. A maior parte dos dados fundamentais provém de Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (RCTs) e de revisões sistemáticas abrangentes que combinam descobertas de muitos estudos diferentes. Estes estudos foram concebidos para monitorizar resultados que descrevem o estado bacteriológico.

Os investigadores analisaram principalmente os resultados bacteriológicos, focando-se na medição da presença ou ausência da bactéria da TB em amostras dos doentes, como a cultura de expetoração, após um período definido. Os estudos também monitorizaram resultados medidos ao longo do curso completo de seis meses, incluindo as taxas de conclusão do tratamento nos grupos estudados. Este corpo de evidência é considerado como evidência de nível elevado para o regime subjacente de quatro fármacos no contexto do tratamento da TB.

Estudos que comparam a FDC com formulações de fármacos separados

Uma área significativa de investigação focou-se especificamente no formato de Associação de Dose Fixa (FDC) do Myrin em comparação com a prática tradicional de tomar os quatro fármacos componentes como quatro comprimidos separados. Os estudos exploraram se a consolidação do regime num único comprimido estava associada a resultados específicos relacionados com o comportamento do doente e a adesão ao tratamento.

As conclusões descrevem padrões em que o uso do formato FDC de comprimido único foi associado a taxas de adesão dos doentes mais elevadas e a menos interrupções do tratamento nas populações observadas. Além disso, certas investigações exploraram se o comprimido FDC proporcionava níveis de absorção do fármaco (biodisponibilidade) que eram semelhantes aos observados ao tomar os quatro fármacos individualmente.

Que lacunas de investigação e incertezas permanecem

Uma limitação inerente ao formato FDC é a falta de flexibilidade na dose individual. Uma vez que os fármacos estão fixados num comprimido, existe informação limitada para doentes que possam necessitar de uma dose inferior de um componente devido a fatores como o peso corporal ou a redução da função de órgãos. Esta limitação estrutural indica que os dados para ajustes de dose individuais são limitados, o que significa que os resultados se aplicam mais diretamente às populações estudadas sob o regime de dosagem padrão. Adicionalmente, está disponível informação limitada para certos grupos, como doentes mais velhos ou doentes com disfunção orgânica grave pré-existente, e a certeza da evidência varia para estas coortes específicas.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas comuns sobre o Myrin (FAQ)

P: O Myrin é considerado um medicamento de "primeira linha" para a patologia que trata?

As diretrizes oficiais, incluindo as da Organização Mundial da Saúde, classificam os componentes presentes no Myrin como fármacos de primeira linha para a patologia que trata. Esta Associação de Dose Fixa (FDC) é especificamente indicada para a fase inicial e intensiva do tratamento da tuberculose.

P: É normal o Myrin causar uma coloração laranja-avermelhada na urina, suor ou lágrimas?

Sim, o componente rifampicina deste medicamento causa frequentemente uma coloração laranja-avermelhada inofensiva nos fluidos corporais, tais como urina, suor e lágrimas. A informação oficial do produto menciona esta alteração esperada e indica que a mesma tem potencial para manchar permanentemente lentes de contacto moles e vestuário.

P: O Myrin causa habitualmente fadiga ou cansaço generalizado?

Os componentes do Myrin têm sido associados a relatos de fadiga geral ou sensações de mal-estar (desconforto). Este cansaço é referido como um possível efeito indesejável, a par de outras alterações gerais ou neurológicas listadas na informação oficial do produto.

P: Náuseas, vómitos ou desconforto gástrico são efeitos secundários frequentes do Myrin?

Sim, as perturbações gastrointestinais são efeitos adversos comummente reportados, associados aos componentes do Myrin. Estas perturbações podem incluir náuseas, vómitos, diarreia e desconforto abdominal, conforme documentado nas diretrizes regulamentares.

P: O Myrin pode interagir com analgésicos de venda livre, como o Tylenol ou o ibuprofeno?

Os documentos regulamentares aconselham precaução ao combinar o Myrin com outros medicamentos. Referem que o risco de lesão hepática é uma consideração quando o componente rifampicina é coadministrado com Paracetamol (Tylenol). Recomenda-se geralmente precaução para qualquer fármaco coadministrado devido aos potentes efeitos metabólicos do Myrin.

P: Existem vitaminas ou suplementos específicos conhecidos por interagir com o Myrin?

A informação oficial menciona que o componente etambutol pode interferir com a absorção de minerais essenciais como o cobre e o zinco, indicando que os suplementos minerais devem ser tomados com várias horas de intervalo. Além disso, a suplementação com Piridoxina (Vitamina B6) é referida para uso concomitante em doentes grávidas que utilizam Myrin, devido ao componente isoniazida.

P: O Myrin interage com medicamentos comuns utilizados para tratar a diabetes ou a tensão arterial elevada?

Sim. O componente rifampicina é um forte indutor enzimático que pode afetar a concentração de muitos fármacos coadministrados. Este efeito pode reduzir a eficácia de medicamentos utilizados para gerir a diabetes mellitus ou de certos corticosteroides. A documentação oficial afirma que é frequentemente necessária uma monitorização médica rigorosa dos níveis de açúcar no sangue durante esta coadministração.

P: Existem certos tipos de alimentos que devem ser evitados ao tomar Myrin?

A informação oficial do produto indica que o componente isoniazida do Myrin pode interagir com certos alimentos que contenham níveis elevados de tiramina ou histamina. Estas substâncias encontram-se tipicamente em produtos curados, como certos queijos, carnes curadas e alguns tipos de peixe.

P: O Myrin continua a ser eficaz se uma pessoa já tiver tido tratamento anterior para a sua patologia?

Sim, de acordo com as diretrizes oficiais de tratamento, esta Associação de Dose Fixa é indicada para o tratamento da fase intensiva tanto de casos novos como de casos de retratamento da patologia. Isto aplica-se desde que as bactérias causadoras sejam suscetíveis aos fármacos.

P: Quais são os riscos gerais associados à interrupção do Myrin antes do tempo indicado pelo médico?

As diretrizes oficiais de tratamento descrevem riscos potenciais associados à interrupção prematura do tratamento antituberculose. Estes riscos incluem falha do tratamento, recidiva da doença e o desenvolvimento adquirido de resistência aos fármacos por parte das bactérias, o que pode tornar o tratamento futuro muito mais difícil.

P: Que passos devem ser tomados se uma dose de Myrin for esquecida acidentalmente?

A orientação regulamentar descreve duas abordagens gerais se uma dose for esquecida: ou tomá-la o mais brevemente possível, ou saltá-la se estiver quase na hora da próxima dose programada. A orientação nota que os doentes devem evitar duplicar a dose para prevenir concentrações mais elevadas. O esquecimento de doses pode aumentar o risco de efeitos secundários e de falha do tratamento.

P: O Myrin afeta a capacidade de conduzir com segurança ou operar máquinas pesadas?

Os componentes do Myrin têm sido associados a efeitos no sistema nervoso central (SNC), incluindo tonturas, alterações na visão e problemas de saúde mental. A informação oficial do produto afirma que, se um doente experienciar tais efeitos secundários, a sua capacidade de conduzir ou operar máquinas com segurança pode ficar comprometida.

P: O Myrin é utilizado para prevenir a recorrência da patologia que trata?

O Myrin é utilizado para a fase inicial do tratamento para reduzir rapidamente o número de bactérias. A fase de continuação subsequente do tratamento destina-se a garantir que o doente fica totalmente curado e não sofre uma recidiva após a conclusão de todo o curso prescrito.

P: Qual é a diferença entre a 'fase inicial' e a 'fase de continuação' do tratamento mencionadas nos documentos do Myrin?

O tratamento é um processo de várias fases. A fase inicial (tipicamente 2 meses) utiliza quatro fármacos, incluindo o Myrin, para matar rapidamente as bactérias. A fase de continuação (tipicamente 4-7 meses) utiliza geralmente um número reduzido de fármacos para eliminar as bactérias restantes e prevenir a recorrência.

Como Myrin deve ser armazenado e descartado?

Como armazenar e eliminar o Myrin

O Myrin (associação de dose fixa de Rifampicina, Isoniazida, Pirazinamida e Etambutol) deve ser conservado sob condições específicas para manter a sua eficácia como agente antituberculático. O medicamento deve ser guardado à temperatura ambiente, geralmente não excedendo os 25 °C ou 30 °C, dependendo da região.

Requisitos de conservação

Os comprimidos devem ser protegidos da luz e guardados num local seco. É obrigatório manter o medicamento na sua embalagem original, bem fechada e estritamente fora do alcance das crianças. O produto deve ser protegido da congelação e não deve ser utilizado após o prazo de validade indicado na embalagem.

Instruções para eliminação

As orientações oficiais de eliminação recomendam a utilização de um programa de retoma de medicamentos ou de um envelope especializado para devolução por correio para um descarte seguro. Não deite o medicamento na sanita nem o despeje num lavatório. Caso não existam opções de retoma disponíveis, o fármaco pode ser descartado no lixo doméstico após ser misturado com uma substância desagradável (como borras de café usadas ou terra) e colocado num recipiente selado.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

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