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Mivacron

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Mivacron

Forma selecionada

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Método de ação: Muscle Relaxant, Non-Depolarising

Opção de tratamento:

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

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Visão geral de Mivacron

O que é o Mivacron? Definição e Classificação Farmacológica

O Mivacron é o nome comercial estabelecido para o medicamento que contém a substância ativa cloreto de mivacúrio, um composto sintético apresentado sob a forma de solução estéril, destinada exclusivamente a administração intravenosa. Este agente é classificado como um bloqueador neuromuscular (BNM), inserindo-se especificamente na classe dos relaxantes musculares esqueléticos não despolarizantes. Esta classificação indica que o composto atua como um antagonista competitivo, ligando-se aos recetores na superfície do músculo para interromper temporariamente os sinais transmitidos pelo neurotransmissor acetilcolina. O produto está sujeito a receita médica e é reconhecido pela sua utilidade em contextos clínicos controlados.

A Composição e Finalidade do Cloreto de Mivacúrio

A composição do cloreto de mivacúrio é única, tratando-se de um medicamento monocomposto que consiste numa mistura rigorosa de três formas químicas distintas conhecidas como estereoisómeros — os diésteres cis-cis, cis-trans e trans-trans — que se encontram em veículo aquoso (água para preparações injetáveis) para utilização clínica. O principal objetivo da administração deste composto é servir como um adjuvante essencial da anestesia geral, criando condições operatórias ideais. O Mivacron é clinicamente reconhecido por facilitar o relaxamento muscular esquelético necessário em procedimentos que exijam a imobilidade total do doente, como a intubação traqueal durante o início da ventilação mecânica. O seu benefício central é assegurar condições otimizadas para as equipas médicas através da suspensão temporária e controlada da atividade muscular voluntária.

Por que razão o Mivacron é Classificado como um Agente de Curta Duração

O Mivacron distingue-se dentro da classe dos BNM pela sua classificação como um fármaco de ação relativamente curta, uma característica específica fundamentada por estudos farmacológicos. A sua duração de ação é inerentemente breve porque o seu principal mecanismo de inativação consiste numa hidrólise rápida e extensa, catalisada pela enzima natural colinesterase plasmática. Esta decomposição enzimática eficiente do composto ativo, que difere de agentes que requerem uma depuração renal ou hepática substancial, garante uma reversão rápida e previsível dos efeitos de relaxamento muscular. Esta característica oferece um fator de diferenciação fundamental, tornando-o particularmente útil em procedimentos médicos de curta a média duração, nos quais se deseja uma recuperação rápida da função muscular por parte do doente.

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Quais efeitos secundários são possíveis com Mivacron?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança oficial para o cloreto de mivacúrio (Mivacron) detalha as reações adversas classificadas por frequência e pelo sistema corporal afetado, estritamente de acordo com os documentos regulamentares.

Classificação das Reações Adversas

Os efeitos indesejáveis são categorizados por frequência, com base em normas internacionais de segurança farmacêutica:

Classificação de Frequência Exemplos de Reações (Classe de Sistema e Órgãos)
Muito Frequentes Rubor/Flushing (Vasculopatias)
Frequentes Hipotensão (Vasculopatias)
Pouco Frequentes Broncoespasmo (Doenças respiratórias), Eritema, Taquicardia
Muito Raros Reações Anafiláticas ou Anafilatoides (Doenças do sistema imunitário)

Reações Adversas Graves e Condicionantes de Segurança

Os riscos documentados com maior relevância clínica são as reações anafiláticas e anafilatoides graves e o bloqueio neuromuscular prolongado em determinados indivíduos suscetíveis. Os efeitos relacionados com a libertação de histamina, especificamente o rubor (flushing) e a hipotensão, estão documentados como sendo dependentes da dose e mais propensos a ocorrer com uma injeção em bolus rápida.

As considerações de segurança ligadas ao metabolismo do fármaco são críticas: doentes com atividade reduzida da colinesterase plasmática — incluindo aqueles com insuficiência hepática ou renal grave, ou deficiências genéticas — correm o risco de uma duração significativamente prolongada do bloqueio neuromuscular. As informações oficiais indicam que o fármaco não deve ser administrado a indivíduos com antecedentes conhecidos de hipersensibilidade ao mivacúrio ou aos seus componentes.

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Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

A sobredosagem de Mivacron é definida em documentos regulamentares como um bloqueio neuromuscular intensificado ou prolongado, que se estende para além da duração clínica necessária. A manifestação mais crítica é a paralisia dos músculos respiratórios, que resulta na incapacidade de respirar (apneia). Sinais fisiológicos adicionais que podem acompanhar este estado incluem hipotensão acentuada e potenciais alterações na frequência cardíaca, o que representa um risco de compromisso cardiovascular grave.

Devem procurar-se cuidados médicos imediatos caso ocorra qualquer manifestação de paralisia prolongada. A gestão desta situação é estritamente controlada e obrigatória para garantir a segurança do doente. A atuação oficial exige a manutenção da desobstrução das vias aéreas e a instituição imediata de ventilação com pressão positiva, como a ventilação mecânica, até que a respiração espontânea do doente esteja totalmente restabelecida. Para o controlo da hipotensão, está descrita a utilização de fluidoterapia intravenosa e de agentes vasopressores para suporte circulatório.

O efeito do fármaco pode ser revertido farmacologicamente com doses padrão de agentes anticolinesterásicos. No entanto, é necessária a monitorização contínua da função neuromuscular, utilizando um estimulador de nervos, para orientar a gestão e confirmar a recuperação. Está documentado que os doentes com atividade reduzida da colinesterase plasmática ou com insuficiência renal aguda ou crónica correm o risco de sofrer um bloqueio prolongado e intensificado.

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Usos terapêuticos de Mivacron

Para que serve o Mivacron: Principais Utilizações e Benefícios

O Mivacron é geralmente utilizado em contextos clínicos que envolvem padrões de sintomas agudos ou instáveis, especificamente aqueles relacionados com uma atividade fisiológica elevada que requer uma gestão sintomática de suporte. A sua utilização terapêutica é aplicada em diversas áreas onde é necessário um apoio sintomático adicional para alcançar as condições indispensáveis à realização de procedimentos médicos.

Este medicamento é frequentemente utilizado em situações caracterizadas por períodos de acentuação de sintomas — nomeadamente, tónus e movimentos musculares indesejados — para apoiar:

  1. o relaxamento do músculo esquelético durante procedimentos cirúrgicos;
  2. a facilitação da intubação traqueal;
  3. a necessidade de relaxamento muscular geral para ventilação mecânica.

O Mivacron é considerado relevante quando é necessária assistência sintomática de curto prazo, sendo frequentemente utilizado durante fases em que os sintomas se tornam mais evidentes.

“Esta aplicação proporciona o apoio necessário para criar condições operatórias ideais e estáveis para a equipa cirúrgica.”

Esta característica auxilia os doentes durante episódios de maior desconforto, contribuindo para um melhor bem-estar e ajudando a aliviar a carga global dos sintomas.


Facto Rápido: Alívio de Movimentos Musculares Indesejados O Mivacron é habitualmente utilizado para ajudar com sintomas relacionados com o aumento da atividade neurológica ou muscular que interfere com os requisitos do procedimento, apoiando a suspensão temporária do movimento.

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Critérios de utilização e restrições

O Mivacron (cloreto de mivacúrio) é um relaxante muscular de curta duração com regras de elegibilidade específicas, determinadas pela genética e pela função orgânica do doente, conforme documentado em fontes regulamentares oficiais.

Populações com Contraindicação

O medicamento é contraindicado em doentes com alergia ou hipersensibilidade conhecida ao mivacúrio. A utilização é também estritamente contraindicada em doentes homozigóticos para o gene da colinesterase plasmática atípica, devido ao elevado risco de um bloqueio neuromuscular intenso e prolongado.

Restrições Baseadas na Idade e Condição Clínica

Grupo Populacional Estado de Elegibilidade Requisito Regulamentar
Lactentes com menos de 2 meses Utilização Não Estabelecida A segurança e a eficácia não foram estabelecidas; não podem ser feitas recomendações de dose.
Insuficiência Renal/Hepática Utilização Restrita A duração do efeito é prolongada (até 1,5 a 3 vezes mais em doença em fase terminal) devido à redução da eliminação.
Atividade da Colinesterase Reduzida Utilização Condicional Doentes heterozigóticos para o gene atípico requerem taxas de infusão mais baixas; todos os casos de atividade reduzida exigem precaução extrema.
Doença Cardiovascular Utilização Condicional Requer uma administração mais lenta (mais de 60 segundos) para minimizar o potencial de alterações transitórias na pressão arterial.

A elegibilidade durante a gravidez e lactação exige uma análise cuidadosa da relação risco-benefício pelo médico assistente, uma vez que as fontes regulamentares oficiais indicam um estado condicional e não proibitivo.

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O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

O Mivacron (mivacúrio) é um bloqueador neuromuscular cujos efeitos podem ser significativamente alterados por diversas classes de medicamentos, o que pode levar a um relaxamento muscular prolongado ou intensificado. Uma vez que o Mivacron é utilizado apenas em ambientes controlados, estas interações são geridas pelo médico anestesista.

Medicamentos que Potenciam o Efeito do Mivacron

A administração conjunta com os seguintes medicamentos pode aumentar a ação de bloqueio neuromuscular do Mivacron:

  • Agentes Anestésicos Voláteis: Os anestésicos por inalação, tais como o isoflurano ou o enflurano, diminuem significativamente a dose necessária de Mivacron e prolongam a sua duração de ação. O halotano tem um efeito potenciador menor. A dose de Mivacron deve ser reduzida quando administrada após o estabelecimento de uma anestesia em estado de equilíbrio com estes agentes.
  • Outros Bloqueadores Neuromusculares: O uso concomitante ou sequencial de outros agentes não despolarizantes ou despolarizantes, como a succinilcolina, pode resultar num bloqueio reforçado.
  • Antibióticos Específicos: Certos antibióticos, particularmente os aminoglicosídeos (ex.: gentamicina), as polimixinas e as tetraciclinas, podem aumentar o grau de relaxamento muscular.
  • Outros Fármacos: Este grupo inclui sais de magnésio, procainamida, quinidina, lítio, bloqueadores dos canais de cálcio e alguns diuréticos (ex.: furosemida).

Atividade da Colinesterase Plasmática

O Mivacron é metabolizado pela colinesterase plasmática. Medicamentos ou condições que reduzam a atividade desta enzima podem levar a uma duração de ação prolongada. Estes incluem agentes anticolinesterásicos (utilizados para a reversão do bloqueio), certos fármacos de quimioterapia e condições como doença hepática ou renal grave ou variantes genéticas da enzima.

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Mecanismo de ação

Bloqueio Competitivo da Placa Motora

O cloreto de mivacúrio atua funcionando como um antagonista competitivo nos recetores nicotínicos de acetilcolina (nAChR) situados nas fibras musculares esqueléticas. A molécula compete fisicamente com a substância de sinalização natural do organismo, a acetilcolina, pelo acesso a estes recetores, bloqueando eficazmente a via de sinalização do nervo para o músculo. Este antagonismo impede o fluxo iónico necessário e a subsequente despolarização elétrica, interrompendo imediatamente o impulso requerido para a contração muscular, o que resulta numa paralisia muscular esquelética flácida.


Inativação Enzimática Baseada no Mecanismo

A curta duração do efeito do fármaco é um resultado direto da sua estrutura química ser altamente suscetível à degradação pela enzima circulante, a colinesterase plasmática (também conhecida como pseudocolinesterase). Esta enzima decompõe rapidamente o mivacúrio em componentes inativos na corrente sanguínea, reduzindo continuamente a concentração do fármaco ativo. Este processo assegura uma reversão espontânea e previsível do bloqueio neuromuscular assim que a enzima elimina as moléculas ativas. Este mecanismo é limitado principalmente em doentes com atividade da colinesterase plasmática naturalmente baixa ou atípica, o que prolonga significativamente o efeito fisiológico.

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Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o Mivacron: Diretrizes Oficiais de Administração

O Mivacron (cloreto de mivacúrio) é administrado estritamente por via intravenosa (IV), quer através de uma injeção única (bolus), quer por infusão contínua. A sua utilização é obrigatória em ambientes clínicos controlados sob anestesia geral e com a supervisão de especialistas qualificados. A dosagem contínua é orientada pela monitorização da função neuromuscular, utilizando um estimulador de nervos periféricos.

O produto é fornecido como uma solução estéril de 2 mg/mL. A administração exige que a solução seja preparada imediatamente antes da utilização em condições asséticas, não devendo ser misturada com soluções fortemente alcalinas.

Regimes de Dosagem Padrão

Os regimes de dosagem são determinados com precisão com base no peso do doente e na fase do procedimento. Os pontos seguintes refletem os princípios de utilização padrão:

Regime de Dosagem (Adultos) Orientação de Dose Contexto e Tempo
Dose de Bolus Inicial 0,07 a 0,25 mg/kg Doses elevadas (≥ 0,20 mg/kg) devem ser administradas ao longo de 30 segundos ou em doses fracionadas.
Bolus de Manutenção 0,1 mg/kg Administrado perante evidência de recuperação espontânea, habitualmente a cada 15 a 25 minutos após a dose inicial.
Infusão Contínua 5 a 7 mcg/kg/min Ajustada para manter o nível de bloqueio desejado, após uma taxa inicial de 9 a 10 mcg/kg/min.

Regras de Utilização para Populações Específicas

As instruções oficiais incluem princípios para o ajuste da utilização em grupos específicos:

  • Crianças (2–12 anos): As instruções indicam a necessidade de doses iniciais mais elevadas (ex.: 0,2 mg/kg para intubação) e taxas de infusão mais rápidas em comparação com os adultos.
  • Insuficiência Hepática/Renal: A duração da ação é prolongada nestas condições, o que exige uma redução na dose inicial e na taxa de infusão de manutenção.
  • Idosos: Podem necessitar de taxas de infusão mais baixas do que os doentes mais jovens.

O protocolo global de utilização é, portanto, padronizado e limitado ao contexto agudo e vigiado, sendo que a recuperação é independente da duração da infusão.

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Evidência clínica recente

Evidência Científica e Panorama dos Estudos sobre o Mivacron

Esta síntese descreve os tipos de estudos que analisaram o Mivacron (cloreto de mivacúrio) e descreve o que a investigação disponível documenta, seguindo rigorosamente fontes científicas oficiais e revistas por pares. Estas informações destinam-se a contextualizar o registo de investigação do fármaco e não constituem um guia para tratamento ou utilização.


Evidência na Utilização como Adjuvante da Anestesia Geral

A investigação analisou o papel do Mivacron quando aplicado em conjunto com a anestesia geral. A evidência central para esta utilização provém de ensaios clínicos controlados e aleatorizados e de estudos comparativos, nos quais se estudou o relaxamento muscular esquelético durante a cirurgia e se avaliou a investigação sobre necessidades de procedimentos, como a intubação traqueal.

Os estudos exploraram resultados relacionados com medidas funcionais, analisando especificamente o tempo necessário para que os músculos relaxem após a administração e a qualidade da estabilidade do relaxamento muscular observada. A investigação também monitorizou resultados ligados ao esforço fisiológico durante a administração inicial. A evidência contribui para a compreensão das alterações de curto prazo medidas num ambiente controlado. Verifica-se uma falta de evidência comparativa para uma avaliação abrangente em todos os tipos de tratamentos.


Evidência em Populações Especiais de Doentes

Foi realizada investigação específica para avaliar os padrões de ação e recuperação do Mivacron em grupos de doentes fora da população adulta geral. Os estudos monitorizaram os efeitos em doentes pediátricos (incluindo crianças dos 2 aos 12 anos) e em adultos mais velhos. A investigação foi também avaliada em doentes com determinadas condições subjacentes, tais como patologias renais ou hepáticas.

Estes estudos exploraram como o decurso temporal do relaxamento muscular pode diferir nestes grupos específicos. A evidência indica que a taxa de recuperação foi observada em doentes que apresentavam desequilíbrio sistémico. A evidência é limitada para indivíduos com as formas mais graves das referidas patologias.


Duração da Ação e Seguimento Alargado nos Estudos

Os estudos exploraram padrões de início e duração em relação a outros medicamentos da sua classe. A investigação monitorizou resultados que descrevem alterações episódicas ou agudas ao longo de intervalos de tempo definidos, medidos em minutos. A investigação também analisou a utilização do Mivacron como uma infusão contínua para procedimentos com duração de até algumas horas. As conclusões indicam que os dados mostram padrões relacionados com a administração contínua. As durações do seguimento foram limitadas à duração do procedimento agudo ou ao período de infusão, e existe informação limitada para resultados a longo prazo ou para a durabilidade do efeito.


O que a Investigação Documenta como Permanecendo Incerto

A investigação destaca várias áreas onde a evidência é atualmente limitada. Uma conclusão fundamental é que o tempo necessário para a recuperação da função muscular revelou variabilidade entre indivíduos nalguns estudos. Esta variabilidade foi associada a diferenças na atividade da enzima colinesterase plasmática. Para doentes com níveis baixos desta enzima, os dados de investigação mostram padrões relacionados com uma duração prolongada. As revisões regulamentares observaram que os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos, particularmente porque existe uma clara falta de dados para a utilização do Mivacron por períodos prolongados em ambiente de Unidade de Cuidados Intensivos (UCI).

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Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Mivacron (FAQ)


P: Com que rapidez o Mivacron começa a fazer efeito após a injeção?

De acordo com as informações oficiais de prescrição, o Mivacron (cloreto de mivacúrio) apresenta um início de ação rápido. O início do relaxamento muscular máximo é geralmente observado entre 1,5 a 3 minutos após a administração, embora os tempos de resposta individuais possam variar.


P: O Mivacron é frequentemente utilizado em procedimentos curtos?

Sim. A informação oficial do produto classifica o Mivacron como um agente bloqueador neuromuscular de curta duração. Esta característica torna-o adequado para procedimentos cirúrgicos onde um bloqueio muscular temporário e de reversão rápida é uma consideração importante.


P: O Mivacron é seguro para utilização em crianças?

A documentação oficial indica que o Mivacron está aprovado para utilização em crianças a partir dos 2 meses de idade para ajudar a relaxar os músculos durante as operações. As diretrizes oficiais indicam que a dose é determinada por um especialista com base no peso da criança e na sua condição clínica.


P: O Mivacron pode ser utilizado durante uma cesariana ou parto?

As orientações oficiais estabelecem que o uso de Mivacron durante a gravidez, incluindo procedimentos como uma cesariana, requer uma discussão cuidadosa sobre os riscos e benefícios por parte do médico responsável pela administração. Esta discussão ajuda o clínico a avaliar os potenciais benefícios e os riscos conhecidos específicos para a condição da doente e para o procedimento.


P: O Mivacron afetará a minha recuperação se eu estiver a tomar certos antibióticos?

A informação regulamentar indica que certas classes de antibióticos, como os aminoglicosídeos ou as polimixinas, podem potenciar ou reforçar o efeito de relaxamento muscular do Mivacron. Esta interação pode levar a uma duração de ação prolongada, estendendo potencialmente o tempo necessário para o regresso da função muscular total.


P: Porque é importante monitorizar a resposta nervosa do doente enquanto este recebe Mivacron?

As diretrizes oficiais de administração estabelecem que é utilizado um estimulador de nervos periféricos para monitorizar a resposta nervosa do doente. Esta monitorização é utilizada para medir a profundidade do relaxamento muscular, orientar a necessidade de medicação adicional e verificar a reversão adequada do bloqueio.


P: Como é revertido o efeito do Mivacron?

O Mivacron é principalmente um fármaco de curta duração que permite uma reversão espontânea dos seus efeitos, à medida que o medicamento é decomposto naturalmente na corrente sanguínea. Se for clinicamente necessário, a equipa de anestesia pode administrar antagonistas específicos para acelerar o regresso da função neuromuscular normal.


P: O Mivacron é alguma vez utilizado fora dos blocos operatórios?

O Mivacron é habitualmente utilizado como adjuvante da anestesia geral em blocos operatórios. As fontes oficiais também mencionam a sua indicação para o relaxamento muscular durante a ventilação mecânica em doentes em ambientes de Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) controlados, embora esta utilização seja geralmente muito restrita.


P: O Mivacron pode causar uma reação semelhante à anafilaxia?

Sim, a informação oficial do produto documenta que as reações anafiláticas e anafilactoides são efeitos secundários graves, embora muito raros. Além disso, estão documentados efeitos secundários comuns como o rubor e a descida da pressão arterial (hipotensão), que estão relacionados com a libertação de histamina causada pelo fármaco.


P: O Mivacron é o mesmo que o rocurónio ou o vecurónio?

O Mivacron não é o mesmo que o rocurónio ou o vecurónio, mas pertencem à mesma classe farmacológica, conhecida como agentes bloqueadores neuromusculares não despolarizantes. O Mivacron distingue-se dentro deste grupo por ter uma curta duração de ação, que é determinada por uma decomposição única e rápida através de enzimas em circulação.


P: O Mivacron provoca perda de consciência?

Não. A rotulagem oficial afirma que o Mivacron não tem efeito conhecido sobre a consciência, o limiar da dor ou a função cognitiva. Para evitar sofrimento, é fundamental que o doente já se encontre inconsciente através de anestesia geral antes de o Mivacron ser administrado.


P: Quanto tempo o Mivacron permanece no organismo?

O Mivacron é conhecido pelo seu perfil de eliminação rápida. O fármaco é decomposto rapidamente por enzimas no sangue, resultando numa semivida de eliminação média de aproximadamente 2 minutos em adultos jovens saudáveis. Este mecanismo garante que o fármaco ativo seja rapidamente eliminado do corpo.


P: Existem diferentes dosagens ou formas de Mivacron?

O Mivacron é fornecido apenas como uma solução estéril destinada a injeção intravenosa. Embora seja fornecido em frascos de diferentes tamanhos, a concentração da solução mantém-se habitualmente em 2 mg de cloreto de mivacúrio por mililitro.


P: Porque é que o Mivacron é por vezes preferido em relação a outros relaxantes musculares?

O Mivacron é frequentemente considerado em contextos clínicos onde se pretende que a função muscular do doente recupere de forma relativamente rápida. Isto deve-se à sua classificação como um agente de curta duração com uma rápida decomposição por enzimas circulantes, o que oferece um fim de efeito célere e previsível.


P: O Mivacron pode ser administrado a um doente com historial de asma?

Os documentos regulamentares oficiais listam o broncospasmo (constrição das vias respiratórias) como uma reação adversa pouco frequente associada ao uso de Mivacron. Esta reação potencial é considerada pelo médico prescritor, particularmente ao avaliar doentes com historial de condições respiratórias.

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Como Mivacron deve ser armazenado e descartado?

Requisitos Oficiais de Armazenamento e Eliminação

Item Requisito Regulamentar
Temperatura de Armazenamento Conservar a temperatura inferior a 25 °C. Não congelar.
Requisitos de Proteção Deve ser protegido da luz e mantido na embalagem exterior.
Estabilidade após Abertura O produto não contém conservantes antimicrobianos e deve ser utilizado imediatamente após a abertura da ampola.
Segurança Infantil Manter o medicamento fora da vista e do alcance das crianças.
Instruções de Eliminação Qualquer conteúdo não utilizado, incluindo solução remanescente em ampolas abertas ou diluições, deve ser eliminado imediatamente.
Gestão de Resíduos A eliminação do produto não utilizado e dos materiais residuais deve ser efetuada de acordo com os requisitos locais.

A rotulagem regulamentar exige que o Mivacron seja armazenado sob condições controladas, especificamente abaixo de 25 °C e protegido da luz, com uma proibição explícita de congelamento. A natureza de utilização única da solução estéril e a sua ausência de conservantes exigem o uso imediato após a abertura, após o qual qualquer porção restante deve ser descartada. A eliminação final dos resíduos farmacêuticos deve cumprir rigorosamente os requisitos regulamentares locais.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Mivacron encontrado em:

ÍNDICE A-Z: