Mitoxantron

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Mitoxantron

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Mitoxantron

O que é a Mitoxantrona e como é classificada?

A mitoxantrona é um fármaco sintético de elevada potência, classificado essencialmente como um agente antineoplásico. Pertence ao grupo químico específico das antracenodionas. Esta classificação designa-a formalmente como um agente sistémico utilizado para combater a proliferação de células anormais ou de divisão rápida no organismo. Estudos farmacológicos confirmam as suas propriedades citotóxicas e imunossupressoras. A mitoxantrona foi desenvolvida como um análogo estrutural da classe mais antiga das antraciclinas, refletindo um esforço de síntese laboratorial para produzir um composto com uma capacidade terapêutica comparável, mas com uma estrutura química distinta. A entidade farmacológica é um composto de ingrediente único, sendo habitualmente fornecida sob a forma de cloridrato de mitoxantrona.

Composição, forma e papel terapêutico geral

O medicamento é disponibilizado como um concentrado estéril para preparação de solução injetável ou perfusão, consistindo numa solução aquosa de cor azul escura destinada a uma introdução imediata no organismo. Esta preparação, que contém cloridrato de mitoxantrona, foi estritamente concebida para administração por via intravenosa e nunca deve ser tomada por via oral, garantindo assim a distribuição sistémica completa e imediata necessária para a sua função terapêutica. O papel terapêutico geral da substância baseia-se na sua aptidão para o controlo sistémico de condições definidas pelo crescimento celular excessivo ou por uma atividade imunitária desregrada e lesiva. Por exemplo, a sua ação é clinicamente reconhecida no controlo da proliferação celular em determinadas patologias hematológicas agressivas.

Compreender o mecanismo da antracenodiona

A mitoxantrona atua como um agente reativo ao ADN, interferindo diretamente com o código genético e a maquinaria das células. O princípio operacional fundamental é duplo: a substância insere-se fisicamente na estrutura do ADN (intercalação de ADN), perturbando o plano genético celular, e, simultaneamente, inibe a enzima crítica Topoisomerase II, o que impede os processos necessários de reparação e replicação do ADN. Esta ação direcionada trava eficazmente a multiplicação de células suscetíveis e contribui para um efeito imunossupressor reconhecido, que sustenta a sua ampla utilidade clínica.

Quais efeitos secundários são possíveis com Mitoxantron?

Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

O perfil de segurança da mitoxantrona é oficialmente caracterizado por reações adversas específicas, classificadas pela sua frequência e impacto nos sistemas de órgãos, conforme documentado pelas autoridades regulamentares. Os riscos mais graves estão primordialmente relacionados com a exposição cumulativa ao fármaco ao longo do tempo.

Principais Domínios de Segurança e Reações Adversas

As preocupações de segurança mais proeminentes envolvem a cardiotoxicidade e a mielossupressão (supressão da medula óssea), sendo ambas centrais na monitorização de segurança obrigatória. Uma terceira preocupação de grande relevo é o potencial de aparecimento de uma neoplasia maligna secundária.

Classificação Exemplos de Reações Adversas
Muito frequentes (≥ 1/10) Leucopenia, náuseas, alopécia, infeções, amenorreia
Frequentes (≥ 1/100 a < 1/10) Estomatite, diarreia, alterações cardíacas funcionais, fadiga
Reações Adversas Graves Insuficiência cardíaca congestiva, mielossupressão grave (podendo levar a sépsis), Leucemia Mieloide Aguda (LMA) secundária, anafilaxia

Está documentado que o risco de cardiotoxicidade aumenta com a dose cumulativa vitalícia administrada, podendo conduzir a uma insuficiência cardíaca congestiva irreversível. De igual modo, o risco de LMA secundária está associado à exposição a longo prazo e à dosagem cumulativa. A mielossupressão é um efeito muito frequente, com os valores mais baixos de contagem de células sanguíneas (nadir) a ocorrerem tipicamente entre 10 a 14 dias após a administração.

Restrições de Segurança e Populações Especiais

A rotulagem oficial define restrições de segurança específicas. O fármaco é contraindicado em doentes com uma Fração de Ejeção do Ventrículo Esquerdo (FEVE) basal abaixo de um limiar especificado, devido ao risco cardíaco. É também contraindicado em casos de hipersensibilidade conhecida à mitoxantrona e em situações de insuficiência hepática grave. Existem considerações específicas para populações especiais: os adultos mais velhos podem enfrentar um risco acrescido de toxicidade, enquanto os doentes pediátricos apresentam um risco documentado de toxicidade cardíaca tardia.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

A exposição excessiva à mitoxantrona é definida pela ocorrência de toxicidades graves e potencialmente fatais. A principal manifestação sistémica de uma sobredosagem é uma mielossupressão profunda e severa, caracterizada por uma redução rápida na contagem de células sanguíneas, especificamente a neutropenia. Foram oficialmente documentados casos fatais devido a complicações resultantes desta supressão da medula óssea, bem como por cardiotoxicidade grave, que pode resultar em Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC) e numa diminuição documentada da Fração de Ejeção do Ventrículo Esquerdo (FEVE).

Erros de administração, como a injeção intratecal — que é estritamente proibida —, provocam danos neurológicos irreversíveis, incluindo paralisia e disfunção do intestino ou da bexiga. O risco de sobredosagem é superior em populações específicas, nomeadamente em doentes com insuficiência hepática grave, devido à eliminação reduzida do fármaco, e naqueles com um histórico de terapia cardiotóxica anterior.

Ações de Emergência Obrigatórias

Os doentes devem procurar assistência médica imediata perante quaisquer sintomas indicativos de sofrimento cardíaco grave ou sinais de infeção (como febre ou calafrios) que possam resultar de uma neutropenia severa. Na eventualidade de uma exposição excessiva localizada, como a suspeita de extravasamento no local da perfusão, a administração deve ser imediatamente interrompida. A gestão clínica limita-se estritamente à prestação de tratamento sintomático e de suporte geral, uma vez que não se conhece um antídoto específico para a exposição excessiva à mitoxantrona.

Usos terapêuticos de Mitoxantron

O que trata a Mitoxantrona: principais utilizações e benefícios

A mitoxantrona é geralmente considerada um medicamento que pode integrar a gestão sintomática de diversas indicações primárias. A sua utilização é relevante em contextos que envolvem uma elevada carga sistémica em várias condições graves, caracterizadas por períodos de agravamento dos sintomas.

O medicamento é frequentemente utilizado para auxiliar no tratamento da leucemia não linfocítica aguda (LNLA) em adultos. É igualmente considerado relevante para a gestão de sintomas associados a estados inflamatórios ou irritativos, como acontece em formas específicas de esclerose múltipla — nomeadamente nos tipos secundária progressiva, progressiva com surtos e formas de surto-remissão em fase de agravamento — e para abordar a dor relacionada com o cancro da próstata avançado refratário à hormonoterapia. Nestes contextos, a mitoxantrona auxilia na gestão de sintomas ligados ao aumento da atividade neurológica ou muscular e de sintomas que se tornam mais disruptivos durante os períodos de exacerbação.

O alívio de suporte proporcionado nestes cenários clínicos pode ajudar os doentes a lidar de forma mais constante com as flutuações dos sintomas. Isto pode fazer parte de uma estratégia de gestão sintomática. O fármaco é comummente utilizado para auxiliar em sintomas relacionados com o desconforto físico e apoia o bem-estar geral durante as fases sintomáticas. Globalmente, apoia o doente durante episódios difíceis, atenuando o sofrimento em situações onde a estabilidade funcional possa estar afetada.

Facto Rápido: Apoia doentes com sintomas relacionados com o desconforto físico (por exemplo, a dor no cancro da próstata avançado).

Critérios de utilização e restrições

Mapa de Elegibilidade: Quem pode e quem não pode utilizar a Mitoxantrona

A elegibilidade para a utilização de mitoxantrona é estritamente definida por documentos regulamentares, focando-se no estado de saúde do doente e em condições preexistentes.

Âmbito de Elegibilidade

O medicamento está autorizado para adultos com tipos específicos de Leucemia Não Linfocítica Aguda (LNLA), cancro da próstata avançado refratário à hormonoterapia e certas formas de Esclerose Múltipla (especificamente formas de surto-remissão em fase de agravamento, progressiva com surtos ou secundária progressiva).

A utilização é contraindicada em doentes com hipersensibilidade (alergia) conhecida ao fármaco, bem como em mulheres que estejam grávidas ou a amamentar. A não elegibilidade absoluta aplica-se também a doentes com Esclerose Múltipla que apresentem uma Fração de Ejeção do Ventrículo Esquerdo (FEVE) basal abaixo do limite inferior de normalidade da instituição.

Restrições Específicas por Condição

O tratamento é restringido com base na saúde dos órgãos vitais. A insuficiência hepática grave exige ajustes na dosagem ou pode impedir totalmente a utilização, especialmente em doentes com Esclerose Múltipla. A elegibilidade está dependente do estado hematológico do doente, exigindo geralmente uma recuperação adequada de supressões anteriores da medula óssea e uma contagem mínima de neutrófilos (exceto no contexto específico do tratamento da LNLA). A segurança e a eficácia não foram estabelecidas para a população pediátrica. O medicamento não é indicado para a Esclerose Múltipla Primária Progressiva.

Estrutura de Elegibilidade Resultante

As normas regulamentares oficiais definem limites rigorosos para a utilização, proibindo o fármaco em contextos específicos de saúde cardíaca e reprodutiva. Ao mesmo tempo, restringem o seu uso com base na função dos órgãos e asseguram que este é aplicado apenas às populações adultas para as quais foi indicado.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil de interações da mitoxantrona é definido por potenciais toxicidades aditivas e por efeitos documentados na depuração e no transporte do fármaco. A documentação oficial assinala a ausência de estudos de interação farmacocinética dedicados em humanos com medicamentos administrados concomitantemente.

Interações Medicamentosas

Tipo de Interação Categorias de Substâncias Interagentes Resultado Regulamentar
Farmacodinâmica Fármacos cardiotóxicos (ex: antraciclinas), agentes mielossupressores, vacinas de vírus vivos Aumento do risco de toxicidade cardíaca; maior supressão da medula óssea; a combinação com vacinas de vírus vivos é contraindicada devido ao risco imunossupressor.
Farmacocinética Inibidores da Glicoproteína-P (P-gp) (ex: ciclosporina, eritromicina), inibidores da BCRP Podem aumentar a exposição sistémica (concentração no sangue) e a toxicidade da mitoxantrona.

Restrições de Administração e de Depuração

Restrições Físicas e de Calendarização: A mitoxantrona não deve ser misturada com heparina na mesma solução de perfusão, uma vez que pode ocorrer precipitação física (formação de partículas). Geralmente, não é recomendada a mistura com outros medicamentos na mesma solução de perfusão.

Depuração Específica por População: Em doentes com insuficiência hepática, a depuração (eliminação) da mitoxantrona está oficialmente documentada como sendo reduzida. Esta alteração fisiológica resulta num aumento significativo da exposição sistémica — medida pela Área Sob a Curva (AUC) — ao medicamento. Não estão documentadas interações específicas com alimentos, álcool ou suplementos à base de plantas.

Mecanismo de ação

Como funciona a Mitoxantrona

A mitoxantrona atua através de um mecanismo duplo focado na interrupção da divisão celular e na modulação da atividade imunitária. Este agente opera ao nível do núcleo molecular da célula para estabelecer os seus efeitos fisiológicos.

Interferência Genética e Destruição Celular

Esta vertente detalha a interação do fármaco com o ADN e com a enzima Topoisomerase II (TOP2). A mitoxantrona induz citotoxicidade através da intercalação na estrutura do ADN — inserindo-se fisicamente entre as cadeias genéticas — e agindo simultaneamente como um inibidor da TOP2 para impedir a reparação das cadeias de ADN. Este dano molecular induz a morte celular programada (apoptose), o que resulta numa diminuição sistémica da população de células de multiplicação rápida e suscetíveis.

Imunossupressão e Modulação Anti-inflamatória

Este domínio descreve a forma como o fármaco influencia o sistema imunitário. O mecanismo citotóxico suprime preferencialmente a proliferação e a função de componentes imunitários fundamentais, especificamente os linfócitos T, os linfócitos B e os macrófagos. A redução resultante nestas células imunitárias e a menor secreção de mensageiros pró-inflamatórios (citocinas) levam à modulação das vias imunitárias e inflamatórias.

Informações sobre dosagem e administração

Âmbito da Administração

Característica Instrução Regulamentar Oficial
Via de Administração Estritamente apenas por perfusão intravenosa (IV). A administração por vias subcutânea, intramuscular, intra-arterial ou intratecal é explicitamente proibida.
Esquema Posológico A dose é calculada com base na Área de Superfície Corporal (ASC) do doente (em 180 m²) para todas as indicações aprovadas. Para a Esclerose Múltipla (EM), a dose padrão é de 12 mg/m² por perfusão. Para o Cancro da Próstata Refratário à Hormonoterapia, o intervalo típico é de 12 a 14 mg/m² por dose, utilizado em associação com corticosteroides.
Frequência e Calendarização Para a EM, o fármaco é administrado uma vez a cada 3 meses. Para o Cancro da Próstata, é administrado a cada 21 dias. Para a Leucemia Não Linfocítica Aguda (LNLA), é administrado em ciclos diários curtos (por exemplo, 3 dias consecutivos para a indução inicial), com os ciclos separados por várias semanas.
Dose Cumulativa Máxima A duração do tratamento é limitada por uma dose cumulativa máxima vitalícia que não deve exceder os 140 mg/m².

Requisitos Procedimentais da Administração

A mitoxantrona é fornecida como um concentrado que deve ser diluído antes da injeção. A dose necessária é diluída num mínimo de 50 mL utilizando uma solução aprovada, tal como Cloreto de Sódio a 0,9% para injeção ou Dextrose a 5% para injeção.

Sequência oficial de etapas:

  1. A solução diluída é introduzida lentamente na tubagem de uma linha de perfusão intravenosa de fluxo livre.
  2. A perfusão deve ser administrada durante um período não inferior a 3 minutos (alguns regimes citam 5 a 15 minutos).
  3. Para adultos mais velhos, a seleção da dose pode necessitar de começar no limite inferior do intervalo aprovado.

Estas instruções oficiais definem a administração da mitoxantrona como uma terapia cíclica, estritamente intravenosa e com dose limitada. O protocolo baseia-se no cálculo preciso da dose com base na área de superfície corporal, em etapas de preparação obrigatórias e num tempo mínimo de perfusão especificado. Este padrão de utilização estruturado assegura uma abordagem normalizada para a entrega do fármaco, conforme delineado nos documentos regulamentares governamentais.

Evidência clínica recente

Evidência de investigação / Visão geral dos estudos sobre a Mitoxantrona

A investigação sobre a mitoxantrona foca-se no seu papel em situações clínicas específicas que foram objeto de estudo. A informação aqui apresentada descreve os tipos de estudos realizados e os parâmetros examinados pelos investigadores, de acordo com fontes oficiais.


Evidência para a utilização na Esclerose Múltipla (EM)

Esta secção resume a estrutura de Ensaios Clínicos Aleatorizados Controlados (ECAC) de curto prazo e revisões sistemáticas que analisaram o papel da mitoxantrona em formas de EM altamente ativas, focando-se nos resultados medidos, tais como a frequência de surtos e a progressão da incapacidade.

Mitoxantrona foi estudada para certas formas de Esclerose Múltipla (EM) — especificamente aquelas condições caracterizadas por manifestações flutuantes ou episódicas — em populações selecionadas por apresentarem indicadores de atividade inflamatória. Os resultados descrevem padrões observados nos estudos durante curtos períodos de acompanhamento. Alguns ensaios reportaram que as populações que receberam mitoxantrona apresentaram medições da frequência de surtos que diferiram das observadas em populações que receberam um placebo. Os efeitos a longo prazo da mitoxantrona continuam a ser explorados através de observação contínua e revisão científica.

Evidência para a utilização no Cancro da Próstata Avançado Refratário à Hormonoterapia

Esta parte detalha o desenho dos ensaios que estudaram a mitoxantrona, tipicamente em combinação com um corticosteroide, abrangendo o que estes estudos avaliaram, especificamente o foco principal em objetivos paliativos, como a redução da dor e a qualidade de vida, bem como objetivos secundários, como a sobrevivência.

Mitoxantrona foi avaliada em Ensaios Clínicos Aleatorizados para adultos com cancro da próstata avançado, sintomático e refratário à hormonoterapia. A investigação neste contexto focou-se principalmente em resultados paliativos, que abordam questões relacionadas com o desconforto físico. Os ensaios reportaram que, em alguns estudos, observou-se que o regime de combinação apresentou medições de resposta à dor que diferiram das observadas com o corticosteroide utilizado isoladamente. No entanto, os dados revelam não existir uma diferença estatisticamente percetível no tempo de sobrevivência entre as duas populações estudadas.

Evidência para a utilização na Leucemia Não Linfocítica Aguda (LNLA/LMA)

Esta área descreve os robustos Estudos Comparativos Aleatorizados que estabeleceram a utilização da mitoxantrona em regimes de quimioterapia combinada para adultos com LNLA/LMA, descrevendo os objetivos específicos, tais como as taxas de remissão completa e a sobrevivência global, nos quais os investigadores se focaram.

Mitoxantrona foi estudada para o tratamento inicial da Leucemia Não Linfocítica Aguda (LNLA) em adultos. A base da investigação consiste em grandes Estudos Comparativos Aleatorizados, nos quais o medicamento foi avaliado em regimes de combinação específicos. A evidência é limitada quanto ao desempenho da mitoxantrona quando utilizada como agente único para esta condição.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre a Mitoxantrona (FAQ)


Q: A Mitoxantrona afeta o coração a longo prazo?

As informações oficiais indicam que o risco de problemas cardíacos graves, como a insuficiência cardíaca congestiva (ICC), está associado à utilização de Mitoxantrona. Esta condição está documentada como podendo ocorrer durante a terapia ou meses a anos após a interrupção do tratamento. O risco de cardiotoxicidade aumenta com a dose cumulativa total que uma pessoa recebe ao longo do tempo.


Q: Com que rapidez costumam surgir os efeitos secundários da Mitoxantrona?

Algumas alterações físicas visíveis podem ocorrer rapidamente. O fármaco pode tornar a urina e a esclera (a parte branca dos olhos) azul-esverdeadas ou azuladas durante aproximadamente 24 horas após a administração. Outros efeitos secundários comuns, como alterações nas contagens de células sanguíneas, ocorrem tipicamente num período de dias ou semanas.


Q: A Mitoxantrona provoca a perda total do cabelo?

A perda de cabelo, conhecida como alopecia, é um efeito secundário muito comum da Mitoxantrona. O efeito é frequentemente descrito como um enfraquecimento generalizado do cabelo, em vez de uma perda completa ou total em todo o couro cabeludo.


Q: A Mitoxantrona pode afetar a fertilidade em homens ou mulheres?

O medicamento pode potencialmente causar danos na capacidade reprodutiva. Existem riscos que incluem a possibilidade de infertilidade masculina e insuficiência ovárica em mulheres.


Q: O que deve ser evitado ao receber Mitoxantrona?

A administração está estritamente limitada à via de perfusão intravenosa e não deve ser realizada por via subcutânea, intramuscular, intra-arterial ou intratecal. Recomenda-se a evicção do uso concomitante de vacinas de vírus vivos e a combinação com outros fármacos conhecidos por serem cardiotóxicos devido ao aumento dos riscos de segurança.


Q: Quais são as preocupações a longo prazo mais comuns associadas ao uso de Mitoxantrona?

As duas preocupações de segurança mais proeminentes associadas à exposição prolongada e à dose cumulativa são o risco de cardiotoxicidade irreversível (danos no coração) e o potencial de desenvolvimento de uma neoplasia secundária, especificamente a Leucemia Mieloide Aguda (LMA).


Q: Alguém com uma condição cardíaca pré-existente pode receber Mitoxantrona?

A elegibilidade é restrita para pessoas com certas condições cardíacas pré-existentes. O tratamento não é indicado para doentes com Esclerose Múltipla se a sua fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) inicial for inferior ao limite inferior normal especificado, o que indica uma função cardíaca reduzida.


Q: Quanto tempo após interromper a Mitoxantrona é seguro engravidar?

A Mitoxantrona representa um risco para o feto. Para doentes do sexo feminino com potencial reprodutivo, é necessário prevenir a gravidez durante a terapia e por um período definido, tipicamente de 6 meses, após a última dose.


Q: Quais são as principais diferenças entre a Mitoxantrona e outros tratamentos para a EM?

A Mitoxantrona é classificada como um agente citotóxico que atua interferindo no ADN das células, incluindo as células imunitárias. Este mecanismo proporciona uma imunossupressão intensiva e o fármaco é geralmente reservado para doentes com formas mais agressivas de Esclerose Múltipla.


Q: O que dizem as investigações sobre o uso da Mitoxantrona na EM progressiva?

O fármaco está aprovado para utilização em certas formas progressivas de Esclerose Múltipla, incluindo a EM secundária progressiva e a EM progressiva recorrente. Estudos indicam que a sua utilização nestas populações específicas retardou a progressão da incapacidade.


Q: Como é que a Mitoxantrona é processada ou eliminada do corpo?

A Mitoxantrona liga-se extensamente às proteínas plasmáticas (cerca de 78% de ligação) na corrente sanguínea. Apresenta uma relação linear entre a dose administrada e a exposição sistémica.


Q: Que tipo de monitorização é necessária durante a toma de Mitoxantrona?

É necessária uma monitorização de segurança devido ao risco de problemas cardíacos e sanguíneos. Isto inclui tipicamente uma avaliação quantitativa da fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) antes do início e de cada dose, bem como um hemograma completo antes de cada ciclo.


Q: A Mitoxantrona tem um impacto significativo no sistema imunitário?

A Mitoxantrona possui um efeito imunossupressor alcançado através da supressão da função e proliferação de células imunitárias fundamentais, sendo classificada como uma intervenção imunitária intensiva.


Q: Existem restrições alimentares ou de dieta durante o tratamento com Mitoxantrona?

Embora não existam interações específicas documentadas com a ingestão geral de alimentos, os protocolos de segurança para esta classe de medicamentos sugerem frequentemente evitar a toranja, as laranjas de Sevilha e os respetivos sumos, devido a riscos potenciais no metabolismo do fármaco.


Q: Existe uma versão genérica da Mitoxantrona disponível?

O produto original de marca pode já não estar amplamente disponível, mas existe uma versão genérica da Mitoxantrona disponível para utilização.


Q: Quanto tempo dura o efeito de uma dose de Mitoxantrona?

O medicamento é administrado num esquema cíclico para manter o efeito terapêutico. Na Esclerose Múltipla, o fármaco é tipicamente administrado a cada 3 meses, refletindo a duração esperada da sua ação.


Q: A Mitoxantrona é utilizada para tratar alguma condição em crianças?

A segurança e a eficácia não estão estabelecidas para a população pediátrica em geral, embora o seu uso esteja documentado em regimes de quimioterapia combinada para determinados cancros infantis.


Q: Pode-se receber Mitoxantrona na presença de uma infeção ativa?

A presença de infeções sistémicas requer tratamento antes ou em simultâneo com o início da terapia. O uso é geralmente restrito em indivíduos que apresentem mielossupressão profunda.

Como Mitoxantron deve ser armazenado e descartado?

Como conservar e eliminar o concentrado de Mitoxantrona

A documentação oficial estabelece condições específicas para a conservação e eliminação do concentrado de mitoxantrona para injeção.

Requisito de Conservação e Manuseamento Restrição Oficial da Rotulagem
Temperatura Conservar a Temperatura Ambiente Controlada (20°C a 25°C).
Condição Proibida Não congelar o concentrado.
Estabilidade após abertura A porção não utilizada de frascos multidose permanece estável até 14 dias sob refrigeração.
Segurança e Proteção Manter o produto fechado à chave, devido à sua classificação como substância química perigosa.

Sendo um agente oficialmente designado como citotóxico, o manuseamento e a eliminação da mitoxantrona devem cumprir diretrizes rigorosas. O produto não utilizado ou fora do prazo de validade, bem como todos os materiais e resíduos associados, devem ser eliminados de acordo com os regulamentos nacionais e locais relativos a resíduos perigosos. A eliminação deve ser obrigatoriamente efetuada por uma unidade de tratamento de resíduos aprovada. O produto não deve ser eliminado na canalização ou nos esgotos para evitar a sua libertação no meio ambiente.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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