Mikrazym

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Mikrazym

Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Mikrazym

O que é o Mikrazym?

Mikrazym é um medicamento pertencente ao grupo das terapêuticas de substituição enzimática pancreática. É formulado para auxiliar na digestão de alimentos em indivíduos cujos pâncreas não produzem enzimas digestivas em quantidade suficiente. Esta condição, clinicamente designada como insuficiência pancreática exócrina, pode interferir com a capacidade do organismo de decompor e absorver nutrientes essenciais das refeições.

O componente ativo do Mikrazym é a pancreatina, uma substância obtida a partir de glândulas pancreáticas de origem suína. A pancreatina contém uma mistura de enzimas digestivas fundamentais, nomeadamente a lipase, a amilase e a protease. Estas enzimas desempenham funções específicas no processo digestivo:

  • Lipase: Responsável pela decomposição das gorduras em ácidos gordos e glicerol.
  • Amilase: Auxilia na conversão de amidos e hidratos de carbono em açúcares simples.
  • Protease: Facilita a digestão das proteínas, decompondo-as em péptidos e aminoácidos.

Mikrazym é habitualmente apresentado na forma de cápsulas que contêm microgrânulos com revestimento entérico. Este design específico é crucial para a eficácia do medicamento, uma vez que protege as enzimas da degradação pelo ácido gástrico no estômago. Os microgrânulos são libertados apenas quando atingem o intestino delgado, onde o ambiente menos ácido permite que o revestimento se dissolva, libertando as enzimas para se misturarem com os alimentos e facilitarem a digestão no local onde esta é mais necessária.

Quais efeitos secundários são possíveis com Mikrazym?

Efeitos secundários possíveis e informações de segurança

O perfil de segurança do Mikrazym (pancreatina) é estabelecido através de documentos regulamentares oficiais, que classificam as reações adversas com base na sua frequência e no sistema orgânico afetado. Estas classificações garantem uma apresentação neutra e descritiva do perfil de risco do medicamento.

Frequência e Sistemas de Órgãos Afetados

As reações adversas estão primariamente associadas ao sistema gastrointestinal.

Classificação de Frequência Exemplos de Reações Documentadas
Muito Frequentes (Ocorre em 1 em cada 10 doentes) Dor abdominal
Frequentes (Ocorre entre 1 a 10 em cada 100 doentes) Náuseas, vómitos, diarreia, obstipação e distensão abdominal
Pouco Frequentes Erupção

As reações que afetam a Pele e o Tecido Subcutâneo incluem erupção e urticária. As Doenças do Sistema Imunitário envolvem várias formas de reações de hipersensibilidade.


Reações Adversas Graves e Risco Populacional

A documentação oficial regista certas reações adversas raras, mas graves. A colonopatia fibrosante, que envolve estreitamentos do intestino, é um evento clinicamente significativo, mas raro, observado principalmente em doentes pediátricos com Fibrose Quística que tomaram doses extremamente elevadas durante um longo período.

Devido à origem suína do produto, está documentado o potencial para reações de hipersensibilidade graves, incluindo anafilaxia.


Considerações de Segurança

O uso de doses extremamente elevadas acarreta o risco de níveis aumentados de ácido úrico no sangue e na urina (hiperuricemia e hiperuricosúria). É referida precaução específica para doentes com condições pré-existentes como a gota ou para aqueles com níveis elevados de ácido úrico, dado o conteúdo de purinas das enzimas. Os efeitos gastrointestinais, embora listados como reações adversas, são também reconhecidos como sintomas comuns da patologia subjacente, a Insuficiência Pancreática Exócrina.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem com Mikrazym e Quando Procurar Ajuda

Os documentos regulamentares oficiais definem o perfil de sobredosagem da pancreatina com base em duas categorias principais de risco: efeitos metabólicos e complicações gastrointestinais graves. Está oficialmente documentado que a ingestão excessiva está associada à hiperuricosúria e à hiperuricemia, que se podem manifestar como dor articular ou rigidez relacionadas com a gota. Sintomas gastrointestinais como diarreia, desconforto abdominal, náuseas ou vómitos são também apresentações registadas de exposição aguda.

O risco mais grave, oficialmente documentado, é a colonopatia fibrosante, uma patologia intestinal rara que envolve estreitamentos do intestino. Esta complicação está associada ao uso crónico de doses extremamente elevadas, particularmente em crianças com fibrose quística, onde os limites de exposição estão estritamente definidos na rotulagem.

Quando é Necessária Ajuda Médica Imediata

Procure assistência médica imediata perante qualquer suspeita de sobredosagem ou sinais de uma reação adversa grave. É especificamente necessária uma avaliação médica urgente para sintomas abdominais invulgares ou graves, incluindo dor abdominal aguda, inchaço ou dificuldade em evacuar, uma vez que estes podem indicar colonopatia fibrosante. Reações alérgicas graves, como a anafilaxia, também requerem cuidados imediatos. Não existe um antídoto específico para a sobredosagem de pancreatina. A gestão, conforme definida pelas orientações regulamentares, consiste apenas em medidas sintomáticas e de suporte, incluindo a garantia de uma reidratação adequada e a interrupção imediata da terapêutica enzimática.

Usos terapêuticos de Mikrazym

O que o Mikrazym trata: principais utilizações e benefícios

O Mikrazym é uma terapêutica de substituição enzimática pancreática (TSEP) que fornece suporte suplementar para abordar a insuficiência pancreática exócrina (IPE) em indivíduos onde possa existir uma deficiência. É commumente utilizado na gestão desta condição devido a várias patologias subjacentes caracterizadas por períodos de sintomas acentuados, tais como a fibrose quística, a pancreatite crónica ou o estado pós-pancreatectomia.

O papel deste medicamento é relevante para aliviar os sintomas relacionados com o desequilíbrio sistémico. A área terapêutica central envolve a gestão da IPE associada a condições que incluem a fibrose quística, a pancreatite crónica, a pancreatectomia e outras patologias relacionadas.

Em cenários onde é necessária uma gestão adicional do desconforto, a terapia ajuda a atenuar a carga global de sintomas associados a episódios agudos ou disruptivos, incluindo sintomas relacionados com o desconforto físico, como a esteatorreia (fezes gordurosas), o inchaço, a dor abdominal e a má nutrição. O uso desta terapia apoia o bem-estar geral e pode auxiliar na manutenção da estabilidade funcional, especialmente em cenários clínicos marcados por um desequilíbrio fisiológico temporário.

“Esta terapia apoia a melhoria do conforto diário durante períodos de sintomas acentuados.”

Facto Rápido: Pode auxiliar na gestão de sintomas relacionados com o desconforto físico.

Critérios de utilização e restrições

O Mikrazym está oficialmente indicado para utilização em doentes adultos e pediátricos com Insuficiência Pancreática Exócrina (IPE). O seu perfil de elegibilidade é definido por contraindicações específicas e regras de utilização condicional estabelecidas pelas autoridades regulamentares.


Contraindicações

O medicamento é absolutamente proibido para doentes com hipersensibilidade conhecida à pancrelipase ou a qualquer componente da formulação. Devido à sua origem animal, está também contraindicado para indivíduos com uma alergia confirmada a proteínas de origem suína (proteína de porco).

Utilização Restrita e Condicional

População / Condição Estatuto de Elegibilidade Base para a Restrição
Gravidez Utilização condicional Apenas se for claramente necessário para manter a nutrição materna adequada; a absorção sistémica mínima sugere baixo risco.
Amamentação Permitido com precaução A utilização é aceitável, uma vez que a exposição sistémica é insignificante, mas o benefício deve superar o potencial risco desconhecido para o lactente.
Doses Elevadas Restrito A utilização que exceda as 2.500 unidades de lipase/kg/refeição (ou 10.000 unidades/kg/dia) é restrita e requer cautela devido ao risco de colonopatia fibrosante.
Gota/Hiperuricemia Precaução necessária Recomenda-se cautela devido ao conteúdo de purinas do produto enzimático, que pode aumentar os níveis de ácido úrico.

A utilização está estabelecida em todos os grupos etários, incluindo bebés e idosos, para o tratamento da IPE.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações do Mikrazym com outros medicamentos e produtos

O perfil regulamentar oficial do Mikrazym (pancrelipase) é fundamentalmente definido pela sua atividade não sistémica no trato gastrointestinal. Documentos oficiais afirmam formalmente que não foram identificadas interações medicamentosas com produtos medicinais administrados em conjunto. Esta classificação significa que não existem restrições ou proibições regulamentares formais relativas à coadministração baseadas nas vias metabólicas tradicionais (CYP), transportadores ou vias farmacodinâmicas, um estatuto que se alinha com o papel do fármaco como uma enzima digestiva não absorvida sistemicamente.

A principal restrição regulamentar refere-se a uma interação química e de condições de administração ligada à integridade da formulação de libertação retardada do medicamento. A coadministração com líquidos ou alimentos que tenham um pH superior a 4,5 (substâncias não ácidas) é estritamente restrita. Esta interação pode comprometer quimicamente o revestimento entérico protetor dos grânulos enzimáticos, resultando na libertação prematura e na inativação das enzimas pelo ácido gástrico.

Para mitigar este risco químico, a rotulagem regulamentar inclui regras de interação específicas baseadas no tempo de administração. O conteúdo da cápsula deve ser administrado apenas com alimentos moles que tenham um pH de 4,5 ou inferior, e deve ser engolido imediatamente após a mistura. Esta regra de administração, a par da restrição contra esmagar ou mastigar os grânulos, é um requisito procedimental necessário para manter a eficácia pretendida do fármaco no intestino delgado.

Mecanismo de ação

Como o Mikrazym Atua: Mecanismo de Ação

O mecanismo do Mikrazym baseia-se na substituição enzimática funcional, atuando no fornecimento dos biocatalisadores necessários para o processamento dos alimentos. A sua ação é localizada e centra-se em fornecer a base química necessária para a digestão no interior do intestino delgado.


1. Catálise e Hidrólise de Macronutrientes

O Mikrazym contém as três principais enzimas pancreáticas — lipase, amilase e protease — que exercem uma ação catalítica hidrolítica exclusivamente sobre as macromoléculas da dieta. Este mecanismo foca-se nos triglicéridos, amidos e proteínas, iniciando uma cascata de decomposição que converte estas estruturas complexas em monómeros simples e absorvíveis (ácidos gordos, monossacarídeos e aminoácidos). Esta etapa biológica produz os monómeros absorvíveis necessários para o transporte subsequente de nutrientes.


2. Proteção Entérica e Sincronização Duodenal

O mecanismo é fundamentalmente apoiado pelo revestimento entérico da formulação, que protege as enzimas da inativação imediata pelo ambiente de baixo pH do estômago. Esta característica garante que a atividade enzimática coincida com a presença de alimentos no intestino delgado, facilitando a absorção eficiente de nutrientes.


3. Biodisponibilidade Abrangente de Nutrientes

A função sinérgica das três classes de enzimas a atuar em conjunto garante que todo o espetro de macronutrientes seja processado simultaneamente. Esta ação combinada resulta numa alteração fisiológica central: o aumento da captação e da biodisponibilidade de nutrientes essenciais, incluindo as vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K). Estes fatores promovem coletivamente a assimilação dos componentes macronutrientes.

Informações sobre dosagem e administração

O Mikrazym é administrado exclusivamente por via oral como uma Terapêutica de Substituição Enzimática Pancreática (TSEP). O padrão de utilização está estritamente dependente das refeições, sendo necessário que a dose seja tomada durante ou imediatamente após o início de cada refeição e lanche. Este protocolo garante que as enzimas coincidam com a ingestão de nutrientes no trato digestivo. As instruções oficiais aconselham que, se uma dose for esquecida, não deve ser tomada nenhuma dose entre as refeições; o doente deve simplesmente retomar a terapia com a próxima refeição ou lanche programado.

O regime posológico oficial é altamente individualizado e determinado por um profissional de saúde com base no peso corporal do doente, no teor de gordura da dieta e na gravidade da deficiência. A dose inicial geral para doentes com quatro anos ou mais é frequentemente calculada em 500 unidades de lipase por kg de peso corporal por refeição. As diretrizes estabelecem um limite máximo definido, que geralmente não deve exceder as 10.000 unidades de lipase por kg de peso corporal por dia. As doses para bebés e crianças pequenas requerem um cálculo específico, como a administração de um número de unidades especificado por cada 120 mL de leite de fórmula.

Para manter a integridade da libertação retardada do medicamento, as cápsulas devem ser engolidas inteiras, sem serem esmagadas ou mastigadas. Se não for possível engolir a cápsula intacta, as instruções oficiais permitem a abertura da cápsula e a mistura dos grânulos com uma pequena quantidade de alimentos moles e ácidos (por exemplo, puré de maçã), que deve ser consumida imediatamente. O conteúdo não deve ser misturado com alimentos não ácidos ou leite de fórmula antes da administração.

Evidência clínica recente

Evidência Clínica / Visão Geral dos Estudos sobre o Mikrazym

O Mikrazym (pancrelipase) é uma terapêutica de substituição enzimática pancreática estudada para a gestão de indivíduos com Insuficiência Pancreática Exócrina (IPE). A base de evidência científica é composta por estudos clínicos formais, incluindo Ensaios Clínicos Aleatorizados e Controlados (ECCA) e revisões sistemáticas. A investigação tem explorado a associação entre a utilização do medicamento e os padrões de alteração na absorção de nutrientes, bem como o relato de sintomas em grupos específicos de doentes.

Evidência na Insuficiência Pancreática Exócrina (IPE) associada à Fibrose Quística

A investigação fundamental para esta indicação foi avaliada em indivíduos pediátricos, adolescentes e adultos com IPE relacionada com a Fibrose Quística. Os estudos analisaram prioritariamente medidas objetivas, como o Coeficiente de Absorção de Gordura (CFA), um biomarcador que monitoriza a digestão das gorduras. Ensaios de curto prazo descreveram padrões observados nas métricas de absorção e nos sintomas gastrointestinais subjetivos.

Evidência na Insuficiência Pancreática Exócrina (IPE) por Pancreatite Crónica

Esta aplicação foi estudada em doentes adultos com IPE decorrente de Pancreatite Crónica. A investigação baseia-se em ECCA comparados com placebo e em revisões sistemáticas. Os estudos monitorizaram alterações de curto prazo na absorção (CFA) e analisaram os resultados relatados pelos doentes quanto ao desconforto percebido. Os achados descrevem padrões relacionados com marcadores de absorção, embora a investigação note que a qualidade da evidência varia entre estudos devido à heterogeneidade.

Evidência na IPE após Cirurgia Pancreática

Esta terapêutica foi avaliada em adultos que desenvolveram IPE após resseção pancreática. A evidência deriva de estudos de coorte e análises de subgrupos, nos quais os investigadores monitorizaram alterações nos marcadores objetivos de absorção e as subsequentes mudanças no estado nutricional, incluindo o peso corporal.

Duração dos Estudos e Acompanhamento a Longo Prazo

A investigação concebida para medir as métricas de absorção foi avaliada em ensaios com períodos de acompanhamento limitados a aproximadamente cinco a sete dias. Existe informação limitada proveniente de estudos controlados de vários anos que avaliem a durabilidade da resposta ou a estabilidade funcional a longo prazo.

Investigação em Crianças e Outras Populações Definidas

A investigação clínica do Mikrazym foi avaliada na população pediátrica com IPE devido a Fibrose Quística. A investigação também explorou alterações sintomáticas de curto prazo em alguns estudos que incluíram doentes idosos ou indivíduos com comorbilidades específicas, embora falte evidência comparativa para descrever os achados nestes subgrupos.

Lacunas de Evidência Reconhecidas e Áreas de Incerteza

A investigação sobre o Mikrazym contribui para a compreensão das terapêuticas de substituição enzimática pancreática, mas permanecem diversas incertezas. O corpo de evidência atual baseia-se primordialmente em dados de curto prazo. Além disso, a relação entre medições laboratoriais objetivas (como o CFA) e os resultados relatados pelos doentes sobre o desconforto percebido permanece por esclarecer. Os resultados descrevem padrões de grupo e não resultados individuais, e a investigação não determina se um indivíduo responderá de forma semelhante aos padrões relatados.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Mikrazym (FAQ)

P: Em quanto tempo é que o Mikrazym começa a atuar?

O Mikrazym foi concebido para começar a atuar imediatamente com os alimentos com que é tomado. A formulação utiliza uma cápsula de libertação retardada, que protege as enzimas do ácido do estômago e as liberta no intestino delgado. A terapêutica destina-se a funcionar em conjunto com a refeição ou lanche para auxiliar o processo digestivo.

P: Qual a duração do efeito de uma dose de Mikrazym?

O medicamento é estritamente dependente da refeição e a sua atividade destina-se a durar ao longo da digestão da refeição ou lanche com que é tomado. O protocolo terapêutico indica que a dose é retomada com a refeição ou lanche seguinte.

P: O álcool interage com o Mikrazym?

Os documentos regulamentares oficiais afirmam que não foram identificadas interações medicamentosas com produtos medicinais coadministrados. As diretrizes oficiais sugerem geralmente a discussão do uso de álcool com um profissional de saúde.

P: Existem alimentos ou bebidas que se devam evitar ao utilizar Mikrazym?

A informação regulamentar desaconselha a mistura do conteúdo da cápsula com quaisquer alimentos ou líquidos não ácidos (aqueles com um pH superior a 4,5). Esta restrição existe porque as substâncias não ácidas podem comprometer o revestimento protetor do medicamento, levando à libertação prematura das enzimas e à sua inativação pelo ácido do estômago.

P: É seguro utilizar Mikrazym durante a gravidez ou a amamentação?

A informação regulamentar aborda ambos os cenários e indica que o uso na Gravidez é condicional e apenas recomendado se for claramente necessário para manter uma nutrição materna adequada. O uso durante a Amamentação é geralmente aceitável, uma vez que a exposição sistémica é mínima, mas o benefício deve ser considerado face a qualquer potencial risco desconhecido para o lactente.

P: O Mikrazym afeta a fertilidade em homens ou mulheres?

Os documentos regulamentares oficiais afirmam que não foram realizados estudos de carcinogenicidade, toxicologia genética ou fertilidade animal com a pancrelipase. Uma vez que estes tipos de estudos não foram realizados, não estão disponíveis dados específicos sobre a fertilidade humana nos documentos regulamentares.

P: É seguro conduzir após tomar Mikrazym?

Os documentos regulamentares não proíbem especificamente a condução durante a toma de Mikrazym. No entanto, o perfil de segurança regista alguns eventos adversos relatados, tais como tonturas ou visão turva. Os doentes devem estar cientes de como reagem ao medicamento.

P: Posso tomar Mikrazym com analgésicos como o ibuprofeno?

A informação regulamentar oficial afirma que não foram identificadas interações medicamentosas com produtos medicinais coadministrados. Isto é coerente com a ação não sistémica do produto no intestino, o que minimiza as interações entre fármacos.

P: O Mikrazym pode ser tomado com o estômago vazio?

O protocolo oficial afirma que o medicamento é administrado como uma terapêutica dependente da refeição e deve ser tomado durante ou imediatamente após o início de cada refeição e lanche. Não se deve tomar uma dose entre as refeições.

P: É verdade que o Mikrazym é apenas para uso temporário?

O Mikrazym é indicado para o tratamento da Insuficiência Pancreática Exócrina (IPE), que é tipicamente uma condição crónica resultante de várias doenças subjacentes. Portanto, o tratamento destina-se geralmente a ser uma terapêutica de substituição enzimática contínua.

P: O Mikrazym está disponível sem receita médica?

O Mikrazym (pancrelipase) é classificado pelas agências regulamentares como um medicamento sujeito a receita médica. Não está disponível para compra sem receita.

P: Existem diferentes versões ou marcas de Mikrazym?

A substância ativa, pancrelipase, está disponível sob múltiplas marcas diferentes. As bases de dados regulamentares confirmam que diferentes produtos podem variar nas suas formas farmacêuticas específicas, dosagens de unidades enzimáticas ou nas formulações particulares de revestimento entérico utilizadas.

P: As crianças ou adolescentes podem utilizar Mikrazym?

O uso de Mikrazym está estabelecido para todos os grupos etários, incluindo bebés, crianças e adolescentes, para o tratamento da Insuficiência Pancreática Exócrina (IPE).

P: Os idosos necessitam de uma dose especial de Mikrazym?

A rotulagem oficial indica que não é recomendada universalmente nenhuma correção específica da dose baseada apenas na idade, uma vez que a dosagem é individualizada. A dosagem para doentes geriátricos deve ser individualizada com base na condição do doente, tal como para os outros doentes adultos.

P: A dor de cabeça é um efeito secundário conhecido do Mikrazym?

Os documentos regulamentares oficiais listam a cefaleia (dor de cabeça) como uma reação adversa frequente relatada em ensaios clínicos para produtos de pancrelipase.

P: Qual a diferença entre o Mikrazym e [Nome de fármaco semelhante conhecido]?

Mikrazym é um nome comercial para a substância ativa pancrelipase. Os documentos regulamentares indicam que diferentes produtos de pancrelipase podem variar na sua dosagem específica de unidades enzimáticas, forma farmacêutica ou formulação de revestimento entérico.

P: O Mikrazym causa dependência ou vício?

O Mikrazym não está classificado como uma substância controlada e é uma terapêutica de substituição de enzimas digestivas. Os documentos regulamentares não identificam qualquer risco de dependência ou vício.

P: O Mikrazym pode afetar os resultados de exames laboratoriais?

O uso de doses extremamente elevadas acarreta um risco de níveis aumentados de ácido úrico no sangue e na urina, o que pode refletir-se em exames de sangue ou urina. Esta precaução é referida devido ao conteúdo de purinas das enzimas.

P: O Mikrazym existe em diferentes dosagens?

Sim, a informação regulamentar confirma que o Mikrazym, tal como outros produtos de pancrelipase, está disponível em várias dosagens. Estas dosagens são diferenciadas primariamente pelo número de unidades enzimáticas que contêm.

P: Tomar Mikrazym requer análises ao sangue rotineiras?

Os documentos regulamentares não exigem análises ao sangue rotineiras para todos os doentes. No entanto, a monitorização dos níveis de ácido úrico no sangue é aconselhada para doentes que necessitem de doses extremamente elevadas ou para aqueles com condições pré-existentes como gota ou hiperuricemia.

P: O Mikrazym é seguro para indivíduos com historial de problemas hepáticos?

O Mikrazym é minimamente absorvido sistemicamente e atua localmente no trato gastrointestinal. Os documentos regulamentares não listam problemas hepáticos como uma contraindicação específica ou um aviso formal. Os doentes são aconselhados a partilhar o seu historial médico completo com o seu profissional de saúde.

P: Pessoas com problemas renais podem utilizar Mikrazym?

Recomenda-se precaução para doentes com doença renal ou historial de níveis elevados de ácido úrico (hiperuricemia). Esta precaução é referida porque o conteúdo enzimático pode potencialmente afetar os níveis de ácido úrico no organismo.

P: O Mikrazym é utilizado para outras condições além das principais?

O Mikrazym está oficialmente indicado para o tratamento da Insuficiência Pancreática Exócrina (IPE) devido a condições como fibrose quística, pancreatite crónica, pancreatectomia ou outras condições definidas.

P: O Mikrazym foi alvo de avisos de segurança ou alertas?

Sim. Os documentos regulamentares incluem avisos e precauções obrigatórios sobre o risco de reações adversas raras e graves. Estas incluem a colonopatia fibrosante e reações de hipersensibilidade graves, particularmente quando usado em doses muito elevadas ou por doentes com alergia conhecida à proteína suína.

Como Mikrazym deve ser armazenado e descartado?

Como conservar e eliminar o Mikrazym?

O Mikrazym (pancrelipase) deve ser conservado sob restrições ambientais específicas para preservar a potência das enzimas.


Requisitos de Conservação

O medicamento deve ser conservado à temperatura ambiente, tipicamente entre os 20°C e os 25°C (68°F a 77°F). Evite o calor excessivo e não refrigere. O produto deve ser protegido da humidade e mantido na embalagem original, que deve estar bem fechada entre utilizações. Qualquer saqueta dessecante presente deve ser deixada dentro do frasco. Como medida de segurança, mantenha este medicamento fora do alcance das crianças.


Instruções para Eliminação

Siga todas as instruções específicas de eliminação fornecidas na rotulagem do medicamento. A melhor opção é utilizar um programa comunitário de recolha de medicamentos. Se este não estiver disponível, o medicamento fora de prazo ou não utilizado deve ser misturado com uma substância indesejável (como terra ou borras de café usadas), colocado num saco selado e eliminado no lixo doméstico. Não deite as cápsulas no cano do lavatório nem na sanita.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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