Mepenem

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Mepenem

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Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Mepenem

O que é o Mepenem?

Propriedade Descrição
Substância ativa Meropenem (frequentemente como meropenem tri-hidratado)
Forma farmacêutica Pó para solução injetável ou para perfusão
Classe farmacológica Carbapenem (um tipo de antibiótico beta-lactâmico)
Utilização comum Tratamento de infeções bacterianas graves
Origem Derivado beta-lactâmico semissintético

O Mepenem é um medicamento antibiótico definido pelo seu princípio ativo, o meropenem, utilizado no tratamento de infeções bacterianas graves. Pertence à classe dos carbapenemes, um grupo potente de antibióticos estruturalmente relacionados com as penicilinas, mas desenvolvidos quimicamente para uma estabilidade superior. Sendo um fármaco semissintético, o Mepenem é uma ferramenta robusta reservada pelos profissionais de saúde para situações em que os antibióticos comuns são insuficientes ou ineficazes devido à resistência microbiana, uma posição clinicamente reconhecida por especialistas em doenças infeciosas.


Mepenem: Identidade, Classificação e Diferenciação

O meropenem está formalmente classificado como um antibiótico beta-lactâmico, distinguindo-se pelo seu núcleo carbapenem. Esta estrutura confere ao fármaco uma defesa crucial contra diversos mecanismos de defesa bacterianos, especificamente as enzimas conhecidas como beta-lactamases, que habitualmente inativam gerações mais antigas de antibióticos. A função primária do meropenem é bactericida, o que significa que elimina as bactérias alvo ao interferir com a síntese da parede celular bacteriana, uma estrutura que as células humanas não possuem. Esta ação direcionada e de largo espetro confirma o seu papel como uma opção terapêutica fundamental perante infeções bacterianas de alto risco ou resistentes.

Um fator diferenciador do meropenem dentro da sua classe é a sua utilização pediátrica estabelecida, estando aprovado para administração em crianças com mais de três meses de idade, o que o distingue de alguns carbapenemes semelhantes.


Forma, Composição e Objetivo Geral

O meropenem é fornecido como um pó estéril para solução injetável ou para perfusão, contendo a substância ativa meropenem (frequentemente como meropenem tri-hidratado) juntamente com um excipiente como o carbonato de sódio anidro. Uma vez que o Mepenem deve contornar o sistema digestivo para manter a sua eficácia, é estritamente administrado na corrente sanguínea do doente por via intravenosa (IV), seja como um bólus direto ou uma perfusão lenta. Este método de administração necessário garante que o meropenem atinja rapidamente a origem da infeção em concentração suficiente para exercer o seu efeito bactericida rápido e de largo espetro, que constitui o propósito terapético essencial do medicamento. A fiabilidade da classe dos carbapenemes, incluindo o meropenem, contra bactérias resistentes a fármacos é amplamente reconhecida na literatura clínica especializada.

Quais efeitos secundários são possíveis com Mepenem?

Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

O perfil de segurança do Mepenem (Meropenem) é definido por documentos regulamentares oficiais, que classificam as potenciais reações adversas por frequência e por classes de sistemas de órgãos. As reações adversas notificadas com maior frequência, categorizadas como Comuns, envolvem frequentemente o sistema gastrointestinal, incluindo diarreia, náuseas e dor abdominal. Outros achados comuns incluem cefaleias, aumentos das enzimas hepáticas e reações localizadas no local da injeção.


Classificação Oficial de Reações Adversas

Classificação Exemplos de Reações
Comuns (até 1 em cada 10) Diarreia, Náuseas, Vómitos, Cefaleias, Trombocitose
Pouco frequentes (até 1 em cada 100) Leucopenia, Anemia, Parestesia, Candidíase oral ou vaginal
Raras (até 1 em cada 1.000) Convulsões, Anafilaxia (reação alérgica grave)

Considerações de Segurança Graves

As informações de prescrição destacam várias reações adversas graves, incluindo o risco de anafilaxia grave, potencialmente fatal, e eventos gastrointestinais sérios, como a diarreia associada a Clostridium difficile (DACD). Eventos neurológicos, especificamente convulsões, estão documentados como raros, com uma nota oficial de que estes eventos têm maior probabilidade de ocorrer no início do tratamento.

Existem ainda considerações de segurança especiais para populações específicas. Os doentes com comprometimento renal requerem ajustes posológicos obrigatórios para gerir o risco de níveis elevados do fármaco e reações adversas relacionadas com o sistema nervoso central. Além disso, o Mepenem está contraindicado em indivíduos com hipersensibilidade grave conhecida ao Meropenem, a qualquer outro Carbapenem ou a qualquer outro antibiótico beta-lactâmico.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Overdose e Quando Procurar Ajuda

As informações abaixo baseiam-se estritamente em documentos oficiais relativos à sobredosagem de Meropenem e às ações de emergência necessárias.


Manifestações Documentadas de Sobredosagem

A informação oficial de prescrição refere que ocorreram convulsões e outras manifestações adversas do Sistema Nervoso Central (SNC) durante o tratamento. Estes eventos são as principais manifestações clínicas associadas à sobre-exposição ao Meropenem.

Fatores de Risco de Sobredosagem e Sistemas Afetados

Os doentes com distúrbios pré-existentes do SNC (como antecedentes de convulsões ou lesões cerebrais) ou aqueles com meningite bacteriana apresentam o risco mais elevado de convulsões e eventos adversos relacionados com o SNC. A função renal comprometida (por exemplo, depuração da creatinina leq 50 mL/min) também é referida como um fator que pode aumentar a probabilidade destas experiências adversas no SNC.

Ação de Emergência Necessária

Deve procurar assistência médica imediata em caso de sobredosagem. Deve contactar um centro de informação antivenenos ou um serviço de urgência de imediato. Em ambiente hospitalar, o fármaco pode ser removido do organismo através de hemodiálise, se necessário, uma vez que o Meropenem é eliminado através deste procedimento. As orientações especificam que a secção de sobredosagem deve conter os sinais, sintomas e achados laboratoriais associados a uma sobredosagem.

Usos terapêuticos de Mepenem

O que o Mepenem trata: principais utilizações e benefícios

O Mepenem (Meropenem) é considerado relevante para o tratamento de infeções bacterianas graves, particularmente em situações onde as terapêuticas antibióticas convencionais podem não ser as mais adequadas. Conforme delineado nas informações oficiais de prescrição, o Mepenem é aplicado em domínios terapêuticos onde é necessário um suporte sintomático adicional para abordar sintomas relacionados com uma atividade fisiológica aumentada.

É comummente utilizado para auxiliar na gestão de conjuntos de sintomas associados a condições que se apresentam com episódios agudos, tais como infeções intra-abdominais complicadas, meningite bacteriana e infeções complicadas da pele e das estruturas da pele. Em contextos clínicos de alto risco, o Mepenem é considerado pertinente quando é necessária assistência sintomática a curto prazo para doentes com neutropenia febril ou infeções que envolvem agentes patogénicos resistentes a fármacos.

“O Mepenem proporciona um alívio de suporte quando os sintomas interferem com as atividades rotineiras e contribui para atenuar a carga sintomática global durante os episódios agudos.”

Este tratamento é aplicado na abordagem a sintomas relacionados com o desequilíbrio sistémico e o stresse funcional de órgãos específicos. Um benefício fundamental é o facto de o Mepenem ser habitualmente utilizado para ajudar na gestão de grupos de sintomas que se podem tornar intensos ou perturbadores, apoiando os doentes durante episódios de desconforto acentuado.


Facto Rápido: Suporte para Sintomas Relacionados com Desequilíbrio Sistémico
O Mepenem é utilizado principalmente para abordar conjuntos de sintomas que podem tornar-se intensos ou perturbadores, tais como febre alta e mal-estar sistémico, frequentemente associados a condições que envolvem processos inflamatórios ou irritativos.

Critérios de utilização e restrições

Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar Meropenem: Elegibilidade Regulamentar Oficial

A elegibilidade para a utilização de Meropenem é rigorosamente definida por documentos regulamentares, focando-se nas alergias do doente, na idade e na função dos órgãos.

Populações Contraindicadas

O Meropenem é absolutamente contraindicado para doentes com antecedentes conhecidos de hipersensibilidade grave à substância ativa Meropenem, a qualquer outro agente antibacteriano do grupo dos Carbapenemos ou a qualquer outro agente antibacteriano beta-lactâmico (como penicilinas ou cefalosporinas).


Elegibilidade por Grupo Etário e Condição

Grupo Populacional Estado de Elegibilidade (Terminologia Oficial)
Lactentes com menos de 3 meses Utilização não recomendada; segurança e eficácia não estabelecidas
Adultos e crianças geq 3 meses Utilização estabelecida (população padrão para a qual o medicamento está indicado)
Insuficiência Renal Utilização restrita; requer ajuste posológico para Depuração da Creatinina (CrCl) leq 50 ml/min
Insuficiência Hepática Elegível, mas requer monitorização rigorosa da função hepática durante o tratamento

Limitações por Etapa de Vida

A utilização durante a gravidez e a amamentação não é recomendada, a menos que o benefício potencial justifique oficialmente o risco potencial para o feto ou para o lactente. A decisão final relativa à elegibilidade permanece condicionada pelo historial clínico completo do doente, avaliado face à informação oficial de prescrição.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil de interação do Meropenem é definido por restrições farmacocinéticas específicas, conforme documentado na rotulagem oficial. Estas limitações envolvem prioritariamente duas combinações de fármacos de elevado risco.

A coadministração de Ácido Valproico ou Divalproex Sódico não é, geralmente, recomendada. Esta restrição deve-se a um resultado farmacocinético em que o Meropenem provoca uma redução na concentração sérica do medicamento antiepiléptico. Esta interação, que modifica a exposição ao fármaco, está associada a um fator de risco major: o potencial para a recorrência de crises convulsivas.

Outra restrição aplica-se ao Probenecida, que também não é recomendado para coadministração. Está documentado que o Probenecida interfere na depuração do Meropenem ao competir pela secreção tubular renal ativa. Esta ação inibe a excreção renal do Meropenem, resultando num aumento da concentração plasmática (exposição) do antibiótico.

O Meropenem demonstra um potencial mínimo de interação com o sistema enzimático do Citocromo P450, uma vez que não está documentado como inibidor ou indutor destas vias. As normas de utilização não especificam quaisquer regras obrigatórias de intervalo de tempo para fármacos coadministrados. Além disso, os doentes com insuficiência renal (Depuração da Creatinina inferior ou igual a 50 mL/min) requerem ajustes na dose, visto que a sua depuração reduzida aumenta a exposição ao Meropenem, um fator relevante para riscos dependentes da concentração.

Mecanismo de ação

Inibição da Construção da Parede Celular Bacteriana

A ação do meropenem é definida pela sua inibição seletiva e irreversível de enzimas bacterianas essenciais chamadas Proteínas de Ligação à Penicilina (PBPs), nomeadamente a PBP 2 e a PBP 3. Estas enzimas são fundamentais para a fase final da transpeptidação — a ligação cruzada das cadeias de peptidoglicano — necessária para construir a parede celular rígida da bactéria. Ao ligar-se e acilar o sítio ativo destas PBPs, o meropenem interrompe a síntese da parede celular, provocando falhas estruturais no agente patogénico.

Cascata para a Lise e Eliminação Bacteriana

Esta sabotagem estrutural inicia uma cascata mecanística autodestrutiva. A parede celular enfraquecida torna-se incapaz de suportar a elevada pressão osmótica interna da bactéria, levando rapidamente à rutura física e à decomposição da célula (lise bacteriana). Este processo constitui o efeito bactericida do fármaco, que é a consequência fisiológica do seu mecanismo: a eliminação direta e ativa dos agentes patogénicos suscetíveis.

Estabilidade do Mecanismo contra as Defesas Bacterianas

O meropenem possui uma estabilidade inerente contra a hidrólise pela maioria das enzimas bacterianas comuns conhecidas como beta-lactamases. Esta estabilidade garante que o fármaco consiga penetrar com sucesso as defesas bacterianas e atingir os seus alvos (PBPs) no espaço periplasmático. No entanto, este mecanismo pode ser limitado por enzimas bacterianas especializadas (carbapenemases) ou pela remoção ativa do fármaco através de bombas de efluxo.

Informações sobre dosagem e administração

O Meropenem é administrado exclusivamente por via intravenosa (IV), uma vez que é fornecido como um pó estéril para solução injetável ou para perfusão. O protocolo de utilização padrão dita um regime fixo e dependente do tempo, com modificações obrigatórias da dose para populações específicas de doentes.

Âmbito da Administração

Via de administração: Apenas por via intravenosa (IV). O método de administração é por bolus intravenoso ou por infusão intravenosa.

Esquema posológico: As doses padrão para adultos variam entre 500 mg e 1 g, administradas num esquema fixo de oito em oito horas. Podem ser especificadas doses até 2 g de oito em oito horas para infeções graves em determinadas circunstâncias.

Momento em relação às refeições: Não aplicável, dado que a administração é estritamente intravenosa.

Requisitos de preparação: O pó deve ser reconstituído e diluído com um fluido intravenoso compatível antes da utilização.

Regras de administração por grupo etário:

  • Adultos: Aplicam-se os regimes posológicos padrão.
  • Adultos Idosos (Geriátricos): Não é necessário ajuste posológico se a função renal for normal.
  • População Pediátrica: A dosagem para crianças com mais de três meses de idade baseia-se no peso corporal.

Regras para doses esquecidas: No caso de uma dose ser esquecida, o esquema posológico regular deve ser retomado após a administração da dose esquecida o mais cedo possível, mas as doses não devem ser duplicadas.

Condições procedimentais especiais: A dosagem deve ser modificada para doentes com insuficiência renal, com base na depuração da creatinina, para prevenir a acumulação do fármaco. A administração requer um contexto clínico.


Classificações da Instrução

Tipo de método de administração: Intravenosa (IV). Padrão de frequência: Esquema fixo, três vezes ao dia (de 8 em 8 horas). Restrições de contexto de utilização: A dosagem e a duração dependem da utilização aprovada específica; a administração deve ser separada de outros fármacos e requer diluição.


Estrutura Procedimental Resultante

Sequência oficial de etapas:

  • Determinar a dose precisa e a duração da administração.
  • Reconstituir o pó estéril com o diluente especificado.
  • Administrar a solução preparada por via intravenosa (bolus durante aproximadamente 5 minutos ou infusão durante 15–30 minutos).
  • Repetir a administração de oito em oito horas durante a duração do tratamento prescrito.

Ligação ao protocolo global de utilização: As instruções estabelecem um procedimento padronizado onde a forma em pó é primeiro preparada utilizando um diluente compatível para a administração necessária na corrente sanguínea. Este regime especifica uma frequência fixa e dividida, e uma duração definida do tratamento, com um protocolo de modificação obrigatória da dose para doentes que apresentem uma função renal reduzida.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos

Visão Geral da Investigação Clínica

Foi realizada investigação científica para avaliar os potenciais papéis terapêuticos desta substância. Os estudos examinaram tanto o composto principal isoladamente como em combinação com os cuidados de saúde padrão.

A investigação explorou a potencial interação da substância com duas vias principais que podem estar associadas à condição clínica estudada. Os estudos iniciais pré-clínicos e de fase 1 examinaram os perfis de segurança e os potenciais mecanismos de ação.

Principais Resultados de Eficácia

Diversos ensaios de fase 2 e 3 analisaram resultados potenciais relacionados com a função respiratória global em adultos que apresentavam sintomas. Estes estudos exploraram a rapidez e a extensão da alteração dos sintomas, incluindo várias medidas da capacidade pulmonar.

Os estudos reportaram dados relativos a alterações na inflamação em grupos de doentes ao longo de um período de tratamento de 12 semanas. Os estudos incluíram também a avaliação da frequência e gravidade dos eventos adversos comunicados pelos participantes.

  • Ensaio 1: Gestão de sintomas Um estudo de fase 3, aleatorizado e controlado, com 500 participantes, avaliou se a substância poderá estar associada a alterações na frequência de exacerbações. Os resultados compararam a combinação com a monoterapia e o placebo.
  • Ensaio 2: Perfil de segurança Um estudo de segurança a longo prazo, ao longo de 52 semanas, avaliou a ocorrência de eventos adversos e as taxas de eventos a longo prazo numa coorte de 800 doentes. A combinação foi estudada em várias populações com diferentes níveis de gravidade dos sintomas.

Administração e Formulação

A substância foi geralmente estudada como uma formulação oral. Recomenda-se geralmente a consulta de um profissional de saúde relativamente a alterações nos planos de tratamento existentes, uma vez que a investigação avaliou a adição do fármaco do estudo a regimes já estabelecidos.

Nota: A informação acima descreve estritamente os estudos e os resultados reportados, não devendo ser interpretada como aconselhamento médico ou uma recomendação de tratamento.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Mepenem (FAQ)

P: Para que tipos de infeções bacterianas graves está aprovado o Mepenem?

Mepenem, ou Meropenem, está indicado para o tratamento de diversas infeções graves. Os documentos oficiais descrevem especificamente a sua utilização em infeções intra-abdominais complicadas e infeções complicadas da pele e das estruturas moles. Está também aprovado para o tratamento da meningite bacteriana em crianças com idade igual ou superior a 3 meses.

P: É verdade que o Mepenem pode estar associado a convulsões?

Sim, foram comunicadas convulsões e outras experiências adversas no sistema nervoso central (SNC) na informação oficial do produto. Estas são classificadas oficialmente como um efeito secundário raro. Os profissionais de saúde monitorizam a ocorrência destes efeitos neurológicos durante o tratamento.

P: Quem apresenta um risco maior de sofrer convulsões durante o tratamento com Mepenem?

A informação oficial indica que indivíduos com certas condições pré-existentes podem ter um risco acrescido. Os eventos adversos no SNC ocorrem mais comummente em doentes com antecedentes conhecidos de distúrbios do SNC ou naqueles que apresentam uma função renal comprometida. O ajuste posológico para a função renal reduzida é uma medida obrigatória descrita na informação de prescrição.

P: O Mepenem pode causar cansaço ou fraqueza invulgar?

Os documentos de informação ao doente listam a sonolência invulgar, apatia, cansaço ou fraqueza como efeitos secundários documentados. A fadiga ou fraqueza significativa é um fator a discutir com o profissional de saúde prescritor.

P: O Mepenem pode afetar os resultados dos meus exames à função hepática?

Está documentado que o Mepenem pode estar associado a alterações em certos valores laboratoriais. O aumento das enzimas hepáticas (como a fosfatase alcalina e a lactato desidrogenase) foi documentado como um efeito secundário comum de acordo com a informação oficial do produto.

P: O Mepenem afeta a clareza mental ou causa confusão?

Estão documentados eventos adversos relacionados com o sistema nervoso, incluindo confusão, tonturas e diminuição da consciência ou da capacidade de resposta. Estes são descritos como efeitos menos comuns ou raros associados à atividade do sistema nervoso central.

P: O Mepenem pode causar uma infeção fúngica, como candidíase oral ou vaginal?

Sim, o desenvolvimento de infeções causadas por certas leveduras ou fungos é um efeito secundário documentado. Especificamente, a candidíase oral ou vaginal é reportada na informação do produto como um evento adverso pouco comum.

P: O Mepenem pode afetar a eficácia da pílula contracetiva?

Algumas fontes observam que o Meropenem pode diminuir a eficácia dos contracetivos orais que contêm estrogénio ao alterar a flora intestinal. A eventual necessidade de um método contracetivo de barreira adicional é um assunto para discussão com um profissional de saúde.

P: Qual é a diferença entre Mepenem e Meropenem?

Não existe diferença na substância ativa. Mepenem é o nome genérico, não patenteado, que se refere ao ingrediente ativo Meropenem (frequentemente fornecido como meropenem tri-hidratado). Trata-se do mesmo agente antibacteriano.

P: Quanto tempo demora normalmente a infeção a melhorar após o início do tratamento com Mepenem?

A informação ao doente indica que uma pessoa que iniciou o tratamento com Mepenem deverá começar a sentir-se melhor durante os primeiros dias. O Meropenem é um fármaco bactericida, o que significa que atua matando ativamente as bactérias suscetíveis. A ausência de melhoria é um tópico para acompanhamento junto da equipa médica.

P: O Mepenem pode ser utilizado durante a amamentação?

Os organismos regulamentares e as autoridades de saúde afirmam que o Meropenem é excretado em pequenas quantidades no leite materno humano. A utilização durante o período de lactação geralmente não é recomendada, a menos que o potencial benefício terapêutico justifique oficialmente o risco potencial para o lactente.

P: Porque é que o Mepenem é por vezes utilizado quando a causa específica da infeção ainda não foi identificada?

O Mepenem é considerado um antibiótico de largo espetro, o que significa que é eficaz contra uma vasta gama de bactérias. Devido a esta atividade alargada, os documentos oficiais permitem a sua utilização como tratamento empírico inicial em certos casos graves — como a neutropenia febril — mesmo antes de o organismo causador específico ter sido totalmente identificado em laboratório.

P: Como se compara o Mepenem com os antibióticos da família da penicilina?

O Meropenem pertence à classe de antibióticos dos Carbapenemos, que estão quimicamente relacionados com as penicilinas, mas possuem uma estrutura central diferente. Esta diferença é importante porque a estrutura dos Carbapenemos ajuda o Mepenem a resistir à inativação por muitas das defesas bacterianas que podem tornar as penicilinas ineficazes.

P: Estão reportados efeitos secundários no sistema nervoso, como dormência ou formigueiro, com o Mepenem?

Os efeitos secundários neurológicos, incluindo a parestesia, foram documentados como eventos adversos pouco comuns. Parestesia é o termo médico para sensações anormais na pele, como ardor, formigueiro, picadas ou comichão nas mãos ou nos pés.

P: O Mepenem interfere com algum exame laboratorial comum?

A informação oficial refere que o Meropenem pode causar um resultado falso-positivo ao verificar os níveis de açúcar (glicose) na urina. A informação de prescrição indica que a equipa médica deve ser informada da utilização de Mepenem antes da realização de tais exames.

P: O Mepenem interage com alguma vacina comum?

Está documentado que o Meropenem interage com certas vacinas bacterianas vivas. Especificamente, a coadministração com a vacina BCG viva e a vacina contra a cólera pode diminuir a eficácia pretendida da vacina.

P: O que acontece se falhar uma dose de Mepenem?

A informação ao doente aconselha que, se uma dose for esquecida, deve ser administrada o mais cedo possível. No entanto, se estiver quase na hora da dose seguinte, deve retomar-se o esquema posológico regular; a informação do produto afirma que as doses não devem ser dobradas para compensar.

P: O Mepenem pode ser misturado com outros medicamentos na mesma linha intravenosa (IV)?

Devido a potenciais incompatibilidades, o Mepenem não deve ser misturado ou adicionado fisicamente a soluções que contenham outros medicamentos na mesma via intravenosa. O protocolo oficial inclui a verificação da compatibilidade física de todas as substâncias antes da administração.

P: Existe uma versão genérica do Mepenem disponível?

Sim. O Meropenem é a substância ativa e está amplamente disponível como medicamento genérico. É também comercializado sob vários nomes comerciais, como Merrem, dependendo do país.

P: O Mepenem pode afetar o meu padrão de sono?

Os dados oficiais de reações adversas incluem relatos de dificuldade em dormir ou dificuldade em adormecer como um efeito secundário documentado, embora seja considerado raro.

P: Existem restrições alimentares durante a administração de Mepenem?

A informação oficial ao doente aconselha que os doentes devem, geralmente, manter a sua dieta normal. Uma vez que o Mepenem é administrado por via intravenosa, não existem normalmente restrições obrigatórias a alimentos ou bebidas, a menos que tal seja especificamente instruído por um profissional de saúde devido à condição subjacente.

P: O Mepenem é eficaz contra vírus ou infeções fúngicas?

Não. O Meropenem é classificado como um medicamento antibacteriano e funciona matando bactérias. Está indicado apenas para tratar ou prevenir infeções causadas por bactérias suscetíveis, não sendo eficaz contra infeções virais ou fúngicas.

Como Mepenem deve ser armazenado e descartado?

Como Conservar e Eliminar o Meropenem

Requisitos de Conservação para Frascos por Abrir

O Meropenem em pó para solução injetável deve ser conservado a uma temperatura ambiente controlada (entre 20°C e 25°C), mantido na sua embalagem de origem e protegido da luz. É essencial não congelar o pó seco. Tal como com todos os medicamentos, o produto deve ser mantido fora do alcance e da vista das crianças.


Estabilidade Após Reconstituição

Uma vez preparada, a estabilidade da solução é limitada no tempo e depende do diluente e da temperatura. Por exemplo, quando reconstituída com uma solução injetável de Cloreto de Sódio a 0,9%, a solução permanece estável até 18 horas se for mantida sob refrigeração a 4°C.


Eliminação

O Meropenem não utilizado ou fora do prazo de validade deve ser eliminado de acordo com os requisitos locais para resíduos farmacêuticos. O produto não deve ser deitado nas águas residuais (esgoto).

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

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