Maxitrol

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Maxitrol

Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Maxitrol

Propriedade Descrição
Substâncias Ativas Dexametasona, Sulfato de neomicina, Sulfato de polimixina B
Forma Suspensão oftalmológica, Pomada oftalmológica
Classe Farmacológica Combinação de esteroide e anti-infecioso
Via de Administração Tópica ocular
Origem Sintética/Semissintética

Que tipo de medicamento é o Maxitrol?

O Maxitrol é um medicamento estéril de combinação de dose fixa (FDC), destinado exclusivamente à administração tópica ocular. Classificado farmacologicamente como uma associação de um esteroide e anti-infeciosos, este produto de receita médica obrigatória liberta três substâncias ativas separadas em simultâneo. Este estatuto diferencia-o de soluções oftalmológicas de venda livre, sinalizando a sua utilização em situações clínicas definidas que requerem supervisão profissional. A combinação oferece uma abordagem terapêutica abrangente que é clinicamente reconhecida para a gestão de patologias onde a inflamação e a infeção bacteriana estão presentes ou são previstas. Todos os seus componentes ativos são derivados sintéticos ou semissintéticos.

Composição e Formas Disponíveis de Maxitrol

O Maxitrol contém três substâncias ativas: o potente glucocorticoide dexametasona, o antibiótico aminoglicosídeo sulfato de neomicina e o antibiótico polipeptídico sulfato de polimixina B. Esta tríade assegura um amplo espetro de cobertura contra bactérias suscetíveis, enquanto a componente esteroide gere ativamente a inflamação. A literatura clínica observa que esta combinação de agentes proporciona um efeito sinérgico, reforçando a defesa antimicrobiana global e as propriedades anti-inflamatórias. O produto é fornecido como suspensão oftalmológica estéril (gotas) e como pomada oftalmológica estéril, oferecendo opções aos profissionais de saúde com base nas necessidades específicas do doente.

Objetivo Geral e Benefício de Dupla Ação

O objetivo geral do Maxitrol é proporcionar o alívio simultâneo da inflamação ocular e o tratamento direcionado de infeções bacterianas no olho. Este benefício de dupla ação é central para a sua identidade. A formulação atua na supressão da resposta inflamatória, exibindo simultaneamente uma potente atividade bactericida. A utilização desta combinação auxilia na gestão de sintomas dolorosos, tais como a vermelhidão e o inchaço, ao mesmo tempo que ataca imediatamente os agentes patogénicos bacterianos subjacentes, visando alcançar uma resolução eficiente da condição.

Quais efeitos secundários são possíveis com Maxitrol?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

O Maxitrol (neomicina/polimixina B/dexametasona) é um produto combinado cujo perfil de segurança é determinado pelos seus componentes corticosteroides e antibióticos. As reações adversas oficialmente documentadas envolvem principalmente o olho e estão geralmente relacionadas com a utilização prolongada.

Reações Adversas Oculares e Advertências

Tipo de Reação Principais Efeitos e Advertências
Riscos do Componente Corticosteroide Glaucoma (pressão intraocular elevada, potencial lesão do nervo ótico, defeitos no campo visual), formação de Cataratas (subcapsular posterior) e atraso na cicatrização de feridas. A utilização prolongada (10 dias ou mais) requer a monitorização rotineira da pressão intraocular (PIO). Em doentes com adelgaçamento da córnea ou da esclera, a utilização de esteroides tópicos pode levar à perfuração do globo ocular.
Riscos de Infeção O esteroide pode mascarar ou potenciar uma infeção existente. A utilização prolongada pode suprimir a resposta imunitária do hospedeiro, aumentando o perigo de infeções oculares secundárias, particularmente por fungos e bactérias não suscetíveis. Deve-se suspeitar de invasão fúngica em qualquer ulceração persistente da córnea.
Reações Oculares Gerais As reações notificadas ocasionalmente incluem queratite, conjuntivite, úlceras da córnea e hiperemia conjuntival. Outras reações identificadas a partir da utilização pós-comercialização incluem visão turva, dor ocular e cefaleias.

Hipersensibilidade e Outros Riscos Sistémicos

As reações adversas mais frequentemente atribuídas ao componente antinfecioso sulfato de neomicina são as sensibilizações alérgicas. Estas podem variar desde efeitos locais a reações generalizadas como anafilaxia, reações bolhosas e síndrome de Stevens-Johnson. Pode ocorrer hipersensibilidade cruzada a outros aminoglicosídeos. A utilização em excesso das instruções posológicas em doentes predispostos, incluindo crianças ou doentes tratados com inibidores da CYP3A4, acarreta um risco de efeitos sistémicos como a síndrome de Cushing ou supressão adrenal.

Contraindicações e Segurança Populacional

O Maxitrol é estritamente contraindicado em certas infeções oculares, incluindo queratite epitelial por herpes simplex, vacínia, varicela e outras doenças virais, micobacterianas ou fúngicas do olho, uma vez que o componente corticosteroide pode exacerbar estas condições. O produto não se destina a injeção. A segurança e eficácia em doentes pediátricos não foram estabelecidas. Devido a achados teratogénicos em estudos animais, a utilização durante a gravidez só deve ocorrer se o benefício potencial justificar o risco potencial para o feto.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

O perfil regulamentar oficial das preparações oftálmicas Maxitrol aborda a sobredosagem com base na via de exposição. Geralmente, não se prevê que uma sobredosagem oftálmica tópica seja perigosa. No entanto, podem surgir manifestações locais após uma exposição excessiva, as quais são semelhantes às reações adversas conhecidas. Estes sinais documentados podem afetar o olho e o tecido circundante, incluindo queratite pontuada, eritema (vermelhidão), edema (inchaço), aumento do lacrimejo e prurido (comichão) nas pálpebras.

Na eventualidade de uma sobredosagem oftálmica tópica, a medida de suporte oficialmente descrita é o passo processual de lavar o(s) olho(s) com água morna.

A documentação oficial estabelece critérios claros sobre quando é necessária assistência médica urgente. Se o produto oftálmico for ingerido acidentalmente, esta situação é classificada como exigindo uma ação imediata. Nestas circunstâncias, as normas regulamentares determinam que os indivíduos devem procurar assistência médica de emergência ou contactar imediatamente um Centro de Informação Antivenenos (CIAV) ou uma unidade hospitalar. Não existe um antídoto específico explicitamente documentado na informação oficial de prescrição; consequentemente, a gestão de potenciais efeitos sistémicos é sintomática e de suporte.

Usos terapêuticos de Maxitrol

O que o Maxitrol Trata: Principais Utilizações e Benefícios

O Maxitrol é aplicado em contextos que exigem um suporte sintomático adicional, especificamente em situações onde uma inflamação ocular significativa é agravada pela presença bacteriana ou pelo risco de infeção. De acordo com os dados clínicos oficiais, a sua utilização é considerada relevante em cenários onde existe um mal-estar acentuado por parte do doente.

Este medicamento é habitualmente utilizado para tratar episódios sintomáticos agudos caracterizados simultaneamente por inflamação severa e pela necessidade de suporte antibacteriano. Ajuda a abordar conjuntos de sintomas como a vermelhidão intensa, o edema (inchaço), a dor e o prurido (comichão), que podem causar um esforço fisiológico percetível e interferir com o conforto visual. O Maxitrol é aplicado em diversas condições caracterizadas por períodos de sintomas exacerbados no segmento anterior do olho, incluindo a conjuntivite bacteriana, a queratite e a uveíte anterior crónica.

A formulação apoia o alívio sintomático em estados inflamatórios ou irritativos que apresentem risco de envolvimento microbiano. O produto é pertinente em contextos que envolvem uma elevada sobrecarga do sistema ocular devido a lesões na córnea por queimaduras químicas ou térmicas, ou pela presença de um corpo estranho. Isto proporciona um alívio de suporte que pode auxiliar na manutenção da estabilidade funcional do olho.


Facto Rápido: Alívio de Sintomas Inflamatórios O Maxitrol contribui para atenuar a carga sintomática global e ajuda a melhorar o conforto diário durante os períodos de crise, através da gestão da vermelhidão, do inchaço e da dor.

Critérios de utilização e restrições

Elegibilidade para o Uso de Maxitrol

Os documentos regulamentares oficiais definem critérios rigorosos para a utilização de Maxitrol, categorizando as populações como permitidas, restritas ou proibidas.

Populações para as quais o uso é contraindicado:

O uso é estritamente contraindicado em doentes com hipersensibilidade conhecida à dexametasona, ao sulfato de neomicina, ao sulfato de polimixina B ou a qualquer outro componente da formulação. Adicionalmente, o medicamento não deve ser utilizado por doentes com doenças virais da córnea e da conjuntiva, incluindo queratite epitelial por herpes simples, vacínia e varicela, nem por aqueles com infeção micobacteriana ou doenças fúngicas das estruturas oculares. O uso é também contraindicado após a remoção não complicada de um corpo estranho da córnea.

Regras de elegibilidade relacionadas com a idade:

No que respeita à idade, adultos e idosos têm autorização para utilizar Maxitrol, não tendo sido observadas diferenças globais na segurança ou eficácia entre estes grupos. Contudo, a segurança e eficácia em doentes pediátricos não foram estabelecidas, pelo que o produto não é, geralmente, recomendado para utilização em crianças.

Regras de elegibilidade para condições específicas:

A aplicação deste medicamento requer precaução redobrada em doentes com antecedentes de herpes simples ou naqueles que sofram de glaucoma. O uso de Maxitrol não é recomendado durante a gravidez e exige cautela em mulheres que estejam a amamentar. Relativamente a doentes com comprometimento hepático ou renal, não é necessário o ajuste da dose, uma vez que a absorção sistémica do produto é baixa.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com Outros Medicamentos e Produtos

Os documentos regulamentares oficiais definem o perfil de interação do Maxitrol essencialmente através de efeitos farmacocinéticos no componente esteroide e de efeitos farmacodinâmicos que resultam em toxicidades aditivas.

Interações Farmacocinéticas e de Alteração da Exposição O componente esteroide, a dexametasona, está sujeito a interações farmacocinéticas com inibidores potentes da enzima CYP3A4 (por exemplo, ritonavir ou cobicistate). Está documentado que estas substâncias, quando coadministradas, diminuem a depuração da dexametasona, o que pode resultar num aumento da exposição sistémica e no potencial surgimento de efeitos como a supressão adrenal. As indicações regulamentares referem que tais combinações devem ser evitadas, a menos que o benefício clínico justifique o risco de uma maior exposição sistémica.

Farmacodinâmica e Toxicidade Aditiva

No que respeita ao risco de toxicidade aditiva, devido aos componentes antibióticos (neomicina e polimixina B), a coadministração com outros fármacos sistémicos, orais ou tópicos conhecidos por possuírem efeitos neurotóxicos, ototóxicos ou nefrotóxicos deve ser evitada sempre que possível. Relativamente à cicatrização da córnea, o uso concomitante com Anti-inflamatórios Não Esteroides (AINEs) tópicos pode aumentar o potencial de problemas na cicatrização da córnea. Além disso, a administração conjunta com anticolinérgicos sistémicos (por exemplo, atropina) pode aumentar o risco de subida da pressão intraocular em doentes predispostos.

Restrições de Tempo e Administração Aplica-se uma regra obrigatória de intervalo quando se utilizam outros produtos medicinais oftálmicos: estes devem ser administrados com um intervalo de, pelo menos, 5 minutos. As pomadas (como é o caso do Maxitrol) devem ser administradas em último lugar na sequência de produtos oculares tópicos. Estas restrições aplicam-se com precaução redobrada em populações como crianças tratadas com inibidores da CYP3A4 e doentes com predisposição para uma pressão intraocular elevada.

Mecanismo de ação

Agonismo do Recetor de Glicocorticoides para Supressão Inflamatória

A dexametasona é um glicocorticoide sintético que atua como agonista nos recetores intracelulares de glicocorticoides (GRs). O complexo ativado desloca-se para o núcleo, modulando a transcrição genética. Este processo suprime a expressão de genes que codificam várias citocinas e quimiocinas pró-inflamatórias, contribuindo assim para a supressão das respostas inflamatórias locais ao nível celular e tecidular.


Mecanismos Antibacterianos

A polimixina B é um péptido catiónico que tem como alvo a membrana externa de bactérias Gram-negativas suscetíveis. Liga-se ao lipopolissacarídeo (LPS), deslocando catiões bivalentes, o que causa a rutura da estrutura da membrana e a fuga de conteúdos citoplasmáticos, resultando na morte celular bacteriana. A neomicina, um antibiótico aminoglicosídeo, atua ligando-se à subunidade ribossomal 30S bacteriana. Esta interação inibe a síntese proteica e provoca a leitura incorreta do molde de mRNA, produzindo proteínas não funcionais. Ambos os mecanismos asseguram coletivamente a erradicação de organismos bacterianos suscetíveis.

Informações sobre dosagem e administração

O Maxitrol (neomicina, polimixina B e dexametasona) é administrado exclusivamente como tratamento tópico ocular, quer na forma de suspensão oftálmica estéril (gotas), quer em pomada. Este medicamento não se destina a injeção ou ingestão.

Posologia Oficial e Frequência

Forma Posologia em Doença Ligeira Posologia em Doença Grave
Suspensão (Gotas) Uma a duas gotas, até quatro a seis vezes por dia. Pode ser utilizada uma a duas gotas a cada hora, sendo a frequência reduzida gradualmente até à interrupção à medida que a inflamação diminui.
Pomada Aplicar uma pequena quantidade no saco conjuntival, até três a quatro vezes por dia. Pode ser utilizada em conjunto com as gotas, ao deitar.

Administração e Etapas do Procedimento

A suspensão deve ser bem agitada antes de cada utilização. Para evitar a contaminação, os doentes devem evitar tocar com a ponta do conta-gotas ou da bisnaga nas pálpebras, na área circundante ou em qualquer outra superfície. Se forem prescritos vários produtos oftálmicos tópicos, estes devem ser administrados com um intervalo de, pelo menos, cinco minutos entre si, devendo as pomadas oftálmicas ser aplicadas em último lugar.

No caso de produtos que contenham cloreto de benzalcónio, as lentes de contacto moles devem ser removidas antes da aplicação e a sua recolocação deve ser adiada por, pelo menos, 15 minutos. Para reduzir a potencial absorção sistémica, recomenda-se fechar suavemente a pálpebra ou aplicar pressão no canto interno do olho (oclusão nasolacrimal) após a instilação. No caso de uma dose esquecida, os doentes devem utilizar o medicamento assim que se lembrarem, a menos que esteja quase na hora da dose seguinte; nessa situação, a dose esquecida deve ser saltada e não deve ser utilizada uma dose dupla.

Evidência clínica recente

Evidência para o Uso em Inflamação Ocular com Envolvimento Bacteriano

A investigação tem examinado a utilização desta combinação em condições inflamatórias agudas onde existe envolvimento bacteriano. A evidência inclui Ensaios Clínicos Aleatorizados e Controlados (ECAC), que avaliaram a combinação fixa face aos seus componentes individuais. Os estudos monitorizaram tanto os resultados anti-infeciosos (como a redução da carga bacteriana) quanto as pontuações anti-inflamatórias (como a vermelhidão e o inchaço) ao longo de curtos períodos de observação. A evidência é sobretudo relevante em ensaios que avaliam padrões de sintomas episódicos ou de curta duração. Os períodos de acompanhamento foram limitados e os achados em subgrupos são incertos, oferecendo uma perspetiva limitada sobre doentes com diferentes cargas de sintomas.

Evidência para Uso de Suporte em Lesões Oculares

A investigação também analisou o papel do fármaco nos cuidados de suporte após trauma ocular agudo (por exemplo, queimaduras ou remoção de corpos estranhos). O objetivo foi estudado para explorar resultados anti-inflamatórios e a incidência de infeções secundárias em tecidos comprometidos. Os ensaios clínicos que avaliaram o medicamento em contextos pós-traumáticos monitorizaram o controlo da inflamação e reportaram os padrões observados de infeção secundária. Há falta de evidência comparativa proveniente de ECAC dedicados e extensos para todos os tipos de lesões graves, e os dados sobre resultados a médio e longo prazo após a lesão não se encontram amplamente documentados.

Investigação sobre Resultados a Longo Prazo e Duração do Acompanhamento

A evidência científica disponível para o Maxitrol foca-se principalmente na exploração a curto prazo de condições agudas. Isto significa que os períodos de observação nos estudos foram limitados, sendo tipicamente avaliados ao longo de semanas em vez de meses ou anos. Consequentemente, a informação relativa aos efeitos a longo prazo não está totalmente estabelecida. A investigação destaca achados a curto prazo, mas identifica que a certeza permanece baixa quanto ao que ocorre em períodos prolongados ou com o uso repetido.

Evidência em Crianças e Outras Populações Definidas

A investigação tem examinado o uso de Maxitrol em diferentes faixas etárias. Os estudos incluíram subgrupos definidos de crianças com idade igual ou superior a 2 anos, especificamente para a formulação em suspensão oftálmica. Crucialmente, os dados para certos grupos permanecem insuficientes. Especificamente, a segurança e a eficácia não foram estabelecidas em crianças com menos de 2 anos de idade para a formulação em suspensão, o que representa uma limitação clara da investigação que requer estudos adicionais.

O que Permanece Incerto no Panorama da Investigação

Uma limitação fundamental é que os resultados se aplicam apenas às populações estudadas e refletem as condições específicas sob as quais a investigação foi realizada. Os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos e os tempos de acompanhamento foram limitados. O tamanho das amostras foi modesto em alguns casos e a qualidade da evidência varia entre os estudos. Os resultados descrevem padrões de grupo e não resultados individuais; a certeza permanece baixa quanto à forma como um indivíduo pode responder fora dos parâmetros do estudo.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Maxitrol (FAQ)

P: É normal sentir uma sensação de picada ou ardor ao aplicar o Maxitrol pela primeira vez?

R: De acordo com a informação oficial do produto, uma sensação temporária de picada ou ardor no olho, com duração aproximada de um a dois minutos após a aplicação, está listada como um possível efeito secundário. Trata-se de uma reação local relacionada com a aplicação das gotas ou da pomada.


P: O Maxitrol é igual ao Tobradex?

R: O Maxitrol é uma combinação de dose fixa específica que contém três substâncias ativas: o esteroide dexametasona e os antibióticos neomicina e polimixina B. Outros produtos oftálmicos semelhantes, como o Tobradex, contêm substâncias ativas diferentes. A composição de três componentes do Maxitrol é o que o distingue factualmente de outros produtos combinados.


P: O Maxitrol pode tornar os olhos sensíveis à luz?

R: Os documentos oficiais de informação ao consumidor listam a sensibilidade à luz (fotofobia) como um potencial efeito secundário associado ao uso de Maxitrol. Caso sinta esta ou outras alterações visuais, é indicado que um profissional de saúde deve ser informado.


P: O que acontece se eu engolir acidentalmente um pouco das gotas de Maxitrol?

R: Os documentos regulamentares oficiais estabelecem claramente que este produto se destina apenas ao uso tópico no olho e não deve ser injetado nem ingerido. Em caso de ingestão acidental, os documentos oficiais indicam que deve ser contactado prontamente um profissional de saúde.


P: Posso conduzir ou utilizar máquinas enquanto utilizo Maxitrol?

R: A informação do produto refere que a visão pode ficar temporariamente turva imediatamente após a aplicação das gotas ou da pomada. A orientação oficial sugere que, se ocorrer visão turva temporária, deve-se evitar conduzir ou utilizar máquinas até que a visão esteja totalmente nítida.


P: Porque é que é importante terminar todo o tratamento de Maxitrol?

R: A utilização de agentes antibacterianos pode, nalguns casos, levar ao crescimento excessivo de microrganismos não suscetíveis se a infeção não for totalmente tratada. Os avisos oficiais também referem que o componente corticoesteroide pode potencialmente mascarar uma infeção existente. Concluir o tratamento prescrito ajuda a garantir que a infeção é totalmente tratada e minimiza os riscos associados à interrupção do tratamento.


P: O Maxitrol está disponível como medicamento genérico?

R: Sim, existe geralmente uma versão genérica disponível. Os registos oficiais de medicamentos indicam que estão disponíveis produtos de custo inferior contendo as mesmas substâncias ativas — neomicina, polimixina B e dexametasona.


P: Quais são as principais classificações de segurança do Maxitrol?

R: Os documentos regulamentares oficiais fornecem orientações sobre o uso em certas populações. Por exemplo, estudos em animais mostraram efeitos adversos no feto, pelo que o uso durante a gravidez requer cautela e só é considerado se o benefício potencial superar o risco potencial. A informação também refere que os corticoesteroides administrados por via sistémica podem aparecer no leite humano.


P: O Maxitrol pode causar inchaço temporário das pálpebras?

R: Sim, o edema (inchaço) das pálpebras é mencionado na informação do medicamento como um possível efeito secundário comum. Esta reação local é frequentemente temporária.


P: Existem diferentes dosagens de Maxitrol disponíveis?

R: O Maxitrol está disponível em duas formas: uma suspensão oftálmica (gotas) e uma pomada oftálmica. O rótulo oficial confirma que ambas as formas contêm a mesma concentração das três substâncias ativas: dexametasona 0,1%, sulfato de neomicina 3,5 mg/mL ou g, e sulfato de polimixina B 6.000 UI/mL ou g.


P: O que significa "contraindicado" em relação ao Maxitrol?

R: Uma contraindicação significa que o medicamento deve ser evitado porque se entende que os riscos potenciais superam significativamente qualquer benefício possível. No caso do Maxitrol, as contraindicações incluem certas infeções oculares virais, fúngicas ou micobacterianas, uma vez que o componente esteroide poderia potencialmente agravar estas condições.


P: Que tipo de infeções o Maxitrol combate?

R: As substâncias ativas do Maxitrol destinam-se a tratar a inflamação do olho onde existe ou se prevê uma infeção bacteriana. Refere-se que os componentes anti-infeciosos cobrem um largo espetro de microrganismos suscetíveis comuns em infeções oculares.


P: Existem medicamentos comuns de venda livre que interajam com o Maxitrol?

R: Os perfis oficiais de interação medicamentosa mencionam que o uso concomitante com outros fármacos da classe dos Anti-inflamatórios Não Esteroides (AINEs) tópicos pode acarretar um risco de aumento de potenciais problemas na cicatrização da córnea. A orientação oficial refere que todos os medicamentos tópicos e sistémicos devem ser revistos com um profissional de saúde.


P: O Maxitrol é utilizado para alergias oculares?

R: A indicação oficial é para o tratamento da inflamação ocular onde uma infeção bacteriana está presente ou é prevista. Não está especificamente indicado para condições inflamatórias não infeciosas, como alergias oculares simples.


P: Qual é a diferença entre o Maxitrol e outras combinações de antibiótico/esteroide?

R: O Maxitrol é um produto de combinação de dose fixa que contém três substâncias ativas: o esteroide dexametasona e dois antibióticos, a neomicina e a polimixina B. Esta combinação de três componentes é a distinção factual registada nos documentos oficiais de composição.

Como Maxitrol deve ser armazenado e descartado?

Como Conservar e Eliminar o Maxitrol

O Maxitrol (produtos oftálmicos de dexametasona e sulfatos de neomicina e polimixina B) deve ser gerido de acordo com requisitos regulamentares específicos para manter a sua estabilidade e esterilidade.

Requisitos de Conservação

Preparação Temperatura Requerida Condições Proibidas
Pomada Oftálmica 2°C a 25°C Nenhuma especificada
Suspensão Oftálmica 8°C a 27°C (Temperatura Ambiente Controlada) Não refrigerar nem congelar; Não conservar acima de 25°C

O recipiente de ambas as formas deve ser mantido bem fechado quando não estiver a ser utilizado. O frasco da suspensão deve ser guardado na posição vertical e mantido afastado da luz solar direta. Todas as preparações devem ser guardadas fora da vista e do alcance das crianças.

Eliminação e Estabilidade

Tanto a pomada oftálmica como a suspensão devem ser eliminadas 28 dias após a primeira abertura do recipiente. Qualquer Maxitrol não utilizado ou com o prazo de validade expirado deve ser eliminado de acordo com os requisitos regulamentares locais.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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