Mantine

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Mantine

Método de ação: Psychoanaleptics

Opção de tratamento: Dementia, Vascular Dementia

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Mantine

Factos Rápidos

Atributo Detalhe
Classe Farmacológica Antagonista dos recetores NMDA
Uso Principal Tratamento da demência de tipo Alzheimer moderada a grave
Mecanismo Diminui a atividade cerebral anómala associada ao glutamato

A memantina é um medicamento utilizado para tratar os sintomas de demência moderada a grave associada à doença de Alzheimer. Pertence a uma classe de fármacos conhecidos como antagonistas dos recetores N-metil-D-aspartato (NMDA).

Mecanismo de Ação

A doença de Alzheimer está associada à estimulação excessiva de certos recetores das células cerebrais, principalmente os recetores NMDA, pelo neurotransmissor glutamato. Pensa-se que esta sobre-estimulação contribui para a neurotoxicidade e danos celulares.

A memantina atua como um bloqueador não competitivo e de baixa afinidade do canal iónico associado ao recetor NMDA. Ao ligar-se seletivamente a este canal quando ele está aberto, o fármaco ajuda a prevenir a entrada prolongada de iões de cálcio nos neurónios. Esta ação diminui a atividade neuronal excessiva ou anómala sem interferir significativamente na comunicação normal entre as células nervosas. Embora a memantina possa ajudar a melhorar o raciocínio e a memória, ou a retardar a perda destas capacidades, não é uma cura para a doença de Alzheimer e não interrompe a progressão subjacente da patologia.

Quais efeitos secundários são possíveis com Mantine?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

O perfil de segurança da memantina baseia-se em ensaios clínicos e na experiência pós-comercialização, sendo que as reações adversas reportadas são, geralmente, de gravidade ligeira a moderada.

Reações Adversas

As reações adversas são classificadas de acordo com a sua frequência, destacando-se os eventos mais comuns que ocorrem em ≥ 1% dos pacientes e com maior incidência do que nos grupos tratados com placebo:

  • Frequentes (≥ 1% a < 10%): Tonturas, cefaleias (dores de cabeça), confusão, obstipação (prisão de ventre), sonolência, hipertensão (tensão arterial alta) e dispneia (falta de ar).
  • Pouco frequentes (≥ 0,1% a < 1%): Infeções fúngicas, alucinações (mais frequentes na doença de Alzheimer grave), vómitos, fadiga, marcha anómala, trombose venosa/tromboembolismo e insuficiência cardíaca.
  • Muito raras (< 0,01%): Convulsões.

Existem ainda reações adversas notificadas no período pós-comercialização, cuja frequência não pode ser estimada com fiabilidade, incluindo insuficiência renal aguda, pancreatite, hepatite, síndrome de Stevens-Johnson e ideação suicida.

Considerações de Segurança e Restrições

A memantina está contraindicada em pacientes com hipersensibilidade conhecida à substância ativa ou a qualquer componente da formulação.

Recomenda-se precaução em pacientes com antecedentes de convulsões ou epilepsia. O fármaco não foi avaliado sistematicamente nesta população de pacientes.

Condições que tornem a urina mais alcalina, tais como certas alterações na dieta ou medicamentos, podem levar a uma diminuição da eliminação da memantina pelo organismo. Isto pode resultar num aumento dos níveis do fármaco na corrente sanguínea e, potencialmente, num risco superior de efeitos adversos. Devido à influência da memantina no sistema nervoso central, os pacientes devem ter cautela ao realizar tarefas que exijam alerta mental, tais como conduzir ou operar máquinas.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

As informações regulamentares oficiais definem a sobredosagem de memantina através de um conjunto de sinais documentados e de ações de emergência obrigatórias. As manifestações de sobredosagem envolvem principalmente o sistema nervoso central, incluindo confusão, agitação, alucinações, sonolência e perturbações da marcha. Os casos graves podem progredir para resultados críticos, tais como estupor, psicose, convulsões ou coma. Os sinais físicos documentados podem também incluir vómitos, diarreia e diplopia (visão dupla).

Manifestações Documentadas Resultados Graves
Confusão, Sonolência Convulsões, Coma
Agitação, Alucinações Psicose, Perda de Consciência
Perturbações da Marcha, Vómitos Dificuldade Respiratória, Batimento Cardíaco Lento

É oficialmente exigida assistência médica imediata caso se observem sinais graves, tais como colapso, dificuldade respiratória ou perda de consciência. Os indivíduos devem contactar imediatamente os serviços de emergência ou um centro de informação antivenenos. O tratamento é estritamente sintomático e de suporte, uma vez que os documentos regulamentares referem que não se conhece nem existe um antídoto específico disponível. Os procedimentos descritos oficialmente para a gestão clínica podem incluir a lavagem gástrica e a administração de carvão ativado. Medidas como a acidificação da urina e a diurese forçada foram também descritas oficialmente para auxiliar a eliminação do fármaco. Condições que aumentem o pH da urina, como infeções graves do trato urinário, são observadas como um fator que pode diminuir a depuração da memantina.

Usos terapêuticos de Mantine

A memantina é habitualmente utilizada na gestão sintomática da demência de tipo Alzheimer moderada a grave, que corresponde a condições caracterizadas por períodos de exacerbação dos sintomas. O tratamento foca-se em proporcionar um alívio sintomático de suporte em domínios fundamentais, que incluem o declínio cognitivo, o comprometimento funcional e as perturbações neuropsiquiátricas.

O medicamento é aplicado na abordagem a grupos de sintomas centrais, tais como a perda de memória, a confusão, a agitação e a dificuldade na realização das atividades diárias. Ao oferecer este suporte sintomático, o tratamento pode auxiliar na manutenção da estabilidade cognitiva e funcional e contribui para atenuar a carga global de sintomas durante estes episódios desafiantes.

"Esta abordagem ajuda a lidar com sintomas que interferem significativamente na capacidade de raciocínio do paciente e na gestão das tarefas rotineiras."

Facto Rápido: Alívio de Sintomas Cognitivos e Comportamentais

Esta terapia é relevante em contextos marcados por um desconforto acrescido e apoia o paciente durante episódios difíceis de agressividade e declínio funcional. O objetivo é ajudar a melhorar o conforto no dia-a-dia e sustentar a estabilidade funcional.

Critérios de utilização e restrições

A memantina está oficialmente aprovada para utilização em doentes adultos com a indicação especificada. O seu uso é contraindicado em indivíduos com hipersensibilidade conhecida ao cloridrato de memantina ou a qualquer componente da formulação.


Restrições de Elegibilidade

Populações específicas de doentes e condições clínicas definem as limitações de elegibilidade, conforme documentado pelas autoridades regulamentares.

  • Idade e Utilização Pediátrica: O medicamento não é recomendado para utilização em crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos, uma vez que a sua segurança e eficácia não foram estabelecidas neste grupo etário.
  • Função Orgânica: Doentes com insuficiência renal grave (CLcr 5–29 mL/min) ou insuficiência hepática grave enfrentam restrições. A utilização em caso de insuficiência renal grave exige um ajuste posológico específico. O uso em doentes com insuficiência hepática grave não é recomendado por algumas agências regulamentares.
  • Gravidez e Amamentação: A utilização durante a gravidez geralmente não é recomendada, a menos que o benefício potencial justifique o risco potencial para o feto. De acordo com as diretrizes regulamentares de algumas regiões, as mulheres que tomam memantina não devem amamentar.
  • Precaução Condicional: O uso requer precaução em doentes com antecedentes de convulsões ou condições clínicas que possam alcalinizar significativamente o pH da urina, uma vez que estas podem afetar a eliminação do fármaco ou aumentar o risco de resultados adversos.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

A memantina pode interagir com determinados medicamentos e produtos, o que pode aumentar o risco de efeitos secundários ou reduzir a eficácia de um ou de ambos os fármacos. É fundamental informar o seu profissional de saúde sobre todos os medicamentos (com ou sem receita médica), vitaminas, suplementos nutricionais e produtos à base de plantas que esteja a tomar.

Regra geral, a memantina deve ser utilizada com precaução, e por vezes evitada, quando combinada com outros antagonistas dos recetores NMDA, devido ao risco de efeitos secundários cumulativos, tais como confusão, tonturas e alucinações. Os antagonistas dos recetores NMDA incluem:

  • Amantadina (utilizada na doença de Parkinson e na gripe)
  • Dextrometorfano (um antitússico comum)
  • Cetamina (utilizada em anestesia e em certas condições de saúde mental)

A depuração (eliminação) da memantina pelo organismo pode ser afetada por medicamentos ou condições que alterem o pH da urina. Agentes que tornem a urina mais alcalina (pH mais elevado) podem diminuir a excreção da memantina, levando a níveis mais altos do fármaco no sangue e a um potencial aumento da toxicidade. Exemplos incluem:

  • Inibidores da anidrase carbónica (ex: acetazolamida)
  • Bicarbonato de sódio (presente em alguns antiácidos)
  • Hidroclorotiazida (um diurético)

Adicionalmente, os fármacos que são secretados pelo mesmo sistema de transporte renal que a memantina (transporte catiónico tubular renal) podem competir entre si, o que pode levar ao aumento das concentrações de um ou de ambos os medicamentos. Exemplos destes incluem a cimetidina, ranitidina, quinidina e procainamida. Nestes casos, o seu médico poderá necessitar de ajustar as doses dos seus medicamentos ou monitorizá-lo mais de perto quanto a possíveis efeitos adversos ao combinar estes agentes.

Mecanismo de ação

Como Funciona a Memantina

A memantina atua como um antagonista não competitivo de baixa afinidade do canal iónico do recetor N-metil-D-aspartato (NMDA). Este mecanismo é dependente de voltagem, o que permite ao fármaco ligar-se preferencialmente ao poro do recetor e bloqueá-lo, sobretudo durante períodos de hiperestimulação neuronal crónica e patológica. Esta ação foca-se na sinalização elevada que está associada a uma neurotransmissão excitatória desregulada.

Ao ocupar o canal do recetor NMDA, a memantina impede o influxo patológico de iões de cálcio (Ca^2+) para o interior do neurónio. Esta cascata molecular contribui para a atenuação da excitotoxicidade, um processo em que a sobrecarga prolongada de cálcio medeia os danos celulares. A consequência fisiológica é a estabilização da homeostase do cálcio neuronal, facilitando a integridade funcional das redes neurais existentes, o que permite a manutenção de uma neurotransmissão glutamatérgica normal.

A ação da memantina foca-se na mitigação destas consequências a jusante da desregulação do glutamato, resultando na redução dos danos celulares induzidos pela excitotoxicidade. Esta modulação fisiológica aborda este efeito secundário sem interagir com a patologia inicial, como a agregação proteica.

Informações sobre dosagem e administração

A memantina é administrada exclusivamente por via oral para utilização a longo prazo e o seu protocolo posológico é definido por um ajuste gradual obrigatório, conhecido como titulação. O início do tratamento exige começar com uma dose diária baixa, que é depois aumentada sistematicamente ao longo de um período mínimo de três a quatro semanas, até que o paciente atinja a dose de manutenção estabelecida. A dose de manutenção final para a formulação de libertação imediata (IR) é, tipicamente, de 20 mg diários, administrados em duas doses divididas. Pelo contrário, a formulação de libertação prolongada (XR) é tomada uma vez por dia, sendo a dose de manutenção padrão de 28 mg.

A administração pode ocorrer com ou sem alimentos, permitindo flexibilidade no horário diário. No entanto, aplicam-se instruções rigorosas ao manuseamento físico da forma farmacêutica: as cápsulas de libertação prolongada devem ser engolidas inteiras ou podem ser abertas e o seu conteúdo polvilhado sobre uma colher de puré de maçã; contudo, o seu conteúdo não deve ser esmagado nem mastigado para preservar as características de libertação controlada do fármaco. A solução oral deve ser medida com precisão utilizando um dispositivo de medição próprio e não deve ser misturada com qualquer outro líquido.

O doseamento requer modificações em populações específicas. Pacientes com insuficiência renal grave devem ter a sua dose diária máxima restrita a 10 mg (IR) ou 14 mg (XR), conforme indicado nas informações oficiais. Se o paciente interromper o tratamento por um período de vários dias consecutivos, o medicamento deve ser novamente titulado a partir de uma dose inicial mais baixa. Caso ocorra o esquecimento de uma dose única, as orientações regulamentares instruem os pacientes a retomar o plano previsto com a dose seguinte planeada, sem duplicar a quantidade.

Evidência clínica recente

Memantina: Evidência Clínica Recente

A evidência científica relativa à memantina foi estudada para os sintomas associados à doença de Alzheimer de moderada a grave. Esta base de evidência estrutura-se em torno de ensaios clínicos aleatorizados, em duplamente cego e controlados por placebo (ECA) de curto prazo, envolvendo adultos mais velhos com esta condição.


Evidência na Doença de Alzheimer de Moderada a Grave

Os estudos analisaram resultados relacionados com a função cognitiva, o desempenho nas atividades diárias e os sintomas comportamentais. Os dados destes ECA e de revisões sistemáticas posteriores descrevem padrões observados em que as medições das pontuações cognitivas e funcionais apresentaram diferenças pequenas, mas mensuráveis, em comparação com o grupo do placebo durante o período típico de acompanhamento de seis meses. A investigação também explorou a utilização da memantina em combinação com outras terapias padrão.


Evidência noutras Situações Clínicas Estudadas

A memantina foi avaliada num número mais reduzido de ensaios focados em doentes com demência vascular. A investigação também explorou alterações a curto prazo em pessoas com doença de Alzheimer de ligeira a moderada. Para ambas as populações, a qualidade da evidência varia entre os estudos e os resultados foram frequentemente mistos ou inconsistentes, com alguns ensaios a não reportarem uma diferenciação significativa em relação ao grupo do placebo.


Limitações Principais e Áreas de Incerteza na Investigação

A principal limitação da investigação é o facto de a duração do acompanhamento ter sido limitada (cerca de seis meses) nos ensaios primários, o que significa que os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos. Os dados revelam padrões relativos à continuidade dos resultados durante períodos de observação mais longos (até um ano ou mais), mas a trajetória completa da alteração não está bem caracterizada por ECA dedicados. Adicionalmente, a medição da alteração observada nos resultados principais foi descrita como modesta e os dados relativos a certos grupos de doentes permanecem insuficientes.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre a Memantina (FAQ)

P: A memantina é o mesmo tipo de medicamento que o donepezilo?

Memantine pertence a uma classe diferente de medicamentos, chamada antagonistas dos recetores NMDA. Os documentos oficiais descrevem que este fármaco atua de forma distinta de medicamentos como o donepezilo, que são tipicamente classificados como inibidores da colinesterase. A ação da memantina foca-se na regulação de um mensageiro químico cerebral chamado glutamato.

P: Quanto tempo demora normalmente a notar-se o efeito da memantina?

Os estudos e a informação oficial indicam que os ensaios clínicos que avaliaram a eficácia do medicamento (em termos de pontuações cognitivas e funcionais) foram tipicamente realizados ao longo de 24 a 28 semanas. Embora as concentrações máximas do fármaco no sangue sejam atingidas em poucas horas, os efeitos terapêuticos observados são avaliados ao longo de vários meses.

P: Quais são os efeitos secundários mais comuns comunicados com a memantina?

De acordo com as informações oficiais do produto, as reações adversas mais comuns reportadas em ensaios clínicos (ocorrendo em 5% ou mais dos doentes) incluem tonturas, cefaleias (dores de cabeça), confusão e obstipação. Estas reações são geralmente descritas como sendo de intensidade ligeira a moderada.

P: É necessário tomar memantina para sempre ou pode ser interrompida?

As orientações regulamentares oficiais indicam que a tolerância e o benefício clínico da memantina devem ser reavaliados regularmente por um profissional de saúde. O tratamento pode ser continuado enquanto for observado um benefício terapêutico positivo e o doente tolerar o medicamento.

P: A memantina está associada a alterações de peso?

As alterações de peso não constam como uma reação adversa comum ou pouco frequente nos dados dos ensaios clínicos primários. No entanto, a experiência oficial pós-comercialização incluiu relatos tanto de aumento de peso como de perda de peso.

P: Qual a diferença entre o objetivo da memantina e o dos inibidores da colinesterase?

O objetivo da memantina é regular o glutamato no recetor NMDA para mitigar a estimulação excessiva das células nervosas. Em contraste, os inibidores da colinesterase atuam aumentando a quantidade de outro químico cerebral, a acetilcolina, nas sinapses nervosas. Assim, estas classes abordam a condição através de mecanismos de ação diferentes.

P: Os estudos apoiam a utilização da memantina a longo prazo?

A base principal de evidência clínica que demonstra eficácia derivou de ensaios clínicos de curto prazo, que duraram tipicamente cerca de seis a sete meses. As diretrizes oficiais referem que o benefício clínico e a tolerância do doente devem ser reavaliados regularmente para determinar a continuação do tratamento.

P: O consumo de álcool afeta o funcionamento da memantina?

A informação oficial indica que não se conhecem interações farmacológicas entre a memantina e o álcool. No entanto, salienta-se que o consumo de bebidas alcoólicas pode potencialmente agravar alguns dos efeitos secundários comuns no sistema nervoso central, como as tonturas ou a confusão.

P: Existem alimentos ou bebidas específicos a evitar durante o tratamento?

Geralmente, a memantina pode ser tomada com ou sem alimentos. Recomenda-se precaução com medicamentos ou substâncias que aumentem significativamente a alcalinidade da urina, como grandes quantidades de bicarbonato de sódio (presente em alguns antiácidos), pois tal pode diminuir a eliminação da memantina pelo organismo.

P: A memantina pode ser prescrita a adultos jovens?

A memantina está aprovada para utilização em doentes adultos com a condição especificada. As informações oficiais indicam que a segurança e eficácia do medicamento não foram estabelecidas em crianças e adolescentes com menos de 18 anos, não sendo recomendado o seu uso neste grupo etário.

P: A memantina pode ser utilizada durante a gravidez?

Os documentos regulamentares oficiais indicam que a memantina não é recomendada durante a gravidez, uma vez que os dados sobre os seus efeitos em mulheres grávidas são insuficientes. O seu uso é considerado apenas se o benefício potencial justificar o possível risco para o feto.

P: É normal sentir tonturas ao iniciar a memantina?

Sim, as tonturas estão listadas como um efeito secundário comum reportado em ensaios clínicos. Embora o medicamento seja iniciado com uma dose baixa e aumentada gradualmente (titulada) para gerir os efeitos secundários, os sintomas como tonturas são possibilidades reportadas durante esta fase inicial.

P: O que se deve esperar na primeira semana de utilização?

A primeira semana de tratamento é a fase inicial de um esquema sistemático de titulação da dose. Durante esta fase, a dose diária é habitualmente muito baixa, sendo aumentada gradualmente ao longo de várias semanas para reduzir o potencial de efeitos adversos.

P: Com que frequência é revista a utilização da memantina por um profissional de saúde?

As orientações regulamentares oficiais referem que o benefício clínico e a tolerância da memantina devem ser reavaliados de forma regular. As diretrizes indicam que esta reavaliação é habitualmente efetuada nos primeiros três meses após o início do tratamento e continuada periodicamente a partir daí.

P: A memantina pode interagir com medicamentos para a tensão arterial?

A documentação oficial não lista os medicamentos comuns para a tensão arterial como uma interação major. Contudo, a hipertensão (tensão arterial alta) é referida como uma reação adversa comum, e a memantina pode afetar a eliminação de certos diuréticos, que são por vezes utilizados para controlar a tensão arterial.

P: É comum as pessoas que tomam memantina sentirem confusão?

Sim, a confusão é reportada como uma reação adversa comum em ensaios clínicos, ocorrendo em 5% ou mais dos doentes tratados com memantina. Esta informação encontra-se consistentemente nos documentos oficiais de segurança do fármaco.

P: Quais as razões comuns que podem levar à interrupção da memantina?

De acordo com as diretrizes regulamentares, os motivos para interromper a memantina incluem a ausência de um benefício terapêutico favorável ou a incapacidade do doente tolerar o tratamento devido a reações adversas. Nos ensaios clínicos, a taxa de interrupção devido a efeitos adversos foi semelhante à do grupo placebo.

P: Qual é o nível geral de evidência sobre os efeitos da memantina a longo prazo?

A evidência principal da eficácia da memantina baseou-se em ensaios clínicos de curto prazo com duração até seis ou sete meses. A informação regulamentar indica que os efeitos a longo prazo, para além deste período, não estão tão plenamente estabelecidos através de ensaios aleatorizados e controlados por placebo específicos.

P: O que acontece se houver esquecimento de uma dose?

As orientações regulamentares oficiais indicam que, no caso de esquecimento de uma dose, o doente deve retomar o seu esquema habitual, tomando a próxima dose planeada. As instruções especificam explicitamente que os doentes não devem duplicar a dose para compensar a que foi esquecida.

P: Como é monitorizada a segurança da memantina ao longo do tempo?

A monitorização da segurança envolve a reavaliação regular da tolerância do doente ao fármaco e do benefício clínico recebido. Este processo está delineado nas diretrizes oficiais para assegurar que a continuação do tratamento permanece adequada.

P: Quais são as recomendações clínicas oficiais sobre o uso da memantina?

A documentação oficial descreve o uso da memantina para os sintomas associados à demência de tipo Alzheimer moderada a grave. As recomendações clínicas incluem um aumento gradual inicial da dose (titulação) e a necessidade de monitorização regular e reavaliação do benefício terapêutico.

Como Mantine deve ser armazenado e descartado?

Como Conservar e Eliminar a Memantina

As informações oficiais exigem que a memantina seja conservada corretamente para manter a sua estabilidade e eficácia.

Requisitos de Conservação

Os comprimidos e a solução oral de memantina devem ser conservados à temperatura ambiente, tipicamente entre os 20 °C e os 25 °C (68 °F e 77 °F). É essencial evitar que o medicamento congele e protegê-lo do calor excessivo, humidade e luz direta. Mantenha sempre o medicamento no seu recipiente original, bem fechado, e guarde-o fora do alcance e da vista das crianças.

Instruções de Eliminação

Não coloque a memantina não utilizada ou fora do prazo de validade na sanita nem a deite no lixo doméstico, a menos que receba instruções específicas para o fazer. Para garantir uma eliminação adequada, aconselhe-se com um farmacêutico ou profissional de saúde sobre os programas locais de retoma de medicamentos ou opções comunitárias de eliminação. Nunca conserve medicamentos que estejam fora do prazo ou que já não sejam necessários.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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