Lostam

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Lostam

Que tipo de medicamento é o Lostam (Cloridrato de Tansulosina)?

O Lostam é uma preparação farmacêutica sintética de agente único, cujo princípio ativo é o Cloridrato de Tansulosina. Este medicamento pertence à classe farmacológica conhecida como Bloqueadores Alfa-Adrenérgicos (Antagonistas dos Recetores alpha1-Adrenérgicos) e está designado como um medicamento sujeito a receita médica para homens adultos. A tansulosina é um derivado da sulfonamida de metoxibenzeno que atua exclusivamente em monoterapia. É habitualmente fabricado para a via oral como cápsula ou comprimido de absorção controlada (frequentemente de libertação prolongada), uma formulação clinicamente reconhecida por garantir níveis constantes do fármaco durante um período de 24 horas.

Como é o Lostam classificado farmacologicamente?

O Lostam define-se precisamente pela sua ação altamente seletiva como Antagonista dos Recetores Adrenérgicos alpha1A e alpha1D. Esta seletividade é uma característica diferenciadora fundamental, limitando a sua influência principal aos tecidos musculares da próstata e do colo da bexiga, em vez de afetar de forma abrangente todos os recetores alfa do organismo. Estudos farmacológicos confirmam este perfil direcionado, observando a sua menor afinidade pelos recetores encontrados no sistema vascular geral em comparação com bloqueadores alfa mais antigos.

Qual é o objetivo geral do Lostam?

O principal objetivo geral do Lostam é promover o relaxamento do músculo liso no interior da glândula prostática e do colo da bexiga. Este relaxamento direcionado atua diretamente no alívio da constrição mecânica que causa dificuldade na micção. Este alívio funcional proporciona um benefício terapêutico consequente ao abordar os sintomas associados ao aumento da próstata, conhecido como Hiperplasia Benigna da Próstata (HBP). Resumos científicos confirmam que esta classe de agentes é fundamental para melhorar as pontuações sintomáticas subjetivas relatadas por doentes com sintomas do trato urinário inferior (LUTS).

Quais efeitos secundários são possíveis com Lostam?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança do Lostam (Cloridrato de Tansulosina) é caracterizado por reações adversas classificadas de acordo com a sua frequência. Os efeitos adversos são agrupados pela Classe de Sistemas de Órgãos afetada, incluindo o Sistema Nervoso, o Sistema Vascular e o Sistema Reprodutor.


Reações Adversas Classificadas por Frequência

As reações adversas consideradas frequentes (afetam entre 1 em cada 100 a menos de 1 em cada 10 doentes) incluem tonturas, cefaleias (dores de cabeça), rinite, astenia (fraqueza) e ejaculação anormal (por exemplo, ejaculação retrógrada ou diminuída). As reações classificadas como pouco frequentes incluem a hipotensão ortostática, palpitações, náuseas, diarreia e várias reações cutâneas, tais como erupções ou prurido (comichão).

Reações Adversas Graves e Considerações de Segurança

Estão documentadas certas reações adversas raras, mas clinicamente significativas. Estas incluem a síncope (desmaio), o angioedema (inchaço do rosto, língua ou garganta) e o priapismo (uma ereção persistente e dolorosa). Uma reação muito rara e grave é a síndrome de Stevens-Johnson.


Padrões Temporais e Restrições

O potencial para hipotensão ortostática e sintomas associados, como tonturas, é explicitamente assinalado como uma preocupação, particularmente ao iniciar o tratamento ou após uma alteração na dose. O Lostam não está indicado para utilização em mulheres ou na população pediátrica. O perfil de segurança oficial exige que os doentes sejam submetidos a um rastreio para o cancro da próstata antes e durante o tratamento. Além disso, o risco de Síndrome da Íris Flácida Intraoperatória (IFIS) durante a cirurgia de cataratas ou glaucoma é uma nota de segurança fundamental para indivíduos que tomam, ou que foram anteriormente tratados com, esta classe de medicamentos.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Manifestações de Sobredosagem e Desfechos Graves

A sobredosagem com Lostam (Cloridrato de Tansulosina) está oficialmente documentada como apresentando-se, sobretudo, através de hipotensão aguda (tensão arterial baixa), uma consequência direta da sua ação farmacológica. Um desfecho grave reportado na documentação regulamentar inclui a queda da tensão arterial sistólica para os 70 mm Hg após uma ingestão significativa. Outras manifestações clínicas registadas incluem desmaio (síncope), tonturas e visão turva. Efeitos gastrointestinais, como vómitos e diarreia, constam também como sinais potenciais. O principal risco de vida é a hipotensão profunda e não controlada.

Quando Procurar Ajuda Médica Urgente

As autoridades regulamentares determinam que deve ser procurada assistência médica urgente de imediato em caso de qualquer suspeita de sobredosagem. Os serviços de emergência ou o Centro de Informação Antivenenos devem ser contactados se o doente apresentar sintomas graves como colapso, convulsões ou dificuldade respiratória significativa. Não se conhece um antídoto específico para a sobredosagem por Lostam.

Gestão e Procedimentos Oficiais

A gestão foca-se inteiramente no suporte cardiovascular. Os documentos regulamentares descrevem ações que incluem colocar o doente em posição supina (deitado de costas) e administrar expansores plasmáticos ou vasopressores, se necessário, para estabilizar a tensão arterial e a frequência cardíaca. Os procedimentos para impedir a absorção do fármaco podem incluir a lavagem gástrica ou a administração de carvão ativado e de um laxante osmótico. É necessária a monitorização contínua da função renal; no entanto, devido à elevada ligação às proteínas, é improvável que a diálise seja eficaz.

Usos terapêuticos de Lostam

O que o Lostam trata: principais utilizações e benefícios

O Lostam é habitualmente utilizado em contextos clínicos onde a gestão de suporte dos sintomas é considerada adequada. É considerado relevante para o auxílio a curto prazo em sintomas relacionados com o desconforto físico e sintomas que interferem com o funcionamento diário.

O medicamento é relevante em cenários clínicos marcados por um desequilíbrio fisiológico temporário, podendo auxiliar na gestão de conjuntos de sintomas que se tornem intensos ou disruptivos. É aplicado em áreas onde é necessário suporte sintomático adicional, incluindo utilizações relevantes como a ajuda no desconforto sintomático, o auxílio na manutenção da estabilidade funcional e o alívio do mal-estar durante episódios agudos.

“O Lostam contribui para atenuar a carga sintomática global, particularmente quando os sintomas se tornam mais percetíveis.”

Facto Rápido: Relevante para Conjuntos de Sintomas

Facto Rápido: Relevante para o Desconforto Sistémico e Localizado. O Lostam é geralmente aplicado quando conjuntos de sintomas requerem uma gestão de suporte durante uma crise ou agudização.


Para mais informações sobre a classe terapêutica deste medicamento, consulte a visão geral sobre medicamentos de suporte sintomático.

Critérios de utilização e restrições

Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar o Lostam?

O perfil de elegibilidade para o Lostam (Cloridrato de Tansulosina) está estritamente definido na documentação regulamentar, limitando a sua utilização à população masculina adulta.

Populações Contraindicadas (Não Devem Utilizar)
Doentes com hipersensibilidade conhecida à tansulosina ou a qualquer componente da formulação.
Indivíduos com antecedentes de hipotensão ortostática.
Doentes com insuficiência hepática grave.
Populações Restritas ou Não Estudadas
População Pediátrica (Menos de 18 anos): Não indicado para utilização; a segurança e eficácia não foram estabelecidas nesta faixa etária.
Mulheres: Não indicado para utilização no sexo feminino, incluindo grávidas ou lactantes.
Insuficiência Renal Grave: O fármaco não foi estudado em doentes com insuficiência renal em fase terminal.
Candidatos a Cirurgia: Requer precaução e notificação do cirurgião caso esteja agendada uma cirurgia às cataratas ou glaucoma (devido ao risco de Síndrome da Íris Flácida Intraoperatória).

Declarações oficiais de elegibilidade:

O medicamento é formalmente contraindicado para qualquer doente com hipersensibilidade conhecida, historial de hipotensão ortostática ou insuficiência hepática grave. A sua utilização não está indicada para a população pediátrica e não está indicada para o sexo feminino. Além disso, as normas oficiais determinam que os doentes devem ser submetidos a um rastreio para o cancro da próstata antes de iniciarem o tratamento e regularmente durante o mesmo.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

O perfil regulamentar oficial do Lostam detalha interações farmacocinéticas e farmacodinâmicas específicas que estabelecem restrições ou exigem precaução na administração concomitante com outros produtos medicinais.

Combinações Proibidas e Restrições Metabólicas

A administração conjunta de Lostam com outros agentes bloqueadores alfa-adrenérgicos é proibida, devido ao potencial de um efeito aditivo que aumenta o risco de hipotensão sintomática. A documentação oficial também classifica os inibidores fortes da enzima CYP3A4 (como o cetoconazol) como uma combinação contraindicada. Uma vez que o Lostam é metabolizado principalmente pelas enzimas CYP3A4 e CYP2D6, a sua combinação com um inibidor forte da CYP3A4 conduz a um aumento substancial da exposição sistémica.

Interações que Exigem Precaução

Recomenda-se precaução quando o Lostam é tomado simultaneamente com inibidores da fosfodiesterase-5 (PDE-5) (por exemplo, sildenafila), dado que ambos os medicamentos atuam como vasodilatadores, apresentando um risco acrescido de hipotensão sintomática. Medicamentos que inibem moderadamente a CYP3A4 ou inibidores fortes/moderados da CYP2D6 (como a paroxetina) também requerem uma utilização cautelosa, devido a aumentos documentados nas concentrações plasmáticas do Lostam. Adicionalmente, está registado que a cimetidina provoca uma subida nos níveis plasmáticos do Lostam.

Restrições Alimentares e Populacionais

Para assegurar níveis constantes do fármaco, o Lostam deve ser administrado após a mesma refeição todos os dias, uma vez que a toma em jejum aumenta a exposição sistémica. A combinação com inibidores fortes da CYP3A4 é explicitamente proibida em doentes identificados como Metabolizadores Pobres da CYP2D6, devido ao potencial de uma exposição significativamente elevada.

Mecanismo de ação

Como funciona o Lostam: Mecanismo de Ação

O Lostam (Cloridrato de Tansulosina) atua como um antagonista competitivo de elevada seletividade, visando principalmente os subtipos de recetores adrenérgicos alpha1A e alpha1D presentes no músculo liso do trato urinário inferior. Ao ocupar estes locais específicos dos recetores, o fármaco impede a ligação da noradrenalina, um neurotransmissor endógeno. Este bloqueio interrompe imediatamente a via do Sistema Nervoso Simpático (SNS) que sustenta a contração tónica na glândula prostática e no colo da bexiga.

A inibição resultante da cascata de sinalização alpha1 impede o influxo e a libertação necessária de iões de cálcio (Ca^2+) a nível intracelular. Uma vez que o cálcio é essencial para a contração muscular, a sua menor disponibilidade induz o relaxamento do tecido muscular liso afetado. Esta alteração fisiológica diminui a força exercida pelo tecido muscular sobre a uretra prostática, o que altera a dinâmica do fluxo urinário. O efeito mecanístico aplica-se exclusivamente ao tónus do músculo liso e não afeta o volume físico ou a componente estática do tecido prostático.

Informações sobre dosagem e administração

Como Utilizar o Lostam

O Lostam (Cloridrato de Tansulosina) está aprovado para administração oral sob a forma de cápsula dura ou comprimido de libertação prolongada. A sua utilização oficial é definida por um conjunto específico de normas de procedimento detalhadas na informação de prescrição, focando-se na consistência da dose e no manuseamento físico adequado da forma farmacêutica.


Âmbito da Administração

Instrução Orientação Oficial
Via e Forma Via oral sob a forma de cápsula dura ou comprimido de libertação prolongada de 0,4 mg.
Posologia Padrão 0,4 mg uma vez por dia. A dose pode ser aumentada para um máximo de 0,8 mg uma vez por dia se a resposta à dose inicial for insuficiente após 2 a 4 semanas.
Momento da Toma A administração deve ser feita consistentemente trinta minutos após a mesma refeição todos os dias, de modo a garantir uma absorção estável do fármaco.

Restrições Procedimentais e Utilização Especial

Para que o medicamento funcione conforme pretendido, a cápsula ou comprimido deve ser deglutido inteiro e não deve ser esmagado, mastigado ou aberto em circunstância alguma. Esta restrição de procedimento preserva o mecanismo de libertação controlada da formulação.

Não se justifica qualquer ajuste posológico em doentes com insuficiência renal ou hepática ligeira a moderada, e o medicamento não está indicado para indivíduos com idade inferior a 18 anos. Caso a terapia seja interrompida durante vários dias, a orientação oficial exige o reinício do tratamento com a dose inicial de 0,4 mg. O protocolo de administração suporta um padrão de utilização contínua a longo prazo.

Evidência clínica recente

Evidência Científica: Visão Geral dos Estudos sobre o Lostam


Evidência para a Utilização na Hiperplasia Benigna da Próstata (HBP) / STUI

A maioria da investigação disponível sobre o Lostam envolve estudos que exploram os Sintomas do Trato Urinário Inferior (STUI) associados ao aumento da próstata ou à Hiperplasia Benigna da Próstata (HBP). Os investigadores conduziram primordialmente ensaios clínicos aleatorizados e controlados (ECA) de curto prazo. Estes ensaios foram utilizados na investigação de resultados reportados pelos doentes relativamente aos sintomas do trato urinário inferior, monitorizando o desconforto físico e o funcionamento diário.

Os estudos focaram-se na medição de alterações nas pontuações de sintomas subjetivos dos doentes, frequentemente através de questionários normalizados. A investigação também analisou resultados funcionais objetivos, tais como o fluxo urinário máximo (Qmax) e a quantidade de urina remanescente na bexiga após a micção. Os estudos monitorizaram os resultados reportados pelos doentes (pontuações de sintomas) e registaram padrões de alteração nos grupos estudados em comparação com os grupos que receberam placebo durante o período de estudo de curto prazo.

O que permanece incerto é o perfil completo dos efeitos a longo prazo com base em evidência controlada. A evidência de resultados sustentados ao longo de vários anos provém frequentemente de estudos de rótulo aberto não comparativos. Os períodos de acompanhamento foram limitados nos ensaios iniciais de registo, o que significa que existe informação limitada sobre os desfechos a longo prazo no que respeita à progressão da doença.

Evidência para a Utilização Investigacional em Cálculos Ureterais

A investigação também explorou a utilização do Lostam em condições que envolvem períodos de agravamento de sintomas, especificamente quando o medicamento foi estudado pela sua potencial associação com a passagem espontânea de cálculos ureterais. Estes estudos foram realizados como ensaios controlados aleatorizados e foram posteriormente resumidos em metanálises. Os investigadores analisaram se o medicamento estava associado a alterações na taxa de expulsão espontânea de cálculos e no tempo necessário para essa expulsão.

Os resultados foram mistos nos ensaios de larga escala e a qualidade da evidência varia entre os estudos. Dados agregados de algumas metanálises registaram padrões na taxa de expulsão de cálculos medida, particularmente para determinados tamanhos de cálculos. Os dados para cálculos superiores a 10 mm permanecem insuficientes e a investigação não determina se um indivíduo responderá de forma semelhante aos padrões de grupo observados nestes estudos.

Lacunas na Investigação e Incertezas

Embora exista um corpo substancial de evidência relativamente ao seu estudo nos sintomas de HBP a curto prazo, existem limitações estruturais na investigação. Os dados sobre a progressão a longo prazo dos sintomas de HBP não estão bem estabelecidos por evidência controlada em períodos superiores a um ano. A consistência para outras utilizações é limitada; a certeza sobre estas descobertas é considerada restrita fora da utilização primária na HBP. A investigação para certos grupos permanece insuficiente, particularmente para crianças, onde a evidência é limitada devido a ensaios que não atingiram os seus objetivos primários.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Lostam (FAQ)

P: O que devo fazer se me esquecer de uma dose de Lostam? / O que acontece se tomar acidentalmente duas doses?

As orientações regulamentares indicam que, se se esquecer de uma dose, esta deve ser tomada no próprio dia assim que se lembrar. Se apenas se lembrar no dia seguinte, a dose esquecida deve ser ignorada. As normas oficiais desaconselham a toma de uma dose dupla para compensar uma dose esquecida. Ingerir mais do que a dose recomendada pode causar uma descida da pressão arterial e um aumento da frequência cardíaca.


P: Quais são os motivos mais comuns para a interrupção do tratamento com Lostam?

Embora os documentos oficiais não listem explicitamente motivos para a interrupção, estes classificam as reações adversas comuns observadas em estudos. Estes efeitos frequentes incluem tonturas, cefaleias (dores de cabeça), rinite (congestão nasal), fraqueza e alterações na ejaculação.


P: O Lostam deve ser tomado por um longo período de tempo?

O protocolo de administração oficial, conforme descrito na informação de prescrição regulamentar, foi concebido para suportar um padrão de utilização contínua a longo prazo.


P: Existe risco de dependência ou vício com o Lostam? / O Lostam é uma substância controlada?

O Lostam, que contém tansulosina, é classificado como um medicamento sujeito a receita médica. De acordo com as classificações regulamentares, não consta na lista de substâncias controladas.


P: Que tipo de monitorização é recomendada durante a toma de Lostam?

Os requisitos de segurança oficiais determinam que os doentes devem ser submetidos a um rastreio de cancro da próstata antes e durante o tratamento com este medicamento. Devido ao risco conhecido de hipotensão sintomática (uma descida significativa da pressão arterial ao levantar-se), a monitorização da pressão arterial é frequentemente associada à sua utilização.


P: Por que razão o Lostam é por vezes utilizado para condições diferentes do seu uso principal?

A investigação explorou a aplicação do Lostam em condições fora do seu propósito principal, como no caso de cálculos ureterais. A sua classificação farmacológica como um antagonista dos recetores alfa-adrenérgicos significa que promove o relaxamento do músculo liso no trato urinário inferior, o que constitui a base científica para estes estudos.


P: É normal sentir tonturas ao iniciar o tratamento com Lostam?

A informação oficial de segurança documenta as tonturas como uma reação adversa comum. O potencial para este efeito é explicitamente assinalado como uma preocupação, particularmente no início do tratamento ou após uma alteração na dosagem.


P: Por que razão as fontes oficiais listam tantos efeitos secundários possíveis para o Lostam?

As fontes oficiais listam as reações adversas com base na sua frequência observada em todos os ensaios clínicos, cumprindo as normas regulamentares de reporte. Estas são agrupadas pela Classe de Sistemas de Órgãos (SOC) afetada, ajudando a fornecer uma visão abrangente de segurança.


P: O Lostam provoca ganho ou perda de peso?

O aumento ou a perda de peso não constam como reações adversas documentadas nas listas de frequência classificadas nos perfis oficiais de segurança.


P: Que tipo de interação com o álcool é descrita para o Lostam?

A informação oficial do produto indica que a ingestão concomitante de álcool pode potenciar os efeitos de descida da pressão arterial do medicamento. Isto pode levar a sensações de tontura ou de cabeça leve.


P: Quanto tempo após interromper o Lostam é que os efeitos desaparecem?

A duração do efeito do medicamento está relacionada com a sua semivida de eliminação, uma medida farmacocinética. Esta semivida está documentada como sendo entre 9 e 13 horas.


P: Posso tomar Lostam se tiver tensão arterial alta?

Os documentos oficiais contraindicam o medicamento em doentes com historial de hipotensão ortostática (uma descida da pressão arterial ao levantar-se). Como o fármaco promove a vasodilatação, o potencial para hipotensão sintomática é uma consideração fundamental descrita na documentação oficial.


P: O Lostam pode causar fadiga?

A fraqueza, ou astenia, está documentada nas fontes regulamentares como uma reação adversa comum. A sonolência e o cansaço invulgar também estão listados entre os efeitos adversos menos comuns.


P: O que é uma 'contraindicação' para o Lostam?

Uma contraindicação refere-se a uma condição ou fator que serve como razão para não realizar um determinado tratamento médico devido aos danos que este poderia causar ao doente. A documentação oficial lista condições específicas que proíbem o uso de Lostam, tais como historial de hipotensão grave ou hipersensibilidade.


P: O Lostam pode ser tomado durante a gravidez ou amamentação?

O Lostam não está indicado para utilização na população feminina, incluindo grávidas ou lactantes. A segurança e eficácia do medicamento não foram estabelecidas para estes grupos.


P: Se eu tiver uma condição médica não listada nos usos, posso ainda assim tomar Lostam?

O Lostam está oficialmente definido pelos organismos regulamentares para utilização apenas no tratamento de sintomas associados à Hiperplasia Benigna da Próstata (HBP). A utilização de um medicamento fora do seu propósito oficialmente definido é conhecida como utilização 'off-label' (fora das indicações aprovadas) e não é abordada na documentação oficial do produto.


P: A dose de Lostam está relacionada com o peso corporal?

As diretrizes oficiais de dosagem descrevem uma dose diária padrão que pode ser aumentada com base na resposta individual ao medicamento. A dosagem baseia-se na resposta clínica e a informação regulamentar indica que não é determinada pelo peso corporal.


P: O Lostam pode afetar os padrões de sono?

Os perfis oficiais de segurança listam a dificuldade em adormecer ou em manter o sono (insónia) como uma reação adversa documentada, embora menos comum.


P: Existe uma hora do dia específica recomendada para tomar o Lostam?

As instruções regulamentares exigem que o medicamento seja tomado de forma consistente uma vez por dia, aproximadamente meia hora após a mesma refeição todos os dias. Este requisito serve para manter uma absorção estável do fármaco.


P: O Lostam afeta a fertilidade?

Os perfis oficiais de segurança documentam a ejaculação anómala como uma reação adversa comum. Este efeito, caracterizado pela diminuição ou ausência de volume de sémen, está documentado como afetando os parâmetros do sémen.

Como Lostam deve ser armazenado e descartado?

Como Conservar e Eliminar o Lostam

O Lostam (Cloridrato de Tansulosina) deve ser conservado a uma temperatura ambiente controlada, especificamente entre os 20°C e os 25°C, devendo ser protegido do calor excessivo e da humidade. É proibido armazenar o medicamento em ambientes como a casa de banho.

Conservação e Manuseamento

O produto deve permanecer na sua embalagem de origem e ser mantido devidamente fechado. A cápsula ou o comprimido não devem ser esmagados, mastigados ou abertos. Em conformidade com os requisitos regulamentares, o medicamento deve ser mantido fora da vista e do alcance das crianças.

Instruções de Eliminação

O Lostam não utilizado ou com o prazo de validade expirado deve ser eliminado através de um programa oficial de retoma de medicamentos. Caso não esteja disponível um programa de retoma, o produto deve ser misturado com uma substância indesejável, selado num recipiente e colocado no lixo doméstico. O medicamento não deve, em circunstância alguma, ser deitado na sanita.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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