Leucostim

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Leucostim

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Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Leucostim

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substância ativa Filgrastim
Forma farmacêutica Solução injetável ou para perfusão (líquido)
Classe farmacológica Fator de estimulação de colónias (análogo de G-CSF)
Utilização geral Aumentar os glóbulos brancos (neutrófilos)
Origem Proteína recombinante (obtida por biotecnologia)

Que tipo de medicamento é o Leucostim e qual a sua composição?

O Leucostim é um medicamento sujeito a receita médica que contém a substância ativa Filgrastim, uma proteína terapêutica de elevada especificidade. O Filgrastim é classificado como um fator de estimulação de colónias, pertencendo à classe dos imunoestimulantes. Este medicamento é reconhecido em contexto clínico pela sua capacidade de mimetizar a proteína natural G-CSF, sendo estruturalmente equivalente ao produto de referência. Esta substância consiste numa proteína humana recombinante obtida através de tecnologia de ADN recombinante na bactéria Escherichia coli, o que confirma a sua origem como sintética e derivada, em vez de ser isolada diretamente de fontes humanas. O Leucostim, enquanto marca específica de Filgrastim, é um produto biossimilar, o que significa que a sua aprovação se baseia na elevada semelhança com um medicamento biológico já estabelecido. O produto é fornecido como uma solução aquosa de componente único, destinada a ser administrada como injeção ou perfusão líquida.


Qual a forma farmacêutica e o objetivo geral do Leucostim (Filgrastim)?

O Leucostim é preparado na forma farmacêutica de solução injetável ou para perfusão, sendo administrado por via parentérica, especificamente através de injeção subcutânea ou perfusão intravenosa. A função do medicamento é tratar condições de neutropenia, que consiste num número perigosamente baixo de neutrófilos, um tipo fundamental de glóbulos brancos. O seu objetivo geral é alcançado através da estimulação da medula óssea para produzir e libertar rapidamente um número acrescido destas células que combatem infeções, restaurando assim, de forma célere e fiável, a capacidade de defesa inata do organismo contra a infeção. É tipicamente utilizado em cuidados de suporte para doentes nos quais se preveja a supressão de glóbulos brancos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) inclui o Filgrastim na sua Lista Modelo de Medicamentos Essenciais devido à sua importância reconhecida nos cuidados médicos de suporte.

Quais efeitos secundários são possíveis com Leucostim?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

O perfil de segurança do Leucostim (Filgrastim) está documentado através de fontes oficiais, que classificam as potenciais reações adversas principalmente pela sua frequência e pelo sistema corporal afetado. Estas classificações estabelecem o entendimento oficial sobre os riscos associados ao medicamento.

Frequência e Classes de Órgãos e Sistemas

Os eventos adversos mais frequentes são geralmente classificados como Muito Frequentes. Estes incluem tipicamente dor óssea (frequentemente o evento mais comum), pirexia (febre) e cefaleias (dores de cabeça). Outras reações classificadas como Frequentes incluem náuseas, vómitos, diarreia e alopécia (perda ou enfraquecimento do cabelo). Estes efeitos são agrupados em Classes de Órgãos e Sistemas (SOC), tais como Perturbações Musculoesqueléticas e dos Tecidos Conjuntivos e Perturbações Gerais.

Reações Adversas Graves e Restrições de Segurança

As informações oficiais destacam reações adversas raras, mas clinicamente graves, que se encontram documentadas nas secções de avisos e precauções. Estas incluem eventos potencialmente fatais, tais como rutura do baço, Síndrome de Dificuldade Respiratória Aguda (SDRA) e Crises de Células Falciformes Fatais em doentes com anemia falciforme ou traço falciforme. Outros eventos graves e raros documentados são a Síndrome de Extravasamento Capilar (SEC) e a Glomerulonefrite (inflamação renal).

A documentação define também restrições específicas: o Leucostim está formalmente contraindicado em indivíduos com hipersensibilidade conhecida a produtos derivados da E. coli. Além disso, existem notas de segurança específicas relativas à duração do tratamento, como a associação entre a administração a longo prazo em doentes com Neutropenia Crónica Grave (NCG) e o risco de Síndrome Mielodisplásica (SMD) ou Leucemia Mieloide Aguda (LMA).

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

A sobredosagem com Leucostim, um produto de filgrastim, é estritamente definida pelo potencial de um aumento excessivo e rápido na contagem de glóbulos brancos (leucocitose) devido à ação farmacológica pretendida do medicamento.

Sinais principais de sobre-exposição

  • Leucocitose: A manifestação clínica mais proeminente da sobredosagem é uma contagem de glóbulos brancos (WBC) altamente elevada, excedendo frequentemente 100 imes 10^9/L. Esta condição reflete uma estimulação excessiva dos tecidos formadores de sangue.

Medidas de emergência necessárias

Uma vez que o efeito principal é um aumento da contagem de neutrófilos dependente da dose, a ação primária e recomendada para gerir uma suspeita de sobredosagem é a descontinuação imediata da administração de Leucostim.

A descontinuação do tratamento é tipicamente seguida por um retorno da contagem de neutrófilos aos níveis basais num período de vários dias. Não existe nenhum antídoto específico disponível para a sobredosagem com G-CSF.

Quando contactar um profissional de saúde

É necessária atenção médica urgente se houver suspeita ou confirmação de uma sobredosagem acidental. É fundamental que os doentes monitorizem quaisquer sintomas graves de produção excessiva de glóbulos brancos e os reportem imediatamente à sua equipa de saúde. Os doentes devem procurar assistência prontamente se sentirem quaisquer sintomas relacionados com alterações inesperadas no seu estado de saúde após a administração, particularmente aqueles que envolvam sinais de alterações excessivas nas células sanguíneas.

Usos terapêuticos de Leucostim

O que o Leucostim trata: principais utilizações e benefícios

O Leucostim é habitualmente utilizado em diversos domínios terapêuticos para prestar cuidados de suporte essenciais e alívio sintomático em condições caracterizadas por períodos de agravamento de sintomas relacionados com a vulnerabilidade imunitária. Este apoio ajuda a atenuar a carga global dos sintomas, auxiliando os doentes a lidar de forma mais constante com episódios difíceis e a manter uma sensação de estabilidade quando os sintomas se tornam mais evidentes.


Alívio da carga sintomática em cenários agudos e crónicos

Este medicamento é utilizado para a gestão de sintomas associados a alterações agudas ou episódicas, particularmente aquelas que envolvem febre e mal-estar num contexto de vulnerabilidade imunitária. É igualmente relevante para aliviar o fardo associado a deficiências persistentes em casos de neutropenia grave congénita, cíclica ou idiopática. O fármaco é aplicado em contextos clínicos que envolvem padrões de sintomas agudos ou instáveis após tratamentos anticancerígenos mielossupressores, onde a gestão do risco de infeção e febre é importante.

Este suporte é comummente utilizado em vários cenários terapêuticos, incluindo o uso após certos tipos de quimioterapia, durante o transplante de medula óssea e em formas específicas de neutropenia crónica grave. De acordo com as diretrizes clínicas estabelecidas para o Filgrastim:

"O Leucostim é aplicado em contextos onde é necessário apoio sintomático adicional para ajudar a gerir manifestações agudas e desgastantes."


Gestão de suporte em fases de alto risco

O Leucostim é pertinente em condições caracterizadas por períodos de sintomas intensos, como os que se seguem ao transplante de medula óssea ou à quimioterapia mieloablativa. É utilizado em áreas onde a assistência sintomática de curto prazo é adequada, podendo auxiliar na manutenção da estabilidade funcional e no apoio ao doente durante episódios difíceis.

Facto Rápido: Apoia a gestão de sintomas relacionados com infeções.

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar Leucostim?

A elegibilidade para o uso de Leucostim (Filgrastim) é determinada por regras populacionais específicas definidas nos documentos regulamentares oficiais. O seu uso é contraindicado em doentes com um histórico conhecido de reações alérgicas graves ou hipersensibilidade ao Filgrastim ou a qualquer outro produto que contenha Fatores de Estimulação de Colónias de Granulócitos (G-CSF).


Elegibilidade e Restrições

Grupo Populacional Estatuto Regulamentar
Doentes em Quimioterapia/Transplante de Medula Óssea Uso estabelecido para aumentar os neutrófilos (glóbulos brancos) em contextos oncológicos e de transplante designados.
Doença ou Traço Falciforme Requer uma avaliação cuidadosa e monitorização devido aos riscos identificados na rotulagem.
Intervalo com Quimioterapia Não recomendado na janela de 48 horas em torno da administração de quimioterapia citotóxica.
Gravidez Uso condicional: apenas se o benefício potencial justificar o risco para o feto.
Amamentação Geralmente não recomendado ou requer precaução, uma vez que se desconhece se ocorre excreção no leite humano.
Pediatria/Geriatria A segurança e a eficácia estão estabelecidas para doentes pediátricos nas utilizações indicadas; o uso padrão aplica-se a adultos mais velhos.

A elegibilidade é também definida pela ausência de necessidade de ajuste de dose em doentes com insuficiência renal ou hepática grave, com base nos dados regulamentares disponíveis. O uso do medicamento está estritamente limitado a estes parâmetros populacionais oficialmente documentados.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil de interações do Leucostim é definido de forma rigorosa por regras obrigatórias de intervalo temporal e por um efeito farmacodinâmico específico documentado nas informações oficiais de prescrição.

Restrições de Tempo e de Coadministração

Aplica-se uma restrição temporal rigorosa à coadministração de Leucostim (Filgrastim) com Quimioterapia Citotóxica ou Radioterapia. De acordo com a informação oficial, o Filgrastim não deve ser administrado no período que compreende as 24 horas anteriores e as 24 horas posteriores a qualquer um destes tratamentos. Esta regra de intervalo obrigatório é necessária para a utilização segura por parte do doente.

Efeitos Farmacodinâmicos Documentados

A única interação medicamentosa específica formalmente documentada na rotulagem regulamentar é com o Lítio. A coadministração com Lítio pode resultar num efeito farmacodinâmico aditivo, uma vez que ambas as substâncias podem potenciar a libertação de neutrófilos, o que pode aumentar a resposta mieloproliferativa global.

Interações Não Documentadas e Notas sobre Populações

Relativamente a outros tipos de interação, os documentos oficiais referem que não foram realizados estudos formais para avaliar interações metabólicas (como as mediadas por enzimas CYP) ou interações baseadas em transportadores. Não estão documentados padrões de interação específicos para o uso concomitante com alimentos, álcool ou produtos à base de plantas. Adicionalmente, as notas oficiais confirmam que doentes com insuficiência renal ou hepática grave apresentam um perfil farmacocinético e farmacodinâmico semelhante ao de outros indivíduos, pelo que não está especificado qualquer ajuste relacionado com estas condições.

Mecanismo de ação

O mecanismo de ação do Leucostim é mediado pela sua estrutura enquanto análogo sintético do Fator de Estimulação de Colónias de Granulócitos (G-CSF). O composto atua como um agonista do recetor de G-CSF, uma proteína de superfície celular expressa principalmente nas células estaminais hematopoiéticas e progenitoras na medula óssea. A ligação ao recetor induz a sua dimerização e ativação, o que inicia uma cascata de sinalização intracelular primária.

Esta sinalização modifica os passos moleculares iniciais, sobretudo através da ativação da via JAK/STAT, promovendo a sobrevivência e a proliferação celular das células progenitoras mieloides. O efeito global na dinâmica celular é a aceleração do processo de diferenciação e maturação dos precursores dos neutrófilos. Este processo conduz a um aumento da taxa de mobilização e à subsequente libertação de neutrófilos maduros para a circulação sanguínea periférica, resultando numa modulação fisiológica, ao nível sistémico, dos níveis de granulócitos em circulação.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o Leucostim: Orientações Oficiais de Administração

O Leucostim (Filgrastim) é administrado de acordo com instruções precisas baseadas no peso corporal, estabelecidas para garantir a correta administração e duração do tratamento. O medicamento é fornecido por via parentérica, o que significa que é administrado através de uma injeção subcutânea (SC) ou de uma perfusão intravenosa (IV) de 30 minutos.


Âmbito da Administração

Categoria Instrução Oficial
Via de Administração Injeção subcutânea (SC) ou perfusão intravenosa (IV)
Esquema Posológico Baseado no peso em microgramas por quilograma (mcg/kg); geralmente 5 ou 10 mcg/kg uma vez por dia.
Requisitos de Preparação A perfusão IV deve ser diluída em Dextrose a 5%; não misturar com soro fisiológico ou outras soluções.
Regras por Grupo Etário O regime baseado no peso aplica-se tanto a doentes adultos como pediátricos.
Condição Especial de Procedimento O medicamento não deve ser agitado e deve ser administrado pelo menos 24 horas após a quimioterapia citotóxica.

Frequência, Cronologia e Duração

A administração é geralmente prescrita uma vez por dia. Crucialmente, o início do tratamento deve ser agendado para não antes de 24 horas após a conclusão da quimioterapia, de forma a manter a sequência correta dos tratamentos.

A duração total da utilização não é fixa, sendo antes determinada por objetivos clínicos. O tratamento prossegue diariamente até que a Contagem Absoluta de Neutrófilos (ANC) do doente atinja um limiar específico e estável. Para utilização pós-quimioterapia, este período abrange frequentemente até duas semanas, enquanto a administração em contexto de transplante de medula óssea pode continuar até 28 dias.

Evidência clínica recente

Leucostim: Evidência Clínica Recente


Evidência para Contagens Baixas de Glóbulos Brancos Após Quimioterapia (CIN)

A evidência relativa ao Filgrastim (Leucostim) foi estudada principalmente em Ensaios Controlados Aleatorizados (ECA) para abordar a neutropenia após a quimioterapia. Esta investigação clínica analisou resultados como a duração da neutropenia grave e o número de vezes que os doentes desenvolveram neutropenia febril (febre com contagem baixa de glóbulos brancos). Os estudos reportaram medições que descreveram uma duração mais curta da neutropenia grave e os dados mostram padrões relacionados com uma menor incidência de neutropenia febril em comparação com os grupos de controlo. No entanto, os relatórios de investigação são inconsistentes ao analisar o efeito em resultados como a sobrevivência global.

Evidência para Neutropenia Crónica Grave (SCN)

A investigação sobre a neutropenia crónica grave baseia-se em Estudos Observacionais de Longo Prazo que acompanham doentes durante muitos anos, bem como em ensaios controlados. Estes estudos monitorizaram a mediana da Contagem Absoluta de Neutrófilos (CAN) e reportaram como os sintomas evoluíram nas populações observadas para demonstrar níveis sustentados de CAN. Os resultados descrevem padrões relacionados com uma menor frequência e gravidade reportada de eventos relacionados com infeções. A investigação observacional de longo prazo documentou que um pequeno subgrupo de doentes com neutropenia congénita pode estar associado a um risco acrescido de evoluir para outras condições hematológicas.

Evidência em Transplante de Células Estaminais e Mobilização (BMT/SCT e PBPC)

A investigação foi avaliada em doentes submetidos a transplante de medula óssea ou de células estaminais através de Ensaios Controlados que exploraram alterações de curto prazo na recuperação. Estes estudos reportaram consistentemente medições que descreveram um tempo mais curto até que a contagem de neutrófilos atingisse o limiar de recuperação. A investigação também estudou a mobilização de células estaminais do sangue para colheita, com dados a mostrar padrões relacionados com o número de células colhidas. Os estudos não descreveram diferenças em resultados como a recuperação da contagem de plaquetas ou as taxas globais de recaída.

Lacunas na Investigação e Incertezas

O Filgrastim foi avaliado em estudos que incluíram crianças e adolescentes, com resultados que descrevem padrões observados nos grupos relacionados com medições de recuperação semelhantes às das populações adultas. A qualidade da evidência varia entre os estudos e os resultados foram mistos quanto ao impacto na sobrevivência global em várias populações estudadas. A maior parte da investigação centrou-se no stresse fisiológico agudo de curto prazo, o que significa que os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos para a maioria das indicações.

Perguntas frequentes (FAQ)

Questões frequentes sobre o Leucostim (FAQ)


P: O Leucostim é igual a outros medicamentos com nomes semelhantes?

O Leucostim contém a substância ativa filgrastim. De acordo com a classificação regulamentar, o Leucostim é considerado um medicamento biossimilar. Isto significa que foi aprovado com base na demonstração de uma elevada semelhança com um medicamento biológico original que contém a mesma substância ativa.


P: Porque é que o Leucostim é por vezes chamado por um nome diferente?

O medicamento é frequentemente referido por dois nomes: Filgrastim diz respeito à substância ativa e ao nome genérico. Leucostim é o nome comercial específico dado a uma versão do produto de filgrastim. Ambos os termos se referem ao mesmo tipo de substância.


P: O que acontece se o tratamento com Leucostim for interrompido subitamente?

Os documentos regulamentares oficiais indicam que a interrupção prematura da terapia não é recomendada. A utilização deste medicamento é orientada por objetivos clínicos, o que significa que o tratamento deve continuar diariamente até que a contagem de neutrófilos (glóbulos brancos) do doente atinja um limiar específico e estável definido pela equipa de saúde.


P: Quais são os efeitos secundários menos comuns, mas graves, mencionados para o Leucostim?

A documentação regulamentar lista reações adversas graves e raras na secção de Advertências e Precauções. Estas incluem a rutura do baço, a Síndrome de Dificuldade Respiratória Aguda (SDRA) e a Síndrome de Extravasamento Capilar (SEC). Outros eventos raros documentados são a Glomerulonefrite (inflamação renal) e crises falciformes fatais em doentes de risco.


P: Qual é a diferença entre o Leucostim e um fator de estimulação de colónias de granulócitos (G-CSF)?

O Leucostim é classificado como um fator de estimulação de colónias e é, especificamente, um análogo do G-CSF. Isto significa que a substância ativa, o filgrastim, é uma substância sintética concebida para imitar as ações da proteína G-CSF que ocorre naturalmente no organismo.


P: O que se entende pelo "mecanismo de ação" do Leucostim?

A substância ativa do medicamento atua imitando uma proteína natural para enviar um sinal forte à medula óssea. Este processo causa uma aceleração na produção e subsequente libertação de neutrófilos (um tipo de glóbulos brancos) para a corrente sanguínea.


P: Quanto tempo demora normalmente a observar os efeitos do Leucostim?

Os estudos indicam que um aumento temporário nas contagens de neutrófilos é tipicamente observado entre 1 a 2 dias após o início da terapia. Para uma resposta terapêutica completa, a administração deve continuar diariamente até que o limiar de contagem de células sanguíneas necessário seja atingido.


P: De onde vem o Leucostim? É natural ou sintético?

O Leucostim é uma proteína humana recombinante sintética. A substância ativa é fabricada através de tecnologia de ADN recombinante (um processo biotecnológico) em bactérias Escherichia coli, de forma a mimetizar a proteína G-CSF natural.


P: Existem diferentes dosagens ou versões do Leucostim?

Os documentos regulamentares oficiais confirmam que o Leucostim está disponível como solução injetável ou para perfusão. O produto é fornecido em diferentes dosagens, tais como 300 microgramas (30 MU) e 480 microgramas (48 MU) por seringa.


P: Se eu falhar uma administração planeada, qual é a orientação oficial?

A informação oficial ao doente relativa à substância ativa estipula que, caso ocorra o esquecimento de uma dose, o doente deve contactar o seu profissional de saúde. O profissional determinará o momento adequado para a próxima administração.


P: Estão descritos efeitos a longo prazo para o Leucostim?

Para doentes com Neutropenia Crónica Grave (NCG) que recebem administração a longo prazo, a documentação oficial observa um risco relacionado com a potencial associação ao desenvolvimento de Síndrome Mielodisplásica (SMD) ou Leucemia Mieloide Aguda (LMA). Para as restantes indicações, os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos.


P: O Leucostim interage com suplementos à base de ervas?

Os documentos regulamentares referem que não foram realizados estudos formais para avaliar padrões de interação no uso concomitante com produtos à base de plantas. Por conseguinte, não existem atualmente padrões de interação específicos documentados com estes produtos.


P: O Leucostim já está disponível há muito tempo?

A substância ativa do Leucostim, o filgrastim, foi aprovada e está disponível para utilização nos Estados Unidos desde 1991. Isto indica que a substância tem um longo historial de utilização clínica.


P: Existem restrições oficiais sobre quem pode prescrever Leucostim?

Os documentos oficiais declaram que a terapia com filgrastim apenas deve ser administrada em colaboração com um centro médico especializado que tenha experiência em tratamentos com G-CSF e em hematologia, dispondo das instalações de diagnóstico necessárias.


P: Qual é a expectativa geral de tempo para melhoria com o Leucostim?

O tempo para a recuperação total dos neutrófilos é baseado em objetivos clínicos e não é fixo. Em alguns grupos de doentes estudados, os dados oficiais descreveram a reversão da neutropenia numa mediana de 2 dias após o início da terapia. O uso pós-quimioterapia pode estender-se até duas semanas para atingir a contagem pretendida.


P: Os investigadores sabem exatamente como o Leucostim é metabolizado pelo organismo?

Os documentos oficiais referem que não foram realizados estudos formais para avaliar interações metabólicas (o processo pelo qual o fármaco é transformado por enzimas). Isto significa que a via metabólica específica não está totalmente definida nas fontes regulamentares.


P: O Leucostim pode causar alterações na pele ou no cabelo?

Estão documentadas alterações na pele e no cabelo como potenciais efeitos. A alopécia (perda ou enfraquecimento do cabelo) é classificada como um evento comum. Outras reações raras documentadas incluem erupção cutânea e vasculite cutânea, que é descrita como uma inflamação dos vasos sanguíneos, aparecendo por vezes como manchas roxas ou vermelhidão na pele.


P: O que acontece se o Leucostim for utilizado acidentalmente quando não era necessário?

Em caso de sobredosagem ou utilização sem indicação, o efeito máximo esperado é um aumento da contagem de glóbulos brancos (leucocitose). A gestão desta situação, que pode exigir monitorização, é determinada por um profissional de saúde.


P: Que informação existe sobre o uso de Leucostim durante a gravidez ou amamentação?

Quanto à gravidez, não existem estudos humanos adequados para avaliar o risco relacionado com o fármaco; o uso é recomendado apenas se o benefício potencial superar o risco. Relativamente à amamentação, a excreção no leite humano está documentada, sendo necessária uma decisão médica sobre interromper o medicamento ou interromper o aleitamento.


P: Existem relatos de o Leucostim ter sido retirado do mercado em algum lugar do mundo?

As agências regulamentares reportaram a retirada de algumas marcas específicas (versões biossimilares) de filgrastim do mercado em certas regiões. Estas retiradas devem-se frequentemente a razões comerciais por parte do titular da autorização de introdução no mercado, e não a novas preocupações de segurança.


P: O Leucostim tem impacto na pressão arterial?

Uma alteração na pressão arterial está documentada em condições raras e graves, como a Síndrome de Extravasamento Capilar (SEC). Esta síndrome caracteriza-se por uma queda significativa na pressão arterial (hipotensão). Alterações gerais na pressão arterial não estão listadas como efeitos secundários comuns.

Como Leucostim deve ser armazenado e descartado?

Requisitos Oficiais de Conservação e Eliminação

O Leucostim (Filgrastim) exige o cumprimento rigoroso de instruções específicas de conservação e manuseamento, conforme estabelecido na rotulagem regulamentar.

Condições de Conservação:

  • Refrigeração: O produto deve ser conservado e transportado no frigorífico, entre 2 °C e 8 °C.
  • Proteção: Mantenha a seringa na cartonagem original para a proteger da luz. A seringa não deve ser agitada nem congelada.
  • Temperatura Ambiente: Se for retirado do frigorífico, o produto pode ser mantido à temperatura ambiente (não excedendo os 25 °C ou 30 °C, dependendo do produto específico) por um período curto e limitado antes da utilização, após o qual deve ser eliminado.
  • Segurança Infantil: Manter o Leucostim fora da vista e do alcance das crianças.

Regras de Eliminação:

  • As seringas de Leucostim destinam-se apenas a uma única utilização; elimine qualquer solução não utilizada.
  • As seringas e agulhas usadas devem ser eliminadas num contentor resistente à perfuração (contentor para objetos cortantes).
  • Qualquer produto não utilizado ou com prazo de validade expirado deve ser eliminado de acordo com os requisitos regulamentares locais e de resíduos farmacêuticos, não devendo ser colocado no lixo doméstico nem despejado nos esgotos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Leucostim encontrado em:

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