Lamasil

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Lamasil

Factos Rápidos: Entidade Terbinafina

Propriedade Descrição
Ingrediente Ativo Terbinafina (frequentemente como sal de cloridrato)
Forma Comprimido, Creme, Gel, Solução
Classe Farmacológica Antifúngico (Alilamina)
Objetivo Geral Tratar o sobrecrescimento fúngico (Dermatomicoses)
Origem Composto Sintético

Que Tipo de Medicamento é o Lamisil (Terbinafina)?

O Lamisil é um nome comercial reconhecido para um medicamento cujo ingrediente ativo é a terbinafina, um composto sintético utilizado especificamente para tratar infeções fúngicas. É fundamentalmente classificado como um antifúngico ou antimicótico, inserindo-se na classe farmacológica especializada de agentes que visam fungos microscópicos. A substância medicinal central é frequentemente formulada como cloridrato de terbinafina e a sua estrutura química única faz com que pertença à sub-classe distinta de antifúngicos alilaminas. Esta classificação é amplamente reconhecida pela sua ação primária contra patógenos fúngicos. A terbinafina destaca-se pelo seu mecanismo específico que a diferencia de antifúngicos mais antigos, um facto confirmado por estudos farmacológicos.

Composição e Formas Disponíveis de Terbinafina

O medicamento é um produto de ingrediente ativo único, composto exclusivamente por terbinafina combinada com várias bases não ativas e excipientes. Está disponível em múltiplas preparações farmacêuticas concebidas para diferentes utilizações. As duas principais formas farmacêuticas são o comprimido, que é tomado por via oral para uma ação sistémica, e preparações localizadas, tais como o creme, gel ou solução, que são aplicados diretamente para uma ação tópica. As diversas formas do fármaco garantem que a entrega da substância ativa possa ser adequadamente focada, seja em todo o corpo ou precisamente onde a infeção está localizada. A investigação sobre a farmacodinâmica das alilaminas confirma que esta classe de fármacos interfere seletivamente na síntese da membrana celular fúngica.

O Objetivo Geral deste Antifúngico

O objetivo geral abrangente deste medicamento é abordar e interromper o sobrecrescimento fúngico, proporcionando uma resolução para condições coletivamente conhecidas como dermatomicoses. Por exemplo, é tipicamente utilizado em casos onde uma infeção fúngica persistente resiste a tratamentos mais simples. Atua interferindo diretamente na capacidade das células fúngicas de manterem a sua integridade estrutural. Esta ação resulta numa potente atividade fungicida contra muitos patógenos, o que significa que o fármaco trabalha ativamente para a eliminação do fungo, contribuindo para a resolução da infeção e a restauração de um estado saudável dos tecidos.

Quais efeitos secundários são possíveis com Lamasil?

Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

Os documentos regulamentares oficiais classificam o perfil de segurança da terbinafina oral (Lamisil) através de diversos sistemas fisiológicos e categorias de frequência. As reações adversas são agrupadas utilizando a estrutura de Classe de Órgãos e Sistemas (SOC), que inclui doenças hepatobiliares, doenças do sistema nervoso, afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos e doenças gastrointestinais.

Classificação da Frequência das Reações Adversas

A maioria dos efeitos documentados é categorizada como Muito Frequentes ou Frequentes. As reações muito frequentes incluem habitualmente cefaleias (dores de cabeça), artralgia (dor nas articulações), mialgia (dor muscular) e vários sintomas gastrointestinais, tais como diarreia ou dispepsia. Os efeitos frequentes abrangem a erupção cutânea, o prurido (comichão) e anomalias nos níveis das enzimas hepáticas.

Efeitos menos frequentes, mas documentados, são classificados como Raros ou Muito Raros. Estes incluem riscos significativos relacionados com sistemas de órgãos vitais.

Reações Adversas Graves

As informações oficiais do medicamento documentam avisos relativos a reações adversas graves, destacando-se a hepatotoxicidade (danos no fígado), que pode progredir para insuficiência hepática e tem sido relatada em indivíduos com ou sem doença hepática pré-existente. Outros riscos graves incluem reações cutâneas severas (tais como a Síndrome de Stevens-Johnson e a Necrólise Epidérmica Tóxica) e discrasias sanguíneas (distúrbios sanguíneos graves, como a neutropenia).

Restrições de Segurança e Considerações Especiais

O medicamento é formalmente contraindicado em indivíduos com doença hepática ativa ou crónica. O seu uso geralmente não é recomendado em doentes com insuficiência renal grave. Além disso, as informações oficiais observam que foram documentados efeitos neurossensoriais, especificamente distúrbios do paladar e distúrbios do olfato, que podem ser prolongados (durando mais de um ano) ou, em alguns casos, permanentes. Esta apresentação estruturada define o perfil de risco estabelecido do medicamento, conforme exigido pelas agências regulamentares governamentais.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Âmbito da sobredosagem

Característica Declaração Regulamentar Oficial
Apresentações de sobredosagem documentadas A sobredosagem após ingestão oral excessiva está associada principalmente a manifestações relacionadas com o trato gastrointestinal e o sistema nervoso central.
Sistemas fisiológicos afetados (conforme rotulagem) Sistema gastrointestinal e SNC (ex.: náuseas, vómitos, tonturas, cefaleias).
Fatores relacionados com a dose ou exposição As manifestações estão tipicamente associadas à ingestão de doses orais excessivas.
Notas sobre populações específicas Não foram identificadas formalmente considerações específicas por grupo (ex.: pediátrico, geriátrico) como fatores de risco únicos para sobredosagem.
Declarações de resposta de emergência A gestão inclui tratamento sintomático e de suporte. Poderão ser utilizadas medidas como lavagem gástrica e carvão ativado.
Necessidade de assistência médica imediata Procure assistência médica imediata ou contacte o Centro de Informação Antivenenos ou os serviços de emergência de imediato.

Classificações da sobredosagem (nível superior)

Classificação Declaração Regulamentar Oficial
Classificação de gravidade (conforme documentos oficiais) As manifestações são geralmente documentadas como extensões dos efeitos conhecidos, compreendendo tipicamente sintomas gastrointestinais e neurológicos.
Base regulamentar Informação derivada de informação de prescrição autorizada pelas autoridades governamentais.
Restrições no contexto de sobredosagem Não existe um antídoto específico conhecido ou documentado. Poderá ser necessária monitorização hospitalar com base no estado clínico.

Estrutura resultante da sobredosagem

Declarações oficiais sobre sobredosagem:

  • A ingestão de doses orais excessivas está associada a manifestações clínicas que incluem náuseas, vómitos, dor abdominal, tonturas e cefaleias.
  • A gestão de uma sobredosagem baseia-se primordialmente no tratamento sintomático e de suporte.
  • Não existe um antídoto específico documentado nas informações oficiais de prescrição da terbinafina.
  • Doentes que tenham tomado uma dose excessiva devem procurar assistência médica imediata ou contactar os serviços de emergência sem demora.

Ligação ao perfil global de sobredosagem:

Os documentos regulamentares definem o perfil de sobredosagem com base em manifestações previsíveis e comuns que envolvem os sistemas gastrointestinal e neurológico após uma ingestão oral excessiva. Este perfil dita a necessidade de uma resposta de emergência: é necessária assistência médica imediata para gerir os sintomas e iniciar os cuidados de suporte. O foco reside na observação clínica e no apoio até que a substância seja eliminada, seguindo a estratégia delineada na rotulagem governamental oficial.

Usos terapêuticos de Lamasil

O que o Lamisil trata: principais utilizações e benefícios

A terbinafina é habitualmente utilizada para auxiliar no tratamento de infeções fúngicas que afetam a pele, o cabelo e as unhas, sendo empregue principalmente em condições associadas a infeções por dermatófitos. Os comprimidos orais são relevantes para infeções fúngicas das unhas dos pés e das mãos, bem como para a tinea capitis (tinha do couro cabeludo), podendo também ser aplicados na abordagem de infeções cutâneas disseminadas, tais como a tinea corporis (tinha do corpo), tinea cruris (tinha da virilha) e casos graves de tinea pedis (pé de atleta). Este medicamento apoia a gestão de conjuntos de sintomas em que os doentes experienciam prurido intenso, descamação e inflamação.

O principal benefício terapêutico reside no seu papel na gestão de sintomas relacionados com estados inflamatórios ou irritativos que frequentemente caracterizam a doença fúngica persistente. Pode auxiliar na gestão de sintomas associados à pele gretada ou descamada e apoia o processo de recuperação cutânea. Esta abordagem promove uma sensação de estabilidade quando os sintomas são mais visíveis.

“Este medicamento é aplicado em domínios onde é necessário suporte sintomático adicional, sendo relevante em contextos clínicos marcados por condições que apresentam desconforto sistémico ou localizado, tais como as infeções profundas ou que afetam múltiplas áreas.”

Facto Rápido: Gestão de Sintomas Cutâneos
Sintomas Comuns: Prurido intenso, vermelhidão, descamação e maceração cutânea (amolecimento e degradação da pele).
Foco do Benefício: Ajuda a gerir estes sintomas que interferem com o funcionamento diário.

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar o Lamisil?

As entidades reguladoras oficiais definem regras específicas para diferentes populações relativamente à utilização de Lamisil (terbinafina) em comprimidos orais.

Populações com Contraindicações

O medicamento não deve ser utilizado (contraindicado) em doentes com antecedentes de hipersensibilidade ou reação alérgica à terbinafina. É também absolutamente contraindicado para doentes diagnosticados com doença hepática crónica ou ativa.

Utilização Restrita e Condicional

A utilização não é recomendada em doentes com insuficiência renal significativa (depuração da creatinina inferior a 50 mL/min). O comprimido oral é igualmente não recomendado para mulheres grávidas ou que estejam a amamentar, uma vez que a terbinafina é excretada no leite materno. Os documentos regulamentares aconselham a utilização com precaução em indivíduos com condições autoimunes pré-existentes, como Psoríase ou Lúpus Eritematoso, devido ao potencial de agravamento das patologias.

Elegibilidade por Faixa Etária

Os adultos constituem a população padrão indicada na rotulagem. Os doentes geriátricos podem utilizar o medicamento, embora com precaução no que diz respeito à função orgânica subjacente. A utilização pediátrica está estabelecida apenas para indicações específicas, sendo que a utilização em crianças com menos de dois anos de idade é, geralmente, não recomendada devido à insuficiência de dados sobre segurança e eficácia.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

Os comprimidos de Lamisil (terbinafina) podem interagir com outros produtos medicinais, principalmente através da alteração do seu metabolismo no organismo. A substância ativa, a terbinafina, é reconhecida como um inibidor potente da enzima citocromo P450 2D6 (CYP2D6).

Potencial aumento nos níveis de outros medicamentos

Devido à inibição da CYP2D6, o Lamisil pode elevar a concentração ou o efeito de fármacos metabolizados predominantemente por esta enzima. Entre estes medicamentos encontram-se certos antidepressivos tricíclicos (ATC), alguns betabloqueadores, inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS) e antiarrítmicos da Classe 1C (por exemplo, a flecainida e a propafenona).

Alterações nos níveis de Lamisil

A própria depuração do Lamisil pode ser significativamente afetada por outros fármacos que influenciam as enzimas CYP450. Medicamentos que inibem estas enzimas podem aumentar os níveis de terbinafina no sangue, como é o caso da cimetidina (que aumenta a concentração em 33%) e do fluconazol (que aumenta a exposição até 69% através da inibição da CYP2C9 e CYP3A4). Inversamente, indutores enzimáticos como a rifampicina podem acelerar a depuração do Lamisil em 100%, reduzindo assim a sua concentração plasmática. Poderão ser necessários ajustes posológicos quando estes agentes são administrados em simultâneo.

Outras interações documentadas

  • Ciclosporina: O Lamisil pode aumentar a depuração deste imunossupressor.
  • Cafeína: O Lamisil reduziu em 19% a depuração da cafeína administrada por via intravenosa.
  • Contracetivos orais: Foram relatados alguns casos de irregularidades menstruais (como hemorragia de disrupção) com a utilização concomitante, embora a incidência esteja dentro da taxa basal observada em doentes que utilizam apenas contracetivos orais.

Mecanismo de ação

A terbinafina, um antifúngico da classe das alilaminas, atua através de um mecanismo fungicida seletivo que visa a estrutura central da célula fúngica. Este mecanismo é caracterizado por duas consequências distintas e simultâneas que resultam na morte celular do fungo (lise).


Bloqueio Específico da Epoxidase do Esqualeno

Este mecanismo inicia-se com a enzima epoxidase do esqualeno no interior da célula fúngica. A terbinafina atua como um inibidor não competitivo desta enzima, interrompendo a capacidade da célula fúngica de produzir ergosterol, o componente esterol vital da sua membrana celular. Este bloqueio específico inicia a cascata que compromete a estabilidade da célula fúngica.


Dualidade Tóxica e Lise da Célula Fúngica

Ao inibir a enzima, o fármaco provoca uma ação dupla: uma deficiência crítica de ergosterol (que enfraquece a membrana celular) e uma acumulação tóxica massiva de esqualeno, o substrato não processado pela enzima, no interior da célula fúngica. Esta toxicidade combinada resulta numa lise celular irreversível e na eliminação fisiológica do agente patogénico.


Seletividade e Limitações do Mecanismo

O fármaco demonstra uma afinidade seletiva pela enzima fúngica em comparação com a enzima semelhante dos mamíferos, o que justifica a sua especificidade de alvo. Contudo, a eficácia deste mecanismo fungicida é limitada contra certas leveduras, tais como as que causam a Pitiríase Versicolor, onde o efeito pode ser fungistático (inibidor do crescimento) em vez de fungicida (indutor da morte celular).

Informações sobre dosagem e administração

Como Utilizar o Lamisil: Orientações Oficiais de Administração

A terbinafina, conhecida pelo nome comercial Lamisil, é administrada através de dois métodos principais oficialmente aprovados: a via oral para tratamento sistémico e a via tópica para aplicação localizada. A forma utilizada — seja o comprimido de 250 mg, os grânulos orais ou uma formulação tópica — é determinada pelo cenário clínico, conforme especificado na documentação regulamentar.


Dosagem Oral e Frequência

O regime posológico oral padrão para infeções sistémicas aprovadas em adultos é de 250 mg, tomados uma vez ao dia. Esta frequência de dose única é mantida durante todo o curso da terapia, que varia significativamente dependendo do local da infeção. Por exemplo, o tratamento dura tipicamente 6 semanas para a onicomicose das unhas das mãos e 12 semanas para a onicomicose das unhas dos pés. Em casos pediátricos, é utilizada uma dose de grânulos orais baseada no peso, administrada uma vez ao dia, variando entre 125 mg e 250 mg.

Contexto de Administração e Restrições

O comprimido oral pode ser tomado com ou sem alimentos. No entanto, os grânulos orais devem ser misturados com um alimento macio e não ácido — como pudim ou puré de batata — e a mistura deve ser engolida imediatamente sem mastigar. Este requisito é uma restrição procedimental concebida para garantir a utilização correta do fármaco.

As instruções de utilização também abordam limitações específicas em certas populações: a forma oral não é recomendada para doentes com insuficiência hepática pré-existente ou insuficiência renal significativa (depuração da creatinina le 50 mL/min). Se uma dose for esquecida, deve ser tomada assim que o doente se lembrar; contudo, se faltarem menos de quatro horas para a dose seguinte, a dose esquecida deve ser ignorada para manter o padrão posológico correto.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o Lamisil (Terbinafina)

Base de Evidência para o Lamisil Oral em Infeções Fúngicas das Unhas (Onicomicose)

A investigação mais abrangente sobre a terbinafina oral foi realizada em estudos que exploraram a gestão clínica de infeções fúngicas nas unhas, ou onicomicose. A investigação baseou-se prioritariamente em Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECCA), nos quais os participantes foram distribuídos aleatoriamente para receber terbinafina ou um tratamento de comparação. Estes ensaios, a par de revisões alargadas de múltiplos estudos, analisaram as experiências relatadas pelos doentes e monitorizaram a eliminação do fungo. Os estudos incluíram Adultos e grupos específicos, tais como Idosos e indivíduos com Diabetes Mellitus.

Os investigadores monitorizaram dois resultados principais: a Cura Micológica (resultados laboratoriais de eliminação do fungo) e a Cura Clínica (saúde visível da unha). Os resultados descrevem padrões observados nos estudos onde foi medida uma mudança frequente para um estado de cultura negativa nos braços ativos dos ensaios. A investigação nesta área envolve frequentemente uma observação prolongada a longo prazo, com períodos de acompanhamento que se estendem por mais de um ano e, em algumas coortes, até cinco anos, para monitorizar qualquer recidiva ou retorno do fungo.

Base de Evidência para o Lamisil Oral na Tinha do Couro Cabeludo (Tinea Capitis)

A investigação que explorou a terbinafina oral para a tinea capitis, ou infeção fúngica do couro cabeludo, focou-se principalmente em doentes pediátricos (crianças). Foram utilizados ensaios comparativos para explorar os resultados face a outros tratamentos orais estabelecidos. Os estudos monitorizaram prioritariamente a Taxa de Cura Completa, que requer tanto a resolução laboratorial como a resolução visível dos sintomas. A investigação observou que os resultados medidos variaram em relação ao tipo específico de fungo causador da infeção; por exemplo, os padrões de eliminação diferiram quando a infeção foi causada por espécies de Trichophyton em comparação com espécies de Microsporum.

Base de Evidência para o Lamisil Tópico em Infeções Cutâneas

As formas tópicas foram avaliadas em ensaios que analisaram padrões de sintomas de curto prazo ou episódicos relacionados com infeções cutâneas comuns. Os estudos monitorizaram a resolução de sintomas como o prurido (comichão) e a descamação, a par da Cura Micológica medida. Os resultados descrevem padrões observados nos estudos relacionados com a rápida resolução inicial dos sintomas cutâneos. No entanto, os estudos que exploraram alterações de sintomas a curto prazo não avaliaram a utilização do tratamento tópico isolado para condições mais crónicas e disseminadas, como o tipo "mocassim" do pé de atleta.

Resumo de Lacunas na Evidência e Áreas de Incerteza

A investigação fornece perspetivas sobre alterações a curto prazo, mas certas áreas ainda requerem estudos adicionais. Os resultados foram mistos ou heterogéneos relativamente à gestão da tinea capitis causada por certas espécies de fungos. Uma área fundamental de investigação em curso é o estudo da resistência antifúngica. Além disso, os períodos de acompanhamento foram limitados em estudos de utilização tópica e para infeções cutâneas em geral, o que significa que o quadro completo dos efeitos a longo prazo não está totalmente estabelecido para estas condições comuns.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Lamasil (FAQ)


P: É necessário fazer análises ao sangue antes de tomar Lamisil?

As informações oficiais do produto descrevem a recomendação de realizar testes laboratoriais da função hepática (testes de base ao fígado) antes de iniciar o tratamento. Estes exames destinam-se a avaliar a existência de quaisquer condições hepáticas pré-existentes. É também frequentemente recomendado o acompanhamento periódico destes testes de função, habitualmente entre as primeiras 4 a 6 semanas do curso terapêutico.


P: Posso interromper o tratamento com Lamisil assim que os sintomas desaparecerem?

As orientações oficiais enfatizam que o medicamento deve ser tomado durante todo o período prescrito pelo profissional de saúde. Interromper o tratamento prematuramente, mesmo que os sintomas pareçam ter melhorado, está associado a um risco potencial de a infeção reaparecer ou de não ser totalmente eliminada do organismo.


P: O Lamisil tem interações conhecidas com analgésicos comuns como o ibuprofeno?

As diretrizes de interação medicamentosa indicam, geralmente, que não existem interações major conhecidas entre o Lamisil oral e anti-inflamatórios não esteroides (AINE) comuns, como o ibuprofeno, ou outros analgésicos de venda livre, como o paracetamol. A terbinafina está predominantemente envolvida em vias metabólicas diferentes das destes medicamentos.


P: Porque é que o tratamento com Lamisil dura frequentemente várias semanas ou meses?

A duração prolongada da terapia baseia-se em dados de ensaios clínicos. Estes estudos indicam que este período de tempo é necessário para garantir a eliminação do fungo e permitir o crescimento completo de tecido saudável, particularmente nas unhas das mãos (6 semanas) ou das unhas dos pés (12 semanas), que crescem lentamente.


P: O que devo fazer se surgir uma erupção cutânea durante o uso de Lamisil?

Os avisos oficiais estabelecem que, caso ocorra uma erupção cutânea progressiva ou sinais de uma reação alérgica grave, o tratamento com Lamisil deve ser interrompido imediatamente e deve procurar-se assistência médica. Estas reações cutâneas graves estão listadas nos documentos regulamentares como eventos adversos raros ou muito raros.


P: Existem avisos específicos sobre o uso de Lamisil com álcool?

Não existe uma interação direta listada entre o Lamisil e o álcool. No entanto, uma vez que o Lamisil acarreta um risco conhecido de problemas hepáticos (hepatotoxicidade), as informações de precaução sugerem limitar ou evitar o consumo de bebidas alcoólicas para prevenir uma sobrecarga adicional no fígado durante o curso da terapia.


P: Tomar Lamisil torna a pele mais sensível ao sol?

Os documentos de reações adversas listam as reações de fotossensibilidade (aumento da sensibilidade à luz) como um efeito secundário pouco frequente ou muito raro. Devido a esta possibilidade, as precauções oficiais aconselham a minimizar a exposição solar excessiva enquanto estiver a utilizar este medicamento.


P: Qual é o prazo de validade dos comprimidos de Lamisil?

O prazo de validade dos comprimidos é determinado pelo fabricante e encontra-se impresso na embalagem original ou no recipiente como data de validade. As instruções oficiais especificam que o medicamento deve ser geralmente conservado a uma temperatura ambiente controlada.


P: Existem restrições à condução ou utilização de máquinas durante o tratamento?

As informações oficiais do produto referem que o Lamisil pode causar efeitos secundários no sistema nervoso central, como tonturas ou fadiga, em algumas pessoas. A rotulagem recomenda evitar conduzir ou utilizar máquinas caso sinta estes efeitos.


P: O Lamisil causa queda de cabelo?

Relatórios de experiência pós-comercialização listam a alopecia (queda de cabelo) como um efeito secundário muito raro associado ao uso de terbinafina oral. Esta informação consta dos resumos regulamentares oficiais que detalham a amplitude total de eventos adversos.


P: O Lamisil tem interações conhecidas com antiácidos?

Estudos e documentos regulamentares indicam que não existe uma interação clinicamente significativa conhecida entre o Lamisil oral e medicamentos antiácidos comuns, como os que contêm hidróxido de alumínio ou magnésio. A absorção do medicamento não é significativamente afetada por antiácidos.


P: Existe uma versão genérica do Lamisil?

Sim. A substância ativa do Lamisil, o cloridrato de terbinafina, está amplamente disponível como produto genérico aprovado pelas autoridades regulamentares. Isto é confirmado pelas listagens oficiais de produtos e bases de dados comerciais.


P: O Lamisil afeta o sistema imunitário?

Os avisos oficiais recomendam precaução em doentes com condições autoimunes pré-existentes, como lúpus eritematoso ou psoríase, uma vez que foram relatados casos de agravamento dos sintomas. Além disso, os documentos regulamentares mencionam casos muito raros de distúrbios sanguíneos graves (discrasias sanguíneas).


P: O Lamisil pode interagir com suplementos à base de ervas, como a Erva de São João?

As diretrizes gerais de interação medicamentosa indicam que a Erva de São João (Hipericão) é reconhecida como um potente indutor enzimático. Devido a esta ação, o suplemento pode acelerar a degradação da terbinafina no organismo, o que poderá reduzir a concentração do medicamento e afetar a sua eficácia, com base em interações teóricas.

Como Lamasil deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar o Lamisil (Terbinafina)

As diretrizes regulamentares oficiais definem condições rigorosas para o armazenamento e a eliminação do Lamisil, de modo a preservar a sua eficácia e garantir a segurança.

Requisitos de Armazenamento

Condição Requisito
Temperatura Conservar à temperatura ambiente controlada, habitualmente entre 20 °C e 25 °C.
Proibições Não congelar. Evitar o calor excessivo e a humidade (ex.: não armazenar na casa de banho).
Proteção Manter o medicamento no seu recipiente original bem fechado e protegido da luz.
Segurança Infantil Armazenar todos os medicamentos fora da vista e do alcance das crianças.

Instruções de Eliminação

Não elimine o Lamisil não utilizado ou fora do prazo de validade deitando-o na sanita ou num ralo. O produto deve ser eliminado de acordo com os requisitos ambientais locais, devido à sua potencial toxicidade para a vida aquática. Consulte um profissional de saúde ou as autoridades locais sobre programas de recolha de medicamentos ou procedimentos de eliminação recomendados.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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