Lacoma

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Lacoma

Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Lacoma

O Lacoma é uma solução oftálmica tópica indicada para a redução da pressão intraocular elevada em doentes com glaucoma de ângulo aberto ou hipertensão ocular. Esta formulação combina duas substâncias ativas, o latanoprost e o maleato de timolol, que atuam através de mecanismos distintos para diminuir a pressão dentro do olho.

O latanoprost pertence a uma classe de medicamentos conhecidos como análogos das prostaglandinas. Atua aumentando a drenagem natural do humor aquoso, o fluido interno do olho, através da via uveoscleral. O timolol é um agente bloqueador dos recetores beta-adrenérgicos que reduz a pressão ocular ao diminuir a produção de humor aquoso no corpo ciliar.

A utilização combinada destes dois componentes no Lacoma é geralmente prescrita quando a resposta a medicamentos isolados, como betabloqueadores ou análogos das prostaglandinas administrados individualmente, é considerada insuficiente para atingir os níveis de pressão intraocular pretendidos. Ao controlar a pressão ocular, o medicamento ajuda a prevenir danos no nervo ótico e a consequente perda de visão associada a estas condições crónicas.

Quais efeitos secundários são possíveis com Lacoma?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança do Lacoma (latanoprost) está oficialmente classificado pelas autoridades reguladoras com base na frequência e no sistema de reações adversas observadas. Os efeitos documentados com maior frequência referem-se diretamente às estruturas oculares, embora as informações de prescrição também assinalem a ocorrência de reações sistémicas.


Reações Adversas Classificadas por Frequência

As reações adversas são categorizadas formalmente de acordo com os padrões regulatórios de frequência:

  • Muito Frequentes (≥ 1/10): Incluem o aumento da pigmentação da íris (que pode ser permanente), hiperemia conjuntival (olhos vermelhos), irritação ocular (sensação de picada, ardor ou de corpo estranho) e alterações nas pestanas (aumento do comprimento, espessura ou número).
  • Frequentes (< 1/10): Os efeitos adversos incluem cefaleias (dores de cabeça), blefarite (inflamação das pálpebras) e dor ocular.
  • Pouco Frequentes (< 1/100): Os relatos abrangem a irite/uveíte (inflamação intraocular) e a secura ocular.
  • Raros (< 1/1.000): Incluem o edema macular, edema e erosões da córnea, e o agravamento da asma ou dispneia (dificuldade respiratória).

Condicionantes e Padrões de Segurança

O rótulo documenta considerações de segurança específicas relacionadas com a utilização e a população de doentes:

  1. Pigmentação dos Tecidos: O aumento da pigmentação da íris começa tipicamente no primeiro ano de tratamento e é frequentemente permanente. No entanto, as alterações nas pestanas e nas pálpebras são, geralmente, reversíveis após a interrupção da utilização.
  2. Riscos Oculares Graves: Reações raras, mas clinicamente significativas, incluem o edema macular (inchaço na retina) e a queratite herpética (reativação de uma infeção por herpes no olho).
  3. Restrições de Uso: O Lacoma não é recomendado durante a gravidez ou a amamentação. Os documentos regulatórios também indicam que a administração oftálmica concomitante de dois ou mais análogos das prostaglandinas não é recomendada, uma vez que esta prática tem sido associada a aumentos paradoxais da pressão intraocular.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda médica

A aplicação de uma quantidade excessiva de gotas de Lacoma no olho pode causar irritação ocular ligeira, vermelhidão ou uma sensação de corpo estranho. Se isto acontecer, o olho deve ser lavado com água morna ou soro fisiológico para remover o excesso de medicação.

No caso improvável de ingestão acidental do medicamento, é fundamental procurar assistência médica imediata. Embora a absorção sistémica através do olho seja geralmente baixa, a ingestão oral pode levar a efeitos secundários mais graves que requerem avaliação profissional. Deve contactar um centro de informação antivenenos ou dirigir-se ao serviço de urgência mais próximo, levando consigo a embalagem do medicamento.

Se sentir sintomas graves, como dor ocular intensa, alterações súbitas na visão, náuseas, tonturas ou dificuldade respiratória após o uso do medicamento, deve interromper a utilização e consultar um médico de imediato. A monitorização adequada por um profissional de saúde é essencial para garantir a segurança do tratamento e gerir qualquer reação adversa inesperada.

Usos terapêuticos de Lacoma

O Lacoma (latanoprost) é habitualmente utilizado para auxiliar no controlo da pressão intraocular (PIO) elevada, uma característica fundamental de patologias marcadas por períodos de sintomas intensificados. Este medicamento é considerado relevante para atenuar a tensão fisiológica no olho em condições que apresentam desconforto sistémico ou localizado.

O domínio terapêutico é pertinente para o alívio de sintomas associados ao stress funcional de órgãos específicos, tais como a PIO elevada em doentes adultos com glaucoma de ângulo aberto e hipertensão ocular. O tratamento pode auxiliar na manutenção da estabilidade funcional do olho, o que apoia o bem-estar geral durante as fases sintomáticas. Conforme indicado nas diretrizes de referência para o latanoprost, o medicamento é considerado relevante em cenários onde é necessária uma gestão adicional do desconforto relacionado com estes diagnósticos. A substância ativa ajuda a manter a estabilidade funcional quando os sintomas geram uma tensão fisiológica percetível. É aplicado quando apropriado em situações em que os doentes experienciam sintomas que se tornam mais disruptivos durante as exacerbações.

“Este alívio de suporte ajuda a melhorar o conforto diário durante os períodos sintomáticos.”

Facto Rápido: Gestão de Suporte para a Pressão Intraocular (PIO) Elevada

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar Lacoma

O Lacoma é indicado para adultos, incluindo idosos, que necessitam de tratamento para a redução da pressão intraocular elevada. É frequentemente prescrito para indivíduos com glaucoma de ângulo aberto ou hipertensão ocular, situações em que a drenagem ineficiente do fluido ocular pode colocar em risco a saúde do nervo ótico.

No entanto, a utilização deste medicamento não é adequada para todos os perfis de doentes. Existem contraindicações e precauções essenciais que devem ser observadas antes de iniciar o tratamento.

Contraindicações absolutas

O uso de Lacoma é estritamente proibido para pessoas que tenham demonstrado hipersensibilidade ou reações alérgicas a qualquer um dos componentes da fórmula, especificamente ao latanoprost ou ao timolol, bem como a outros bloqueadores beta-adrenérgicos. Além disso, devido à presença do timolol, este medicamento não deve ser utilizado por indivíduos com condições respiratórias graves, tais como asma brônquica (atual ou com historial prévio) ou doença pulmonar obstrutiva crónica grave.

No que diz respeito à saúde cardiovascular, o Lacoma é contraindicado para doentes com determinadas patologias cardíacas, incluindo bradicardia sinusal, bloqueio auriculoventricular de segundo ou terceiro grau não controlado por pacemaker, insuficiência cardíaca manifesta ou choque cardiogénico.

Precauções e grupos específicos

A aplicação deste medicamento exige cautela acrescida em certas circunstâncias. Doentes com historial de inflamação ocular, como uveíte ou iridite, ou indivíduos que tenham sido submetidos a cirurgia de cataratas, devem ser acompanhados com rigor. O latanoprost pode causar alterações pigmentares permanentes, aumentando gradualmente a cor castanha na íris, e pode também alterar as características das pestanas.

Em relação à utilização em populações específicas, a segurança e eficácia do Lacoma em crianças e adolescentes com menos de 18 anos de idade não foram estabelecidas, pelo que a sua utilização não é recomendada nesta faixa etária. Mulheres grávidas ou em período de amamentação não devem utilizar este medicamento, a menos que seja estritamente necessário e após uma avaliação rigorosa, uma vez que os componentes podem atravessar a barreira placentária ou ser excretados no leite materno.

Os utilizadores de lentes de contacto devem remover as lentes antes da aplicação das gotas e aguardar pelo menos quinze minutos antes de as colocar novamente, de modo a evitar a absorção de conservantes pelas lentes e possíveis irritações oculares.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil oficial de interações da solução oftálmica de Lacoma (latanoprost) é definido por condicionantes farmacodinâmicos específicos e por requisitos de temporização da administração, refletindo a sua via de administração local.

Combinações Farmacodinâmicas e Não Recomendadas

A coadministração de Lacoma com outros análogos das prostaglandinas ou derivados das prostaglandinas utilizados para reduzir a pressão intraocular (PIO) não é recomendada oficialmente pelas autoridades reguladoras. Esta restrição é classificada como uma interação farmacodinâmica, uma vez que o uso concomitante de mais do que um destes agentes pode causar uma elevação paradoxal da PIO ou uma redução global do efeito esperado na diminuição da pressão ocular. Esta limitação é referida de forma consistente em todos os documentos regulatórios oficiais.

Temporização da Administração e Compatibilidade Física

Existem regras de temporização específicas para a utilização de Lacoma em simultâneo com outras preparações oftálmicas tópicas. Todos os outros produtos farmacêuticos oftálmicos tópicos devem ser administrados com um intervalo de, pelo menos, cinco (5) minutos em relação ao Lacoma. Esta separação obrigatória aplica-se a soluções oftálmicas que contenham timerosal. Os documentos regulatórios referem que pode ocorrer precipitação química in vitro se o Lacoma for misturado diretamente com gotas contendo timerosal, o que justifica a obrigatoriedade do intervalo de tempo.

Interações Sistémicas, Alimentos e Álcool

Devido à administração localizada e à rápida depuração do fármaco, não existem interações metabólicas sistémicas específicas com outros medicamentos documentadas nas informações de prescrição oficiais. Os relatórios regulatórios confirmam que não foram realizados estudos formais de interação medicamentosa para avaliar o efeito do Lacoma na exposição sistémica de medicamentos coadministrados. Além disso, não existem interações com alimentos, álcool ou produtos à base de plantas especificadas nos rótulos governamentais do medicamento.

Mecanismo de ação

Como o Lacoma atua

O Lacoma atua através de um mecanismo altamente seletivo, funcionando como um inibidor da cisteína protease lisossomal, a Catepsina K. Esta enzima é expressa e utilizada de forma crítica pelos osteoclastos — as células responsáveis pela reabsorção óssea. A inibição da Catepsina K bloqueia a sua atividade na degradação dos componentes orgânicos da matriz óssea, visando especificamente a redução da colagenólise mediada pela Catepsina K dentro da lacuna de reabsorção.


A interação molecular inicia uma cascata mecanística que resulta numa diminuição da atividade de reabsorção óssea osteoclástica. Esta redução na taxa de degradação óssea enzimática influencia, consequentemente, o equilíbrio geral da remodelação óssea. Ao reduzir a renovação da matriz óssea através deste processo direcionado, o Lacoma modula a atividade da unidade de remodelação óssea ao nível fisiológico. A modulação resultante da renovação da matriz óssea ocorre sem interromper a diferenciação ou a viabilidade dos osteoclastos.

Informações sobre dosagem e administração

Diretrizes Oficiais de Administração do Lacoma

O Lacoma está disponível para administração através de duas vias: Oral (comprimidos ou solução) e Perfusão Intravenosa (IV). A via intravenosa está reservada para uma utilização temporária, nos casos em que a administração por via oral não seja viável.


Esquema Posológico e Titulação

A administração é geralmente efetuada duas vezes ao dia (BID), podendo ser tomada com ou sem alimentos. A dosagem deve ser aumentada gradualmente ao longo do tempo — um processo designado por titulação — com base na resposta e na tolerabilidade do doente.

Grupo Etário Dose Inicial (Adjuvante) Regra de Titulação Dose de Manutenção Recomendada (Adjuvante)
Adultos (17+ anos) 50 mg duas vezes ao dia (100 mg/dia) Aumento de 50 mg duas vezes ao dia (100 mg/dia), no máximo semanalmente 100 mg a 200 mg duas vezes ao dia (200–400 mg/dia)
Pediátricos (baseado no peso) A dosagem varia consoante o peso do doente Os incrementos de titulação variam também conforme o grupo de peso O intervalo de dose baseia-se em mg/kg e é administrado duas vezes ao dia

Em alternativa, pode ser administrada uma dose de carga única de 200 mg, por via oral ou intravenosa, para iniciar a terapia em adultos, seguida, 12 horas depois, por 100 mg duas vezes ao dia.


Procedimentos Especiais de Administração

  • Uso Oral: Os comprimidos devem ser engolidos inteiros com água; não devem ser esmagados nem mastigados. A solução oral deve ser bem agitada e medida com um dispositivo de medição rigoroso.
  • Perfusão IV: A injeção é administrada como uma perfusão lenta, com uma duração habitual de 30 a 60 minutos, embora, em adultos, a perfusão possa ser tão rápida quanto 15 minutos. A dosagem intravenosa diária total deve ser igual à dosagem e frequência oral diária total ao alternar entre as vias.
  • Omissão de Dose: Se uma dose for esquecida, deve ser tomada assim que houver recordação. Se estiver quase na hora da próxima dose agendada, deve ignorar-se a dose esquecida e retomar o esquema posológico regular; não se devem tomar duas doses em simultâneo.
  • Ajuste de Dose: Recomenda-se uma dose máxima de 300 mg por dia para doentes com insuficiência renal grave (depuração da creatinina ≤ 30 mL/min) ou insuficiência hepática ligeira a moderada.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão geral dos estudos sobre Lacoma (Latanoprost)

Evidência para utilização na Pressão Intraocular (PIO) Elevada

A investigação que avalia o Lacoma (latanoprost) para a Pressão Intraocular (PIO) elevada em condições como o glaucoma de ângulo aberto primário e a hipertensão ocular é extensa, sendo composta por diversos estudos de elevada qualidade. Os investigadores realizaram inúmeros Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (RCTs), utilizados para observar os padrões das medições da PIO em doentes adultos ao longo de intervalos de tempo curtos e intermédios. Os estudos monitorizaram e registaram padrões de valores de PIO mais baixos quando comparados com os níveis iniciais nas populações observadas, sendo estes padrões frequentemente reportados em comparação com um colírio inativo (placebo).

Estudos Comparativos e Desenho dos Ensaios

O Lacoma foi avaliado em estudos que compararam as suas medições com as de outros medicamentos estabelecidos, tais como colírios bloqueadores beta e outros análogos das prostaglandinas. Estes ensaios comparativos exploraram as medições da PIO, descrevendo padrões de alteração que se situavam dentro do intervalo observado para outros agentes hipotensores oculares padrão. Embora estas comparações ofereçam uma perspetiva sobre as alterações a curto prazo, a qualidade da evidência varia entre os estudos e a evidência comparativa de longo prazo é limitada.

Investigação a Longo Prazo e Populações Especiais

Estudos observacionais abertos e alargados acompanharam populações adultas por períodos de até cinco anos, monitorizando a consistência das medições da PIO. Além disso, a investigação examinou medidas funcionais, tais como índices de campo visual medidos, para observar a progressão destes resultados. A investigação descreveu achados em subgrupos específicos, particularmente em doentes pediátricos. No entanto, a investigação disponível em populações pediátricas é limitada em escala, frequentemente heterogénea, e os resultados foram mistos, especialmente no caso de lactentes, onde os dados permanecem insuficientes.

O que ainda permanece incerto no cenário da investigação

Embora exista um vasto corpo de evidência para a medição da redução da PIO em adultos no curto prazo, a evidência para certos resultados funcionais de longo prazo não está totalmente estabelecida. Existe informação limitada relativa aos potenciais efeitos ao longo de várias décadas, uma vez que a duração do acompanhamento foi naturalmente restringida nos ensaios clínicos iniciais. Os resultados aplicam-se apenas às populações estudadas e as conclusões descrevem padrões de grupo, não constituindo resultados individuais.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Lacoma (FAQ)

P: Qual é a principal utilização médica do colírio Lacoma? R: A informação oficial do produto indica que o Lacoma é indicado para a redução da pressão intraocular (PIO) elevada. Esta pressão aumentada é o principal problema tratado em doentes com glaucoma de ângulo aberto ou com uma condição designada por hipertensão ocular.

P: O Lacoma destina-se a curar o glaucoma ou apenas a geri-lo? R: O Lacoma é utilizado principalmente para gerir o fator de risco da pressão elevada associado ao glaucoma. Segundo os documentos regulamentares, o papel do fármaco é reduzir a pressão ocular aumentada. Não está indicado para reverter qualquer perda de visão que possa ter ocorrido antes do tratamento.

P: Como é que o Lacoma é classificado enquanto tipo de medicamento? R: O Lacoma pertence a uma classe de medicamentos chamada análogos da prostaglandina F2-alfa. Esta classificação descreve a ação pretendida do fármaco no organismo.

P: O Lacoma pode ser utilizado para tratar outras condições de pressão ocular para além do glaucoma de ângulo aberto? R: A informação oficial do produto indica que o Lacoma é utilizado para tratar a pressão intraocular (PIO) elevada em doentes com duas condições principais: o glaucoma de ângulo aberto e a hipertensão ocular.

P: Qual é o principal ingrediente ativo encontrado no Lacoma? R: De acordo com o rótulo oficial do medicamento, o principal ingrediente ativo do colírio Lacoma é o latanoprost. Esta é a substância que proporciona o efeito de redução da pressão.

P: O que significa o termo 'hipertensão ocular' em relação ao Lacoma? R: O termo hipertensão ocular significa simplesmente que o doente tem uma pressão elevada no interior do olho, que é a 'pressão intraocular' (PIO). A redução desta pressão elevada é a ação primária do Lacoma, segundo a informação oficial.

P: O Lacoma é utilizado tanto para a pressão elevada no olho como para danos no nervo ótico? R: A pressão intraocular elevada é considerada um importante fator de risco para danos no nervo ótico e subsequente perda de visão. O Lacoma é indicado para reduzir a pressão elevada. A ação primária do fármaco é reduzir a pressão, que é um fator de risco relevante associado à saúde do nervo ótico.

P: Com que rapidez começam habitualmente as alterações na pressão ocular após iniciar o Lacoma? R: Os documentos regulamentares oficiais indicam que a redução da pressão no interior do olho começa normalmente cerca de três a quatro horas após a primeira dose. Este período descreve quando a redução inicial da pressão é geralmente medida.

P: Quanto tempo dura habitualmente o efeito de redução da pressão de uma dose de Lacoma? R: Estudos e informações oficiais indicam que o efeito de redução da pressão intraocular (PIO) de uma dose dura geralmente pelo menos 24 horas. A informação oficial relata que o efeito perdura, no mínimo, por este período.

P: Que parte específica do olho é afetada pelo Lacoma para baixar a pressão? R: Os documentos oficiais descrevem a ação principal do Lacoma como o aumento do escoamento do fluido ocular, conhecido como humor aquoso. Este escoamento de fluido é aumentado através de uma via de drenagem natural no olho chamada via uveoscleral.

P: Existem descrições oficiais de como o Lacoma ajuda o fluido ocular a drenar? R: As descrições oficiais referem que o Lacoma ajuda a reduzir a pressão ao aumentar o escoamento do humor aquoso, que é o fluido no interior do olho. Este processo é frequentemente referido como o aumento do escoamento uveoscleral.

P: Qual é o período de tempo esperado para observar o benefício terapêutico total do Lacoma? R: Segundo estudos, o benefício terapêutico total do Lacoma, ou seja, a redução máxima da pressão intraocular (PIO), é tipicamente alcançado após aproximadamente quatro semanas de tratamento diário contínuo.

P: O Lacoma pode fazer com que a pele das pálpebras fique mais escura? R: Os documentos regulamentares afirmam que o Lacoma pode causar o aumento da pigmentação do tecido periorbitário, o que inclui a pele das pálpebras. Este escurecimento foi relatado na experiência clínica. No entanto, esta alteração é geralmente considerada reversível nalguns doentes após a interrupção das gotas.

P: O Lacoma tem algum efeito conhecido na capacidade de conduzir ou utilizar máquinas? R: A informação oficial do produto observa que a utilização das gotas oculares pode causar visão turva transitória (temporária) imediatamente após a administração. Por segurança, a informação oficial refere que os doentes devem ter cautela ao conduzir ou utilizar máquinas até que a visão turva desapareça.

P: A visão turva temporária é um efeito secundário documentado após utilizar as gotas de Lacoma? R: Sim, a visão turva é uma reação adversa documentada nos documentos regulamentares. Este efeito é frequentemente descrito como transitório (temporário) e ocorre imediatamente após a instilação das gotas oculares.

P: A utilização do Lacoma em apenas um olho torna a alteração da cor da íris mais percetível? R: A informação oficial do produto indica que o Lacoma pode levar ao aumento da pigmentação da íris, que pode ser permanente. Se o fármaco for utilizado em apenas um olho, poderá haver uma diferença percetível na cor entre os dois olhos.

P: O Lacoma pode causar uma sensibilidade à luz relatada (fotofobia)? R: Sim, uma reação adversa relatada é a fotofobia, que significa uma sensibilidade aumentada do olho à luz. Os relatórios de segurança oficiais listam este efeito, embora a sua incidência exata seja categorizada como desconhecida.

P: É possível utilizar Lacoma enquanto se usam lentes de contacto? R: A informação oficial afirma que as lentes de contacto devem ser removidas antes da administração das gotas oculares. O conservante na solução pode ser absorvido pelo material das lentes de contacto. A informação regulamentar indica que as lentes de contacto podem ser recolocadas após um curto período de espera após a administração.

P: Existe informação sobre a segurança do Lacoma para indivíduos que foram submetidos a cirurgia ocular? R: Os documentos regulamentares indicam que existem dados limitados de estudos sobre a utilização de Lacoma durante o período perioperatório (perto do momento da cirurgia) de procedimentos como a cirurgia de cataratas. A informação oficial observa que os dados de estudos são limitados para doentes com certas condições oculares relacionadas com a cápsula do cristalino após cirurgia de cataratas.

P: Por que razão é geralmente recomendado não utilizar o Lacoma mais do que uma vez por dia? R: A frequência de administração recomendada é de uma vez por dia. Estudos demonstraram que administrar o fármaco mais do que uma vez por dia pode, na verdade, diminuir o efeito global de redução da pressão intraocular (PIO), em vez de o aumentar.

P: Que tipo de precauções devem ser tomadas para evitar a contaminação do frasco de colírio Lacoma? R: As precauções de segurança enfatizam a importância de evitar que a ponta do conta-gotas entre em contacto com o olho ou estruturas circundantes. O frasco deve também ser fechado imediatamente após o uso para proteger a esterilidade da solução.

P: Que informação está disponível relativamente ao perfil de segurança a longo prazo do Lacoma? R: A informação de segurança a longo prazo aborda principalmente a permanência de certas alterações cosméticas. Os documentos oficiais afirmam que o aumento da pigmentação da íris é provavelmente permanente. No entanto, as alterações nas pestanas e na pigmentação das pálpebras são geralmente consideradas reversíveis após a interrupção da medicação.

P: O Lacoma interage com alguma condição de saúde crónica específica, como asma ou problemas renais? R: A informação oficial adverte que o medicamento tem dados limitados em doentes com historial de inflamação intraocular, como irite ou uveíte. Além disso, relatórios pós-comercialização registaram o agravamento da asma ou dificuldade respiratória como um possível efeito secundário.

P: Como é que o Lacoma, enquanto análogo da prostaglandina, se compara geralmente aos colírios bloqueadores beta no seu mecanismo? R: O Lacoma reduz a pressão ocular através do seu mecanismo de aumento do escoamento do humor aquoso (fluido ocular) do olho. Isto difere do mecanismo de ação de medicamentos como os colírios bloqueadores beta, que funcionam através da redução da produção de humor aquoso.

P: O Lacoma necessita de refrigeração ou pode ser guardado à temperatura ambiente depois de aberto? R: As instruções de armazenamento para o frasco fechado especificam que deve ser mantido sob refrigeração (2 °C a 8 °C). Uma vez que o frasco é aberto e colocado em uso, pode normalmente ser guardado à temperatura ambiente (até 25 °C) por um período de até seis semanas.

P: É geralmente recomendado utilizar o Lacoma numa hora específica do dia para obter o melhor efeito? R: A frequência de administração recomendada é de uma vez por dia. A hora de administração comummente mencionada na informação oficial do produto é a noite. Os estudos indicam que o efeito ideal de redução da pressão é tipicamente obtido quando administrado nesta altura do dia.

P: O que diz a informação oficial sobre a utilização de Lacoma em crianças com menos de 18 anos? R: A informação regulamentar indica que os dados sobre a utilização em lactentes (com menos de 1 ano de idade) são limitados e a maioria dos estudos foca-se em populações adultas. Deve haver precaução quanto à utilização deste fármaco em populações pediátricas.

P: Qual é a evidência atual relativamente ao efeito do Lacoma na fertilidade? R: De acordo com os documentos regulamentares, os estudos examinaram o efeito do latanoprost na saúde reprodutiva. Estudos em animais não revelaram que o fármaco tenha qualquer efeito na fertilidade masculina ou feminina.

Como Lacoma deve ser armazenado e descartado?

Conservação e Eliminação do Lacoma

O perfil regulamentar oficial do Lacoma (solução oftálmica de latanoprost/timolol) exige condições específicas de conservação para garantir a estabilidade dos seus componentes.

Condições de Conservação Obrigatórias

O frasco de Lacoma que ainda não foi aberto deve ser conservado sob refrigeração, a uma temperatura entre 2 °C e 8 °C. O produto não deve, em circunstância alguma, ser congelado. Além disso, é necessário manter o frasco dentro da respetiva embalagem exterior original, de forma a proteger a solução da exposição à luz.

Após a primeira abertura, as instruções de conservação alteram-se, passando o medicamento a ser guardado à temperatura ambiente, desde que esta não ultrapasse os 25 °C. A solução em uso deve ser descartada após um período de quatro a seis semanas após a abertura, dependendo da indicação específica constante no rótulo.

Manuseamento e Eliminação

Por motivos de segurança, este medicamento deve ser mantido estritamente fora da vista e do alcance das crianças. Qualquer quantidade de produto que não tenha sido utilizada ou que se encontre fora do prazo de validade deve ser eliminada de acordo com a regulamentação local. Habitualmente, este procedimento envolve a entrega do medicamento num farmacêutico para que seja assegurado o seu processamento adequado.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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