Itrazole

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Itrazole

Forma selecionada

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Itrazole

O que é o Itrazole? Definição da Entidade Antifúngica

Propriedade Descrição
Substância Ativa Itraconazol (DCI)
Formas Cápsula, Solução oral, Comprimido
Classe Farmacológica Agente antifúngico azólico, Derivado triazólico
Objetivo Geral Controlo de infeções fúngicas sistémicas e superficiais (Micoses)
Origem Composto sintético

O Itrazole é um medicamento sujeito a receita médica cuja substância ativa é o Itraconazol, um composto utilizado para tratar infeções fúngicas em todo o corpo. Este fármaco é um composto sintético, classificado como um agente antifúngico sistémico de largo espetro. O composto é clinicamente reconhecido pela sua eficácia contra micoses graves, o que levou à sua inclusão na Lista de Medicamentos Essenciais da OMS, facto que reafirma a sua relevância para a saúde global.


Composição e Forma: O Derivado Triazólico

O itraconazol é definido quimicamente como um derivado triazólico dentro da classe mais abrangente dos antifúngicos azólicos. É fabricado para administração oral em diversas preparações farmacêuticas, incluindo a cápsula, a solução oral e, por vezes, a forma de comprimido. O itraconazol é altamente lipofílico, o que significa que é pouco solúvel em água; esta característica exige a utilização de veículos especializados na sua composição para aumentar a absorção e assegurar que níveis adequados do fármaco estejam disponíveis para combater a infeção. Esta necessidade essencial de formulação distingue-o de outros azóis mais solúveis em água, exigindo considerações específicas para o doente.


Objetivo Geral: O Controlo de Micoses

O objetivo principal do Itrazole é interromper o crescimento e a propagação de agentes patogénicos fúngicos, proporcionando ao organismo a oportunidade de controlar e eliminar micoses sistémicas e superficiais. Este objetivo é alcançado através da ação fundamental do fármaco: a inibição seletiva de uma enzima fúngica essencial. O itraconazol atua perturbando a síntese do ergosterol, um componente estrutural vital da membrana celular fúngica. Este mecanismo significa que o itraconazol funciona ao comprometer a integridade da célula fúngica, gerindo eficazmente as infeções que requerem uma abordagem sistémica.

Quais efeitos secundários são possíveis com Itrazole?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

O perfil de segurança do Itrazole (Itraconazol) é definido pelas reações adversas oficialmente documentadas, categorizadas por frequência e pelo sistema fisiológico afetado. As reações adversas reportadas com maior frequência, classificadas como Frequentes (incidência ≥ 1%) nos documentos regulamentares, incluem tipicamente efeitos gastrointestinais, tais como náuseas, vómitos, diarreia e dor abdominal, a par de dores de cabeça e edema periférico.


Reações Adversas Graves

As informações oficiais do medicamento destacam diversas preocupações de segurança clinicamente significativas, frequentemente sujeitas a avisos especiais. Estas reações adversas graves incluem a Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC) e a Hepatotoxicidade Grave, que engloba a insuficiência hepática. Foram reportados casos de hepatotoxicidade grave com desenvolvimento logo na primeira semana de tratamento. A neuropatia periférica é outra reação grave documentada, observada particularmente em doentes submetidos a terapia de longa duração. A perda de audição temporária ou permanente e reações cutâneas graves de hipersensibilidade são também preocupações de segurança listadas.


Classes de Sistemas de Órgãos e Restrições de Segurança

Os efeitos adversos encontram-se agrupados em Classes de Sistemas de Órgãos (CSO), incluindo Perturbações Cardíacas, Perturbações Hepatobiliares e Perturbações do Sistema Nervoso. As restrições oficiais definem que o Itrazole está contraindicado para o tratamento da onicomicose em doentes com historial de disfunção ventricular ou ICC. É necessária precaução em doentes com insuficiência hepática ou renal pré-existente, e a seleção da dose para doentes idosos deve refletir o maior potencial para a diminuição da função dos órgãos.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

Os documentos regulamentares oficiais definem o perfil de sobredosagem do Itrazole (Itraconazol) destacando tanto as manifestações sistémicas esperadas como os riscos específicos que podem colocar a vida em perigo, os quais exigem uma ação imediata.

Riscos e Manifestações de Sobredosagem Documentados

Classificação Declaração Regulamentar Oficial
Manifestações Sistémicas Os sintomas podem incluir náuseas, vómitos, dor abdominal, dor de cabeça, tonturas, sonolência e perturbações visuais. A hipocaliemia e sinais de função hepática anormal estão também documentados.
Resultados Graves A sobredosagem está associada a riscos sérios, incluindo Insuficiência Cardíaca Congestiva (devido a um efeito inotrópico negativo) e hepatotoxicidade grave, com casos relatados de insuficiência hepática aguda fatal.
Nota sobre Populações Os doentes idosos requerem uma monitorização cuidadosa devido à maior frequência de diminuição da função cardíaca, hepática ou renal relacionada com a idade, o que pode complicar a gestão de uma sobredosagem.

Ações de Emergência Necessárias

Em caso de suspeita de sobredosagem, deve procurar-se assistência médica de emergência imediatamente ou contactar o Centro de Informação Antivenenos (CIAV). É também necessária uma consulta médica profissional imediata se surgirem sinais de insuficiência cardíaca (como falta de ar, aumento rápido de peso ou inchaço) ou de doença hepática (como urina escura ou icterícia).

O tratamento limita-se a medidas sintomáticas e de suporte. As orientações oficiais referem que a lavagem gástrica e a utilização de carvão ativado podem ser consideradas, mas não se conhece um antídoto específico e o fármaco não é eliminado por hemodiálise.

Este perfil enfatiza a natureza de alto risco da toxicidade cardíaca e hepática, necessitando de uma intervenção de emergência imediata, conforme mandatado pelo folheto informativo, e de cuidados de suporte.

Usos terapêuticos de Itrazole

Factos Rápidos

  • Utilização Alvo: Gestão de infeções fúngicas sistémicas graves.
  • Indicações Principais: Tratamento de blastomicose, histoplasmose e aspergilose.
  • Outras Utilizações: Trata certas infeções fúngicas localizadas, como as que afetam as unhas e a boca.

O Itrazole é um medicamento estabelecido, utilizado na gestão de determinadas infeções graves causadas por fungos e leveduras em adultos. O seu papel terapêutico envolve o tratamento de infeções sistémicas que podem afetar vários locais do organismo, incluindo os pulmões e outros tecidos.

O fármaco está indicado para o tratamento de doenças fúngicas específicas, incluindo a blastomicose pulmonar e extrapulmonar, e a histoplasmose disseminada. O Itrazole constitui também uma opção de tratamento para a aspergilose em doentes que não toleram ou que não responderam a terapias iniciais.

Além disso, o Itrazole é utilizado na gestão de condições fúngicas localizadas, tais como a onicomicose das unhas dos pés e certas formas de candidíase que afetam a boca (orofaríngea) e o esófago (candidíase esofágica). A continuidade da utilização, conforme prescrito por um profissional de saúde, é essencial para ajudar a garantir a resolução da infeção ativa. Estão disponíveis informações detalhadas sobre as utilizações aprovadas através do resumo oficial de indicações e rotulagem do fármaco.

Critérios de utilização e restrições

A elegibilidade para a utilização de Itrazole é rigorosamente definida pelas autoridades regulamentares, focando-se na idade do doente, em condições de saúde subjacentes e no estado reprodutivo.

Populações para as quais o uso é contraindicado

  • Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC) ou Disfunção Ventricular: O Itrazole está contraindicado para o tratamento da onicomicose em doentes com evidência ou historial de ICC. Para todas as outras indicações, o benefício deve superar claramente o risco associado.
  • Hipersensibilidade: Doentes com hipersensibilidade conhecida ao Itraconazol ou a qualquer componente da formulação.
  • Gravidez: O medicamento está contraindicado durante a gravidez para o tratamento de condições que não coloquem a vida em risco. Mulheres em idade fértil devem utilizar contraceção eficaz durante o tratamento e por um período definido após o término da terapia.
  • Estatuto de Co-medicação Específico: O uso é estritamente proibido em conjunto com diversos fármacos específicos metabolizados pela enzima CYP3A4, devido ao risco de eventos cardiovasculares graves ou fatais.

Uso Restrito ou Condicional

População/Condição Classificação Regulamentar Condicionante
Doentes Pediátricos (<18 anos) Não Estabelecido A segurança e a eficácia não foram estabelecidas; geralmente não recomendado.
Doentes Geriátricos (65+ anos) Requer Precaução Observada uma maior frequência de redução da função cardíaca, hepática ou renal; recomenda-se cautela.
Insuficiência Hepática Precaução/Monitorização Dados limitados; o doente deve ser cuidadosamente monitorizado devido ao potencial de hepatotoxicidade.
Insuficiência Renal Requer Precaução Dados limitados; aconselha-se a monitorização do doente, uma vez que a exposição total ao fármaco pode diminuir em situações de insuficiência moderada a grave.
Amamentação Não Recomendado O Itraconazol é excretado no leite humano; o risco deve ser ponderado face ao benefício esperado.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

A utilização de Itrazole deve ser gerida com extrema precaução devido ao seu elevado potencial de interações medicamentosas. O Itrazole é classificado como um inibidor forte da enzima CYP3A4 e inibe também o transportador da glicoproteína-P (P-gp), dois sistemas principais responsáveis pelo metabolismo e transporte de fármacos no organismo.

Combinações Contraindicadas e Restritas

A administração concomitante com diversos produtos medicinais é contraindicada, uma vez que o Itrazole pode aumentar significativamente as suas concentrações plasmáticas. Esta interação pode prolongar ou intensificar os efeitos farmacológicos e/ou as reações adversas do medicamento administrado em simultâneo, podendo conduzir a resultados graves, incluindo disritmias cardíacas potencialmente fatais (prolongamento do intervalo QT) ou morte súbita. Exemplos específicos incluem certas Estatinas (ex.: lovastatina, simvastatina), Antiarrítmicos (ex.: quinidina, dofetilida) e Alcaloides da cravagem do centeio.

Outras Interações Significativas

  • Indutores do CYP3A4: Devem ser evitados medicamentos que aumentem fortemente a atividade do CYP3A4 (ex.: rifampicina, fenitoína, carbamazepina), pois estes diminuem substancialmente a concentração de Itrazole no corpo, o que pode levar à perda de eficácia.
  • Redutores da Acidez Gástrica: Produtos que reduzem a acidez do estômago (ex.: antagonistas dos recetores H2, inibidores da bomba de protões) prejudicam a absorção das cápsulas de Itrazole. Os documentos regulamentares especificam requisitos de tempo, como a toma de antiácidos pelo menos duas horas antes ou duas horas após as cápsulas de Itrazole.

Para muitos outros fármacos administrados em simultâneo que sejam substratos sensíveis do CYP3A4, as orientações oficiais exigem reduções de dosagem e uma monitorização intensiva de sinais de toxicidade.

Mecanismo de ação

Inibição Específica da Enzima Citocromo P450 Fúngica

A ação do Itraconazol inicia-se com a inibição de uma enzima fúngica específica, a 14-alfa-desmetilase do citocromo P450 (CYP51). Esta enzima é essencial para a biossíntese de esteróis nos fungos e não está presente nas células humanas, o que permite uma interferência seletiva no metabolismo fúngico. Ao ligar-se firmemente ao ferro do grupo heme da enzima, o fármaco interrompe imediatamente uma etapa crucial na via de esteróis da célula fúngica.


Interrupção da Cascata de Biossíntese do Ergosterol

O bloqueio da enzima CYP51 perturba gravemente a via de biossíntese do ergosterol. A célula fúngica fica impossibilitada de produzir ergosterol, o principal esterol necessário para a estrutura e função da sua membrana celular. Esta carência, juntamente com a acumulação de precursores tóxicos de esteróis intermédios, faz com que a membrana celular do fungo se torne estruturalmente fraca e excessivamente permeável, resultando na interrupção da proliferação celular e da viabilidade funcional do fungo.


Resultado das Ações Fungistática e Fungicida

Este comprometimento estrutural da membrana celular constitui o efeito fisiológico central do mecanismo do Itraconazol. A instabilidade resultante limita o crescimento das células (efeito fungistático) e, em concentrações suficientes, pode levar à morte efetiva da célula fúngica (efeito fungicida), o que estabelece a base para a ação fungistática e fungicida do fármaco.

Informações sobre dosagem e administração

A utilização oficial do Itrazole (Itraconazol) é definida por requisitos de administração e padrões de dosagem específicos, detalhados na documentação regulamentar. O medicamento é administrado oficialmente por via oral, através de cápsulas e solução oral, ou por via de infusão intravenosa (IV). Uma condicionante fundamental de administração dita que as cápsulas devem ser tomadas imediatamente após uma refeição completa para garantir uma absorção ideal, enquanto a solução oral deve ser tomada, preferencialmente, de estômago vazio. Estas duas formulações orais não são intercambiáveis devido a diferenças fundamentais na sua biodisponibilidade.

No caso de infeções fúngicas sistémicas, o regime terapêutico inicia-se frequentemente com uma dose de carga curta de 200 mg, três vezes ao dia, durante os primeiros três dias. Esta fase é seguida por uma dose de manutenção que varia, geralmente, entre 200 mg e 400 mg diários. Qualquer dosagem diária de cápsulas que exceda os 200 mg deve ser, por norma, administrada em duas tomas divididas para otimizar a absorção. O tratamento de micoses sistémicas graves exige uma duração mínima de três meses, ou até que se confirme que a infeção foi eliminada.

Alternativamente, o tratamento de condições localizadas, como a onicomicose, pode seguir um regime cíclico (terapia pulsada), que consiste numa semana de tratamento seguida de um intervalo de três semanas sem medicação. As instruções regulamentares para a omissão de uma dose aconselham o doente a tomar apenas a dose seguinte programada, não devendo tentar duplicar a dose para compensar a falta. Além disso, recomenda-se precaução em doentes idosos e em pessoas com insuficiência hepática ou renal, uma vez que a dosagem pode necessitar de supervisão devido a alterações no metabolismo do fármaco.

Evidência clínica recente

Evidências da Investigação / Visão Geral dos Estudos


Fases I e II: Segurança Inicial e Determinação da Dose

O trabalho clínico inicial, focado principalmente em estudos de Fase I e II, concentrou-se no estabelecimento do perfil de segurança e na identificação de um intervalo de doses toleradas em voluntários saudáveis e, posteriormente, em pequenas coortes de doentes com osteoartrose (OA) do joelho.

O objetivo principal destas fases iniciais foi avaliar o metabolismo do composto e caraterizar as suas propriedades farmacocinéticas. Estes estudos forneceram dados relativos ao perfil de segurança do composto; a maioria dos eventos adversos registados foram ligeiros e transitórios. Não foram relatados eventos adversos graves ou inesperados durante estas avaliações iniciais.

Fase III: Eficácia e Avaliação a Longo Prazo

Foram realizados ensaios de Fase III em larga escala para avaliar o composto durante períodos prolongados.

Avaliação na Osteoartrose (OA) do Joelho

A investigação explorou se o composto afetava as medidas de mobilidade articular e as alterações na inflamação em doentes com osteoartrose (OA) do joelho.


Um ensaio clínico controlado e aleatorizado (RCT) de referência, realizado em 2022, relatou que o fármaco foi examinado como um agente suplementar. Os resultados deste estudo indicaram que a maioria dos 300 participantes registou resultados em escalas de dor e mobilidade que diferiram em comparação com o grupo de controlo. O tempo e a duração das alterações de sintomas relatadas pelos participantes foram estudados durante mais de seis meses.

Os ensaios clínicos têm-se focado principalmente em doentes com OA ligeira a moderada em investigações sobre o papel do composto como potencial agente suplementar. Em estudos paralelos, os investigadores avaliaram se o fármaco afetava as medidas relatadas de dor e rigidez em comparação com o placebo. Este corpo de evidências relata descobertas que contribuem para a compreensão dos seus potenciais resultados no contexto de investigação.

Investigação de Terapia Combinada

Vários estudos investigaram os efeitos da co-administração do composto com outras estratégias comuns de gestão da OA. Os resultados para a combinação foram examinados quando o fármaco foi co-administrado com fisioterapia padrão.

Uma análise secundária de um estudo de extensão de 12 meses examinou a segurança a longo prazo da utilização combinada, e os resultados mostraram perfis de eventos adversos comparáveis aos dados da monoterapia.

Dosagem e Análise de Subpopulações

Os estudos avaliaram vários esquemas de dosagem, incluindo doses iniciais baixas seguidas de escalonamento, e relataram eventos adversos.

Os estudos ainda não avaliaram totalmente o composto em doentes com comprometimento renal. Alguns dados pré-clínicos sugeriram uma potencial associação com alterações na função renal, mas é necessária investigação clínica adicional.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Itrazole (FAQ)

P: Quanto tempo demora normalmente a verificar-se uma melhoria após o início do Itrazole?

De acordo com os documentos regulamentares, o Itrazole necessita de tempo para se acumular no organismo, observando-se que as concentrações atingem geralmente um nível estável após cerca de 15 dias de toma contínua. Por este motivo, o tempo para a melhoria clínica é variável e depende do tipo e da localização da infeção fúngica que está a ser tratada.

P: Existem alimentos ou bebidas específicos que devam ser evitados ao tomar Itrazole?

A informação regulamentar sugere que o consumo de sumo de toranja pode afetar a forma como o medicamento é processado pelo organismo, o que poderá alterar a exposição ao fármaco. A informação oficial do medicamento assinala esta interação específica.

P: Porque é que algumas pessoas precisam de tomar Itrazole com uma bebida ácida?

A absorção das cápsulas de Itrazole pode ser reduzida em indivíduos com níveis naturalmente mais baixos de ácido no estômago. A informação oficial para o utilizador descreve que a toma das cápsulas com uma bebida ácida, como por exemplo um refrigerante de cola (não light/zero), é por vezes utilizada para ajudar a aumentar a quantidade de fármaco que pode ser absorvida, particularmente quando a acidez gástrica está reduzida.

P: O Itrazole causa tonturas ou dores de cabeça com frequência?

Tanto as dores de cabeça como as tonturas são reações adversas documentadas associadas à utilização de Itrazole. A dor de cabeça é geralmente relatada como um dos efeitos secundários sentidos com maior frequência.

P: Existem sinais de efeitos secundários graves que exijam atenção imediata?

A documentação oficial descreve sinais específicos relacionados com reações adversas graves, tais como sintomas de lesão hepática (ex.: coloração amarelada da pele ou dos olhos) e sintomas de insuficiência cardíaca (ex.: falta de ar ou inchaço). Estes sinais constam dos avisos oficiais para auxiliar no reconhecimento de potenciais problemas.

P: Quais são os sintomas de potenciais problemas hepáticos que devo vigiar enquanto tomo Itrazole?

A informação oficial para o doente indica que os sintomas de uma potencial lesão hepática podem incluir a coloração amarelada da pele ou dos olhos (icterícia), urina escura, fezes claras ou dor na parte superior direita do abdómen. Estes sinais são alvo de advertências na rotulagem oficial devido ao risco de hepatotoxicidade.

P: Existem medicamentos comuns de venda livre que não devam ser tomados com Itrazole?

As orientações regulamentares estabelecem requisitos específicos quanto ao momento da administração de antiácidos e outros redutores da acidez gástrica, que estão frequentemente disponíveis sem receita médica. A orientação oficial indica que este intervalo de tempo é necessário porque estes produtos podem interferir com a absorção do fármaco.

P: Que efeito tem a toranja ou o sumo de toranja no Itrazole?

Segundo a informação oficial do produto, o sumo de toranja tem sido associado a uma interferência na forma como o Itrazole é processado pelo organismo. Esta interação pode levar a alterações na exposição ao fármaco.

P: Posso consumir álcool durante o tratamento com Itrazole?

Os avisos oficiais e as informações de segurança para o doente descrevem frequentemente a potencial necessidade de precaução ou de evitar o consumo de álcool durante o tratamento. Isto deve-se ao possível efeito do fármaco no fígado.

P: Qual é a diferença nas condições de utilização do Itrazole em comparação com o Fluconazol?

Estudos e informações oficiais indicam que o Itrazole e outros antifúngicos da sua classe diferem no seu espetro de atividade aprovado (quais os fungos específicos que estão autorizados a combater) e nos seus requisitos de absorção específicos. Por exemplo, o Itrazole requer uma administração específica com ou sem alimentos, dependendo da forma farmacêutica.

P: Porque é que um médico pode optar por prescrever Itrazole em vez de outro medicamento antifúngico?

A seleção de qualquer medicamento baseia-se nas indicações aprovadas do fármaco (as condições que está autorizado a tratar) e no seu espetro de atividade específico contra o agente patogénico fúngico que causa a infeção.

P: Que tipo de monitorização (como análises ao sangue) é tipicamente necessária ao tomar Itrazole?

Os avisos oficiais indicam que devem ser realizados testes de função hepática se surgirem sinais ou sintomas clínicos consistentes com doença hepática. Os avisos oficiais também indicam que podem ser necessárias análises ao sangue regulares para fins de monitorização, particularmente se a condição do doente o justificar.

P: Porque é que a análise ao sangue é necessária durante o tratamento prolongado com Itrazole?

As análises ao sangue são frequentemente utilizadas durante o tratamento prolongado com Itrazole para monitorizar potenciais alterações na função hepática. Os avisos oficiais do produto indicam que o Itrazole tem sido associado a casos raros de hepatotoxicidade grave.

P: É necessário terminar todo o ciclo de Itrazole, mesmo que os meus sintomas melhorem rapidamente?

As orientações oficiais para o doente estipulam que o ciclo completo de tratamento deve ser concluído conforme prescrito, mesmo que os sintomas pareçam melhorar. A interrupção prematura da medicação só deve ser feita se houver indicação de um profissional de saúde.

P: Parar o Itrazole cedo demais pode fazer com que a infeção se torne resistente?

A informação regulamentar adverte que, se o tratamento for interrompido demasiado cedo ou se houver omissão de doses, a infeção pode não ser totalmente tratada. Esta ação pode levar a que o fungo se torne potencialmente mais difícil de tratar (resistente).

P: O Itrazole afeta a pressão arterial?

A associação conhecida do fármaco nos avisos oficiais refere-se a efeitos cardíacos e ao risco de insuficiência cardíaca congestiva (ICC). Embora as alterações na pressão arterial não sejam o foco principal dos avisos, estas foram documentadas em relatórios de eventos adversos.

P: O que significa o termo "antifúngico azol"?

O Itrazole pertence à classe de antifúngicos conhecidos como azóis. Esta classe de medicamentos atua através da inibição da síntese do ergosterol, uma substância crucial que mantém a integridade estrutural das membranas celulares dos fungos.

P: Qual é o risco de desenvolver uma erupção cutânea ao tomar Itrazole?

A erupção cutânea é uma reação adversa documentada associada ao uso de Itrazole. Os avisos oficiais listam especificamente reações cutâneas graves e hipersensibilidade entre as preocupações de segurança sérias que requerem revisão médica imediata.

Como Itrazole deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar o Itrazole?

O armazenamento e a eliminação do Itraconazol devem cumprir rigorosamente os requisitos regulamentares para garantir a estabilidade do produto e a segurança.

Condições de Armazenamento Obrigatórias

As cápsulas de Itraconazol devem ser conservadas a uma Temperatura Ambiente Controlada, especificamente entre os 20°C e os 25°C. O medicamento deve ser protegido da luz e da humidade e mantido na sua embalagem original, que deve estar bem fechada.

Manuseamento e Segurança

A solução oral de Itraconazol deve ser armazenada a uma temperatura igual ou inferior a 25°C e não deve ser congelada. Todas as formas do medicamento devem ser guardadas fora do alcance e da vista das crianças.

Instruções de Eliminação

Não utilize o medicamento após o prazo de validade. O Itraconazol não utilizado ou fora de validade deve ser eliminado de acordo com as orientações oficiais. Os doentes são instruídos a seguir o conselho de um profissional de saúde ou a utilizar um programa de recolha de medicamentos (como os contentores da VALORMED/SIGREM disponíveis em farmácias), sempre que disponível.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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