Ismedine

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Ismedine

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Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Ismedine

O Ismedine é o nome comercial de um medicamento sistémico potente, cujo componente químico ativo é a Guanetidina, habitualmente administrada sob a forma de sal de sulfato ou monossulfato de guanetidina. Este medicamento é um fármaco sintético de pequena molécula, o que o distingue de produtos derivados de fontes naturais, sendo formulado como um produto de ingrediente único. A sua principal forma farmacêutica é o comprimido, destinado à administração oral e posterior absorção na corrente sanguínea para uma ação sistémica.


Classificação e Objetivo da Guanetidina

A guanetidina pertence à classe geral de medicamentos denominados anti-hipertensores, o que indica que a sua função central é a redução da pressão arterial elevada. A guanetidina está classificada como um agente que atua através da depleção de norepinefrina nas terminações nervosas adrenérgicas pós-ganglionares, resultando numa redução do tónus simpático. Este mecanismo confirma o efeito especializado do fármaco no sistema nervoso periférico.

Mais especificamente, a molécula é definida como um agente antiadrenérgico de ação periférica e um agente simpatolítico. Esta classificação farmacológica realça o seu efeito especializado, permitindo-lhe modular o sistema simpático para controlar a tensão arterial. O mecanismo fundamental envolve a prevenção da libertação total do potente químico de stress, a norepinefrina (noradrenalina), pelas terminações nervosas, o que conduz a uma supressão controlada do tónus simpático. Esta ação ajuda a gerir a tensão arterial persistentemente elevada, normalizando a pressão dentro do sistema circulatório.

Quais efeitos secundários são possíveis com Ismedine?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

O Ismedine (Guanetidina) é um medicamento potente e o seu perfil de segurança foca-se em efeitos adversos que derivam principalmente da sua forte ação redutora da pressão arterial. O aparecimento do efeito hipotensor máximo pode ser retardado, levando frequentemente de uma a duas semanas após o início do tratamento ou alteração da dose para se manifestar totalmente, um padrão temporal observado nas informações de prescrição.

Categorias Oficiais de Reações Adversas

As reações adversas são classificadas de acordo com a frequência e o envolvimento dos sistemas do corpo:

  • Reações Muito Comuns/Comuns: Os efeitos documentados com maior frequência são os relacionados com os sistemas cardiovascular e gastrointestinal. Estes incluem a hipotensão postural (tonturas ou desmaios ao levantar-se), que é acentuada por fatores como o calor ou o exercício, a bradicardia (frequência cardíaca lenta) e a diarreia, que é frequentemente referida como sendo potencialmente grave ou persistente. Outros efeitos comuns incluem retenção de líquidos e edema, congestão nasal e dificuldade ejaculatória no sexo masculino.

  • Sistémicos e Neurológicos: As reações adversas oficialmente categorizadas em Doenças do Sistema Nervoso incluem lassitude (cansaço invulgar), fraqueza muscular e casos de depressão mental.

Reações Adversas Graves e Restrições de Segurança

Existem riscos específicos e clinicamente significativos a considerar. As reações adversas graves incluem o potencial de a retenção de líquidos e o edema progredirem para ou agravarem uma insuficiência cardíaca congestiva. Existe também um risco documentado de exacerbação de angina de peito pré-existente.

O uso de Guanetidina está sujeito a restrições rigorosas. É contraindicado em indivíduos com diagnóstico de feocromocitoma e naqueles com hipersensibilidade conhecida ao fármaco. Além disso, observa-se que os adultos mais velhos podem ser mais suscetíveis aos efeitos hipotensores ortostáticos, e justifica-se cautela em doentes com insuficiência renal.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda: Informações Regulamentares

Esta secção resume as informações oficiais relativas à sobredosagem de Ismedine, baseando-se estritamente em documentos de prescrição autorizados. Não fornece aconselhamento clínico, instruções de dosagem ou contexto terapêutico.

Perfil de Sobredosagem Documentado

A rotulagem oficial descreve as manifestações clínicas específicas e os sinais associados a uma sobredosagem de Ismedine, derivados de dados humanos e clínicos. Estas conclusões documentadas fundamentam as medidas necessárias a adotar. O perfil define explicitamente potenciais resultados graves e toxicidades, que podem incluir efeitos sistémicos sérios ou danos em órgãos.

Componente da Sobredosagem Estatuto Regulamentar
Disponibilidade de Antídoto Declaração sobre se existe um antídoto farmacológico específico e comprovado disponível e recomendado para utilização.
Medidas de Suporte Descreve procedimentos não-antidotais, tais como cuidados sintomáticos e de suporte, monitorização ou descontaminação gastrointestinal (por exemplo, carvão ativado), conforme recomendado pela autoridade.

Ação de Emergência Necessária

Os documentos regulatórios enfatizam a importância de assistência médica imediata perante a suspeita de sobredosagem ou a manifestação de sintomas graves. As instruções oficiais determinam o contacto imediato com um centro de informação antivenenos ou com os serviços médicos de emergência. Esta resposta imediata é exigida independentemente de estarem presentes todos os sintomas de sobredosagem documentados. O perfil pode também incluir considerações específicas para certas populações relativas à gestão da sobredosagem em doentes com condições conhecidas, como insuficiência renal, se tal for fundamentado pelos dados de segurança do fármaco.

Usos terapêuticos de Ismedine

O papel terapêutico primordial e distintivo do Ismedine (Guanetidina) reside habitualmente na gestão de formas graves, crónicas e de alto risco de hipertensão, visando especificamente situações em que outros esquemas de tratamento possam ter sido inadequados ou ineficazes. Este fármaco é indicado para o tratamento da hipertensão moderada e grave.

Este medicamento é frequentemente utilizado em contextos clínicos para tratar a tensão arterial elevada que se apresenta resistente ao tratamento, bem como a hipertensão renal — ou seja, a tensão arterial elevada associada a uma doença renal subjacente. Este controlo ajuda a manter uma sensação de estabilidade quando os sintomas são mais percetíveis e contribui para atenuar a carga sintomática global.

“Este papel de suporte é relevante para a gestão de sintomas que criam um esforço fisiológico notável e pode auxiliar na manutenção da estabilidade funcional.”

O objetivo de uma redução sustentada da pressão arterial pode ajudar na gestão do stress crónico exercido sobre o coração, as artérias e os rins. Esta gestão apoia os doentes durante episódios de maior desconforto e pode auxiliar na manutenção da estabilidade funcional em doentes com desafios de saúde complexos e coexistentes.

Facto Rápido: Alívio do Stress Cardiovascular Sistémico

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar o Ismedine?

O perfil de elegibilidade do Ismedine (Guanetidina) define com rigor as populações de doentes para as quais o uso é permitido, restrito ou proibido, tendo como base a documentação regulamentar governamental.

Contraindicações Absolutas

Este medicamento é estritamente contraindicado e não deve ser utilizado em doentes com diagnóstico conhecido ou suspeito de feocromocitoma, insuficiência cardíaca congestiva manifesta não causada por hipertensão, ou em doentes que estejam a tomar simultaneamente um inibidor da monoamina oxidase (IMAO).

Condições que Exigem Cautela

A utilização é restrita e exige precauções específicas em doentes com condições existentes que possam ser agravadas. Isto inclui doentes com doença renal e retenção de compostos azotados, insuficiência coronária, enfarte do miocárdio recente ou doença cerebrovascular. É igualmente necessária cautela em doentes com antecedentes de asma brônquica ou úlcera péptica, uma vez que o fármaco pode comprometer estas situações clínicas.

Idade e Estado Reprodutivo

A utilização está estabelecida para a população adulta. No entanto, a segurança e a eficácia não estão oficialmente estabelecidas para crianças e adolescentes. Os adultos mais velhos requerem uma consideração especial devido ao aumento da sensibilidade aos efeitos do fármaco. A utilização durante a gravidez e a lactação está sujeita a critérios restritivos oficiais, recomendando-se precaução e a ponderação entre os benefícios documentados e os riscos potenciais.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

As interações do Ismedine (Guanetidina) com outros medicamentos e produtos são organizadas com base na interferência no transporte e nos resultados farmacodinâmicos. Certas combinações de medicamentos estão formalmente classificadas como contraindicadas devido ao elevado risco associado.

A coadministração de Inibidores da Monoamina Oxidase (IMAO) é estritamente contraindicada, sendo necessário um período de intervalo mínimo de, pelo menos, uma semana após a interrupção do uso de IMAO antes de se poder iniciar a terapia com Ismedine. A ação anti-hipertensora do Ismedine pode ser antagonizada por substâncias que inibem o seu transporte ativo para as terminações nervosas. Isto inclui Antidepressivos Tricíclicos (ATC) e Aminas Simpaticomiméticas, como as que se encontram em medicamentos de venda livre para a tosse e para constipações. Estes agentes interferem com a captação neuronal do fármaco, resultando numa perda da sua eficácia hipotensora pretendida.

Efeitos Aditivos e Restrições

O perfil oficial de interações observa que a combinação de Ismedine com outros agentes anti-hipertensores ou Minoxidil pode levar a efeitos aditivos, aumentando o potencial para uma hipotensão significativa. Podem ser observados efeitos aditivos no ritmo cardíaco, especificamente bradicardia, quando o Ismedine é coadministrado com Digitálicos ou derivados da Rauwolfia. O consumo de álcool está documentado como agravante do risco de sintomas de hipotensão ortostática. Além disso, os efeitos do Ismedine podem ser aumentados em populações com insuficiência renal ou hepática devido à redução da depuração do fármaco. Os efeitos ortostáticos são também especificamente referidos como sendo mais prováveis de ocorrer na população idosa.

Mecanismo de ação

Ativação da Via de Sinalização Óxido Nítrico-cGMP

O Ismedine (Mononitrato de Isossorbida) atua como uma fonte de nitrato orgânico, sendo biotransformado no organismo para libertar o mensageiro químico Óxido Nítrico (NO). O NO atua então sobre a enzima Guanilato Ciclase Solúvel (sGC) no interior das células musculares lisas vasculares, ativando-a. Esta interação inicia uma cascata intracelular que aumenta significativamente a concentração do mensageiro interno cGMP, levando ao relaxamento das fibras musculares. Este processo constitui a principal interação biológica e o domínio mecanístico do fármaco.

Modulação do Tónus Vascular e do Esforço Cardíaco

Este relaxamento mediado pelo cGMP resulta numa vasodilatação generalizada (alargamento) dos vasos sanguíneos, com um efeito funcional preferencial nos vasos venosos (de capacitância). Este efeito fisiológico faz com que o sangue se acumule perifericamente, reduzindo o volume e a pressão do sangue que regressa ao coração, uma medida hemodinâmica fundamental conhecida como pré-carga. A redução da pré-carga, juntamente com um efeito moderado na pós-carga, contribui para uma diminuição do esforço global do músculo cardíaco e da sua necessidade de oxigénio.

Limitações do Mecanismo

A atividade sustentada deste mecanismo está sujeita a limitações biológicas, incluindo o potencial desenvolvimento de tolerância aos nitratos com a exposição contínua. A tolerância envolve uma redução da capacidade de resposta da via NO-cGMP, o que enfraquece a aptidão do mecanismo para reduzir a exigência cardíaca ao longo do tempo.

Informações sobre dosagem e administração

Mapa de Instruções: Como utilizar o Ismedine — Diretrizes Oficiais de Administração

Os princípios gerais para a utilização do Ismedine (Guanetidina) são regidos por documentos regulamentares autoritários e focam-se estritamente nos parâmetros de administração, ajuste gradual da dose (titulação) e consistência.

Âmbito da Administração Detalhe
Via de administração Administração oral através de comprimidos.
Esquema posológico Dose Inicial para Adultos (Ambulatório): 10 mg, uma vez por dia. Intervalo de Manutenção para Adultos: 25 mg a 50 mg, uma vez por dia. Dose Pediátrica: Dose inicial baseada no peso corporal, tipicamente 200 mcg por kg de peso corporal diariamente.
Momento da toma A dose diária deve ser administrada com o pequeno-almoço ou com a primeira refeição principal do dia.
Requisitos de preparação Nenhuns especificados para a forma de comprimido oral, além da ingestão consistente.
Regras por grupo etário Insuficiência Renal: Para insuficiência renal grave, o intervalo entre doses deve ser aumentado para 24 a 36 horas.
Doses esquecidas Orientações procedimentais padronizadas sobre como lidar com uma dose esquecida não estão detalhadas de forma consistente nos rótulos regulamentares primários.
Condições especiais O ajuste da dosagem é orientado por medições da tensão arterial em ambas as posições: supina (deitado) e de pé (durante 10 minutos).

Classificações de Instrução

Classificação Detalhe
Método de administração Oral
Padrão de frequência Uma vez por dia (para terapia de manutenção)
Restrições de contexto A administração é condicionada por um longo tempo de início de ação, necessitando de uma titulação lenta, e pela função renal do doente. Os comprimidos estão disponíveis nas dosagens de 10 mg e 25 mg.

Estrutura Procedimental Resultante

Sequência oficial de etapas:

  • Iniciar: Começar com uma dose inicial baixa, uma vez por dia, para adultos em regime de ambulatório.
  • Momento: Administrar a dose com o pequeno-almoço para garantir uma ingestão diária consistente.
  • Titular: Aguardar um mínimo de 5 a 7 dias antes de efetuar qualquer aumento de dose, uma vez que os efeitos do fármaco são cumulativos.
  • Monitorizar: Antes do ajuste, medir objetivamente a tensão arterial do doente em posição supina e de pé.
  • Ajustar: Continuar a titulação até que o intervalo de manutenção terapêutica pretendido seja alcançado, utilizando as dosagens de comprimidos disponíveis.

Ligação ao protocolo global de utilização

As instruções oficiais estabelecem um protocolo de administração oral preciso que dita as dosagens específicas, a frequência de toma única diária e o contexto obrigatório de tomar a dose com alimentos. A principal restrição procedimental é o intervalo mínimo de 5 a 7 dias exigido entre alterações de dosagem, necessário para considerar a longa semivida do fármaco e o seu efeito sistémico cumulativo.

Evidência clínica recente

Evidência de investigação / Panorama dos estudos sobre o Ismedine

A investigação sobre a Guanetidina, comercializada como Ismedine, consiste principalmente em ensaios clínicos fundamentais que estudaram padrões relacionados com a pressão arterial em adultos. O âmbito desta investigação abrange tanto formas graves como formas mais ligeiras de hipertensão, mas os dados disponíveis estão sujeitos a limitações específicas, particularmente no que diz respeito ao acompanhamento a longo prazo e à comparação com outras opções de tratamento.

Evidência na Gestão da Hipertensão Grave e Resistente

O conjunto de evidências para esta utilização provém essencialmente de ensaios mais antigos e fundamentais, incluindo Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECCA) e estudos comparativos controlados. Estes ensaios analisaram a alteração medida na pressão arterial em decúbito e em ortostatismo (em pé) em adultos com hipertensão grave ou de alto risco, incluindo doentes com hipertensão renal. Os estudos monitorizaram resultados relacionados com o esforço ou stress fisiológico. Os ensaios relataram que as alterações medidas na pressão arterial foram observadas em poucos dias e puderam ser observadas durante os períodos de manutenção, com a investigação a explorar de que forma as alterações de pressão medidas se comparavam com agentes anti-hipertensores mais antigos incluídos como comparadores. Falta evidência comparativa face a outros agentes anti-hipertensores e os resultados aplicam-se apenas às populações altamente especializadas que foram estudadas.

Investigação para Uso em Hipertensão Ligeira a Moderada

A investigação explorou os efeitos medidos em adultos em regime ambulatório com hipertensão ligeira a moderada através de estudos comparativos e estudos cruzados duplamente cegos. Os principais resultados foram avaliados em estudos focados em episódios nos quais os sintomas se tornam mais percetíveis, medindo a obtenção de objetivos terapêuticos específicos de pressão arterial. A principal limitação é o facto de os ensaios terem utilizado comparadores que são menos comuns na prática contemporânea, não estando totalmente estabelecida a relevância do seu papel em contextos atuais. Existe informação limitada quanto aos resultados a longo prazo.

Dados a Longo Prazo, Acompanhamento e Incertezas

Estudos monitorizaram as alterações da pressão arterial durante períodos prolongados, com alguns estudos observacionais a acompanhar doentes hipertensos por períodos de até dois anos e meio. Apesar disso, as durações de acompanhamento disponíveis nos estudos regulatórios centrais foram limitadas e o tamanho global das amostras foi modesto. Existe informação limitada sobre os principais resultados clínicos a longo prazo. Os dados para determinados grupos, particularmente crianças e mulheres grávidas, continuam a ser limitados. A limitação principal é a falta de evidência comparativa face a outros agentes anti-hipertensores, e os resultados dos estudos refletem as condições específicas em que os mesmos foram realizados.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Ismedine (FAQ)


P: O Ismedine pertence ao mesmo grupo de medicamentos que [nome de fármaco semelhante]?

De acordo com as fontes oficiais, o Ismedine é classificado como um agente simpatolítico e um agente antiadrenérgico de ação periférica. Isto significa que atua ao visar o sistema nervoso simpático para suprimir a libertação de certas substâncias químicas associadas ao stress. O seu mecanismo especializado distingue-o de outros tipos de medicamentos para a pressão arterial.


P: O que devo saber sobre a toma de Ismedine com analgésicos de venda livre?

Os documentos regulamentares incluem um aviso sobre a toma de Ismedine com aminas simpaticomiméticas. Estas substâncias encontram-se frequentemente em medicamentos de venda livre para a tosse e para constipações e podem interferir com o efeito pretendido de redução da pressão arterial do fármaco. As informações oficiais geralmente não especificam interações com analgésicos comuns que não sejam simpaticomiméticos.


P: O Ismedine é conhecido por causar uma sensação de sonolência?

As informações oficiais do produto listam a lassitude (cansaço invulgar ou falta de energia) e a depressão mental como potenciais efeitos secundários. Devido ao risco de tonturas e fadiga associados a este medicamento, os avisos gerais de segurança recomendam precaução ao conduzir ou operar máquinas até que o utilizador saiba como o medicamento o afeta.


P: Quais são as principais diferenças entre o Ismedine e a sua versão genérica?

Ismedine é o nome comercial do componente químico ativo, a Guanetidina. A versão genérica contém exatamente o mesmo ingrediente ativo. As agências reguladoras consideram a versão genérica quimicamente equivalente e que atua no organismo da mesma forma que o produto de marca.


P: O que significa "contraindicado" em relação à elegibilidade para o Ismedine?

Um medicamento ser contraindicado significa que as informações oficiais do produto determinam que este não deve ser estritamente utilizado numa circunstância específica ou num doente com determinada condição. As fontes regulamentares documentam que, para condições ou circunstâncias específicas (como feocromocitoma ou uso concomitante de IMAO), os riscos potenciais são considerados demasiado significativos para justificar a sua utilização.


P: Existem grupos de alimentos específicos que possam interagir com o Ismedine?

As instruções oficiais de administração exigem que a dose seja tomada com o pequeno-almoço ou com a primeira refeição principal do dia para garantir uma ingestão consistente. A rotulagem inclui avisos específicos sobre o consumo de álcool, mas geralmente não lista restrições para grupos alimentares comuns.


P: Qual é a classe de segurança atribuída ao Ismedine pelos principais reguladores de medicamentos?

O Ismedine é classificado farmacologicamente como um agente simpatolítico e um anti-hipertensor, o que significa que reduz a pressão arterial ao afetar o sistema nervoso. O medicamento não é tipicamente classificado como uma substância controlada pelas agências reguladoras, embora informações de segurança específicas sobre a utilização na gravidez e noutras populações sejam fornecidas no róculo oficial.


P: A utilização de Ismedine pode afetar a capacidade de conduzir ou operar máquinas?

Sim. Devido ao risco de efeitos secundários como tonturas, desmaios e lassitude, as informações oficiais ao doente recomendam precaução. Os avisos oficiais de segurança aconselham cautela ao conduzir ou operar maquinaria complexa até que quaisquer efeitos potenciais, tais como tonturas ou desmaios, sejam compreendidos pelo doente.


P: Qual é a ligação entre o Ismedine e as alterações no peso corporal?

Os documentos regulamentares listam a retenção de líquidos e o edema (inchaço devido à acumulação de líquidos) como reações adversas comunicadas frequentemente. Esta acumulação de líquidos é uma razão comum para alterações no peso corporal durante a utilização da medicação.


P: Porque é que a administração consistente de Ismedine é enfatizada?

As diretrizes oficiais de dosagem destacam que o fármaco tem um efeito cumulativo e uma semivida longa. Isto significa que a administração consistente ao longo do tempo é essencial para que o medicamento se acumule no organismo e atinja o seu benefício terapêutico total pretendido, o que pode levar até duas semanas.


P: O Ismedine tem risco de sintomas de privação se for interrompido subitamente?

A documentação regulamentar observa que a interrupção deve ser gerida gradualmente (por exemplo, ao longo de um período de, pelo menos, duas semanas) antes de determinados procedimentos médicos. Este requisito indica um risco associado à cessação abrupta.


P: É normal sentir nervosismo ao tomar Ismedine pela primeira vez?

As listas oficiais de reações adversas não costumam incluir "nervosismo" como um efeito secundário comum do Ismedine. No entanto, o rótulo inclui outros efeitos sistémicos, tais como depressão mental e a possibilidade de hipotensão ortostática (tonturas ao levantar-se), que podem contribuir para sentimentos de ansiedade ou fraqueza.


P: Qual é a orientação oficial para comunicar suspeitas de interações com o Ismedine?

A orientação oficial de segurança de medicamentos é que os doentes devem comunicar quaisquer suspeitas de efeitos adversos ou interações, sejam ligeiros ou graves, ao seu profissional de saúde. Estes também podem ser comunicados ao sistema nacional de monitorização de segurança de medicamentos relevante.


P: Qual é a duração de ação de uma dose única de Ismedine?

Os protocolos de dosagem regulamentares indicam uma longa duração de ação para o Ismedine. Devido à sua semivida longa e ao efeito sistémico cumulativo, é frequentemente necessário um período mínimo de cinco a sete dias entre quaisquer ajustes de dose para permitir que o efeito total do medicamento se manifeste.


P: Qual é a diferença entre um evento adverso e um efeito secundário do Ismedine?

Em termos regulamentares, um evento adverso é qualquer experiência indesejada que ocorra durante a utilização de um fármaco, independentemente de estar confirmado que é relacionada com o mesmo. Um efeito secundário é um tipo de evento adverso que já é conhecido e está documentado como estando relacionado com as propriedades farmacológicas do fármaco, constando no rótulo oficial.


P: Porque é que o Ismedine está disponível apenas mediante receita médica na maioria dos países?

O fármaco é potente e acarreta um risco elevado de efeitos adversos graves, tais como hipotensão ortostática severa e potencial agravamento de insuficiência cardíaca congestiva. As instruções oficiais também exigem uma titulação de dose obrigatória guiada por um médico, baseada em medições objetivas da pressão arterial, necessitando de utilização exclusiva mediante receita para garantir a segurança do doente.

Como Ismedine deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar o Ismedine (Guanetidina)

O armazenamento e a eliminação devem seguir rigorosamente a rotulagem regulamentar para garantir a integridade do produto e a segurança pública. Os comprimidos de sulfato de guanetidina devem ser conservados a uma temperatura ambiente controlada, definida entre os 20 °C e os 25 °C, e não devem ser congelados. O medicamento deve ser mantido num recipiente bem fechado para o proteger tanto da luz como da humidade.

Um requisito de segurança obrigatório é que o medicamento deve ser guardado fora da vista e do alcance das crianças.

Requisitos de Eliminação

Os comprimidos não utilizados ou fora do prazo de validade não devem ser eliminados no lixo doméstico nem despejados em águas residuais. O método preferencial para a eliminação é a utilização de um programa oficial de retoma de medicamentos ou o seguimento de instruções específicas fornecidas pelas entidades locais responsáveis pela gestão de resíduos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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