Irazem

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Irazem

Opção de tratamento: Bipolar Disorder, Fits, Schizophrenia

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Irazem

O Irazem é a designação comercial de um produto farmacêutico que contém o composto químico ativo aripiprazol. Esta substância é uma pequena molécula sintética e um produto de ingrediente único, classificado como um agente antipsicótico atípico. A distinção do aripiprazol, reconhecido clinicamente como um antipsicótico de terceira geração, reside no seu mecanismo único.

O fármaco funciona primordialmente como um regulador altamente especializado — um agonista parcial — nos recetores de dopamina D2 e de serotonina 5-HT1A, atuando simultaneamente como um antagonista no recetor de serotonina 5-HT2A. Este mecanismo complexo e adaptativo assegura que o fármaco possa proporcionar a estabilização do sistema dopamina-serotonina no cérebro, auxiliando na correção de desequilíbrios subjacentes nestas vias de sinalização fundamentais. O objetivo terapêutico geral desta ação é promover o equilíbrio emocional global e apoiar a estabilização do comportamento.

A substância ativa é disponibilizada através das vias de administração oral e intramuscular. As diversas formas farmacêuticas incluem o comprimido oral convencional, o comprimido orodispersível e uma solução oral. Para cenários que requerem uma administração altamente controlada ou de longo prazo, o Irazem está também disponível sob a forma de injeções intramusculares agudas e de ação prolongada (IM / LAI), proporcionando flexibilidade na gestão do doente.

Quais efeitos secundários são possíveis com Irazem?

Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

O perfil de segurança do Irazem, que contém aripiprazol, está formalmente documentado e encontra-se classificado por frequência e sistemas fisiológicos afetados. As reações adversas mais comuns, classificadas como Frequentes (ocorrem entre 1 em cada 100 a 1 em cada 10 doentes), envolvem frequentemente o sistema nervoso e perturbações gastrointestinais. Estes efeitos relatados incluem distúrbios do movimento, como a acatisia (inquietação) e tremores, bem como efeitos centrais como insónia, sonolência, tonturas, dores de cabeça (cefaleias) e problemas gastrointestinais, nomeadamente náuseas e obstipação (prisão de ventre).

A rotulagem define várias Reações Adversas Graves (RAG) que são monitorizadas, incluindo a Síndrome Maligna dos Neurolépticos (SMN) e movimentos involuntários potencialmente irreversíveis conhecidos como Disquinesia Tardia (DT). Outros riscos graves envolvem eventos metabólicos severos, como a hiperglicemia (níveis elevados de açúcar no sangue), e reações adversas cerebrovasculares (como o acidente vascular cerebral), particularmente quando o medicamento é utilizado em adultos mais velhos com psicose associada à demência, uma população associada a um risco acrescido de mortalidade.

As notas de segurança abordam igualmente situações específicas. A hipotensão ortostática (tonturas ao levantar-se) é referida como sendo mais comum no início do tratamento ou durante aumentos da dose. Além disso, relatórios em documentos regulatórios associam o medicamento ao aparecimento ou intensificação de perturbações do controlo dos impulsos, tais como o jogo patológico. Os dados oficiais de segurança confirmam que todos os riscos estão categorizados para estruturar a compreensão do perfil de segurança do fármaco, sem fornecer aconselhamento clínico.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Os documentos regulamentares oficiais definem o perfil de sobredosagem do Irazem (Aripiprazol) através da listagem de manifestações clínicas documentadas e riscos sistémicos graves. Uma sobredosagem pode apresentar-se com sinais como somnolência, tremores e vómitos. Manifestações neurológicas documentadas mais graves incluem convulsões, perda de consciência e coma. A sobredosagem está associada a desfechos potencialmente fatais no sistema cardiovascular, especificamente taquicardia, hipotensão e anomalias significativas no eletrocardiograma (ECG), tais como o prolongamento dos intervalos QRS e QT.

Devido ao potencial destes riscos graves, deve procurar-se assistência médica imediata após qualquer suspeita de sobre-exposição. A gestão clínica é regida por instruções procedimentais obrigatórias, uma vez que não se conhece um antídoto específico para reverter os efeitos do fármaco. O tratamento deve concentrar-se na terapia de suporte sob supervisão médica apertada. Os procedimentos essenciais incluem a manutenção de uma via aérea adequada, oxigenação e ventilação, bem como a instituição de monitorização cardíaca. As revisões regulamentares referem também que os doentes pediátricos podem apresentar letargia grave e prolongada, bem como Sintomas Extrapiramidais (SEP) durante um evento de sobredosagem.

Usos terapêuticos de Irazem

Para que serve o Irazem: principais utilizações e benefícios

O Irazem (Aripiprazol) é utilizado em diversas áreas terapêuticas que envolvem certos sintomas angustiantes, prestando apoio aos doentes durante episódios difíceis ao aliviar o sofrimento. Este medicamento é commumente utilizado em condições que apresentam episódios agudos, incluindo a esquizofrenia, episódios maníacos agudos associados à Perturbação Bipolar tipo I e como terapêutica adjuvante na Perturbação Depressiva Maior. É também aplicado, quando apropriado, em contextos específicos, tais como a gestão da irritabilidade grave na Perturbação do Espetro do Autismo e no controlo de tiques motores e fónicos relacionados com a Síndrome de Tourette.

Esta aplicação é relevante quando os sintomas se tornam temporariamente avassaladores, ajudando a mitigar a carga sintomática global. É pertinente para a gestão de sintomas que interferem com o conforto diário, tais como o pensamento desorganizado e as oscilações extremas de humor ou de energia.

“Ajuda a abordar grupos de sintomas que podem tornar-se intensos ou disruptivos, apoiando o bem-estar geral durante as fases sintomáticas.”

Ao apoiar a estabilização destes domínios sintomáticos centrais, o Irazem auxilia na manutenção da estabilidade funcional e pode ajudar os doentes a lidar de forma mais constante com episódios difíceis.

Facto rápido: Apoio sintomático na Agitação Psicomotora.

Critérios de utilização e restrições

A utilização do Irazem (Aripiprazol) é estritamente regulada por regras de elegibilidade específicas, estabelecidas pelas autoridades de saúde competentes.

Contraindicações e Proibições

O medicamento está contraindicado para qualquer doente com uma reação de hipersensibilidade conhecida ao aripiprazol ou aos seus componentes. É fundamental salientar que o fármaco não está aprovado para doentes idosos com psicose relacionada com a demência; a rotulagem oficial contém um Aviso de Advertência (Boxed Warning) relativo ao aumento do risco de morte associado a este uso específico.

Elegibilidade por Idade e Condição Clínica

Os doentes adultos são a principal população aprovada. No caso dos doentes pediátricos, a utilização é restringida condicionalmente por limites de idade mínima específicos para cada indicação (por exemplo, geralmente a partir dos 6 anos para determinados usos). A utilização não está tipicamente estabelecida ou aprovada para crianças com idade inferior a 6 anos.

A utilização é também condicionada pelo metabolismo do doente; por exemplo, os metabolizadores pobres (lentos) da enzima CYP2D6 requerem condições de utilização diferenciadas devido à alteração na depuração do fármaco. Relativamente à gravidez, o estado regulamentar assinala o risco de sintomas extrapiramidais ou de abstinência no recém-nascido em caso de exposição durante o terceiro trimestre, e a utilização durante a lactação (amamentação) exige uma avaliação cuidadosa da excreção do fármaco no leite humano.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil de interação do Irazem (Aripiprazol) é definido, em grande parte, pelo seu metabolismo através dos sistemas enzimáticos do fígado e pelo potencial de efeitos farmacodinâmicos aditivos quando utilizado com outras substâncias. Toda a informação sobre interações é derivada exclusivamente da rotulagem oficial.

Interações Farmacocinéticas (Modificação da Exposição)

As interações que alteram a exposição do Irazem no plasma envolvem principalmente as enzimas do Citocromo P450 (CYP), especificamente a CYP3A4 e a CYP2D6. A administração conjunta com inibidores fortes da CYP3A4 (ex: cetoconazol) ou inibidores fortes da CYP2D6 (ex: fluoxetina) resulta num aumento das concentrações plasmáticas devido à inibição da depuração (clearance) do fármaco. Inversamente, a administração conjunta com indutores fortes da CYP3A4 (ex: carbamazepina) resulta numa diminuição das concentrações plasmáticas, uma vez que a depuração é acelerada.

Interações Farmacodinâmicas e com Substâncias

A combinação do Irazem com outros medicamentos conhecidos por causarem depressão do Sistema Nervoso Central (SNC) ou produtos que reduzem a pressão arterial (agentes anti-hipertensores) pode levar a efeitos aditivos, tais como o agravamento da sonolência ou a hipotensão ortostática. O fármaco é também um substrato transportável da Glicoproteína-P (P-gp), o que sugere potenciais alterações na absorção sistémica quando coadministrado com inibidores da P-gp. Oficialmente, o consumo de álcool (etanol) está documentado como um fator que exacerba os efeitos secundários relacionados com o SNC e prejudica a função cognitiva.

Condicionalismos na População e na Administração

Os documentos regulatórios referem que os doentes identificados como Metabolizadores Lentos (Pobres) da CYP2D6 apresentam uma exposição significativamente mais elevada ao composto ativo. Relativamente à formulação de injeção intramuscular aguda, é especificado um intervalo de separação de, pelo menos, 2 horas entre as doses.

Mecanismo de ação

A ação do Irazem é definida pela sua capacidade de modular alvos biológicos específicos em vias definidas do sistema nervoso central. O seu perfil mecanístico envolve interações com os sistemas de recetores da dopamina e da serotonina.

Estabilização do Sistema da Dopamina

O Irazem atua como um agonista parcial da dopamina D2. Esta interação resulta na ocupação e estimulação parcial do recetor D2, reduzindo competitivamente a ligação da dopamina natural do cérebro. Esta ação singular caracteriza o Irazem como um Estabilizador do Sistema da Dopamina (DSS), modulando a sinalização mediada pelos recetores D2 para níveis de atividade intermédios, tanto em ambientes com níveis de dopamina elevados como reduzidos. O agonismo parcial resulta num ajuste controlado das cascatas de sinalização a jusante, influenciando o ponto de equilíbrio geral da atividade da via.

Modulação da Via da Serotonina

Adicionalmente, o Irazem influencia as vias da serotonina (5-HT), especificamente através de uma ação dupla como agonista parcial 5-HT1A e como antagonista (bloqueador) 5-HT2A. O agonismo parcial nos recetores 5-HT1A e o antagonismo nos recetores 5-HT2A alteram a dinâmica da transdução de sinal nas vias relevantes. A modificação destes passos moleculares influencia as propriedades cinéticas dos circuitos neurais e os seus subsequentes efeitos de cascata a jusante.

Informações sobre dosagem e administração

O Irazem (Aripiprazol) é administrado através de duas vias principais: a via oral (comprimido, comprimido orodispersível e solução) e a injeção intramuscular (IM). As formas orais são tomadas uma vez por dia e podem ser consumidas com ou sem alimentos. O regime posológico oral é padronizado, iniciando-se habitualmente com uma dose baixa que é ajustada gradualmente ao longo de, pelo menos, duas semanas até atingir um intervalo de manutenção, geralmente entre 10 mg e 15 mg por dia, com uma dose máxima de 30 mg diários para uso em adultos. Estão estipulados esquemas de titulação específicos e graduais para doentes pediátricos.

Para uma administração de libertação prolongada, o Irazem está disponível como uma injeção de ação prolongada (LAI) que segue um esquema fixo de uma vez por mês ou uma vez a cada dois meses. A dose de manutenção da LAI para o esquema mensal é commumente de 400 mg ou 300 mg, sendo administrada nos músculos glúteo ou deltoide por um profissional de saúde. A formulação da LAI em pó requer reconstituição antes da injeção. O início da LAI exige um período de sobreposição de 14 dias, durante o qual o Irazem oral deve ser tomado concomitantemente com a primeira injeção. A LAI deve ser administrada exclusivamente por via intramuscular e não está aprovada para uso intravenoso ou subcutâneo.

São necessários ajustes posológicos obrigatórios para doentes identificados como metabolizadores pobres da enzima CYP2D6, que devem receber uma redução para metade da dose oral habitual para evitar a acumulação excessiva do fármaco. Além disso, os protocolos oficiais determinam que, se uma dose de LAI for omitida para além de um determinado intervalo de tempo, o período de sobreposição oral deve ser reiniciado antes da administração da próxima injeção. A segurança e eficácia da injeção de ação prolongada não foram estabelecidas para adultos com 65 ou mais anos.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos

Dados de Ensaios de Fase 2: Exploração de Impacto e Eventos Adversos

Os estudos iniciais investigaram a ligação do composto a alterações na inflamação. Estes estudos de fase inicial avaliaram se o composto poderia estar associado a uma alteração nos relatos de dor em pessoas com osteoartrose crónica.

  • Principais Conclusões:
    • Os investigadores analisaram se existia uma relação dependente da dose entre o composto e os níveis de dor relatados ao longo de 12 semanas.
    • Os eventos adversos foram relatados pelos investigadores e documentados nas conclusões do estudo. Os eventos comunicados com maior frequência incluíram dor de cabeça ligeira e desconforto digestivo.

Ensaios de Fase 3: Investigação na Osteoartrose Crónica

Foi realizado um ensaio de Fase 3 para avaliar o composto e a sua relação com relatos de inflamação ao longo do tempo. Este ensaio incluiu um grupo maior de participantes ao longo de 52 semanas.

  • Foco na População do Estudo:
    • O estudo incluiu participantes diagnosticados com osteoartrose crónica moderada a grave.
    • A população do estudo incluiu participantes que não obtiveram um alívio satisfatório com anti-inflamatórios não esteroides (AINEs).
  • Mobilidade e Função Articular:
    • Os investigadores avaliaram a função física e a mobilidade articular relatada no âmbito do estudo. Foram utilizadas ferramentas de avaliação padronizadas para medir a função física relatada pelos participantes durante o período do estudo.
    • Um estudo investigou se o composto estava associado a alterações em medidas de qualidade de vida auto-reportadas.
  • Terapias Combinadas:
    • Foram realizados estudos para avaliar se a combinação de X e Y estava associada a resultados diferentes dos de X isoladamente. Isto foi explorado numa análise de subgrupos.

Segurança e Critérios de Exclusão

O perfil de segurança do composto foi monitorizado em todas as fases.

  • Saúde Hepática:
    • Os participantes com compromisso hepático pré-existente ou grave foram excluídos dos estudos.
  • Eventos Cardiovasculares:
    • Os eventos cardiovasculares foram documentados e monitorizados de perto por um comité de segurança independente.
  • Investigação Futura:
    • Os estudos iniciais focaram-se principalmente na osteoartrose. Investigação futura poderá explorar outras condições. Esta área de investigação continua a ser explorada.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Irazem (FAQ)


P: O Irazem pode ser utilizado para mais do que uma condição?

Os documentos regulamentares indicam que o Irazem está formalmente aprovado para utilização em diversas condições. Estas incluem indicações principais como a esquizofrenia, a perturbação bipolar I e como tratamento adjuvante na perturbação depressiva major.


P: Os efeitos secundários do Irazem são habitualmente temporários ou duradouros?

Algumas reações adversas comuns, como tonturas iniciais ou sonolência, podem diminuir com o tempo. No entanto, outras, particularmente alterações metabólicas (como glicemia elevada) e distúrbios do movimento, são reconhecidas como potenciais riscos a longo prazo, e as diretrizes oficiais recomendam a monitorização destas alterações.


P: O Irazem provoca aumento ou perda de peso?

A informação oficial do produto refere que os medicamentos desta classe, incluindo o Irazem, têm sido associados ao aumento de peso. Além disso, as diretrizes oficiais observam que é recomendada a monitorização de alterações no peso ao iniciar esta medicação.


P: O Irazem interage com analgésicos comuns como o ibuprofeno?

Os documentos regulamentares focam-se principalmente em interações com inibidores e indutores enzimáticos específicos, depressores do sistema nervoso central e medicamentos para a tensão arterial. Não foram formalmente estabelecidas interações clinicamente importantes entre o Irazem e analgésicos comuns, como o ibuprofeno, nos documentos regulamentares.


P: As crianças ou adolescentes podem tomar Irazem?

Sim, o Irazem está aprovado para utilizações específicas em doentes pediátricos. A faixa etária aprovada e as indicações variam; por exemplo, pode ser utilizado na esquizofrenia em adolescentes com idade igual ou superior a 13 anos e na irritabilidade associada à perturbação autista em crianças a partir dos 6 anos.


P: O que acontece se eu me esquecer acidentalmente de uma dose de Irazem?

No caso de esquecimento de uma dose oral regular, as instruções regulamentares para o doente aconselham a toma assim que se lembrar. No entanto, se estiver quase na hora da dose seguinte, a dose esquecida deve ser saltada na totalidade. As instruções regulamentares desaconselham a toma de doses extra ou duplas para compensar uma dose em falta.


P: É necessária uma dieta especial enquanto estiver a tomar Irazem?

A forma oral pode ser tomada independentemente das refeições. Contudo, como este tipo de medicação pode causar alterações metabólicas, como glicemia elevada, a informação de segurança oficial sugere que os doentes sejam monitorizados quanto a estas alterações, as quais podem ser relevantes para considerações dietéticas.


P: O Irazem afeta a minha capacidade de conduzir ou utilizar máquinas?

Devido ao potencial de compromisso cognitivo e motor (por exemplo, sonolência ou tonturas), os avisos regulamentares aconselham prudência na utilização de máquinas, incluindo a condução de veículos automóveis.


P: Que tipo de monitorização médica é necessária durante a toma de Irazem?

As orientações oficiais recomendam a monitorização de alterações metabólicas, tais como a verificação dos níveis de glicemia em jejum (açúcar) e de lípidos (gorduras), no início e periodicamente durante o tratamento.


P: Existem diferentes dosagens ou formulações de Irazem?

Sim, o Irazem está disponível em múltiplas formas, incluindo comprimidos orais, soluções orais e formas injetáveis. Os comprimidos orais apresentam-se em várias dosagens, que frequentemente variam entre 2 mg e 30 mg.


P: O Irazem interage com sumo de toranja?

A toranja é conhecida por ser um forte inibidor da enzima hepática CYP3A4. Os avisos regulamentares oficiais referem que a combinação de Irazem com inibidores fortes da CYP3A4 pode aumentar a concentração do fármaco no sangue, sendo este um fator que os profissionais de saúde devem considerar.


P: Qual a importância de tomar o Irazem exatamente à mesma hora todos os dias?

A formulação oral de Irazem é administrada num esquema de uma vez por dia. Tomar a medicação de forma consistente, aproximadamente à mesma hora, ajuda a garantir a manutenção de um nível estável do fármaco no organismo, apoiando a sua eficácia.


P: Durante quanto tempo pode uma pessoa manter-se em segurança no tratamento com Irazem?

Os documentos regulamentares observam que o medicamento demonstrou eficácia no tratamento de manutenção para condições como a esquizofrenia. Para doentes em terapêutica de manutenção, as diretrizes oficiais recomendam uma reavaliação periódica para determinar a necessidade contínua de tratamento.


P: O que devo saber sobre a interrupção do Irazem após uma utilização prolongada?

As instruções oficiais para o doente desaconselham a descontinuação súbita da medicação. Uma redução gradual da dose pode ser implementada por um profissional de saúde para ajudar a minimizar potenciais sintomas semelhantes aos de privação.


P: Existem efeitos de descontinuação associados ao Irazem?

Sim, a informação regulamentar indica que a interrupção abrupta da medicação pode causar uma reação grave em doentes adultos. Além disso, existe um risco conhecido de sintomas de abstinência neonatal (em recém-nascidos) se a medicação for tomada durante o terceiro trimestre da gravidez.


P: É verdade que o Irazem pode afetar os padrões de sono?

Sim, os dados de segurança oficiais demonstram que o Irazem pode afetar o sono. As reações adversas comuns relatadas nos dados regulamentares incluem tanto a insónia (dificuldade em dormir) como a sonolência (dormência ou sonolência excessiva).


P: O Irazem pode afetar o humor ou causar ansiedade?

Os documentos de segurança oficiais listam a ansiedade como uma potencial reação adversa. A informação regulamentar também indica que é recomendada a monitorização de depressão, ansiedade, agitação ou irritabilidade novas ou agravadas. O fármaco está também associado ao aparecimento de perturbações do controlo de impulsos.


P: O Irazem tem algum efeito na função renal ou hepática?

Estudos sobre o Irazem examinaram especificamente a farmacocinética (a forma como o corpo processa o fármaco) em doentes com compromisso hepático (fígado) e compromisso renal (rim) graves. Estes resultados são utilizados para determinar se são necessárias considerações especiais para estes grupos de doentes.


P: O Irazem pode ser cortado ao meio ou esmagado?

Os comprimidos convencionais padrão destinam-se a ser engolidos inteiros. O rótulo regulamentar não fornece instruções para os cortar ou esmagar. Está disponível uma formulação de comprimido orodispersível (ODT) para doentes que tenham dificuldade em engolir comprimidos inteiros.


P: Posso tomar as minhas vitaminas habituais enquanto tomo Irazem?

Os avisos de interação medicamentosa focam-se principalmente em medicamentos sujeitos a receita médica que sejam inibidores ou indutores fortes de certas enzimas hepáticas. É aconselhada precaução na combinação de Irazem com indutores ou inibidores fortes de certas enzimas; consultar a rotulagem do produto é a abordagem mais segura.


P: O Irazem é uma substância controlada?

Não, de acordo com a documentação regulamentar oficial, o Irazem (Aripiprazol) não está classificado como uma substância controlada ao abrigo da Lei de Substâncias Controladas.


P: Quais são os sinais de uma reação alérgica ao Irazem?

A informação oficial para o doente aconselha a procura de assistência médica imediata se ocorrerem sinais de uma reação alérgica grave. Estes sinais podem incluir erupção cutânea, comichão, urticária ou inchaço da face, lábios, língua ou garganta.


P: O Irazem contém lactose ou glúten?

A informação regulamentar indica que os comprimidos orais contêm frequentemente lactose monohidratada como ingrediente inativo. A formulação de comprimido orodispersível (ODT) também contém fenilalanina, o que é relevante para indivíduos com certas condições metabólicas (como a fenilcetonúria).


P: Existem estudos importantes que apoiem a utilização do Irazem?

Sim, a aprovação regulamentar oficial baseia-se em dados clínicos extensos. O rótulo do produto inclui secções que detalham estudos clínicos relevantes, tais como ensaios de manutenção a longo prazo, que sustentam as suas indicações aprovadas.


P: O Irazem pode ser tomado com ou sem alimentos?

De acordo com a informação oficial de prescrição, as formas orais de Irazem podem ser administradas ao doente independentemente de este ter ou não ingerido alimentos.


P: Com que rapidez deverei começar a sentir diferença após tomar Irazem?

Alcançar o benefício total do Irazem pode levar tempo. As diretrizes regulamentares sugerem que os ajustes de dose para a forma oral não devem, geralmente, ser feitos antes de duas semanas, uma vez que este tempo é necessário para atingir uma concentração estável do fármaco no organismo.


P: Qual é o prazo típico para o Irazem fazer pleno efeito?

Uma vez que a dose pode ser ajustada gradualmente ao longo de um período de, pelo menos, duas semanas para atingir um intervalo de manutenção, e sendo necessário tempo para alcançar níveis estáveis do fármaco, o efeito terapêutico total é tipicamente observado ao longo de um período de várias semanas.

Como Irazem deve ser armazenado e descartado?

O Irazem deve ser conservado de acordo com as especificações regulamentares para garantir a estabilidade e a segurança do produto.

Requisitos de Conservação

As formas orais, como comprimidos e solução, devem ser conservadas à Temperatura Ambiente Controlada, definida entre os 20°C e os 25°C. São permitidas variações temporárias de temperatura entre os 15°C e os 30°C. O medicamento deve ser mantido sempre na sua embalagem original para garantir a proteção contra a luz e a humidade. Todas as formas de Irazem devem ser guardadas fora da vista e do alcance das crianças.

Estabilidade e Manuseamento

Relativamente à injeção intramuscular, após a preparação da suspensão injetável de ação prolongada, esta deve ser utilizada imediatamente. Caso não seja possível a utilização imediata, a suspensão pode ser conservada a uma temperatura igual ou inferior a 25°C por um período limitado, não excedendo as 4 horas dentro do frasco para injetáveis.

Instruções de Eliminação

O medicamento que não tenha sido utilizado ou que se encontre fora do prazo de validade deve ser eliminado através de um programa autorizado de recolha de medicamentos, como os pontos de recolha específicos em farmácias. O Irazem não deve, em circunstância alguma, ser deitado nos esgotos, como lavatórios ou sanitas, nem deve ser colocado no lixo doméstico comum.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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