Integrilin

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Integrilin

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Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Integrilin

Que Tipo de Medicamento é o Integrilin?

O Integrilin é o nome comercial do medicamento antiagregante plaquetário especializado cuja substância ativa é a eptifibatida. Este fármaco é utilizado exclusivamente em contexto hospitalar agudo para prevenir a formação de coágulos sanguíneos perigosos. Pertence à classe farmacológica potente conhecida como inibidores da glicoproteína IIb/IIIa (GP IIb/IIIa), que são clinicamente reconhecidos pela sua capacidade de interromper a fase final da agregação plaquetária. Uma vez que a sua ação deve ser célere e absoluta durante uma crise, o Integrilin é fabricado como uma solução estéril, límpida e incolor para injeção e perfusão contínua, uma forma concebida para administração intravenosa imediata.

De Que é Feita a Eptifibatida?

A substância ativa, a eptifibatida, é um heptapéptido cíclico sintetizado quimicamente, o que significa que é uma molécula pequena, semelhante a uma proteína, criada em laboratório, estabelecendo assim a sua origem sintética. Estudos farmacológicos confirmam que a eptifibatida foi concebida como um mimetizador de pequena molécula de uma sequência natural que impede as plaquetas de aderirem umas às outras. Este design único permite que se ligue rapidamente e bloqueie temporariamente os principais recetores na superfície das plaquetas responsáveis pela formação de coágulos.

Qual é o Objetivo Primário da Terapêutica com Integrilin?

O objetivo terapêutico geral do Integrilin é reduzir de forma rápida e significativa o risco de eventos isquémicos graves, como o enfarte do miocárdio e a morte. É utilizado como uma medida de suporte crítica para doentes que apresentam certos tipos de Síndrome Coronária Aguda (SCA), incluindo angina instável ou enfarte do miocárdio sem elevação do segmento ST (NSTEMI). Um cenário de utilização típico envolve a administração do medicamento num ambiente de cuidados especializados quando um doente é submetido a uma intervenção coronária percutânea (ICP) — frequentemente chamada angioplastia — para assegurar a prevenção máxima de coágulos enquanto se tratam as artérias coronárias bloqueadas.

Quais efeitos secundários são possíveis com Integrilin?

Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

O Integrilin (eptifibatida) é um agente antiagregante plaquetário potente cujo perfil de segurança oficial se foca primordialmente no risco de hemorragia, que é a consequência mais comum da sua ação terapêutica pretendida.

As reações adversas estão formalmente categorizadas por frequência na documentação regulamentar:

Classificação de Frequência Reações Adversas Representativas
Muito Frequentes (≥ 1/10) Eventos hemorrágicos menores
Frequentes (≥ 1/100 a < 1/10) Hipotensão, trombocitopénia, hemorragias específicas
Raras (≥ 1/10.000 a < 1/1.000) Hemorragia intracraniana, anafilaxia

As reações adversas graves documentadas oficialmente incluem eventos potencialmente fatais, tais como a hemorragia intracraniana e complicações hematológicas severas como a trombocitopénia aguda profunda (uma queda rápida e grave na contagem de plaquetas).

Restrições e Limitações de Segurança

O medicamento está sujeito a restrições regulamentares rigorosas baseadas no histórico do doente. As informações oficiais estipulam que o Integrilin não deve ser utilizado em doentes com evidência de hemorragia ativa (nos 30 dias anteriores), histórico de acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico ou qualquer AVC nos últimos 30 dias, ou hipertensão grave não controlada. As contraindicações estendem-se também a doentes com insuficiência renal grave (depuração da creatinina < 30 mL/min) e insuficiência hepática clinicamente significativa.

Considerações de Segurança para Populações Específicas

As declarações de segurança regulamentares indicam que pode observar-se um risco acrescido de hemorragia em adultos mais velhos e em doentes com baixo peso corporal. A utilização na população pediátrica não é recomendada oficialmente, uma vez que a segurança e a eficácia não foram estabelecidas.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda: Informação Regulamentar Oficial

A consequência mais comum e grave de uma sobredosagem de Integrilin (eptifibatida) é a hemorragia, resultante da inibição excessiva da função das plaquetas. Os documentos regulamentares oficiais definem as ações necessárias e as manifestações graves decorrentes de uma sobredosagem.

Manifestações e Riscos de Sobredosagem Documentados

Classificação Manifestação ou Ação
Manifestação Primária Hemorragia (ex.: no local de acesso arterial, nos tratos gastrointestinal ou geniturinário).
Resultados Graves Sinais de hemorragia muito grave, tais como confusão, fala impercetível ou dificultada, problemas de visão ou fraqueza num dos lados do corpo, ou hipotensão (pressão arterial baixa) severa.
Nota de Gestão Não existe um antídoto específico listado na rotulagem oficial; a gestão clínica é primordialmente conservadora e de suporte.

Ações de Emergência Necessárias

Deve procurar-se assistência médica imediata se houver suspeita de sobredosagem ou perante qualquer sinal de hemorragia grave ou muito grave. A perfusão de Integrilin deve ser interrompida imediatamente por profissionais de saúde se ocorrer uma hemorragia grave e não controlada. O efeito do fármaco é temporário e a inibição da função plaquetária é reversível após a cessação da perfusão. A contagem de plaquetas e o estado do doente devem ser monitorizados cuidadosamente, podendo a hemodiálise ser utilizada para a eliminação do fármaco em casos graves.

Usos terapêuticos de Integrilin

Para que serve o Integrilin: principais utilizações e benefícios

O Integrilin (eptifibatida) é um tratamento aplicado em contextos clínicos que envolvem padrões de sintomas agudos ou instáveis relacionados com eventos cardiovasculares graves. É aplicado em domínios onde é necessário apoio sintomático adicional face a condições em que a estabilidade funcional é afetada.

Este medicamento é commumente utilizado para auxiliar na gestão de episódios agudos que podem agravar-se temporariamente, o que é relevante em contextos que envolvem uma carga sistémica acrescida. É utilizado em situações que envolvem sintomas de mal-estar associados a alterações agudas ou episódicas, especificamente na angina instável e no enfarte do miocárdio sem onda Q. A terapêutica é também considerada relevante para doentes submetidos a intervenção coronária percutânea (ICP), como a angioplastia.

O Integrilin pode auxiliar na redução da carga sintomática global e no apoio ao bem-estar geral durante as fases sintomáticas. Como referido em descrições técnicas, a área terapêutica envolve situações em que a "estabilidade funcional se torna afetada". A sua utilização contribui para a melhoria do conforto durante períodos de sintomas acentuados, sendo aplicado em cenários onde é necessária uma gestão adicional do desconforto.

Facto rápido: Alívio para sintomas que criam um esforço fisiológico percetível.

Critérios de utilização e restrições

O Integrilin (eptifibatida) é um medicamento sujeito a receita médica, administrado por via intravenosa em contexto hospitalar. É indicado principalmente para adultos que apresentem síndrome coronária aguda (angina instável ou enfarte do miocárdio sem elevação do segmento ST) ou para aqueles submetidos a uma intervenção coronária percutânea (ICP), como a angioplastia e a colocação de stents.

O Integrilin destina-se a ser utilizado em conjunto com outros medicamentos, como a aspirina e a heparina não fracionada, conforme determinado por um médico especialista. O seu objetivo é prevenir a formação de coágulos sanguíneos e reduzir o risco de morte ou de ataque cardíaco nestas situações de alto risco.

Contraindicações

Devido ao seu mecanismo como um potente agente antiagregante plaquetário, o Integrilin está contraindicado (não deve ser utilizado) em doentes com certas condições que aumentam o risco de hemorragias graves. Estas incluem:

  • Hemorragia ativa ou um histórico de hemorragia significativa (ex.: gastrointestinal, geniturinária ou hemorragia interna grave) nos 30 dias anteriores.
  • Histórico de acidente vascular cerebral (AVC) nos 30 dias precedentes, ou qualquer histórico de AVC hemorrágico.
  • Hipertensão grave não controlada (pressão arterial elevada).
  • Cirurgia de grande porte ou trauma grave nas últimas seis semanas.
  • Insuficiência renal grave (doença renal) ou dependência de diálise renal.
  • Trombocitopénia (contagem de plaquetas muito baixa, tipicamente inferior a 100.000 células/mm³).
  • Hipersensibilidade conhecida ou reação alérgica à eptifibatida ou a qualquer um dos seus componentes.
  • Utilização atual de outro inibidor da glicoproteína IIb/IIIa por via parentérica (um tipo semelhante de injeção antiagregante).

Os doentes devem informar o seu profissional de saúde sobre todas as suas condições médicas antes de receberem este medicamento, especialmente as relacionadas com hemorragias ou com a função renal ou hepática.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

Esta secção detalha as informações oficiais sobre interações medicamentosas, baseadas na documentação regulamentar vigente.

Combinações Contraindicadas e Restrições Procedimentais

Categoria Restrição Documentada Base Oficial
Classe Proibida A coadministração com outros inibidores da glicoproteína IIb/IIIa de administração parentérica é formalmente contraindicada devido ao risco de efeitos antiagregantes excessivos. Rotulagem Regulamentar
Incompatibilidade Física O medicamento não deve ser administrado na mesma linha intravenosa (IV) que a furosemida, devido a incompatibilidades físicas e químicas documentadas. Monografia Oficial
Tempo Procedimental A perfusão deve ser terminada imediatamente caso o doente necessite de uma cirurgia cardíaca de emergência ou urgente. Rotulagem Regulamentar

Sinergia Farmacodinâmica

A documentação oficial indica que a coadministração de Integrilin com outros agentes antitrombóticos e antiagregantes plaquetários resulta em efeitos farmacodinâmicos aditivos. Esta interação, clinicamente significativa, está descrita para:

  • Anticoagulantes (ex.: heparina não fracionada, anticoagulantes orais)
  • Outros antiagregantes plaquetários (ex.: aspirina, tienopiridinas)
  • Agentes trombolíticos
  • Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs)

Estas combinações estão oficialmente assinaladas por aumentarem o risco global de eventos hemorrágicos, tanto maiores como menores. Produtos à base de plantas, como os triglicéridos de óleo de peixe, estão também documentados como podendo aumentar potencialmente o efeito de inibição da coagulação.

Notas sobre Interações em Populações Específicas

Uma vez que a eliminação do fármaco é prioritariamente renal, a farmacocinética do Integrilin é alterada em doentes com função renal comprometida. Os documentos regulamentares referem que a insuficiência renal grave (depuração da creatinina < 30 mL/min ou necessidade de diálise) constitui uma contraindicação devido ao aumento da exposição ao fármaco. Adicionalmente, em doentes idosos e em mulheres, existe uma incidência documentada de aumento de hemorragias durante o tratamento.

Mecanismo de ação

Atuação no Recetor de Agregação Plaquetária (GP IIb/IIIa)

O Integrilin, cujo princípio ativo é a eptifibatida, atua como um antagonista reversível do recetor da Glicoproteína IIb/IIIa (GP IIb/IIIa) — também conhecido como integrina alphaIIbbeta3 — presente na superfície das plaquetas sanguíneas. Esta interação foca-se no local de ligação KGD do recetor, bloqueando de forma competitiva o ponto onde as proteínas adesivas naturais se ligam normalmente.


Interrupção da Via Final Comum

Ao bloquear o recetor GP IIb/IIIa, a eptifibatida impede a ligação do fibrinogénio, que atua como uma ponte molecular entre plaquetas adjacentes. Esta ação desativa a via final comum da agregação plaquetária, impedindo que as plaquetas se liguem entre si. Esta cascata mecânica resulta numa inibição rápida da formação do tampão plaquetário. Esta alteração fisiológica contribui para o estado antiagregante resultante.


Ação Reversível e Dependente da Concentração

O mecanismo do fármaco é definido pelo antagonismo reversível e por uma cinética rápida. O bloqueio funcional do recetor apenas se mantém enquanto existir uma concentração suficiente de medicamento. Esta característica assegura que a recuperação funcional das plaquetas ocorre de forma relativamente célere assim que a concentração plasmática do fármaco diminui, definindo a duração de ação do mecanismo.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o Integrilin: Diretrizes Oficiais de Administração

O Integrilin (eptifibatida) é administrado exclusivamente em contextos de cuidados agudos e sob supervisão médica, seguindo um regime rigoroso e padronizado estabelecido pelas autoridades reguladoras. O método de utilização compreende dois componentes: uma injeção rápida inicial (bólus) seguida de uma perfusão contínua e monitorizada.


Âmbito da Administração

Característica Instrução Oficial
Via de administração Apenas via intravenosa (IV), administrada como um bólus inicial rápido, seguido imediatamente por uma perfusão IV contínua.
Esquema posológico Dose Padrão (ClCr ≥ 50 mL/min): Bólus inicial de 180 mcg/kg, seguido de perfusão contínua de 2,0 mcg/kg/min. Em caso de ICP, é administrado um segundo bólus de 180 mcg/kg 10 minutos após o primeiro.
Requisitos de preparação A perfusão é administrada sem diluição diretamente do frasco, utilizando uma bomba de perfusão volumétrica. A solução é compatível com soluções de NaCl a 0,9% e de glicose a 5% em NaCl a 0,9%.
Regras por condição do doente O ajuste da dose é obrigatório para doentes com insuficiência renal moderada (Depuração da Creatinina < 50 mL/min); a taxa de perfusão contínua deve ser reduzida para 1,0 mcg/kg/min.

Protocolo e Duração da Utilização

Classificação Padrão Oficial
Tipo de método de administração Injeção Intravenosa / Perfusão Contínua
Padrão de frequência Dose de carga inicial (bólus) seguida de utilização contínua a uma taxa constante durante um período definido.
Restrições de contexto Restrito apenas a ambientes de cuidados agudos supervisionados. Requer a co-administração obrigatória de aspirina e heparina não fracionada.
Duração do tratamento A duração da perfusão é limitada no tempo: até 72 horas para casos de síndrome coronária aguda, ou até 96 horas quando utilizada em intervenção coronária percutânea (ICP).

Esta estrutura procedimental assegura que uma concentração elevada do medicamento é estabelecida de imediato e mantida durante o período fixo de tratamento, conforme especificado nas diretrizes regulamentares. Esta abordagem não é ajustável, exceto na modificação assinalada para a insuficiência renal, e exige o cumprimento estrito da taxa de perfusão e dos parâmetros de duração prescritos.

Evidência clínica recente

Integrilin: Evidência Clínica Recente

O Integrilin (eptifibatida) é um medicamento estudado principalmente como terapêutica adjuvante para adultos que apresentam Síndrome Coronária Aguda (SCA) — especificamente angina instável ou enfarte do miocárdio sem elevação do segmento ST (NSTEMI) — e em doentes submetidos a Intervenção Coronária Percutânea (ICP).

A eptifibatida é um agente antiagregante plaquetário que atua bloqueando o recetor da glicoproteína IIb/IIIa na superfície das plaquetas. Esta ação interrompe a via final comum para a agregação plaquetária, com o objetivo de prevenir a formação de coágulos sanguíneos (trombos) nas artérias coronárias.


Principais Resultados dos Estudos

Grandes ensaios aleatorizados e controlados por placebo, como o estudo PURSUIT, avaliaram a eptifibatida juntamente com tratamentos padrão (como a aspirina e a heparina) em doentes com SCA de alto risco. Estes estudos demonstraram que o ponto final combinado de morte ou novo enfarte do miocárdio aos 30 dias foi inferior nos participantes que receberam eptifibatida, em comparação com os que receberam placebo.

No contexto da Intervenção Coronária Percutânea (ICP), o estudo ESPRIT examinou a utilização da eptifibatida como tratamento adicional durante a implantação não urgente de stents coronários. Esta investigação indicou uma redução na taxa de eventos adversos compostos, incluindo morte, enfarte do miocárdio e revascularização urgente, no grupo tratado com eptifibatida.


Considerações de Segurança

Resultados consistentes em diversos dados clínicos revelam que a utilização da eptifibatida está associada a uma incidência acrescida de eventos hemorrágicos, variando de ligeiros a graves, quando comparada com a utilização isolada da terapêutica padrão. Os investigadores avaliam continuamente os protocolos de tratamento, existindo estudos observacionais a explorar a utilização de apenas um bólus inicial durante a ICP para reduzir potencialmente o risco de complicações hemorrágicas, mantendo o benefício clínico.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Integrilin (FAQ)


P: Qual é a diferença entre o Integrilin e o ReoPro (abciximab)?

R: O Integrilin (eptifibatida) deriva de uma pequena molécula peptídica sintética que atua bloqueando de forma temporária e reversível o recetor GP IIb/IIIa nas plaquetas. O ReoPro (abciximab) é um fragmento de um anticorpo monoclonal (uma molécula maior, de base proteica) que também bloqueia o mesmo recetor, mas o seu mecanismo de ação é ligeiramente diferente, uma vez que se pode ligar também a outros recetores.


P: Quais são as restrições de idade para a utilização do Integrilin?

R: O Integrilin não está oficialmente recomendado para utilização em doentes com menos de 18 anos, dado que a sua segurança e eficácia não foram estabelecidas neste grupo de doentes. As informações oficiais de prescrição referem uma incidência acrescida de eventos hemorrágicos em adultos mais velhos, geralmente com mais de 75 anos, o que requer uma monitorização mais rigorosa durante o tratamento.


P: O Integrilin é seguro para pessoas que têm problemas renais?

R: O Integrilin é contraindicado (não deve ser utilizado) se o doente tiver problemas renais graves, tais como dependência de diálise ou níveis de creatinina muito elevados. Para doentes com compromisso renal moderado, as instruções oficiais de dosagem exigem uma redução da velocidade de perfusão, uma vez que o fármaco é eliminado principalmente pelos rins.


P: Por que razão os médicos monitorizam os exames de sangue tão rigorosamente quando um doente está a receber Integrilin?

R: A monitorização rigorosa dos exames de sangue, incluindo a contagem de plaquetas, é necessária para ajudar a gerir a segurança do tratamento. O motivo principal é verificar se existem sinais de hemorragia e detetar um efeito secundário raro mas grave chamado trombocitopénia (uma queda acentuada no número de plaquetas). Esta monitorização é necessária para verificar sinais de hemorragia e para ajudar a gerir os efeitos globais de inibição da coagulação do tratamento.


P: É normal sentir tonturas ou sensação de cabeça leve durante a administração de Integrilin?

R: Sim, os documentos regulamentares listam as tonturas e a sensação de cabeça leve como efeitos secundários relatados. Estas sensações podem estar frequentemente relacionadas com uma descida da tensão arterial, conhecida como hipotensão, que é uma reação comum que pode ocorrer durante a perfusão.


P: O que acontece se a perfusão de Integrilin for interrompida acidentalmente cedo demais?

R: A ação do Integrilin é rapidamente reversível. Se a perfusão for interrompida, o efeito funcional antiagregante plaquetário diminui rapidamente à medida que o medicamento é eliminado da corrente sanguínea. Esta reversão rápida significa que o efeito antiagregante é rapidamente reduzido, o que pode aumentar o risco de recorrência de eventos isquémicos (formação de coágulos).


P: Ter antecedentes de hipertensão arterial pode afetar a segurança do Integrilin?

R: Sim, a rotulagem oficial especifica que o Integrilin é estritamente contraindicado (não deve ser utilizado) em doentes que tenham hipertensão arterial grave e não controlada. Esta restrição existe devido ao risco significativamente elevado de complicações hemorrágicas graves, particularmente hemorragias cerebrais.


P: O que deve uma pessoa esperar imediatamente após o término da perfusão de Integrilin?

R: Após a conclusão da perfusão, o fármaco é rapidamente eliminado do organismo e a função plaquetária regressa habitualmente ao normal. A monitorização de sinais de hemorragia é tipicamente continuada durante um período após a interrupção do medicamento, refletindo o padrão de cuidados após uma terapêutica antiagregante potente.


P: O Integrilin afeta a forma como o corpo cicatriza feridas?

R: Sendo um agente antiagregante plaquetário potente, o Integrilin bloqueia intencionalmente o primeiro passo da cicatrização de feridas — a formação do tampão plaquetário. Enquanto o doente recebe a perfusão, esta ação de inibição da coagulação torna-o mais propenso a sofrer hemorragias ou hematomas (nódoas negras) fáceis em locais de lesão.


P: É possível ser alérgico ao Integrilin sem saber previamente?

R: As informações oficiais de segurança indicam que foram documentadas reações alérgicas, incluindo reações graves como a anafilaxia. A hipersensibilidade é uma contraindicação, e estas reações podem ocorrer em doentes sem exposição prévia ao fármaco.


P: O Integrilin pode causar dores de cabeça ou alterações na visão?

R: Sim, os documentos regulamentares listam a dor de cabeça como um dos efeitos secundários comummente relatados. A visão turva também é referida nas informações de segurança como um efeito secundário que pode ocorrer durante o tratamento.


P: Existe um limite de tempo para a duração da perfusão de Integrilin?

R: Sim, a duração da perfusão é fixada pelas diretrizes regulamentares e é limitada no tempo. Para a síndrome coronária aguda, o tratamento é tipicamente de até 72 horas. Se o medicamento for utilizado em combinação com um procedimento de colocação de stent (ICP), a perfusão é limitada a uma duração máxima de 96 horas.


P: Que recursos estão disponíveis para doentes que queiram saber mais sobre ensaios clínicos do Integrilin?

R: Os doentes que procurem informações detalhadas sobre estudos clínicos podem consultar bases de dados patrocinadas por entidades governamentais, como o site ClinicalTrials.gov. A pesquisa pela substância ativa, Eptifibatida, fornecerá acesso aos registos oficiais e conclusões de ensaios relevantes como o PURSUIT e o ESPRIT.


P: Quais são os sinais de uma reação alérgica grave ao Integrilin?

R: Reações alérgicas graves, como a anafilaxia, são raras mas sérias. Os sinais documentados incluem dificuldade respiratória súbita, inchaço do rosto, língua ou garganta, ou o aparecimento de uma erupção cutânea grave ou urticária.


P: Qual é a taxa de sucesso do Integrilin na prevenção de outro evento cardíaco?

R: Os principais ensaios clínicos indicaram que o Integrilin, quando utilizado com tratamentos padrão, reduziu a incidência do ponto final combinado de morte ou ataque cardíaco (enfarte do miocárdio) aos 30 dias, em comparação com o placebo. É prescrito como um componente importante de uma estratégia de tratamento.


P: Se uma pessoa se esquecer de mencionar que toma um suplemento à base de plantas, isso é uma preocupação importante com o Integrilin?

R: Sim, é importante informar a equipa de saúde sobre todos os suplementos e produtos de venda livre. A rotulagem oficial refere que certos produtos à base de plantas, como os triglicéridos de óleo de peixe, podem ter efeitos aditivos na inibição da coagulação, o que aumenta significativamente o risco global de um evento hemorrágico durante o tratamento com Integrilin.


P: O Integrilin tem um nome diferente noutros países?

R: A substância ativa é consistentemente a Eptifibatida em todo o mundo. Embora o nome comercial Integrilin seja amplamente utilizado, é possível que o fármaco seja comercializado sob diferentes nomes comerciais ou como uma versão genérica em vários países, de acordo com as aprovações regulamentares locais.


P: O Integrilin pode ser utilizado para tratar um coágulo de sangue que já se formou?

R: O Integrilin é classificado como um agente antiagregante plaquetário, e a sua função primária é prevenir que as plaquetas se agrupem para impedir a formação de novos coágulos ou o crescimento de coágulos existentes. Não é geralmente categorizado como um agente trombolítico primário (dissolvente de coágulos), que decompõe ativamente coágulos estabelecidos.


P: Quais são os requisitos de conservação para o Integrilin antes de ser utilizado?

R: Os frascos de Integrilin devem ser conservados em condições controladas num ambiente clínico. Os frascos fechados devem ser mantidos refrigerados a uma temperatura entre 2°C e 8°C. É também exigido que os frascos sejam protegidos da luz, permanecendo na sua cartonagem original até ao momento da utilização.


P: Existe uma versão diferente do Integrilin que se possa tomar por via oral?

R: Não, o Integrilin é fabricado e aprovado apenas como uma solução estéril destinada a injeção intravenosa (IV) e perfusão contínua. Não existem atualmente versões aprovadas deste medicamento disponíveis em forma de comprimido ou cápsula para administração oral.

Como Integrilin deve ser armazenado e descartado?

A solução injetável de Integrilin (eptifibatida) deve ser conservada rigorosamente de acordo com as especificações regulamentares oficiais para manter a sua eficácia.

Condições Oficiais de Conservação

Requisito Condição Específica
Temperatura Manter em refrigeração entre 2°C e 8°C.
Proibição O produto não deve ser congelado.
Proteção Proteger da luz, mantendo o frasco para injetáveis na cartonagem exterior até ao momento da utilização.

Estabilidade e Manuseamento

Os frascos de Integrilin são tipicamente conservados num contexto clínico. Qualquer produto medicinal não utilizado que permaneça no frasco para injetáveis de dose única deve ser eliminado imediatamente após a administração. No caso de a solução ser diluída para perfusão, a sua estabilidade é mantida por um período de até 24 horas quando conservada entre 20°C e 25°C. Todos os medicamentos, incluindo o Integrilin, devem ser guardados fora da vista e do alcance das crianças. A eliminação de qualquer produto não utilizado ou com o prazo de validade expirado deve seguir os requisitos regulamentares locais relativos a resíduos farmacêuticos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Integrilin encontrado em:

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