Hipersar

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Hipersar

Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Hipersar

Propriedade Descrição
Substância ativa Olmesartã medoxomilo
Forma farmacêutica Comprimidos revestidos por película, suspensão oral
Classe farmacológica Antagonista dos recetores da angiotensina II (ARA II)
Uso comum Controlo da pressão arterial elevada (Hipertensão)
Origem Composto sintético / Pró-fármaco

O Hipersar é o nome comercial de um medicamento sujeito a receita médica que contém a substância ativa olmesartã medoxomilo, classificada como um antagonista dos recetores da angiotensina II (ARA II). Este medicamento é um agente anti-hipertensor utilizado para o controlo da pressão arterial cronicamente elevada, ou hipertensão. Sendo um produto de origem sintética, a sua administração é feita por via oral, disponibilizado habitualmente em comprimidos revestidos por película ou suspensão oral, o que é sustentado por estudos farmacológicos que confirmam a sua ação específica no controlo da pressão.

Objetivo e Resumo de Ação

O propósito terapêutico central deste medicamento é alcançar a redução sustentada da pressão arterial elevada, uma estratégia vital para diminuir o risco cardiovascular ao longo do tempo. Por exemplo, o medicamento pode ser prescrito a um doente que necessite de uma terapia de manutenção diária para manter a sua pressão arterial normalizada.

O fármaco atua bloqueando os efeitos da hormona angiotensina II, que causa naturalmente a constrição dos vasos sanguíneos. Esta interrupção do sinal promove o relaxamento e a vasodilatação (alargamento) dos vasos sanguíneos. Uma característica fundamental é que o olmesartã medoxomilo é um pró-fármaco; ou seja, é inativo quando ingerido e deve ser convertido pelo organismo na substância ativa, o olmesartã, antes de poder exercer o seu pleno efeito terapêutico. Esta ação permite, em última análise, que o sangue flua mais livremente, baixando diretamente a pressão e reduzindo o esforço sobre o coração e as artérias.

Quais efeitos secundários são possíveis com Hipersar?

Efeitos secundários possíveis e informações de segurança

O perfil de segurança do Hipersar (Olmesartan Medoxomilo) está formalmente documentado em materiais regulamentares governamentais, que classificam as possíveis reações adversas pela frequência da sua ocorrência. Os efeitos secundários são também agrupados de acordo com o sistema do corpo afetado, designados como Classes de Sistemas de Órgãos.

Reações adversas classificadas por frequência

As reações adversas são categorizadas utilizando terminologia regulamentar padrão. As reações frequentes (que afetam 1 a 10 utilizadores em cada 100) envolvem geralmente o sistema nervoso ou infeções comuns, tais como tonturas, cefaleias (dores de cabeça), bronquite e faringite. As reações classificadas como pouco frequentes incluem a hipercaliemia (níveis elevados de potássio) e o angioedema (inchaço sob a pele).

Considerações de segurança graves

O folheto documenta riscos significativos que requerem atenção particular. O risco mais grave é a toxicidade fetal; o medicamento está contraindicado durante o segundo e terceiro trimestres da gravidez devido ao risco de lesão ou morte do feto em desenvolvimento. Outras reações adversas graves incluem a insuficiência renal aguda e uma condição intestinal rara e grave conhecida como enteropatia tipo Sprue, que foi relatada como desenvolvendo-se após meses a anos de utilização.

Segurança populacional e contextual

As restrições de segurança aplicam-se a grupos específicos de doentes. A utilização não é recomendada em indivíduos com insuficiência hepática grave. É também necessária precaução em doentes com depleção de volume ou de sal, onde se pode observar hipotensão sintomática (pressão arterial excessivamente baixa), particularmente no início do tratamento. O risco de hipercaliemia é também uma restrição de segurança documentada, especialmente quando o medicamento é utilizado concomitantemente com agentes poupadores de potássio.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

A documentação oficial para o olmesartan medoxomilo (Hipersar) identifica a hipotensão grave, ou pressão arterial excessivamente baixa, como o efeito mais provável de uma sobredosagem. Os sintomas associados a esta manifestação podem incluir tonturas, sensação de desmaio, atordoamento, visão turva ou fraqueza. É igualmente observado que a dor ou o desconforto no peito podem ser uma manifestação potencial.

Ações de Emergência Necessárias

Indivíduos com suspeita de sobredosagem ou que apresentem qualquer um dos sintomas documentados devem procurar assistência médica imediata. Em casos graves, tais como quando a pessoa afetada colapsa ou não consegue acordar, deve-se ligar imediatamente para os serviços de emergência. Adicionalmente, o contacto com um centro de informação antivenenos é aconselhado para obter orientação sobre a gestão da situação.

Gestão e Classificação da Sobredosagem

O principal risco grave é classificado como Hipotensão Sintomática. O tratamento da sobredosagem é definido como de suporte. Em caso de hipotensão grave, as instruções de procedimento referem que o doente deve ser colocado em decúbito dorsal e poderá necessitar de uma perfusão intravenosa de solução salina normal (expansão de volume). Está oficialmente documentado que não se conhece um antídoto específico para a sobredosagem com olmesartan, e a informação relativa à sua remoção por diálise não se encontra disponível. O perfil clínico foca-se inteiramente na estabilização sintomática da pressão arterial.

Usos terapêuticos de Hipersar

Para que é utilizado o Hipersar: principais utilizações e benefícios

O Hipersar é um medicamento indicado principalmente para o tratamento da hipertensão arterial essencial, uma condição caracterizada pela elevação persistente da pressão nos vasos sanguíneos sem uma causa única identificável. A sua substância ativa, o olmesartan medoxomilo, pertence à classe dos antagonistas dos recetores da angiotensina II, que atuam relaxando os vasos sanguíneos para facilitar a circulação do sangue.

O principal benefício do Hipersar é o controlo eficaz dos níveis de pressão arterial ao longo das 24 horas. Ao reduzir a pressão arterial elevada, o medicamento ajuda a diminuir a carga de trabalho do coração e a prevenir danos a longo prazo em órgãos vitais, como o cérebro, o coração e os rins. Este controlo é fundamental para reduzir o risco de complicações graves, incluindo acidentes vasculares cerebrais e enfartes do miocárdio.

Além do tratamento de adultos, o Hipersar pode ser prescrito para o tratamento da hipertensão em crianças e adolescentes dos 6 aos 18 anos. A utilização nestas faixas etárias visa assegurar que a pressão arterial seja mantida em níveis saudáveis desde cedo, prevenindo a progressão de doenças cardiovasculares na idade adulta.

O efeito terapêutico do Hipersar manifesta-se gradualmente, sendo que a redução máxima da pressão arterial é geralmente atingida entre as duas e as oito semanas após o início do tratamento. O medicamento foca-se na gestão contínua da patologia, contribuindo para a estabilidade hemodinâmica do doente quando integrado num plano de cuidados adequado.

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar o Hipersar?

O Hipersar é indicado para o tratamento da hipertensão arterial essencial em adultos. No entanto, a sua utilização não é adequada para todos os doentes, existindo contraindicações e precauções importantes que devem ser rigorosamente observadas.

Contraindicações Absolutas

O Hipersar não deve ser utilizado por pessoas que apresentem hipersensibilidade à substância ativa (olmesartan medoxomilo) ou a qualquer um dos componentes da formulação. Além disso, a sua administração é estritamente proibida durante o segundo e o terceiro trimestres de gravidez, devido ao risco de toxicidade fetal e neonatal. Doentes que sofrem de obstrução biliar também não devem utilizar este medicamento.

Para doentes com diabetes mellitus ou insuficiência renal que estejam a ser tratados com medicamentos contendo aliscireno, a utilização concomitante de Hipersar é contraindicada.

Restrições e Precauções

A utilização deste medicamento não é recomendada durante o primeiro trimestre de gravidez. Caso a gravidez seja confirmada durante o tratamento, a administração deve ser interrompida imediatamente. Da mesma forma, devido à ausência de dados sobre a excreção do olmesartan no leite materno humano, o uso de Hipersar não é recomendado para mulheres que estejam a amamentar.

Grupos de Risco e Vigilância

Determinados grupos de doentes requerem uma vigilância médica mais estreita ou ajustes na abordagem terapêutica:

  • Doentes com depleção de volume ou de sódio: Indivíduos que utilizam doses elevadas de diuréticos ou que seguem dietas restritas em sal podem sofrer uma queda acentuada da pressão arterial (hipotensão sintomática) ao iniciar o tratamento.
  • Doentes com insuficiência renal ou hepática: É necessário monitorizar regularmente os níveis de potássio e de creatinina sérica. Em casos de compromisso hepático grave, o uso não é aconselhado.
  • Doentes com estenose da artéria renal: Existe um risco acrescido de hipotensão grave e insuficiência renal em doentes com estenose bilateral da artéria renal ou estenose da artéria de um rim único.
  • Doentes com problemas cardíacos específicos: Pessoas com estenose das válvulas aórtica ou mitral, ou com cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva, devem ser monitorizadas com cautela.

O Hipersar não está indicado para crianças e adolescentes com menos de 18 anos, uma vez que a sua segurança e eficácia não foram estabelecidas nesta faixa etária.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Hipersar (olmesartan medoxomilo) interage com diversos medicamentos e substâncias, resultando principalmente em efeitos farmacodinâmicos aditivos ou alterações na exposição ao fármaco. Estes padrões de interação estão estritamente definidos nos documentos regulamentares oficiais.

Proibições e Restrições Formalmente Documentadas

A coadministração com aliscireno está contraindicada em determinados doentes, incluindo aqueles com diabetes mellitus ou compromisso renal moderado a grave (TFG < 60 mL/min/1,73 m^2). Esta proibição visa prevenir os riscos acrescidos associados ao bloqueio duplo do Sistema Renina-Angiotensina-Aldosterona (SRAA).

Interações que Afetam a Concentração Plasmática

A exposição sistémica do olmesartan está oficialmente documentada como sendo reduzida quando coadministrada com o sequestrante de ácidos biliares cloridrato de colesevelam. Para contrariar este efeito, existe um requisito de tempo que especifica que o olmesartan deve ser administrado pelo menos 4 horas antes da dose de colesevelam. Inversamente, a coadministração reduz a eliminação do lítio, o que pode elevar as concentrações séricas e aumentar o risco documentado de toxicidade.

Interações Farmacodinâmicas

Substância ou Classe Interagente Resultado Oficial da Interação
Inibidores da ECA ou Aliscireno Aumento do risco de hipercalemia e compromisso renal agudo.
AINEs Redução do efeito anti-hipertensor e risco de agravamento da função renal.
Diuréticos Poupadores de Potássio e Suplementos de Potássio/Substitutos do Sal Efeito aditivo que conduz a hipercalemia documentada.
Álcool (Etanol) Efeitos hipotensores aditivos, aumentando o risco de sintomas como tonturas.

O perfil de interação não envolve o metabolismo significativo pelas enzimas do Citocromo P450 (CYP), uma vez que o fármaco ativo não é extensamente metabolizado por este sistema.

Mecanismo de ação

Como funciona o Hipersar

O Hipersar funciona como um antagonista do recetor da Angiotensina II Tipo 1 (AT1). Este mecanismo inicia-se através da ligação competitiva ao recetor AT1, o que impede a fixação da angiotensina II endógena. O bloqueio resultante inibe a cascata de sinalização acoplada à proteína G que é normalmente ativada pela angiotensina II. Fisiologicamente, esta ação diminui os efeitos vasoconstritores no músculo liso vascular e suprime a estimulação da libertação de aldosterona do córtex adrenal.

Para além desta ação primária, o composto demonstra uma modulação seletiva da via da Proteína Quinase Ativada por Mitogénios (MAPK). Esta interação secundária conduz à inibição da síntese de colagénio I nos tecidos cardíaco e renal. O efeito global deste mecanismo duplo é a alteração dos processos de remodelação da matriz extracelular a jusante e a redução da resistência vascular sistémica.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o Hipersar

O Hipersar, que contém a substância ativa olmesartan medoxomilo, é administrado por via oral para o controlo a longo prazo da hipertensão. O medicamento encontra-se disponível em comprimidos revestidos por película e, para indivíduos com dificuldade em deglutir, sob a forma de suspensão oral preparada extemporaneamente. Os comprimidos devem ser engolidos inteiros com líquidos e não devem ser mastigados. Para manter uma exposição sistémica constante, a dose é geralmente tomada à mesma hora todos os dias, podendo ser administrada com ou sem alimentos.

O regime posológico padrão para adultos inicia-se com uma dose de 20 mg uma vez por dia. O intervalo de manutenção típico varia entre 20 mg e uma dose máxima diária de 40 mg. Este padrão de toma única diária é a frequência estabelecida. Os ajustes posológicos não são imediatos; a dose de manutenção apenas poderá ser aumentada após um período mínimo de duas semanas de terapêutica, de modo a avaliar adequadamente a resposta inicial da pressão arterial.

Existem restrições posológicas específicas para certas populações de doentes, de forma a uniformizar a utilização de acordo com as diretrizes regulamentares. Para adultos com insuficiência renal grave ou insuficiência hepática moderada, a dose diária máxima está limitada a 20 mg. A dosagem pediátrica (dos 6 aos 16 anos) é baseada no peso corporal, variando entre uma dose inicial de 10 mg para doentes com menor peso até 40 mg diários para doentes com maior peso. Caso ocorra o esquecimento de uma dose programada, a orientação regulamentar aconselha a que esta seja tomada assim que o doente se recorde, a menos que esteja quase na hora da dose seguinte; nesta situação, a dose esquecida deve ser saltada e não deve ser tomada uma dose dupla.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o Hipersar

Evidência na Gestão da Hipertensão Essencial em Adultos

A investigação principal sobre o Hipersar (Olmesartan Medoxomilo) envolve ensaios clínicos aleatorizados, em dupla ocultação e controlados por placebo. Este é um tipo fundamental de desenho de estudo utilizado na investigação para avaliar esta substância ativa.

Nestes estudos, os doentes foram observados ao longo de intervalos de tempo definidos, que variaram tipicamente entre algumas semanas e vários meses, para medir a alteração na Pressão Arterial Sistólica e Diastólica (PAS/PAD). Os estudos também exploraram se as medições efetuadas indicavam que os doentes estavam a atingir metas de pressão arterial específicas e predefinidas. Foram utilizados estudos adicionais com comparadores ativos para examinar as medições da pressão arterial face a outros tipos de medicação. Os resultados destes estudos descrevem padrões observados nas alterações medidas da pressão arterial em grupos de adultos.

No entanto, a investigação central para esta indicação foca-se largamente na redução da pressão arterial, que é um parâmetro de avaliação substituto (uma medição utilizada como substituto de um resultado clínico definitivo). Por este motivo, existe informação limitada sobre resultados a longo prazo relativos a eventos específicos — como ataques cardíacos não fatais ou acidentes vasculares cerebrais — especificamente para a monoterapia com Olmesartan em comparação com o placebo ao longo de muitos anos.


Evidência em Doentes com Diabetes Tipo 2 e Hipertensão

A investigação explorou a utilização do Olmesartan em indivíduos com Diabetes Tipo 2 e hipertensão coexistentes. Estes estudos envolvem frequentemente ensaios de resultados aleatorizados e controlados, de larga escala e plurianuais. Os investigadores conduziram esta investigação para examinar resultados que monitorizam o esforço ou stress fisiológico para além da pressão arterial isolada nesta população.

Estes ensaios também acompanharam medições relacionadas com a morbilidade e mortalidade cardiovascular ao longo de vários anos. Contudo, ao comparar os resultados entre diferentes ensaios dedicados, os achados relativos às medições de mortalidade cardiovascular em certos grupos com doses elevadas de Olmesartan foram descritos como mistos ou inconsistentes. Esta variabilidade nos dados foi associada a revisões regulamentares focadas, e os resultados indicam que o perfil geral do resultado clínico a longo prazo para esta população específica é uma área onde a certeza permanece baixa.


Investigação em Populações Específicas e Jovens

A investigação explorou a utilização deste medicamento em populações fora do grupo geral de adultos, incluindo crianças e adolescentes, bem como idosos. Para doentes pediátricos (dos 6 aos 16 anos de idade), os estudos utilizaram desenhos especializados, tais como ensaios de variação de dose e estudos de suspensão controlados por placebo. Estes estudos monitorizaram as alterações da pressão arterial ao longo de curtos intervalos de tempo definidos.

Embora estes ensaios forneçam alguma perspetiva sobre as alterações a curto prazo em populações mais jovens, as dimensões das amostras foram modestas e as durações do acompanhamento foram limitadas quando comparadas com os ensaios de eficácia em adultos. Por conseguinte, os dados para certos grupos permanecem insuficientes no que respeita aos resultados a longo prazo e à durabilidade do efeito em crianças e adolescentes.


Principais Limitações e Áreas de Incerteza Científica

A evidência primária de eficácia examinada pela investigação baseia-se fortemente no parâmetro de avaliação substituto da redução da pressão arterial. Além disso, a qualidade da evidência varia entre estudos, existindo casos assinalados em que os resultados relativos a desfechos específicos a longo prazo foram mistos ou inconsistentes. Assim, os estudos ajudam a mostrar o que foi observado até agora, e a evidência destaca o que é conhecido — e o que permanece ainda incerto.

Perguntas frequentes (FAQ)

Questões frequentes sobre o Hipersar (FAQ)


Q: Quanto tempo demora o Hipersar a começar a fazer efeito?

As reduções iniciais na pressão arterial são frequentemente mensuráveis cerca de duas semanas após o início da terapêutica. De acordo com os dados regulamentares oficiais de ensaios clínicos, o efeito máximo de redução da pressão arterial é tipicamente atingido após cerca de oito semanas de utilização contínua.


Q: Os efeitos secundários do Hipersar são habitualmente temporários?

Nos ensaios clínicos para a gestão da hipertensão em adultos, as reações adversas notificadas foram geralmente descritas na informação oficial do produto como ligeiras e transitórias. Isto indica que, se ocorreram efeitos secundários, estes tenderam a ser temporários.


Q: O Hipersar afeta a capacidade de conduzir ou utilizar máquinas?

A rotulagem oficial aconselha precaução em atividades que exijam atenção especial, como conduzir ou operar máquinas pesadas. Este aviso existe porque o medicamento pode causar tonturas, atordoamento ou desmaios, particularmente ao iniciar o tratamento ou quando ocorre uma alteração na dosagem.


Q: Posso tomar multivitamínicos ou suplementos com o Hipersar?

A informação regulamentar adverte especificamente contra a utilização de suplementos de potássio e de substitutos do sal que contenham potássio, uma vez que a combinação destes com este medicamento pode levar a níveis elevados de potássio. Outros multivitamínicos gerais não são destacados como uma interação formal nos documentos oficiais.


Q: O Hipersar requer monitorização especial ou análises ao sangue regulares?

A informação oficial indica que este medicamento pode afetar os resultados de análises ao sangue. É necessária monitorização com análises regulares para verificar certas alterações, tais como nos níveis de potássio e na função renal.


Q: Quanto tempo permanece o Hipersar no organismo?

A semivida de eliminação terminal da substância ativa, o Olmesartan, é geralmente reportada como sendo entre 10 a 15 horas após doses múltiplas. A semivida é uma medida utilizada para acompanhar a rapidez com que o organismo elimina a substância.


Q: O que acontece se eu parar de tomar Hipersar subitamente?

A informação oficial do produto indica que não existem provas de hipertensão de recuo (um aumento súbito e acentuado da pressão arterial) após a cessação da terapêutica em estudos clínicos.


Q: Por que razão o Hipersar é considerado uma classe de fármaco diferente de [outra classe]?

O Hipersar é classificado como um Antagonista dos Recetores da Angiotensina II (ARA II), que atua bloqueando seletivamente o recetor AT1. Este mecanismo é definido como diferente de classes como os inibidores da ECA, uma vez que não bloqueia a enzima conversora da angiotensina.


Q: Preciso de evitar algum alimento específico enquanto utilizo o Hipersar?

O medicamento pode ser tomado com ou sem alimentos, de acordo com as instruções oficiais de administração. O único aviso específico relativo à dieta está relacionado com evitar a utilização de substitutos do sal que contenham potássio.


Q: O Hipersar pode causar uma erupção cutânea ou reação na pele?

Sim, a erupção cutânea é um efeito secundário possível que foi reportado em documentos oficiais. Por vezes, uma erupção cutânea ou inchaço (angioedema) podem ser sinais de uma reação alérgica, sendo estas classificadas como reações pouco frequentes.


Q: O que acontece se uma criança tomar Hipersar acidentalmente?

As orientações regulamentares para uma suspeita de sobredosagem, que inclui a ingestão acidental, indicam o contacto imediato com um centro de informação antivenenos ou com um serviço de urgência hospitalar.


Q: Os idosos podem utilizar o Hipersar com segurança?

Os dados oficiais para doentes com 65 ou mais anos referem que não foram observadas diferenças globais na eficácia ou segurança ao comparar este grupo com doentes mais jovens em estudos clínicos.


Q: O Hipersar é um medicamento que se tem de tomar para sempre?

O fármaco é utilizado para a gestão a longo prazo da pressão arterial elevada. A utilização continuada é avaliada pelo médico prescritor com base nos objetivos estabelecidos para o controlo da pressão arterial.


Q: As agências regulamentares classificam o Hipersar como um medicamento de alto risco?

Os organismos reguladores não classificam o Hipersar como uma substância controlada, o que significa que não está sujeito a controlo governamental especial. Nos ensaios clínicos, a frequência global de reações adversas foi reportada como sendo semelhante à do grupo que tomou um placebo.


Q: O Hipersar é alguma vez utilizado para condições diferentes da sua principal utilização aprovada?

A rotulagem regulamentar oficial define a utilização aprovada do Hipersar como o tratamento da pressão arterial elevada (hipertensão) em adultos e crianças a partir dos seis anos de idade. Informações sobre outras utilizações não constam do róulo oficial do produto.


Q: Muitas pessoas param de tomar Hipersar devido a efeitos secundários?

Em ensaios clínicos controlados por placebo, a taxa de descontinuação da terapêutica por parte dos doentes devido a efeitos secundários adversos foi reportada como sendo semelhante entre o grupo do medicamento e o grupo do placebo.


Q: O Hipersar está disponível como medicamento genérico?

Sim, a substância ativa do Hipersar, o Olmesartan Medoxomilo, recebeu aprovação regulamentar para a comercialização de versões genéricas.


Q: Qual é a diferença entre o Hipersar e um placebo nos ensaios clínicos?

Os ensaios clínicos demonstraram que as doses de Hipersar resultaram em reduções estatisticamente significativas nas medições da pressão arterial (sistólica e diastólica) em comparação com um placebo (uma substância inativa) em vários pontos temporais durante o estudo.


Q: Como é que o Hipersar se compara com medicamentos mais antigos utilizados para a mesma condição?

A evidência científica para o medicamento inclui ensaios com comparadores ativos, onde as suas medições de redução da pressão arterial foram examinadas face a outros tipos de medicamentos já utilizados para a mesma condição. Estes ensaios permitem o estudo de diferentes medicamentos no mesmo contexto de investigação.


Q: É comum sentir cansaço ao iniciar o Hipersar?

A fadiga e a sonolência estão documentadas como possíveis efeitos secundários na informação regulamentar. A ocorrência de sensação de cansaço é consistente com os efeitos secundários documentados de fadiga e sonolência.


Q: Qual é o significado da evidência científica mencionada nos textos principais?

A evidência científica é significativa porque se baseia fortemente no parâmetro de avaliação substituto da redução da pressão arterial, que mede um substituto para um desfecho clínico definitivo. Os documentos oficiais também observam que os resultados relativos a determinados desfechos clínicos a longo prazo em populações específicas têm sido mistos ou inconsistentes.

Como Hipersar deve ser armazenado e descartado?

Como Conservar e Eliminar o Hipersar

A conservação e a eliminação do Hipersar (Olmesartan Medoxomilo) devem cumprir as normas regulamentares de rotulagem para garantir a integridade do produto e a segurança.

Requisitos de Conservação

Os comprimidos de Hipersar devem ser mantidos a uma temperatura ambiente controlada, definida entre os 20°C e os 25°C. Os comprimidos devem ser guardados na embalagem original e mantidos hermeticamente fechados para proteção contra a humidade, não devendo ser congelados.

Se o medicamento for preparado como suspensão oral, esta requer refrigeração entre os 2°C e os 8°C, permanecendo estável por um período máximo de 4 semanas.

Segurança Infantil e Eliminação

Todas as formas do medicamento devem ser guardadas fora da vista e do alcance das crianças.

O produto não utilizado ou fora do prazo de validade deve ser devolvido através de um programa de recolha de medicamentos ou eliminado de acordo com os procedimentos domésticos oficiais (misturando-o com uma substância desagradável e selando-o num saco). O produto não deve ser eliminado através das águas residuais.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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