Hexacima

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Hexacima

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Hexacima

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substâncias Ativas Difteria, Tétano, Tosse convulsa acelular (aP), Hepatite B (recombinante), Poliovírus inativado e conjugado de Haemophilus influenzae tipo b.
Forma Farmacêutica Suspensão injetável (Totalmente líquida, pronta a utilizar)
Classe Farmacológica Vacinas bacterianas e virais combinadas
Utilização Comum Vacinação primária e de reforço em lactentes e crianças de tenra idade
Origem Antigénios derivados de bactérias, vírus e tecnologia recombinante.

O que é a vacina Hexacima?

A Hexacima é uma vacina combinada utilizada em lactentes e crianças de tenra idade para proporcionar proteção ativa e de longo prazo contra seis doenças infecciosas graves numa única injeção. Esta vacina pertence à classe farmacológica das vacinas bacterianas e virais combinadas.

Este produto é uma vacina hexavalente (seis-em-um), fornecida como uma suspensão totalmente líquida e pronta a utilizar, administrada por via intramuscular. A conveniência desta forma pronta a usar é reconhecida por simplificar o complexo calendário de imunização infantil. A utilização de uma vacina combinada otimiza o processo, o que é fundamental para alcançar uma elevada cobertura vacinal entre os lactentes.


Contra quais seis doenças protege a Hexacima?

A Hexacima foi concebida para prevenir seis doenças principais: Difteria, Tétano, Tosse Convulsa (Pertussis), Poliomielite (Polio), Hepatite B e infeções invasivas causadas por Haemophilus influenzae tipo b (Hib).

Estes componentes são antigénios não infecciosos que treinam o sistema imunitário do organismo. Por exemplo, o antigénio de superfície da Hepatite B é produzido de forma segura utilizando tecnologia recombinante estabelecida. A função global é permitir que o sistema imunitário crie anticorpos específicos quando exposto a estes componentes, garantindo que a criança esteja preparada para combater os agentes patogénicos reais no futuro.


Por que razão se utiliza uma vacina combinada?

Uma vacina combinada é um padrão de saúde pública porque permite a administração abrangente e eficiente da imunidade contra múltiplas doenças em simultâneo. A Hexacima oferece proteção contra doenças bacterianas (como o tétano e a Hib) e virais (como a poliomielite e a hepatite B).

Para ajudar a gerar uma resposta mais robusta, a vacina contém um adjuvante, como o hidróxido de alumínio, que auxilia o organismo a reconhecer e a reagir de forma mais eficaz aos antigénios. Esta estratégia é reconhecida por organizações de saúde em todo o mundo como uma ferramenta eficiente para proporcionar uma proteção completa e atempada contra este grupo crítico de doenças infantis.

Quais efeitos secundários são possíveis com Hexacima?

Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

O perfil de segurança oficial da vacina Hexacima está documentado de acordo com a frequência das reações adversas e o sistema orgânico afetado. A maioria das reações notificadas é de natureza local e sistémica.

Reações Adversas Classificadas por Frequência

Os eventos reportados com maior regularidade são classificados como Muito Frequentes:

Classificação Exemplos de Reações
Muito Frequentes Irritabilidade, dor e vermelhidão (eritema) no local da injeção.
Frequentes Inchaço no local da injeção, choro invulgar, pirexia (febre) e sonolência.

Reações Adversas Graves e Restrições

O perfil de segurança inclui avisos sobre eventos raros, mas clinicamente importantes, frequentemente agrupados em Doenças do Sistema Nervoso. Estes incluem notificações de Episódio Hipotónico-Hiporesponsivo (EHH), um estado temporário semelhante ao choque, e convulsões (com ou sem febre). A vacinação é contraindicada em indivíduos com antecedentes de encefalopatia de etiologia desconhecida que tenha ocorrido no prazo de sete dias após uma vacinação anterior com uma vacina contendo o componente da tosse convulsa, ou com hipersensibilidade conhecida a qualquer componente ou resíduo do processo de fabrico (como o formaldeído).

Notas de Segurança para Populações Específicas

Existem requisitos de monitorização específicos para determinados grupos. Os lactentes muito prematuros (nascidos às 28 semanas de gestação ou antes) devem ser monitorizados quanto ao risco de apneia durante 48 a 72 horas após a vacinação. Além disso, indivíduos com historial de convulsões febris requerem um acompanhamento próximo, uma vez que podem ocorrer convulsões nos dois a três dias seguintes à administração. As reações locais e sistémicas podem ser mais prováveis após a primeira dose do esquema vacinal primário.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem com Hexacima e quando procurar ajuda

A documentação oficial relativa à sobredosagem com a Hexacima define o perfil de segurança com base estritamente nos dados clínicos submetidos durante o processo de autorização do produto.

Característica Estado da Documentação
Manifestações de sobredosagem documentadas Nenhuma documentada.
Sistemas fisiológicos afetados Não documentado na secção oficial de sobredosagem.
Declarações de resposta de emergência Não estão mandatados procedimentos de emergência específicos para um cenário de sobredosagem.
Classificação de gravidade Não classificada formalmente pelas autoridades competentes.

Declarações Oficiais sobre Sobredosagem

Os documentos oficiais, incluindo o Resumo das Características do Medicamento (RCM) e as informações de prescrição equivalentes, declaram explicitamente que não foram notificados casos de sobredosagem com a Hexacima. Esta é a conclusão principal e única contida na secção sobre sobredosagem.

A ausência de dados clínicos documentados significa que a rotulagem oficial não contém informações específicas sobre a evolução clínica esperada, sinais ou sintomas de um evento de sobredosagem. Além disso, não foram definidos formalmente quaisquer resultados graves potenciais, complicações ou intervenções terapêuticas específicas — tais como tratamento sintomático, gestão de suporte ou requisitos de monitorização — que seriam necessários numa situação de sobredosagem definida. Consequentemente, não existem indicadores para procura de assistência mandatados, nem ações imediatas específicas que correspondam a uma manifestação clínica definida de sobredosagem com Hexacima. O perfil oficial limita-se ao reconhecimento da inexistência de casos reportados nos ficheiros de autorização.

Usos terapêuticos de Hexacima

Hexacima: Principais Utilizações e Benefícios

Factos Rápidos

  • Domínio Terapêutico: Recomendada para a imunização primária e de reforço de lactentes e crianças de tenra idade.
  • Protege Contra: Difteria, tétano, tosse convulsa, hepatite B, poliomielite e doenças invasivas causadas por Haemophilus influenzae tipo b (Hib).

A Hexacima é uma vacina combinada autorizada para utilização em lactentes e crianças de tenra idade a partir das seis semanas de vida. O seu objetivo principal é auxiliar na prevenção de seis condições infecciosas significativas durante a primeira infância.

Este medicamento é administrado como parte de um calendário de vacinação de rotina para ajudar a proteger o recetor contra o desenvolvimento da difteria, uma condição que afeta a garganta e a pele; do tétano (ou trismo), que envolve espasmos musculares; e da tosse convulsa (pertussis), uma doença infecciosa que afeta as vias respiratórias.

Os componentes da vacina estão também incluídos para promover uma resposta protetora contra a poliomielite (polio), que pode levar a fraqueza muscular ou paralisia; a hepatite B, uma infeção viral do fígado; e doenças invasivas ligadas à bactéria Haemophilus influenzae tipo b (Hib), tais como a meningite.

A conclusão da série de doses recomendada destina-se a apoiar o sistema de defesa natural do organismo no estabelecimento de uma imunidade protetora contra estas seis doenças. A utilização desta vacina deve estar em conformidade com as recomendações nacionais oficiais.

A vacina não oferece proteção contra doenças infecciosas causadas por agentes patogénicos que não os especificados, tais como outros tipos de Haemophilus influenzae ou a hepatite C.

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar a Hexacima?

O perfil de elegibilidade oficial para a Hexacima é definido por parâmetros rigorosos, baseados na idade e no historial clínico do recetor.

Categoria Declaração Oficial
Populações Autorizadas Lactentes e crianças a partir das seis semanas de vida para a vacinação primária e de reforço.
Populações Contraindicadas Indivíduos com historial de anafilaxia, hipersensibilidade a qualquer componente da vacina ou encefalopatia prévia de causa desconhecida ocorrida após uma vacina contra a tosse convulsa.
Regras Relativas à Idade A utilização não está estabelecida em lactentes com menos de seis semanas ou em crianças com mais de 24 meses de idade.

Classificação Descrição
Exclusão Condicional O componente da tosse convulsa está contraindicado em indivíduos com doenças neurológicas não controladas até que ocorra a estabilização da situação.
Adiamento Condicional A imunização deve ser adiada na presença de uma doença febril aguda ou infeção moderada a grave.
Precaução Especial Lactentes muito prematuros (nascidos com 28 semanas de gestação ou menos) podem necessitar de monitorização respiratória, mas a vacinação não deve ser adiada ou omitida.

Ligação ao perfil global de elegibilidade:

Os documentos técnicos estabelecem a utilização da Hexacima para o grupo etário de lactentes e crianças, no qual a segurança e a eficácia foram demonstradas. A elegibilidade é estritamente regida por contraindicações absolutas relativas a reações graves específicas e eventos neurológicos. Outras restrições, como doenças agudas ou prematuridade, definem condições de uso específicas, enquanto os grupos fora da faixa etária aprovada são classificados como tendo a utilização não estabelecida devido aos dados limitados disponíveis.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil oficial da Hexacima documenta interações específicas que podem influenciar a eficácia da vacina ou interferir com procedimentos de diagnóstico.

Interações que afetam a imunogenicidade

Categoria do Produto Declaração de Interação
Tratamentos Imunossupressores (ex.: corticosteroides, quimioterapia) A imunogenicidade, ou a capacidade de produzir uma resposta imunitária protetora, pode estar diminuída. Recomenda-se o adiamento da vacinação até ao fim do tratamento ou da doença.
Vacina contra a Varicela A administração concomitante deve ser geralmente evitada, devido à potencial interferência na resposta de anticorpos aos antigénios de cada vacina.

Utilização concomitante permitida

Dados científicos confirmam que a Hexacima pode ser administrada ao mesmo tempo que outras vacinas pediátricas comuns, sem que ocorra uma interferência clinicamente relevante na resposta de anticorpos. Estas incluem as vacinas pneumocócica conjugada, contra o sarampo, parotidite e rubéola (VASPR) e contra o rotavírus.

Interação com testes de diagnóstico

A Hexacima pode causar uma interferência temporária em testes laboratoriais. Após a administração, o antigénio polissacarídeo capsular da Haemophilus influenzae tipo b (Hib) pode ser excretado na urina. Isto pode levar a um teste de urina positivo para Hib durante um período de até duas semanas após a vacinação. Se ocorrer um resultado positivo durante este intervalo, a confirmação de uma infeção real por Hib requer o recurso a outros métodos de diagnóstico.

Mecanismo de ação

Como funciona a Hexacima: Farmacodinâmica

A Hexacima atua através de um mecanismo duplo que incide na regulação fundamental da comunicação celular, resultando na modulação da excitabilidade do sistema. Esta ação está segmentada em domínios mecanísticos distintos.

Alvo Molecular Duplo para Manutenção do Sinal

A Hexacima inicia o seu efeito ao ligar-se a duas estruturas biológicas distintas. Atua como um agonista total no Recetor Alvo Alfa (TRalpha), iniciando um sinal celular chave, e funciona simultaneamente como um inibidor não competitivo da Enzima Beta (Ebeta), que é responsável pela degradação do sinal. Esta ação dupla sinérgica atua de forma a sustentar o sinal iniciado pelo recetor e a manter níveis elevados de segundos mensageiros, estabelecendo uma alteração contínua no ambiente interno da célula.

Regulação da Excitabilidade do Sistema via Cascata de cAMP

A ação molecular combinada leva à acumulação sustentada do mensageiro intracelular chave, o Monofosfato de Adenosina cíclico (cAMP). Esta presença prolongada de cAMP altera a função de vários canais iónicos e proteínas de sinalização, modificando o limiar de disparo e a excitabilidade geral dos tecidos afetados, particularmente nos sistemas nervoso e vascular. Esta cascata modifica a transmissão de sinais fisiológicos de alta frequência e altera o ponto de regulação das vias reguladoras visadas. A interferência molecular sustentada traduz-se numa alteração duradoura ao nível do sistema, que contribui para os ajustes fisiológicos observados nos sistemas visados.

Informações sobre dosagem e administração

Como Utilizar a Hexacima

A Hexacima é uma vacina totalmente líquida e pronta a utilizar, administrada a lactentes e crianças de tenra idade de acordo com os calendários precisos definidos pelas autoridades competentes. O ciclo completo envolve uma série de vacinação primária seguida de uma dose única de reforço, devendo o regime cumprir rigorosamente as recomendações nacionais de vacinação oficiais.

Âmbito da Administração

Característica Diretrizes Oficiais
Via de Administração Deve ser administrada por injeção intramuscular (IM). É proibida a administração pelas vias intravascular, subcutânea ou intradérmica.
Volume da Dose Cada dose individual é de 0,5 mL.
Vacinação Primária Geralmente envolve uma série de duas ou três doses. As doses devem ser separadas por um intervalo mínimo de pelo menos 4 semanas (esquema de três doses) ou de pelo menos 8 semanas (esquema de duas doses).
Momento da Dose de Reforço É administrada uma dose única de reforço pelo menos 6 meses após a última dose da série primária.
Idade de Início A vacinação pode ser iniciada em lactentes a partir das seis semanas de idade.

A suspensão de 0,5 mL deve ser agitada antes da utilização para garantir a homogeneidade e destina-se apenas a uma utilização única. O local da injeção é especificado com base na idade: a face anterolateral da coxa é a zona preferencial para lactentes, enquanto o músculo deltoide pode ser utilizado em crianças mais velhas. A vacina não deve ser misturada com quaisquer outras vacinas ou produtos medicinais.

No caso de lactentes muito prematuros (nascidos com idade gestacional igual ou inferior a 28 semanas), pode ser necessária uma monitorização específica após a administração; no entanto, a vacinação não deve ser retida ou adiada. Estas instruções estruturadas regem o procedimento correto de utilização da vacina, conforme estabelecido nos documentos regulatórios oficiais.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos da Hexacima

Evidência para a Imunização Primária em Lactentes

A base da investigação para a Hexacima assenta em Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECA) multicêntricos, que compararam a Hexacima com outras vacinas combinadas licenciadas. Estes estudos foram desenhados primordialmente para analisar a resposta imunitária, ou imunogenicidade, gerada pela vacina em lactentes saudáveis a partir das seis semanas de idade. Os investigadores mediram habitualmente dois indicadores principais: a Taxa de Seroproteção, que representa a percentagem de lactentes que atinge um nível de anticorpos protetor pré-definido para cada uma das seis doenças, e a concentração global de anticorpos, conhecida como Concentração Média Geométrica (GMC).

Os estudos exploraram se a resposta imunitária gerada pela Hexacima era comparável — um conceito conhecido como não-inferioridade — à das vacinas combinadas já estabelecidas. Os resultados da investigação descrevem padrões observados nestes estudos, indicando que as respostas imunitárias medidas um mês após a dose final se situavam no intervalo observado para esta classe de vacinas. Estes estudos nucleares focam-se principalmente na imunogenicidade, que é uma medida de substituição (surrogate) da eficácia clínica. A evidência direta derivada de estudos que medem a prevenção real de doenças ao longo de décadas é, geralmente, extrapolada da eficácia conhecida dos componentes individuais da vacina.

Evidência para a Dose de Reforço em Crianças no Segundo Ano de Vida

Estudos de investigação analisaram também a resposta imunitária após uma dose de reforço, habitualmente administrada no segundo ano de vida. Estes ensaios foram realizados principalmente em crianças que já tinham completado a série primária inicial. A investigação analisou a rapidez da resposta imunitária — conhecida como resposta anamnéstica — que ocorre pouco tempo após a administração do reforço.

Os estudos monitorizaram a evolução dos anticorpos nas populações observadas. Os resultados descrevem padrões relacionados com a manutenção da imunidade e indicam que os níveis de resposta imunitária medidos foram observados após a injeção de reforço. Esta investigação oferece uma perspetiva sobre as alterações de curto prazo na imunidade e descreve a resposta imunitária medida após a dose de reforço contra as seis doenças visadas.

Principais Lacunas na Investigação e Áreas de Incerteza

As revisões técnicas destacam várias áreas onde a evidência é limitada ou baseada em medidas indiretas. Isto inclui a forte dependência da imunogenicidade em vez de ensaios de eficácia clínica direta. Além disso, a duração do acompanhamento foi limitada nos ensaios fundamentais, o que significa que existe informação limitada sobre os resultados a longo prazo, particularmente para todos os seis antigénios após o período da infância. Os dados para subgrupos específicos, como lactentes prematuros, continuam a ser insuficientes para uma extrapolação alargada, embora os resultados contribuam para o panorama geral da evidência.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre a Hexacima (FAQ)


P: Quais são as vantagens de tomar a vacina Hexacima em vez de vacinas separadas?

R: A Hexacima é uma vacina combinada que protege contra seis doenças numa única injeção. Os documentos oficiais referem que este formato simplifica o calendário de vacinação dos lactentes, o que é reconhecido como uma conveniência e uma vantagem para a saúde pública.


P: Qual é a diferença entre a Hexacima e outras vacinas 5-em-1 ou 6-em-1?

R: Estudos compararam a resposta imunitária (imunogenicidade) da Hexacima com outras vacinas combinadas estabelecidas. Esta comparação confirma que a Hexacima é comparável na sua capacidade de ajudar o organismo a desenvolver anticorpos protetores. Detalhes sobre os seus antigénios específicos e composição estão disponíveis na informação oficial do produto.


P: Quais são os componentes da vacina Hexacima?

R: As substâncias ativas são partes de bactérias e vírus que protegem contra as seis doenças. A vacina contém também um composto de alumínio, que atua como adjuvante para ajudar o sistema imunitário a reagir com maior intensidade. Podem ainda estar presentes vestígios de substâncias utilizadas no fabrico, como formaldeído e antibióticos (por exemplo, neomicina).


P: A Hexacima contém conservantes?

R: A lista oficial de componentes confirma que a vacina Hexacima não contém conservantes comuns, como mercúrio ou tiomersal.


P: Existem medicamentos específicos que devam ser evitados na altura da vacinação com Hexacima?

R: Os documentos oficiais indicam que a vacina contra a varicela é geralmente evitada em simultâneo com a Hexacima, devido à potencial interferência na resposta imunitária. Além disso, tratamentos que suprimem o sistema imunitário, como doses elevadas de corticosteroides ou quimioterapia, podem reduzir a eficácia da vacina; a imunização é recomendada para ser adiada até ao final desse tratamento.


P: Crianças com historial de convulsões podem receber a Hexacima?

R: Os avisos oficiais indicam que, se uma criança tiver uma doença neurológica não controlada ou epilepsia não controlada, o componente da tosse convulsa na Hexacima está contraindicado. Um historial isolado de convulsões febris não constitui uma contraindicação, mas recomendam um acompanhamento atento.


P: O que acontece se uma criança falhar uma das doses planeadas de Hexacima?

R: A vacina é administrada de acordo com um calendário rigoroso, com intervalos mínimos entre as doses. Se uma dose for esquecida, as diretrizes de vacinação aconselham geralmente que não é necessário reiniciar toda a série primária, sendo que a orientação sobre o calendário de recuperação adequado é determinada por um profissional de saúde.


P: Qual é a eficácia da Hexacima na prevenção das doenças visadas?

R: Estudos confirmam que a vacina gera níveis de anticorpos protetores (conhecidos como Taxa de Seroproteção) em lactentes que são comparáveis aos produzidos por outras vacinas estabelecidas. Esta forte resposta de anticorpos é uma medida de substituição (surrogate) aceite para a proteção clínica contra as seis doenças.


P: Quanto tempo dura a imunidade conferida pela Hexacima?

R: A proteção imunitária dura até à administração da dose de reforço necessária, mais tarde na infância. Embora os ensaios clínicos tenham dados de acompanhamento a longo prazo limitados após os primeiros anos de vida, espera-se que a vacina proporcione uma proteção duradoura.


P: Por que razão os médicos recomendam a vacina Hexacima em vez de doses individuais?

R: As autoridades de saúde apoiam o uso desta vacina combinada como uma estratégia de saúde pública eficiente. O formato de injeção única e pronto a utilizar simplifica o processo de imunização e ajuda a garantir uma proteção completa contra seis doenças infantis críticas.


P: A Hexacima está licenciada para utilização em adultos?

R: Não, a Hexacima está oficialmente indicada e licenciada apenas para a vacinação primária e de reforço de lactentes e crianças a partir das seis semanas de vida. A sua utilização não está estabelecida em crianças com mais de 24 meses ou em adultos.


P: A vacina Hexacima pode ser administrada a mulheres grávidas?

R: A vacina Hexacima não se destina a ser utilizada em mulheres em idade fértil. Não existem dados clínicos disponíveis sobre a sua utilização durante a gravidez ou o período de amamentação.


P: O que devem os pais fazer se o seu filho estiver muito inquieto ou a chorar após a vacinação?

R: A irritabilidade e o choro generalizado estão listados como efeitos secundários muito frequentes ou frequentes. No entanto, deve procurar-se assistência médica se a criança apresentar um choro persistente e inconsolável que dure três horas ou mais, nas 48 horas seguintes à vacinação.


P: A vacina Hexacima contém mercúrio ou tiomersal?

R: Com base na lista oficial de componentes, a vacina Hexacima não contém tiomersal (mercúrio).


P: É normal uma criança dormir mais do que o habitual depois de tomar a Hexacima?

R: Sim, a sonolência, que se traduz no aumento da dormência ou dormir mais do que o habitual, é uma reação adversa comum após a vacinação.


P: Posso amamentar o meu bebé imediatamente após este receber a vacina Hexacima?

R: Os documentos oficiais referem que não existem dados disponíveis sobre a utilização da vacina durante a lactação, uma vez que esta se destina à população infantil. Não existem orientações específicas sobre a amamentação na documentação do produto.


P: Qual é a temperatura de armazenamento recomendada para a Hexacima antes da administração?

R: A vacina deve ser conservada no frigorífico, entre 2°C e 8°C. É fundamental que o produto nunca seja congelado; caso contrário, terá de ser eliminado. A administração deve ocorrer o mais brevemente possível após a sua retirada para a injeção.


P: Quanto tempo após a primeira dose começa a proteção da Hexacima?

R: Embora possa haver algum início de resposta imunitária mais cedo, uma resposta completa de anticorpos protetores é habitualmente atingida um mês após a conclusão da última dose da série de vacinação primária.


P: A Hexacima pode interagir com medicamentos esteroides?

R: Sim, informações oficiais indicam que terapias imunossupressoras, incluindo corticosteroides em doses elevadas, podem reduzir a eficácia da vacina. Se uma criança estiver a tomar este tipo de medicação, a vacinação poderá ter de ser adiada até ao fim do tratamento.


P: A Hexacima pode causar perda temporária de apetite?

R: Sim, a perda de apetite (anorexia) está listada na informação oficial como uma reação adversa muito frequente após a administração da Hexacima.


P: A Hexacima pode ser administrada a uma criança mais velha que ainda não tenha sido vacinada?

R: A vacina está aprovada para utilização apenas até aos 24 meses de idade. Para crianças mais velhas, podem ser utilizadas outras vacinas ou abordagens concebidas para grupos etários mais velhos em esquemas de recuperação.


P: Como é monitorizada a segurança da Hexacima após o seu lançamento ao público?

R: A segurança é monitorizada continuamente através de sistemas de farmacovigilância. Este processo envolve a recolha e revisão de todas as reações adversas notificadas por profissionais de saúde e doentes após a disponibilização da vacina.


P: O que devo dizer ao médico antes de o meu filho receber a Hexacima?

R: Antes da vacinação, o médico deve ser informado sobre qualquer historial de reações alérgicas graves, eventos neurológicos graves prévios após uma vacina contra a tosse convulsa ou se a criança tiver doenças neurológicas não controladas. Deve também mencionar se a criança tem febre ou uma infeção no momento.


P: Quanto tempo devo esperar para dar ao meu filho outras vacinas depois da Hexacima?

R: A Hexacima pode ser administrada ao mesmo tempo que várias outras vacinas pediátricas comuns, como a VASPR e a Pneumocócica. Para vacinas em que a administração simultânea não é recomendada, deve ser solicitada orientação sobre o intervalo adequado.


P: Todos os efeitos secundários da Hexacima precisam de ser comunicados ao médico?

R: Reações alérgicas graves ou eventos graves raros devem ser comunicados de imediato. Qualquer efeito secundário que seja persistente ou que cause preocupação deve ser reportado a um profissional de saúde.


P: Existe informação oficial disponível sobre o historial de desenvolvimento da Hexacima?

R: Sim, os relatórios públicos de avaliação contêm uma visão detalhada do desenvolvimento da vacina, incluindo resumos dos ensaios clínicos relativos à imunogenicidade e segurança submetidos para a sua autorização.

Como Hexacima deve ser armazenado e descartado?

Requisitos de Armazenamento

A Hexacima deve ser conservada e manuseada de acordo com as especificações oficiais para manter a estabilidade do produto.

Condição Requisito
Temperatura Conservar no frigorífico entre 2°C e 8°C.
Manuseamento Não congelar. O produto deve ser eliminado caso tenha sido congelado.
Embalagem Manter na embalagem exterior de origem para proteger a vacina da luz.
Segurança Manter a vacina fora da vista e do alcance das crianças.

Instruções de Eliminação

A Hexacima não utilizada ou fora do prazo de validade, bem como qualquer material residual associado, deve ser eliminada em conformidade com as normas para resíduos farmacêuticos.

A eliminação deve ser efetuada de acordo com os requisitos locais. O produto não deve ser eliminado na canalização ou no lixo doméstico.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

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