Hexachlorophene

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Hexachlorophene

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Hexachlorophene

Definição e Classificação Farmacológica do Hexaclorofeno

O hexaclorofeno é um composto sintético potente, classificado como um antissético e um agente anti-infecioso de aplicação tópica. Pertence à classe química dos bisfenóis halogenados e é utilizado principalmente para o controlo prolongado de bactérias em superfícies cutâneas externas. Este composto atua como um agente bacteriostático, o que significa que o seu propósito é inibir o crescimento e a reprodução das bactérias em vez de as destruir instantaneamente.

O princípio ativo é exclusivamente o hexaclorofeno, também conhecido quimicamente como bis(2-hidroxi-3,5,6-triclorofenil)metano. Este composto é especificamente reconhecido em estudos farmacológicos pela sua eficácia acentuada contra bactérias gram-positivas, o que é fundamental para reduzir o risco de contaminação e apoiar a antissepsia geral da pele em ambientes controlados.

Formas Disponíveis e Diferenciação

O hexaclorofeno é preparado para utilização em várias formas farmacêuticas destinadas à via de administração tópica, incluindo soluções, cremes, preparações de limpeza especializadas e pós. Estas formas são frequentemente incorporadas numa base de detergente ou sabão para criar produtos de limpeza bacteriostáticos da pele, anteriormente comercializados sob diversas designações comerciais.

A sua utilidade é reconhecida especificamente como um agente de limpeza bacteriostático da pele para a desinfeção cirúrgica ou lavagem das mãos nos cuidados a doentes. Este enquadramento confirma que o composto está estabelecido para práticas profissionais de controlo de infeções, distinguindo-o dos sabonetes de mãos comuns de consumo geral devido ao seu propósito especializado, que exige um controlo microbiano rigoroso.

Propósito Geral e Ação Única Contra Bactérias

O seu objetivo geral é proporcionar uma ação residual persistente em ambientes onde devem ser mantidas contagens bacterianas baixas, como na preparação pré-cirúrgica. Esta propriedade única, conhecida como substantividade cutânea, significa que o resíduo antibacteriano se liga firmemente à pele e permanece ativo por um período prolongado após o enxaguamento. A substância funciona interferindo com sistemas enzimáticos bacterianos cruciais e com a integridade das membranas das células bacterianas, estabelecendo assim uma barreira contínua contra a proliferação de bactérias.

Quais efeitos secundários são possíveis com Hexachlorophene?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança do hexaclorofeno é definido por duas categorias principais de reações adversas: os efeitos locais na pele e o risco de toxicidade sistémica resultante da absorção do composto.

Reações Adversas Graves e Riscos Sistémicos

O risco documentado mais significativo é a neurotoxicidade sistémica decorrente da absorção do composto através da pele. Esta absorção pode levar a efeitos graves no sistema nervoso central, incluindo encefalopatia vacuolar no tronco cerebral, convulsões, tonturas e, em situações graves, danos permanentes como cegueira ou coma. Os sintomas de toxicidade sistémica podem manifestar-se com um atraso de até 48 horas após a exposição.

Reações Adversas Comuns

Os efeitos adversos comummente listados em documentos regulamentares envolvem a pele e os tecidos subcutâneos. Estes incluem irritação cutânea localizada, vermelhidão, secura e descamação. Outras reações podem incluir fotossensibilidade (aumento da sensibilidade à luz solar), sensação de picada e inchaço ligeiro. Foram documentadas reações cutâneas graves, como a formação de bolhas e crostas, embora a sua frequência exata não seja conhecida.

Considerações de Segurança para Populações Específicas

Os documentos regulamentares oficiais enfatizam que a utilização não é recomendada em recém-nascidos e bebés prematuros, devido a um risco significativamente acrescido de absorção sistémica e de efeitos neurológicos graves. Indivíduos com pele gretada, danificada ou queimada apresentam também um risco elevado de absorção sistémica rápida, o que pode originar toxicidade. Os textos regulamentares advertem contra a utilização por pessoas grávidas ou a amamentar, dado que a substância demonstrou ser embriotóxica e teratogénica em estudos com animais.

Restrições Relacionadas com a Segurança

Para mitigar o risco de absorção, o produto não deve ser utilizado em áreas extensas de pele danificada nem de formas que promovam a absorção, como sob pensos oclusivos ou compressas húmidas. A utilização em membranas mucosas é igualmente proibida, a fim de prevenir danos locais graves e a captação sistémica.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

Manifestações Documentadas e Desfechos Graves

A exposição excessiva ao hexaclorofeno, ocorrendo principalmente através de ingestão acidental ou por uma absorção tópica significativa através de pele comprometida (como queimaduras ou áreas denudadas), pode levar a toxicidade sistémica documentada. As manifestações oficialmente comunicadas incluem mal-estar gastrointestinal (vómitos, diarreia, cólicas abdominais) e efeitos sistémicos como hipotensão, desidratação e perturbações do sistema nervoso central, incluindo confusão, tonturas e convulsões.

O perfil regulamentar identifica riscos críticos de neurotoxicidade grave e a ocorrência de desfechos fatais, o que exige uma resposta urgente.

Quando é Necessária Ajuda Médica Imediata

A assistência médica imediata é necessária perante qualquer suspeita ou confirmação de exposição excessiva. Esta urgência é imperativa porque a toxicidade pode ser grave e os sintomas podem manifestar-se com um atraso de até 48 horas. Populações específicas de alto risco, incluindo recém-nascidos e lactentes — que podem apresentar sinais graves como rigidez de decerebração e contrações musculares clónicas —, devem ter prioridade para observação urgente.

Gestão de Emergência e Monitorização

A gestão clínica é definida como um tratamento sintomático e de suporte, uma vez que os documentos regulamentares indicam não existir um antídoto específico conhecido. Para casos de ingestão acidental, a administração de carvão ativado é uma medida de suporte oficialmente descrita. É necessária uma observação médica próxima para monitorizar o sistema nervoso, a função ocular e a estabilidade sistémica global do paciente.

Usos terapêuticos de Hexachlorophene

O que o Hexaclorofeno trata: principais utilizações e benefícios

O hexaclorofeno é um agente antibacteriano bisfenólico com propriedades antisséticas, utilizado historicamente para o controlo de infeções cutâneas bacterianas. A sua principal aplicação clínica foca-se no combate a microrganismos gram-positivos, particularmente contra estirpes de Staphylococcus aureus. Devido à sua eficácia na redução da flora bacteriana na superfície da pele, este composto é prescrito em situações específicas onde a higiene antissética rigorosa é necessária.

Principais Utilizações

A aplicação mais comum do hexaclorofeno é como agente de limpeza cirúrgica e antissético para as mãos de profissionais de saúde, visando reduzir o risco de transmissão de patógenos em ambientes clínicos. Além disso, é utilizado no tratamento auxiliar de certas condições dermatológicas, como a piodermite ou o impetigo, onde a colonização bacteriana é um fator determinante.

Em contextos hospitalares controlados, o hexaclorofeno pode ser indicado para a lavagem cutânea com o objetivo de prevenir a propagação de infeções estafilocócicas, especialmente quando outros métodos de antissepsia não são considerados suficientes ou adequados para o perfil de resistência bacteriana encontrado.

Benefícios e Eficácia

O principal benefício do hexaclorofeno reside na sua ação bacteriostática persistente. Ao contrário de outros antisséticos que têm uma ação imediata mas de curta duração, o hexaclorofeno tende a deixar um resíduo na pele após a lavagem, o que permite uma inibição contínua do crescimento bacteriano ao longo de várias horas. Esta característica é particularmente valiosa em procedimentos cirúrgicos de longa duração.

Adicionalmente, o seu uso permite a limpeza profunda da pele sem causar a irritação imediata frequentemente associada a soluções à base de álcool forte, embora a sua aplicação deva ser sempre monitorizada devido ao seu perfil de absorção sistémica. Quando utilizado de acordo com as diretrizes médicas, contribui significativamente para a redução da carga bacteriana cutânea e para a prevenção de complicações infeciosas secundárias.

Critérios de utilização e restrições

A elegibilidade para a utilização de hexaclorofeno é rigorosamente definida pelas autoridades regulamentares para minimizar o risco de absorção sistémica e a toxicidade associada. O uso é contraindicado e explicitamente proibido em diversos grupos populacionais fundamentais.

Restrições de Elegibilidade

População / Condição Estatuto Regulamentar
Lactentes e Bebés Prematuros Contraindicado para o banho corporal total profilático de rotina.
Pele Queimada ou Denudada Contraindicado para aplicação.
Mucosas / Oclusão Contraindicado para utilização (ex.: tamponamentos vaginais ou sob pensos).
Gravidez Categoria C. Utilizar apenas se o benefício justificar o risco potencial para o feto.
Amamentação Não recomendado.
Dermatoses Generalizadas Utilizar apenas com precaução (ex.: ictiose congénita).

Populações Elegíveis

O hexaclorofeno está aprovado para utilização como agente de limpeza cutânea bacteriostático em adultos e crianças mais velhas com pele intacta, para práticas profissionais de controlo de infeção, tais como a lavagem cirúrgica das mãos ou a higienização procedimental. O uso em doentes geriátricos é geralmente permitido, embora a presença de condições cutâneas subjacentes ou problemas circulatórios exija precaução. O perfil regulamentar impõe estas restrições para limitar a exposição apenas a superfícies de pele íntegra.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

O hexaclorofeno tópico destina-se principalmente à utilização como agente de limpeza da pele, sendo o seu potencial de interação com outros medicamentos geralmente baixo. No entanto, devem ser tomadas precauções para minimizar o risco de absorção sistémica e de potenciais reações cutâneas quando utilizado em conjunto com outros produtos.

Interações Potenciais com Medicamentos e Produtos

Tipo de Interação Agente Implicação Clínica
Medicamentosa Metoxsaleno (tópico ou sistémico) Risco de aumento da fotossensibilidade. Ambos os agentes podem aumentar a sensibilidade da pele à luz solar.
Entre Produtos Outros agentes tópicos contendo álcool Pode diminuir a eficácia antibacteriana do hexaclorofeno e potencialmente levar a secura excessiva da pele ou irritação.
Relacionada com o Uso Outros antissépticos ou desinfetantes tópicos Pode resultar em irritação cutânea cumulativa ou num potencial aumento da absorção sistémica e toxicidade.

Considerações Importantes de Utilização

O hexaclorofeno é absorvido através da pele, especialmente se for aplicado em pele queimada ou gravemente danificada (por exemplo, feridas abertas, pele denudada ou certas condições dermatológicas, como a ictiose congénita), o que pode levar a níveis detetáveis no sangue e a uma potencial neurotoxicidade. Este risco acrescido de absorção dérmica é considerado uma interação com a patologia preexistente.

O enxaguamento minucioso após a utilização é crucial para remover qualquer resíduo e evitar a exposição prolongada ou a interação com substâncias residuais. Os utilizadores devem informar o seu profissional de saúde sobre todos os outros medicamentos tópicos e orais, suplementos de ervas e produtos de cuidados da pele que estejam a utilizar, de modo a avaliar adequadamente quaisquer riscos potenciais.

Mecanismo de ação

O hexaclorofeno é um agente antibacteriano bifenólico com propriedades antissépticas, exercendo a sua ação principal através da inibição de microrganismos gram-positivos. O seu mecanismo de ação baseia-se na capacidade de penetrar na parede celular de bactérias suscetíveis, como o Staphylococcus aureus, resultando na interrupção de processos vitais para a sobrevivência do patógeno.

Em concentrações baixas, o hexaclorofeno atua de forma bacteriostática, inibindo o crescimento e a multiplicação das bactérias. Este efeito é alcançado através da interferência nos sistemas enzimáticos da membrana celular bacteriana, incluindo a inibição da cadeia de transporte de eletrões e de enzimas como a succinato desidrogenase. Estas perturbações levam à fuga de componentes intracelulares e à incapacidade da célula bacteriana em manter o seu equilíbrio metabólico.

Quando utilizado em concentrações mais elevadas, o composto pode exibir efeitos bactericidas, causando danos estruturais irreversíveis na membrana citoplasmática, o que resulta na lise celular. É importante notar que a eficácia do hexaclorofeno é cumulativa; a utilização repetida permite que o composto se deposite na camada córnea da pele, criando um efeito residual que continua a inibir a proliferação bacteriana ao longo do tempo. No entanto, o seu espetro de atividade é significativamente mais limitado contra organismos gram-negativos e fungos.

Informações sobre dosagem e administração

Protocolo Oficial de Administração

O hexaclorofeno é administrado exclusivamente por via tópica, sob a forma de um agente de limpeza cutânea bacteriostático a 3%. A sua utilização está geralmente limitada a ambientes clínicos controlados para a lavagem procedimental e a lavagem cirúrgica das mãos, não sendo indicado para o uso rotineiro ou geral por parte do consumidor.


Regimes de Dosagem e Administração

O volume de aplicação necessário para a limpeza é tipicamente de 5 mL da emulsão, e a ação pretendida assenta no efeito cumulativo obtido através da utilização repetida. A técnica de administração padrão envolve restrições de tempo e etapas de preparação específicas:

  • Lavagem Cirúrgica (Inicial): O protocolo exige duas aplicações sequenciais de 3 minutos cada, utilizando 5 mL de produto em cada uma, seguidas de um enxaguamento completo após cada aplicação.
  • Lavagem Cirúrgica (Repetição): Para lavagens subsequentes durante o mesmo dia, o procedimento é simplificado para uma única lavagem de 3 minutos, utilizando 5 mL.

Restrições de Procedimento e População

A preparação correta é obrigatória, exigindo que o produto seja aplicado nas mãos ou na pele molhadas e massajado até formar uma espuma abundante, mediante a adição de pequenas quantidades de água. A aplicação deve ser seguida de um enxaguamento minucioso sob água corrente. A adesão à técnica de enxaguamento adequada é essencial para a utilização regulamentada do produto.

A utilização de hexaclorofeno está sujeita a restrições específicas quanto à área de aplicação e à população:

Tipo de Restrição Instrução Oficial
Aplicação Não deve ser utilizado como penso oclusivo, compressa húmida ou loção.
Recém-nascidos e Lactentes A utilização não é recomendada e deve ser estritamente evitada no banho de bebés.
Duração O uso é prescrito apenas durante o tempo necessário para o controlo de infeções em cenários de gestão de surtos.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o Hexaclorofeno

Evidência para a Antissepsia das Mãos em Contexto Cirúrgico e de Cuidados ao Doente

A investigação tem-se focado principalmente na avaliação da aplicação do hexaclorofeno como agente de limpeza cutânea para profissionais em contextos clínicos. Os estudos exploraram a sua utilização em protocolos de higiene normalizados, tais como a lavagem cirúrgica das mãos e a lavagem das mãos na prestação de cuidados. Estes ensaios de eficácia controlados analisaram resultados como a magnitude da redução da flora microbiana residente e transitória (contagens bacterianas) em populações adultas. Os estudos reportaram medições de alterações cumulativas nas contagens bacterianas com a utilização repetida, tendo sido descritos padrões em que se observou uma presença prolongada da atividade antibacteriana em alguns estudos. Contudo, a investigação descreve o agente como tendo sido estudado sobretudo para um espetro restrito, existindo dados limitados sobre a sua ação contra uma gama completa de espécies bacterianas Gram-negativas.

Evidência no Controlo de Surtos de Infeções Gram-Positivas

O hexaclorofeno foi avaliado em contextos de investigação que envolveram a sua utilização como medida de higiene auxiliar durante surtos de infeção por microrganismos Gram-positivos em instituições. A evidência proveniente destes cenários assume frequentemente a forma de estudos observacionais e inquéritos clínicos, onde o papel do agente na gestão da carga bacteriana global foi estudado. Uma vez que o desenho destes estudos nem sempre se alinha com os padrões modernos de ensaios clínicos aleatorizados e controlados, o grau de certeza permanece baixo ao extrair conclusões de modelos de investigação não comparativos, aplicando-se os resultados apenas às populações específicas e altamente controladas que foram objeto de estudo.

Estudos a Longo Prazo e Durabilidade do Efeito

A investigação que explorou a utilidade do hexaclorofeno centrou-se tipicamente em alterações de sintomas a curto prazo durante intervalos de tempo definidos. Os períodos de acompanhamento foram limitados, abrangendo frequentemente períodos de uma a oito semanas para avaliar o efeito cumulativo observado em estudos que procuravam atingir um estado de equilíbrio na redução bacteriana. Existe informação limitada quanto aos desfechos a longo prazo no que diz respeito à manutenção da redução das contagens bacterianas ou à durabilidade do efeito antibacteriano residual após a interrupção da utilização do produto.

Evidência em Grupos Populacionais Específicos e Lacunas de Investigação

A maioria da evidência para as utilizações regulamentadas do agente envolveu adultos. No entanto, estudos históricos envolvendo populações neonatais e infantis conduziram a limitações e restrições subsequentes à sua utilização. Consequentemente, os dados para certos grupos permanecem insuficientes para uma aplicação geral nos dias de hoje. As principais incertezas no registo mais amplo de investigação incluem o espetro antimicrobiano estreito e a falta de evidência comparativa abrangente ao examinar o seu desempenho face a alternativas contemporâneas em ensaios modernos.

Perguntas frequentes (FAQ)

Questões comuns sobre o Hexaclorofeno (FAQ)


P: Existem efeitos a longo prazo associados à utilização de produtos com hexaclorofeno?

R: Os avisos regulamentares indicam que a exposição prolongada ou repetida ao hexaclorofeno pode levar a efeitos crónicos na saúde, estando associada a desfechos graves como cegueira ou paralisia. Os textos regulamentares oficiais descrevem que a utilização deve ser geralmente restringida ao período estritamente necessário para o controlo de infeções, como acontece em cenários de gestão de surtos.


P: Com que rapidez é que o hexaclorofeno começa a atuar após a primeira utilização?

R: A informação oficial do produto refere que o hexaclorofeno é um agente bacteriostático, o que significa que atua inibindo o crescimento bacteriano em vez de destruir as bactérias rapidamente. A sua eficácia total é atingida através de uma ação antibacteriana cumulativa que se desenvolve com o uso repetido, baseando-se na atividade residual que o produto deixa na pele.


P: É seguro utilizar hexaclorofeno se tiver pele sensível?

R: A documentação oficial estabelece que o hexaclorofeno não deve ser utilizado por pessoas com uma sensibilidade conhecida a qualquer um dos seus componentes. Mesmo em utilizadores autorizados, a lista oficial de reações adversas inclui reações cutâneas comuns como vermelhidão, secura ou descamação, que podem ocorrer especialmente em pessoas com pele altamente sensível. Se tiver sensibilidade cutânea, o produto pode não ser adequado.


P: Qual é o significado do aviso de destaque (boxed warning) frequentemente mencionado com o hexaclorofeno?

R: As normas de rotulagem exigem que um Aviso Especial seja exibido de forma proeminente na embalagem do produto. O aviso sublinha que o composto pode ser tóxico se for utilizado de forma diferente da indicada. Reforça também a necessidade de um enxaguamento minucioso após o uso e enfatiza a importância de monitorizar possíveis sinais de toxicidade.


P: O hexaclorofeno ainda é amplamente utilizado em ambientes médicos?

R: A rotulagem oficial restringe o uso do hexaclorofeno a contextos especializados onde é necessário um controlo de infeção rigoroso. Está indicado como um agente de limpeza cutânea bacteriostático para usos profissionais, tais como a lavagem cirúrgica das mãos ou a lavagem das mãos durante os cuidados ao doente, e para ajudar a controlar surtos de certas infeções Gram-positivas.


P: Que classificações oficiais de segurança são atribuídas ao hexaclorofeno?

R: Nos Estados Unidos, o hexaclorofeno é oficialmente classificado pela FDA como Categoria C de Gravidez, o que significa que o seu uso só é considerado se o benefício potencial justificar o risco potencial para o feto. É também listado como uma substância perigosa regulamentada por várias agências, refletindo o seu perfil de toxicidade conhecido.


P: O que acontece se eu utilizar o hexaclorofeno com demasiada frequência?

R: Os documentos regulamentares oficiais indicam que o produto não deve ser utilizado com mais frequência ou por um período mais longo do que o prescrito, uma vez que o hexaclorofeno é absorvido através da pele. O uso demasiado frequente aumenta o risco de desenvolver níveis tóxicos no sangue, o que pode levar a efeitos graves no sistema nervoso central.


P: O hexaclorofeno está proibido em certas formas ou concentrações?

R: As diretrizes regulamentares especificam que o hexaclorofeno está geralmente restringido a medicamentos sujeitos a receita médica. Os produtos de venda livre (não sujeitos a receita médica) e os cosméticos apenas podem contê-lo como conservante, num nível máximo de 0,1%, e não devem ser utilizados em membranas mucosas. O uso de concentrações mais elevadas está tipicamente reservado para uso clínico controlado.


P: Porque é que o hexaclorofeno só está disponível mediante receita médica em alguns países?

R: Agências regulamentares determinaram que não ficou provado que o hexaclorofeno fosse seguro e eficaz para uma utilização geral e sem restrições pelos consumidores. Consequentemente, a sua distribuição foi limitada para estar disponível apenas através de receita médica, garantindo que o seu uso seja monitorizado e limitado a fins profissionais definidos.


P: O hexaclorofeno é a mesma coisa que a clorexidina?

R: Tratam-se de dois compostos químicos ativos diferentes, embora ambos sejam utilizados como antissépticos. A informação oficial identifica o hexaclorofeno como um bisfenol halogenado, enquanto a clorexidina pertence a uma classe química diferente (uma bisbiguanida).


P: O que acontece se o hexaclorofeno for engolido?

R: Os avisos oficiais indicam que a ingestão acidental de hexaclorofeno é prejudicial e há relatos de casos fatais, particularmente em crianças. Engolir mesmo pequenas quantidades pode levar a efeitos tóxicos graves, incluindo perda de apetite, cólicas abdominais, vómitos, diarreia e convulsões.


P: Uma pessoa pode ser alérgica ao hexaclorofeno?

R: Os documentos regulamentares oficiais advertem que o hexaclorofeno não deve ser utilizado por indivíduos com uma sensibilidade conhecida a qualquer um dos seus componentes. Adicionalmente, alguns indivíduos reportaram o desenvolvimento de fotoalergia ou sensibilidade do tipo asmático a este composto ou a substâncias relacionadas.


P: Pessoas que tenham problemas renais podem utilizar hexaclorofeno?

R: As orientações oficiais referem que problemas médicos como problemas renais ou hepáticos relacionados com a idade podem exigir precaução na utilização deste produto. Isto deve-se à absorção do hexaclorofeno através da pele e ao potencial de uma exposição elevada afetar os rins.


P: Quais são os ingredientes não medicamentosos nos produtos com hexaclorofeno?

R: A forma de emulsão sob receita médica é descrita oficialmente como uma dispersão coloidal estável. A base do produto inclui frequentemente outros componentes, tais como entsufon sódico, petrolato, colesteróis de lanolina e metilcelulose para criar a preparação de limpeza final.


P: De que forma a concentração de hexaclorofeno afeta a sua ação?

R: O potencial do hexaclorofeno para causar toxicidade é considerado dependente da dose. Enquanto o produto regulamentado sob receita tem uma concentração de 3%, exemplos históricos mostram que concentrações mais elevadas, como o pó a 6% utilizado anteriormente em lactentes, estavam ligadas a um risco significativamente acrescido de neurotoxicidade grave.

Como Hexachlorophene deve ser armazenado e descartado?

Requisitos de Armazenamento e Eliminação

As diretrizes regulamentares oficiais estabelecem condições específicas para o armazenamento e a eliminação do hexaclorofeno, visando manter a sua estabilidade e garantir a segurança.

Regra de Armazenamento e Manuseamento Requisito Oficial
Temperatura Conservar a temperatura ambiente controlada (15 a 30 °C).
Proteção Conservar protegido da luz e afastado do calor e da humidade.
Proibição Não congelar e não armazenar em recipientes com componentes metálicos comuns.
Segurança Infantil Manter este e todos os medicamentos fora do alcance das crianças.

Relativamente à eliminação, deve eliminar qualquer medicamento não utilizado após a data de validade. O produto não utilizado ou expirado deve ser misturado com uma substância indesejável (por exemplo, terra) num recipiente selado e colocado no lixo, de acordo com as orientações oficiais. A substância não deve ser libertada no meio ambiente, uma vez que é classificada como muito tóxica para a vida aquática, exigindo procedimentos de eliminação cuidadosos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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