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Herceptin

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Herceptin

Forma selecionada

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Método de ação: Antitumour

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

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Visão geral de Herceptin

O Herceptin é a designação comercial do Trastuzumab, um medicamento biológico utilizado como terapia dirigida no tratamento oncológico. Trata-se de um anticorpo monoclonal humanizado de elevada especificidade, produzido através de tecnologia avançada de ADN recombinante.


Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substância ativa Trastuzumab
Forma Pó liofilizado (para perfusão IV) ou Solução (para injeção SC)
Classe farmacológica Agente antineoplásico, antagonista do recetor HER2
Objetivo geral Terapia dirigida para neoplasias malignas HER2-positivas
Origem Anticorpo humanizado derivado de ADN recombinante

Tipo e Classificação

O Trastuzumab está classificado como um agente antineoplásico e um antagonista do recetor HER2. Isto significa que o fármaco foi desenvolvido para interferir no crescimento das células malignas ao bloquear a função de um recetor específico. A substância base, o Trastuzumab, é uma proteína complexa e um anticorpo monoclonal humanizado, o que o distingue dos fármacos de quimioterapia tradicionais e não seletivos. Esta classificação é clinicamente reconhecida pela sua função precisa no controlo de tipos específicos de tumores.

Composição e Objetivo Geral

Este medicamento é composto pela substância ativa Trastuzumab e está preparado para tratamento sistémico em duas formas farmacêuticas principais: um pó liofilizado para solução intravenosa (IV) e uma solução pronta a utilizar para injeção subcutânea (SC). O seu objetivo geral é proporcionar uma ação terapêutica focada contra células malignas que apresentem sobrexpressão de HER2. O Trastuzumab liga-se seletivamente ao recetor HER2, o que significa que este medicamento é utilizado para interferir com precisão nos sinais de crescimento descontrolado estimulados por esta proteína específica. Esta abordagem é habitualmente aplicada no contexto do tratamento de tipos de tumores identificados como HER2-positivos.

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Quais efeitos secundários são possíveis com Herceptin?

Informação de segurança e possíveis efeitos secundários do Herceptin

O perfil de segurança do Herceptin (trastuzumab) caracteriza-se por reações adversas graves e comuns, conforme documentado nas informações regulamentares governamentais oficiais.

Riscos Graves e Clinicamente Significativos

Os documentos regulamentares oficiais incluem avisos destacados para várias reações adversas graves e potencialmente fatais.

  • Cardiomiopatia (Danos no Músculo Cardíaco): Este risco inclui a Insuficiência Cardíaca Congestiva e é objeto de monitorização obrigatória. A Fração de Ejeção do Ventrículo Esquerdo (FEVE) deve ser avaliada antes e durante o tratamento, existindo critérios específicos para suspender ou interromper o medicamento com base na diminuição da FEVE.
  • Reações à Perfusão: Estas podem ser graves ou fatais e ocorrem tipicamente durante ou nas 24 horas seguintes à administração. Os sintomas incluem frequentemente febre, calafrios e cefaleias (dores de cabeça), exigindo a monitorização do doente.
  • Toxicidade Pulmonar: Estão documentadas reações graves e fatais, incluindo a Síndrome de Dificuldade Respiratória Aguda e a Pneumonite Intersticial.
  • Toxicidade Embriofetal: A utilização durante a gravidez pode resultar em oligohidrâmnio (baixo nível de líquido amniótico) e complicações associadas, incluindo morte neonatal e hipoplasia pulmonar. O estado de gravidez deve ser verificado antes de se iniciar o tratamento em mulheres com potencial reprodutivo.

Reações Adversas Comuns

As reações adversas classificadas como Muito Comuns ou que ocorrem em 10% ou mais dos doentes incluem:

  • Infeções
  • Febre, Calafrios, Cefaleias
  • Diarreia, Náuseas
  • Insónia
  • Tosse, Dispneia (falta de ar)
  • Fadiga
  • Erupção cutânea, Estomatite
  • Anemia, Neutropenia

Restrições de Segurança

O medicamento é restrito ou contraindicado em certas circunstâncias, tais como em doentes com dispneia grave em repouso (devido a complicações de neoplasia avançada) ou em doentes com hipersensibilidade confirmada ao fármaco ou aos seus excipientes.

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Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

A documentação regulamentar oficial do Trastuzumab (Herceptin) indica que não existe experiência clínica específica relativa a sobredosagem intencional em ensaios com humanos. Consequentemente, não está definido um perfil de sintomas de sobredosagem exclusivo, e doses únicas superiores a 10 mg/kg não foram avaliadas.

Na eventualidade de suspeita de exposição excessiva, as orientações oficiais exigem atenção imediata às reações adversas graves e potencialmente fatais conhecidas do fármaco, as quais constituiriam a manifestação clínica de uma sobredosagem. A situação é tratada como uma emergência médica.

Foco na Manifestação Grave Mandato de Ação Regulamentar
Cardiotoxicidade (Insuficiência Cardíaca, diminuição da FEVE) Assistência médica imediata e monitorização contínua.
Toxicidade Pulmonar (Dificuldade Respiratória Aguda, Anafilaxia) Interrupção ou descontinuação definitiva da perfusão.

Quando procurar ajuda urgente:

A assistência médica urgente é obrigatória perante a apresentação de quaisquer sintomas graves ou potencialmente fatais, tais como sinais de instabilidade cardíaca, dificuldade respiratória grave ou hipotensão clinicamente significativa. Não é conhecido, nem está documentado na rotulagem oficial, qualquer antídoto específico para o Trastuzumab. A gestão clínica limita-se estritamente à instituição imediata de terapêutica sintomática e de suporte adequada. Os doentes devem ser estreitamente monitorizados por um médico. A informação regulamentar refere que os doentes com exposição prévia a certas quimioterapias, como as antraciclinas, apresentam um risco acrescido de cardiotoxicidade grave.

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Usos terapêuticos de Herceptin

Factos Rápidos: Herceptin

  • Trata o cancro da mama HER2-positivo
  • Trata o cancro gástrico metastático HER2-positivo

O Herceptin é uma terapia dirigida aprovada para tratar determinados tipos de cancro que expressam níveis elevados da proteína HER2. Especificamente, é utilizado no tratamento e controlo do cancro da mama HER2-positivo, o que inclui tanto o cancro da mama em estadio inicial (como tratamento adjuvante após cirurgia e quimioterapia) como o cancro da mama metastático (situação em que a doença se espalhou para outras partes do corpo).

O medicamento está também indicado para o tratamento do cancro metastático HER2-positivo do estômago ou da junção gastroesofágica, sendo geralmente administrado em combinação com quimioterapia. Para doentes com cancro da mama em estadio inicial, a utilização desta terapia demonstrou benefícios na redução do risco de o cancro reaparecer. Tanto no cancro da mama metastático como no cancro gástrico metastático, o tratamento com Herceptin, frequentemente associado a outros agentes, demonstrou melhorar os resultados de sobrevivência global quando comparado com a quimioterapia isolada. O tratamento apenas é iniciado após testes laboratoriais confirmarem o estado HER2-positivo do tumor. Para uma visão global das aplicações terapêuticas aprovadas, consulte a informação de prescrição profissional.

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Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar o Herceptin

O Herceptin (Trastuzumab) é um medicamento oncológico com utilização definida por critérios de elegibilidade específicos, detalhados nos documentos regulamentares.

Resumo Oficial de Elegibilidade

Classificação Regra de População (Conforme Rotulagem)
População Autorizada Doentes adultos com diagnóstico confirmado de cancro da mama ou cancro gástrico metastático HER2-positivo.
Contraindicação Absoluta Doentes com hipersensibilidade conhecida ao Trastuzumab, a qualquer um dos excipientes ou a proteínas de células de Ovário de Hamster Chinês (CHO).
Restrição Cardíaca Doentes com insuficiência cardíaca sintomática pré-existente ou doença cardíaca grave não controlada não são, geralmente, elegíveis. A avaliação inicial da função cardíaca (FEVE) é obrigatória.
Estado de Gravidez Não recomendado durante a gravidez devido ao risco de efeitos prejudiciais para o feto, incluindo oligohidrâmnio. Mulheres com potencial reprodutivo devem utilizar contraceção eficaz durante o tratamento e, pelo menos, durante os sete meses seguintes à terapêutica.
Uso Pediátrico A segurança e a eficácia não foram estabelecidas em crianças ou adolescentes (com menos de 18 anos) para as indicações oncológicas aprovadas; por conseguinte, a utilização não é recomendada neste grupo etário.

Estas regras definem a população autorizada a receber o medicamento, baseando-se estritamente na classificação regulamentar oficial do fármaco.

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O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

Esta secção resume as informações oficialmente documentadas relativas à utilização de Herceptin (Trastuzumab) em conjunto com outros produtos medicinais, com base na documentação regulamentar governamental.

Domínios de Interação Documentados

A principal preocupação de interação com o Trastuzumab é a Amplificação do Risco Farmacodinâmico, especificamente no que diz respeito ao risco de disfunção cardíaca (cardiomiopatia e diminuição da Fração de Ejeção do Ventrículo Esquerdo, ou FEVE).

Categoria de Produto Interativo Natureza da Interação Restrição de Interação
Antraciclinas (ex: doxorrubicina, epirrubicina) Aumento significativo da incidência e gravidade da insuficiência ou disfunção cardíaca. A coadministração é uma combinação de elevado risco que exige monitorização cardíaca obrigatória (avaliações da FEVE).
Vacinas Vivas (ex: vacinas específicas contra o sarampo, papeira, BCG) Potencial interferência imunológica. Não recomendadas para coadministração.
Agentes Quimioterápicos (ex: paclitaxel, docetaxel, capecitabina, cisplatina, carboplatina) Utilizados em regimes de combinação documentados. O tempo de administração em relação às doses de Trastuzumab está documentado nos resumos regulamentares dos ensaios clínicos.

Restrições e Limitações Relacionadas com Interações

As normas regulamentares exigem limitações procedimentais específicas devido ao risco de interação. Os doentes devem realizar uma avaliação da função cardíaca (avaliação da FEVE) antes do início e periodicamente durante o tratamento, particularmente quando o fármaco é combinado com antraciclinas ou utilizado após a exposição a estas. Caso ocorra uma diminuição clinicamente significativa da função ventricular esquerda, o Trastuzumab deve ser suspenso ou descontinuado, conforme as instruções presentes nas informações de prescrição oficiais.

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Mecanismo de ação

Mecanismo de Ação: Antagonismo do Recetor HER2 e Recrutamento Imunitário

O Herceptin (trastuzumab) é um anticorpo monoclonal que atua como um antagonista de recetor direcionado. A sua ação principal consiste na ligação específica ao domínio extracelular da proteína do recetor HER2 (ErbB2), presente na superfície das células que apresentam uma expressão excessiva desta proteína. Esta ligação impede fisicamente o emparelhamento do recetor (dimerização) com outros membros da família HER, interrompendo o início da transdução de sinal intracelular. A consequente supressão das vias de sinalização, incluindo a PI3K/Akt/mTOR e a MAPK, induz a paragem do ciclo celular e a morte celular programada (apoptose), contribuindo para a inibição da proliferação celular.

Um segundo mecanismo envolve o recrutamento de efetores imunitários. A região Fc exposta do anticorpo marca a célula-alvo, facilitando a ligação de células do sistema imunitário, tais como as células Natural Killer (NK). Este processo, denominado Citotoxicidade Celular Dependente de Anticorpos (ADCC), promove a destruição da célula-alvo mediada pelo sistema imunitário. Além disso, a ligação do Herceptin acelera a internalização e degradação do recetor HER2, o que contribui para uma supressão prolongada da sinalização celular.

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Informações sobre dosagem e administração

A administração do Herceptin (Trastuzumab) é regida por instruções específicas e rigorosas, definidas nas informações de prescrição regulamentares.

Âmbito da Administração

Instrução Detalhe
Via de administração: O medicamento é administrado exclusivamente por perfusão intravenosa (IV) e não deve ser aplicado como injeção rápida (bolus ou bólus intravenoso).
Esquema posológico (oficial): A dose é calculada com base no peso corporal real do doente. O tratamento inicia-se com uma dose de carga mais elevada, seguida de doses de manutenção mais baixas. São utilizados dois esquemas padronizados: um regime semanal ou um regime de três em três semanas.
Requisitos de preparação: O pó fornecido deve ser reconstituído e, posteriormente, diluído numa solução adequada (como Cloreto de Sódio a 0,9%) para perfusão. Os frascos devem ser manuseados com cuidado, exigindo movimentos rotativos suaves, sem agitar, durante a preparação.
Duração da perfusão: A dose inicial é administrada em aproximadamente 90 minutos. As doses de manutenção subsequentes podem ser administradas em 30 minutos, desde que a perfusão anterior tenha sido bem tolerada.
Duração do tratamento e esquecimento: No estadio inicial, a duração total está padronizada para um ano (52 semanas). No contexto metastático, a administração continua até à progressão da doença. Caso falte uma dose por mais de uma semana, é necessária uma nova dose de carga (re-loading) para retomar o esquema.

Contexto do protocolo de utilização

Este protocolo estabelece a administração padronizada do medicamento, baseada no peso, através de uma perfusão intravenosa controlada durante um período de tempo definido. Estas instruções explícitas definem a estrutura operacional para a utilização do fármaco, garantindo a consistência dos procedimentos em diferentes contextos de tratamento, conforme documentado pelas agências reguladoras.

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Evidência clínica recente

Evidência Clínica Recente

Estudos clínicos de longa duração consolidaram o papel do trastuzumabe no tratamento de doentes com cancro da mama HER2-positivo. Em análises de acompanhamento prolongado, que se estenderam por mais de uma década, o uso de um ano de trastuzumabe após a quimioterapia demonstrou reduções significativas no risco de recorrência da doença e um aumento na sobrevivência global. Os dados indicam que o benefício de sobrevivência livre de doença se mantém estável ao longo do tempo, reforçando o regime de doze meses como o padrão estabelecido para o cenário adjuvante em fases iniciais.

Investigações recentes compararam diferentes durações de tratamento para determinar se períodos mais longos ofereceriam proteção adicional. Os resultados de ensaios de fase III revelaram que estender a terapêutica com trastuzumabe para dois anos não proporcionou benefícios clínicos superiores em comparação com o tratamento padrão de um ano. Além disso, a incidência de toxicidade cardíaca, embora baixa em ambos os grupos, tendeu a ser ligeiramente superior no regime de maior duração, validando a eficácia e a segurança do protocolo de um ano.

No contexto de doença avançada ou metastática, as evidências clínicas focaram-se na combinação do trastuzumabe com novos agentes direcionados. Dados recentes indicam que a associação de anticorpos monoclonais complementares pode prolongar significativamente o tempo de sobrevivência livre de progressão em comparação com a quimioterapia isolada ou com o uso de um único agente anti-HER2. Estes estudos mostram que a combinação ajuda a superar resistências terapêuticas, mantendo um perfil de segurança gerível para a maioria dos doentes.

Para o cancro gástrico ou da junção gastroesofágica metastático com superexpressão de HER2, os dados clínicos confirmam que o acréscimo de trastuzumabe à quimioterapia de primeira linha melhora a sobrevivência global e a taxa de resposta objetiva. Estudos de acompanhamento sugerem que o benefício é mais pronunciado em doentes com níveis elevados de expressão da proteína HER2, estabelecendo a importância da testagem molecular precisa para a seleção dos indivíduos que mais podem beneficiar desta abordagem terapêutica.

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Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Herceptin (FAQ)

P: O que significa um cancro ser "HER2-positivo"?

R: De acordo com as informações oficiais do produto, o Herceptin foi desenvolvido para visar cancros HER2-positivos. Este estado significa que as células cancerígenas produzem em excesso a proteína recetora HER2. A presença excessiva desta proteína pode levar ao crescimento celular descontrolado e é o alvo específico do fármaco, o Trastuzumab.

P: Existem efeitos secundários a longo prazo que possam surgir após o fim do tratamento com Herceptin?

R: Os documentos regulamentares indicam que problemas cardíacos, incluindo disfunção cardíaca, podem não ser resolvidos e podem persistir após a conclusão do tratamento. Devido a este risco potencial, os profissionais de saúde seguem habitualmente protocolos de monitorização estabelecidos após a conclusão do ciclo de tratamento.

P: Os efeitos secundários são piores quando o Herceptin é administrado com quimioterapia?

R: Os avisos oficiais referem que o risco de disfunção cardíaca grave é mais elevado quando o Trastuzumab é administrado em combinação com regimes de quimioterapia que contenham antraciclinas (um tipo específico de fármaco quimioterápico). Esta combinação está sujeita a protocolos de monitorização estabelecidos.

P: Qual é a diferença entre o Herceptin (IV) e o Herceptin Hylecta (injeção subcutânea)?

R: O Herceptin é administrado através de uma perfusão intravenosa (IV) controlada, introduzida numa veia. O Herceptin Hylecta é uma formulação diferente que contém um ingrediente adicional (hialuronidase-oysk) e é administrado como uma injeção subcutânea (SC) logo abaixo da pele. As autoridades regulamentares afirmam que estes produtos não são permutáveis.

P: O Herceptin pode afetar outros órgãos vitais, como os pulmões ou os rins?

R: As informações oficiais de segurança incluem avisos relativos a toxicidade pulmonar (pulmão) grave e potencialmente fatal, como a pneumonite intersticial. Adicionalmente, foram reportados casos de lesão renal aguda na experiência clínica com o medicamento.

P: Quais são os tipos de infeções reportados com maior frequência durante o tratamento com Herceptin?

R: As infeções são uma reação adversa reportada frequentemente. As tabelas oficiais de reações adversas indicam que as infeções comuns específicas incluem as do trato respiratório superior e a nasofaringite (que é a constipação comum).

P: Qual é a definição de um "declínio assintomático da LVEF" relacionado com o Herceptin?

R: LVEF significa Fração de Ejeção do Ventrículo Esquerdo, que mede a eficácia com que o coração bombeia o sangue. Um "declínio assintomático da LVEF" é uma descida na função cardíaca sem que o doente sinta sintomas físicos. A informação de prescrição inclui critérios sobre quando o tratamento deve ser interrompido com base na descida da LVEF.

P: Reações cutâneas como erupções ou unhas quebradiças são comuns durante o Herceptin?

R: De acordo com os relatórios oficiais de eventos adversos, a erupção cutânea (rash) é um efeito secundário reportado com muita frequência. A informação sobre a frequência de unhas quebradiças não é destacada explicitamente nas listas oficiais de reações adversas comuns.

P: Como é que o tratamento com Herceptin se enquadra com outros tratamentos oncológicos, como radioterapia ou cirurgia?

R: As indicações oficiais estabelecem que o Trastuzumab é utilizado para o tratamento "adjuvante" do cancro da mama em estádio inicial. Isto significa que é administrado como um tratamento adicional após os tratamentos locais iniciais, como a cirurgia, e por vezes após a radioterapia.

P: O Herceptin provoca queda de cabelo ou isso está relacionado com outros fármacos administrados em conjunto?

R: A perda de cabelo (alopécia) foi reportada como uma reação adversa em estudos clínicos. A informação ao doente baseada em dados regulamentares sugere que pode ocorrer um enfraquecimento do cabelo.

P: O Herceptin pode afetar a capacidade de uma pessoa engravidar no futuro?

R: O Trastuzumab possui um aviso de toxicidade embriofetal, o que significa que o seu uso durante a gravidez pode prejudicar o feto. Os avisos oficiais indicam que é necessária contraceção eficaz durante o tratamento e durante, pelo menos, sete meses após a dose final, correspondendo ao período de eliminação do fármaco.

P: O Herceptin é por vezes utilizado como um tratamento isolado?

R: Sim. Embora seja frequentemente utilizado em combinação com quimioterapia, as indicações oficiais também aprovam o Trastuzumab como agente único para o tratamento do cancro da mama metastático com superexpressão de HER2. Isto aplica-se a doentes que já tenham recebido um ou mais regimes de quimioterapia prévios.

P: Os doentes sentem um sabor metálico ou alterações no apetite durante o tratamento?

R: De acordo com as tabelas oficiais de reações adversas, uma alteração no paladar (disgeusia) é um efeito secundário comum, especialmente em doentes tratados por cancro gástrico metastático. A perda de apetite é também uma reação reportada frequentemente.

P: É típico sentir dores no corpo e nas articulações com o Herceptin?

R: Sim, dores nas articulações (artralgia) e dores musculares (mialgia) estão listadas nos documentos regulamentares como reações adversas reportadas frequentemente para o Trastuzumab.

P: De que forma o tratamento com Herceptin é diferente de novos conjugados anticorpo-fármaco como o Kadcyla?

R: O Herceptin é classificado como um anticorpo monoclonal que atua bloqueando sinais e recrutando o sistema imunitário para atacar a célula cancerígena. O Kadcyla (ado-trastuzumab emtansina) é uma classe diferente de fármaco, conhecida como conjugado anticorpo-fármaco (ADC), que transporta um agente quimioterápico diretamente para a célula cancerígena. As autoridades regulamentares afirmam que os dois produtos não são permutáveis.

P: É comum os doentes sentirem ansiedade ou alterações emocionais enquanto estão a tomar Herceptin?

R: As tabelas oficiais de reações adversas listam a depressão como uma perturbação psiquiátrica reportada habitualmente durante o tratamento.

P: Quais são as expectativas gerais para a qualidade de vida durante e após o tratamento com Herceptin?

R: A qualidade de vida é monitorizada como um parâmetro formal nos ensaios clínicos utilizados para estabelecer a eficácia do medicamento. As avaliações incluem o acompanhamento de fatores como dor, apetite, sono e atividades físicas ao longo do período do estudo.

P: É verdade que os problemas cardíacos causados pelo Herceptin podem ser reversíveis?

R: Sim. Os documentos regulamentares permitem a possibilidade de reverter a disfunção cardíaca. Se uma dose for suspensa devido à diminuição da função cardíaca, o tratamento pode ser retomado se a função ventricular esquerda regressar aos limites normais dentro de um período de tempo especificado.

P: O que são biossimilares e existem biossimilares para o Herceptin?

R: Um biossimilar é um produto biológico altamente semelhante a um produto de referência e que não apresenta diferenças clinicamente significativas. O Trastuzumab é a substância ativa do Herceptin, e vários produtos biossimilares para o Trastuzumab foram aprovados pelas autoridades regulamentares.

P: É um erro de interpretação que o Herceptin seja uma cura padrão para todos os cancros HER2-positivos?

R: A documentação oficial especifica a utilização do Trastuzumab como um tratamento para cancros com superexpressão de HER2. As suas indicações cobrem o uso no cenário adjuvante (tratamento após a terapia inicial) e no tratamento de doença metastática.

P: Os doentes ganham ou perdem peso habitualmente durante o tratamento com Herceptin?

R: A perda de peso está listada nas tabelas regulamentares de reações adversas como um evento reportado frequentemente. Este efeito secundário é observado particularmente em doentes tratados por cancro gástrico metastático.

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Como Herceptin deve ser armazenado e descartado?

Como conservar e eliminar o Herceptin?

Os documentos regulamentares definem requisitos rigorosos para a conservação e eliminação do Herceptin (Trastuzumab), de modo a garantir a manutenção da sua integridade.

Condições de Conservação Obrigatórias

Todos os frascos por abrir (pó ou solução) devem ser conservados no frigorífico, a uma temperatura entre 2°C e 8°C. O produto deve ser protegido da luz, permanecendo dentro da sua embalagem exterior original, e não deve ser congelado.

Regras de Estabilidade e Eliminação

Aplica-se o cumprimento de períodos de estabilidade oficiais após a preparação do medicamento. Para a formulação intravenosa (IV) reconstituída com Água Estéril para Injeção, a solução permanece estável por um período de até 24 horas quando refrigerada; após este período, o medicamento deve ser eliminado. Qualquer porção não utilizada que permaneça em frascos de dose única deve também ser eliminada, de acordo com os regulamentos locais de resíduos farmacêuticos. O medicamento deve ser mantido fora da vista e do alcance das crianças.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Herceptin encontrado em:

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