Gleevec

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Gleevec

Gleevec: Aspetos Essenciais do Mesilato de Imatinib

Propriedade Descrição
Princípio Ativo Mesilato de imatinib (DCI)
Detentor da Marca Original Novartis (Fabricante Original)
Forma Farmacêutica Comprimidos Revestidos por Película
Classe Farmacológica Inibidor da Tirosina Quinase (ITK)
Uso Comum Terapia dirigida para cancros específicos
Origem Sintética (Fabrico químico)

O Gleevec é o nome comercial do medicamento sujeito a receita médica que contém o princípio ativo mesilato de imatinib, um fármaco sintético de pequena molécula. É geralmente disponibilizado sob a forma de comprimidos revestidos para administração por via oral, representando um avanço terapêutico fundamental na oncologia.

A formulação original de marca, o Gleevec, é clinicamente reconhecida pela sua qualidade e foi o primeiro fármaco da sua classe a alterar drasticamente o prognóstico de doentes com Leucemia Mieloide Crónica (LMC). Esta inovação permitiu transformar uma patologia anteriormente fatal numa doença crónica controlável.


Que tipo de medicamento é o Imatinib (Gleevec)?

O imatinib (Gleevec) pertence à classe farmacológica conhecida como inibidores da tirosina quinase (ITK). É considerado uma forma de terapia dirigida porque foi concebido para interferir seletivamente com vias moleculares específicas nas células cancerígenas, minimizando os danos nos tecidos saudáveis.

Esta classificação baseia-se na sua capacidade de bloquear a atividade de várias enzimas, incluindo a proteína de fusão BCR-ABL, que se encontram hiperativas em certas doenças. O imatinib está aprovado como um inibidor da quinase que visa as proteínas ABL, KIT ou PDGFR.


Para que é utilizado o Gleevec? (Objetivo Terapêutico Geral)

O Gleevec é prescrito principalmente para cancros originados por defeitos genéticos específicos que dependem da atividade da quinase que o medicamento bloqueia. As suas principais utilizações terapêuticas incluem o tratamento de formas específicas de leucemia, como a Leucemia Mieloide Crónica (LMC), e de Tumores Estromais Gastrointestinais (GIST).

Trata-se de um medicamento modificador da doença, essencial para a gestão terapêutica a longo prazo, proporcionando uma abordagem altamente focada para doentes cujos cancros dependem da via molecular que o imatinib consegue atingir eficazmente.

Quais efeitos secundários são possíveis com Gleevec?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança do mesilato de imatinib (Gleevec) está oficialmente documentado por autoridades governamentais, detalhando potenciais reações adversas e considerações especiais de segurança. As reações observadas com maior frequência são classificadas em contextos regulatórios como Muito Frequentes ou Frequentes, estabelecendo o padrão esperado de efeitos secundários.

Reações Adversas Classificadas por Frequência

As reações adversas mais comuns centram-se na acumulação de líquidos e em efeitos sistémicos gerais, principalmente edema (retenção de líquidos), náuseas, vómitos, diarreia, dor musculoesquelética, cãibras musculares e fadiga. As toxicidades hematológicas, especificamente a neutropenia e a trombocitopenia, são também reconhecidas como comuns, ocorrendo frequentemente com maior incidência durante os meses iniciais da terapia.


Reações Adversas Graves por Sistema de Órgãos

A documentação oficial regista reações adversas menos frequentes, mas clinicamente significativas, em sistemas fisiológicos fundamentais:

  • Hepatobiliar: Está documentado o potencial para toxicidade hepática grave, incluindo casos que levaram a resultados fatais.
  • Cardíaco: São relatados eventos graves, como insuficiência cardíaca congestiva e disfunção ventricular esquerda, especialmente no início do tratamento em determinados grupos de doentes.
  • Gastrointestinal: O risco de perfurações gastrointestinais e hemorragia clinicamente significativa é assinalado nos textos oficiais.

Segurança em Populações Específicas e Relacionada com a Duração

Existem considerações de segurança específicas para certas populações e tempos de utilização. A retenção de líquidos grave é referida como sendo mais comum em adultos mais velhos. Para doentes pediátricos, a documentação oficial regista relatos de atraso no crescimento. Além disso, o perfil de segurança destaca que as potenciais toxicidades que afetam o fígado, os rins e o coração devem ser consideradas durante a exposição prolongada ao medicamento.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda médica

A experiência com doses superiores à dose terapêutica recomendada é limitada. No entanto, foram relatados casos de sobredosagem acidental com Gleevec em ambiente clínico e durante os ensaios laboratoriais. Em caso de ingestão de uma dose superior à recomendada, o doente deve contactar imediatamente o médico assistente ou dirigir-se ao serviço de urgência hospitalar mais próximo.

Os sintomas associados a uma sobredosagem podem variar dependendo da quantidade de medicamento ingerida. Foram observados efeitos como náuseas, vómitos, diarreia, erupção cutânea, edema (inchaço), fadiga, espasmos musculares e dor abdominal. Em casos de doses significativamente elevadas, podem ocorrer alterações nos níveis das células sanguíneas (como a redução do número de glóbulos brancos) e elevação das enzimas hepáticas.

Não existe um antídoto específico para a sobredosagem com este medicamento. O tratamento deve ser de suporte e direcionado para a gestão dos sintomas apresentados pelo doente. É fundamental que o doente tenha consigo a embalagem do medicamento ou a bula informativa para que os profissionais de saúde possam identificar a substância e a dosagem correspondente.

Se o doente se esquecer de tomar uma dose, não deve tomar uma dose a dobrar para compensar a dose esquecida. Deve, em vez disso, aguardar pela próxima toma programada e continuar o tratamento conforme a indicação médica original.

Usos terapêuticos de Gleevec

Gestão Direcionada de Cancros e Doenças Proliferativas


A utilização terapêutica do Imatinib é relevante em diversas patologias caracterizadas por períodos de sintomas acentuados.

Cancros Resultantes da Proliferação Celular Anómala

O Gleevec é habitualmente utilizado para auxiliar na Leucemia Mieloide Crónica (LMC) com cromossoma Filadélfia positivo (Ph+), sendo aplicado em situações onde os sintomas estão relacionados com um desequilíbrio sistémico e um aumento da atividade fisiológica. O medicamento pode ajudar na gestão de sintomas que geram um esforço fisiológico percetível, apoiando os doentes no controlo de uma patologia crónica complexa. É também relevante para a gestão da Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA) Ph+ e de doenças raras específicas, tais como certas formas de Síndrome Hipereosinofílica (SHE), aplicadas em contextos onde é necessário suporte sintomático adicional para abordar o desequilíbrio sistémico.

Tumores Sólidos Avançados e Risco de Recidiva

O medicamento é frequentemente utilizado para ajudar em casos de Tumores Estromais Gastrointestinais (GIST) irressecáveis, recorrentes ou metastáticos e em casos avançados de Dermatofibrossarcoma Protuberante (DFSP). Nestes contextos, o Gleevec é relevante para aliviar sintomas que interferem com o funcionamento diário, ajudando a gerir manifestações relacionadas com o tamanho do tumor ou auxiliando no controlo da progressão dos sintomas. Além disso, é aplicado em contexto adjuvante após cirurgia, onde contribui para aliviar a carga sintomática global, apoiando a gestão no cenário clínico pós-tratamento.


Facto Rápido: Alívio do Desequilíbrio Sistémico

O medicamento é considerado relevante para o alívio de sintomas que interferem com o conforto diário e criam um esforço fisiológico notório, particularmente em condições que envolvem um crescimento celular anómalo e persistente.

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar Gleevec?

A elegibilidade para o tratamento com imatinib (Gleevec) é rigorosamente definida pelas entidades reguladoras e foca-se na população de doentes, no estado de saúde específico e na capacidade reprodutiva.


Contraindicação absoluta

O Gleevec está formalmente contraindicado em doentes com historial conhecido de hipersensibilidade ao imatinib ou a qualquer componente da formulação do comprimido.


Populações com utilização restrita

  • Idade: Embora esteja aprovado para adultos e para certas indicações pediátricas, não existe experiência clínica estabelecida para a utilização de imatinib em crianças com menos de dois anos de idade.
  • Função orgânica: Doentes com insuficiência hepática grave ou insuficiência renal moderada são designados como uma população que requer uma utilização condicionada, o que inclui ajustes posológicos determinados pelas normas regulamentares. Recomenda-se precaução em indivíduos com insuficiência renal grave devido aos dados clínicos limitados.
  • Estado reprodutivo: A utilização durante a gravidez é restrita, uma vez que o imatinib acarreta o risco de danos fetais; as mulheres com potencial de engravidar devem ser aconselhadas a evitar a gravidez. Adicionalmente, o imatinib não é recomendado para mulheres que estejam a amamentar.
  • Comorbilidades: Doentes com doença cardíaca preexistente ou fatores de risco para insuficiência cardíaca congestiva devem ser monitorizados e acompanhados cuidadosamente como precaução contra complicações, conforme descrito na rotulagem oficial. Recomenda-se também cautela em populações com condições associadas a níveis elevados de eosinófilos.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos: Informação Regulamentar Oficial sobre o Imatinib

A documentação regulamentar define o perfil de interação do mesilato de imatinib (Gleevec) com base no seu papel como substrato da enzima metabólica CYP3A4 e como inibidor tanto da CYP3A4 como do transportador glicoproteína-P (P-gp). Este envolvimento resulta em restrições específicas e em condições obrigatórias de administração.

Combinações Contraindicadas

A utilização conjunta de imatinib é contraindicada com substâncias específicas. Isto inclui o produto à base de plantas Erva de S. João (Hypericum perforatum), dado que esta atua como um potente indutor da CYP3A4, o que diminui significativamente a exposição plasmática ao imatinib, pondo em risco a eficácia do tratamento. Da mesma forma, a administração conjunta com Pimozida é contraindicada, uma vez que o imatinib aumenta a concentração desta última, o que pode representar um risco de prolongamento do intervalo QT.

Alterações Documentadas na Exposição

O efeito inibidor do imatinib sobre a CYP3A4 faz com que este aumente as concentrações plasmáticas de outros substratos da CYP3A4 administrados simultaneamente, como a Simvastatina. Inversamente, os inibidores potentes da CYP3A4 (por exemplo, o Cetoconazol) aumentam a própria exposição do organismo ao imatinib. O medicamento deve ser obrigatoriamente tomado com uma refeição e um copo grande de água, sendo esta uma regra de tempo de administração definida para minimizar problemas gastrointestinais e otimizar a absorção.

Notas sobre Populações e Anticoagulantes

Está documentado que doentes com insuficiência hepática grave apresentam uma exposição aumentada ao imatinib, o que sugere um maior risco de acumulação. É assinalada uma interação farmacodinâmica específica com o anticoagulante Varfarina, em que a administração conjunta pode levar à elevação do Tempo de Protrombina/INR.

Mecanismo de ação

Bloqueio Molecular das Principais Tirosina Quinases

O imatinib funciona como um inibidor de quinases de tipo 2 altamente direcionado, ligando-se especificamente à bolsa de ligação do ATP de várias enzimas fundamentais, incluindo a proteína de fusão BCR-ABL e os recetores c-Kit e PDGFR. Esta ligação estabiliza a enzima numa conformação inativa, bloqueando competitivamente a transferência de um grupo fosfato necessária para a sinalização celular a jusante.


Cascata de Paragem do Crescimento Celular

Ao inibir com sucesso a atividade da quinase, o imatinib interrompe a fosforilação de tirosina anómala e contínua que impulsiona os sinais de sobrevivência e de proliferação. A remoção destes sinais de sobrevivência desencadeia a morte celular programada (apoptose) e a cessação da proliferação nas células dependentes da quinase. Esta eliminação celular seletiva e a interrupção do crescimento resultam na principal alteração fisiológica produzida por este mecanismo.


Limitações Farmacodinâmicas e Resistência Estrutural

No entanto, a função inibidora do mecanismo está estruturalmente limitada pela forma precisa do local de ligação da enzima. Alterações genéticas específicas, como a mutação T315I, impedem estruturalmente que o imatinib estabilize o estado inativo da quinase. Esta limitação estrutural resulta na reativação da cascata de sinalização aberrante, levando ao reinício da proliferação celular contínua e dos sinais de sobrevivência.

Informações sobre dosagem e administração

Como Utilizar o Gleevec: Orientações Oficiais de Administração

O mesilato de imatinib (Gleevec) é administrado por via oral, encontrando-se disponível em comprimidos revestidos com dosagens de 100 mg e 400 mg. As normas regulamentares oficiais definem protocolos específicos relativos à quantidade, ao momento e à forma de administração do medicamento.


Detalhes de Administração e Protocolo de Dosagem

Parâmetro Instrução
Relação com as Refeições Deve ser tomado durante uma refeição e acompanhado por um copo grande de água.
Frequência Padrão para Adultos Geralmente administrado uma vez por dia para doses até 600 mg. A dose de 800 mg/dia é dividida em 400 mg duas vezes por dia (manhã e noite).
Regra para Doses Esquecidas Em caso de esquecimento, o doente deve tomar a dose seguinte no horário previsto e não deve tomar uma dose extra para compensar.
Duração de Longo Prazo O tratamento segue um padrão contínuo e prolongado, embora existam durações definidas para usos específicos, como 3 anos para o tratamento adjuvante de GIST.

Ajustes de Dose e Populações Específicas

As doses iniciais padrão são tipicamente de 400 mg/dia para a Leucemia Mieloide Crónica (LMC) em fase crónica e para Tumores Estromais Gastrointestinais (GIST) irressecáveis, e de 600 mg/dia para a fase acelerada ou Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA) Ph+. A dose pode ser ajustada — aumentada ou reduzida — com base no protocolo estabelecido e na resposta do doente. Para doentes pediátricos, a dosagem é calculada com base na Área de Superfície Corporal (ASC) a 340 mg/m²/dia, não devendo exceder os 600 mg diários. Além disso, doentes com insuficiência hepática grave requerem uma redução de 25% na dose inicial padrão para assegurar uma administração adequada.

Administração Alternativa

Para doentes incapazes de deglutir os comprimidos inteiros, estes podem ser dispersos em água ou sumo de maçã e agitados imediatamente antes da administração, tal como descrito nas instruções oficiais.

Evidência clínica recente

Evidência de investigação / Visão geral dos estudos sobre o Gleevec

Evidência na Leucemia Mieloide Crónica (LMC)

A base científica para a utilização de imatinib na Leucemia Mieloide Crónica (LMC), particularmente na fase crónica recentemente diagnosticada, inclui Ensaios Controlados Aleatorizados (ECA) de grande escala. Estes estudos fundamentais foram desenhados para avaliar o fármaco comparando-o com o tratamento padrão anterior, analisando resultados importantes como a obtenção de Resposta Citogenética e de Respostas Moleculares específicas. Estudos focados nestas mesmas populações forneceram descrições de padrões de sobrevivência global a longo prazo, com acompanhamentos que se estenderam por períodos prolongados em algumas coortes. Estas descobertas descrevem padrões de como a atividade da doença dos doentes evoluiu ao longo do tempo nos contextos controlados dos estudos.

Evidência em Tumores Estromais Gastrointestinais (GIST)

A investigação que explorou o imatinib em Tumores Estromais Gastrointestinais (GIST) foi realizada utilizando diferentes desenhos de estudo. Para doentes com GIST avançado, não operável ou metastático, os estudos utilizaram ensaios de braço único para observar a atividade da doença. Para doentes submetidos a cirurgia, foram aplicados Ensaios Controlados Aleatorizados para explorar a utilização do fármaco após a intervenção (contexto adjuvante). Estudos em doença avançada registaram medições da redução do tumor, ou Taxa de Resposta Objetiva (ORR), nas populações observadas. A investigação documentou que os resultados observados foram estudados em conjunto com a mutação genética específica examinada nos estudos de tumores GIST.

Evidência em Cancros Raros e Outras Patologias

A investigação também explorou o uso de imatinib em várias condições raras, incluindo a Leucemia Linfoblástica Aguda com cromossoma Filadélfia positivo (LLA Ph+) e um tipo específico de Síndrome Hipereosinofílica (SHE). Para a LLA Ph+, a investigação envolveu principalmente ensaios de braço único onde o fármaco foi utilizado em conjunto com quimioterapia de combinação padrão, monitorizando a obtenção de Remissão Completa (RC). Para a SHE, a investigação focou-se principalmente em doentes portadores da fusão cinase específica FIP1L1-PDGFRα, monitorizando a normalização rápida das contagens de glóbulos brancos (Resposta Hematológica).

Lacunas na Evidência e Áreas de Incerteza

Embora exista uma base de investigação substancial para o imatinib, particularmente para a LMC, foram identificadas várias áreas de incerteza e limitações no panorama da evidência. Os tamanhos das amostras foram reduzidos em ensaios para condições raras, o que significa que os resultados se aplicam apenas às pequenas populações específicas estudadas. Existe uma falta de evidência comparativa para muitos cenários, como o DFSP (Dermatofibrossarcoma protuberante) e a SHE, onde a investigação se baseia em estudos de braço único. Adicionalmente, decorre investigação para abordar questões terapêuticas complexas, tais como quais os doentes com LMC que podem interromper o tratamento com segurança após atingirem uma remissão profunda.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Gleevec (FAQ)


P: O que deve fazer um doente se se esquecer de tomar uma dose programada de Gleevec?

As orientações oficiais indicam que, se uma dose de Gleevec for esquecida, a dose seguinte deve ser tomada à hora habitual. A informação oficial do produto estabelece que não deve ser tomada uma dose extra para compensar a toma que foi esquecida.


P: Os comprimidos de Gleevec podem ser divididos, esmagados ou dissolvidos com segurança se houver dificuldade em engolir?

A informação regulamentar descreve que, para doentes que tenham dificuldade em engolir os comprimidos inteiros, o medicamento pode ser disperso em água ou sumo de maçã. A mistura deve ser mexida imediatamente antes da administração.


P: Quais são os efeitos secundários mais frequentemente comunicados ao tomar Gleevec?

De acordo com fontes regulamentares oficiais, os efeitos secundários comunicados com maior frequência incluem a retenção de líquidos (edema), dores e cãibras musculares, náuseas, vómitos, diarreia, erupção cutânea e fadiga geral. As análises ao sangue também podem mostrar habitualmente níveis baixos de certas células sanguíneas.


P: Existem restrições alimentares ou de bebidas rigorosas durante a toma de Gleevec?

As diretrizes oficiais de administração indicam que o Gleevec deve ser tomado com uma refeição e um copo grande de água. Além disso, os documentos oficiais descrevem que os doentes devem evitar a toranja ou o sumo de toranja, bem como produtos à base de plantas que contenham Erva de São João (Hipericão).


P: Porque é que a toranja ou o sumo de toranja são frequentemente mencionados como um risco de interação com o Gleevec?

A informação oficial indica que o Gleevec é processado por uma enzima hepática chamada CYP3A4. A toranja e o seu sumo são conhecidos por inibir esta enzima, o que pode fazer com que o nível de Gleevec no sangue aumente. Esta concentração elevada aumenta potencialmente o risco de efeitos secundários.


P: O Gleevec afeta o sistema imunitário e aumenta o risco de infeção?

Sim, a rotulagem oficial afirma que o Gleevec causa habitualmente contagens baixas de glóbulos brancos (neutropenia). Esta redução nas células que combatem a infeção está ligada a um maior risco de desenvolver uma infeção.


P: Que medidas de contraceção eficazes são recomendadas durante o tratamento com Gleevec?

A informação oficial do produto aconselha as doentes com potencial de engravidar a utilizarem contraceção adequada durante todo o curso da terapia. Esta precaução também é necessária durante, pelo menos, 14 dias após a administração da dose final do medicamento.


P: O Gleevec é sempre tomado para o resto da vida do doente?

A duração necessária do tratamento com Gleevec é tipicamente de longo prazo e frequentemente contínua para muitas condições. No entanto, a documentação regulamentar especifica durações de tratamento fixas para certas utilizações, como três anos para o tratamento adjuvante de Tumores Estromais Gastrointestinais (GIST).


P: Existem estudos de investigação sobre a interrupção do Gleevec e a manutenção da ausência de doença (remissão sem tratamento)?

A investigação continua a explorar a questão de saber se certos doentes com Leucemia Mieloide Crónica que atingiram uma remissão profunda e estável podem interromper o tratamento com segurança. Este tópico ainda se encontra sob investigação ativa.


P: Quais são os sinais de uma reação cutânea grave ou potencialmente fatal relacionada com o Gleevec?

A rotulagem oficial indica que uma erupção cutânea acompanhada de sintomas como febre, feridas na boca, formação de bolhas, descamação da pele ou fadiga extrema é um sinal que requer revisão médica imediata, uma vez que o rótulo alerta contra reações dermatológicas graves.


P: Que sintomas específicos de infeção devem ser vigiados durante a toma de Gleevec?

Devido ao potencial de contagens baixas de glóbulos brancos, sintomas como febre, calafrios ou dor de garganta persistente são listados nos documentos oficiais como sinais que requerem revisão médica imediata para avaliar uma possível infeção.


P: Que sintomas de problemas cardíacos ou dificuldade respiratória devem ser comunicados imediatamente?

O rótulo oficial refere um risco de insuficiência cardíaca congestiva grave. Os sintomas registados no rótulo oficial que requerem uma revisão médica imediata incluem o aumento súbito de peso, inchaço invulgar das mãos ou dos pés ou falta de ar inexplicável.


P: O Gleevec pode causar alterações no paladar ou no olfato do doente?

Alterações no paladar, por vezes referidas como disgeusia ou perturbação do paladar, foram comunicadas como um possível efeito secundário do medicamento. Isto está listado nalguns documentos regulamentares como um evento adverso pouco frequente.


P: A queda ou o enfraquecimento do cabelo é um efeito secundário comum do Gleevec?

A perda ou o enfraquecimento do cabelo (alopecia) foi comunicado em documentos regulamentares. Embora notado como um efeito secundário, não está listado entre os eventos adversos mais frequentes.


P: Existem relatos de que o Gleevec causa alterações na cor do cabelo?

Os documentos regulamentares oficiais reconhecem as alterações na pigmentação como um possível efeito secundário. Estas alterações comunicadas podem incluir o aclaramento ou o escurecimento da cor da pele e do cabelo.


P: É comum sentir um sabor metálico ou estranho na boca ao iniciar o Gleevec?

Alterações no paladar, que alguns doentes podem descrever como uma sensação estranha ou metálica, foram comunicadas como um evento adverso. Este efeito secundário é tipicamente classificado como pouco frequente.


P: O Gleevec causa tipicamente aumento ou perda de peso nos doentes?

O aumento de peso está listado nos textos regulamentares como uma reação adversa comum. Isto é frequentemente atribuído à retenção de líquidos (edema) que muitos doentes sentem enquanto tomam o medicamento.


P: Existem problemas graves no trato digestivo, como hemorragias ou perfurações, ligados ao Gleevec?

A rotulagem oficial documenta um risco de problemas gastrointestinais graves, incluindo hemorragia clinicamente significativa e o potencial para uma perfuração gastrointestinal (um orifício). Dores abdominais invulgares ou fezes escuras são sintomas que os documentos oficiais afirmam requerer revisão médica imediata.


P: Um doente pode consumir álcool com segurança durante o tratamento com Gleevec?

Embora não exista uma contraindicação explícita contra o álcool, o Gleevec acarreta um risco de problemas hepáticos graves. Dado que o Gleevec apresenta este risco, o consumo concomitante de álcool pode aumentar o risco global de toxicidade para o fígado.


P: Como é que o Gleevec afeta a função tiroideia, particularmente em doentes que foram submetidos a uma tiroidectomia?

Foi comunicada uma função tiroideia baixa (hipotiroidismo) em doentes a tomar Gleevec, especialmente naqueles que foram anteriormente submetidos a uma tiroidectomia. Os documentos regulamentares aconselham a monitorização da função da tiroide nestes doentes.


P: O Gleevec pode causar ou contribuir para problemas renais?

Recomenda-se precaução em doentes com problemas renais existentes. Foram documentados relatos de compromisso renal novo ou agravado e, nalguns casos, insuficiência renal, particularmente com a utilização prolongada do medicamento.


P: O que acontece se o Gleevec for tomado com um medicamento de venda livre como o Paracetamol?

Recomenda-se precaução ao utilizar o Gleevec juntamente com medicamentos de venda livre que contenham paracetamol. Os avisos regulamentares destacam que doses elevadas de ambos os medicamentos foram associadas a um risco acrescido de toxicidade hepática grave.

Como Gleevec deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar o Gleevec (Mesilato de Imatinib)

Requisitos de Conservação

Os comprimidos de Gleevec devem ser conservados a uma temperatura ambiente controlada, especificamente entre 20°C e 25°C; são permitidas variações curtas até aos 30°C. O medicamento deve ser mantido na sua embalagem original, a qual deve permanecer devidamente fechada para garantir a sua proteção. É fundamental que o Gleevec seja armazenado fora do alcance e da vista das crianças.

Instruções para Eliminação

O Gleevec não utilizado ou com o prazo de validade expirado deve ser eliminado adequadamente, de preferência através de um programa de recolha de medicamentos. Caso não esteja disponível um programa deste tipo, os comprimidos devem ser misturados com uma substância indesejável, como terra ou borras de café usadas; deve colocar-se a mistura num saco de plástico selado e, em seguida, eliminá-la nos resíduos domésticos. Não coloque o Gleevec na sanita nem o deite num ralo.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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