Gelafusal

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Gelafusal

Método de ação: Plasma-Substituting

Opção de tratamento:

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Gelafusal

Definição do Gelafusal: Classificação e Forma

O Gelafusal é uma solução especializada para perfusão intravenosa, classificada clinicamente como um substituto do volume plasmático do tipo coloide. Esta designação inclui agentes utilizados para aumentar, de forma imediata e temporária, o volume de fluido que circula na corrente sanguínea, uma função fundamentada por estudos farmacológicos que confirmam o seu efeito volémico rápido. A sua função principal consiste em promover a expansão volémica em situações agudas de défice de fluidos, conhecidas como hipovolemia. O medicamento foi concebido para administração direta na veia (via intravenosa) em cenários agudos onde a restauração rápida do volume é crítica. De acordo com o sistema ATC da Organização Mundial da Saúde, os substitutos do volume plasmático são categorizados como agentes que atuam no sangue e nos órgãos hematopoiéticos. Isto significa que o medicamento ajuda a proporcionar estabilidade imediata ao sistema circulatório, apoiando a pressão arterial e assegurando um fluxo sanguíneo adequado aos órgãos vitais.

O que é a Gelatina Succinilada e qual a sua Origem?

O principal componente ativo é a gelatina succinilada, cientificamente denominada polissuccinato de gelatina. Esta substância é uma proteína modificada derivada de colagénio bovino, o que distingue a sua origem da dos expansores plasmáticos totalmente sintéticos. A base de gelatina de origem natural é submetida a um processo químico, designado por succinilação, para otimizar o seu tamanho molecular e a sua estabilidade, visando uma administração intravenosa segura. O produto final é tipicamente uma concentração a 4% de polissuccinato de gelatina dissolvido numa solução equilibrada de eletrólitos e água. A estrutura molecular específica e a concentração controlada do polissuccinato de gelatina são essenciais para garantir que a substância permaneça eficaz no espaço vascular durante um período definido, proporcionando um suporte de volume fiável.

Função Central: Como apoia a circulação?

A função central do Gelafusal é alcançada através da sua ação física: o exercício da pressão osmótica coloidal. As grandes moléculas de polissuccinato de gelatina não conseguem sair facilmente da corrente sanguínea e, consequentemente, atraem e retêm água no interior dos vasos sanguíneos, resultando num aumento imediato do volume plasmático. Este efeito volémico rápido é fundamental para apoiar a circulação, sendo comummente aplicado em cenários como a compensação de perdas de fluidos durante cirurgias de grande porte. Ao restaurar rapidamente o volume de fluido necessário, o medicamento ajuda a mitigar os riscos associados a défices agudos de líquidos, proporcionando estabilização até que a causa subjacente da perda de volume possa ser abordada.

Quais efeitos secundários são possíveis com Gelafusal?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

O perfil de segurança do Gelafusal, uma solução de gelatina fluida modificada, foca-se principalmente nos efeitos relacionados com o volume e no risco de reacções de hipersensibilidade, conforme documentado em fontes reguladoras oficiais.


Abrangência das Reacções Adversas

Os efeitos indesejáveis oficialmente documentados estão classificados de acordo com os sistemas orgânicos e a frequência. O risco clinicamente mais significativo está relacionado com reacções alérgicas.

Classificação Categorias de Reacções Adversas
Doenças do Sistema Imunitário Reacções anafilácticas/anafilactóides, que variam desde reacções cutâneas ligeiras até ao choque grave com risco de vida.
Afecções dos Tecidos Cutâneos e Subcutâneos Reacções cutâneas alérgicas, tais como vermelhidão geral ou urticária.
Perturbações Gerais Sintomas inespecíficos como aumento ligeiro e transitório da temperatura corporal, febre ou calafrios.
Cardiopatias/Vasculopatias Reacções como o aumento do ritmo cardíaco (taquicardia) ou diminuição da pressão arterial (hipotensão) estão documentadas como sendo muito raras.

Restrições de Segurança e Limitações

O medicamento está restringido por Contra-indicações Absolutas, que são condições em que o produto não deve ser utilizado devido ao elevado risco:

  • Alergia conhecida ou hipersensibilidade à gelatina ou a qualquer outro componente da solução.
  • Estados de hiper-hidratação (excesso de fluidos no corpo) ou hipervolemia (volume excessivo de sangue circulante).
  • Insuficiência cardíaca congestiva aguda grave.
  • Distúrbios graves da coagulação sanguínea.
  • Compromisso renal grave.

As Advertências Especiais de Segurança referem que o volume inicial da perfusão deve ser administrado lentamente e sob observação cuidadosa para detectar qualquer sinal de reacção alérgica o mais cedo possível. Recomenda-se também precaução em doentes com risco de sobrecarga circulatória, tais como aqueles com hipertensão existente ou edema pulmonar.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

As informações reguladoras oficiais para o Gelafusal (gelatina succinilada) definem a sobredosagem estritamente no contexto da sua função como expansor de volume. Ocorre uma sobredosagem se a solução for administrada demasiado depressa ou num volume excessivo, o que resulta em hipervolemia (excesso de volume sanguíneo) e pode levar a um estado de sobrecarga circulatória.


Manifestações e Consequências Documentadas

Classificação Declaração Reguladora Oficial
Apresentações Clínicas A sobredosagem pode manifestar-se através de sinais de hipervolemia, incluindo o aumento da Pressão Venosa Central (PVC).
Resultados Graves As consequências documentadas com risco de vida incluem edema pulmonar, descompensação cardíaca e hipertensão grave resultante da sobrecarga hídrica excessiva.
Considerações de Risco Os sintomas de sobredosagem são mais acentuados em doentes com insuficiência cardíaca congestiva ou compromisso renal pré-existentes.

Acções de Emergência Mandatadas pelos Reguladores

A primeira acção reguladora perante a suspeita de uma sobredosagem é interromper a perfusão imediatamente. Uma vez que não se conhece um antídoto específico, as orientações oficiais determinam que é necessária assistência médica imediata. Os doentes ou cuidadores devem procurar assistência médica imediata ou contactar os serviços de emergência se ocorrerem sintomas graves ou sinais de sobrecarga circulatória.

A abordagem clínica é oficialmente descrita como tratamento sintomático e de suporte. Este procedimento envolve a monitorização hospitalar necessária, incluindo a observação do balanço hídrico e da hemodinâmica central do doente.

Usos terapêuticos de Gelafusal

O que o Gelafusal trata: Principais Utilizações e Benefícios

O Gelafusal (gelatina succinilada) é geralmente utilizado em contextos médicos agudos para a gestão da deficiência de volume e dos consequentes sintomas relacionados com o desequilíbrio sistémico ou sofrimento circulatório. A sua utilização é relevante em contextos clínicos que envolvam padrões de sintomas agudos ou instáveis relacionados com a deficiência de volume.

De acordo com a informação oficial sobre o produto, este medicamento é um substituto coloidal do volume plasmático, sendo comumente utilizado para auxiliar na profilaxia e no tratamento da hipovolemia relativa ou absoluta e do estado de choque.


Indicações Terapêuticas e Benefícios

Este fármaco aborda condições associadas a episódios agudos ou disruptivos em que existe um grande défice de volume. O Gelafusal é considerado relevante em condições caraterizadas por períodos de sintomas intensificados, tais como a hipovolemia absoluta ou relativa, que pode ocorrer devido a perda de sangue aguda (por exemplo, resultante de traumatismos graves ou cirurgia) ou a desvios severos de fluidos, como os observados em queimaduras extensas ou sépsis.

O benefício terapêutico central é o facto de ajudar a fornecer um alívio de suporte ao abordar sintomas relacionados com o desequilíbrio sistémico, sendo relevante para atenuar o desconforto associado a episódios agudos ou disruptivos. Este medicamento também apoia o doente durante episódios difíceis ao aliviar o sofrimento e ajudar a tratar sintomas ligados ao stress funcional de órgãos específicos, como a diminuição acentuada do débito urinário (oligúria).


Factos Rápidos: Alívio do Sofrimento Circulatório Agudo
Utilização Principal: Alívio de suporte para a hipotensão (pressão arterial baixa) e taquicardia (ritmo cardíaco acelerado) decorrentes da perda aguda de volume.
Benefício Principal: Ajuda a manter uma sensação de estabilidade quando os sintomas são mais percetíveis e apoia o doente ao melhorar o conforto geral durante os períodos sintomáticos.

Critérios de utilização e restrições

Mapa de Elegibilidade: Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar Gelafusal (Gelatina Succinilada)

Os documentos regulatórios definem populações específicas para as quais a perfusão de Gelafusal está contra-indicada ou requer um uso condicional.


Categoria Declaração Reguladora Oficial
Populações Contra-indicadas Doentes com hipersensibilidade à gelatina ou aos seus excipientes; alergia conhecida à carne vermelha (alergia alfa-gal); hipervolemia; hiper-hidratação; insuficiência cardíaca congestiva aguda; ou distúrbios graves da coagulação sanguínea.
Elegibilidade por Idade O uso está aprovado para adultos. A segurança e eficácia na população pediátrica (crianças) ainda não estão completamente estabelecidas, sendo o seu uso permitido apenas se os benefícios superarem claramente os riscos. Os adultos mais velhos requerem precaução devido a potenciais problemas cardíacos ou renais.
Restrições por Condição Específica O uso exige precaução em doentes com função renal gravemente comprometida (especialmente com oligo- ou anúria) e naqueles em risco de sobrecarga circulatória (ex.: hipertensão, edema pulmonar).
Estado de Gravidez/Lactação O uso na gravidez está restrito a situações de emergência imperativa, onde a indicação seja absolutamente necessária. Quanto à lactação, existe informação insuficiente sobre a excreção no leite humano.

Os documentos oficiais proíbem a utilização em doentes com sobrecarga de fluidos ou alergias específicas. Para todas as outras populações com restrições, como doentes com compromisso renal existente ou crianças, o estatuto regulatório dita o uso condicional sob monitorização rigorosa.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interacções do Gelafusal com Outros Medicamentos e Produtos

O perfil de interacções documentado para o Gelafusal (gelatina succinilada) é definido por efeitos farmacodinâmicos e pela interferência com procedimentos de diagnóstico, conforme descrito em fontes reguladoras oficiais. Não estão listadas nesta secção interacções relacionadas com enzimas metabólicas, transportadores de fármacos ou combinações específicas contra-indicadas.

Padrões de Interacção Documentados

Categoria da Substância Interactuante Classificação Oficial da Interacção Restrição Resultante
Medicamentos que retêm sódio (ex.: Corticosteróides, AINEs) Interacção farmacodinâmica baseada na retenção aditiva de sódio. A co-administração pode resultar em edema (inchaço). Esta precaução é particularmente dirigida a doentes com função renal comprometida ou estados graves de hipernatremia ou hipercloremia.

Interferência com Diagnósticos

A presença de Gelafusal pode influenciar os resultados de testes clínico-químicos, uma limitação procedimental que deve ser considerada na interpretação dos dados do doente. A informação oficial indica que o Gelafusal pode levar a valores falsamente elevados na velocidade de sedimentação (VS), na densidade urinária e em certos ensaios proteicos não específicos (como o método do Biureto).

Estas restrições definem a estrutura oficial de interacções, centrando-se nas consequências para o equilíbrio hídrico e na consciência dos procedimentos de diagnóstico, em vez de interacções complexas ao nível do metabolismo dos fármacos.

Mecanismo de ação

Como funciona o Gelafusal: Mecanismo de Ação

O Gelafusal exerce os seus efeitos através da dinâmica de fluidos físico-química. O seu mecanismo resulta num aumento rápido e temporário do volume de sangue circulante.


Expansão do Volume por Pressão Osmótica Coloidal

Este mecanismo foca-se na ação do Gelafusal no espaço de fluido intravascular (volume plasmático) e na pressão osmótica coloidal (POC). As moléculas de gelatina succinilada são retidas na corrente sanguínea devido ao seu tamanho e carga, criando um gradiente osmótico que atrai a água dos tecidos circundantes (espaço intersticial) para o interior dos vasos sanguíneos, o que resulta na expansão do volume plasmático.


Modulação Hemodinâmica e Renal de Fluidos

Este domínio abrange os efeitos sistémicos da expansão do volume plasmático no sistema circulatório e o papel subsequente dos rins. O aumento do volume de sangue eleva o retorno venoso e o débito cardíaco, o que aumenta as pressões de perfusão; simultaneamente, a atividade osmótica do coloide infundido nos túbulos renais leva a uma diurese osmótica transitória e ao aumento da excreção de fluidos.

Informações sobre dosagem e administração

O Gelafusal é uma solução a 4% de gelatina succinilada destinada exclusivamente à administração por via intravenosa, através de perfusão. O volume total e a velocidade da perfusão são ajustados individualmente, tendo como base a monitorização hemodinâmica contínua do doente.

Embora a solução possa ser habitualmente administrada a um ritmo de 500 ml ao longo de 30 minutos em situações não urgentes, a velocidade pode ser acelerada em cenários de défice agudo. Nesses casos, podem administrar-se 500 ml num período de 5 a 10 minutos recorrendo a uma técnica de perfusão sob pressão. Esta prática exige que a solução seja aquecida à temperatura corporal e que todo o ar seja expelido do recipiente e do sistema de perfusão para prevenir a ocorrência de uma embolia gasosa.

Um passo procedimental crítico exige que os primeiros 20 ml a 30 ml da solução sejam infundidos lentamente, enquanto o doente permanece sob observação rigorosa. O limite final para a administração não é um volume máximo fixo, mas sim a restrição fisiológica da hemodiluição. O tratamento deve ser interrompido se os níveis de hematócrito ou de hemoglobina descerem abaixo dos limiares críticos estabelecidos, de forma a garantir que o sangue mantém uma capacidade adequada de transporte de oxigénio.

Existem orientações específicas para populações vulneráveis. A determinação da dose para crianças requer uma avaliação especialmente cuidadosa devido à experiência clínica limitada. Do mesmo modo, a velocidade de perfusão para idosos deve ser regulada estreitamente para gerir o risco de sobrecarga circulatória. A solução é fisicamente compatível para administração em conjunto com componentes sanguíneos, uma vez que o seu baixo teor de cálcio evita a coagulação.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o Gelafusal

1. Evidência para Utilização em Casos de Choque e Défice Agudo de Volume

Esta secção resume a estrutura e o âmbito dos estudos que exploraram a solução de gelatina succinilada, detalhando as populações de doentes e os contextos clínicos examinados. A investigação avaliou a utilização da gelatina succinilada como expansor plasmático em populações que atravessam condições associadas a episódios agudos ou disruptivos, tais como o choque ou o baixo volume sanguíneo (hipovolemia). Este corpo de investigação inclui ensaios clínicos controlados e aleatorizados (ECA) e revisões sistemáticas, que exploraram o desempenho das soluções de gelatina em comparação com outros fluidos intravenosos, incluindo cristalóides e albumina.

Os estudos monitorizaram resultados relacionados com o desconforto físico e desequilíbrios sistémicos ou funcionais, tais como a medição da estabilidade da pressão arterial e do volume de sangue circulante. Os dados demonstram padrões que indicam que, nos ensaios, foi administrado um volume menor de solução colóide, em comparação com a solução cristalóide, para atingir a expansão de volume e manter o débito cardíaco. Ao analisar indicadores principais, como a mortalidade por todas as causas em doentes em estado crítico, as conclusões agregadas de metanálises não reportaram diferenças significativas em relação aos cristalóides ou à albumina.

2. Investigação sobre a Gestão de Fluidos em Cirurgia Major

Esta secção sintetiza os estudos realizados especificamente em doentes cirúrgicos, detalhando a investigação que explorou a manutenção de fluidos durante e imediatamente após procedimentos cirúrgicos de grande porte. Os estudos monitorizaram o stresse ou a sobrecarga fisiológica, incluindo a medição do volume sanguíneo, métricas de coagulação e o equilíbrio geral de electrólitos. As revisões sistemáticas reportaram padrões em que a gelatina succinilada foi estudada a par de certos tipos de colóides mais antigos, e os dados subsequentes descreveram uma menor incidência medida de insuficiência renal aguda. A investigação que explorou a necessidade de transfusões de sangue alogénico não reportou diferenças significativas em comparação com os cristalóides.

3. Questões em Aberto e Áreas para Investigação Futura

A investigação destaca várias áreas onde o nível de certeza permanece baixo. Uma vez que as dimensões das amostras foram modestas em muitos ensaios controlados e aleatorizados, a capacidade de confirmar ou excluir diferenças subtis nos principais resultados clínicos permanece limitada. A qualidade da evidência varia entre os estudos, e as consequências clínicas a longo prazo — como a recuperação total ou potenciais complicações — não estão totalmente estabelecidas pelo conjunto de evidências existente.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Gelafusal (FAQ)


P: Com que rapidez é que o Gelafusal começa a actuar após a administração?

De acordo com as informações oficiais do produto, o Gelafusal é descrito como proporcionando um aumento rápido do volume de fluido que circula na corrente sanguínea. Devido à sua utilização prevista em situações agudas de perda de volume, a velocidade de administração pode ser acelerada em cenários de défice grave para apoiar este efeito.


P: Qual é a duração habitual dos efeitos do Gelafusal?

Os documentos regulatórios descrevem o efeito temporário de expansão de volume da solução como tendo uma duração aproximada de três a quatro horas. O efeito destina-se a ser temporário, fornecendo um suporte de volume a curto prazo.


P: Qual é a diferença entre o Gelafusal e uma solução colóide?

O Gelafusal é classificado nos documentos regulatórios como um substituto coloidal do volume plasmático. Isto significa que pertence à classe de fluidos intravenosos que contêm moléculas de maiores dimensões, como a gelatina succinilada, que permanecem na corrente sanguínea para atrair e reter fluidos. É um tipo específico de colóide, frequentemente estudado a par das soluções cristalóides.


P: É normal sentir alguma sensação específica durante ou após a perfusão de Gelafusal?

O perfil de segurança oficial refere que as reacções não alérgicas mais comuns reportadas são um aumento ligeiro e transitório da temperatura corporal, ou, muito raramente, febre e calafrios. Qualquer sintoma ou reacção invulgar é tipicamente gerido pelo profissional de saúde que administra a solução.


P: Porque é que os documentos oficiais enfatizam a necessidade de monitorização durante o uso de Gelafusal?

A documentação oficial destaca a monitorização cuidadosa por duas razões principais. Primeiro, para detectar prontamente o início de uma reacção alérgica (anafilactóide) rara e grave. Segundo, para ajudar a prevenir a sobrecarga circulatória (excesso de volume), que constitui um risco particular para doentes com problemas cardíacos ou pulmonares pré-existentes.


P: O Gelafusal interage com medicamentos comuns para a dor?

Os documentos oficiais indicam que é necessária precaução quando o Gelafusal é utilizado com Anti-inflamatórios Não Esteróides (AINEs), que incluem vários analgésicos comuns. Isto deve-se a uma potencial interacção farmacodinâmica em que estes fármacos podem aumentar o risco de inchaço (edema) devido à retenção aditiva de sódio.


P: Qual é a função da gelatina succinilada?

A gelatina succinilada é a substância activa do Gelafusal. Esta passa por um processo de modificação química, conhecido como succinilação, para optimizar o tamanho e a estrutura das suas moléculas. Esta optimização permite que a molécula permaneça na corrente sanguínea durante o tempo suficiente para exercer o seu efeito crítico de expansão de volume.


P: Porque é que o Gelafusal é por vezes chamado de Gelatina Fluida Modificada?

A documentação oficial do produto lista explicitamente Gelatina Succinilada e Gelatina Fluida Modificada como sinónimos para a substância activa. Isto reflecte o processo de modificação química a que a gelatina de origem natural é submetida antes de ser utilizada na solução.


P: O Gelafusal é um tratamento para a desidratação?

A utilização principal do Gelafusal, conforme indicado nos documentos regulatórios, é o tratamento da hipovolemia aguda, que é uma deficiência grave do volume de fluido circulante. Os avisos oficiais referem que o Gelafusal é contra-indicado em casos de desidratação pura (perda simples de água) sem défice de volume plasmático, pois pode agravar os desequilíbrios hídricos existentes.


P: O Gelafusal contém conservantes ou aditivos?

Os documentos oficiais indicam que a solução é fabricada de modo a não conter conservantes. Qualquer solução remanescente após a abertura do recipiente é, habitualmente, eliminada.


P: Porque é que o Gelafusal é mencionado em discussões sobre cirurgias de grande porte?

O medicamento está oficialmente indicado para a profilaxia e tratamento do baixo volume de sangue circulante, como o causado por perdas de sangue perioperatórias. A sua indicação para gerir perdas perioperatórias significa que é frequentemente considerado para a gestão de fluidos durante e após cirurgias de grande porte.


P: O que acontece ao Gelafusal no corpo após cumprir a sua função?

As propriedades farmacocinéticas oficiais descrevem o processo de eliminação. Após a diminuição do efeito de expansão de volume, a substância é eliminada principalmente através dos rins e excretada na urina.


P: O Gelafusal pode causar sobrecarga de fluidos?

Sim, a informação de segurança regulatória lista a hipervolemia (volume sanguíneo demasiado elevado) e a sobrecarga de fluidos como riscos associados à sobredosagem ou a uma administração demasiado rápida. De facto, o medicamento é contra-indicado em doentes que já tenham excesso de fluidos no corpo para prevenir este desfecho.


P: O Gelafusal pode ser misturado com outros fluidos intravenosos?

As orientações oficiais referem que a solução é geralmente considerada compatível com as soluções de electrólitos comuns e componentes sanguíneos, devido às suas propriedades químicas específicas. No entanto, não deve ser misturada com soluções conhecidas por causarem precipitação, como certas emulsões lipídicas.


P: Existem diferentes concentrações ou versões do Gelafusal?

O produto principal detalhado na rotulagem oficial é uma solução a 4% de gelatina succinilada numa solução de electrólitos (como o Acetato de Ringer ou solução salina). A rotulagem refere-se primordialmente à concentração de 4%.


P: O Gelafusal contém electrólitos?

Sim, a solução é fabricada utilizando uma solução electrolítica equilibrada (como Acetato de Ringer ou solução salina). As listas de composição oficial confirmam a presença de electrólitos, incluindo Sódio e Cloreto.


P: O Gelafusal causa alterações na pressão arterial?

A acção principal da solução é ajudar a aumentar a pressão arterial através da expansão do volume circulante durante um défice agudo. Contudo, uma diminuição inesperada da pressão arterial (hipotensão) também está listada no perfil de segurança como um efeito secundário muito raro.


P: Quais são os sintomas mais comuns reportados em casos de hipersensibilidade ao Gelafusal?

Os sintomas de hipersensibilidade mais frequentemente reportados na documentação oficial são reacções cutâneas ligeiras, tais como o aparecimento de urticária ou vermelhidão generalizada. É realizada monitorização para detectar qualquer sinal de reacção alérgica o mais precocemente possível.


P: O Gelafusal é utilizado em doentes em estado de choque?

Sim, a solução está oficialmente indicada para a profilaxia e tratamento do baixo volume de sangue circulante, incluindo condições como várias formas de choque resultantes de perda de sangue, trauma, queimaduras ou sepsis.


P: Existem relatórios sobre a utilização do Gelafusal em doentes com problemas hepáticos?

Os avisos oficiais referem que a doença hepática crónica requer precaução específica. Isto acontece porque as condições hepáticas graves podem afectar a síntese de componentes sanguíneos importantes, e a administração de um expansor de volume como o Gelafusal pode causar uma diluição adicional desses factores.

Como Gelafusal deve ser armazenado e descartado?

Directrizes Oficiais para a Conservação e Eliminação de Gelafusal

Esta secção descreve os requisitos obrigatórios de conservação, manuseamento e eliminação, conforme estipulado na rotulagem regulamentar do Gelafusal, uma solução de gelatina fluida modificada.

Condições de Conservação

Requisito Orientação
Temperatura Não conservar acima de 25 °C (temperatura ambiente controlada).
Manuseamento e Estabilidade Não congelar. A solução deve apresentar-se límpida e isenta de partículas antes da sua utilização.
Integridade do Recipiente Não utilizar se o recipiente de dose única estiver danificado ou se tiver sido aberto anteriormente.

Prazo de Validade e Eliminação

O produto destina-se a utilização imediata. Uma vez que a solução não contém conservantes, qualquer quantidade que reste no recipiente após a sua abertura deve ser eliminada de imediato. O prazo de validade oficial para um recipiente fechado é habitualmente de 36 meses, prolongando-se até à data de validade impressa no rótulo.

A eliminação de qualquer medicamento não utilizado ou dos resíduos derivados deve ser efectuada em conformidade com os requisitos locais aplicáveis à gestão de resíduos farmacêuticos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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