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Fluoresceina

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Fluoresceina

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Método de ação: Ophthalmologicals

Opção de tratamento: Angiography, Fluorescein Angiography

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

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Visão geral de Fluoresceina

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substância ativa Fluoresceína sódica
Classe farmacológica Agente de contraste para diagnóstico
Origem Corante sintético de xanteno
Via de administração Intravenosa ou Oftálmica
Objetivo geral Visualização de tecidos e do fluxo sanguíneo

Definição de Fluoresceína: Um Agente de Contraste para Diagnóstico

A Fluoresceína, administrada através da sua substância ativa fluoresceína sódica, é um agente de contraste para diagnóstico altamente especializado, utilizado principalmente em exames oftalmológicos. Este composto é de origem sintética, quimicamente identificado como um corante de hidroxixanteno e está formalmente categorizado como um agente de diagnóstico oftalmológico. A sua função consiste exclusivamente em auxiliar a visualização, não tendo qualquer efeito terapêutico pretendido para curar ou tratar uma doença. Estudos farmacológicos apoiam consistentemente o seu papel como um marcador temporário e não tóxico para imagiologia clínica. Este agente é uma ferramenta fundamental na medicina de diagnóstico, sendo frequentemente comercializado sob diferentes nomes comerciais, dependendo do país e da preparação específica.


Qual é o Objetivo Geral de um Marcador Fluorescente?

O objetivo principal da Fluoresceína é aumentar seletiva e temporariamente a clareza visual para avaliação diagnóstica. A sua função baseia-se no princípio da fluorescência: a molécula absorve luz no espetro azul-violeta e reemite-a instantaneamente como uma luz amarela-esverdeada distinta. A fluoresceína é uma ferramenta crucial em angiografias e exames oculares tópicos para destacar patologias. Isto significa que o seu principal benefício é permitir que os médicos visualizem claramente problemas no fluxo sanguíneo ou danos na superfície do olho, como ao avaliar alterações diabéticas na retina ou abrasões oculares superficiais. A substância possui reconhecimento mundial como um agente corante para uso diagnóstico.


Formas da Fluoresceína: Injeção vs. Preparação Oftálmica

A Fluoresceína é fornecida como um produto de substância única, formulado como uma solução aquosa estéril para facilitar a sua administração. A escolha da preparação depende inteiramente do requisito diagnóstico e da via de administração necessária. Para a visualização interna de estruturas vasculares (por exemplo, em angiografia), o fármaco é preparado como uma solução concentrada para injeção intravenosa. Inversamente, para avaliar a superfície externa do olho, como na verificação de abrasões ou danos na córnea, é fornecida como uma solução oftalmológica (gotas oculares) ou impregnada em tiras estéreis descartáveis. Esta diferenciação na preparação assegura uma aplicação precisa para a utilidade diagnóstica, quer seja sistémica ou tópica.

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Quais efeitos secundários são possíveis com Fluoresceina?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

Esta secção descreve as reações adversas e as restrições de segurança associadas à injeção de Fluoresceína, conforme documentado nas informações oficiais de segurança.


Reações Adversas por Frequência e Classe de Sistemas de Órgãos

Os efeitos secundários comunicados com maior frequência ocorrem habitualmente pouco depois da injeção e são, geralmente, ligeiros e temporários. As reações graves são raras.

Classificação Exemplos de Reações Documentadas
Comuns (Gastrointestinais) Náuseas, vómitos, perturbações gastrointestinais
Temporárias/Expectáveis (Pele/Urina) Coloração amarelada temporária da pele (desaparece em 6–12 horas), urina amarela brilhante (desaparece em 24–36 horas)
Raras (Imunitárias/Cardíacas/Respiratórias) Anafilaxia, paragem cardíaca, hipotensão, broncoespasmo

Reações Graves e Clinicamente Significativas

A documentação oficial regista reações adversas graves e raras, incluindo anafilaxia (choque alérgico grave), paragem cardíaca e convulsões. Devido ao pH elevado da solução, podem ocorrer danos graves nos tecidos locais se a injeção extravasar a veia (extravasamento), o que requer vigilância clínica durante a administração.

Restrições e Considerações de Segurança

Contraindicação: A fluoresceína é estritamente contraindicada em indivíduos com hipersensibilidade conhecida ou alergia à fluoresceína sódica ou a qualquer um dos seus excipientes.

Precauções: Recomenda-se precaução em doentes com antecedentes de alergia ou asma brónquica, devido a um risco superior de reações adversas. As normas de segurança especificam que as medidas de reanimação de emergência devem estar prontamente disponíveis durante a administração.

Notas sobre Populações Específicas:

  • Gravidez e Amamentação: A fluoresceína atravessa a placenta e é transferida para o leite materno durante um período de até quatro dias. O uso durante a gravidez requer uma necessidade clínica clara e a amamentação deve ser temporariamente suspensa.
  • Diálise: É frequentemente recomendada uma redução da dose (por exemplo, metade da dose padrão para adultos) em doentes submetidos a diálise.
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Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

A documentação oficial sobre a fluoresceína sódica indica que não foram comunicados casos formais de sobredosagem relacionada com a dosagem. Geralmente, não são esperados efeitos tóxicos, dado o risco mínimo de sobre-exposição associado à sua utilização em contexto de diagnóstico.

O foco principal das orientações de segurança incide no potencial para reações de intolerância raras, mas que podem colocar a vida em risco, exigindo intervenção de emergência imediata. Estes desfechos graves estão documentados e incluem manifestações clínicas críticas, tais como o choque anafilático, a paragem cardíaca, a paragem respiratória e o choque grave. Outras manifestações que requerem atenção médica urgente são as convulsões e a perda súbita de consciência (síncope).

Deve procurar-se assistência médica imediata se forem observados quaisquer sinais de uma reação sistémica grave durante ou após a administração. As diretrizes estabelecem que o equipamento de reanimação de emergência e pessoal treinado devem estar prontamente disponíveis durante o procedimento para gerir estes eventos críticos, refletindo a importância da preparação do protocolo médico.

No caso de ocorrer uma complicação local grave, como o extravasamento no local da injeção, a administração deve ser interrompida de imediato, sendo necessárias medidas conservadoras para o tratamento dos tecidos danificados. A gestão de reações sistémicas graves é efetuada de forma sintomática e de suporte. Existem ainda advertências específicas para doentes com insuficiência renal ou antecedentes de alergia ou asma brónquica, uma vez que estes indivíduos podem apresentar um risco acrescido de sofrer reações graves.

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Usos terapêuticos de Fluoresceina

A fluoresceína é aplicada para fins de diagnóstico, centrando-se no auxílio sintomático de curta duração. Este procedimento é realizado para detetar riscos ou outros problemas na superfície da córnea.

Sintomas de Lesões e Irritação na Superfície Ocular

Este agente é habitualmente utilizado para gerir sintomas relacionados com estados inflamatórios ou irritativos na córnea, tais como dor, ardor ou a sensação de um corpo estranho. Em situações em que os pacientes sentem estes sintomas, esta utilização pode auxiliar na seleção do tratamento necessário para ajudar a aliviar a carga sintomática global e apoiar o alívio.

Condições Oculares Internas e Sintomas Visuais

A aplicação é relevante quando a gestão sintomática de suporte é adequada para condições que causam perturbações visuais (como problemas oculares diabéticos) ou irritação física. O corante desempenha um papel na gestão dos sintomas ao ajudar a identificar problemas, apoiando o bem-estar geral durante as fases sintomáticas.


Facto Rápido: Relevante para o Desconforto Ocular Sintomático Esta utilização é geralmente aplicada quando os sintomas criam um esforço fisiológico percetível, uma vez que auxilia na manutenção da estabilidade funcional.

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Critérios de utilização e restrições

Mapa de Elegibilidade: Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar Fluoresceína

Esta secção resume as informações oficiais sobre a elegibilidade e não elegibilidade para o uso de fluoresceína, baseando-se estritamente em documentos regulamentares de saúde.


Contraindicações (Uso Proibido)

A fluoresceína está contraindicada e não deve ser utilizada em indivíduos com hipersensibilidade conhecida (alergia) à fluoresceína sódica ou a qualquer outro excipiente presente na formulação do produto.

As normas oficiais proíbem explicitamente a administração por injeção intratecal (no canal raquidiano) ou injeção intra-arterial (numa artéria). O uso está estritamente limitado à via intravenosa.

Populações com Uso Restrito ou Condicional

População/Condição Requisito
Antecedentes de Alergia ou Asma O uso requer precaução; deve haver equipamento de reanimação disponível devido ao risco acrescido de reações de hipersensibilidade.
Reação Anterior à Fluoresceína As reações de intolerância são mais frequentes nestes casos; o uso exige precaução e avaliação médica prévia.
Insuficiência Renal/Diálise Doentes com insuficiência renal grave (por exemplo, em diálise) podem necessitar de uma dose reduzida devido à excreção mais lenta da substância pelo organismo.

Idade e Estado Fisiológico

No que respeita aos adultos, estes são geralmente considerados elegíveis para o uso do agente de diagnóstico. Para a população pediátrica (menores de 18 anos), a elegibilidade varia conforme as diretrizes regionais: em algumas jurisdições, o uso é permitido com dosagens ajustadas ao peso, enquanto noutras se indica que a segurança e eficácia não foram estabelecidas, recomendando-se que não seja utilizado. No caso da gravidez, o uso é permitido apenas se for claramente necessário, exigindo cautela devido ao desconhecimento sobre o potencial de danos fetais. Relativamente à amamentação, o fármaco é excretado no leite humano por um período de até quatro dias, sendo necessário interromper a amamentação e descartar o leite produzido durante este intervalo.

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O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil de interação da Fluoresceína (Fluoresceína Sódica) é estritamente definido por restrições procedimentais, competição farmacocinética e precauções farmacodinâmicas específicas, conforme detalhado nas normas oficiais.

Restrições Físicas e Procedimentais

A solução de fluoresceína não deve ser misturada nem diluída com outras soluções ou medicamentos na mesma seringa, de forma a evitar o risco de incompatibilidade física. É necessário realizar a lavagem das cânulas intravenosas antes e após a administração para prevenir eventuais reações de incompatibilidade com outros fármacos administrados por via intravenosa.

Precaução Farmacodinâmica

A administração concomitante com agentes beta-bloqueadores (sejam eles sistémicos ou oftálmicos) está associada a um risco de redução da eficácia de tratamentos de emergência, como a adrenalina (epinefrina). Este efeito farmacodinâmico pode diminuir a capacidade de resposta vascular do doente em caso de uma reação adversa grave.

Interferência Farmacocinética e Diagnóstica

A eliminação da fluoresceína pelo organismo está sujeita a uma competição entre transportadores. Substâncias que inibem ou competem com o transporte ativo de aniões orgânicos, como a probenecida, podem alterar o perfil de exposição do fármaco no sistema. Adicionalmente, a fluorescência da substância pode interferir temporariamente na análise de parâmetros sanguíneos e urinários durante um período de três a quatro dias. Esta interferência justifica uma precaução acrescida ao realizar a monitorização de fármacos com uma janela terapêutica estreita, como a digoxina e a quinidina.

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Mecanismo de ação

O Mecanismo de Geração de Luz Fluorescente

O mecanismo principal deste fármaco baseia-se no processo físico da fluorescência, no qual a molécula absorve a energia da luz azul externa (fotões) e reemite-a instantaneamente como luz amarela-esverdeada visível (fotões). Esta propriedade de emissão de luz é central para a função do corante, permitindo que a molécula, quando excitada, liberte energia sob a forma de uma emissão luminosa temporária e localizada no interior das estruturas fisiológicas. O processo envolve uma cascata de desexcitação quântica que é inteiramente física e não bioquímica.


Dinâmica da Circulação e da Barreira Vascular

A fluoresceína distribui-se rapidamente por todo o sistema vascular do organismo, circulando principalmente ligada às proteínas plasmáticas. Este mecanismo permite que o corante acompanhe a dinâmica do fluxo sanguíneo, resultando no realce físico das paredes capilares e da integridade das suas fronteiras. A sua capacidade de extravasar de áreas com barreiras endoteliais danificadas ou patologicamente permeáveis produz um efeito fisiológico de visualização de alto contraste, o qual gera uma variação na intensidade fluorescente que corresponde à função da barreira vascular local.

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Informações sobre dosagem e administração

Como a Fluoresceína é Utilizada: Diretrizes de Administração

A fluoresceína sódica é utilizada estritamente como um agente de diagnóstico, seguindo os protocolos estabelecidos. O método de administração é definido pela finalidade pretendida: injeção intravenosa (IV) para visualização interna durante a angiografia e tiras tópicas (oftálmicas) para a coloração da superfície externa do olho.

Âmbito da Administração

Campo Diretrizes
Via de administração Intravenosa (para angiografia) e Tópica (para coloração da superfície externa).
Esquema posológico A dose padrão para adultos em angiografia é uma injeção IV única de 500 mg, sendo possível uma dose de 200 mg quando se utiliza imagiologia de alta sensibilidade. A dosagem pediátrica é de 7,7 mg/kg de peso corporal real, não devendo exceder os 500 mg.
Requisitos de preparação A solução IV não deve ser misturada nem diluída com outros agentes. A cânula deve ser lavada com solução estéril de cloreto de sódio antes e após a injeção. As tiras oftálmicas devem ser humedecidas com solução estéril antes da aplicação.
Regras por grupo etário Aplica-se uma dosagem específica baseada no peso à população pediátrica. Os doentes geriátricos, geralmente, não requerem ajuste de dose.
Condições procedimentais especiais A dose IV deve ser injetada rapidamente, num período de 5 a 10 segundos. As lentes de contacto gelatinosas devem ser removidas antes do uso tópico para evitar a coloração.

Classificações das Instruções

Classificação Descrição
Tipo de método de administração Intravenosa e Tópica (Oftálmica).
Padrão de frequência Dose única, conforme necessário, para procedimentos de diagnóstico.
Restrições de contexto de uso Requer administração IV rápida e pré-humedecimento das tiras tópicas; a solução IV não deve ser misturada com outros agentes.

Ligação ao protocolo geral de utilização: As instruções estabelecem protocolos distintos para as duas vias aprovadas: uma injeção intravenosa rápida e sem mistura ou a utilização de uma tira oftálmica pré-humedecida. Estas instruções definem os limites numéricos da dosagem e os passos técnicos para a administração, garantindo que o agente é utilizado de acordo com os procedimentos de diagnóstico padronizados e de curto prazo. O agente é eliminado do sistema, na sua totalidade, num período de 48 a 72 horas após a administração única.

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Evidência clínica recente

Fluoresceína: Evidência Clínica Recente

A fluoresceína sódica é um corante traçador fluorescente amplamente utilizado em diagnósticos médicos, distinguindo-se pela sua capacidade de aumentar a visibilidade de tecidos e do fluxo sanguíneo sob iluminação específica. Estudos clínicos recentes têm continuado a aperfeiçoar a sua aplicação, expandindo o seu uso para além do papel tradicional na oftalmologia.

Expansão das Aplicações de Diagnóstico

No campo da oftalmologia, a Angiografia Fluoresceínica (AF) permanece um pilar fundamental para o exame da vasculatura da retina e da íris. A investigação confirmou o seu papel crítico no diagnóstico e na gestão de patologias como a retinopatia diabética, a degenerescência macular e as oclusões vasculares da retina. Atualmente, decorrem estudos comparativos para avaliar a eficácia da AF face a técnicas não invasivas, como a Angiografia por Tomografia de Coerência Óptica (OCTA).

Em contexto neurocirúrgico, a fluoresceína tem sido utilizada para melhorar a visualização de tecidos específicos. Estudos investigaram a sua utilidade na identificação e diferenciação de tecido tumoral maligno, como gliomas, em relação ao parênquima cerebral saudável, particularmente em áreas onde a barreira hematoencefálica se encontra comprometida. A acumulação do corante nas células tumorais permite uma visualização mais nítida das lesões durante a cirurgia.

Adicionalmente, a investigação explora a utilidade desta substância na microendoscopia, para a obtenção de imagens detalhadas do revestimento do trato gastrointestinal, e na avaliação da permeabilidade ureteral para verificação da desobstrução do fluxo urinário durante procedimentos urológicos.

Refinamentos na Segurança e Dosagem

Ensaios clínicos aleatorizados recentes focaram-se na otimização da segurança e da qualidade da imagem na angiografia fluoresceínica. Estes ensaios investigaram a utilização de doses mais baixas do corante, como a comparação entre 100 mg e 300 mg, para tecnologias de imagem de campo ultra-amplo (ultra-widefield). Os resultados sugerem que doses inferiores podem manter uma qualidade de imagem adequada, estando simultaneamente associadas a uma taxa reduzida de eventos adversos, como náuseas, vómitos ou outras reações sistémicas ligeiras. A fluoresceína apresenta, de um modo geral, um perfil de risco baixo, embora seja necessária a monitorização dos doentes para detetar reações de hipersensibilidade raras após a administração intravenosa.

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Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre a Fluoresceína (FAQ)


P: O corante de Fluoresceína é o mesmo que um colírio normal?

A fluoresceína é classificada como um agente de diagnóstico e não como um fármaco terapêutico destinado a tratar ou curar doenças, como acontece com os colírios comuns. A informação oficial do produto estabelece que o seu único propósito é servir como corante e agente de contraste para ajudar os profissionais de saúde a visualizar tecidos específicos durante um exame.


P: A Fluoresceína provoca dor quando é aplicada no olho?

Quando utilizada sob a forma de gotas ou tiras tópicas, os eventos adversos comuns comunicados incluem sensações temporárias de ardor, picada e vermelhidão ocular. Se a administração intravenosa sair da veia (extravasamento), pode causar dor e danos nos tecidos no local da injeção.


P: Com que rapidez a Fluoresceína começa a atuar após a aplicação das gotas?

Quando as tiras tópicas são aplicadas no olho, o efeito é imediato após o contacto com o filme lacrimal. Recomenda-se geralmente que o doente pestaneje várias vezes para assegurar que o corante seja totalmente distribuído para o exame.


P: Quanto tempo dura o efeito total da Fluoresceína quando injetada para uma angiografia?

Após uma injeção intravenosa, o efeito luminescente surge habitualmente nos vasos da retina e da coroide num intervalo de 7 a 14 segundos. A coloração amarelada temporária da pele deve desaparecer num período de 6 a 12 horas, à medida que o fármaco é eliminado do organismo.


P: A Fluoresceína é segura para grávidas que necessitem de um exame ocular?

Esta substância é classificada na Categoria C de Gravidez. Isto indica que o fármaco deve ser utilizado durante a gravidez apenas se o benefício potencial justificar o risco para o feto, uma vez que os dados de segurança em humanos são limitados e os estudos em animais não foram suficientes para determinar o risco de danos fetais.


P: O corante de Fluoresceína pode manchar a minha roupa ou as lentes de contacto permanentemente?

As orientações indicam que as lentes de contacto gelatinosas devem ser removidas antes do uso tópico para evitar a sua coloração. A descoloração amarelada temporária da pele e da urina, que ocorre após uma injeção intravenosa, é expectável e desaparece geralmente entre 12 a 36 horas após a eliminação do corante pelo corpo.


P: Pessoas com problemas renais podem utilizar a Fluoresceína com segurança?

Doentes com insuficiência renal grave podem necessitar de uma dose reduzida devido à eliminação mais lenta do fármaco. Embora exista um longo historial de utilização, recomenda-se precaução, cabendo ao profissional de saúde determinar a viabilidade e o ajuste da dose.


P: Ter diabetes altera a forma como a Fluoresceína é utilizada ou como me afeta?

Evidências clínicas indicam que doentes com diabetes e compromisso renal podem apresentar concentrações plasmáticas mais elevadas e uma eliminação do corante mais lenta do que indivíduos saudáveis. Os profissionais de saúde consideram este fator durante a administração da injeção.


P: É normal sentir o olho irritado logo após as gotas de Fluoresceína?

É comum a ocorrência de ardor, picada e irritação ocular quando as gotas são utilizadas por via tópica. Estes efeitos são habitualmente descritos como temporários.


P: Quais são os principais riscos de receber uma injeção de Fluoresceína?

Os principais riscos associados à via intravenosa incluem o potencial de danos graves nos tecidos locais se a solução sair da veia (extravasamento). Outros riscos sérios, embora raros, incluem reações respiratórias e reações de hipersensibilidade graves, como anafilaxia.


P: A Fluoresceína pode ser utilizada para verificar problemas com lentes de contacto?

Sim, as tiras oftálmicas estão indicadas para a coloração do segmento anterior do olho. Isto inclui auxiliar na adaptação correta de lentes de contacto, uma vez que o corante ajuda a evidenciar pontos de pressão ou áreas com filme lacrimal insuficiente.


P: A Fluoresceína interage com analgésicos comuns de venda livre?

A eliminação do fármaco pode ser afetada por compostos que competem com o transporte ativo de certos aniões, como a probenecida. Além disso, a fluorescência pode interferir temporariamente com testes laboratoriais de sangue e urina até quatro dias após a administração.


P: Porque é que os médicos utilizam por vezes uma injeção em vez de apenas gotas?

A escolha da via é determinada pela necessidade do diagnóstico. A injeção é utilizada para a angiografia, permitindo visualizar estruturas internas e o fluxo sanguíneo na retina. Em contraste, as gotas ou tiras destinam-se à coloração das superfícies externas do olho, como a córnea.


P: Como é que o médico monitoriza uma reação alérgica à Fluoresceína?

É exigido que meios de emergência com material de reanimação adequado estejam prontamente disponíveis durante a administração. Este requisito permite uma intervenção rápida caso ocorra uma reação de hipersensibilidade grave.


P: Porque é que os doentes precisam de estar em jejum antes de uma angiografia fluoresceínica?

Náuseas, vómitos e desconforto gastrointestinal são eventos adversos comuns após a injeção intravenosa. Embora o jejum não seja um requisito universal, pode ser recomendado pelo centro clínico devido ao perfil de efeitos secundários do fármaco.


P: A Fluoresceína é usada para verificar a saúde da parte frontal do olho, como a córnea?

Sim. A tira oftálmica é especificamente indicada para a coloração do segmento anterior do olho, o que ajuda a detetar e verificar lesões ou abrasões na superfície da córnea.


P: É verdade que a Fluoresceína é derivada de uma substância natural?

Não. A fluoresceína sódica é definida quimicamente como um corante sintético de xanteno, o que significa que é um composto criado em laboratório e não é derivado de fontes naturais.


P: Porque é que este exame é por vezes chamado de 'angiografia fluoresceínica'?

O exame chama-se angiografia porque é um método de visualização dos vasos sanguíneos. Utiliza o corante fluorescente para aumentar o contraste e tornar o fluxo sanguíneo visível para uma câmara especializada.


P: Qual é o prazo de validade de um frasco aberto de gotas de Fluoresceína numa clínica?

As orientações para as soluções oftálmicas especificam que as tiras ou os frascos de dose única devem ser eliminados imediatamente após a abertura. Qualquer porção não utilizada do produto deve também ser corretamente descartada de acordo com os requisitos locais.

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Como Fluoresceina deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar a Fluoresceína

As diretrizes oficiais definem rigorosamente os requisitos de conservação e eliminação da fluoresceína sódica para garantir a integridade do produto e a segurança ambiental.

Condições de Conservação

A fluoresceína injetável deve, habitualmente, ser conservada entre 2°C e 25°C, ao passo que as soluções oftálmicas devem ser mantidas a uma temperatura inferior a 25°C. É fundamental que ambas as formas farmacêuticas não sejam congeladas. As preparações oftálmicas, que são frequentemente apresentadas em unidades de dose única, devem ser conservadas na embalagem original para garantir a proteção contra a luz. Adicionalmente, todas as formas do medicamento devem ser guardadas fora do alcance e da vista das crianças.

Manuseamento e Eliminação

No que respeita ao manuseamento, as unidades de dose única devem ser rejeitadas imediatamente após a abertura e qualquer porção não utilizada deve ser eliminada. A eliminação do produto não utilizado ou dos respetivos resíduos deve ser efetuada em conformidade com os requisitos locais, nunca devendo ser descartado através das águas residuais ou do lixo doméstico comum.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Fluoresceina encontrado em:

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