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Felbamate

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Felbamate

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

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Visão geral de Felbamate

Propriedade Descrição
Princípio ativo Felbamato
Forma farmacêutica Comprimido, suspensão oral
Classe farmacológica Antiepiléptico / Anticonvulsivante
Objetivo geral Gestão da atividade elétrica cerebral anómala (crises epilépticas)
Origem Composto sintético de dicarbamato

Que Tipo de Medicamento é o Felbamato?

O felbamato é um fármaco antiepiléptico sintético, disponível apenas mediante receita médica, utilizado para o controlo de distúrbios convulsivos específicos e reconhecido clinicamente pelo seu mecanismo de ação único. O composto, formalmente designado como dicarbamato de 2-fenil-1,3-propanodiol, é classificado como um derivado do dicarbamato dentro da categoria mais ampla de medicamentos anticonvulsivantes (código ATC da OMS N03AX10). Esta classificação química é um elemento distintivo, fundamentado por estudos farmacológicos, que o diferencia das classes mais antigas de antiepilépticos. É geralmente indicado para doentes, incluindo crianças, nos quais outros tratamentos não apresentaram resultados suficientes.

Composição e Formas Disponíveis

O medicamento contém o princípio ativo único, o Felbamato, preparado para administração por via oral, quer em comprimido, quer em suspensão oral. A fórmula molecular da substância ativa é C11H14N2O4. Sendo um produto de princípio ativo único, o felbamato é formulado para ser administrado pela via oral. A disponibilidade estratégica de uma forma sólida em comprimido e de uma suspensão oral líquida garante a adequação a vários perfis de doentes, incluindo aqueles que têm dificuldade em engolir, apoiando assim a sua utilização em regimes designados tanto como monoterapia quanto como terapêutica adjuvante.

Objetivo Geral e Classe de Ação

O objetivo fundamental do felbamato é estabilizar o sistema nervoso central, moderando a sinalização nervosa associada à atividade elétrica anómala no cérebro. O seu mecanismo foca-se na atividade neuronal ao atuar prioritariamente como um antagonista no recetor N-metil-D-aspartato (NMDA), um local essencial para a transmissão excitatória, suprimindo desta forma a excitação excessiva. A análise da sua utilização confirma a eficácia global do medicamento na redução da frequência e gravidade das crises em indivíduos com epilepsia parcial. Ao modular esta via fundamental, o fármaco ajuda a controlar as descargas elétricas descontroladas que caracterizam a epilepsia, revelando-se valioso na gestão de condições graves como a síndrome de Lennox-Gastaut e certos tipos de crises parciais.

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Quais efeitos secundários são possíveis com Felbamate?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança do felbamato, tal como documentado na rotulagem regulamentar oficial, é dominado por duas reações adversas principais e potencialmente fatais: a Insuficiência Hepática Aguda e a Anemia Aplástica. Devido a estes riscos, o medicamento é geralmente reservado para indivíduos com distúrbios convulsivos graves refratários a tratamentos alternativos. O rótulo da FDA inclui um Aviso de Advertência (Boxed Warning) para destacar estes riscos graves.

As reações adversas graves podem desenvolver-se semanas ou meses após o início da terapêutica, ou mesmo após a interrupção do medicamento. O medicamento está contraindicado em indivíduos com antecedentes de disfunção hepática ou doença hepática ativa, bem como naqueles com historial de distúrbios das células sanguíneas. À semelhança de outros fármacos antiepiléticos, a utilização de felbamato tem sido associada ao risco de pensamentos ou comportamentos suicidas.

As reações adversas comuns documentadas em ensaios clínicos envolvem geralmente o sistema nervoso e o sistema gastrointestinal. As classificadas como Muito Comuns (incidência ≥ 10%) incluem anorexia (perda de apetite), náuseas, vómitos, cefaleias (dores de cabeça), sonolência, insónia e tonturas. A sonolência é frequentemente mais percetível durante as semanas iniciais de tratamento. Outros efeitos Comuns (incidência de 1% a <10%) incluem fadiga, ataxia (falta de coordenação muscular) e tremor. Adicionalmente, o medicamento pode diminuir a eficácia dos contracetivos hormonais.

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Sobredosagem e resposta em caso de emergência

O perfil de sobredosagem do felbamato, conforme definido pelas autoridades regulamentares, descreve várias manifestações principais e as respostas de emergência necessárias. As apresentações de sobredosagem oficialmente documentadas incluem náuseas, dor abdominal ligeira ou desconforto, e batimentos cardíacos acelerados (taquicardia).

A documentação regulamentar enfatiza que uma sobredosagem aguda pode conduzir a riscos sistémicos graves. Estes incluem o potencial de insuficiência renal resultante da formação de cristais na urina (cristalúria), a par de condições neurológicas potencialmente fatais, tais como convulsões, colapso ou a incapacidade de ser despertado (ausência de resposta).

Devido a estes riscos graves, a rotulagem oficial determina uma ação imediata: procurar assistência médica urgente e contactar um Centro de Informação Antivenenos perante qualquer suspeita de sobredosagem. Os serviços de emergência (como o 112 ou 911) devem ser contactados imediatamente se o indivíduo apresentar sintomas fatais, tais como dificuldade em respirar ou ausência de resposta.

O tratamento para a sobredosagem de felbamato é definido como sintomático e de suporte, uma vez que não existe um antídoto específico documentado nas informações oficiais de prescrição. Na gestão da exposição, procedimentos como a lavagem gástrica e a administração de carvão ativado são medidas que podem ser consideradas por profissionais de saúde para limitar a absorção adicional do fármaco.

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Usos terapêuticos de Felbamate

Factos Rápidos

  • Uso Aprovado: Pode auxiliar na gestão de crises parciais em adultos.
  • Uso Aprovado: Pode ser utilizado como terapêutica adjuvante em crises parciais e generalizadas associadas à síndrome de Lennox-Gastaut em crianças.
  • Papel Clínico: Geralmente reservado para indivíduos com distúrbios convulsivos graves que não responderam adequadamente a tratamentos alternativos.

O Felbamato é um medicamento aprovado destinado à gestão de condições convulsivas específicas. As suas indicações incluem a utilização em monoterapia ou como terapêutica adjuvante no tratamento de crises parciais, com ou sem generalização secundária, em adultos com epilepsia. É também utilizado como uma opção de tratamento adjuvante para crises parciais e generalizadas relacionadas com a síndrome de Lennox-Gastaut em crianças.

Este medicamento não é habitualmente considerado um tratamento de primeira linha. Devido a determinados riscos associados, o seu papel terapêutico está geralmente limitado a doentes cujo distúrbio convulsivo é determinado como sendo grave e que não tenham tido uma resposta favorável a outros medicamentos antiepilépticos. A determinação para iniciar esta terapêutica deve envolver uma avaliação cuidadosa dos potenciais benefícios em comparação com os riscos. O esquema terapêutico apropriado deve ser determinado por um profissional de saúde qualificado, com base na condição clínica e no historial individual.

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Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar o Felbamato? (Informação Regulamentar Oficial)

As diretrizes regulamentares oficiais definem rigorosamente a população de doentes elegível para o felbamato.

Âmbito Declaração Regulamentar
Populações para as quais o uso é permitido: Adultos (em monoterapia ou terapia adjuvante para crises parciais); Crianças (com idade igual ou superior a 4 anos) como terapia adjuvante na síndrome de Lennox-Gastaut.
Populações para as quais o uso não é recomendado: Crianças com menos de 4 anos (segurança e eficácia não estabelecidas); Grávidas; Mulheres em período de amamentação.
Populações para as quais o uso é contraindicado: Doentes com evidência de disfunção hepática ou compromisso hepático; Doentes com historial de anomalias hematológicas pré-existentes; Indivíduos com hipersensibilidade conhecida ao felbamato ou a outros compostos de dicarbamato.
Regras de elegibilidade relacionadas com a idade: Aprovado para adultos e para crianças com idade igual ou superior a 4 anos. O uso não está estabelecido em crianças com menos de 4 anos. Doentes geriátricos devem ser tratados com precaução.
Regras de elegibilidade por condição específica: Contraindicado em doentes com discrasias sanguíneas pré-existentes e compromisso hepático. Doentes com insuficiência renal requerem precaução e podem necessitar de ajuste posológico.
Estatuto de elegibilidade na gravidez e lactação: Gravidez: Não recomendado (utilizar apenas se os benefícios superarem os riscos). Lactação: Não recomendado (o fármaco é excretado no leite humano).
Restrições relacionadas com a elegibilidade: Geralmente reservado para utilização em doentes com distúrbios convulsivos graves que não responderam adequadamente a tratamentos alternativos (Estatuto de Autorização Restritiva).

Ligação ao perfil de elegibilidade global:

Os documentos regulamentares estabelecem a inelegibilidade absoluta para indivíduos com condições hepáticas ou hematológicas. O perfil restringe o uso a adultos e crianças com idade igual ou superior a 4 anos sob condições graves, declarando explicitamente que a utilização não é recomendada durante a gravidez ou o período de amamentação. O medicamento é reservado para indivíduos cujo distúrbio convulsivo é grave e refratário a outros tratamentos.

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O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil regulamentar oficial do felbamato documenta interações farmacocinéticas e farmacodinâmicas clinicamente significativas com diversos produtos medicinais, principalmente outros fármacos antiepiléticos e contracetivos hormonais. O felbamato é um inibidor potente da enzima CYP2C19 e um indutor da CYP3A4, uma dupla ação que resulta em alterações substanciais e necessárias na exposição plasmática de substâncias administradas em simultâneo.

Alterações Farmacocinéticas (Exposição)

A coadministração de felbamato aumenta significativamente a concentração plasmática da fenitoína (até 50%) e do fenobarbital, devido ao seu papel como inibidor enzimático. Também aumenta os níveis do metabolito ativo, o epóxido de carbamazepina, em até 50%.

O felbamato reduz as concentrações plasmáticas da carbamazepina em aproximadamente 25% devido à indução enzimática. A coadministração com contracetivos hormonais contendo etinilestradiol e levonorgestrel diminui a exposição dos mesmos em 40% a 50%.

Inversamente, a coadministração com valproato reduz significativamente a depuração do felbamato em cerca de 50%, levando a níveis plasmáticos elevados de felbamato. Esta interação específica pode ser amplificada em indivíduos com função hepática comprometida.

Outras Interações e Restrições

O rótulo regulamentar documenta que a coadministração com álcool ou outros depressores do SNC pode causar efeitos farmacodinâmicos aditivos, tais como o aumento da sonolência e das tonturas. A documentação regulamentar confirma que os alimentos não alteram significativamente a velocidade ou a extensão da absorção do felbamato.

Embora nenhuns produtos medicinais específicos estejam formalmente listados como contraindicados para coadministração, a redução resultante na eficácia dos contracetivos hormonais é uma limitação crítica. Não são mencionadas regras obrigatórias de separação temporal entre doses nas informações oficiais de prescrição.

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Mecanismo de ação

O felbamato é um medicamento antiepilético que atua através de mecanismos complexos no sistema nervoso central para ajudar a controlar as crises convulsivas. Embora o seu modo de ação exato não esteja totalmente esclarecido, a investigação sugere que este composto exerce a sua influência regulando a atividade elétrica no cérebro por meio da interação com recetores específicos e canais iónicos.

Um dos principais mecanismos atribuídos ao felbamato envolve a sua capacidade de interagir com o recetor N-metil-D-aspartato (NMDA), um subtipo de recetor de glutamato. O glutamato é o principal neurotransmissor excitatório do cérebro; ao ligar-se ao local de reconhecimento da glicina no complexo do recetor NMDA, o felbamato pode reduzir a excitabilidade neuronal, diminuindo assim a probabilidade de ocorrência de descargas elétricas excessivas que conduzem às crises.

Além da sua ação nos sistemas excitatórios, o felbamato também parece influenciar os mecanismos inibitórios do cérebro. Pensa-se que o medicamento modula a atividade do ácido gama-aminobutírico (GABA), o principal neurotransmissor inibitório. Ao potenciar as respostas mediadas pelos recetores GABA-A, o felbamato ajuda a estabilizar a atividade neuronal. Adicionalmente, o fármaco demonstra capacidade para bloquear canais de sódio e de cálcio dependentes de voltagem em concentrações terapêuticas, o que impede a propagação de impulsos elétricos anormais entre os neurónios. Esta abordagem multifatorial permite que o felbamato seja eficaz em tipos específicos de epilepsia que podem não responder a outros tratamentos convencionais.

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Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o Felbamato

O felbamato é um medicamento anticonvulsivante administrado exclusivamente por via oral. Está disponível em duas formas farmacêuticas principais: comprimidos (400 mg e 600 mg) e suspensão oral (600 mg por cada 5 mL). A dose diária total deve ser dividida e tomada em três ou quatro administrações separadas ao longo do dia, de modo a manter níveis sanguíneos constantes.

Esquemas Oficiais de Dose e Administração

A terapêutica é iniciada com uma dose baixa e deve ser aumentada gradualmente, ou titulada, ao longo de várias semanas. O esquema específico de titulação e o ritmo de aumento da dose dependem da utilização pretendida, quer se trate de monoterapia ou de terapêutica adjuvante.

Regime Dose Inicial (Adultos) Ritmo de Titulação Dose Máxima Diária
Monoterapia 1200 mg/dia Aumentos de 600 mg a cada duas semanas 3600 mg/dia
Terapia Adjuvante 1200 mg/dia Aumentos de 1200 mg em intervalos semanais 3600 mg/dia

Condições Procedimentais Especiais

Quando o felbamato é iniciado como terapia adjuvante, as doses de outros medicamentos antiepiléticos existentes devem ser reduzidas simultaneamente em cerca de 20% para a gestão do plano de tratamento global. Se estiver planeada a conversão para monoterapia, os outros medicamentos são habitualmente reduzidos em cerca de 33% no início do tratamento com felbamato, com reduções adicionais planeadas ao longo das semanas seguintes.

O felbamato pode ser tomado com ou sem alimentos. No caso da suspensão oral, o frasco deve ser bem agitado antes de a dose ser medida, utilizando um dispositivo de medição específico para garantir o rigor da toma. Para indivíduos com compromisso renal, as orientações oficiais exigem uma redução de 50% tanto na dose inicial como na dose de manutenção.

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Evidência clínica recente

Evidência Científica / Visão Geral dos Estudos sobre o Felbamato


Evidência para o Uso em Crises de Início Parcial em Adultos

A investigação que explora o perfil do felbamato nas crises de início parcial baseou-se prioritariamente em estudos controlados, incluindo ensaios clínicos randomizados (ECR) de curta duração. Estes estudos foram aplicados em adultos cujas crises eram refratárias (de difícil controlo). Os investigadores analisaram resultados como a percentagem de doentes que registaram uma redução de 50% ou superior na contagem das suas crises. Os estudos descreveram padrões relativos à alteração na frequência das crises, mas as conclusões foram inconsistentes entre os diferentes ensaios.

O nível de certeza permanece baixo para esta indicação. A evidência é limitada devido a um número restrito de ensaios controlados e a qualidade da evidência varia devido a diferenças no desenho dos próprios ensaios. Existe informação limitada quanto aos resultados a longo prazo e ao perfil de manutenção do efeito do medicamento.


Evidência para o Uso na Síndrome de Lennox-Gastaut

A base de investigação para o uso do felbamato como tratamento adjuvante na síndrome de Lennox-Gastaut (SLG) deriva, em grande parte, de alguns ensaios fundamentais de curta duração e controlados por placebo. Estes estudos focaram-se em crianças e jovens adultos com SLG, examinando alterações na frequência de crises específicas, como crises atónicas e crises de queda (drop attacks). A evidência é descrita como moderada; no entanto, os dados controlados estão apenas disponíveis para durações de acompanhamento curtas, tipicamente em torno de 70 dias.

Evidência de Dados Observacionais em Epilepsia Farmacorresistente

A evidência para outras formas de epilepsia generalizada genética (EGG) farmacorresistente é baixa, baseando-se em revisões sistemáticas de estudos observacionais e séries de casos. Não existem ensaios clínicos randomizados (ECR) para esta indicação. As conclusões descrevem padrões variáveis em grupos de doentes altamente refratários, mas as limitações incluem tamanhos de amostra modestos e uma elevada variabilidade dos dados.


Panorama de Estudos a Longo Prazo e Acompanhamento

Os resultados controlados a longo prazo não estão devidamente caracterizados. A evidência principal provém de ensaios controlados iniciais com durações de acompanhamento limitadas. Embora alguns doentes tenham sido monitorizados em estudos de extensão abertos subsequentes, estes estudos carecem de grupos de controlo, o que significa que os efeitos sustentados não estão totalmente estabelecidos.

O que Permanece Incerto no Registo de Investigação

A incerteza global está ligada à qualidade variável da evidência, a tamanhos de amostra modestos e a períodos de estudo curtos. A investigação destaca o que é conhecido — e o que permanece incerto. Falta evidência comparativa para muitos subgrupos e a investigação não determina se um indivíduo responderá de forma semelhante aos padrões de grupo observados nos estudos.

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Perguntas frequentes (FAQ)

Questões frequentes sobre o Felbamato (FAQ)


P: De que forma o felbamato se distingue de outros medicamentos para a epilepsia, como a lamotrigina ou o levetiracetam?

As informações oficiais descrevem o felbamato como tendo um perfil único entre os fármacos antiepiléticos. O seu mecanismo envolve a atuação no recetor NMDA para modular a excitabilidade nervosa. Simultaneamente, parece reforçar o efeito do GABA, o principal químico inibitório do cérebro, o que ajuda a estabilizar o sistema nervoso central.

P: O felbamato trata todos os tipos de crises convulsivas?

De acordo com os documentos regulamentares, o felbamato é indicado especificamente para certos distúrbios convulsivos. Isto inclui crises parciais em adultos, e crises parciais e generalizadas associadas à síndrome de Lennox-Gastaut em crianças com idade igual ou superior a quatro anos.

P: O que é a anemia aplástica e qual a sua ligação ao felbamato?

A anemia aplástica é um distúrbio sanguíneo grave em que o corpo não produz células sanguíneas novas em quantidade suficiente. A rotulagem oficial do produto contém um Aviso de Advertência (Boxed Warning) que destaca o risco desta condição, a qual foi comunicada em casos raros associados à utilização de felbamato.

P: Existem alimentos ou bebidas específicos que devam ser evitados durante a toma de felbamato?

Os documentos regulamentares indicam que o uso com álcool não é recomendado. Isto deve-se ao facto de tanto o álcool como o felbamato poderem contribuir para a sonolência ou tonturas, e a sua combinação pode agravar estes efeitos. As informações oficiais referem que o felbamato pode ser tomado com ou sem alimentos.

P: É normal sentir tonturas ou instabilidade ao iniciar o felbamato?

A informação oficial indica que as tonturas, a sonolência e a dificuldade de coordenação (instabilidade) são efeitos secundários muito comuns. A sonolência e os efeitos relacionados são frequentemente mais percetíveis quando o tratamento é iniciado.

P: As crianças com síndrome de Lennox-Gastaut utilizam a mesma forma de felbamato que os adultos?

O felbamato está oficialmente disponível tanto em comprimidos como em suspensão oral líquida. Isto permite flexibilidade na administração. Embora a dose seja ajustada com base no peso corporal nas crianças, a suspensão é frequentemente utilizada como uma alternativa para doentes pediátricos com síndrome de Lennox-Gastaut.

P: O que significa "terapia adjuvante" em relação ao felbamato?

Terapia adjuvante é um termo utilizado para indicar que o felbamato está a ser usado como um tratamento adicional. Significa que o medicamento está a ser tomado em conjunto com outros fármacos antiepiléticos para ajudar a controlar a condição.

P: Porque é que é importante comunicar quaisquer sinais de hemorragia ou hematomas invulgares durante o tratamento?

As informações oficiais indicam que sinais de hemorragia invulgar, hematomas, febre ou calafrios devem ser comunicados prontamente a um profissional de saúde. Estes podem ser sintomas relacionados com o distúrbio sanguíneo raro mas grave, a anemia aplástica, que está associado a este medicamento.

P: O felbamato pode causar aumento ou perda de peso?

A perda de apetite (anorexia) e a perda de peso estão documentadas como efeitos secundários comuns do felbamato. O aumento de peso, contudo, não consta entre os efeitos secundários frequentemente comunicados nas informações oficiais do produto.

P: O felbamato causa secura bocal ou visão turva?

A informação oficial lista a visão turva e a visão dupla (diplopia) como efeitos secundários conhecidos. A secura bocal não é comunicada habitualmente, mas outros efeitos relacionados com a boca, como alterações no paladar, foram documentados.

P: É verdade que o felbamato requer uma monitorização sanguínea especial?

As orientações regulamentares indicam que a monitorização sanguínea especial é tipicamente necessária. Devido ao risco de problemas graves no sangue e no fígado, as análises ao sangue são geralmente realizadas antes do início do tratamento e regularmente durante a toma de felbamato.

P: O que acontece se alguém se esquecer de uma dose de felbamato?

As orientações oficiais sugerem que, se uma dose for esquecida, deve ser tomada assim que houver memória disso. Se estiver quase na hora da dose seguinte, a dose esquecida deve ser saltada para continuar com o horário regular. Recomenda-se não tomar duas doses de uma só vez para compensar a dose esquecida.

P: Quais são os sinais de problemas hepáticos de que um doente a tomar felbamato deve estar ciente?

Os doentes devem estar atentos a sintomas-chave que podem indicar problemas hepáticos graves, listados nos documentos oficiais. Estes incluem o amarelecimento da pele ou dos olhos (icterícia), urina escura, dor no lado direito do abdómen e perda severa de apetite, náuseas ou vómitos.

P: Existe risco de sintomas de privação se o tratamento com felbamato for interrompido subitamente?

Os documentos regulamentares referem que a interrupção súbita do uso de felbamato não é aconselhada. A interrupção abrupta pode fazer com que as crises piorem. Qualquer alteração ou redução na dose requer uma redução gradual e cuidadosa, orientada por um profissional de saúde.

P: Existem diretrizes sobre o que fazer se ocorrer um possível efeito secundário?

As diretrizes oficiais estabelecem que os doentes devem contactar o seu profissional de saúde prontamente se sentirem quaisquer sinais de efeitos secundários graves, tais como sintomas de problemas hepáticos ou sanguíneos, ou se notarem alterações novas ou agravadas no humor ou comportamento.

P: O felbamato interage com a aspirina ou o ibuprofeno?

As informações oficiais de prescrição observam que o felbamato pode afetar os níveis de muitos outros medicamentos. Embora analgésicos comuns de venda livre, como a aspirina ou o ibuprofeno, possam não estar listados individualmente, devido ao potencial de interações, todos os medicamentos atuais devem ser revistos com um profissional de saúde.

P: Existe algum registo de doentes ou programa específico associado ao uso de felbamato?

A informação oficial indica que o Registo de Gravidez de Fármacos Antiepiléticos da América do Norte (NAAED) está disponível. Este programa incentiva a inscrição de mulheres que engravidem enquanto tomam felbamato para ajudar os investigadores a monitorizar os resultados das gravidezes expostas a medicamentos antiepiléticos.

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Como Felbamate deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar o Felbamato

O felbamato deve ser armazenado seguindo rigorosamente os requisitos regulamentares para garantir a sua estabilidade.


Condições de Conservação

O medicamento deve ser armazenado a uma temperatura ambiente controlada, especificamente entre 20 C e 25 C (68 F e 77 F). O rótulo oficial permite variações temporárias de temperatura entre 15 C e 30 C. Deve ser mantido no seu recipiente original, que deve estar bem fechado, e armazenado longe da humidade e do calor excessivo. Para a segurança das crianças, o produto deve ser guardado estritamente fora do seu alcance e da sua vista.


Instruções de Eliminação

O felbamato não utilizado ou fora do prazo de validade deve ser eliminado através de um programa de retoma de medicamentos, se disponível. Se não houver nenhum programa acessível, o medicamento deve ser misturado com uma substância indesejável, colocado num saco ou recipiente selado e deitado no lixo doméstico. O medicamento não deve ser deitado na sanita nem despejado num ralo.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Felbamate encontrado em:

ÍNDICE A-Z: