Exelon

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Exelon

Forma selecionada

Método de ação: Psychoanaleptics

Opção de tratamento: Dementia

Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Exelon

O que é o Exelon? (Rivastigmina)

Propriedade Descrição
Substância ativa Rivastigmina (sob a forma de hidrogenotartarato)
Forma farmacêutica Cápsula dura, solução oral, sistema transdérmico
Classe farmacológica Inibidor da colinesterase
Uso comum Fornece apoio sintomático à função cognitiva
Origem Derivado sintético do carbamato

O Exelon é um medicamento sujeito a receita médica que fornece apoio sintomático no declínio cognitivo, utilizando a substância ativa rivastigmina. O fármaco é classificado farmacologicamente como um inibidor da colinesterase e um agente parassimpaticomimético, concebido para atuar centralmente ao nível cerebral.

Que Tipo de Medicamento é o Exelon (Rivastigmina)?

O Exelon pertence à classe dos inibidores da colinesterase, sendo especificamente categorizado pela dupla ação da sua substância ativa, a rivastigmina, um derivado sintético do carbamato. A rivastigmina é frequentemente administrada sob a forma de sal, o hidrogenotartarato de rivastigmina, e é um produto de substância única, o que significa que não contém outros agentes farmacêuticos ativos. Os inibidores da colinesterase são um grupo de medicamentos que bloqueiam a decomposição normal da acetilcolina no cérebro. O papel da rivastigmina no apoio à função cognitiva tem sido clinicamente reconhecido em inúmeros estudos farmacológicos.


Como a Rivastigmina Apoia a Função Cognitiva

A rivastigmina apoia a função cognitiva ao melhorar a comunicação entre as células nervosas através de um mecanismo único que mantém os níveis do neurotransmissor acetilcolina. Consegue-o atuando como um inibidor duplo, bloqueando temporariamente tanto a acetilcolinesterase (AChE) como a butirilcolinesterase (BChE), que são as enzimas responsáveis pela decomposição química da acetilcolina. A característica inibição dupla de ambas as enzimas é o fator diferenciador da rivastigmina em comparação com agentes que visam apenas a AChE. Ao inibir estas enzimas, o Exelon mantém concentrações mais elevadas deste mensageiro químico crucial, fornecendo um apoio fundamental para processos mentais como a memória e o raciocínio.


Formas Disponíveis e Composição

O Exelon está disponível em múltiplas preparações farmacêuticas para facilitar a administração oral e transdérmica, oferecendo flexibilidade na entrega do fármaco. Estas formas incluem a cápsula dura, uma solução oral e o sistema transdérmico especializado. A disponibilidade do sistema transdérmico é um diferencial fundamental. A composição do sistema transdérmico utiliza uma matriz adesiva de polímero para a libertação sustentada da rivastigmina base através da pele, enquanto as formas orais utilizam um veículo líquido ou componentes de cápsula para entregar a substância ativa através do sistema digestivo. O sistema transdérmico oferece uma absorção contínua e controlada quando comparado com a dosagem oral pulsada.

Quais efeitos secundários são possíveis com Exelon ?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança oficial da rivastigmina (Exelon) é estruturado com base em documentos regulamentares que classificam as potenciais reações adversas pela sua frequência e pela classe de órgãos e sistemas afetados. Os efeitos documentados com maior frequência manifestam-se habitualmente ao nível dos sistemas gastrointestinal e nervoso.

As reações adversas são categorizadas oficialmente por frequência, o que define a taxa de ocorrência esperada:

  • Muito frequentes: Estes efeitos são os mais reportados e incluem náuseas, vómitos, diarreia, tonturas e dores de cabeça.
  • Frequentes: Reações observadas regularmente, como a anorexia (diminuição do apetite), diminuição de peso, tremores, sonolência, fadiga e dor abdominal.
  • Pouco frequentes: Eventos relatados com menor regularidade, que incluem síncope (desmaio), bradicardia (ritmo cardíaco lento), agitação, confusão e alucinações.

Reações Graves Documentadas e Restrições de Segurança

A rotulagem regulamentar documenta também reações adversas potenciais classificadas como Raras, mas graves, tais como hemorragia gastrointestinal, pancreatite e convulsões. Embora estas situações tenham uma incidência baixa, são consideradas clinicamente significativas.

Os padrões de segurança relacionados com a exposição indicam que as reações adversas são mais frequentes durante o início do tratamento e após o aumento das doses.

As restrições regulamentares especificam que o medicamento está contraindicado em indivíduos com insuficiência hepática grave. As informações de segurança referem ainda que sintomas gastrointestinais graves podem levar à desidratação, o que requer uma observação cuidadosa. Recomenda-se também precaução em doentes com patologias pré-existentes de condução cardíaca, como a síndrome do nó sinusal.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

As manifestações de sobredosagem com o Exelon (rivastigmina) são consistentes com uma estimulação colinérgica excessiva, conforme documentado nas informações oficiais de prescrição. O quadro clínico inclui habitualmente efeitos gastrointestinais graves, tais como náuseas, vómitos intensos, diarreia, dor abdominal, aumento da sudorese e hipersecreção salivar. Estão também documentadas manifestações cardiovasculares, como bradicardia (ritmo cardíaco lento), hipotensão e arritmias cardíacas.


Resultados Graves Documentados

A exposição excessiva pode conduzir a resultados graves ou potencialmente fatais. Estes incluem convulsões, alucinações, choque e o risco de desidratação grave, que pode resultar em insuficiência renal devido a vómitos prolongados. A rutura do esófago foi assinalada como uma consequência rara. Doentes com baixo peso corporal (inferior a 50 kg) ou com insuficiência hepática ou renal podem apresentar um risco acrescido de reações graves.


Ação Imediata e Gestão Clínica

É fundamental procurar assistência médica imediata em caso de suspeita de sobredosagem. No caso da utilização do sistema transdérmico, deve-se remover todos os adesivos imediatamente para interromper a absorção adicional do fármaco. A gestão da situação é sintomática e de suporte, recomendando-se a monitorização por ECG devido aos riscos cardíacos. São utilizados fluidos intravenosos para gerir a desidratação. Os anticolinérgicos, como a atropina, podem servir como antídoto em casos sintomáticos graves, de acordo com as orientações clínicas.

Usos terapêuticos de Exelon

O que o Exelon trata: principais utilizações e benefícios

Este medicamento é geralmente utilizado para ajudar na gestão de sintomas relacionados com a demência em determinadas condições. O objetivo primordial é contribuir para atenuar a carga sintomática global sentida pelo doente. A sua utilização é considerada relevante em condições caracterizadas por períodos de sintomas acentuados, tais como a doença de Alzheimer de gravidade ligeira a moderada e a demência associada à doença de Parkinson.

O Exelon é commumente utilizado para auxiliar nos sintomas relacionados com o compromisso cognitivo central, tais como a perda de memória, de atenção e de clareza de raciocínio. É aplicado em domínios onde é necessário apoio sintomático adicional, sendo pertinente para gerir sintomas que interferem com o funcionamento diário e que criam um esforço funcional percetível. Este alívio de suporte pode auxiliar na manutenção da estabilidade funcional e contribui para um maior conforto durante os períodos de sintomas mais intensos.

“A abordagem terapêutica é relevante para atenuar determinados sintomas comportamentais e neuropsiquiátricos que podem fazer parte da gestão sintomática nestas condições.”

É aplicado na abordagem a conjuntos de sintomas que podem tornar-se intensos ou disruptivos, apoiando o doente durante episódios difíceis ao atenuar a angústia e ao apoiar o bem-estar geral durante as fases sintomáticas.

Facto Rápido: Apoio Sintomático para Alterações Cognitivas e Funcionais
O Exelon pode auxiliar na gestão de sintomas que afetam a memória, o raciocínio e a capacidade de realizar atividades da vida quotidiana em adultos com doença de Alzheimer de gravidade ligeira a moderada ou demência associada à doença de Parkinson.

Critérios de utilização e restrições

Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar o Exelon?

A elegibilidade para a utilização do Exelon (rivastigmina) é definida por critérios regulamentares rigorosos para diferentes populações de doentes, conforme descrito na informação oficial de prescrição.

Populações para as quais a utilização está estabelecida:

Grupo Populacional Estatuto Regulamentar
Adultos (Demência Ligeira a Moderada) A utilização está estabelecida e é permitida.
Doentes Geriátricos Não estão documentadas limitações específicas.

Populações para as quais a utilização é proibida ou restrita:

Critério de Exclusão ou Restrição Estatuto de Elegibilidade Oficial
Hipersensibilidade/Alergia Contraindicado (proibição absoluta).
Insuficiência Hepática Grave Contraindicado em algumas jurisdições.
Crianças/Adolescentes (< 18 anos) Não recomendado (segurança e eficácia não estabelecidas).
Gravidez/Amamentação Não recomendado na gravidez; proibido durante o aleitamento.

A utilização é considerada restrita e requer uma monitorização clínica próxima em indivíduos com insuficiência hepática ligeira a moderada ou insuficiência renal moderada a grave, devido ao aumento da exposição ao fármaco. É também obrigatória uma precaução especial em doentes com defeitos de condução cardíaca (ex: síndrome do nó sinusal), úlceras gástricas ou duodenais ativas, ou um peso corporal inferior a 50 kg.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil de interação da rivastigmina é definido primordialmente por efeitos farmacodinâmicos aditivos e por um baixo risco de problemas farmacocinéticos, conforme assinalado na documentação regulamentar oficial.


Classificação das Interações Documentadas

Classificação Agentes em Interação / Declaração Oficial
Combinações Contraindicadas Outras substâncias colinomiméticas, devido ao risco de efeitos farmacodinâmicos aditivos. O sistema transdérmico é também contraindicado em doentes com historial de dermatite de contacto alérgica a derivados do carbamato.
Uso com Precaução/Restrição Beta-bloqueadores (ex: atenolol, metoprolol) e outros agentes bradicardizantes (ex: glicosídeos digitálicos, antiarrítmicos de Classe III), devido ao risco de bradicardia aditiva que pode resultar em síncope. O uso concomitante com metoclopramida não é recomendado.
Restrições em Anestesia/Procedimentos Relaxantes musculares do tipo succinilcolina (ex: suxametónio), uma vez que a rivastigmina pode potenciar os seus efeitos durante a anestesia. A rivastigmina pode também antagonizar os efeitos de medicamentos anticolinérgicos.

Notas sobre Farmacocinética e Exposição

Interações Farmacocinéticas (PK): As análises regulamentares indicam que não são esperadas interações farmacocinéticas clinicamente significativas com medicamentos metabolizados pelas principais isoenzimas do Citocromo P450 (CYP450), dado que a rivastigmina é metabolizada principalmente através de esterases.

Notas Específicas da População: A exposição à rivastigmina pode estar aumentada em doentes com insuficiência renal ou hepática clinicamente significativa, o que pode conduzir a reações mais dependentes da dose. Por outro lado, a depuração (clearance) da rivastigmina oral está oficialmente registada como aumentada em fumadores.

Mecanismo de ação

Como funciona o Exelon

O Exelon (rivastigmina) atua como um inibidor da colinesterase, apresentando um tipo de interação pseudo-irreversível com os seus principais alvos biológicos: as enzimas acetilcolinesterase (AChE) e butirilcolinesterase (BuChE).

A molécula atravessa a barreira hematoencefálica, demonstrando seletividade preferencial pelas vias neuronais colinérgicas no córtex e no hipocampo. A rivastigmina, um derivado do carbamato, liga-se de forma covalente ao local esterásico destas enzimas, levando à sua carbamilação e subsequente inativação. Esta inibição impede a hidrólise enzimática do neurotransmissor acetilcolina (ACh) na fenda sináptica.

O percurso molecular e intracelular resultante é uma concentração elevada de ACh nas sinapses colinérgicas centrais. Isto leva a uma neurotransmissão colinérgica reforçada e prolongada no sistema nervoso central. A cascata de efeitos subsequente envolve o aumento da ativação dos recetores nicotínicos e muscarínicos pós-sinápticos.

As consequências fisiológicas ao nível do sistema incluem a modulação de circuitos cerebrais abrangentes que são fundamentais para o processamento de informação, a atenção e a memória.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o Exelon (Rivastigmina): Diretrizes Oficiais de Administração

O Exelon, que contém a substância ativa rivastigmina, é administrado de acordo com esquemas posológicos e métodos específicos, aprovados oficialmente. O objetivo principal da utilização é alcançar a dose mais elevada tolerada dentro dos limites estabelecidos, seguindo um plano de progressão gradual.


Vias de Administração e Formas Farmacêuticas

Via de Administração Formas Farmacêuticas
Oral Cápsulas duras (1,5 mg, 3 mg, 4,5 mg, 6 mg), Solução oral (2 mg/mL)
Transdérmica Sistema transdérmico (4,6 mg/24 h, 9,5 mg/24 h, 13,3 mg/24 h)

Posologia Oficial e Titulação

O tratamento é sempre iniciado com a dose mais baixa e aumentado gradualmente (titulação) para gerir a tolerabilidade do organismo.

  • Posologia Oral: A dose inicial é de 1,5 mg duas vezes ao dia. Geralmente, a dose é aumentada em 1,5 mg por toma após um período mínimo de duas a quatro semanas. A dose diária total máxima recomendada é de 12 mg (6 mg duas vezes ao dia).
  • Sistema Transdérmico (Adesivo): A dose inicial é de 4,6 mg/24 horas, aplicada uma vez por dia. As doses são tipicamente aumentadas após um período mínimo de quatro semanas no nível anterior. A dose máxima recomendada é de 13,3 mg/24 horas.

Instruções Chave de Administração

  • Horários: As cápsulas e a solução oral devem ser tomadas com as refeições (de manhã e à noite). O adesivo transdérmico é aplicado uma vez por dia e substituído a cada 24 horas.
  • Utilização do Adesivo: Deve ser utilizado apenas um adesivo de cada vez e o local de aplicação deve ser alterado diariamente, evitando zonas com cortes ou irritação. O adesivo deve ser pressionado firmemente para garantir a sua adesão à pele íntegra.
  • Interrupção da Dose: Se o tratamento for interrompido por mais de três dias, as diretrizes determinam o reinício com a dose inicial mais baixa, seguindo o esquema de progressão original.
  • Ajustes em Populações Especiais: Em doentes com baixo peso corporal (<50 kg) ou com insuficiência hepática ou renal, podem ser necessárias doses mais baixas.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o Exelon

Evidência para Utilização na Demência da Doença de Alzheimer Ligeira a Moderada

A investigação sobre o Exelon na demência da doença de Alzheimer ligeira a moderada baseia-se em ensaios controlados e aleatorizados (ECA) de curto prazo. A base de evidência é também sintetizada através de metanálises de grande escala para compreender os achados em múltiplos estudos. Nestes ensaios, a investigação monitorizou o desempenho em três áreas principais: a função cognitiva (como a memória e o pensamento), o estado clínico global e as capacidades funcionais da pessoa (a capacidade de realizar atividades da vida diária).

Nos ensaios com duração aproximada de três a seis meses, os dados revelam padrões de alteração nas pontuações das escalas cognitivas quando se compara o grupo da rivastigmina com o grupo do placebo. A investigação destaca mudanças nestes resultados cognitivos que foram observadas em alguns estudos em comparação com os grupos de placebo. Os estudos reportam como os sintomas evoluíram nas populações observadas, descrevendo por vezes padrões distintos nas medidas funcionais em comparação com os participantes que receberam placebo.

Evidência para Utilização na Demência Associada à Doença de Parkinson

A investigação com o Exelon explorou resultados no contexto da demência associada à doença de Parkinson (DPP) em ensaios específicos, aleatorizados e controlados por placebo. As populações estudadas incluíram adultos mais velhos cujos sintomas de demência surgiram após o diagnóstico da doença de Parkinson. Estes ensaios analisaram pontuações em escalas validadas para a função cognitiva, o estado clínico global e alterações nos sintomas comportamentais e neuropsiquiátricos associados à DPP. Os ensaios principais tiveram, tipicamente, uma duração de acompanhamento de seis meses.


Estudos a Longo Prazo e Duração do Acompanhamento

No entanto, a evidência é limitada, uma vez que os resultados a longo prazo além de um ano não estão totalmente estabelecidos, sendo escassa a investigação controlada que ultrapasse este período. Por conseguinte, a investigação fornece uma visão limitada sobre a progressão dos resultados durante períodos prolongados.


Síntese de Lacunas na Evidência e Incertezas Remanescentes

Um aspeto fundamental é que as alterações medidas nos resultados centrais (cognição e função) podem ser reduzidas, e a interpretação destes achados para resultados pessoais pode ser um desafio. Finalmente, verifica-se uma falta de evidência comparativa proveniente de ensaios clínicos aleatorizados diretos ("head-to-head"), o que significa que a investigação sobre a comparação dos resultados com outros tratamentos ainda está a emergir.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Exelon (FAQ)


P: O que acontece se eu me esquecer de uma dose de Exelon?

R: As informações oficiais do produto indicam que uma dose esquecida pode ser tomada, a menos que a hora da próxima dose agendada esteja próxima. Se o tratamento for interrompido por mais de três dias consecutivos, os documentos regulamentares estabelecem que o tratamento poderá ter de ser reiniciado com a dose inicial mais baixa. Nestas circunstâncias, a orientação oficial sugere a consulta de um profissional de saúde.

P: É normal sentir tonturas ou vertigens ao iniciar o Exelon?

R: As tonturas estão documentadas em fontes regulamentares oficiais como um efeito secundário relatado com muita frequência. As reações adversas são geralmente observadas com maior regularidade durante o início do tratamento ou após aumentos na dosagem.

P: O Exelon pode afetar o meu sono ou causar sonhos vívidos?

R: A informação oficial lista a dificuldade em adormecer ou em manter o sono (insónia) como um efeito secundário frequente. Pesadelos ou sonhos vívidos também têm sido relatados em associação com a utilização do fármaco. Estes eventos são categorizados nos documentos regulamentares como perturbações do sistema nervoso ou do foro psiquiátrico.

P: Quanto tempo dura o efeito do adesivo de Exelon após a aplicação?

R: O sistema transdérmico é um sistema de libertação prolongada, o que significa que foi concebido para fornecer uma libertação contínua da substância ativa durante um período de 24 horas. Por conseguinte, o adesivo deve ser removido e substituído por um novo num local diferente a cada 24 horas, de modo a manter os efeitos pretendidos.

P: O Exelon altera o humor ou causa depressão?

R: Dados de ensaios clínicos compilados em documentos oficiais listam a depressão como um efeito secundário frequente. A ansiedade e a confusão também foram documentadas como reações adversas frequentes ou pouco frequentes.

P: O álcool interage negativamente com o Exelon?

R: A informação oficial sobre interações medicamentosas assinala a existência de uma classificação de interação menor entre a rivastigmina e o álcool. Esta informação deriva das classificações oficiais de interações de fármacos.

P: Existem restrições alimentares ao tomar as cápsulas de Exelon?

R: As instruções oficiais do produto estabelecem que as cápsulas de Exelon devem ser tomadas com as refeições (de manhã e à noite) para ajudar a reduzir a possibilidade de efeitos secundários gastrointestinais. Os documentos regulamentares não especificam restrições a tipos específicos de alimentos ou bebidas.

P: O Exelon é utilizado para a memória ou apenas para o Alzheimer?

R: A substância ativa do Exelon está aprovada para fornecer apoio sintomático na demência, o que inclui a perda de memória e alterações mentais associadas à doença de Alzheimer. Está também aprovado para o tratamento sintomático da demência associada à doença de Parkinson.

P: Existe uma versão genérica do Exelon disponível?

R: O princípio ativo, a rivastigmina, está disponível como medicamento genérico. É fornecido tanto em cápsulas como em sistemas transdérmicos, de acordo com os registos oficiais de medicamentos.

P: O Exelon é considerado uma cura para a doença de Alzheimer?

R: A informação oficial do produto afirma consistentemente que o Exelon é um tratamento para os sintomas e não uma cura para a doença. Não é descrito como um fármaco que interrompa a progressão da patologia.

P: O Exelon pode ser utilizado por pessoas com outras condições, como a doença de Parkinson?

R: O medicamento está oficialmente aprovado para o tratamento sintomático da demência associada à doença de Parkinson. Esta é uma utilização aprovada, além da sua indicação para a doença de Alzheimer.

P: O Exelon é indicado para demência ligeira, moderada ou grave?

R: A forma em cápsula oral é oficialmente indicada para a demência de Alzheimer ligeira a moderada. O sistema transdérmico é indicado para o tratamento de um espetro mais amplo, incluindo demência do tipo Alzheimer ligeira, moderada e grave.

P: Porque existem diferentes dosagens do adesivo de Exelon?

R: Estão disponíveis diferentes dosagens de adesivos para apoiar o processo oficial de titulação. Este processo consiste em aumentar gradualmente a dose ao longo do tempo até atingir o nível mais elevado que seja bem tolerado, gerindo ao mesmo tempo as potenciais reações adversas.

P: Qual é a duração máxima que alguém pode manter o Exelon, segundo a investigação?

R: A evidência principal para estabelecer a eficácia baseia-se em ensaios clínicos controlados com duração de até seis meses. A segurança e a tolerabilidade a longo prazo foram analisadas em estudos de extensão abertos por períodos de até um ano.

P: O Exelon pode causar tremores?

R: A rotulagem oficial lista os tremores como um efeito secundário frequente do fármaco. Em doentes com demência associada à doença de Parkinson, foi também documentado um aumento na incidência ou gravidade dos tremores.

P: O Exelon interage com analgésicos comuns de venda livre?

R: A informação regulamentar refere que a rivastigmina pode aumentar a toxicidade do ácido acetilsalicílico (frequentemente conhecido como aspirina) e de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) relacionados. Isto pode, potencialmente, aumentar o risco de hemorragia gastrointestinal.

P: O que diz a investigação sobre o efeito do Exelon nas atividades da vida diária?

R: Estudos controlados analisaram as alterações nas capacidades funcionais dos doentes, que medem a capacidade de realizar atividades diárias como vestir-se e comer. A investigação indica que foram observadas alterações medidas nestas atividades em alguns grupos de doentes, em comparação com os que receberam placebo.

P: O Exelon pode afetar a minha tensão arterial?

R: Dados de ensaios clínicos oficiais listam a hipertensão (tensão arterial elevada) como uma reação adversa. Adicionalmente, a tensão arterial baixa (hipotensão) ou o desmaio (síncope) também foram documentados como possíveis efeitos.

P: Porque é que o Exelon não é recomendado para todas as pessoas com perda de memória?

R: O fármaco não é recomendado para todos os indivíduos que sofrem de perda de memória devido a contraindicações específicas, tais como uma alergia conhecida à substância ativa ou insuficiência hepática grave. A utilização também requer precaução e monitorização especial para grupos específicos de doentes, incluindo aqueles com certos defeitos de condução cardíaca, baixo peso corporal ou úlceras gastrointestinais ativas.

P: É possível ser alérgico ao Exelon?

R: A hipersensibilidade ou alergia à rivastigmina ou a outros componentes é assinalada como uma contraindicação na rotulagem oficial. Estão documentadas reações alérgicas, incluindo o potencial para reações graves como a dermatite de contacto alérgica disseminada pelo adesivo ou a Síndrome de Stevens-Johnson.

P: Quais são os benefícios esperados do adesivo em relação à cápsula?

R: O sistema transdérmico foi desenvolvido para oferecer vantagens específicas sobre a forma oral. Estas incluem uma melhor tolerabilidade, uma libertação contínua e estável, e auxílio na adesão do doente ao esquema de tratamento. Isto pode ser especialmente benéfico para doentes com dificuldades de deglutição (dificuldade em engolir).

Como Exelon deve ser armazenado e descartado?

As cápsulas e os sistemas transdérmicos de Exelon devem ser conservados de acordo com requisitos regulamentares específicos, de modo a garantir a estabilidade e a segurança do produto.

Condições Oficiais de Conservação

  • Temperatura: Conserve tanto as cápsulas como os sistemas transdérmicos à temperatura ambiente, geralmente entre os 15 °C e os 25 °C.
  • Proteção: Mantenha o medicamento na sua embalagem original para o proteger do calor excessivo, da humidade e da luz.
  • Manuseamento: O sistema transdérmico deve ser aplicado imediatamente após a abertura da sua saqueta protetora.

Manuseamento Seguro e Eliminação

Todas as formas deste medicamento devem ser mantidas fora da vista e do alcance das crianças e dos animais de estimação.

Para a eliminação do sistema transdérmico usado, dobre-o ao meio com as faces adesivas coladas uma à outra e coloque-o novamente dentro da saqueta protetora original antes de o deitar fora de forma segura no lixo doméstico. Nunca deite medicamentos não utilizados ou fora de validade na canalização; procure orientação sobre a eliminação correta através de pontos de recolha específicos para proteger o ambiente.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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