Elcar

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Elcar

O Elcar é uma preparação farmacêutica cujo princípio ativo é a Levocarnitina, classificada genericamente como um agente metabólico e um derivado de aminoácido. O seu propósito fundamental é apoiar e regular processos essenciais no âmbito do metabolismo tecidular, ajudando a manter o equilíbrio energético celular.

Factos Rápidos Descrição
Princípio Ativo Levocarnitina (L-carnitina)
Formas Principais Solução oral, Solução intravenosa, Comprimidos, Cápsulas
Classe Farmacológica Agente Metabólico, Derivado de Aminoácido
Origem Substância endógena (Ocorre naturalmente no organismo)

Que Tipo de Medicamento é a Levocarnitina?

O Elcar é, formalmente, uma preparação farmacêutica sujeita a receita médica cujo único princípio ativo é a Levocarnitina. Este composto é definido quimicamente como o L-estereoisómero da carnitina biologicamente ativo, sendo a forma específica utilizada no metabolismo humano. É classificado como um agente metabólico devido ao seu papel central como um cofator essencial nos processos de energia celular, posicionando-o firmemente no campo dos reguladores do metabolismo tecidular. Esta classificação é amplamente apoiada por estudos farmacológicos que afirmam o seu papel fundamental nos sistemas biológicos.

Composição, Origem e Formas do Elcar

A marca Elcar, que apresenta a substância ativa Levocarnitina, é estruturalmente idêntica à substância endógena L-carnitina que o corpo humano sintetiza naturalmente, confirmando a sua origem não sintética. A preparação é formulada como um produto versátil de ingrediente ativo único, distinguindo-se principalmente pela sua solução oral líquida, frequentemente formulada para facilitar um doseamento preciso, e pela sua solução injetável intravenosa estéril para administração parentérica. Estão também disponíveis formas sólidas, como comprimidos e cápsulas. A base para as preparações líquidas é tipicamente aquosa, assegurando a estabilidade química e uma administração ideal.

Qual é o Propósito Funcional Geral da Levocarnitina?

O propósito funcional geral da Levocarnitina é apoiar a eficiência metabólica e prevenir a acumulação de subprodutos metabólicos potencialmente inibitórios. Funciona como um transportador molecular crítico, facilitando o transporte de ácidos gordos de cadeia longa para as mitocôndrias da célula, permitindo assim a produção de energia derivada das gorduras. Esta função é criticamente importante para a saúde metabólica de tecidos com elevada procura energética, e a prática clínica reconhece comummente a sua utilidade no apoio à função metabólica geral.

Quais efeitos secundários são possíveis com Elcar?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

O perfil de reações adversas oficialmente documentado para o Elcar (levocarnitina) está estruturado com base na frequência e na classe de órgãos e sistemas envolvida. As informações de segurança baseiam-se estritamente nos documentos regulamentares de prescrição.


Frequência e Classes de Órgãos e Sistemas

As reações adversas documentadas com maior frequência, classificadas como Frequentes, envolvem principalmente o Sistema Gastrointestinal. Estes efeitos incluem náuseas, vómitos, cólicas abdominais e diarreia. As informações oficiais assinalam também a possibilidade de um odor corporal característico (frequentemente descrito como odor a peixe) e reações como erupção cutânea e prurido (comichão) que afetam a pele.

Reações menos frequentes ou de frequência desconhecida, notificadas em diversos sistemas, incluem a hipertensão arterial (vascular) e as cefaleias (neurológica).


Reações Adversas Clinicamente Significativas e Graves

Os documentos oficiais especificam considerações de segurança clinicamente importantes:

Quanto às Questões Neurológicas, os dados indicam que a levocarnitina pode aumentar a frequência e/ou a gravidade das convulsões em indivíduos com perturbações convulsivas preexistentes.

No que respeita à Hipersensibilidade, foram documentadas reações raras, mas graves, após a administração, tais como anafilaxia, edema laríngeo e broncoespasmo.


Condicionantes de Segurança para Populações Específicas

O perfil de segurança inclui condicionantes específicas para determinadas populações:

Em doentes com insuficiência renal grave (incluindo aqueles em diálise), a administração oral crónica de levocarnitina pode levar à acumulação dos seus metabolitos, especificamente o trimetilamina-N-óxido (TMAO), que está associado ao referido odor corporal.

No caso de Terapia Concomitante, quando utilizada com anticoagulantes cumarínicos (como a varfarina), foram observados relatos de um aumento do Índice Internacional Normalizado (INR), o que requer monitorização conforme descrito na informação oficial de prescrição.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

A documentação oficial relativa à sobredosagem de Levocarnitina enfatiza a gestão de reações graves documentadas e as consequências de uma elevada exposição sistémica. Regra geral, a rotulagem oficial não apresenta relatos formais de toxicidade especificamente resultantes de uma sobredosagem aguda.

Manifestações e Riscos de Sobredosagem Detalhes
Sinais Comuns de Exposição Elevada Podem manifestar-se problemas gastrointestinais transitórios (náuseas, vómitos, diarreia, cólicas abdominais) e um odor corporal característico a "peixe", que são frequentemente aliviados pela redução da dosagem.
Riscos Sistémicos Graves Estão documentados desfechos adversos como reações de hipersensibilidade graves e potencialmente fatais, incluindo anafilaxia, edema laríngeo e broncoespasmo. Em doentes com atividade convulsiva preexistente, foi relatado um aumento na frequência ou gravidade das convulsões.
Considerações Populacionais Doentes submetidos a diálise ou com função renal gravemente comprometida correm o risco de acumulação de metabolitos potencialmente tóxicos quando recebem uma administração oral crónica de doses elevadas.

Quando Procurar Ajuda

Se ocorrerem sintomas sugestivos de uma reação de hipersensibilidade grave, as diretrizes oficiais determinam que o produto deve ser descontinuado e deve procurar-se assistência médica imediata. A gestão de uma exposição excessiva consiste em medidas de apoio geral, uma vez que não se conhece um antídoto específico. O composto é removido do plasma de forma eficiente por diálise, o que constitui uma consideração procedimental documentada para a gestão clínica.

Usos terapêuticos de Elcar

O que o Elcar trata: principais utilizações e benefícios

O Elcar (levocarnitina) é geralmente utilizado para abordar condições que envolvem manifestações episódicas ou flutuantes relacionadas com a deficiência de carnitina. Este fármaco é relevante para atenuar sintomas associados a condições que envolvem deficiências de carnitina primárias ou secundárias, incluindo aquelas ligadas a erros inatos do metabolismo. A utilização do medicamento é pertinente para o alívio de sintomas relacionados com o desconforto físico e de sintomas que interferem com o funcionamento diário. O tratamento apoia o doente durante episódios difíceis, reduzindo a carga sintomática global.

Agrupamentos de Sintomas e Utilização Clínica

Este domínio terapêutico é aplicado em áreas onde é necessário apoio sintomático adicional para abordar agrupamentos de sintomas que podem tornar-se intensos ou disruptivos, tais como a fraqueza muscular e a baixa energia. O medicamento é habitualmente utilizado para categorias de condições tais como as que envolvem deficiência primária de carnitina, deficiências secundárias de carnitina devido a erros inatos do metabolismo, ou deficiência de carnitina em doentes submetidos a diálise.

Auxílio no Alívio e Estabilidade

O Elcar pode ser considerado relevante em contextos que envolvam certos sintomas angustiantes ligados a desconforto sistémico ou localizado. É frequentemente utilizado quando os sintomas se intensificam, proporcionando um alívio de suporte que auxilia na gestão sintomática durante períodos de manifestações flutuantes associadas a condições específicas.

Facto Rápido: Apoio ao Desconforto Sistémico O Elcar auxilia na gestão sintomática e apoia os doentes durante episódios de desconforto acentuado.

Critérios de utilização e restrições

Elegibilidade para o Uso de Levocarnitina

O Elcar está aprovado para populações específicas de doentes com deficiência de carnitina documentada, o que inclui indivíduos com deficiência sistémica primária e aqueles com deficiência secundária causada por um erro inato do metabolismo. A formulação intravenosa está também indicada para a prevenção e tratamento da deficiência em doentes com insuficiência renal terminal submetidos a diálise.

Contraindicações e Restrições

Não estão especificadas contraindicações absolutas baseadas na população na rotulagem oficial principal. No entanto, o uso é restrito ou condicional para vários grupos:

Quanto à Função Renal, a formulação oral não foi avaliada quanto à segurança em doentes com função renal gravemente comprometida ou insuficiência renal terminal em diálise, dado que o uso crónico de doses elevadas pode resultar na acumulação de metabolitos.

Relativamente a Comorbilidades, doentes com um historial preexistente de crises convulsivas requerem monitorização, uma vez que os dados indicam um risco de aumento da frequência ou gravidade das convulsões.

No que respeita à Idade, o medicamento é elegível para utilização em todos os grupos etários, incluindo lactentes e idosos.

Sobre a Gravidez e Aleitamento, o uso durante a gravidez (Categoria B) é condicional e recomendado apenas se for claramente necessário. A suplementação em mães que amamentam requer a ponderação entre descontinuar o medicamento ou interromper o aleitamento.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Mapa de Interações: Interações com outros medicamentos e produtos — informação oficial do Elcar (Levocarnitina)

Âmbito das Interações

Detalhe Informação Oficial
Categorias de produtos medicinais com interações documentadas Agentes antidiabéticos (ex: tratamento hipoglicemiante oral), anticoagulantes cumarínicos, antibióticos conjugados com pivalato.
Medicamentos específicos (se explicitamente listados) Insulina, Varfarina, Acenocumarol, Pivampicilina.
Base mecânica das interações (se declarada) Reforço farmacodinâmico (efeito metabólico aditivo); Depleção sistémica de carnitina; Alteração do metabolismo (acumulação de TMA e TMAO em caso de insuficiência renal).
Notas de interação para populações específicas Doentes com função renal gravemente comprometida ou em diálise apresentam um risco documentado de acumulação de metabolitos tóxicos (TMA/TMAO) com a administração oral crónica.
Restrições relacionadas com interações Monitorização obrigatória dos níveis de INR quando coadministrado com anticoagulantes. Monitorização necessária para hipoglicemia com agentes antidiabéticos.

Classificação das Interações (Nível Geral)

Classificação Informação Oficial
Classificação de gravidade da interação Utilizar com precaução / Monitorização necessária. Não estão listadas contraindicações absolutas.
Condicionantes de contexto das interações As interações incluem considerações sobre fármaco-fármaco e fármaco-substância (Sorbitol, Frutose).

Estrutura de Interações Resultante

A coadministração com fármacos cumarínicos, como a Varfarina, tem sido associada a relatos de aumento do Índice Internacional Normalizado (INR). Quando combinada com insulina ou agentes hipoglicemiantes orais, a Levocarnitina pode resultar em hipoglicemia. O uso crónico de antibióticos conjugados com pivalato, como a Pivampicilina, está documentado como causa de depleção de carnitina. Adicionalmente, a administração oral crónica em doentes com função renal gravemente comprometida pode levar à acumulação de metabolitos potencialmente tóxicos, nomeadamente a trimetilamina (TMA) e o trimetilamina-N-óxido (TMAO).

Os documentos informativos definem o perfil de interação através de riscos de reforço farmacodinâmico e de modificação da exposição. Esta estrutura impõe requisitos de monitorização específicos, tais como verificações frequentes do INR com anticoagulantes, e destaca precauções para populações específicas relativamente à acumulação de metabolitos em indivíduos com compromisso renal.

Mecanismo de ação

Transporte de Combustível Mitocondrial e Ativação Energética

O mecanismo central da levocarnitina consiste em atuar como uma lançadeira molecular essencial, envolvendo as enzimas do Sistema de Lançadeira da Carnitina (CPT I, CACT, CPT II) para facilitar a transferência de ácidos gordos de cadeia longa para o interior das mitocôndrias. Esta ação viabiliza diretamente a beta-oxidação, uma via metabólica crítica para a geração de ATP. Ao otimizar a entrega deste combustível, o mecanismo aumenta o fluxo de substratos para a beta-oxidação em tecidos de elevada exigência, como o coração e os músculos esqueléticos.


Manutenção Celular e Estabilização Metabólica

Uma função secundária é o mecanismo de amortecimento de grupos acilo, que envolve a ligação da levocarnitina a ésteres de acil-CoA acumulados e potencialmente tóxicos, removendo-os da matriz mitocondrial. Esta ação de desintoxicação contribui para o equilíbrio da reserva de Coenzima A (CoA) livre. Ao regular este equilíbrio, o mecanismo mitiga o efeito inibitório da acumulação de acil-CoA sobre inúmeras outras enzimas críticas, apoiando, deste modo, a homeostasia da CoA e a utilização de substratos nas vias metabólicas.

Informações sobre dosagem e administração

A levocarnitina é administrada através de dois métodos principais: a via oral é designada para a gestão crónica a longo prazo, enquanto a via intravenosa (IV) é reservada para utilização em crises metabólicas agudas ou para doentes submetidos a hemodiálise. O contexto específico das necessidades metabólicas do doente dita o método de administração adequado.

Para o regime oral, a dose inicial típica para adultos é geralmente de 1 grama por dia, administrada em tomas repartidas, com as orientações oficiais a indicarem que a dose máxima não deve exceder as 3 gramas diárias. Um princípio fundamental da aplicação terapêutica é a titulação da dose, que exige que o tratamento comece com um nível baixo e seja aumentado lentamente à medida que a tolerância é avaliada. Para manter concentrações estáveis e melhorar a tolerância, a dose diária total deve ser espaçada uniformemente ao longo do dia. As doses orais devem ser consumidas durante ou imediatamente após uma refeição, e a formulação líquida pode ser misturada com outros líquidos, devendo ser consumida lentamente para facilitar a adesão.

Em situações agudas, a via IV envolve uma dose de carga inicial, tipicamente de 50 mg por quilograma de peso corporal, que deve ser administrada como uma injeção lenta durante, pelo menos, dois a três minutos. Esta é seguida por doses de manutenção mais pequenas e fracionadas ao longo das 24 horas subsequentes. Para doentes pediátricos, a dose oral inicial é determinada pelo peso corporal, começando nos 50 mg/kg/dia, aderindo também estritamente às regras de titulação lenta e de administração fracionada.

Evidência clínica recente

Evidência Clínica Recente

A investigação sobre a Deficiência Sistémica Primária de Carnitina (DSPC) baseia-se predominantemente em estudos observacionais e relatos de casos, em vez de ensaios clínicos aleatorizados de grande escala. Estes estudos centram-se na forma como o medicamento foi avaliado em doentes com carência de carnitina, incluindo lactentes, crianças e adultos que enfrentam episódios agudos ou disruptivos, tais como fraqueza muscular grave ou problemas cardíacos (cardiomiopatia).

Os estudos reportam padrões observados no tratamento da DSPC, nos quais a administração precoce e persistente de levocarnitina foi associada à reversão de sintomas de doença cardíaca, e os dados sugerem alterações medidas no tónus e na força muscular em muitos doentes pediátricos. A investigação descreve a avaliação da terapia de substituição na gestão de manifestações clínicas potencialmente fatais associadas à deficiência, como a hipoglicemia hipocetótica. Embora os resultados a longo prazo não estejam totalmente estabelecidos através de ensaios controlados, os estudos relatam a observação do tratamento ao longo de um período contínuo e prolongado para esta condição.

No que diz respeito à deficiência secundária de carnitina em erros inatos do metabolismo, a investigação analisou a associação da levocarnitina com resultados relacionados com a estabilidade metabólica durante períodos de maior atividade sintomática. A base de evidência nesta área foca-se na utilização do medicamento para o apoio à função metabólica.

A investigação para doentes com Insuficiência Renal Terminal sujeitos a hemodiálise de manutenção é apoiada por Ensaios Clínicos Aleatorizados (ECA). A medida principal nestes estudos foi um parâmetro bioquímico: a alteração observada nos níveis plasmáticos de carnitina. Os ensaios reportaram consistentemente um aumento significativo nos níveis de carnitina livre e total ao longo do intervalo de 24 semanas do estudo, em comparação com o placebo. Contudo, a investigação também explorou parâmetros clínicos, como a fadiga e a tolerância ao exercício. Nos ensaios originais, não foi demonstrada uma alteração clara e consistente na função física quando comparada diretamente com o placebo. Os resultados foram mistos quanto ao alívio de sintomas específicos, embora algumas revisões sistemáticas posteriores tenham reportado que a levocarnitina estava associada a uma redução na incidência de hipotensão durante a diálise. A relevância clínica do aumento dos níveis para os resultados a longo prazo permanece incerta em parte da investigação.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Elcar (FAQ)

P: O Elcar é igual aos suplementos de L-carnitina que vejo à venda? A levocarnitina de prescrição (Elcar) contém a mesma substância química ativa que a L-carnitina. No entanto, o Elcar é regulamentado como um medicamento e está aprovado especificamente para tratar condições médicas relacionadas com a deficiência de carnitina. Os suplementos encontrados nas lojas são considerados suplementos alimentares e não estão aprovados para o tratamento de patologias específicas.

P: Porque é que o Elcar é considerado um medicamento de receita médica se o seu componente existe na natureza? O Elcar é considerado um medicamento de receita médica porque é fabricado e regulamentado como um agente terapêutico para o tratamento de condições médicas específicas, nomeadamente as deficiências de carnitina. A sua utilização é aprovada para quando os níveis naturais do organismo são demasiado baixos para manter a função metabólica normal. O seu uso para estes fins terapêuticos recai sob o âmbito regulamentar das autoridades competentes.

P: Existem alimentos ou bebidas comuns que interajam com o Elcar? Os documentos oficiais descrevem especificamente interações com os polióis Sorbitol e Frutose. Embora não sejam alimentos típicos, estes encontram-se em algumas bebidas e produtos processados. Além destas duas substâncias, a rotulagem oficial não documenta amplamente outros alimentos ou bebidas comuns como tendo interação com a levocarnitina.

P: Existem alimentos que deva evitar estritamente enquanto tomar Elcar? A informação oficial do produto destaca os produtos que contenham Sorbitol e Frutose devido aos riscos de interação documentados. Ajustes dietéticos específicos podem ser discutidos com um profissional de saúde.

P: Porque é que algumas pessoas em fóruns online mencionam o uso do Elcar para obter energia? A levocarnitina é uma substância naturalmente necessária para o metabolismo energético dos mamíferos. A sua função principal é facilitar o transporte de ácidos gordos de cadeia longa para o interior das mitocôndrias, que são as estruturas responsáveis pela produção de energia celular. Este mecanismo explica o papel fundamental do medicamento no apoio aos processos de produção de energia do corpo.

P: O Elcar é seguro para utilização a longo prazo? A formulação oral do Elcar está indicada para a gestão crónica a longo prazo da deficiência de carnitina. No entanto, os documentos regulamentares destacam um risco específico para doentes com a função renal gravemente comprometida. A administração oral crónica nesta população pode levar à acumulação de certos subprodutos metabólicos (TMAO).

P: Qual é a duração típica do tratamento com Elcar? A levocarnitina é tipicamente prescrita para a gestão crónica a longo prazo em doentes com deficiência primária de carnitina ou deficiências secundárias devido a erros inatos do metabolismo. Para muitos doentes com condições crónicas, o tratamento é indicado como sendo contínuo.

P: O Elcar requer alguma monitorização especial ou análises ao sangue? Sim, a documentação oficial exige monitorização em certas situações. Quando tomado com anticoagulantes específicos, a informação oficial exige a monitorização do Índice Internacional Normalizado (INR). Além disso, as análises ao sangue para medir as concentrações plasmáticas de carnitina são frequentemente utilizadas para ajudar a orientar o plano terapêutico.

P: Porque é que a dosagem do Elcar é tão específica? A dosagem específica está relacionada com o princípio necessário de titulação, que significa começar com uma dose baixa e aumentar lentamente para avaliar a tolerância. Segundo os documentos regulamentares, as doses devem ser espaçadas uniformemente ao longo do dia para manter concentrações estáveis do fármaco.

P: É verdade que o Elcar pode afetar o meu olfato ou paladar? A rotulagem oficial de reações adversas lista um odor corporal característico, muitas vezes descrito como semelhante a peixe, como um efeito secundário comum. Alguns resumos de segurança também incluem a alteração do paladar como um efeito potencial. Informações sobre quaisquer alterações na perceção do paladar ou do olfato são tipicamente comunicadas a um profissional de saúde.

P: O Elcar está disponível numa versão genérica? Sim, a substância ativa, levocarnitina, está disponível como uma formulação genérica de menor custo. Estas versões genéricas são consideradas bioequivalentes às formulações orais de marca e encontram-se amplamente disponíveis.

P: Com que rapidez é que o Elcar começa geralmente a fazer efeito? Os dados farmacocinéticos mostram que a concentração mais elevada no sangue é tipicamente atingida aproximadamente 3,3 horas após a toma de uma dose oral. No entanto, a rotulagem oficial não especifica o tempo exato necessário para observar o benefício clínico pretendido. O estabelecimento do efeito terapêutico pode demorar mais tempo do que o tempo de absorção inicial.

P: O Elcar pode causar alterações de peso? Os resumos oficiais de segurança incluem a alteração de peso como um efeito adverso relatado. Algumas fontes indicam que tanto o aumento de peso como a diminuição de peso foram reportados como efeitos menos comuns ou menores.

P: O que acontece se eu me esquecer de tomar a minha dose de Elcar? A rotulagem indica que uma dose esquecida pode ser tomada assim que possível. Se a hora da próxima dose agendada estiver próxima, a orientação oficial indica que a dose esquecida deve ser saltada para retomar o horário regular. Os avisos oficiais afirmam que as doses não devem ser duplicadas para evitar aumentar o risco de perturbações gástricas.

P: O Elcar afeta o sono ou causa insónia? Com base em algumas recolhas de dados de segurança pós-comercialização, a insónia (dificuldade em dormir) é relatada como um potencial efeito secundário. Este tipo de informação encontra-se geralmente nos dados oficiais de reações adversas.

P: O sabor metálico na boca é um efeito secundário conhecido do Elcar? Embora um sabor metálico nem sempre seja nomeado explicitamente, a rotulagem oficial inclui a alteração do paladar como um possível efeito secundário. Este termo é abrangente e pode incluir vários tipos de paladar alterado, incluindo uma sensação metálica.

P: O que acontece ao Elcar no corpo depois de ser tomado? A documentação oficial indica que, após a administração oral, a levocarnitina é absorvida com uma biodisponibilidade absoluta de aproximadamente 15% a 16%. Uma vez absorvida, é utilizada em vias metabólicas e é eliminada do corpo principalmente por excreção renal.

P: Com que frequência são atualizadas as diretrizes oficiais do Elcar? Os documentos de rotulagem oficial são atualizados conforme necessário, quando surgem novas informações significativas de segurança ou eficácia. Não existe um calendário fixo e predeterminado para as atualizações; estas ocorrem com base na introdução de novos dados.

P: O Elcar interage com medicação para a tiroide? Sim, os resumos oficiais de interações sugerem que a levocarnitina pode diminuir a eficácia de medicamentos com hormonas da tiroide, como a Levotiroxina. Esta interação potencial significa que a monitorização dos níveis das hormonas tiroideias pode ser indicada.

Como Elcar deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar o Elcar (Solução Oral de Levocarnitina)

As normas oficiais estabelecem condições específicas para a conservação e a eliminação da solução oral de levocarnitina.


Requisitos de Armazenamento

O medicamento deve ser conservado a uma Temperatura Ambiente Controlada, definida entre os 20 °C e os 25 °C (68 °F e 77 °F). O armazenamento deve evitar o calor excessivo e o produto deve ser protegido do congelamento.

Para garantir a estabilidade e proteger a solução da luz, é obrigatório manter o produto na sua embalagem exterior original até ao momento da utilização. O medicamento deve ser guardado fora do alcance e da vista das crianças e dos animais de estimação.


Instruções de Eliminação

A levocarnitina não utilizada ou fora do prazo de validade deve ser eliminada através de um ponto de recolha de resíduos de medicamentos onde disponível, como em farmácias. Se não existir um programa deste tipo, o fármaco deve ser removido do seu frasco, misturado com uma substância indesejável, como terra ou borras de café usadas, colocado num saco selado e, posteriormente, depositado no lixo doméstico. Toda a informação pessoal deve ser rasurada da embalagem antes da sua eliminação.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

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