DRAXXIN

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de DRAXXIN

O que é o DRAXXIN? (Identidade e Classificação)

O DRAXXIN é um medicamento veterinário especializado, sujeito a receita médica, que atua como um potente agente antibiótico e anti-infecioso. O seu objetivo fundamental é o tratamento e o controlo de infeções bacterianas suscetíveis em gado, visando essencialmente bovinos e suínos.

Este fármaco está claramente definido na categoria dos anti-infeciosos, sendo a sua utilização especializada na saúde de grandes animais clinicamente reconhecida por organismos veterinários de relevo. O seu estatuto de dispensa é estritamente de receita obrigatória, o que reforça que a sua administração deve ser efetuada sob indicação de um médico veterinário licenciado.

Composição e Forma: A Tulatromicina Semissintética

A única substância ativa no DRAXXIN é a tulatromicina, um composto que determina a identidade e a aplicação especializada do fármaco. A tulatromicina é categorizada como um macrólido semissintético, um composto modificado a partir de uma base natural de macrólido para otimizar o seu perfil terapêutico. Esta modificação química coloca-o na subclasse distinta das triamilidas.

O medicamento é fornecido como uma preparação parentérica estéril pronta a utilizar, na forma física de solução injetável. Esta solução proprietária contém a substância ativa tulatromicina, como base livre, num veículo à base de propilenoglicol, concebido para assegurar uma entrega fiável por via parentérica.

Como a Classe da Tulatromicina Proporciona um Efeito de Longa Duração

A estrutura especializada de triamilida é a fonte da principal vantagem prática da tulatromicina: uma duração de ação prolongada altamente favorável.

Esta persistência alargada no organismo garante que o medicamento mantenha a sua concentração anti-infeciosa durante um período de tempo prolongado após uma única administração. Este benefício terapêutico sustentado simplifica a gestão de infeções bacterianas, tais como as que são comuns em animais de produção, ao apoiar uma resolução eficaz da infeção.

Quais efeitos secundários são possíveis com DRAXXIN?

Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

O perfil de segurança do DRAXXIN (tulatromicina) é oficialmente categorizado pela frequência e pelos sistemas corporais afetados, com base na documentação regulamentar. Os eventos adversos documentados com maior frequência são reações locais que ocorrem no local da administração.

Reações Adversas Classificadas por Frequência

A maioria dos efeitos adversos documentados é classificada como Muito Frequentes, o que significa que afetam mais de 1 em cada 10 animais, relacionando-se principalmente com o local da injeção. Estas reações incluem inchaço localizado, edema, dor, hemorragia e a formação de tecido fibroso persistente (fibrose).

Classificação Classe de Órgãos e Sistemas Reações Específicas (Exemplos)
Muito Frequentes Perturbações gerais e alterações no local de administração Dor, inchaço, edema, hemorragia e fibrose no local da injeção.
Infrequentes Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino Observou-se dispneia (dificuldade respiratória) em ensaios clínicos.

Reações Adversas Graves e Restrições de Segurança

O perfil de segurança regulamentar inclui a documentação de reações sistémicas raras, mas graves. A experiência pós-comercialização incluiu relatos de anafilaxia e reações anafilactoides, classificadas como perturbações do sistema imunitário. Este risco dita que o medicamento seja formalmente contraindicado para utilização em animais com hipersensibilidade conhecida à tulatromicina ou a outros antibióticos da classe dos macrólidos.

As informações regulamentares oficiais também referem que a segurança do medicamento não foi estabelecida para utilização em fêmeas gestantes ou lactantes, nem em animais destinados à reprodução. Além disso, existe uma restrição relativa à administração concomitante com outros macrólidos ou lincosamidas, uma vez que se observa que pode ocorrer resistência cruzada entre estas classes de antibióticos.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem de DRAXXIN e quando procurar ajuda

As informações oficiais sobre a tulatromicina detalham achados específicos observados nas espécies animais alvo após a administração de doses várias vezes superiores ao máximo terapêutico.

Manifestações Clínicas Documentadas

A sobredosagem nos animais alvo apresenta-se frequentemente através de sinais clínicos transitórios. Estas manifestações documentadas incluem inquietude, abanar de cabeça, esgravatar o chão e uma breve diminuição na ingestão de alimentos em bovinos. Os suínos jovens podem também exibir vocalização excessiva e aumento da inquietude. Em várias espécies, o desconforto transitório no local da injeção é consistentemente registado como uma reação local após a exposição a doses elevadas.

Desfechos Patológicos Graves

Em múltiplos mais elevados da dose recomendada, especificamente cinco a seis vezes a quantidade padrão, estudos em bovinos documentaram evidências de degeneração miocárdica ligeira. Este achado indica um efeito adverso oficial no sistema cardíaco associado à exposição a doses elevadas e é realçado no perfil de segurança do medicamento.

Ação de Emergência Obrigatória em Caso de Exposição Humana

As diretrizes de segurança incluem requisitos rigorosos para a proteção humana. No caso de uma autoinjeção acidental com DRAXXIN, o indivíduo deve procurar aconselhamento médico imediatamente. Além disso, as orientações exigem que o indivíduo mostre o folheto informativo ou o rótulo ao médico ao procurar cuidados urgentes. Confirma-se oficialmente que não existe um antídoto específico documentado para a sobredosagem por tulatromicina.

Usos terapêuticos de DRAXXIN

Para que serve o DRAXXIN: Principais Utilizações e Benefícios

O DRAXXIN (tulatromicina) é frequentemente utilizado para ajudar a gerir quadros clínicos caracterizados por períodos de agravamento de sintomas relacionados com infeções bacterianas em gado. O medicamento está oficialmente indicado para o tratamento e a metafilaxia de doenças respiratórias e locomotoras em bovinos, suínos e ovinos.

Esta terapêutica é relevante em diversos domínios terapêuticos, incluindo a abordagem à Doença Respiratória Bovina (DRB), Doença Respiratória Suína (DRS), podridão do pé bovina (necrobacilose interdigital) e ceratoconjuntivite infeciosa bovina. É aplicada em contextos clínicos que envolvem padrões de sintomas agudos ou instáveis, tais como febre súbita, dificuldade respiratória ou claudicação infeciosa grave.

O medicamento é utilizado em cenários onde é necessária uma gestão adicional do desconforto para o controlo da doença (metafilaxia) em grupos de alto risco, auxiliando na manutenção da estabilidade funcional em toda a população. A natureza de ação prolongada desta terapia é particularmente valiosa em contextos que exigem um efeito terapêutico duradouro a partir de uma intervenção única, podendo ajudar a tornar a gestão sintomática mais viável. O tratamento oferece um suporte que ajuda a aliviar a carga sintomática global e contribui para um melhor conforto durante os períodos de sintomas.


Facto Rápido: Alívio do Desconforto Sistémico O medicamento é commumente utilizado para ajudar a atenuar sintomas sistémicos como a febre (pirexia), que acompanha frequentemente as infeções respiratórias bacterianas agudas, sendo relevante para suavizar sintomas relacionados com o desequilíbrio sistémico.


Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar o DRAXXIN?

O DRAXXIN (tulatromicina) é um medicamento veterinário sujeito a receita médica com regras de elegibilidade específicas, determinadas pela espécie do animal, pela sua finalidade produtiva e pela sua condição física, conforme mandatado pelos documentos reguladores.

Populações Excluídas

Contraindicações (Uso Proibido):

  • Hipersensibilidade: Animais com sensibilidade conhecida a antibióticos macrólidos ou a qualquer um dos excipientes do produto.
  • Produção de Leite: Bovinos que produzam atualmente leite para consumo humano são estritamente contraindicados.
  • Restrição de Idade: Fêmeas de gado leiteiro com 20 meses de idade ou mais estão impedidas de utilizar o medicamento (de acordo com diretrizes de rotulagem específicas).
  • Espécies: O produto não se destina a ser utilizado em frangos ou perus.
  • Uso Concomitante: Não administrar simultaneamente com outros antimicrobianos macrólidos ou lincosamidas.

Utilização Restrita e Condicional

  • Espécies-Alvo: O medicamento está aprovado para utilização em bovinos, suínos e ovinos.
  • Gestação: Não utilizar em vacas ou novilhas gestantes destinadas à produção de leite para consumo humano nos 2 meses anteriores à data prevista para o parto.
  • Segurança Reprodutiva: Os efeitos no desempenho reprodutivo, na gestação e na lactação em bovinos e suínos não foram determinados, pelo que a sua utilização nestes casos não está estabelecida.
  • Estádio da Doença: A utilização em ovinos para a podridão do pé é restrita; o fármaco deve ser apenas administrado num estádio inicial da doença e não em casos crónicos.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

A documentação oficial do DRAXXIN (tulatromicina) define o seu perfil de interação essencialmente através de proibições destinadas a preservar a eficácia antimicrobiana e a manter a estabilidade da formulação injetável.


Restrições de Interação Documentadas

Tipo de Restrição Substância/Classe de Interação Justificação Oficial
Proibição de Coadministração Outros Antibióticos Macrólidos Risco de resistência cruzada (MLSB) devido ao modo de ação semelhante.
Proibição de Coadministração Antibióticos Lincosamidas Risco de resistência cruzada (MLSB) devido ao modo de ação semelhante.
Incompatibilidade Física Outros Produtos Veterinários Não deve ser misturado na mesma seringa ou recipiente.

Condicionalismos Farmacodinâmicos e de Temporização

A interação mais significativa envolve um conflito farmacodinâmico com outros antibióticos das classes dos macrólidos e lincosamidas. Determina-se que estas classes de antibióticos não devem ser administradas simultaneamente com a tulatromicina. Esta restrição obrigatória existe para minimizar o potencial de as bactérias desenvolverem uma resistência partilhada a ambas as classes de antimicrobianos. Além disso, a solução injetável estéril possui uma restrição específica de incompatibilidade física, o que significa que não deve ser combinada fisicamente nem diluída com quaisquer outros medicamentos.

As informações oficiais não documentam interações farmacocinéticas específicas, tais como as relacionadas com as enzimas CYP ou transportadores de fármacos, nem se encontram documentadas interações com a alimentação, álcool ou produtos à base de plantas.

Mecanismo de ação

Como funciona o DRAXXIN

O mecanismo de ação da tulatromicina, o componente ativo do DRAXXIN, envolve uma via dupla: uma atividade antimicrobiana direta complementada pela modulação da resposta inflamatória do hospedeiro.

O núcleo do mecanismo antimicrobiano baseia-se na ligação seletiva à subunidade ribossómica bacteriana 50S. Ao fixar-se nesta estrutura, a tulatromicina inibe a biossíntese de proteínas bacterianas essenciais, especificamente através da estimulação da dissociação do peptidil-tRNA durante a translocação. Esta cascata molecular resulta na interrupção da síntese proteica bacteriana e limita a proliferação das células.

Além do seu efeito antimicrobiano, a molécula exerce um efeito imunomodulador ao acumular-se nas células imunitárias do hospedeiro, especificamente nos neutrófilos e macrófagos. Esta ação promove a apoptose atempada e a eliminação de neutrófilos em excesso (eferocitose), alterando ativamente o ambiente local através da redução de sinais pró-inflamatórios (como o CXCL-8) e do reforço de mediadores pró-resolução (como a Lipoxina A4). Esta modulação favorece a transição do estado inflamatório agudo para a fase de resolução e regula os processos celulares que contribuem para a resposta dos tecidos.

A estrutura única de triamilida permite que a molécula se concentre e persista dentro das células fagocitárias alvo, possibilitando um efeito mecânico sustentado. No entanto, este mecanismo está sujeito a condicionantes, incluindo o potencial de resistência ribossómica bacteriana (como a metilação do rRNA 23S) e uma redução da atividade antimicrobiana em ambientes altamente ácidos.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o DRAXXIN

O DRAXXIN (tulatromicina) é administrado oficialmente através de um protocolo de injeção única, estritamente controlado de acordo com as diretrizes das autoridades reguladoras. O medicamento é fornecido como uma solução injetável estéril, habitualmente disponível na concentração de 100 mg/mL.

Vias de Administração e Dose

A via de administração exigida é estritamente definida pela espécie. Para bovinos, o medicamento deve ser administrado por via de injeção subcutânea (SC), ao passo que, para suínos, a via de administração é a injeção intramuscular (IM). Em todos os casos, a injeção deve ser aplicada na região do pescoço. A dose padronizada para todas as espécies aprovadas é um tratamento único de 2,5 mg de tulatromicina por kg de peso corporal (2,5 mg/kg). É necessária uma determinação precisa do peso corporal para garantir que o volume calculado está correto.

Condicionalismos do Procedimento e Acompanhamento

O tratamento é definido por uma administração única e a repetição do tratamento não está autorizada pelas informações oficiais do produto. Os documentos reguladores impõem um condicionalismo crucial quanto ao volume de injeção administrado por local: para o produto de 100 mg/mL em bovinos, o volume SC não deve exceder os 10 mL num único local, o que exige a divisão da dose por múltiplos locais de injeção, se necessário. As vias intravenosa e intra-arterial devem ser estritamente evitadas. O protocolo oficial estabelece um cronograma de acompanhamento: a resposta clínica à dose única deve ser avaliada 48 horas após a administração, com a instrução de se proceder à alteração para um antimicrobiano diferente caso os sinais sejam insatisfatórios. Esta abordagem estruturada garante a adesão ao modelo de utilização aprovado.

Evidência clínica recente

Evidência de investigação / Visão geral dos estudos sobre o DRAXXIN

A investigação relativa ao DRAXXIN (tulatromicina) deriva principalmente de ensaios clínicos e estudos comparativos autorizados e revistos por entidades competentes. Estes estudos foram utilizados para explorar a forma como os sintomas evoluem ao longo do tempo, permitindo compreender o comportamento do medicamento em condições infeciosas específicas e identificar os padrões observados durante períodos de acompanhamento de curto a médio prazo.


Evidência para utilização na Doença Respiratória Bovina (DRB)

Os estudos foram realizados durante períodos de maior atividade sintomática e focaram-se em bovinos que apresentavam quadros clínicos de DRB. Estes incluíram ensaios controlados aleatorizados de grande escala e estudos de campo comparativos. Os investigadores monitorizaram resultados que refletem o funcionamento diário ou o nível de atividade, tais como a sobrevivência e o sucesso clínico — este último definido, para fins de estudo, por medições que incluíram pontuações de atitude, índices de dificuldade respiratória e registos da temperatura corporal. A investigação também explorou a utilização metafilática do medicamento, avaliando o tratamento quando administrado a bovinos de alto risco à chegada a explorações de engorda (feedlot) para uso em estudos de controlo de doenças. Os dados revelam padrões relacionados com uma percentagem mais elevada de medições de sucesso clínico em comparação com os grupos de controlo que não receberam tratamento. Os estudos reportam padrões de dados relativos a uma observação de menor incidência de DRB em comparação com os grupos que não receberam a medida de controlo.


Evidência para utilização na Doença Respiratória Suína (DRS)

A investigação para a DRS foi avaliada em suínos de recria e animais em fase de crescimento. A pesquisa analisou resultados associados a estados inflamatórios ou irritativos, incluindo pontuações de sucesso clínico e pontuações de lesões pulmonares pós-morte para medir a extensão dos danos no tecido respiratório. Os estudos reportaram padrões relacionados com um aumento das medições de sucesso clínico em comparação com grupos de controlo não tratados quando o medicamento foi utilizado para tratamento.


O que permanece incerto na investigação do DRAXXIN

A duração do acompanhamento foi limitada na maioria dos ensaios primários, o que significa que os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos, particularmente no que diz respeito a padrões de saúde além dos dois meses após o tratamento. A investigação relativa à utilização ou aos efeitos do medicamento na função reprodutiva de animais de criação, ou em fêmeas gestantes ou em lactação ativa, parece ser limitada ou foi excluída dos ensaios reguladores principais iniciais. Por conseguinte, os resultados aplicam-se apenas às populações estudadas e não oferecem dados abrangentes para estes estados fisiológicos especiais.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o DRAXXIN (FAQ)


P: O DRAXXIN está aprovado para utilização em seres humanos? As informações oficiais do produto indicam claramente que o DRAXXIN se destina exclusivamente a uso animal e não deve ser utilizado por seres humanos. O fármaco é um medicamento veterinário sujeito a receita médica, cuja administração é rigorosamente controlada por profissionais veterinários licenciados.


P: Qual é a diferença entre o DRAXXIN e o DRAXXIN Plus? O DRAXXIN é um produto de ingrediente único que contém apenas o antibiótico tulatromicina. O DRAXXIN Plus é uma formulação diferente que combina o antibiótico tulatromicina com o cetoprofeno, um anti-inflamatório não esteroide (AINE).


P: Quais são as principais doenças que o DRAXXIN trata em bovinos e suínos? O DRAXXIN é indicado para o tratamento e controlo da Doença Respiratória Bovina (DRB) e da Doença Respiratória Suína (DRS). Em bovinos, está também aprovado para o tratamento de infeções específicas, tais como a queratoconjuntivite infecciosa bovina e a podridão do pé.


P: O DRAXXIN pode ser utilizado para tratar alguma doença em ovinos? Sim, o uso de DRAXXIN em ovinos está autorizado para o tratamento da podridão do pé infecciosa nos seus estádios iniciais. Esta utilização específica está restrita a determinados tipos de bactérias suscetíveis.


P: O DRAXXIN tem uma ação bacteriostática ou bactericida? Como membro da classe dos antibióticos macrólidos, a tulatromicina é considerada primariamente bacteriostática, o que significa que atua inibindo o crescimento e a multiplicação das bactérias. No entanto, o fármaco pode exibir atividade bactericida (eliminação das bactérias) contra certos tipos específicos de agentes patogénicos.


P: O que significa o "intervalo de segurança" do DRAXXIN e quais são os tempos exigidos? O intervalo de segurança (período de espera) é o tempo obrigatório que deve decorrer após a última administração do medicamento antes que um animal possa ser abatido para consumo humano. Este período serve para evitar resíduos de fármacos na carne. Os tempos variam, mas situam-se geralmente entre 18 a 22 dias para bovinos e 5 a 13 dias para suínos, dependendo da formulação e da região.


P: A carne de animais tratados com DRAXXIN é segura para consumo humano após o intervalo de segurança? O intervalo de segurança é determinado especificamente para garantir que a carne cumpra os limites de segurança estabelecidos para resíduos de medicamentos (LMRs). Se este intervalo for rigorosamente seguido, a carne é considerada conforme e cumpre os padrões regulamentares para consumo humano.


P: Qual é o período de tempo típico para se observar o efeito do medicamento após a utilização? Recomenda-se que a resposta clínica do animal ao tratamento único seja avaliada num período de 48 horas após a administração. Este intervalo serve de referência para determinar se o tratamento foi satisfatório ou se é necessária uma alteração na terapia antimicrobiana.


P: Durante quanto tempo o antibiótico permanece ativo no organismo do animal tratado? A estrutura química do fármaco permite que este persista no sistema do animal. As informações técnicas indicam que o medicamento mantém uma concentração destinada ao efeito terapêutico durante aproximadamente 9 a 14 dias após uma única injeção.


P: Que tipo de reações locais são observadas no local da injeção em suínos? As reações no local da injeção em suínos são consideradas efeitos adversos muito frequentes. Estas podem incluir inchaço, edema, hematomas e a formação de fibrose (tecido fibroso persistente), que pode durar aproximadamente 30 dias após a injeção.


P: Existem diferentes formulações ou concentrações de DRAXXIN disponíveis? Sim, o medicamento é fabricado em diferentes concentrações para várias aplicações. Está habitualmente disponível na concentração de 100 mg/mL, mas uma concentração de 25 mg/mL está também disponível para utilização em animais de menor porte.


P: O que fazer em caso de contacto acidental ou autoinjeção? Em caso de contacto com os olhos, estes devem ser lavados com água limpa. Para contacto com a pele, a área deve ser lavada com água e sabão. Se ocorrer uma autoinjeção acidental, deve procurar-se assistência médica imediatamente.


P: Quais são os potenciais efeitos adversos se uma pessoa engolir o medicamento? É obrigatório contactar um médico ou um centro de informação antivenenos se o produto for engolido. Os efeitos potenciais da exposição oral estão geralmente associados a irritação gastrointestinal, incluindo vómitos e diarreia.


P: Por que razão é recomendado o uso de equipamento de proteção ao manusear o DRAXXIN? O uso de luvas de proteção e a lavagem das mãos são aconselhados para minimizar o risco de exposição humana, dado que o produto é irritante para os olhos e pode causar reações alérgicas (sensibilização) em contacto com a pele.


P: O DRAXXIN é considerado um antimicrobiano importante para a medicina humana? Sim. A tulatromicina pertence à classe dos macrólidos, que é classificada por organizações globais de saúde como altamente importante ou criticamente importante para a medicina humana.


P: Há quanto tempo é que o DRAXXIN está aprovado para utilização? O medicamento possui uma aprovação de longa data em várias regiões. Na União Europeia, por exemplo, a sua utilização foi autorizada pela primeira vez em 2008, mantendo-se desde então sob supervisão oficial.

Como DRAXXIN deve ser armazenado e descartado?

Requisitos de Conservação e Eliminação do DRAXXIN

A rotulagem oficial define condições específicas para a conservação e o manuseamento da solução injetável de DRAXXIN (tulatromicina), com o objetivo de preservar a sua qualidade e eficácia.

Condições de Armazenamento

O produto deve ser conservado a uma temperatura igual ou inferior a 30°C e os utilizadores devem evitar o congelamento da solução. Os recipientes devem ser protegidos da luz e mantidos hermeticamente fechados quando não estiverem a ser utilizados. Após a abertura inicial ou perfuração do frasco, aplica-se um prazo de validade após a primeira abertura mais curto; o produto deve ser utilizado num período de 28 dias ou 56 dias (dependendo das diretrizes regionais aplicáveis) após a primeira perfuração.

Manuseamento e Eliminação

Por questões de segurança, o produto deve ser sempre guardado fora da vista e do alcance das crianças. A rolha do frasco foi concebida para suportar um máximo de 20 perfurações. Todo o medicamento veterinário não utilizado e os seus resíduos devem ser eliminados estritamente de acordo com os requisitos regulamentares locais aplicáveis a resíduos farmacêuticos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

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