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Dorzotim

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Dorzotim

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Opção de tratamento: Glaucoma

Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

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Visão geral de Dorzotim

O que é o Dorzotim?

O Dorzotim é um medicamento de associação fixa, formulado como uma solução oftálmica límpida de base aquosa (colírio) para uso tópico. Pertence ao grupo alargado dos Preparados Antiglaucomatosos, sendo especificamente concebido para gerir a pressão no interior do olho através da combinação de dois princípios ativos sintéticos distintos.

Propriedade Descrição
Princípios Ativos Dorzolamida e Timolol
Forma Farmacêutica Solução Oftálmica (Colírio)
Classe Farmacológica Preparados Antiglaucomatosos
Objetivo Geral Redução da pressão intraocular elevada
Origem Compostos Sintéticos

Associação de Dose Fixa e Classe Farmacológica

O medicamento é classificado como um agente hipotensor ocular. Esta combinação utiliza os mecanismos independentes da Dorzolamida e do Timolol para alcançar um efeito terapêutico combinado, uma estratégia clinicamente reconhecida pela sua eficácia na melhoria do controlo da dinâmica dos fluidos oculares. A Dorzolamida é um Inibidor da Anidrase Carbónica, enquanto o Timolol é um Bloqueador Não Seletivo dos Recetores Beta-Adrenérgicos. Este emparelhamento de dois agentes distintos oferece uma abordagem de tratamento abrangente numa única aplicação, sendo habitualmente conhecido pelo seu nome de marca de referência e outros equivalentes genéricos.

Composição: O Papel Duplo da Dorzolamida e do Timolol

A eficácia do produto baseia-se nos seus dois princípios ativos, integrados num veículo de solução aquosa. Esta formulação específica distingue-se pela sua aplicação principal em cenários onde o doente necessita de um mecanismo duplo para controlar adequadamente a pressão intraocular elevada. A Dorzolamida reduz a velocidade de formação do fluido por via enzimática, enquanto o Timolol contribui para a redução da produção de fluido através da modulação de sinais específicos nos recetores do tecido ocular. A junção de dois tipos diferentes de fármacos assegura que dois métodos de controlo de fluidos estejam ativos no olho em simultâneo.

Objetivo Geral: Reduzir a Pressão Intraocular Elevada

O objetivo global do Dorzotim é baixar e gerir a pressão intraocular elevada (PIO), através da diminuição do volume total de humor aquoso em circulação. Esta ação é central para o seu papel terapêutico e é consistentemente verificada como o principal benefício da formulação. Esta administração tópica proporciona um meio farmacológico não invasivo para abordar problemas de pressão no interior do olho, servindo como o tratamento fundamental para condições definidas por uma pressão de fluidos cronicamente alta.

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Quais efeitos secundários são possíveis com Dorzotim?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança do Dorzotim, uma solução oftálmica de associação fixa que combina Dorzolamida e Timolol, é definido pelos potenciais efeitos decorrentes tanto da absorção tópica como da absorção sistémica dos seus dois princípios ativos. Podem ocorrer os mesmos tipos de reações adversas associadas às sulfonamidas sistémicas e aos agentes bloqueadores beta-adrenérgicos com esta utilização oftálmica.

Reações Adversas Classificadas por Frequência

As reações adversas comunicadas com maior frequência estão geralmente relacionadas com o olho e com a perceção do paladar, estando categorizadas da seguinte forma:

  • Muito Frequentes (igual ou superior a 10%): Ardor ocular, picada ou desconforto; alteração do paladar (disgeusia).
  • Frequentes (entre 1% e 10%): Hiperemia conjuntival (olho vermelho), visão turva, queratite punctada superficial, prurido ocular (comichão nos olhos), dor de cabeça.

Segurança Sistémica e Reações Graves

Devido à absorção sistémica, os eventos adversos podem afetar múltiplas classes de órgãos e sistemas. As reações relacionadas com a componente beta-bloqueadora incluem efeitos graves nos sistemas cardiovascular e respiratório, tais como bradicardia, hipotensão e, raramente, paragem cardíaca ou morte devido a broncoespasmo em indivíduos suscetíveis.

As reações associadas à componente sulfonamida incluem eventos de hipersensibilidade raros mas graves, como a síndrome de Stevens-Johnson, necrólise epidérmica tóxica ou discrasias sanguíneas graves, como a agranulocitose. O produto está contraindicado em doentes com insuficiência renal grave (depuração da creatinina inferior a 30 mL/min).

Restrições de Segurança e Notas de Monitorização

A componente beta-bloqueadora pode mascarar os sinais de hipoglicemia aguda em doentes diabéticos e pode também ocultar sinais clínicos de hipertiroidismo. Foi também reportado que o bloqueio beta-adrenérgico pode potenciar a fraqueza muscular em doentes com sintomas miasténicos. A segurança e eficácia do medicamento não foram estabelecidas em crianças com idade inferior a dois anos.

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Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

A sobredosagem com a solução oftálmica Dorzotim, que pode resultar de uma ingestão oral acidental ou de uma utilização tópica excessiva, pode levar a efeitos sistémicos derivados dos seus dois princípios ativos. As manifestações documentadas mais significativas estão relacionadas com a absorção sistémica do Timolol, a componente beta-bloqueadora. Estas apresentações incluem bradicardia grave (ritmo cardíaco lento) e hipotensão (pressão arterial baixa), juntamente com efeitos no sistema nervoso central, tais como tonturas e sonolência. Os desfechos potencialmente fatais que se encontram oficialmente documentados incluem paragem cardíaca, insuficiência cardíaca congestiva e broncoespasmo grave.

A exposição sistémica excessiva à Dorzolamida, um inibidor da anidrase carbónica, acarreta o risco documentado de desequilíbrio eletrolítico e acidose hiperclorémica. É necessária uma consideração especial para crianças e indivíduos com insuficiência renal, que podem apresentar um risco acrescido de sofrer efeitos sistémicos.

As informações regulamentares são explícitas quanto à resposta necessária: os doentes devem procurar assistência médica imediata perante a suspeita de sobredosagem ou caso ocorra qualquer efeito sistémico. O tratamento é oficialmente descrito como sendo sintomático e de suporte, uma vez que as informações de prescrição referem que não se conhece nenhum antídoto específico para esta sobredosagem.

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Usos terapêuticos de Dorzotim

Factos Rápidos: Foco Terapêutico

  • Utilização Principal: Controlo da pressão intraocular (PIO) elevada.
  • Patologias Alvo: Glaucoma de ângulo aberto e hipertensão ocular.
  • Perfil do Doente: Indivíduos que não obtiveram uma resposta suficiente apenas com a terapia tópica baseada em beta-bloqueadores.

O Dorzotim é um medicamento prescrito para auxiliar na gestão de duas patologias oculares específicas: o glaucoma de ângulo aberto e a hipertensão ocular. Ambas as condições caracterizam-se por um nível elevado de pressão no interior do olho, também conhecida como pressão intraocular (PIO).

A redução da PIO é uma componente crítica nos cuidados destas patologias e pode ajudar na preservação da função visual ao longo do tempo. O Dorzotim é habitualmente considerado uma opção de tratamento importante quando a terapia com um único agente, como um beta-bloqueador tópico, não proporcionou a redução necessária da pressão ocular.

Os dados clínicos e as orientações indicam que o Dorzotim é eficaz na redução da PIO na população de doentes a que se destina. O medicamento é um elemento estabelecido no conjunto de recursos terapêuticos dos profissionais de saúde ocular que visam controlar a pressão intraocular em indivíduos responsivos. Esta associação está aprovada para utilização em doentes que apresentam uma resposta insuficiente aos beta-bloqueadores, de acordo com as diretrizes oficiais de aprovação de fármacos.

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Critérios de utilização e restrições

Esta secção descreve a elegibilidade e as restrições de utilização do Dorzotim para diferentes grupos populacionais, conforme definido nos documentos regulamentares oficiais.

Populações que não devem utilizar o Dorzotim

Contraindicações Absolutas (Utilização Proibida):

O medicamento é absolutamente contraindicado em doentes com as seguintes condições, principalmente devido à componente timolol (um beta-bloqueador):

Categoria da Contraindicação Condição Específica / Historial
Respiratória Asma brônquica ou historial de asma, e doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC) grave.
Cardíaca Bradicardia sinusal, bloqueio auriculoventricular de segundo ou terceiro grau, insuficiência cardíaca manifesta e choque cardiogénico.
Renal/Metabólica Insuficiência renal grave (depuração da creatinina < 30 mL/min) ou acidose hiperclorémica.
Alergia Hipersensibilidade conhecida a qualquer componente do produto, incluindo às sulfonamidas.

Utilização em Populações Específicas

Elegibilidade por Idade:

No que respeita aos adultos (mais de 18 anos), a utilização está aprovada nas condições indicadas para doentes que não apresentam uma resposta suficiente à terapia isolada com beta-bloqueadores tópicos. Relativamente às crianças, a segurança e a eficácia não foram estabelecidas em indivíduos com idade inferior a 2 anos.

Condições Fisiológicas e Comorbilidades:

Quanto à gravidez, a utilização não é recomendada ou deve apenas ser considerada se o benefício justificar o risco, uma vez que não existem estudos adequados e bem controlados em seres humanos. No que toca à amamentação, a utilização não é recomendada, visto que o medicamento pode estar presente no leite materno. No caso de insuficiência hepática, o medicamento deve ser utilizado com precaução, dado que não foi estudado nesta população específica. Por fim, a diabetes requer cuidado, pois a componente beta-bloqueadora pode mascarar os sinais de baixos níveis de açúcar no sangue (hipoglicemia).

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O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

As informações oficiais do Dorzotim identificam vários padrões de interação fundamentais, que resultam da absorção sistémica dos seus dois princípios ativos: a dorzolamida e o timolol.


Interações Farmacodinâmicas e de Exposição Sistémica

O risco de interação documentado mais significativo envolve a ocorrência de efeitos aditivos com medicamentos administrados simultaneamente. A componente timolol (um beta-bloqueador) pode potenciar os efeitos de outros agentes bloqueadores beta-adrenérgicos de uso sistémico. A utilização conjunta com medicamentos como antagonistas do cálcio, antiarrítmicos ou digitálicos está associada ao risco de hipotensão ou bradicardia acentuada.

A modificação da exposição ocorre quando são administrados em simultâneo inibidores da enzima CYP2D6 (por exemplo, fluoxetina ou quinidina), o que pode elevar a concentração plasmática sistémica do timolol, reforçando o bloqueio beta sistémico.

Individualmente, a componente dorzolamida (um inibidor da anidrase carbónica) exige que a coadministração com inibidores da anidrase carbónica por via oral (como a acetazolamida) não seja recomendada, dado o potencial para efeitos sistémicos aditivos e perturbações do equilíbrio ácido-base.

Intervalos de Administração e Substâncias Específicas

No que respeita à administração local, as normas de segurança exigem um intervalo mínimo de dez minutos entre a aplicação do Dorzotim e a de outros agentes oftálmicos tópicos.

Além disso, os dados disponíveis indicam que a associação pode interagir com agentes antidiabéticos, potenciando o efeito hipoglicémico e ocultando os respetivos sintomas. Existe também o risco de toxicidade por salicilatos quando o medicamento é combinado com uma terapêutica com salicilatos em doses elevadas.

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Mecanismo de ação

Mecanismos Duplos: Alvo nas Vias de Secreção

O Dorzotim atua através da modulação simultânea de duas vias independentes responsáveis pela produção do humor aquoso, o fluido segregado na câmara anterior do olho. Esta combinação envolve um mecanismo mediado por enzimas e um mecanismo mediado por recetores. Estes dois mecanismos distintos atuam de forma aditiva para reduzir a secreção global de fluido.


Interferência com a Anidrase Carbónica (AC)

A componente dorzolamida inibe especificamente a enzima Anidrase Carbónica II (AC-II), localizada nos processos ciliares. Ao bloquear a AC-II, a formação de iões bicarbonato — essenciais para o transporte ativo de fluidos — é retardada, o que resulta num volume reduzido de fluido segregado para a câmara ocular.


Bloqueio da Sinalização Simpática (Recetores beta)

A componente timolol atua como um antagonista nos recetores adrenérgicos Beta (beta) dentro do corpo ciliar. O bloqueio destes recetores impede que os sinais nervosos simpáticos estimulem as células, limitando, consequentemente, a velocidade dos processos dependentes de energia que impulsionam a taxa de produção do humor aquoso.


Efeito Fisiológico: Redução da Pressão Intraocular (PIO)

O efeito cumulativo da inibição da enzima AC-II e do bloqueio do sinal estimulatório beta-adrenérgico resulta numa redução da taxa de formação do humor aquoso. Esta alteração fisiológica fundamental conduz diretamente a uma diminuição da pressão intraocular, que decorre da modulação da dinâmica do humor aquoso.

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Informações sobre dosagem e administração

Posologia e Administração

O Dorzotim (solução oftálmica de cloridrato de dorzolamida e maleato de timolol) está indicado para a redução da pressão intraocular (PIO) elevada em doentes com glaucoma de ângulo aberto ou hipertensão ocular.

Dosagem Padrão

Condição Dose Frequência
Hipertensão Ocular ou Glaucoma Uma gota no(s) olho(s) afetado(s) Duas vezes ao dia (por exemplo, de manhã e à noite)

A dose e a frequência específicas devem ser sempre determinadas por um profissional de saúde.

Instruções de Aplicação

  1. Preparação: Lave bem as mãos antes da utilização. Um passo crucial é evitar o contacto entre a extremidade do conta-gotas e o olho, a pálpebra ou qualquer outra superfície, pois este contacto pode levar à contaminação e a potenciais infeções oculares graves.
  2. Instilação: Incline a cabeça para trás e puxe suavemente a pálpebra inferior para baixo para formar uma pequena bolsa. Inverta o frasco e aperte suavemente para aplicar uma única gota no espaço criado pela pálpebra inferior. Feche o olho e aplique uma pressão suave no canto interno do olho, junto ao nariz, durante um a dois minutos. Esta técnica, conhecida como oclusão nasolacrimal, ajuda a limitar a absorção sistémica do medicamento.
  3. Múltiplos Medicamentos: Se estiver prescrito outro medicamento oftálmico tópico para o mesmo olho, os produtos devem ser administrados com um intervalo de, pelo menos, cinco minutos para garantir a eficácia.
  4. Lentes de Contacto: A solução contém cloreto de benzalcónio, que pode ser absorvido pelas lentes de contacto moles. Se utilizar lentes de contacto moles, estas devem ser removidas antes da administração e podem ser reintroduzidas 15 minutos após a aplicação.

Dose Esquecida

Se se esquecer de uma dose, esta deve ser administrada assim que se lembrar. No entanto, se estiver quase na hora da próxima dose agendada, a dose esquecida deve ser ignorada e o calendário posológico regular deve ser retomado. Não devem ser utilizadas doses duplas ou extra para compensar uma dose esquecida.

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Evidência clínica recente

Evidência Científica / Panorama de Estudos sobre o Dorzotim

Evidência na Utilização em Glaucoma de Ângulo Aberto (GAA)

A investigação sobre o Dorzotim no Glaucoma de Ângulo Aberto (GAA) inclui ensaios clínicos controlados e aleatorizados (ECA), estudos prospetivos e revisões sistemáticas. Estes estudos foram desenhados principalmente para observar o efeito da associação fixa na pressão intraocular (PIO). Os investigadores mediram a alteração média na pressão ocular em intervalos de tempo de curta a média duração, que geralmente variaram entre algumas semanas e um ano. A investigação também analisou resultados relacionados com a função visual, como a taxa de alteração no campo visual. Os estudos focaram-se em doentes adultos, incluindo aqueles com diagnóstico recente de GAA, e especificamente em doentes cuja pressão ocular elevada não era suficientemente controlada apenas com um medicamento tópico. Os estudos reportaram padrões onde as medições da PIO apresentaram alterações ao longo do período definido para a investigação.

Evidência na Utilização em Hipertensão Ocular (HTO)

A base de evidência do Dorzotim na Hipertensão Ocular (HTO) baseia-se fortemente em ensaios clínicos comparativos e ensaios clínicos aleatorizados. O principal objetivo da investigação foi acompanhar a alteração da PIO em relação ao valor basal e observar a consistência com que a pressão foi monitorizada dentro de um intervalo pretendido. A investigação descreve como a PIO medida evoluiu ao longo dos ensaios. Nestes grupos de doentes, a investigação oferece uma perspetiva sobre as alterações a curto prazo no controlo da pressão, embora os estudos se tenham focado primordialmente na PIO, um desfecho utilizado em contextos de investigação para esta condição.

Investigação em Doentes que Necessitam de Mecanismo de Ação Duplo

O produto foi estudado para utilização em doentes que necessitam de um mecanismo de ação duplo porque a sua PIO não era suficientemente controlada apenas com um beta-bloqueador tópico. Estes estudos foram estruturados como ensaios comparativos para medir especificamente a alteração da PIO medida ao comparar a associação diretamente com a utilização de um único fármaco (monoterapia). Os ensaios reportaram como os sintomas evoluíram nas populações observadas quando os doentes transitaram da monoterapia com beta-bloqueadores para a associação fixa, monitorizando a alteração da PIO.

Incertezas e Limitações da Investigação

A evidência destaca o que é conhecido — e o que permanece incerto — sobre o Dorzotim. A duração do acompanhamento foi limitada em muitos dos ensaios principais, o que significa que os dados sobre a manutenção dos efeitos medidos além de um ano são frequentemente extrapolados de estudos observacionais de menor dimensão. Existe informação limitada relativamente a resultados funcionais a longo prazo em todos os subgrupos de doentes, uma vez que a investigação depende predominantemente da medição da PIO. Além disso, carece de evidência comparativa que coloque diretamente esta associação fixa frente a todas as outras associações fixas atualmente disponíveis para o glaucoma e hipertensão ocular.

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Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Dorzotim (FAQ)

P: O Dorzotim cura o glaucoma ou é um tratamento de gestão a longo prazo?

O Dorzotim é um agente hipotensor ocular indicado para a redução da pressão intraocular elevada em doentes com glaucoma de ângulo aberto ou hipertensão ocular. As informações oficiais do produto especificam o seu papel no controlo desta pressão ao longo do tempo. É importante notar que o produto não está indicado como cura para a patologia subjacente.


P: Quanto tempo após iniciar o Dorzotim se deve esperar uma redução na pressão ocular?

De acordo com os dados oficiais de farmacologia clínica, o pico do efeito hipotensor ocular da componente dorzolamida é geralmente observado cerca de duas horas após a administração oftálmica. Prevê-se que o efeito global da associação fixa siga este padrão.


P: O Dorzotim é geralmente considerado adequado para utilização em idosos?

As fontes regulamentares oficiais indicam que não foram observadas diferenças globais na eficácia ou segurança entre doentes idosos e doentes adultos mais jovens nos estudos clínicos realizados. Os dados não sugerem diferenças que exijam ajustes gerais específicos para a população idosa.


P: Existem atividades, como conduzir, que devam ser evitadas imediatamente após a utilização das gotas?

O medicamento pode causar visão turva temporária ou outras perturbações visuais pouco depois da aplicação. As informações oficiais recomendam que, caso ocorra visão turva, atividades como conduzir ou operar máquinas devem ser abordadas com cautela, uma vez que a visão clara é essencial.


P: É normal sentir um aumento do lacrimejo ou olhos húmidos com o Dorzotim?

Sim, foram reportadas reações adversas que incluem o aumento do lacrimejo e olhos húmidos associados à utilização destas gotas oculares. Este tipo de reação está detalhado na informação oficial do produto.


P: Existe evidência científica sobre a eficácia a longo prazo do Dorzotim ao longo de vários anos?

A documentação oficial refere que os principais ensaios clínicos para este produto combinado tiveram uma duração limitada. Por este motivo, as informações sobre a manutenção dos efeitos medidos além de um ano baseiam-se frequentemente em estudos observacionais mais pequenos ou são extrapoladas de dados relativos a fármacos isolados.


P: Quais são os sinais de que o Dorzotim pode estar a causar uma reação ocular que requer atenção?

As normas regulamentares indicam que um profissional de saúde deve ser informado se o doente apresentar uma infeção ocular, lesão ocular, alterações na visão ou for submetido a cirurgia ocular. Esta orientação também se aplica se surgirem reações locais, tais como vermelhidão, inchaço ou irritação nova ou crescente no olho ou na pálpebra.


P: A sensação de ter algo no olho é um efeito secundário reportado do Dorzotim?

Sim, a sensação de ter algo no olho, tecnicamente designada como sensação de corpo estranho, foi reportada como uma reação adversa nos documentos oficiais do produto.


P: O Dorzotim pode causar vermelhidão, comichão ou crostas nas pálpebras?

Sim, o rótulo oficial inclui relatos de eventos adversos como a formação de crostas nas pálpebras e blefarite (inflamação da pálpebra). Estes surgem adicionalmente à comichão ocular e vermelhidão conjuntival, que são reportadas frequentemente.


P: O Dorzotim pode ser utilizado em doentes com historial de glaucoma agudo de ângulo fechado?

Os avisos oficiais indicam que a utilização deste fármaco em doentes com glaucoma agudo de ângulo fechado não foi estudada. Esta condição específica pode exigir métodos de tratamento diferentes ou medicamentos alternativos com investigação estabelecida.


P: O Dorzotim pode causar sintomas semelhantes aos da gripe ou constipação?

Sim, as reações adversas reportadas nos documentos oficiais incluem sintomas categorizados como síndrome gripal e tosse. Estes sintomas sistémicos fazem parte do perfil geral de reações adversas registado pelas autoridades.


P: O Dorzotim acarreta risco de efeitos secundários renais, como pedras nos rins?

A componente dorzolamida está associada a avisos de insuficiência renal grave e tem efeitos secundários reportados como dor no flanco ou nas costas. Separadamente, os documentos oficiais mencionam que a formação de pedras nos rins (nefrolitíase) foi reportada como uma reação adversa rara com a dorzolamida em monoterapia.


P: O Dorzotim pode causar alterações na visão mais graves do que apenas visão turva?

Além da visão turva temporária comum, os relatórios oficiais incluem outras reações visuais. Estas incluíram condições como miopia transitória (miopia temporária), diplopia (visão dupla) e descolamento do coroide.


P: Existe o risco de o Dorzotim causar sintomas de depressão ou alterações de humor?

O rótulo oficial refere relatos de depressão e outras alterações mentais ou de humor. Esta associação consta na informação oficial do produto relativa aos componentes do fármaco.


P: Qual é a duração máxima de utilização citada na investigação clínica do Dorzotim?

A duração dos principais ensaios clínicos aleatorizados e controlados citados para o Dorzotim no glaucoma de ângulo aberto e hipertensão ocular variou geralmente entre algumas semanas e um ano. A utilização a longo prazo além deste período baseia-se frequentemente em dados observacionais.

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Como Dorzotim deve ser armazenado e descartado?

Requisitos de Conservação

O Dorzotim (solução oftálmica de dorzolamida/timolol) deve ser conservado a uma temperatura ambiente controlada, tipicamente entre os 15°C e os 25°C. O medicamento deve ser protegido da luz e é fundamental garantir que não ocorra o congelamento do mesmo. Para manter a esterilidade, o recipiente deve ser mantido bem fechado e a extremidade do conta-gotas não deve tocar em nenhuma superfície.

Estabilidade e Segurança Infantil

No caso de recipientes multidose, a solução deve ser rejeitada 28 dias após a primeira abertura. Os recipientes individuais de dose única devem ser eliminados imediatamente após a utilização. Todas as formulações de Dorzotim devem ser mantidas fora do alcance e da vista das crianças.

Instruções de Eliminação

Os medicamentos não utilizados ou com o prazo de validade expirado não devem ser eliminados na canalização nem no lixo doméstico comum. Os doentes devem consultar um farmacêutico ou um profissional de saúde para obter instruções sobre como eliminar os medicamentos de que já não necessitam, em conformidade com os requisitos regulamentares locais.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Dorzotim encontrado em:

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