Domperidone

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Domperidone

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Domperidone

Que tipo de medicamento é a domperidona?

A domperidona é a Denominação Comum Internacional (DCI) de uma substância sintética classificada farmacologicamente como um antagonista da dopamina e um agente pró-cinético. Trata-se de um princípio ativo único, sendo uma entidade monocomponente derivada estruturalmente da classe química do Benzimidazol. Esta substância atua principalmente através do bloqueio de recetores D₂ específicos. A sua ação é altamente concentrada na periferia do corpo, uma característica diferenciadora fundamental que limita significativamente a sua capacidade de atravessar a barreira hematoencefálica, focando o seu efeito terapêutico no trato gastrointestinal. Esta seletividade periférica é clinicamente reconhecida por contribuir para o seu perfil em comparação com antieméticos mais antigos de ação central. Entre os produtos comerciais populares que contêm esta formulação incluem-se o Motilium e o Nauzelin.

Qual é o objetivo geral da domperidona?

O objetivo geral da domperidona é a gestão de sintomas relacionados com a motilidade gastrointestinal lenta ou perturbada e o controlo do reflexo associado a náuseas e vómitos. Como agente pró-cinético, atua aumentando a velocidade e a força das contrações musculares naturais e coordenadas (peristaltismo) no trato digestivo superior, ajudando a acelerar o esvaziamento do estômago. Simultaneamente, a sua função antiemética é alcançada através de uma ação direcionada na zona quimiorrecetora de gatilho, uma região que regula as náuseas e os vómitos. Estas ações combinadas servem para aliviar desconfortos digestivos, tais como a sensação de enfartamento pós-prandial, distensão abdominal e a necessidade de vomitar, oferecendo um alívio sintomático em casos de trânsito estomacal lento. O principal benefício do medicamento reside na gestão de sintomas de náuseas e vómitos.

Formas disponíveis e composição

A domperidona está disponível como um produto de ingrediente ativo único, geralmente formulado em diversas preparações farmacêuticas para se adequar a várias necessidades de administração. Estas formas farmacêuticas comuns incluem comprimidos, suspensão oral (frequentemente com sabor para facilitar a utilização em populações específicas) e supositórios. Esta variedade de formas permite a administração por via oral ou retal. A composição geral destes produtos consiste no princípio ativo domperidona, acompanhado por componentes inativos de grau farmacêutico (excipientes) adequados para a estabilidade e a entrega eficaz da forma farmacêutica final.

Quais efeitos secundários são possíveis com Domperidone?

Efeitos secundários possíveis e informações de segurança

Os documentos oficiais classificam os riscos potenciais deste medicamento, incluindo eventos cardíacos graves e outras reações adversas, frequentemente categorizados de acordo com a frequência com que são reportados.

Preocupações graves de segurança

As preocupações de segurança mais graves documentadas estão relacionadas com o coração. Este medicamento tem sido associado a um risco potencial de prolongamento do intervalo QT (uma alteração elétrica no coração), que pode conduzir a ritmos cardíacos irregulares graves (arritmia ventricular), paragem cardíaca e morte súbita cardíaca.

As diretrizes enfatizam a necessidade de evitar este medicamento em doentes com problemas cardíacos pré-existentes, antecedentes de condução cardíaca prolongada ou desequilíbrios eletrolíticos significativos. O risco é considerado mais elevado em doentes com mais de 60 anos de idade e naqueles que tomam uma dose diária superior a 30 mg.

Contraindicações e interações

O medicamento está oficialmente contraindicado (não deve ser utilizado) com outros medicamentos específicos que também prolonguem o intervalo QT ou com inibidores potentes da CYP3A4 (um tipo de fármaco que afeta a forma como o organismo processa a domperidona). A utilização destas combinações aumenta substancialmente o risco de reações adversas cardíacas graves.

Outros efeitos secundários documentados

As reações adversas estão também classificadas pela frequência e pelo sistema do corpo afetado:

As reações frequentes (podem afetar até 1 em cada 10 pessoas) incluem a boca seca.

As reações pouco frequentes (podem afetar até 1 em cada 100 pessoas) incluem dores de cabeça, ansiedade, diminuição da libido, diarreia e efeitos hormonais relacionados com níveis elevados de prolactina, tais como a galactorreia (secreção invulgar de leite) e irregularidades menstruais.

Outros efeitos estão classificados como de frequência desconhecida, incluindo reações alérgicas (anafilaxia) e certos eventos neurológicos ou psiquiátricos, como distúrbios extrapiramidais e agitação.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

A sobredosagem com domperidona pode afetar o sistema nervoso central (SNC) e o coração. As manifestações clínicas documentadas de sobredosagem incluem agitação, desorientação, sonolência e alterações do nível de consciência. Outros efeitos relatados são convulsões e reações extrapiramidais (movimentos musculares involuntários ou espasmos), que ocorrem com maior frequência em crianças e lactentes devido à sua sensibilidade acrescida.


É necessária ação de emergência imediata se:

A domperidona está associada a um risco de arritmias ventriculares graves, incluindo o prolongamento do intervalo QTc e paragem cardíaca súbita, particularmente em doses superiores a 30 mg por dia ou em indivíduos com mais de 60 anos de idade.

Deve procurar-se assistência médica urgente de imediato se o utilizador ou alguém que esteja a tomar domperidona apresentar sintomas relacionados com o coração, tais como:

  • Tonturas graves ou desmaio
  • Batimento cardíaco rápido, lento ou irregular (palpitações)

Na eventualidade de suspeita de sobredosagem, é necessário tratamento sintomático padrão e supervisão médica sem demora. Devido ao risco de prolongamento do intervalo QT, deve ser realizada a monitorização contínua por eletrocardiograma (ECG) por um profissional de saúde. Não existe um antídoto específico para a sobredosagem com domperidona; no entanto, podem ser administrados certos medicamentos anticolinérgicos ou antiparkinsónicos para gerir os sintomas extrapiramidais.

Usos terapêuticos de Domperidone

O que trata a domperidona: principais utilizações e benefícios

A domperidona é comummente utilizada para auxiliar no alívio de sintomas relacionados com o desconforto físico associado ao trato digestivo superior. O foco terapêutico primário centra-se na gestão de sintomas que criam um esforço fisiológico percetível.


O medicamento pode ajudar a atenuar o desconforto das náuseas (sensação de enjoo) e auxilia na abordagem do conjunto de sintomas que envolvem o vómito. É também aplicado em condições caracterizadas por períodos de exacerbação de sintomas relacionados com a lentidão do movimento gástrico, tais como a gastroparesia e a dispepsia funcional, onde ajuda a aliviar manifestações que incluem a plenitude epigástrica prolongada, a saciedade precoce e a distensão abdominal.

Domínios terapêuticos

A domperidona é considerada relevante para a gestão de:

  1. Episódios agudos de náuseas e vómitos.
  2. Sintomas crónicos de distúrbios da motilidade gastrointestinal superior.
  3. Mal-estar induzido por medicação em doentes com condições como a doença de Parkinson.
  4. Apoio à lactação (como galactagogo) em situações onde existe preocupação com a baixa produção de leite.

"O papel da domperidona foca-se primordialmente em proporcionar um alívio sintomático de suporte para manifestações gastrointestinais superiores angustiantes."

Facto Rápido: Alívio para o desconforto sintomático

O medicamento apoia os doentes ao contribuir para o seu conforto e auxilia na manutenção de uma sensação de estabilidade quando os sintomas de digestão lenta ou mal-estar se tornam mais acentuados. É aplicado em contextos clínicos onde é necessária assistência sintomática de curto prazo.

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar a domperidona?

A elegibilidade para a utilização de domperidona é estritamente definida pelas autoridades de saúde reguladoras, focando-se principalmente na saúde cardíaca e na função dos órgãos para garantir a segurança do doente.

Populações permitidas ou restritas

Grupo Populacional Estado de Elegibilidade Restrição Oficial
Adultos e adolescentes Permitido Devem ter 12 anos de idade ou mais e pesar 35 kg ou mais (para as utilizações aprovadas).
Idosos ( ge 60 anos) Uso condicional Requer precaução devido a um risco potencialmente maior de efeitos secundários cardíacos.
Insuficiência renal grave Uso condicional A frequência de administração deve ser reduzida para evitar a acumulação.
Crianças ( < 12 anos ou < 35 kg) Não recomendado Já não está licenciada ou autorizada para as indicações principais em muitas regiões.

Contraindicações Absolutas (Não deve utilizar)

A domperidona é estritamente proibida para indivíduos com as seguintes condições, conforme estabelecido na rotulagem regulamentar:

  • Condições Cardíacas: Prolongamento existente do intervalo QTc, doenças cardíacas subjacentes, tais como insuficiência cardíaca congestiva, ou perturbações eletrolíticas significativas.
  • Função dos Órgãos: Insuficiência hepática moderada ou grave.
  • Risco Gastrointestinal: Condições em que o aumento do movimento intestinal seja prejudicial, tais como hemorragia, obstrução ou perfuração gastrointestinal.
  • Outros: Tumor da hipófise que liberta prolactina (Prolactinoma) e utilização concomitante com medicamentos específicos que prolongam o intervalo QT ou que são inibidores potentes do CYP3A4.

Gravidez e Amamentação

A utilização durante a gravidez não é, geralmente, recomendada, a menos que um médico determine que os benefícios superam os riscos. Durante a amamentação, o médico deve ponderar cuidadosamente o risco de efeitos adversos no lactente face ao benefício terapêutico.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e outros produtos

O risco de interações medicamentosas com a domperidona é um fator crítico, particularmente no que diz respeito ao seu impacto na função cardíaca. A principal via metabólica da domperidona envolve a enzima CYP3A4. Quando esta enzima é inibida por outros fármacos, os níveis de domperidona no sangue podem aumentar, elevando o risco de prolongamento do intervalo QT no eletrocardiograma.

É estritamente contraindicada a coadministração de domperidona com medicamentos que prolongam o intervalo QT ou que são inibidores potentes do CYP3A4. Exemplos de medicamentos que não devem ser utilizados simultaneamente incluem certos antiarrítmicos (como a amiodarona ou sotalol), determinados antibióticos (como a eritromicina ou claritromicina), antifúngicos azólicos (como o cetoconazol ou itraconazol) e inibidores da protease do VIH (como o ritonavir).

Além disso, deve-se ter cautela ao combinar a domperidona com inibidores moderados do CYP3A4, como o diltiazem ou o verapamil, uma vez que estes também podem causar um aumento nas concentrações plasmáticas da domperidona.

Os medicamentos que reduzem a acidez gástrica, como os antiácidos ou os antissecretores (inibidores da bomba de protões ou antagonistas H2), podem diminuir a biodisponibilidade oral da domperidona se tomados em conjunto. Por este motivo, a domperidona deve ser administrada antes das refeições e os medicamentos que reduzem a acidez devem ser tomados após a refeição para minimizar este efeito.

Devido ao seu efeito procinético no sistema digestivo, a domperidona pode influenciar a absorção de outros medicamentos administrados por via oral, especialmente aqueles com libertação prolongada ou revestimento entérico. A interação com fármacos anticolinérgicos pode também resultar na neutralização mútua dos efeitos terapêuticos no sistema gastrointestinal.

Mecanismo de ação

A domperidona funciona primordialmente como um antagonista periférico dos recetores D2 da dopamina, apresentando uma penetração mínima através da barreira hematoencefálica. A sua acumulação seletiva em tecidos fora do sistema nervoso central determina a modulação fisiológica resultante.

Mecanismo de Ação

A domperidona atua nos recetores D2 localizados na zona quimiorrecetora de gatilho (ZQT), que se situa fora da barreira hematoencefálica, na area postrema. Ao ligar-se a estes recetores e ao bloqueá-los, o agente impede a cascata de sinalização que é normalmente iniciada pela dopamina endógena na ZQT.

No trato gastrointestinal, o composto atua também como antagonista nos recetores D2 periféricos situados no plexo mientérico, que regula a função do músculo liso. O bloqueio da sinalização D2 nesta região desibe a libertação de acetilcolina (ACh) pelos neurónios colinérgicos. O aumento da disponibilidade de ACh reforça, subsequentemente, a amplitude e a duração das contrações do esfíncter esofágico inferior e estimula a motilidade antral e duodenal. Esta ação integrada resulta numa modulação coordenada, ao nível de todo o sistema, do trânsito e do tónus gastrointestinal.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar a domperidona

A administração de domperidona é regida por instruções de alto nível destinadas a assegurar uma utilização consistente dentro de diretrizes regulamentares rigorosas, focando-se em limites de dosagem específicos e no momento da administração. O medicamento é oficialmente administrado por via oral (comprimidos e suspensão) e por via retal (supositórios).


Protocolos de administração

A dose oral padrão para adultos e adolescentes (com idade igual ou superior a 12 anos e peso igual ou superior a 35 kg) é de 10 mg por administração, estando a dose diária total máxima permitida restrita a 30 mg. A administração oral é habitualmente programada até três vezes por dia, com um intervalo aproximado de oito horas entre cada dose. A administração retal utiliza supositórios de 30 mg, com uma dose diária máxima de 60 mg.

Momento da administração: A domperidona por via oral deve ser tomada antes das refeições, preferencialmente 15 a 30 minutos antes da ingestão de alimentos. Este é um passo procedimental crucial definido na informação oficial de prescrição.


Duração e regras específicas para populações

O tratamento com domperidona é estritamente limitado no tempo; a duração máxima de um ciclo de tratamento não deve, habitualmente, exceder os sete dias (uma semana), e a administração deve ser reavaliada caso os sintomas persistam.

Ajuste de dose: Em casos de insuficiência renal grave, a frequência de administração deve ser reduzida (tipicamente para uma ou duas vezes por dia) devido ao perfil de eliminação alterado do fármaco. Além disso, se uma dose programada for esquecida, as instruções regulamentares aconselham o doente a simplesmente omitir a dose esquecida e retomar o horário normal, sem tomar uma dose dupla para compensar.

Evidência clínica recente

Evidência Clínica Recente

Estudos clínicos recentes têm reforçado o perfil de eficácia e segurança da domperidona no tratamento de distúrbios da motilidade gastrointestinal. A investigação atual foca-se predominantemente na otimização da dosagem para maximizar o alívio dos sintomas de náuseas e vómitos, minimizando simultaneamente o risco de efeitos secundários cardiovasculares. Dados de farmacovigilância e ensaios observacionais continuam a validar o seu papel na gestão da gastroparesia, particularmente em doentes que não respondem a outras terapias de primeira linha.

Análises contemporâneas sublinham a importância da monitorização da duração do tratamento. A evidência sugere que a utilização a curto prazo permanece a abordagem mais segura, com a maioria dos benefícios clínicos a manifestarem-se nas primeiras semanas de terapia. Investigações em populações específicas têm também explorado a interação da domperidona com outros medicamentos, destacando a necessidade de precaução quando coadministrada com inibidores potentes de certas enzimas hepáticas, o que pode elevar as concentrações plasmáticas do fármaco.

Além disso, a investigação clínica recente tem explorado o impacto da domperidona na qualidade de vida de doentes com dispepsia funcional. Os resultados indicam uma melhoria significativa na tolerância alimentar e uma redução na sensação de enfartamento pós-prandial. Estes dados apoiam as diretrizes atuais que recomendam a utilização da dose mínima eficaz pelo período mais curto necessário para o controlo sintomático, garantindo que o equilíbrio entre benefício e risco seja mantido favoravelmente para o doente.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre a Domperidona (FAQ)


Q: Qual é a principal diferença entre a Domperidona e a Metoclopramida?

A informação oficial do produto descreve a domperidona como um antagonista periférico da dopamina. Isto significa que a sua ação se foca principalmente fora do sistema nervoso central (SNC), com uma passagem mínima pela barreira hematoencefálica (BHE). Esta seletividade periférica é uma característica fundamental das propriedades farmacológicas do medicamento.

Q: A Domperidona afeta o coração?

Documentos regulamentares afirmam que a domperidona está associada a um risco de prolongamento do intervalo QTc, que é uma alteração elétrica no coração. Isto pode potencialmente levar a ritmos cardíacos irregulares graves, tais como arritmias ventriculares, e tem sido associado à morte súbita cardíaca. A informação oficial do produto observa a necessidade de uma utilização cuidadosa para gerir estes riscos graves.

Q: Existem efeitos secundários a longo prazo ao tomar Domperidona?

As instruções oficiais aconselham que a domperidona deve ser utilizada apenas durante o período mais curto possível, e a duração do tratamento não deve, habitualmente, exceder os sete dias. Este limite regulamentar existe para minimizar potenciais riscos de segurança associados à utilização a longo prazo.

Q: Qual é a duração típica de utilização da Domperidona?

Orientações regulamentares limitam estritamente a duração da utilização deste medicamento. A duração máxima de um ciclo de tratamento não deve, habitualmente, exceder uma semana (sete dias).

Q: Que tipo de problemas gástricos é que a Domperidona está aprovada para tratar?

O medicamento é oficialmente indicado para o alívio a curto prazo de sintomas de náuseas e vómitos. Documentos oficiais também referem a sua utilização para a gestão sintomática de certos distúrbios da motilidade gastrointestinal superior, como os relacionados com o trânsito estomacal lento.

Q: Existem estudos que apoiem a utilização da Domperidona para problemas de motilidade?

A evidência clínica, conforme observado em relatórios oficiais, apoia a utilização da domperidona para distúrbios da motilidade gastrointestinal superior. Estudos analisaram o seu efeito no esvaziamento gástrico em doentes com função estomacal lenta.

Q: A que se refere o aviso na embalagem (box warning) da Domperidona?

Em algumas jurisdições regulamentares, existe um aviso sério em destaque relacionado com a utilização da domperidona. Esta advertência especial realça o risco de reações adversas cardíacas graves, incluindo o prolongamento do intervalo QTc e ritmos cardíacos irregulares graves.

Q: Como é classificada a Domperidona em termos de segurança?

Devido a preocupações relativas ao seu perfil de segurança cardiovascular, o fármaco tem sido objeto de revisões por parte de organismos reguladores globais. Como resultado, a domperidona foi reclassificada em muitas regiões e está agora geralmente disponível apenas como um Medicamento Sujeito a Receita Médica (MSRM).

Q: Durante quanto tempo após interromper a Domperidona devo estar atento a efeitos secundários?

A semivida de eliminação do medicamento é tipicamente citada na informação oficial como sendo de aproximadamente 7 a 9 horas. Este valor indica o tempo necessário para que metade da dose seja eliminada do organismo.

Q: Por que razão a Domperidona é por vezes administrada para ajudar na amamentação?

A utilização para a promoção da lactação não é uma indicação aprovada descrita na monografia oficial do produto. Documentos regulamentares referem que o medicamento é excretado no leite materno. Orientações oficiais afirmam que o risco de efeitos adversos no lactente deve ser ponderado face ao benefício terapêutico.

Q: A Domperidona é um antiácido?

Não, a domperidona é classificada farmacologicamente como um agente procinético e um antagonista da dopamina. A sua função é aumentar o movimento dos músculos do estômago e do intestino. Não funciona através da neutralização do ácido gástrico, que é o mecanismo primário de um antiácido.

Q: Com que rapidez a Domperidona começa a fazer efeito?

O início da ação, que é o tempo que normalmente demora para os efeitos começarem, é geralmente citado em fontes autorizadas como sendo entre 30 a 60 minutos após a administração.

Q: Quanto tempo dura o efeito da Domperidona após a toma de uma dose?

A semivida de eliminação é tipicamente reportada como sendo de 7 a 9 horas. Este é o tempo necessário para o corpo reduzir a quantidade da substância ativa para metade.

Q: A Domperidona está disponível sem receita médica?

Após revisões de segurança, a domperidona foi reclassificada em muitas regiões. É agora geralmente considerada um Medicamento Sujeito a Receita Médica (MSRM), o que significa que não está disponível para compra livre.

Q: É normal sentir tonturas ao iniciar a Domperidona?

As tonturas estão listadas na informação regulamentar como um sintoma que os doentes são aconselhados a discutir com um profissional de saúde. Avisos oficiais referem que as tonturas podem estar associadas a eventos adversos cardíacos, uma situação que os organismos reguladores recomendam que seja abordada por um profissional de saúde.

Q: Existem restrições conhecidas de alimentos ou bebidas ao tomar Domperidona?

Orientações oficiais indicam que o medicamento deve ser administrado antes das refeições. Documentos regulamentares também referem que o álcool e o sumo de toranja não devem ser consumidos, pois podem interferir na forma como o fármaco é processado ou impactar os seus efeitos.

Q: Por que razão existem regras diferentes para o uso da Domperidona em países diferentes?

Orientações regulamentares e restrições de utilização mudaram em diferentes países após revisões internacionais. Por exemplo, mudanças na dose aprovada, na duração e nos avisos de segurança cardíaca foram implementadas após processos de revisão regulamentar europeus.

Q: A Domperidona causa sonolência?

A sonolência ou sentir-se ensonado não está listada como um efeito secundário comum nos documentos oficiais. No entanto, este sintoma é um sinal potencial de ingestão de uma quantidade superior à prescrita do medicamento (sobredosagem) e deve ser comunicado a um profissional de saúde.

Q: A Domperidona precisa de ser tomada de forma consistente para ser eficaz?

Orientações oficiais descrevem que o medicamento é administrado num esquema estruturado e fixo até três vezes ao dia. Este esquema específico e a duração curta e limitada no tempo apoiam a necessidade de uma administração consistente durante o ciclo de tratamento aprovado.

Q: Existe uma versão genérica da Domperidona?

A informação oficial do produto confirma que o fármaco está disponível sob as suas marcas comerciais, bem como em versões genéricas não brandeadas.

Q: Como é que a Domperidona é eliminada do corpo?

Após a administração e processamento pelo organismo, a substância é eliminada maioritariamente através da excreção. Dados farmacocinéticos indicam que o fármaco é excretado principalmente através das fezes e, em menor grau, através da urina.

Q: O que significa 'dispepsia funcional' em relação à Domperidona?

A dispepsia funcional é um termo relacionado com sintomas crónicos de desconforto ou dor na parte superior do abdómen. Isto pode incluir sintomas como sensação de inchaço ou enfartamento pouco depois de iniciar uma refeição, que é uma condição que a domperidona tem sido utilizada para gerir.

Q: Existe evidência de que a Domperidona ajuda nos sintomas de refluxo?

Evidência oficial confirma que estudos investigaram o efeito da domperidona na regurgitação e no vómito. A investigação indicou que o medicamento também pode diminuir o tempo de refluxo pós-prandial (após a refeição).

Como Domperidone deve ser armazenado e descartado?

Como conservar e eliminar a domperidona?

Os requisitos oficiais de conservação e eliminação da domperidona foram concebidos para manter a integridade do produto e garantir a segurança da comunidade.

Requisitos de conservação

A domperidona deve ser conservada à temperatura ambiente, tipicamente entre os 20 °C e os 25 °C. O medicamento deve ser mantido num recipiente bem fechado ou na sua embalagem original, e guardado num local seco, protegido da luz e da humidade. É obrigatório que o produto não seja congelado. Especificamente quanto aos supositórios, estes não devem ser refrigerados nem conservados acima dos 25 °C. Um requisito de segurança obrigatório é o de armazenar o medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Instruções de eliminação

Os medicamentos que tenham ultrapassado o prazo de validade ou que já não sejam necessários não devem ser guardados. A domperidona não deve ser deitada fora no lixo doméstico, nem despejada no cano ou na sanita. Os doentes devem consultar o seu farmacêutico ou as diretrizes regulamentares locais para obterem instruções sobre como eliminar corretamente qualquer medicação não utilizada ou fora de uso.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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