Dolocatil

Links rápidos para seções importantes

Dolocatil

Forma selecionada

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Dolocatil

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Princípio Ativo Paracetamol (Acetaminofeno)
Formas Farmacêuticas Comprimidos, Solução, Suspensão
Classe Farmacológica Analgésico e Antipirético
Uso Comum Alívio sintomático da dor e da febre
Origem Composto de síntese

Que Tipo de Medicamento é o Dolocatil? (Identidade e Classificação)

O Dolocatil é um produto farmacêutico comercial que contém a substância ativa Paracetamol, um composto conhecido internacionalmente como Acetaminofeno (PubChem CID 1983). É classificado essencialmente como um analgésico e antipirético, atuando de forma consistente no alívio da dor e na redução da febre. Esta substância é um não-opiáceo e é produzida através de síntese química.

Esta classificação insere-o no grupo de Outros Analgésicos e Antipiréticos, diferenciando-o farmacologicamente dos Anti-inflamatórios Não Esteroides (AINEs), como o ibuprofeno. Ao contrário dos AINEs, o Paracetamol não possui uma ação anti-inflamatória periférica significativa, centrando os seus efeitos predominantemente no Sistema Nervoso Central (NIH/MedlinePlus). Esta abordagem é clinicamente reconhecida por proporcionar um alívio eficaz sem a irritação gastrointestinal associada à atividade periférica dos AINEs.

Composição e Formas Físicas

O Dolocatil é habitualmente formulado como um medicamento de substância ativa única, apresentando-se na maioria das vezes como um comprimido destinado à administração por via oral. O princípio ativo encontra-se integrado numa matriz farmacêutica sólida, em conjunto com os excipientes inativos necessários.

A natureza versátil deste composto permite que seja também preparado noutros formatos, incluindo soluções líquidas ou suspensões — frequentemente utilizadas por indivíduos com dificuldade de deglutição — e comprimidos de libertação prolongada, concebidos para prolongar o efeito terapêutico. A eficácia da substância ativa como agente fiável para a dor comum e febre é fundamentada por estudos clínicos (PubMed ID: 31050615).

Finalidade Geral e Efeito Fisiológico

A função central do Dolocatil é o alívio sintomático da dor ligeira a moderada e a redução da febre. Este medicamento é tipicamente utilizado em cenários como o alívio de desconforto geral ou a redução da temperatura corporal elevada durante um estado febril.

O fármaco atua concentrando a sua ação no Sistema Nervoso Central de modo a elevar o limiar de dor do organismo, diminuindo a intensidade percecionada do desconforto. Simultaneamente, o Paracetamol atua sobre o hipotálamo, o centro de termorregulação do cérebro, auxiliando na reposição de uma temperatura corporal normal quando existe febre.

Quais efeitos secundários são possíveis com Dolocatil?

Âmbito das Reações Adversas

A principal preocupação de segurança associada à substância ativa do Dolocatil (paracetamol/acetaminofeno) é a ocorrência de danos hepáticos graves (hepatotoxicidade). Este risco depende da dose e pode ser fatal, estando especificamente associado à ingestão de doses que excedam o máximo diário recomendado ou ao uso crónico em conjunto com o consumo de bebidas alcoólicas.

As reações adversas oficialmente documentadas, organizadas por classes de sistemas de órgãos, incluem:

  • Doenças Hepatobiliares: Insuficiência hepática grave (observada principalmente em casos de sobredosagem).
  • Afeções dos Tecidos Cutâneos e Subcutâneos: Reações cutâneas raras, mas graves, tais como vermelhidão, formação de bolhas e erupções cutâneas.
  • Doenças do Metabolismo e Nutrição: Acidose metabólica (um sintoma indicativo de sobredosagem).

Classificações de Segurança e Restrições

Reações Adversas Graves: Os riscos documentados mais críticos são os danos hepáticos graves e as reações cutâneas raras, embora clinicamente significativas. Caso ocorra uma erupção ou reação na pele, é necessária assistência médica imediata.

Padrões Relacionados com a Dose ou Exposição:

  • Dose Máxima: O cumprimento rigoroso da dose máxima total diária (por exemplo, 4 g em 24 horas para adultos) constitui uma limitação de segurança fundamental. As doses devem ser espaçadas com um intervalo mínimo de quatro horas.
  • Uso Crónico de Álcool: Doentes que consomem habitualmente três ou mais bebidas alcoólicas por dia são aconselhados a ter cautela, não devendo exceder um limite diário inferior (por exemplo, 2 g em 24 horas) devido ao risco acrescido de lesão no fígado.

Considerações para Populações Específicas:

  • Condições Pré-existentes: É necessária precaução e consulta médica para doentes com doença hepática, insuficiência renal grave, sépsis, malnutrição ou alcoolismo crónico.
  • Restrição de Idade: Devido à dosagem unitária do comprimido, esta formulação específica não é indicada para crianças com menos de 15 anos de idade. Recomenda-se que os doentes idosos consultem um profissional de saúde antes da utilização.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

Esta secção descreve os riscos oficialmente documentados e as ações necessárias em caso de sobredosagem de produtos que contenham Paracetamol (Acetaminofeno), conforme estabelecido nos documentos regulamentares governamentais.


Âmbito da Sobredosagem

Risco Documentado Declaração Regulamentar Oficial
Perigo Principal Potencial de Insuficiência Hepática Aguda resultante de necrose hepática.
Manifestações Iniciais Os sintomas podem ser inespecíficos, incluindo náuseas, vómitos, palidez e mal-estar geral, parecendo muitas vezes ligeiros ou estando ausentes nas primeiras 24 horas.
Sinais Tardios Sinais posteriores de toxicidade grave incluem dor abdominal e icterícia, a par de alterações analíticas como a elevação das transaminases hepáticas.
Considerações Especiais Está documentado um risco acrescido de lesão grave em indivíduos com consumo crónico de álcool ou malnutrição.

Ações de Emergência Mandatadas pelos Reguladores

As autoridades regulamentares exigem explicitamente que se procure assistência médica imediata ou que se contactem os serviços de emergência em todos os casos suspeitos de sobredosagem. Esta ação é crítica e necessária, mesmo que a pessoa exposta não apresente sintomas imediatos. O antídoto específico, a N-acetilcisteína, está documentado para o tratamento, mas a sua eficácia depende criticamente do tempo decorrido desde a ingestão. O tratamento foca-se em medidas sintomáticas e de suporte, juntamente com a obrigatória monitorização dos sinais vitais e testes de função hepática.

Usos terapêuticos de Dolocatil

O que o Dolocatil trata: principais utilizações e benefícios

O Dolocatil pode fazer parte da gestão sintomática em situações que envolvam determinados sintomas de desconforto, sendo aplicado em áreas onde é necessário apoio sintomático adicional, focando-se tipicamente no controlo da dor e da febre. De acordo com as referências sobre produtos utilizados para o alívio temporário, o medicamento é comummente utilizado para auxiliar em sintomas como cefaleias (dores de cabeça), mialgias (dores musculares), dores de dentes e temperatura corporal elevada (febre).

É geralmente aplicado em contextos clínicos que envolvam padrões de sintomas agudos ou disruptivos, ajudando a abordar conjuntos de sintomas que podem tornar-se intensos ou perturbadores durante uma doença episódica. É frequentemente utilizado quando os sintomas se intensificam e é necessário um alívio de suporte, como por exemplo, durante uma constipação ou gripe, ou após ferimentos ligeiros.

“Este cuidado de suporte contribui para atenuar a carga global dos sintomas e pode ajudar os doentes a lidar de forma mais estável com o esforço funcional temporário.”

Ao fornecer assistência sintomática nestas áreas, o medicamento revela-se relevante para o alívio do desconforto e pode ajudar os doentes a gerir a situação de forma mais constante durante períodos de exacerbação dos sintomas.


Facto Rápido: Gestão Sintomática da Dor e da Febre O Dolocatil é relevante em contextos marcados pelo aumento do desconforto ou tensão, visando especificamente sintomas relacionados com o desconforto físico (dores) e o desequilíbrio sistémico (febre) que interferem com o funcionamento diário.

Critérios de utilização e restrições

O Dolocatil é um medicamento de associação que, tipicamente, combina o paracetamol (acetaminofeno) e a codeína. A sua adequação depende da idade do indivíduo, do historial clínico e da toma simultânea de outros medicamentos. O componente paracetamol proporciona alívio da dor e reduz a febre, enquanto a codeína, um opioide, reforça o efeito analgésico.


Quem Pode Utilizar o Dolocatil

Geralmente, o Dolocatil está indicado para adultos e adolescentes com idade igual ou superior a 12 anos para a gestão de dores ligeiras a moderadas ou febre que não tenham sido aliviadas apenas com analgésicos não opioides. No caso de crianças entre os 12 e os 18 anos, o seu uso é habitualmente reservado para a dor, apenas quando outros analgésicos se revelaram ineficazes. Recomenda-se sempre precaução, devendo a utilização ser feita na dose mínima eficaz e durante o menor período de tempo necessário.


Quem Não Deve Utilizar o Dolocatil (Contraindicações)

O Dolocatil não deve ser utilizado por indivíduos com determinadas condições pré-existentes devido aos riscos associados aos seus princípios ativos. As contraindicações absolutas incluem:

  • Alergia ou hipersensibilidade conhecida ao paracetamol, à codeína ou a qualquer outro componente do medicamento.
  • Doença hepática grave ou insuficiência hepática.
  • Depressão respiratória aguda ou doença respiratória grave.
  • Crianças com idade inferior a 12 anos.
  • Crianças ou adolescentes (menos de 18 anos) para alívio da dor após cirurgia de remoção das amígdalas ou adenoides (amigdalectomia ou adenoidectomia).
  • Doentes que sejam metabolizadores ultrarrápidos da enzima CYP2D6, uma vez que isto pode levar a níveis de morfina perigosamente elevados no organismo.
  • Mulheres em período de aleitamento, dado que a codeína pode passar para o leite materno e causar efeitos adversos graves no lactente.

Adicionalmente, o uso deve ser acautelado em doentes com problemas renais, consumo crónico de álcool, historial de abuso de substâncias, lesões na cabeça ou pressão intracraniana elevada.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

O Dolocatil contém Paracetamol (Acetaminofeno) e o seu perfil de interações está documentado pelas autoridades regulamentares, focando-se em alterações na exposição ao fármaco e no risco de toxicidade de órgãos.

Restrições Regulamentares Formais

A coadministração é formalmente restringida com qualquer outro produto que contenha paracetamol (seja de prescrição ou de venda livre), devido ao risco de exceder a dose diária máxima segura, o que pode resultar em danos hepáticos graves. Além disso, o consumo crónico e excessivo de álcool (três ou mais bebidas diárias) é restringido, uma vez que aumenta significativamente o risco de hepatotoxicidade induzida pelo paracetamol. O medicamento é também contraindicado em doentes com doença hepática ativa grave.


Interações Medicamentosas Documentadas

A rotulagem regulamentar descreve interações específicas que modificam o efeito terapêutico ou a exposição ao medicamento:

  • Anticoagulantes Orais: O Dolocatil pode potenciar o efeito da Varfarina e de outros anticoagulantes, causando oficialmente uma elevação do Rácio Internacional Normalizado (INR). Este efeito é mais acentuado com doses mais elevadas e uso prolongado.
  • Modificadores de Exposição: O medicamento Imatinib inibe as vias metabólicas, levando a um aumento da concentração plasmática de paracetamol. Inversamente, a Rifampicina (Rifampin) pode diminuir o efeito terapêutico.
  • Zidovudina: Está documentado que o paracetamol acelera a eliminação da Zidovudina, levando à redução das concentrações desse medicamento.
  • Colestiramina: Esta substância reduz significativamente a absorção do Dolocatil. Para manter a eficácia, as orientações oficiais exigem um intervalo entre a administração de Colestiramina e a de Dolocatil de, pelo menos, uma hora.

Mecanismo de ação

Mecanismo de Ação do Dolocatil

O Dolocatil é um composto de ação central que modula a sinalização nociceptiva através de múltiplas vias bioquímicas no interior do Sistema Nervoso Central (SNC). Uma das suas ações primordiais consiste na inibição da síntese de prostaglandinas, mediada pela modulação das enzimas ciclo-oxigenase (COX), particularmente a COX-2 e uma variante de processamento, no SNC. Esta interação enzimática reduz a concentração de mediadores pró-nociceptivos, como a prostaglandina E2 (PGE2).

Adicionalmente, o fármaco é metabolizado em N-acilfenolamina (AM404) pela hidrolase de amidas de ácidos gordos (FAAH) no eixo neuronal. Este metabolito atua como um agonista nos recetores Transient Receptor Potential Vanilloid 1 (TRPV1), que são canais iónicos envolvidos na sinalização nervosa. O AM404 também influencia o sistema endocanabinoide, potencialmente através da inibição da recaptação de canabinoides endógenos, modulando assim, de forma indireta, os recetores Canabinoide 1 (CB1). O efeito combinado sobre os níveis de PGE2 e a atividade de TRPV1/CB1 contribui para a modulação descendente das vias nociceptivas.

Informações sobre dosagem e administração

Guia de Instruções: Como utilizar o Dolocatil — Diretrizes Oficiais de Administração

Este guia detalha as instruções oficiais para a administração e dosagem do Dolocatil (Acetaminofeno/Paracetamol), fundamentadas estritamente em documentos regulamentares governamentais.


Âmbito da administração

Entidade Detalhes
Via de administração A administração está aprovada por via Oral (comprimidos, líquidos), Intravenosa (IV) e Retal (supositórios), dependendo do contexto clínico.
Esquema de dosagem A dose total diária máxima para formas orais de libertação imediata é de 4000 mg num período de 24 horas, com uma dose única máxima de 1000 mg.
Frequência e Horários As doses são programadas para repetição a cada 4 a 6 horas, conforme necessário, sendo obrigatório um intervalo mínimo de 4 horas entre administrações. As formulações orais podem ser tomadas independentemente das refeições.
Regras por grupo etário A dosagem pediátrica é determinada pelo peso corporal, habitualmente no intervalo de 10 mg/kg a 15 mg/kg. Ajustes na dose, como um intervalo de dosagem prolongado (ex.: 6 horas ou mais), estão especificados para indivíduos com insuficiência renal ou hepática.
Condições especiais A dose total de 24 horas deve contabilizar todos os produtos que contenham paracetamol. O medicamento destina-se a uso a curto prazo e os comprimidos de libertação prolongada devem ser engolidos inteiros para preservar o seu perfil de libertação.

Estrutura procedimental resultante

Sequência oficial de passos:

  • Determina-se a dose apropriada (ex.: 325 mg a 1000 mg) e observa-se o intervalo mínimo de 4 horas desde a última toma.
  • A dose é administrada pela via aprovada, garantindo que as perfusões intravenosas (IV) sejam concluídas em pelo menos 15 minutos.
  • A dose total de 24 horas não deve exceder o máximo especificado e a utilização deve ser limitada a uma curta duração, conforme indicado no rótulo.

Ligação ao protocolo global de utilização:

Os documentos regulamentares estabelecem um protocolo focado no controlo da exposição total ao fármaco através de uma dose máxima rigorosa de 24 horas e da aplicação de um intervalo mínimo entre doses para prevenir a acumulação não intencional. Este protocolo dita o tempo padronizado e a via de administração para cada dose, garantindo que a utilização adira apenas aos limites procedimentais específicos delineados na rotulagem governamental. O protocolo exige ajustes obrigatórios no intervalo entre doses para populações específicas de doentes, formalizando uma utilização normalizada perante diversos estados físicos.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o Dolocatil

Evidência para utilização na Dor Aguda

O Dolocatil foi avaliado num corpo de investigação que explorou resultados relacionados com o desconforto físico decorrente de dor de início súbito e curta duração. Estes estudos consistem prioritariamente em ensaios clínicos aleatorizados (ECA) de curto prazo. A investigação explorou se o Dolocatil estava associado a alterações nos sintomas, utilizando estes ensaios para examinar como os sintomas evoluíram em intervalos de tempo breves e definidos, frequentemente com foco em resultados que captam fases de maior atividade sintomática. Os estudos monitorizaram resultados relatados pelos doentes que descrevem o desconforto percecionado em populações com dor aguda de intensidade ligeira a moderada.

Estudos que exploraram alterações de sintomas a curto prazo reportaram medições da intensidade sintomática, indicando frequentemente padrões onde os níveis de dor evoluíram nas populações observadas durante as horas e dias imediatamente após o tratamento. Alguns ensaios descreveram padrões onde foram observadas medições de resultados relatados pelos doentes sobre o desconforto percecionado, tendo estas medições sido comparadas entre o grupo do Dolocatil e os grupos de controlo durante os períodos iniciais de seguimento. Os achados variaram entre os estudos no que respeita à cronologia precisa e à magnitude destas alterações medidas.

Embora a investigação sobre padrões de sintomas a curto prazo esteja disponível, aspetos fundamentais permanecem incertos. As durações do seguimento foram limitadas nos ECA disponíveis, o que significa que as observações de curto prazo não fornecem informações sobre como os sintomas podem evoluir após os primeiros dias. Além disso, as dimensões das amostras foram modestas em muitos ensaios, o que sugere que os resultados se aplicam apenas às populações específicas estudadas, mantendo-se o nível de certeza baixo relativamente aos achados de estudos mais pequenos.

Evidência para utilização na Inflamação Crónica

A investigação explorou o uso do Dolocatil em condições caracterizadas por desequilíbrio sistémico ou funcional, como a inflamação crónica, que envolve períodos de agravamento dos sintomas. A base de evidência inclui alguns ensaios de curto prazo e coortes observacionais que acompanharam participantes por períodos mais longos, explorando resultados ligados a estados inflamatórios ou irritativos. Os estudos foram realizados durante períodos de maior atividade sintomática para compreender os resultados relatados que refletem o funcionamento diário ou o nível de atividade.

Os estudos monitorizaram como os sintomas evoluíram nas populações observadas ao longo de durações de seguimento que variaram entre várias semanas e vários meses. Os achados descrevem padrões observados nos estudos, onde foram medidas as experiências relatadas pelos doentes relativas ao desconforto crónico. A investigação fornece perspetivas sobre alterações a curto prazo, mas os data mostram padrões relacionados com alterações de sintomas que não foram consistentes em todos os ensaios. O nível de certeza permanece baixo devido a diferenças no desenho dos estudos e nos grupos de doentes.

O que se sabe sobre o uso do Dolocatil em condições crónicas baseia-se largamente em evidência derivada de contextos com cargas sintomáticas variáveis. A evidência para o uso continuado ao longo de muitos meses ou anos é limitada. Os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos e os estudos disponíveis fornecem uma visão limitada sobre as alterações que podem ocorrer a longo prazo. Os dados mostram padrões relacionados com medições inflamatórias, mas a investigação não determina se um indivíduo responderá de forma semelhante durante períodos extensos.

Estudos a Longo Prazo e Seguimento

Esta área resume o que é conhecido e o que permanece desconhecido sobre observações prolongadas do uso de Dolocatil. Os estudos que examinam a intensidade ou variabilidade dos sintomas durante períodos extensos são significativamente menos frequentes do que os ensaios de curto prazo. Os contextos observacionais disponíveis que avaliam o funcionamento na vida diária acompanharam os participantes durante um intervalo de tempo definido, registando resultados relacionados com o desconforto físico. A investigação explorou o potencial para alterações a longo prazo, mas a evidência permanece limitada e heterogénea.

Os estudos contribuem para o panorama mais amplo da evidência, mas não caracterizam totalmente os resultados a longo prazo. As durações do seguimento foram limitadas na maioria da investigação controlada e os dados de estudos observacionais de longo prazo ainda estão a surgir. A investigação destaca alterações medidas durante o período do estudo, mas fornece pouco contexto sobre o uso continuado. Existe informação limitada para resultados a longo prazo e as questões sobre resultados que refletem o funcionamento diário após muitos meses de uso não são totalmente respondidas pela investigação atual.

Evidência em Populações Especiais

O Dolocatil foi avaliado em estudos que se focaram principalmente em populações adultas, mas a investigação descreve como foi estudado para uso em grupos específicos onde a evidência é frequentemente insuficiente. Especificamente, os dados para certos grupos permanecem insuficientes, incluindo populações pediátricas (crianças e adolescentes) e os grupos etários mais velhos (adultos com mais de 65 anos). Os resultados aplicam-se apenas às populações estudadas.

Por exemplo, existem dados limitados disponíveis para grávidas ou indivíduos com condições de comorbilidade significativas, onde os resultados relacionados com o desequilíbrio sistémico ou funcional poderiam ser diferentes. A qualidade da evidência existente varia entre os estudos ao examinar estas populações especiais, o que significa que falta evidência comparativa e os estudos existentes fornecem perspetivas limitadas sobre como os resultados podem diferir com base na idade ou no estado de saúde. Os achados em subgrupos são incertos e os dados para certos grupos permanecem insuficientes.

O que ainda é Incerto sobre o Dolocatil

Esta secção sintetiza as principais limitações e lacunas no panorama atual da evidência. Embora a investigação tenha explorado o uso do Dolocatil, diversas áreas mostram que a certeza permanece baixa. Uma limitação fundamental é que as dimensões das amostras foram modestas em muitos estudos controlados e a qualidade da evidência varia entre as investigações.

A investigação disponível fornece contexto, mas não previsões individuais; os achados descrevem padrões de grupo, não resultados pessoais. As durações do seguimento foram limitadas, o que significa que os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos. Existe também variabilidade entre os estudos nos achados relacionados com alterações agudas e os resultados relatados foram de curto prazo. A evidência destaca o que é conhecido — e o que ainda é incerto — significando que a investigação não determina se um indivíduo responderá de forma semelhante, dadas as atuais limitações de dados.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Dolocatil (FAQ)

P: O Dolocatil trata a inflamação propriamente dita ou apenas a dor?

De acordo com as classificações oficiais do produto, o princípio ativo do Dolocatil é essencialmente classificado como um analgésico (para alívio da dor) e um antipirético (para redução da febre). As informações oficiais focam a sua utilização no alívio da dor e na redução da febre. Geralmente, o fármaco não é considerado um tratamento primário para a inflamação subjacente.


P: É seguro utilizar Dolocatil durante a gravidez ou o aleitamento?

Os documentos regulamentares estabelecem que a utilização deste medicamento é contraindicada (não deve ser utilizado) em mulheres a amamentar. Tal deve-se ao risco potencial de efeitos adversos graves no lactante, derivados da componente de codeína. A utilização prolongada durante a gravidez também pode levar a uma condição no recém-nascido conhecida como síndrome de abstinência neonatal de opioides.


P: Quanto tempo após a primeira dose poderei esperar que o alívio da dor comece a atuar?

A informação de farmacologia clínica indica que os efeitos de alívio da dor da componente de codeína atingem habitualmente a sua concentração e eficácia máximas cerca de duas horas após a toma da dose. De um modo geral, prevê-se que o efeito combinado do medicamento dure aproximadamente entre quatro a seis horas.


P: Para que condições específicas é habitualmente prescrito o Dolocatil?

O medicamento está indicado para o alívio da dor ligeira a moderada e para a redução da febre. A rotulagem para este tipo de compostos analgésicos e antipiréticos combinados inclui comummente a utilização em sintomas como dores de cabeça, dores de costas, dores de garganta, dores musculares e o desconforto associado a constipações comuns ou gripe.


P: O que devo fazer se uma criança com menos de 12 anos tomar uma dose acidentalmente?

Este medicamento é contraindicado e não deve ser utilizado por qualquer criança com idade inferior a 12 anos. Devido ao risco grave, a ingestão acidental da dose por uma criança com menos de 12 anos é considerada uma situação de emergência médica que acarreta o potencial para uma sobredosagem fatal, com base nos avisos regulamentares.


P: Existem restrições alimentares que deva seguir durante a toma?

A rotulagem oficial restringe a coadministração crónica de álcool (três ou mais bebidas diárias) devido a um aumento significativo do risco de danos hepáticos graves. Por norma, não são assinaladas restrições alimentares gerais ou comuns na rotulagem obrigatória do medicamento.

Como Dolocatil deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar o Dolocatil (Acetaminofeno)

O armazenamento e a eliminação do Dolocatil devem cumprir rigorosamente as condições descritas na rotulagem regulamentar oficial para garantir a estabilidade e a segurança do produto.

Requisitos de Armazenamento

Condição Requisito
Temperatura Conservar a temperatura ambiente controlada, tipicamente entre 20°C e 25°C (68°F a 77°F).
Proteção Manter o medicamento fora do alcance e da vista das crianças e afastado da humidade e do calor excessivos.
Recipiente Manter o produto no seu recipiente original e garantir que este se encontra bem fechada.

Instruções de Eliminação

O Dolocatil não utilizado ou com o prazo de validade expirado deve, idealmente, ser eliminado através de um programa de recolha de medicamentos (como os pontos de recolha existentes em farmácias). Se tal não for possível, elimine o medicamento no lixo doméstico misturando-o com uma substância indesejável, como terra ou borras de café usadas, e colocando a mistura num recipiente selado. Não deite o medicamento no cano ou na sanita.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Dolocatil encontrado em:

ÍNDICE A-Z: