Dilmin

Links rápidos para seções importantes

Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Dilmin

Diltiazem: Identidade e Classificação Farmacológica

O Dilmin é o nome comercial de um medicamento sujeito a receita médica cujo componente ativo é o cloridrato de diltiazem, um fármaco de substância única pertencente a uma classe farmacológica essencial no tratamento de patologias cardiovasculares. É classificado de forma definitiva como um bloqueador dos canais de cálcio (BCC). A sua estrutura como BCC não-di-hidropiridínico, um derivado da benzotiazepina, distingue-o farmacologicamente, conferindo-lhe uma influência estabelecida tanto no tónus muscular vascular como no sistema de condução elétrica do coração. O componente central, o diltiazem, é oficialmente reconhecido pela sua dupla função, atuando nos vasos sanguíneos e também como um agente antiarrítmico do Grupo IV.

Composição, Origem e Formas Disponíveis

A substância ativa, o cloridrato de diltiazem, é um composto sintético derivado da estrutura química complexa da benzotiazepina. Esta substância é combinada com excipientes farmacêuticos básicos para criar o produto oral final. Para a sua administração, o Dilmin é habitualmente fornecido para uso oral em diversas formas farmacêuticas sólidas, incluindo comprimidos de libertação imediata e cápsulas especializadas, concebidas para libertar o medicamento lentamente ao longo do tempo, tais como as preparações de libertação prolongada. Esta característica de libertação prolongada é um fator de diferenciação comum nos cuidados ao doente, permitindo uma dosagem menos frequente em comparação com as formulações de libertação imediata.

Objetivo Terapêutico Geral do Dilmin

O objetivo fundamental do Dilmin é otimizar a eficiência cardiovascular, regulando a entrada de iões de cálcio nas células cardíacas e vasculares. Esta ação provoca um efeito duplo benéfico: reduz a resistência dos vasos sanguíneos periféricos e coronários através da vasodilatação, facilitando o fluxo sanguíneo, e, simultaneamente, ajuda a modular a sinalização elétrica do coração para promover um ritmo mais controlado e regular. Este efeito fisiológico equilibrado apoia a gestão global de condições caracterizadas por elevada tensão vascular e irregularidade do ritmo. Esta abordagem é amplamente reconhecida do ponto de vista clínico pela sua eficiência terapêutica na gestão cardiovascular complexa.

Quais efeitos secundários são possíveis com Dilmin?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança oficial do Dilmin (cloridrato de diltiazem) detalha as reações adversas e as restrições necessárias com base em documentos regulamentares governamentais, incluindo dados da FDA e da EMA. Estes dados de segurança estão estruturados de acordo com a frequência da sua ocorrência e o sistema fisiológico afetado.


Reações Adversas Classificadas por Frequência

As reações adversas notificadas com maior frequência (comuns: entre 1/100 a <1/10) incluem edema periférico (inchaço), cefaleia (dor de cabeça), tonturas, obstipação (prisão de ventre) e náuseas. A bradicardia (ritmo cardíaco lento) e o bloqueio atrioventricular (AV) de primeiro grau são também listados como perturbações cardíacas comuns. Reações menos comuns (pouco comuns: entre 1/1.000 a <1/100) incluem vómitos, diarreia e nervosismo. Eventos raros documentados incluem lesão hepática aguda, que é tipicamente reversível após a interrupção do tratamento.


Reações Adversas Graves e Restrições de Segurança

Certas reações, embora raras, são destacadas como preocupações de segurança graves. Estas incluem o bloqueio AV de alto grau (segundo ou terceiro grau), o agravamento da insuficiência cardíaca congestiva e reações cutâneas graves, como a síndrome de Stevens-Johnson (SSJ). O uso da medicação é oficialmente restringido (contraindicado) em doentes com Síndrome do Nó Sinusal ou bloqueio AV de alto grau preexistente, exceto se estiver presente um pacemaker ventricular funcional, e em doentes com hipotensão grave (pressão arterial sistólica inferior a 90 mmHg). As notas de segurança especificam também que certos efeitos, como o bloqueio AV, podem ocorrer com maior frequência em doses mais elevadas.


Segurança em Contextos e Populações Específicas

As informações oficiais recomendam precaução em adultos mais velhos e em doentes com comprometimento da função renal ou hepática, uma vez que estas condições podem afetar a eliminação do fármaco do organismo. O uso concomitante com outros medicamentos que abrandam o ritmo cardíaco, como os bloqueadores beta, pode resultar em efeitos aditivos na condução cardíaca, uma consideração de segurança de alto nível documentada na informação de prescrição.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sintomas de Sobredosagem e Medidas de Emergência para o Dilmin

O Dilmin é um medicamento opioide associado a um risco grave de sobredosagem, que pode levar a uma depressão respiratória potencialmente fatal ou à morte. A sobredosagem pode ocorrer, especialmente ao iniciar a terapêutica, após um aumento da dose ou devido a ingestão acidental — particularmente por uma criança.

As principais manifestações de uma sobredosagem envolvem sobretudo os sistemas nervoso central e respiratório. Os sintomas incluem:

  • Depressão Respiratória Grave: Respiração lenta, superficial ou dificultada, que pode levar a uma paragem respiratória.
  • Efeitos Profundos no SNC: Sonolência que progride para um estado de estupor, incapacidade de acordar ou coma.
  • Alterações Circulatórias: Depressão circulatória, tensão arterial baixa e pele fria e pegajosa.
  • Constrição Pupilar: Pupilas puntiformes características.

Quando Procurar Ajuda Médica Imediata

Uma sobredosagem é uma emergência médica. Procure assistência médica imediata ligando para os serviços de emergência caso você ou outra pessoa apresente sinais de sobredosagem, tais como dificuldade em respirar, sonolência extrema ou incapacidade de ser despertado. Não aguarde que os sintomas se agravem.

Se disponível e autorizado, deve ser administrado o antagonista opioide específico, a naloxona, como medida de emergência. É necessária monitorização médica contínua e a potencial repetição das doses do antídoto, uma vez que a duração dos efeitos do Dilmin pode ultrapassar os efeitos do agente de reversão. As medidas de suporte, incluindo o restabelecimento da desobstrução das vias aéreas e a provisão de ventilação, são componentes cruciais dos cuidados de emergência.

Usos terapêuticos de Dilmin

O que o Dilmin trata: Principais Utilizações e Benefícios

O Dilmin é aplicado em contextos que exigem uma gestão de suporte dos sintomas em condições caracterizadas por um aumento do desconforto ou da tensão. A classe de medicamentos que o Dilmin representa é utilizada para auxiliar na gestão de sintomas que criam um esforço fisiológico percetível, sendo aplicada em cenários marcados por um desequilíbrio fisiológico temporário. Este medicamento é frequentemente utilizado quando os sintomas se intensificam e é necessário um alívio de suporte, revelando-se relevante em contextos de maior desconforto ou tensão, como os que envolvem sintomas relacionados com desconforto físico, desequilíbrio sistémico ou atividade muscular ou neurológica. De acordo com informações destinadas ao consumidor sobre medicamentos deste tipo, esta tipologia de medicação é comummente utilizada para gerir sintomas decorrentes de condições associadas a um aumento do stress fisiológico e manifestações que interferem com o funcionamento quotidiano.

Factos Rápidos: Utilizações e Benefícios

  • Grupos de Sintomas Alvo: Ajuda a abordar conjuntos de sintomas que se podem tornar intensos ou disruptivos.
  • Objetivo Terapêutico: Contribui para a melhoria do conforto durante períodos de sintomas acentuados.
  • Cenários Clínicos: Relevante em condições que envolvem manifestações episódicas ou flutuantes, auxiliando na manutenção de uma sensação de estabilidade.

Critérios de utilização e restrições

O Dilmin (cloridrato de diltiazem) é um medicamento de uso adulto cuja elegibilidade é estritamente definida pela documentação regulamentar, estabelecendo proibições absolutas e restrições condicionais.

Populações Para as Quais o Uso é Contraindicado

O uso é estritamente proibido em doentes diagnosticados com condições cardiovasculares específicas, incluindo:

  • Síndrome do Nó Sinusal ou Bloqueio Atrioventricular (AV) de Segundo ou Terceiro Grau, exceto se estiver presente um pacemaker ventricular funcional.
  • Hipotensão (pressão arterial sistólica inferior a 90 mm Hg).
  • Enfarte Agudo do Miocárdio simultâneo com congestão pulmonar.
  • Hipersensibilidade conhecida à substância ativa.

Restrições Baseadas na Idade e Condição Clínica

Elegibilidade Relacionada com a Idade: A segurança e a eficácia do Dilmin não foram estabelecidas em doentes pediátricos. O uso em adultos mais velhos é, geralmente, permitido.

Função de Órgãos: É necessária precaução e monitorização em doentes com compromisso da função hepática ou renal, devido ao papel do fígado e dos rins no processamento e eliminação do medicamento. Recomenda-se também cautela em indivíduos com função ventricular comprometida ou insuficiência cardíaca.

Estado Reprodutivo: O uso durante a gravidez é restrito e geralmente aconselhado apenas se o benefício para a mãe superar o risco potencial para o feto. O diltiazem é excretado no leite humano e, por conseguinte, o uso durante a amamentação não é recomendado pela rotulagem oficial.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações do Dilmin com outros medicamentos e produtos

O perfil de interação do Dilmin encontra-se documentado em fontes oficiais, que classificam combinações específicas com base em efeitos farmacocinéticos (PK) e farmacodinâmicos (PD).

Contraindicações e Restrições Formalmente Documentadas

A coadministração com Ivabradina e Lomitapida é formalmente contraindicada, conforme estabelecido nas informações regulamentares. A proibição relativa à ivabradina deve-se a um efeito cardíaco aditivo que reduz excessivamente a frequência cardíaca. No que diz respeito à lomitapida, a restrição deve-se a um risco elevado de aumento das concentrações plasmáticas da mesma através da inibição da enzima CYP3A4.

Interações Farmacocinéticas e Farmacodinâmicas

O Dilmin está documentado como um inibidor moderado do sistema enzimático CYP3A4, um mecanismo primário que aumenta a exposição sistémica de inúmeros fármacos administrados em conjunto. Este efeito farmacocinético eleva significativamente os níveis plasmáticos de substratos da CYP3A4, incluindo certas Estatinas (por exemplo, a simvastatina) e algumas Benzodiazepinas (por exemplo, o midazolam), exigindo precaução nestas combinações.

Em termos de interações farmacodinâmicas, a coadministração com outros agentes que abrandam o ritmo cardíaco ou a condução, tais como os Bloqueadores beta e compostos de Digitalis, acarreta um risco oficial de efeitos aditivos na função e condução cardíacas.

Interações com Substâncias e Populações Específicas

As bebidas alcoólicas devem ser evitadas aquando da utilização de formulações de libertação controlada de Dilmin, devido ao risco documentado de libertação súbita da dose (dose dumping), uma interação física que resulta numa libertação rápida do fármaco e num aumento da exposição sistémica. As informações oficiais referem ainda que a Cimetidina aumenta significativamente as concentrações plasmáticas de Dilmin. Adicionalmente, doentes com Insuficiência Hepática documentada apresentam uma farmacocinética alterada, incluindo um aumento notável na biodisponibilidade do Dilmin.

Mecanismo de ação

Ação no Tónus Vascular e na Contratilidade do Miocárdio

O mecanismo do diltiazem envolve o bloqueio dos canais de cálcio tipo L voltagem-dependentes (CaV1.2) localizados nas paredes das artérias e nas células musculares do coração. Esta inibição limita o influxo de iões de cálcio (Ca^2+), interrompendo a via de acoplamento excitação-contração. Esta redução no cálcio disponível diminui a tensão no músculo liso vascular, o que resulta em vasodilatação (alargamento dos vasos sanguíneos) e, simultaneamente, conduz ao inotropismo negativo (redução da força de contração do miocárdio).

Modulação da Condução Elétrica Cardíaca

O bloqueio dos canais CaV1.2 nos centros de controlo elétrico do coração (nódulos sinoauricular e atrioventricular) abranda a entrada de iões de cálcio. Este processo altera a cinética do potencial de ação cardíaco, produzindo um cronotropismo negativo (redução da frequência cardíaca) e um dromotropismo negativo (redução da velocidade de condução elétrica entre as cavidades cardíacas).

Especificidade Mecanística e Limitações

A ação de bloqueio do fármaco é dependente da utilização, o que significa que exibe um bloqueio superior quando os canais-alvo estão a abrir-se rapidamente. No entanto, este mecanismo possui limitações anatómicas, uma vez que o seu efeito na condução é restrito ao nódulo AV, podendo ser contornado por sinais elétricos que se desloquem através de vias acessórias não nodais.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o Dilmin: Diretrizes Oficiais de Administração

Esta secção descreve as instruções de alto nível, baseadas nas informações aprovadas, para a administração do Dilmin (cloridrato de diltiazem), seguindo estritamente os documentos regulamentares governamentais.


Âmbito da Administração

Instrução Princípio de Administração (Baseado em Fontes Regulamentares)
Via de Administração Principalmente Oral para a gestão crónica. A injeção Intravenosa (IV) está reservada para o controlo agudo e temporário em contextos com monitorização contínua.
Esquema e Intervalos Posológicos Via Oral (LI): A dose inicial para adultos é habitualmente de 30 mg, quatro vezes ao dia (QID), com doses de manutenção que variam frequentemente entre 180 mg e 360 mg diários totais. Via Oral (LP/LA): A dose inicial é de 120 mg a 240 mg uma vez ao dia, com uma dose máxima de até 540 mg uma vez ao dia.
Horários e Frequência Os Comprimidos de Libertação Imediata devem ser tomados antes das refeições e ao deitar (QID). As Formas de Libertação Prolongada são geralmente tomadas uma vez ao dia (QD) e podem ser administradas independentemente da ingestão de alimentos.
Manuseamento Especial Os comprimidos e cápsulas de libertação prolongada devem ser engolidos inteiros e não podem ser esmagados, mastigados ou divididos, de modo a garantir que o mecanismo de libertação controlada seja preservado. A administração IV requer monitorização contínua por ECG e a medição frequente da pressão arterial.

Padrões por População e Duração

Regras de Administração por Grupo Etário: As instruções oficiais especificam que os adultos mais velhos e doentes com insuficiência hepática ou renal devem iniciar a terapêutica no limite inferior do intervalo de doses e aumentar a dosagem de forma lenta. A utilização em doentes pediátricos não está, de forma geral, estabelecida nem é recomendada nos documentos regulamentares.

Duração do Tratamento: Os ajustes posológicos para a terapia oral crónica são habitualmente realizados de forma gradual em intervalos de 7 a 14 dias (período de titulação). A perfusão intravenosa destina-se explicitamente a uma utilização temporária e não deve exceder a duração de 24 horas.


Ligação ao Protocolo Geral de Utilização

Estas instruções oficiais definem um protocolo padronizado que distingue a manutenção crónica (via oral, frequência fixa) da intervenção aguda (via intravenosa, contexto monitorizado). Os padrões prescritos determinam a diferença necessária na frequência, em que a forma de libertação imediata requer múltiplas doses diárias, enquanto a forma de libertação prolongada exige uma administração única diária mais simples. O cumprimento destas regras de procedimento estritas, tais como engolir as formas de libertação prolongada inteiras e utilizar a via intravenosa apenas sob monitorização, é necessário para garantir que o medicamento é utilizado conforme descrito pelas autoridades regulamentares.

Evidência clínica recente

Evidência de investigação / Visão geral dos estudos sobre Dilmin

Evidência para a Gestão dos Sintomas de Angina

O Dilmin foi objeto de estudo em investigação que explorou a forma como os sintomas mudam ao longo do tempo, especificamente em resultados relacionados com o desconforto físico, como a angina (dor no peito). A investigação que explora esta utilização inclui Ensaios Controlados Aleatorizados (ECA) e estudos especializados em regime de dupla ocultação cruzado (double-blind crossover). Estes ensaios envolveram predominantemente adultos com angina estável crónica ou com angina de Prinzmetal (variante).

Os estudos monitorizaram resultados relacionados com a capacidade funcional e padrões de sintomas. Os resultados descrevem padrões observados nos estudos onde os participantes que receberam o fármaco reportaram um menor número de episódios de angina e uma quantificação menos frequente do uso de medicação de alívio em comparação com os grupos que receberam placebo. Em estudos específicos para a angina variante, a investigação descreve padrões onde a ocorrência de espasmos arteriais foi menor.

Evidência para o Controlo da Frequência Cardíaca Rápida na Fibrilhação Auricular

O Dilmin foi estudado para a sua utilização em contextos de investigação que envolvem desequilíbrios fisiológicos temporários em adultos que apresentam uma frequência cardíaca rápida (resposta ventricular rápida) devido a fibrilhação auricular ou flutter auricular. A principal base de investigação para esta utilização provém de Ensaios Controlados Aleatorizados (ECA) comparativos e Revisões Sistemáticas.

Os estudos focaram-se em resultados de monitorização de tensão ou stress fisiológico, medindo o tempo necessário para atingir uma frequência cardíaca alvo e a magnitude da alteração relacionada com a frequência ventricular em intervalos curtos de observação. A investigação destaca alterações medidas durante o período do estudo que frequentemente descreveram padrões onde a obtenção da frequência pretendida foi, muitas vezes, mais rápida em comparação com outros medicamentos específicos utilizados para o controlo da frequência.

Evidência para a Gestão da Tensão Arterial Elevada (Hipertensão)

A investigação para este medicamento inclui ensaios comparativos de resultados anti-hipertensores a longo prazo e estudos paralelos de dupla ocultação envolvendo adultos com tensão arterial elevada. Estes estudos examinaram resultados relacionados com desequilíbrios sistémicos ou funcionais e a quantificação da redução nas medições da tensão arterial.

Os estudos reportaram padrões observados durante o período de investigação, incluindo padrões relacionados com a dose, onde foram registadas leituras de tensão arterial mais baixas em comparação com o placebo. Um estudo de resultados a longo prazo de larga escala observou que o padrão geral de eventos cardiovasculares major foi semelhante aos padrões observados no grupo de comparação.

Que Lacunas e Incertezas de Investigação Persistem

A evidência coletiva destaca o que é conhecido — e o que permanece incerto. As principais limitações frequentemente citadas em revisões científicas incluem a variabilidade nos resultados entre alguns ensaios agudos (heterogeneidade). Os resultados em subgrupos são incertos em áreas complexas como a angina microvascular, onde a redução dos espasmos nem sempre se correlacionou claramente com a melhoria funcional reportada pelos doentes. A duração do acompanhamento (follow-up) foi limitada em muitos estudos de eficácia iniciais, o que significa que existe informação limitada sobre resultados a longo prazo relativamente ao perfil comparativo de eventos do fármaco face a certas classes de medicamentos mais recentes.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Dilmin (FAQ)


P: É necessário tomar o Dilmin à mesma hora todos os dias?

Os documentos regulamentares descrevem um horário fixo diário para este medicamento, especialmente nas formas de libertação prolongada de toma única diária. A manutenção de um horário diário prescrito é descrita nos documentos oficiais como sendo importante para manter níveis constantes do fármaco, o que sustenta a atividade terapêutica pretendida.


P: Quanto tempo demora o Dilmin a fazer efeito após a toma?

O início das alterações fisiológicas varia consoante a formulação. Os dados oficiais indicam que as alterações associadas às formas de libertação imediata podem ser observadas em poucas horas, de acordo com os estudos. As formas de libertação prolongada são especificamente concebidas para permitir um início de ação mais lento e um efeito sustentado durante um período de tempo mais longo.


P: É normal sentir cansaço ao iniciar o Dilmin?

Os perfis oficiais de segurança indicam que efeitos como tonturas são comuns ao iniciar a terapêutica. Uma sensação de fraqueza ou redução de energia (astenia) é também um efeito incluído na documentação oficial de segurança, categorizado dentro do perfil de segurança sistémico do fármaco.


P: Existem efeitos secundários a longo prazo ao tomar Dilmin?

Os documentos de segurança focam-se em dados de curto a médio prazo, mas aconselham a monitorização das funções renal e hepática em indivíduos que realizem uma terapêutica prolongada. O objetivo é detetar possíveis alterações, que podem incluir condições raras e reversíveis, como a lesão hepática, que foram observadas em alguns casos.


P: Como é que o Dilmin se compara a medicamentos semelhantes utilizados para o mesmo fim?

O Dilmin é classificado como um bloqueador dos canais de cálcio não-di-hidropiridínico. A sua descrição farmacológica indica que influencia tanto os sinais elétricos do coração como o relaxamento dos vasos sanguíneos. Esta influência dual, tanto nos vasos sanguíneos como nos sinais cardíacos, é a base da sua classificação farmacológica, distinguindo-o de outros bloqueadores dos canais de cálcio que se focam principalmente na dilatação dos vasos sanguíneos.


P: Posso tomar Dilmin com analgésicos de venda livre, como o ibuprofeno?

Os resumos regulamentares sobre interações indicam que medicamentos como os anti-inflamatórios não esteroides (AINE), tais como o ibuprofeno, podem potencialmente reduzir o efeito pretendido do Dilmin na redução da tensão arterial. Os avisos regulamentares indicam que pode ser considerada uma monitorização mais próxima da tensão arterial quando os AINE são tomados com este tipo de medicamento.


P: Existem alimentos específicos que deva evitar enquanto tomo Dilmin?

Os avisos regulamentares oficiais desaconselham o consumo de álcool durante a toma de formulações de libertação prolongada, devido ao potencial para uma libertação rápida do fármaco. Adicionalmente, a informação oficial do produto refere que a toranja ou o sumo de toranja podem potencialmente levar ao aumento das concentrações do medicamento no sangue.


P: Quanto tempo é que o Dilmin permanece no organismo?

Os dados farmacocinéticos oficiais indicam que a semivida de eliminação (o tempo que demora para que a quantidade no organismo seja reduzida para metade) é relativamente curta para as formas de libertação imediata. No entanto, a duração de ação do fármaco é mais longa para as formulações de libertação prolongada, proporcionando um efeito sustentado.


P: Posso conduzir ou utilizar máquinas enquanto tomo Dilmin?

Os documentos oficiais de segurança listam as tonturas como um efeito secundário comum deste medicamento. Uma vez que as tonturas podem reduzir a atenção e a concentração, os documentos oficiais indicam que isto pode comprometer a capacidade de conduzir ou de utilizar máquinas.


P: O tratamento com Dilmin requer análises ao sangue ou monitorização regular?

Os documentos oficiais descrevem que, para a terapêutica a longo prazo, é aconselhada a monitorização de parâmetros laboratoriais. Isto inclui testes de função renal e hepática em intervalos regulares para observar quaisquer potenciais alterações documentadas.


P: O Dilmin afeta a eficácia das pílulas contracetivas?

O Dilmin está documentado como um inibidor do sistema enzimático CYP3A4. Os documentos oficiais que descrevem o papel do fármaco como inibidor do CYP3A4 sugerem que a concentração de certos contracetivos hormonais, que são processados por esta mesma enzima, pode aumentar.


P: O Dilmin é um medicamento amplamente aceite ou recente?

A substância ativa, o diltiazem, foi aprovada e está disponível em várias formulações há várias décadas. É classificado como um medicamento estabelecido para a gestão oficial de certas condições cardiovasculares.


P: Qual é a taxa de sucesso descrita nos ensaios clínicos para o Dilmin?

Os ensaios clínicos descreveram que os participantes que receberam Dilmin reportaram alterações nos parâmetros medidos, tais como redução da tensão arterial ou menos episódios de angina, quando comparados com participantes que receberam um placebo ou um medicamento alternativo no estudo. Estes resultados estabeleceram a eficácia documentada do fármaco.


P: O Dilmin afeta os níveis de açúcar no sangue?

A informação oficial de segurança aconselha precaução para indivíduos com condições pré-existentes, como a diabetes. Os documentos de segurança alertam que, para indivíduos com condições como a diabetes, o medicamento pode potencialmente afetar a regulação do açúcar no sangue (controlo glicémico). Esta possibilidade é referida para consideração.


P: Como é que o mecanismo do Dilmin é descrito em termos simples?

O Dilmin é descrito como um bloqueador dos canais de cálcio, o que significa que funciona através da regulação do movimento do cálcio para as células do coração e dos vasos sanguíneos. O fármaco atua relaxando os vasos sanguíneos (vasodilatação) e reduzindo a velocidade dos sinais elétricos no coração, o que apoia a regulação da frequência e do ritmo cardíaco.


P: O Dilmin pode alterar a forma como outros medicamentos são metabolizados no organismo?

Sim, os documentos regulamentares afirmam claramente que o Dilmin é um inibidor documentado do sistema enzimático CYP3A4 no fígado. O seu efeito como inibidor da enzima CYP3A4 pode influenciar o metabolismo de outros fármacos, o que pode resultar num aumento das concentrações desses medicamentos administrados em simultâneo.

Como Dilmin deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar o Dilmin

O armazenamento e a eliminação do Dilmin (formas orais de cloridrato de diltiazem) devem cumprir as indicações oficiais constantes na rotulagem regulamentar para garantir a estabilidade e a segurança do produto.


Requisitos de Armazenamento

O Dilmin deve ser armazenado a uma Temperatura Ambiente Controlada, especificamente a 25 °C (77 °F), sendo permitidas variações apenas entre os 15 °C e os 30 °C (59 °F a 86 °F). O produto deve ser protegido da luz e da humidade excessiva, sendo explicitamente indicado que o medicamento não deve congelar. Deve ser mantido num recipiente hermeticamente fechado e resistente à luz, utilizando um fecho de segurança para crianças. Uma instrução de segurança obrigatória é: Manter fora do alcance das crianças.


Instruções de Eliminação

A eliminação de Dilmin não utilizado ou com prazo de validade expirado deve ser executada de acordo com os regulamentos locais, regionais e nacionais aplicáveis. Os doentes são instruídos a consultar um profissional de saúde para obter orientações sobre como eliminar corretamente qualquer medicamento de que já não necessitem.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Dilmin encontrado em:

ÍNDICE A-Z: