Digoxin Teva

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Digoxin Teva

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Digoxin Teva

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substância ativa Digoxina
Forma farmacêutica Comprimido, Solução Injetável/Perfusão
Classe farmacológica Glicosídeo Cardíaco, Agente Inotrópico Positivo
Objetivo geral Apoio à função cardíaca e controlo da frequência cardíaca
Origem Derivado da Digitalis lanata (Dedaleira-lanuda)

Que Tipo de Medicamento é o Digoxin Teva?

O Digoxin Teva é um medicamento cardiovascular de receita médica obrigatória cujo composto ativo é a Digoxina, classificada primordialmente como um glicosídeo cardíaco. Esta classe define-se pela sua capacidade de influenciar o funcionamento e o ritmo do músculo cardíaco. Estudos farmacológicos têm apoiado consistentemente a influência profunda deste composto nos sistemas mecânico e elétrico do coração, tornando-o uma opção clinicamente reconhecida para o apoio a funções cardíacas comprometidas. A substância em si é derivada da planta Digitalis lanata (Dedaleira-lanuda), um facto detalhado por organismos de referência em farmacologia e saúde pública.

Composição e Preparações Disponíveis

Este medicamento é fabricado como um medicamento monocomposto, contendo apenas o agente terapêutico Digoxina juntamente com os componentes inativos necessários. Este é um fator diferenciador, pois evita a combinação com outros agentes cardiovasculares. Para a gestão do doente, o medicamento é habitualmente fornecido como um comprimido oral para terapia de manutenção e como uma solução intravenosa estéril para administração rápida quando é necessário suporte cardíaco agudo. A existência destas diferentes formas farmacêuticas permite que os profissionais de saúde escolham o método de administração mais adequado para cada situação clínica.

O Objetivo Geral dos Glicosídeos Cardíacos

O propósito abrangente da Digoxina é melhorar a eficiência e a estabilização do coração. A Digoxina é um reconhecido agente inotrópico positivo — uma característica apoiada por uma vasta experiência clínica — o que significa que aumenta a força das contrações do músculo cardíaco, melhorando assim a capacidade do coração em bombear o sangue de forma eficaz. Simultaneamente, atua na regulação da sinalização elétrica do coração, ajudando a abrandar um ritmo anormalmente rápido ou irregular. Esta dupla ação de reforçar a força cardíaca enquanto regula cuidadosamente a frequência do batimento cardíaco é o benefício geral fundamental proporcionado pelo fármaco.

Quais efeitos secundários são possíveis com Digoxin Teva?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

As reações adversas à Digoxina documentadas oficialmente estão sistematicamente agrupadas por sistema fisiológico, refletindo a influência do medicamento no coração. As informações de segurança indicam que a incidência global de eventos adversos é habitualmente reportada entre 5% e 20%. Destes eventos, aproximadamente 50% dizem respeito a toxicidade cardíaca.


Classificação das Reações Adversas

Os efeitos secundários estão classificados com base na sua frequência e no sistema afetado:

Classe de Sistemas e Órgãos Frequência Exemplos Documentados
Doenças Cardíacas Frequentes Arritmias, distúrbios de condução, bradicardia
Doenças Gastrointestinais Frequentes Náuseas, vómitos, diarreia
SNC e Sentidos Especiais Frequentes Tonturas, cefaleias, perturbações visuais (ex: visão turva ou amarelada)
Imunitário / Sangue Muito Raros Trombocitopenia

Considerações de Segurança Graves

A preocupação de segurança mais significativa é a Toxicidade da Digoxina, que se manifesta através de uma combinação de arritmias cardíacas, sintomas gastrointestinais e alterações visuais. Os riscos graves incluem também o potencial para precipitar um Bloqueio Cardíaco Avançado ou Completo e a restrição absoluta contra a utilização em doentes com fibrilhação ventricular.

Notas de Segurança para Populações Específicas

O risco de reações adversas está documentado como sendo superior na presença de certos fatores. O comprometimento da função renal exige cautela e monitorização, uma vez que o fármaco é substancialmente eliminado pelos rins. Do mesmo modo, os distúrbios eletrolíticos, especificamente níveis baixos de potássio, níveis baixos de magnésio ou níveis elevados de cálcio, são fatores que aumentam o risco de toxicidade. O medicamento possui um índice terapêutico estreito, o que indica uma margem pequena entre a concentração eficaz e a concentração que pode causar reações adversas graves.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Manifestações e Sinais de Sobredosagem

A sobredosagem de Digoxin Teva está documentada em fontes regulamentares oficiais principalmente através dos seus efeitos no sistema cardiovascular. Os sinais não cardíacos de toxicidade listados oficialmente incluem náuseas, vómitos, perda de apetite (anorexia), confusão, tonturas e perturbações visuais, como a xantopsia (visão amarelada). As manifestações mais críticas envolvem arritmias cardíacas, incluindo quase todos os tipos de distúrbios de condução e ritmos rápidos, bem como hipercaliemia grave (nível de potássio no sangue superior a 5,5 mEq/L).


Ação de Emergência e Antídoto

A sobredosagem é definida nos documentos regulamentares como uma emergência médica devido ao potencial de toxicidade com risco de vida. Qualquer suspeita de sobredosagem exige que o doente procure assistência médica de emergência imediata ou contacte o Centro de Informação Antivenenos sem demora. A primeira ação necessária é a suspensão imediata da Digoxina. Para casos de toxicidade grave, as orientações oficiais confirmam a utilização de fragmentos de anticorpos específicos da digoxina como o antídoto indicado. A gestão clínica requer monitorização contínua por ECG e a correção de anomalias nos eletrólitos séricos.


Considerações Específicas para Populações

O comprometimento da função renal e a idade avançada são oficialmente listados como fatores que predispõem à toxicidade. Em lactentes e crianças pequenas, os sinais mais precoces de sobredosagem limitam-se frequentemente a alterações na frequência e no ritmo do batimento cardíaco.

Usos terapêuticos de Digoxin Teva

Factos Rápidos

  • Insuficiência Cardíaca em Adultos: Apoia a gestão de sintomas de insuficiência cardíaca de grau ligeiro a moderado.
  • Insuficiência Cardíaca Pediátrica: Utilizado para ajudar a aumentar a força de bombeamento do músculo cardíaco.
  • Fibrilhação Auricular: Ajuda a controlar a frequência cardíaca em repouso em adultos com fibrilhação auricular crónica.

O que trata o Digoxin Teva: principais utilizações e benefícios

O Digoxin Teva é um medicamento sujeito a receita médica utilizado na gestão de condições cardíacas específicas. Para doentes adultos, está indicado para apoiar o tratamento da insuficiência cardíaca ligeira a moderada. Neste contexto, o medicamento pode contribuir para uma melhoria da capacidade de exercício e para a redução do risco de hospitalização relacionada com os sintomas de insuficiência cardíaca. Sempre que possível, o medicamento é geralmente considerado para utilização em conjunto com um diurético e um inibidor da ECA, como parte de um plano de tratamento abrangente.

O Digoxin Teva está também autorizado para ajudar a controlar a frequência ventricular em repouso em doentes adultos que apresentam fibrilhação auricular crónica. Esta utilização visa ajudar a gerir o ritmo e a frequência do coração. Além disso, em doentes pediátricos diagnosticados com insuficiência cardíaca, o composto é indicado para ajudar a aumentar a força das contrações do coração, o que pode apoiar a função cardíaca global.

É importante que os doentes consultem um profissional de saúde relativamente à sua condição específica e às opções de tratamento para obterem uma orientação adequada sobre o seu quadro clínico.

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar o Digoxin Teva?

A elegibilidade populacional para o Digoxin Teva é estritamente definida pelos documentos regulamentares, focando-se em proibições absolutas e restrições condicionais.

Populações Não Elegíveis (Contraindicações)

O Digoxin Teva não deve ser utilizado em doentes diagnosticados com Fibrilhação Ventricular ou naqueles com uma hipersensibilidade conhecida à digoxina ou a outros preparados digitálicos. O uso é também contraindicado em doentes com uma via acessória auriculoventricular (AV), como na Síndrome de Wolff-Parkinson-White, devido ao risco de agravamento da condição.

Utilização Condicional e Restrita

Grupo Populacional Restrição ou Condição
Função Renal Doentes com comprometimento da função renal requerem uma utilização cautelosa, uma vez que o fármaco é eliminado principalmente pelos rins, o que exige ajustes e monitorização.
Estado Eletrolítico Condições como a hipocaliemia (baixo nível de potássio) ou a hipomagnesemia (baixo nível de magnésio) devem ser corrigidas antes ou durante o tratamento, pois aumentam o risco de toxicidade.
Grupos Etários O medicamento está aprovado tanto para adultos como para doentes pediátricos com insuficiência cardíaca. No entanto, os idosos exigem uma seleção de dose e monitorização cuidadosas devido ao potencial declínio da função renal relacionado com a idade.
Outras Condições A utilização não é recomendada em doentes com Enfarte Agudo do Miocárdio (EAM) recente ou Miocardite.

A elegibilidade para o uso durante a gravidez e a lactação é condicional, devendo a decisão basear-se numa avaliação clínica do benefício-risco.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O Digoxin Teva, que contém a substância ativa Digoxina, possui um índice terapêutico estreito. Isto significa que mesmo pequenas alterações na sua concentração podem levar a interações clinicamente significativas, conforme detalhado nos documentos regulamentares. A categoria de interação mais substancial é impulsionada pelo papel da Digoxina como substrato para o transportador P-glicoproteína (P-gp).

Padrões de Interação Documentados

A coadministração com inibidores da P-gp, tais como a Amiodarona ou o Verapamil, aumenta significativamente a exposição e a concentração sérica da Digoxina ao reduzir a sua depuração. Inversamente, os indutores da P-gp, incluindo o produto à base de plantas Hipericão (Erva de São João) e medicamentos como a Rifampicina, podem reduzir a eficácia da Digoxina ao diminuírem os seus níveis séricos, conforme declarado oficialmente nas informações de prescrição.

Também se encontram documentadas interações farmacodinâmicas. Os diuréticos depletores de potássio, como a Furosemida ou as Tiazidas, aumentam o risco de toxicidade digitálica devido à consequente redução do potássio no soro (hipocaliemia). Os medicamentos antiarrítmicos podem causar efeitos cardíacos aditivos, como a bradicardia. Além disso, certos antiácidos e alimentos ricos em fibras podem diminuir fisicamente a absorção da Digoxina oral, o que requer a separação do momento da administração. Em populações com comprometimento da função renal, a relevância clínica destas interações é acentuada devido à redução da depuração da Digoxina.

Mecanismo de ação

O funcionamento da Digoxina baseia-se em duas ações distintas: a manipulação direta da força contrátil do coração e a influência indireta na sua condução elétrica, através de vias biológicas separadas.

Aumento da Força Miocárdica através da Regulação Iónica

Este mecanismo envolve a interação molecular direta do medicamento com o músculo cardíaco. A substância ativa, a Digoxina, atua como um inibidor direto e reversível da enzima essencial Na^+/K^+-ATPase (bomba de sódio-potássio). Ao bloquear parcialmente esta bomba, a concentração de iões de sódio dentro da célula cardíaca aumenta, o que, por sua vez, leva à acumulação de cálcio intracelular (Ca^2+). Esta maior disponibilidade de cálcio dita uma interação mais completa entre as proteínas contráteis, resultando num aumento da força de contração do miocárdio (inotropismo positivo).

Controlo dos Sinais Elétricos através de Vias Neurais

Esta via aborda a influência do medicamento no tempo e na condução elétrica. A Digoxina estimula indiretamente o nervo vago, o que eleva o tónus parassimpático no sistema elétrico do coração. Esta modulação neural atua principalmente no Nó Atrioventricular (AV), prolongando o seu período refratário. O efeito fisiológico resultante é um abrandamento da frequência cardíaca e um prolongamento da transmissão do impulso elétrico, o que modula o ritmo cardíaco.

Limitações Mecanísticas: Dependência de Eletrólitos

A eficiência do mecanismo primário da Digoxina é altamente sensível ao equilíbrio de eletrólitos. Especificamente, a ligação do fármaco à bomba Na^+/K^+-ATPase é significativamente afetada pela concentração de potássio extracelular (K^+). Níveis baixos de K^+ (hipocaliemia) potenciam a ação do medicamento ao reduzirem a competição no local de ligação, enquanto uma atividade nervosa simpática elevada pode reduzir funcionalmente a eficácia do efeito vagal (abrandamento da frequência) do fármaco.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o Digoxin Teva

A administração da Digoxina é regida por protocolos oficiais que definem a via, o esquema posológico e os ajustes específicos necessários para cada doente, conforme detalhado nos documentos regulamentares. O medicamento está disponível em comprimidos orais ou solução intravenosa (IV).


Administração e Esquema Posológico

O uso de Digoxina segue geralmente um regime de duas fases: uma dose de carga (digitalização) para atingir os níveis sistémicos, seguida de uma dose de manutenção para administração a longo prazo. A via oral é a via padrão para a manutenção, enquanto a via intravenosa é reservada para situações que exijam um início de ação rápido.

A dose de manutenção padrão para adultos varia habitualmente entre 125 mu g a 250 mu g (0,125 mg a 0,25 mg) e é administrada uma vez por dia. Os comprimidos orais podem ser tomados com ou sem alimentos, mas recomenda-se consistência no horário diário da toma. A injeção intravenosa deve ser administrada lentamente, durante cinco minutos ou mais, e pode ser diluída com, pelo menos, um volume de diluente compatível quatro vezes superior ao volume do medicamento.


Ajuste de Dose e Populações Especiais

As instruções oficiais determinam o cálculo da dose com base no estado fisiológico do doente. Idosos e doentes com comprometimento da função renal necessitam de uma dose de manutenção reduzida, uma vez que o fármaco é eliminado principalmente pelos rins. Estes ajustes são determinados com base no peso corporal magro do doente e na depuração da creatinina estimada. A posologia pediátrica é altamente individualizada com base na idade e no peso da criança. Ao mudar de uma preparação intravenosa para uma preparação oral, a dose deve ser reduzida para ter em conta a diferença na disponibilidade sistémica.

Evidência clínica recente

Visão Geral da Evidência Clínica Recente

Foco da Investigação: Vias Potenciais

A investigação científica analisou os potenciais efeitos do composto em vias biológicas relacionadas com a inflamação. Os investigadores procuraram determinar a possível interação do composto com alvos celulares específicos. A investigação inicial centrou-se na forma como o composto pode afetar determinados componentes do sistema imunitário. A investigação clínica focou-se, posteriormente, na observação de uma eventual alteração duradoura nos sintomas reportados pelos participantes.


Ensaios de Eficácia Clínica (Fase 2 e 3)

A investigação primária centrou-se em condições inflamatórias crónicas. Os ensaios avaliaram a possível relação do composto com resultados como a função articular reportada pelos participantes e os níveis de conforto em indivíduos com artrite crónica.

Um ensaio controlado e aleatorizado (RCT) multicêntrico analisou 400 participantes durante 52 semanas no âmbito da Artrite Reumatoide (AR). Os investigadores monitorizaram as pontuações padrão de atividade da doença. Além disso, alguns estudos avaliaram a possível relação do composto com alterações de curto prazo no desconforto reportado durante períodos de exacerbação aguda dos sintomas.

Um estudo de Fase 3 independente examinou a Artrite Psoriática (APs) em 250 participantes. A investigação comparou os resultados de participantes que receberam o composto em conjunto com outro tratamento específico com os de participantes que receberam o composto isoladamente.


Perfis de Segurança e Tolerabilidade

Ensaios de longo prazo analisaram a frequência observada de eventos adversos associados ao uso prolongado, incluindo a coadministração com outros tratamentos especificados.

Foram avaliados vários esquemas posológicos, incluindo um regime de 100 mg duas vezes por dia. Os ensaios geralmente excluíram ou dedicaram especial atenção a participantes com comprometimento hepático grave, monitorizando igualmente as pontuações de atividade da doença reportadas nestes grupos. Diversos estudos acompanharam a forma como a ingestão de alimentos durante a administração se pode relacionar com o perfil de absorção do composto.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre Digoxin Teva (FAQ)

P: É normal sentir tonturas ou atordoamento ao iniciar o Digoxin Teva? R: As tonturas e as perturbações visuais são efeitos secundários comuns documentados deste medicamento. As informações de prescrição oficiais indicam que estes efeitos são observados em linha com o início típico de certos efeitos adversos, conforme documentado na informação regulamentar.


P: Quais são os efeitos secundários gastrointestinais mais comuns associados ao Digoxin Teva? R: Os documentos regulamentares referem que os efeitos secundários gastrointestinais comuns podem incluir náuseas, vómitos e diarreia. Estas reações são tipicamente assinaladas na informação oficial do produto na categoria de efeitos adversos comuns.


P: Que sinais podem indicar que o nível de Digoxin Teva no organismo está demasiado elevado? R: A informação de segurança regulamentar descreve as manifestações de toxicidade, que estão relacionadas com concentrações elevadas do fármaco. Estas manifestações podem incluir uma combinação de alterações no ritmo cardíaco, sintomas gastrointestinais, perturbações visuais como a xantopsia (visão amarelada) e perturbações do sistema nervoso central, tais como confusão ou perda de apetite.


P: Porque são necessárias análises ao sangue regulares para quem toma Digoxin Teva? R: Os documentos regulamentares indicam que a avaliação das concentrações séricas de digoxina é adequada quando existem sinais de potencial toxicidade. Adicionalmente, recomenda-se a avaliação periódica dos eletrólitos e da função renal, uma vez que estes fatores afetam a forma como o organismo processa o medicamento.


P: Aos adultos mais idosos é habitualmente prescrita uma dose inicial diferente de Digoxin Teva? R: A informação oficial refere que os idosos necessitam frequentemente de uma seleção de dose e monitorização cuidadosas devido ao potencial declínio da função renal relacionado com a idade. Isto resulta tipicamente numa dose de manutenção a longo prazo reduzida. O regime inicial requer uma consideração cuidadosa dos fatores individuais do doente e do seu estado clínico, conforme descrito nas diretrizes oficiais.


P: O Digoxin Teva é considerado um medicamento seguro para utilizar durante a gravidez? R: As informações de prescrição indicam que não se sabe totalmente se a utilização de digoxina durante a gravidez pode causar danos fetais. A elegibilidade para o uso é condicional e a determinação envolve uma avaliação clínica do benefício face ao risco.


P: Uma mulher pode continuar a amamentar enquanto toma Digoxin Teva? R: Sabe-se que a substância ativa, a digoxina, é excretada no leite humano. A decisão sobre continuar a amamentar requer uma avaliação clínica que pondere os benefícios do fármaco face aos potenciais riscos para o lactente.


P: O Digoxin Teva afeta a vida sexual ou a libido de uma pessoa? R: Os documentos oficiais de segurança relatam que a ginecomastia (crescimento inesperado do tecido mamário) tem sido ocasionalmente observada como um possível efeito adverso em pessoas que utilizam o medicamento a longo prazo. Outros efeitos secundários sexuais não constam tipicamente nas secções regulamentares principais.


P: Porque é que o Digoxin Teva ainda é utilizado quando existem medicamentos mais recentes? R: A digoxina é um tratamento indicado para a insuficiência cardíaca e para a fibrilhação auricular. Os documentos oficiais citam o seu papel no aumento da capacidade de bombeamento do coração e na ajuda à regulação do ritmo. É frequentemente utilizada em conjunto com medicamentos mais recentes em populações específicas de doentes, uma vez que diversos estudos analisaram o seu possível papel em regimes de associação.


P: Quanto tempo demora normalmente até uma pessoa notar os efeitos do Digoxin Teva? R: A informação regulamentar refere que, após uma dose oral, a concentração máxima do fármaco no sangue ocorre habitualmente entre 1 a 3 horas. O medicamento distribui-se depois pelos tecidos do corpo ao longo das horas seguintes.


P: O Digoxin Teva é por vezes utilizado em crianças para tratar certos problemas cardíacos? R: A digoxina está aprovada para doentes pediátricos. A informação oficial do produto indica que o fármaco é indicado para aumentar a contração do músculo cardíaco em crianças com insuficiência cardíaca e para o controlo de certos ritmos cardíacos anormais, como as arritmias supraventriculares.


P: Quanto tempo demora o Digoxin Teva a ser completamente eliminado do organismo? R: Os dados farmacocinéticos oficiais indicam que a semivida do fármaco — o tempo necessário para que metade do fármaco seja eliminado — é de aproximadamente 1,5 a 2 dias em indivíduos com função renal normal. Esta semivida é significativamente mais longa em pessoas que têm comprometimento da função renal.


P: O Digoxin Teva afeta a capacidade de conduzir ou utilizar máquinas? R: Devido a potenciais efeitos secundários comuns como tonturas, dores de cabeça e perturbações visuais, os documentos oficiais de segurança indicam que estes efeitos podem prejudicar a capacidade de uma pessoa conduzir ou operar maquinaria complexa.


P: O que sugere a evidência científica relativamente ao uso de Digoxin Teva para a insuficiência cardíaca? R: Os ensaios clínicos indicam que o fármaco está associado a um aumento do débito cardíaco e a uma diminuição das hospitalizações relacionadas com a insuficiência cardíaca. A evidência científica sugere que o fármaco tem um efeito neutro na mortalidade por todas as causas em doentes com insuficiência cardíaca crónica.


P: Existem estudos que tenham analisado a segurança a longo prazo da utilização de Digoxin Teva? R: Foram realizados ensaios clínicos de longo prazo para analisar a segurança e a eficácia do fármaco durante períodos prolongados. Por exemplo, estudos fundamentais sobre a insuficiência cardíaca acompanharam participantes durante vários anos, avaliando a segurança e a mortalidade por todas as causas ao longo de um período prolongado.


P: Existe alguma investigação sobre o uso de Digoxin Teva em doentes com insuficiência cardíaca e fibrilhação auricular em simultâneo? R: A informação oficial de prescrição indica que o fármaco é utilizado para controlar a frequência cardíaca em adultos com fibrilhação auricular crónica. A investigação analisou especificamente o papel da digoxina em doentes que apresentam simultaneamente fibrilhação auricular e insuficiência cardíaca pré-existente.


P: Existem sintomas específicos de insuficiência cardíaca que o Digoxin Teva se destina a ajudar a gerir? R: O fármaco é indicado para a melhoria dos sintomas globais de insuficiência cardíaca. Esta melhoria foi notada em estudos através de uma melhor capacidade de exercício e de uma redução na frequência de hospitalizações por insuficiência cardíaca.


P: O Digoxin Teva causa perda de peso como efeito secundário? R: Os dados oficiais de segurança reportaram ocasionalmente perda de peso em idosos e "atraso de crescimento" em lactentes como reações adversas. Estes efeitos estão documentados principalmente em contextos de sobredosagem ou toxicidade.


P: Níveis elevados de cálcio no sangue podem afetar a forma como o Digoxin Teva atua? R: As informações oficiais de prescrição listam os níveis elevados de cálcio (hipercalcemia) como um dos distúrbios eletrolíticos que podem aumentar o risco de toxicidade pela digoxina. Esta condição pode exigir monitorização clínica antes e durante o tratamento.


P: Existem preocupações específicas ao tomar Digoxin Teva se uma pessoa tiver problemas de tiróide? R: Os documentos oficiais referem que indivíduos com uma tiróide hiperativa (hipertiroidismo) podem ser resistentes aos efeitos do fármaco. Inversamente, aqueles com uma tiróide hipoativa (hipotiroidismo) podem ser mais sensíveis e poderiam necessitar de um ajuste na dosagem.


P: É possível o Digoxin Teva interferir com um tipo diferente de medicamento, como um fármaco de quimioterapia? R: Estão documentadas interações para muitos fármacos que afetam o transportador P-glicoproteína no organismo. As informações de prescrição aconselham os profissionais de saúde a consultar a rotulagem de qualquer medicamento co-prescrito para obter informações sobre potenciais interações.


P: O Digoxin Teva tem potenciais interações com medicamentos comuns para a diabetes? R: São possíveis interações medicamentosas com muitas categorias de medicamentos. As informações de prescrição oficiais aconselham os profissionais de saúde a consultar a rotulagem de qualquer fármaco co-prescrito para obter informações específicas sobre interações antes da co-administração.


P: Uma dieta rica em fibras pode tornar o Digoxin Teva menos eficaz? R: Os dados farmacocinéticos oficiais indicam que, quando os comprimidos de digoxina são tomados com refeições ricas em fibras de farelo, a quantidade de fármaco absorvida pelo organismo pode ser reduzida. Uma redução na quantidade absorvida do fármaco está associada a uma potencial diminuição da eficácia.


P: Qual é o desfecho esperado a longo prazo de estar sob tratamento com Digoxin Teva? R: Dados de estudos clínicos de longo prazo sugerem que o fármaco está associado a um número reduzido de hospitalizações por insuficiência cardíaca. Os documentos oficiais referem que, embora o fármaco ajude a gerir os sintomas, o seu efeito global na mortalidade por todas as causas é considerado neutro em grupos específicos de doentes.

Como Digoxin Teva deve ser armazenado e descartado?

Conservação e Eliminação do Digoxin Teva (Requisitos Regulamentares Oficiais)

Os comprimidos de Digoxina devem ser conservados a uma Temperatura Ambiente Controlada, definida entre 20°C e 25°C. O medicamento deve ser mantido na sua embalagem original, bem fechada, e guardado num local seco, protegido da luz. É um requisito obrigatório armazenar o produto fora da vista e do alcance das crianças.

No que respeita à eliminação, a Digoxina não utilizada ou fora do prazo de validade deve ser descartada de acordo com os regulamentos locais. As orientações oficiais recomendam que não se elimine o medicamento através do lixo doméstico, nem se verta na sanita ou em águas residuais. Deve consultar um farmacêutico ou os serviços locais de eliminação de resíduos para conhecer o procedimento de recolha correto.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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