Dhea

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Dhea

Método de ação: Anti-Inflammatory, Wound Healing

Opção de tratamento:

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Dhea

A desidroepiandrosterona, vulgarmente conhecida como DHEA, é uma hormona esteroide produzida naturalmente pelas glândulas suprarrenais, localizadas acima dos rins. Esta substância atua como um precursor hormonal, o que significa que o corpo a utiliza para produzir outras hormonas essenciais, especificamente as hormonas sexuais masculinas e femininas, como a testosterona e o estrogénio.

Os níveis de DHEA no organismo atingem geralmente o seu ponto máximo no início da idade adulta e diminuem progressivamente com o avançar da idade. Devido à sua função biológica central, a DHEA é frequentemente estudada e utilizada em contextos relacionados com o equilíbrio hormonal e o envelhecimento.

Embora esteja disponível em diversas formas, a sua utilização é frequentemente direcionada para a gestão de condições associadas à insuficiência suprarrenal ou como um suplemento para apoiar o bem-estar metabólico. É fundamental compreender que, embora seja uma substância produzida pelo corpo, a sua administração externa deve ser considerada no contexto da regulação endócrina individual.

Quais efeitos secundários são possíveis com Dhea?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

Esta secção descreve as reações adversas e as características de segurança documentadas para o inserto vaginal de Prasterona (DHEA), conforme detalhado nos documentos regulamentares oficiais.


Âmbito das Reações Adversas

Categoria Detalhes
Classificação de Frequência Muito Frequentes (≥ 10%): Corrimento vaginal. Frequentes (≥ 1% a < 10%): Resultados anómalos na citologia cervical (Papanicolau), incluindo células atípicas de significado indeterminado (ASC-US) e lesões intraepiteliais escamosas de baixo grau (LSIL). Pouco Frequentes (≥ 0,1% a < 1%): Hipertensão e desenvolvimento de pólipos cervicais ou uterinos.
Classes de Sistemas de Órgãos As reações adversas estão associadas principalmente ao Sistema Reprodutor e Doenças da Mama, Doenças Vasculares e Neoplasias.
Reações Adversas Graves Os documentos regulamentares referem que a duração máxima dos ensaios clínicos (52 semanas) foi insuficiente para avaliar totalmente o risco a longo prazo de cancro da mama. Foi reportado um caso de carcinoma ductal invasivo da mama durante os ensaios clínicos, o que resultou em restrições específicas.

Restrições de Segurança e Limitações

As restrições de segurança limitam o uso da Prasterona com base em condições pré-existentes e não se aplicam de forma generalizada:

  • O medicamento é contraindicado em mulheres com cancro da mama confirmado ou suspeito, ou com histórico da doença.
  • É também contraindicado em mulheres com hemorragia genital anormal não diagnosticada.
  • A Prasterona não se destina a ser utilizada por mulheres que estejam grávidas, a amamentar ou no período da pré-menopausa.

Devido aos efeitos documentados no tecido reprodutor, o rótulo oficial estipula que é necessária uma monitorização rotineira durante o tratamento, incluindo exames pélvicos e mamários regulares e citologias cervicais.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

Os documentos regulamentares oficiais para o inserto vaginal de Prasterona (DHEA) fornecem orientações específicas sobre medidas de emergência, mas contêm detalhes limitados sobre as manifestações clínicas de sobredosagem através da via de administração aprovada. O design do medicamento como uma terapia localizada resulta numa exposição sistémica reduzida, o que influencia o foco do perfil oficial de sobredosagem.


Dados Oficiais sobre Sobredosagem

Propriedade Resumo da Documentação Regulamentar Oficial
Manifestações de sobredosagem documentadas: Não existem sintomas, sinais ou alterações clínicas especificamente documentados nas secções oficiais de Sobredosagem (ex.: Resumo das Características do Medicamento, Secção 4.9).
Sistemas fisiológicos afetados (segundo o rótulo): Nenhum sistema está explicitamente documentado nas secções regulamentares oficiais de Sobredosagem.

Quando Procurar Ajuda Médica Urgente

Propriedade Resumo da Documentação Regulamentar Oficial
Fatores relacionados com a dose ou exposição: A orientação regulamentar oficial foca-se na ingestão oral acidental ou no acto de engolir o inserto vaginal.
Quando é necessária ajuda médica imediata (fraseologia do rótulo): É estritamente necessária ajuda médica imediata se o medicamento for engolido acidentalmente ou ingerido por qualquer pessoa.
Instruções de resposta de emergência (texto oficial): Contacte imediatamente um profissional de saúde, o serviço de urgência de um hospital ou o Centro de Informação Antivenenos (CIAV).

Estrutura Resultante sobre Sobredosagem

Declarações oficiais de sobredosagem:

Não estão documentadas manifestações clínicas específicas de sobredosagem após a via de administração aprovada na informação de prescrição oficial. Não existe um antídoto específico documentado na informação de prescrição oficial. Se o medicamento for engolido acidentalmente, é necessária assistência médica de emergência imediata.

Ligação ao perfil geral de sobredosagem:

O perfil regulamentar oficial de sobredosagem caracteriza-se pela ausência documentada de sinais clínicos específicos resultantes de sobredosagem através da via de administração pretendida. O foco do perfil limita-se a fornecer uma diretiva de ação única e clara: a assistência médica de emergência imediata é necessária apenas em caso de ingestão oral acidental. Este enquadramento reflete a baixa exposição sistémica associada à via de administração aprovada, restringindo todas as orientações oficiais de emergência ao cenário de ingestão acidental.

Usos terapêuticos de Dhea

O que a Prasterona trata: principais utilizações e benefícios

A prasterona é habitualmente utilizada para tratar as manifestações físicas da Síndrome Geniturinária da Menopausa (SGM), frequentemente designada como Atrofia Vulvar e Vaginal (AVV). Este medicamento é aplicado em situações clínicas que envolvem sintomas como secura vaginal, ardor e irritação relacionados com alterações atróficas. A utilização desta terapia proporciona um alívio sintomático, o que ajuda a reduzir a carga sintomática global associada ao declínio hormonal.


As aplicações terapêuticas podem incluir a gestão da AVV e o alívio da dor moderada a grave durante a atividade sexual (dispareunia) quando esta é causada pela atrofia dos tecidos. Este medicamento é frequentemente aplicado em situações onde a estabilidade funcional foi afetada por alterações hormonais. O fármaco oferece um suporte terapêutico que auxilia no alívio da dor associada às alterações nos tecidos.

“Este alívio sintomático apoia o conforto da paciente e pode contribuir para a melhoria do funcionamento diário e sexual.”

O uso desta medicação é considerado relevante para mulheres na pós-menopausa que experienciam sintomas motivados pela atrofia, onde o suporte localizado é apropriado. Este tratamento localizado apoia a paciente durante episódios de maior desconforto e pode auxiliar na manutenção da estabilidade funcional.


Facto Rápido: Contexto Relevante para o Tratamento

A prasterona é considerada relevante para a gestão dos sintomas geniturinários associados aos domínios da AVV/SGM.

Critérios de utilização e restrições

O perfil de elegibilidade regulamentar para o inserto vaginal de Prasterona (DHEA) define rigorosamente quem pode e quem não pode utilizar o medicamento. A sua utilização está formalmente indicada apenas para mulheres na pós-menopausa, estabelecendo um limite fisiológico e etário estrito para a sua aplicação. O produto é classificado como uma pró-hormona e a sua utilização é fortemente condicionada por contraindicações relacionadas com condições sensíveis a hormonas.

Populações Contraindicadas

O medicamento não deve ser utilizado em pacientes com contraindicações absolutas definidas pela rotulagem regulamentar. Estas incluem mulheres com hemorragia genital anómala não diagnosticada que não tenha sido totalmente investigada. A utilização é também proibida em mulheres com cancro da mama conhecido, suspeito ou com histórico da doença, ou outros tumores malignos estrogenodependentes.

Utilização Restrita e Não Estabelecida

O produto não está indicado para utilização na população pediátrica ou em mulheres na pré-menopausa. Também não está indicado durante a gravidez ou lactação. Além disso, a segurança e a eficácia não foram estudadas em pacientes com insuficiência hepática (doença do fígado) ou insuficiência renal (doença dos rins), classificando estes grupos como tendo uma utilização não estabelecida.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil oficial de interações da prasterona em inserto vaginal é definido pela sua aplicação localizada, a qual resulta numa exposição sistémica mínima e, consequentemente, num baixo risco de interações medicamentosas tradicionais. Os documentos regulamentares confirmam que não é esperada qualquer interferência na ação de outros medicamentos sistémicos e que não foram estabelecidas interações com outros fármacos.

Interações Metabólicas e Sistémicas de Fármacos

Devido ao seu método de aplicação e ao baixo impacto sistémico, a utilização do produto não afeta tipicamente as vias metabólicas gerais (por exemplo, as enzimas CYP) que regulam a eliminação de outros medicamentos. Além disso, as declarações regulamentares indicam que interações com alimentos, álcool ou produtos à base de plantas também não foram estabelecidas nem são esperadas.

Restrições de Administração e de Dispositivos

O perfil destaca duas restrições de utilização específicas relacionadas com a administração local:

Tipo de Interação Substância/Dispositivo Interagente
Incompatibilidade Física Contacetivos de barreira em látex (preservativos, diafragmas, capas cervicais)
Restrição de Administração Outros produtos vaginais (incluindo terapias hormonais locais)

A formulação do inserto pode enfraquecer a integridade estrutural dos contacetivos de barreira em látex, devendo evitar-se a sua utilização concomitante. O uso concomitante com outros produtos vaginais não foi investigado e, portanto, não é recomendado pelas autoridades regulamentares.

Esta estrutura garante que o conteúdo esteja estritamente alinhado com o perfil oficial documentado: uma ausência de risco sistémico acompanhada de restrições claras de utilização local.

Mecanismo de ação

Mecanismo de Pró-hormona

A função primária da DHEA é a de uma pró-hormona, servindo como um precursor molecular que é convertido por enzimas específicas em diversos tecidos. Esta conversão inicia a via da esteroidogénese, resultando em esteroides biologicamente mais ativos, incluindo androgénios (como a testosterona) e estrogénios (como o estradiol). Este mecanismo é responsável por modular os níveis sistémicos destas hormonas sexuais, influenciando assim vias associadas ao metabolismo ósseo e à síntese proteica muscular.


Ação Direta como Neuroesteroide

Independentemente da sua conversão noutras hormonas sexuais, a DHEA e os seus metabolitos imediatos exercem uma ação direta e não genómica no sistema nervoso central. A DHEA funciona como um neuroesteroide ao atuar como um modulador alostérico positivo do recetor inibitório GABAA. Esta interação modula a excitabilidade neuronal e ajusta a dinâmica de sinalização no cérebro, afetando os circuitos cognitivos e a plasticidade sináptica em vias neurais específicas.

Informações sobre dosagem e administração

Como a Prasterona (DHEA) é utilizada: Diretrizes Oficiais de Administração

A prasterona está oficialmente formulada como um inserto vaginal (óvulo) de 6,5 mg, destinado exclusivamente à aplicação intravaginal. O esquema posológico padronizado requer a utilização de um inserto, administrado uma vez por dia. Esta dose consistente e uniforme representa o regime diário máximo de acordo com a rotulagem regulamentar, estruturada apenas para uso localizado.


Esquema de Administração e Etapas do Procedimento

O momento da administração é especificado para o período antes de deitar, de forma a facilitar a ação local e a retenção. O inserto é tipicamente colocado utilizando o aplicador fornecido (reutilizável ou descartável) ou um dedo limpo, garantindo a colocação adequada na parte superior da vagina. Antes da utilização, a bexiga deve ser esvaziada e as mãos devem ser lavadas.

Caso uma dose diária seja esquecida, esta deve ser tomada quando a utilizadora se lembrar, mas deve ser omitida se a próxima dose programada estiver a menos de 8 horas de distância. As instruções regulamentares proíbem estritamente a utilização de dois insertos para compensar uma única dose esquecida. O aplicador deve ser limpo ou descartado de acordo com as instruções específicas do rótulo após cada utilização.


Duração e Ajustes por Paciente

O protocolo oficial enfatiza que a necessidade de continuar a terapia deve ser reavaliada periodicamente por um profissional de saúde, tipicamente pelo menos a cada seis meses, para avaliar a relevância contínua do tratamento. Para grupos específicos de doentes, o rótulo indica que não é necessário ajuste de dose para utilização em adultos mais velhos ou para doentes com insuficiência renal ou hepática, confirmando a padronização da dose diária de 6,5 mg nestes grupos.

Evidência clínica recente

Evidência Científica / Visão Geral dos Estudos sobre a Prasterona (DHEA)

A avaliação clínica da prasterona, a forma sintética de DHEA utilizada no inserto vaginal, foi realizada maioritariamente em contextos de investigação controlada. O corpo principal de evidência provém de estudos de larga escala onde as participantes foram distribuídas aleatoriamente para receberem a substância ativa ou uma substância inativa, denominada placebo. Este modelo, conhecido como Ensaio Clínico Controlado e Aleatorizado (RCT), é o tipo de estudo utilizado na investigação para explorar as potenciais aplicações deste medicamento.


Evidência para a Dor Moderada a Grave Durante a Atividade Sexual (Dispareunia)

A investigação mais abrangente sobre este medicamento consiste em ensaios controlados e aleatorizados de curta duração, utilizados para analisar as experiências relatadas pelas pacientes sobre a dor durante a atividade sexual (dispareunia). Estes estudos observaram mulheres na pós-menopausa que indicaram esta dor como o seu sintoma mais preocupante, recorrendo a escalas para medir a intensidade da dor. O foco central destes ensaios foram os resultados relacionados com o desconforto físico.

Além dos resultados reportados pelas pacientes, a investigação também analisou indicadores físicos da saúde vaginal. Os estudos acompanharam medições objetivas, tais como alterações no Índice de Maturação do Epitélio Vaginal (avaliações da estrutura do tecido) e no pH vaginal (monitorizado como uma medida dos níveis de acidez local). Os ensaios controlados relataram que os resultados observados nos grupos estudados incluíram padrões relacionados com estes indicadores objetivos.

Contudo, a investigação principal para esta indicação centrou-se num período de avaliação de 12 semanas. Embora estudos abertos de longa duração tenham permitido um acompanhamento observacional de até 52 semanas, a evidência principal derivada de contextos controlados permanece limitada a esta curta duração. Por conseguinte, os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos através de ensaios controlados.


O que Permanece Incerto na Evidência Científica

O corpo atual de evidência para sintomas secundários, como a secura vaginal, deriva maioritariamente de avaliações de curta duração, onde a interpretação é dificultada pela natureza dos sintomas subjetivos, que frequentemente apresentam uma taxa de resposta elevada no grupo placebo. A principal limitação da investigação atual reside no facto de a duração do acompanhamento ter sido limitada nos principais estudos de eficácia. Adicionalmente, os dados para certos grupos permanecem insuficientes e a investigação forneceu informações limitadas sobre outros problemas comuns. A evidência realça o que se conhece — e o que ainda é incerto — sobre o alcance total e as consequências a longo prazo da utilização da prasterona.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre a Dhea (FAQ)


P: Quanto tempo demora a Dhea a fazer efeito?

Os estudos utilizados na revisão do medicamento mediram geralmente os resultados ao longo de um período de 12 semanas. Os dados clínicos oficiais indicaram alterações nos indicadores físicos objetivos da saúde vaginal, tais como o pH e a estrutura celular, observados após 12 semanas de administração diária.

P: Existem efeitos secundários de longo prazo ao utilizar Dhea?

Os documentos regulamentares referem que a duração máxima dos ensaios clínicos controlados (52 semanas) foi insuficiente para avaliar totalmente os riscos de segurança a longo prazo, particularmente para condições como o cancro da mama. Por este motivo, a informação oficial do produto indica que a necessidade de continuar a terapia deve ser periodicamente reavaliada por um profissional de saúde.

P: A Dhea afeta o meu fígado?

A segurança e a eficácia não foram estudadas em doentes com insuficiência hepática. Algumas informações regulamentares referem que a utilização em doentes com esta condição requer precaução.

P: É seguro tomar Dhea com vitaminas comuns?

Uma vez que o medicamento é aplicado localmente na vagina, uma quantidade muito reduzida da substância ativa entra na corrente sanguínea. Devido a esta absorção sistémica mínima, não são esperadas nem foram estabelecidas interações com medicamentos sistémicos, alimentos, álcool ou suplementos não hormonais, como as vitaminas.

P: O que acontece se eu me esquecer de uma dose de Dhea?

O protocolo oficial de administração descreve um processo para gerir uma dose esquecida. Este processo consiste em tomar a dose assim que se lembrar, a menos que faltem menos de oito horas para a dose seguinte prevista. As instruções específicas devem ser consultadas no folheto informativo fornecido com o medicamento.

P: A Dhea afeta os níveis de açúcar no sangue?

A prasterona é classificada como um precursor de hormonas esteroides e estes compostos podem potencialmente influenciar os níveis hormonais que impactam o metabolismo do corpo. As revisões oficiais de segurança indicam que a prasterona pode influenciar a eficácia de medicamentos utilizados para controlar o açúcar no sangue.

P: Durante quanto tempo a maioria das pessoas toma Dhea?

O tempo de utilização da Dhea varia por indivíduo. As diretrizes regulamentares sublinham que a necessidade de continuar o tratamento deve ser rotineiramente reavaliada por um profissional de saúde, geralmente pelo menos a cada seis meses. A duração da utilização é determinada com base na resposta e nas necessidades individuais da paciente.

P: A Dhea é a mesma coisa que a testosterona?

Não, a DHEA (prasterona) não é o mesmo que a testosterona. A DHEA é classificada como uma pró-hormona, o que significa que é um esteroide precursor inativo. É convertida pelas células do corpo, diretamente no local de aplicação, em pequenas quantidades de hormonas mais ativas, incluindo a testosterona e o estrogénio.

P: A Dhea pode afetar o meu sono?

O medicamento foi concebido principalmente para uma ação local e não está fortemente associado a efeitos no sistema nervoso central. No entanto, os dados oficiais de segurança de ensaios clínicos comunicaram que algumas pacientes sentiram efeitos secundários como insónia (dificuldade em dormir) ou dores de cabeça.

P: A Dhea é considerada um "esteroide"?

Sim, a prasterona (DHEA) é definida quimicamente como um esteroide endógeno e é categorizada como uma hormona esteroide. Funciona no organismo como um precursor para hormonas sexuais mais ativas.

P: A Dhea pode ser comprada sem receita médica?

O inserto vaginal de prasterona está classificado como um medicamento sujeito a receita médica pelas autoridades regulamentares e deve ser obtido mediante prescrição de um profissional de saúde licenciado. Outros produtos de DHEA vendidos como suplementos alimentares são regulados de forma diferente e não são o mesmo medicamento.

P: A Dhea precisa de receita médica?

Sim, o inserto vaginal de prasterona oficialmente aprovado requer uma receita médica de um profissional de saúde licenciado para garantir a utilização e monitorização adequadas.

P: Existe investigação que comprove que a Dhea ajuda no envelhecimento?

O medicamento de prescrição está oficialmente aprovado para tratar sintomas específicos da pós-menopausa. Embora tenha sido realizada investigação geral sobre o composto DHEA no contexto do envelhecimento, o medicamento aprovado não está indicado nem aprovado para fins antienvelhecimento generalizados.

P: A Dhea afeta a fertilidade?

O medicamento de prescrição está indicado apenas para utilização em mulheres na pós-menopausa. Não se destina a ser utilizado por mulheres na pré-menopausa, grávidas ou a amamentar. O seu efeito na fertilidade não foi especificamente estudado nem estabelecido nos seus ensaios regulamentares de segurança.

P: A Dhea interage com a cafeína?

Devido à sua aplicação vaginal localizada, uma quantidade muito pequena do fármaco é absorvida para a circulação geral. Não estão estabelecidas interações com alimentos, bebidas como a cafeína ou álcool, e não se espera que ocorram.

P: As dores de cabeça são um efeito secundário comum da Dhea?

Foram comunicadas dores de cabeça por algumas pacientes em ensaios clínicos, mas os documentos regulamentares não as listam entre os efeitos secundários comunicados com maior frequência (Muito Frequentes ou Frequentes) associados ao inserto vaginal.

P: A Dhea é proibida no desporto?

Sim, enquanto composto químico, a DHEA é classificada como um agente anabólico pela Agência Mundial Antidopagem (WADA) e a sua utilização é proibida a atletas em qualquer altura.

P: A Dhea pode afetar o meu humor ou causar ansiedade?

Eventos adversos relacionados com alterações de humor ou ansiedade não foram comunicados frequentemente nos principais ensaios clínicos. No entanto, a DHEA atua como um precursor de hormonas sexuais e as flutuações nos níveis hormonais podem, por vezes, estar ligadas ao humor.

P: O que diz a investigação sobre a Dhea para a saúde óssea?

O mecanismo de ação do medicamento inclui a influência em vias associadas ao metabolismo ósseo. No entanto, o produto de prescrição não está aprovado nem indicado para tratar condições relacionadas com a saúde óssea e não é feita qualquer alegação específica nos resumos oficiais de investigação regulamentar.

P: A Dhea tem algum efeito na pele ou no cabelo?

Uma vez que a DHEA é um precursor que pode ser convertido em androgénios (hormonas masculinas), efeitos relacionados com a pele ou o cabelo, como acne ou aumento do crescimento de pelos no rosto ou no corpo, são potenciais efeitos secundários. Estes efeitos não foram comunicados entre as reações adversas mais comuns nos ensaios clínicos para o inserto vaginal.

P: A Dhea requer análises ao sangue durante a utilização?

As restrições oficiais de segurança exigem uma monitorização rotineira durante o tratamento, o que inclui exames mamários e pélvicos regulares e citologias cervicais (teste de Papanicolau). Os documentos regulamentares não obrigam à realização de análises ao sangue rotineiras durante a terapia.

P: A Dhea é segura para o coração?

Os documentos oficiais de segurança listam a hipertensão (pressão arterial elevada) como uma reação adversa pouco frequente. O perfil de segurança em doentes com condições cardíacas pré-existentes não está totalmente estabelecido na rotulagem regulamentar.

P: A Dhea causa queda de cabelo ou acne?

Enquanto precursor de hormonas masculinas (androgénios), a utilização de DHEA tem o potencial de causar efeitos secundários como queda de cabelo ou acne. No entanto, estes não foram comunicados entre as reações adversas mais comuns nos ensaios clínicos para o inserto vaginal.

P: A Dhea é prescrita para a deficiência hormonal?

O medicamento está oficialmente aprovado para o tratamento da dor moderada a grave durante a atividade sexual (dispareunia) resultante da atrofia vulvovaginal devida à menopausa. Não está aprovado para o tratamento de deficiência hormonal geral ou sistémica.

P: A Dhea tem risco de dependência?

Os documentos oficiais de classificação de fármacos afirmam que não existe risco conhecido de abuso ou dependência associado à utilização do inserto vaginal de prasterona.

P: Quais são os motivos comuns para um médico prescrever Dhea?

O único motivo oficialmente aprovado para a prescrição do medicamento é o tratamento da dor moderada a grave durante a atividade sexual (dispareunia), que é um sintoma comum da atrofia vulvovaginal após a menopausa.

P: A Dhea é segura para utilização a longo prazo?

Devido à insuficiência de dados de estudos controlados de longa duração, a necessidade de continuar o tratamento deve ser rotineiramente revista por um profissional de saúde, pelo menos a cada seis meses. A segurança a longo prazo não está totalmente estabelecida e requer uma avaliação contínua.

Como Dhea deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar a DHEA (Inserto Vaginal de Prasterona)

Os documentos regulamentares oficiais definem requisitos específicos para o armazenamento e a eliminação do inserto vaginal de Prasterona, visando manter a sua estabilidade e garantir a segurança.

Requisitos de Armazenamento

O medicamento deve ser armazenado num intervalo de temperatura entre 5 °C e 30 °C (41 °F a 86 °F), o que permite a conservação à temperatura ambiente ou no frigorífico. O produto não deve ser congelado. É obrigatório mantê-lo na sua embalagem original, bem fechada e protegida do calor excessivo, da humidade e da luz direta.

Segurança e Eliminação

Para segurança, o medicamento deve ser guardado fora da vista e do alcance das crianças. Os insertos não utilizados ou com o prazo de validade expirado não devem ser eliminados na sanita. A eliminação correta envolve a utilização de programas de recolha de medicamentos ou, se estes não estiverem disponíveis, a mistura do medicamento com uma substância indesejável e a sua colocação no lixo doméstico. Os aplicadores utilizados também devem ser devidamente eliminados após uma semana de utilização.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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