Dexrazoxane

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Dexrazoxane

Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Dexrazoxane

O que é o Dexrazoxano? Definição do Agente Cardioprotetor

Propriedade Descrição
Substância ativa Dexrazoxano (sob a forma de cloridrato)
Forma farmacêutica Pó para solução injetável ou para perfusão
Classe farmacológica Agente cardioprotetor, agente quimioprotetor, inibidor catalítico da topoisomerase II
Objetivo geral Proteção de órgãos e tecidos saudáveis (ex.: o coração)
Origem Composto orgânico sintético (Bisdioxopiperazina)

Definição do Dexrazoxano: Um Agente Quimioprotetor Sintético

O dexrazoxano é um composto orgânico sintético, classificado como um agente cardioprotetor e quimioprotetor, utilizado para proteger os tecidos saudáveis durante determinados tratamentos médicos. Este medicamento especializado pertence à família de compostos das bisdioxopiperazinas e é administrado como a substância ativa dexrazoxano, sendo geralmente fornecido sob a forma de cloridrato. Esta classificação como agente citoprotetor é corroborada por estudos farmacológicos que detalham a sua função protetora única. O composto é um produto de substância ativa única, cujo papel fundamental é estritamente protetor, distinguindo-se de agentes terapêuticos focados no tratamento direto de doenças.


Classe Farmacológica e Objetivo Geral

O dexrazoxano é definido farmacologicamente como um agente quelante intracelular e um inibidor catalítico da DNA topoisomerase II, o que significa que atua no interior das células do organismo para neutralizar processos prejudiciais. O seu mecanismo principal envolve a atuação como um quelante de ferro: o composto é metabolizado dentro da célula numa forma designada ADR-925, que se liga ativamente ao ferro livre. Ao sequestrar este ferro, o fármaco impede que o metal inicie reações que geram substâncias altamente destrutivas, denominadas radicais livres, responsáveis pelo dano oxidativo. O objetivo geral deste medicamento é proteger e preservar ativamente órgãos vitais, como o coração, em doentes submetidos a determinadas terapias oncológicas.


Forma de Administração e Composição

O dexrazoxano é fabricado como um pó estéril para solução, destinado exclusivamente à administração intravenosa (IV). O medicamento não está disponível para utilização por via oral ou tópica; é preparado através da dissolução do pó para solução num solvente estéril aquoso adequado, resultando numa solução injetável ou para perfusão límpida. Este método específico de administração por via intravenosa é um requisito farmacológico, garantindo que o composto atinja rapidamente a circulação sistémica para alcançar a concentração necessária para o seu efeito protetor imediato em todo o corpo.

Quais efeitos secundários são possíveis com Dexrazoxane?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança do dexrazoxano deriva de documentos regulamentares oficiais, detalhando as reações adversas e as restrições de uso quando administrado com quimioterapia concomitante. Os avisos de segurança mais relevantes do ponto de vista clínico referem-se ao sistema sanguíneo e ao potencial de complicações a longo prazo.

Principais Restrições de Segurança e Reações Adversas

O medicamento está oficialmente associado a mielossupressão grave, uma redução na contagem de células sanguíneas (leucopenia, neutropenia e trombocitopenia), que pode ter um efeito aditivo quando combinada com a quimioterapia. Uma reação adversa grave documentada nas informações regulamentares é o risco de Segundas Neoplasias Malignas Primárias, especificamente a Leucemia Mieloide Aguda (LMA) e a Síndrome Mielodisplásica (SMD), um risco observado particularmente em doentes pediátricos.

Outros efeitos adversos são classificados por frequência, sendo que as reações Muito Frequentes incluem náuseas, febre (pirexia), fadiga, inflamação das mucosas e reações no local da perfusão (como dor ou inchaço). Outros efeitos Frequentes incluem vómitos, diarreia, flebite e edema (inchaço).

Considerações de Segurança para Populações Específicas

A rotulagem oficial impõe restrições específicas com base na população de doentes:

  • Doentes Pediátricos: A utilização é oficialmente contraindicada devido ao risco documentado de aumento de segundas neoplasias malignas.
  • Insuficiência Renal: Doentes com uma depuração da creatinina inferior a 40 mL/min requerem uma redução obrigatória de 50% na dose e uma monitorização rigorosa dos parâmetros hematológicos.
  • Potencial Reprodutivo: Devido à genotoxicidade documentada, tanto doentes do sexo feminino como do sexo masculino com potencial reprodutivo devem utilizar contraceção eficaz durante períodos específicos, durante e após o tratamento.

Limitações na Utilização Protetora

A documentação regulamentar estabelece explicitamente que, embora o fármaco seja citoprotetor, a sua utilização não elimina completamente o risco de toxicidade cardíaca induzida por antraciclinas, permanecendo necessária a monitorização contínua da função cardíaca. Além disso, o medicamento está oficialmente contraindicado para utilização como agente quimioterápico isolado ou em esquemas terapêuticos onde não sejam administradas antraciclinas.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

As informações regulamentares de prescrição classificam o principal efeito tóxico de uma sobredosagem de dexrazoxano como mielossupressão grave, o que significa a supressão profunda da atividade da medula óssea. Esta condição é formalmente reconhecida através de anomalias laboratoriais específicas, incluindo principalmente contagens criticamente baixas de glóbulos brancos (leucopenia), neutrófilos (neutropenia) e plaquetas (trombocitopenia).

Qualquer doente com uma sobredosagem confirmada ou suspeita deve procurar assistência médica imediata. As entidades reguladoras determinam o contacto com os serviços de emergência ou com um recurso especializado de apoio toxicológico para orientação urgente. A gestão oficialmente documentada baseia-se inteiramente em tratamento sintomático e de suporte, uma vez que o róulo do medicamento indica que não se conhece qualquer antídoto específico.

Neste contexto, são necessárias supervisão e monitorização médicas próximas. Os protocolos de monitorização focam-se especificamente na avaliação do ritmo cardíaco e dos sinais vitais. Os procedimentos de suporte incluem assegurar a gestão adequada das vias aéreas, a oxigenação e a ventilação, de forma a abordar as consequências da toxicidade grave.

Existe uma consideração específica para populações com compromisso renal. Está oficialmente documentado que indivíduos com uma depuração da creatinina inferior a 40 mL/min apresentam um risco acrescido de exposição sistémica, o que aumenta o potencial de sobredosagem grave e exige o cumprimento rigoroso das regras de ajuste de dose.

Usos terapêuticos de Dexrazoxane

Para que é utilizado o Dexrazoxano: Principais Usos e Benefícios

O dexrazoxano é utilizado essencialmente para oferecer um benefício de suporte durante tratamentos oncológicos específicos, abordando duas categorias principais de risco e desconforto: a prevenção de sintomas associados a danos cardíacos a longo prazo decorrentes de certos medicamentos de quimioterapia (cardioproteção) e a gestão de sintomas de lesões agudas nos tecidos locais resultantes da fuga acidental de fármacos (extravasamento).

De acordo com a visão geral sobre o Cloridrato de Dexrazoxano, o medicamento está aprovado para ajudar no tratamento de efeitos secundários graves causados por tipos específicos de quimioterapia, mencionando nomeadamente a cardiotoxicidade e as lesões por extravasamento.

Em contextos clínicos que envolvem riscos cumulativos, a medicação é aplicada em situações onde os doentes podem experienciar sintomas relacionados com o stresse funcional de órgãos específicos. Este uso protetor apoia o doente durante tratamentos prolongados e contribui para um melhor conforto ao gerir a possibilidade de virem a surgir sintomas graves e de longo prazo. Em cenários agudos, o seu uso é relevante para aliviar sintomas exigentes que causam um esforço fisiológico percetível, tais como dor localizada severa e danos nos tecidos. Esta intervenção oferece um alívio sintomático que ajuda os doentes a lidar de forma mais equilibrada com este episódio difícil e pode auxiliar na gestão do risco de danos teciduais permanentes.


Facto Rápido: Gestão de Suporte para Sintomas Locais Agudos

Critérios de utilização e restrições

Estatuto Oficial de Elegibilidade e Contraindicações

O dexrazoxano é um medicamento altamente restrito, sendo utilizado apenas em condições específicas relacionadas com a quimioterapia com antraciclinas. A elegibilidade é definida pelas autoridades reguladoras governamentais com base no histórico de tratamento prévio e no estado de saúde do doente.


Âmbito de Elegibilidade Declarações Regulamentares Oficiais
Populações Autorizadas Doentes adultos com cancro avançado ou metastático que receberam uma dose cumulativa específica de doxorrubicina (ex.: 300 mg/m^2) e que continuam o tratamento. Também indicado para o tratamento de extravasamento de antraciclinas.
Grupos Contraindicados Doentes com hipersensibilidade conhecida ao fármaco ou a qualquer componente da formulação. As mulheres a amamentar são oficialmente aconselhadas a não amamentar durante o tratamento.
Restrições Pediátricas O uso em crianças e adolescentes (≤ 18 anos) é, geralmente, não recomendado ou contraindicado devido a preocupações sobre o risco de segundas neoplasias malignas, tais como LMA/SMD.
Função de Órgãos Doentes com compromisso renal moderado a grave (depuração da creatinina < 40 mL/min) requerem uma redução da dose.
Estado Reprodutivo O uso não é recomendado na gravidez; mulheres com potencial reprodutivo devem utilizar contraceção eficaz durante e após o tratamento.
Uso Condicional Os doentes devem ser submetidos a monitorização hematológica, uma vez que a continuidade do uso está condicionada a contagens adequadas de células sanguíneas.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil regulamentar oficial do dexrazoxano é definido por restrições rigorosas de coadministração, classificação de risco farmacodinâmico e resultados farmacocinéticos específicos da população.

Âmbito e Restrições de Interação

Existe uma contraindicação para o uso concomitante da Vacina contra a Febre Amarela, devido ao risco oficialmente documentado de doença vacinal generalizada fatal. A coadministração com outras vacinas vivas atenuadas também não é recomendada.

O medicamento pode contribuir para efeitos mielossupressores aditivos quando utilizado com outros agentes quimioterapêuticos, o que constitui uma interação farmacodinâmica documentada. O uso com Fenitoína não é recomendado devido ao potencial de redução da absorção da fenitoína. Para a indicação de extravasamento, o produto não é recomendado para uso conjunto com Dimetilsulfóxido (DMSO) tópico. Além disso, a perfusão não deve ser misturada nem administrada simultaneamente com qualquer outro medicamento.

Sequenciação da Administração e Exposição

Está documentada uma regra de tempo obrigatória: a Doxorrubicina não deve ser administrada antes do dexrazoxano. O dexrazoxano deve ser administrado por perfusão antes de se iniciar a perfusão de doxorrubicina. Os dados regulamentares confirmam que o fármaco não provoca alterações significativas na farmacocinética da doxorrubicina.

Em populações específicas, a exposição sistémica (AUC) está oficialmente documentada como sendo duas vezes superior em indivíduos com compromisso renal moderado a grave, devido à redução da depuração.

Mecanismo de ação

Antagonismo e Depleção da Topoisomerase II Beta (TOP2B)

A ação principal do dexrazoxano consiste em funcionar como um inibidor catalítico da enzima Topoisomerase II beta (TOP2B), que se encontra expressa nas células cardíacas. O medicamento liga-se à enzima e atua como um antagonista, bloqueando preventivamente a ligação do agente de quimioterapia administrado em simultâneo e evitando que a enzima sofra toxicidade (o chamado "envenenamento" enzimático). Esta intervenção crítica interrompe a cascata de ruturas na dupla cadeia do ADN, que constitui o gatilho molecular para a apoptose dos cardiomiócitos (morte das células do coração).


Efeito Celular de Camada Dupla

O efeito fisiológico resultante é regido por um mecanismo duplo que previne danos no ADN e reduz o stresse oxidativo. Enquanto o mecanismo da TOP2B evita a causa primária da morte celular, o metabolito do fármaco atua como um quelante de ferro, ligando-se e sequestrando o ferro livre (Fe^3+) intracelular. Ao remover este catalisador, o mecanismo reduz a formação de Espécies Reativas de Oxigénio (ROS). Esta ação combinada minimiza os danos celulares, contribuindo para a manutenção da função ventricular esquerda.

Informações sobre dosagem e administração

O dexrazoxano é administrado exclusivamente por perfusão intravenosa (IV) e não está disponível sob a forma oral; as diretrizes regulamentares proíbem estritamente a administração por bolus intravenoso. O medicamento, fornecido como um pó, requer uma preparação em dois passos — reconstituição e posterior diluição em soluções específicas — antes da sua administração.

A sua utilização segue dois protocolos distintos, mandatados pela rotulagem aprovada. Para a cardioproteção, é administrado de forma cíclica antes de cada perfusão de doxorrubicina. A dose é determinada rigorosamente por um rácio de 10:1 de dexrazoxano (mg/m²) em relação à dose de antraciclina, sendo que a perfusão de 15 minutos deve estar concluída nos 30 minutos anteriores ao início da quimioterapia.

Para a gestão aguda do extravasamento de antraciclinas, o tratamento consiste num ciclo curto de três dias. As primeiras duas perfusões diárias são dosadas a 1000 mg/m², seguidas de uma dose reduzida de 500 mg/m² ao terceiro dia, com um limite máximo diário de 2000 mg. O início da primeira dose é criticamente dependente do tempo, devendo obrigatoriamente começar dentro das seis horas após a ocorrência da lesão.

Durante esta perfusão de 1 a 2 horas, a solução deve ser administrada numa veia distante do local da lesão, e quaisquer agentes de arrefecimento local devem ser removidos pelo menos 15 minutos antes da administração. As informações oficiais do medicamento especificam também ajustes na dose: é necessária uma redução de 50% para doentes com insuficiência renal moderada a grave (depuração da creatinina < 40 mL/min) em ambos os protocolos de utilização.

Evidência clínica recente

Evidência de investigação / Visão geral dos estudos sobre o Dexrazoxano

Evidência para o uso na Prevenção da Cardiotoxicidade Crónica

A investigação sobre o uso deste medicamento na abordagem de problemas cardíacos envolveu principalmente Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECCA) e as respetivas Revisões Sistemáticas e Meta-análises. Estes estudos foram realizados durante os períodos de tratamento quimioterápico com antraciclinas, examinando resultados relacionados com o desconforto físico e o desequilíbrio sistémico ou funcional.

Em populações adultas, particularmente em doentes com cancro avançado (ex.: cancro da mama metastático), a investigação analisou parâmetros como a incidência de Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC) e alterações nas medições da função cardíaca. Os resultados de múltiplos ensaios descreveram medições que foram acompanhadas quanto à incidência de insuficiência cardíaca clínica e disfunção cardíaca subclínica nestes grupos de adultos, em comparação com grupos de controlo. A investigação também explorou resultados relacionados com o tratamento oncológico original; os estudos reportaram, de uma forma geral, que a adição do medicamento não pareceu ter impacto na resposta tumoral ou na sobrevivência global nestas coortes de adultos.

Evidência para o uso na Tratamento do Extravasamento de Antraciclinas

A evidência que explora a utilização deste medicamento no contexto de lesão tecidular localizada aguda — especificamente a fuga acidental de quimioterapia com antraciclinas para os tecidos circundantes (extravasamento) — foi avaliada em estudos multicêntricos, abertos e não aleatorizados. Estudos deste tipo são considerados a principal fonte de evidência devido à natureza emergente desta lesão.

Os principais resultados monitorizados nestes cenários de investigação foram a resolução da lesão localizada aguda e o potencial de intervenção cirúrgica (ex.: enxerto de pele) para tratar os danos tecidulares resultantes. Os estudos acompanharam resultados relacionados com a intervenção cirúrgica e os dados demonstraram padrões relativos a uma baixa frequência de necessidade cirúrgica entre os doentes que receberam o medicamento para eventos de extravasamento confirmados.

Estudos a Longo Prazo e Seguimento Alargado

Os resultados relacionados com a função cardíaca podem ser monitorizados durante muitos anos após o tratamento com antraciclinas, especialmente em doentes tratados durante a infância. Consequentemente, a investigação tem-se focado em resultados a longo prazo relacionados com o medicamento, acompanhando antigos participantes de ensaios clínicos durante muitos anos, por vezes durante mais de uma década. A investigação destaca alterações medidas durante o período do estudo, com alguns estudos de longo prazo a monitorizarem medidas da função cardíaca em grupos que receberam o medicamento durante o tratamento inicial, comparativamente aos que não o receberam.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Dexrazoxano (FAQ)


P: O Dexrazoxano é, por si só, um medicamento quimioterápico?

R: Os documentos oficiais classificam o Dexrazoxano como um agente quimioprotetor ou agente cardioprotetor. Isto significa que a sua função principal é protetora — é utilizado para salvaguardar os tecidos saudáveis de potenciais danos causados por certos agentes quimioterápicos, e não para tratar o cancro propriamente dito.

P: O Dexrazoxano pode afetar as minhas contagens de células sanguíneas?

R: Sim, os documentos regulamentares incluem um aviso relativo à mielossupressão, que consiste numa redução das contagens de células sanguíneas (como os glóbulos brancos e as plaquetas). Esta diminuição pode ser um efeito aditivo quando o fármaco é utilizado em conjunto com a quimioterapia.

P: Porque existem avisos sobre o Dexrazoxano e o aparecimento de segundos cancros?

R: Os avisos baseiam-se em relatórios de estudos que indicam um risco de desenvolvimento de Segundas Neoplasias Malignas, tais como a Leucemia Mieloide Aguda (LMA) e a Síndrome Mielodisplásica (SMD). Este risco foi especificamente observado na população pediátrica quando o fármaco é utilizado em combinação com quimioterapia.

P: O que acontece no organismo para que o Dexrazoxano funcione?

R: O medicamento atua no organismo através de uma dupla ação. Primeiro, uma forma do fármaco atua como um quelante de ferro, ligando-se ao ferro livre para evitar a formação de radicais livres prejudiciais. Segundo, o fármaco atua como um inibidor catalítico de uma enzima específica nas células cardíacas (chamada TOP2B), contribuindo para a proteção do coração contra os efeitos nocivos da quimioterapia administrada em simultâneo.

P: Qual é o efeito secundário mais grave do Dexrazoxano listado nos documentos oficiais?

R: Os documentos regulamentares incluem avisos significativos relativos ao risco de mielossupressão grave (contagens sanguíneas baixas) e ao risco reportado de Segundas Neoplasias Malignas, tais como certos tipos de leucemia. Estes avisos são particularmente destacados em estudos que envolvem a população pediátrica.

P: Com que rapidez o Dexrazoxano começa a atuar após ser administrado?

R: O fármaco é administrado por perfusão intravenosa imediatamente antes do início da perfusão da quimioterapia. Isto faz parte de uma sequência de administração obrigatória para atingir a concentração protetora necessária durante a perfusão. Os dados farmacocinéticos indicam que a forma ativa aparece rapidamente no plasma após a administração.

P: Quanto tempo permanece o Dexrazoxano no corpo?

R: Os dados regulamentares sobre farmacocinética indicam que o fármaco é eliminado do organismo de forma relativamente rápida. A semivida terminal do fármaco original — o tempo necessário para que a concentração no sangue diminua para metade — é oficialmente citada como sendo de aproximadamente 2,0 a 2,5 horas.

P: De que forma o compromisso hepático afeta o uso do Dexrazoxano?

R: Para a utilização na cardioproteção, as diretrizes oficiais indicam que a dose deve ser ajustada se a dose de doxorrubicina for reduzida devido a compromisso hepático (problemas no fígado). Para a utilização em casos de extravasamento, a sua administração geralmente não é recomendada em doentes com compromisso hepático significativo.

P: Existem diferentes nomes comerciais para o mesmo medicamento Dexrazoxano?

R: Sim, o Dexrazoxano é a substância ativa e está disponível sob diferentes nomes comerciais. Por exemplo, foi comercializado como Zinecard para a proteção cardíaca e como Totect para o tratamento do extravasamento de quimioterapia.

P: O Dexrazoxano é utilizado apenas com a quimioterapia com doxorrubicina?

R: As indicações oficiais para este medicamento especificam a sua utilização apenas em conjunto com a doxorrubicina ou outros agentes quimioterápicos relacionados do grupo das antraciclinas. Os documentos regulamentares contraindicam formalmente o seu uso com esquemas de quimioterapia que não incluam antraciclinas.

P: O Dexrazoxano tem algum efeito na fertilidade ou na saúde reprodutiva?

R: Devido à genotoxicidade potencial documentada, os documentos oficiais especificam que tanto doentes do sexo feminino como do sexo masculino com potencial reprodutivo devem utilizar contraceção eficaz durante o tratamento e por um período especificado após o mesmo. O fármaco pode também causar danos fetais se for administrado durante a gravidez.

P: O Dexrazoxano é utilizado fora dos Estados Unidos?

R: Sim, a utilização do fármaco foi aprovada e está descrita em documentos oficiais de inúmeras autoridades de saúde internacionais, incluindo a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e a Health Canada, indicando a sua utilização em múltiplos países.

Como Dexrazoxane deve ser armazenado e descartado?

Requisitos de Conservação e Eliminação

As instruções de conservação e eliminação do dexrazoxano estão estritamente definidas na rotulagem regulamentar para garantir a estabilidade do produto.

Conservação do Pó Não Reconstituído

O pó no frasco para injetáveis original e fechado deve ser conservado a uma Temperatura Ambiente Controlada de 25°C, sendo permitidas variações até aos 30°C. O frasco deve ser mantido na embalagem de origem e protegido da luz. Todos os produtos com dexrazoxano devem ser guardados fora da vista e do alcance das crianças.

Estabilidade da Solução

A solução apresenta uma estabilidade limitada após a reconstituição. A solução reconstituída é tipicamente estável apenas durante 30 minutos à temperatura ambiente ou até 3 horas sob refrigeração (entre 2°C e 8°C). A solução final de perfusão diluída também possui limites de estabilidade curtos.

Eliminação

Uma vez que os frascos se destinam a uma única utilização, qualquer solução não utilizada deve ser eliminada. A eliminação do medicamento não utilizado e dos resíduos deve ser realizada de acordo com os requisitos locais e os procedimentos de manuseamento especiais.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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