Desonide

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Desonide

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Desonide

Desonida: Um Glicocorticoide Sintético de Baixa Potência

A desonida é a Denominação Comum Internacional (DCI) do princípio ativo de um medicamento sujeito a receita médica, classificado como um glicocorticoide sintético, pertencente à classe mais ampla dos corticosteroides. Esta substância é desenvolvida estruturalmente em ambiente laboratorial, o que confirma a sua origem sintética. Notavelmente, a desonida é um corticosteroide não fluorado, uma propriedade que é frequentemente associada a um perfil de segurança favorável quando utilizada em áreas de pele mais sensíveis. No espetro total dos corticosteroides tópicos disponíveis, a desonida é consistentemente posicionada como um agente de potência baixa a média, indicando que possui a força necessária para gerir irritações cutâneas comuns sem a potência elevada que é reservada para condições mais graves.

Apresentações Tópicas e Finalidade Geral

A desonida é formulada exclusivamente como um produto de ingrediente único para administração tópica, o que significa que o princípio ativo é aplicado diretamente sobre a superfície da pele. O medicamento está disponível em múltiplas formas farmacêuticas, incluindo creme, pomada, loção, gel e espuma. O objetivo geral deste fármaco tópico é proporcionar um alívio eficaz, visando os principais sinais físicos e sintomas subjetivos de uma resposta inflamatória cutânea. Enquanto corticosteroide, a sua ação ajuda a reduzir a vermelhidão associada, o inchaço e o desconforto intenso do prurido (comichão), controlando as manifestações visíveis dos surtos na pele. A variedade de preparações farmacêuticas permite uma aplicação adaptada, baseada nas características da área da pele afetada.

Quais efeitos secundários são possíveis com Desonide?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança oficial da desonida descreve duas categorias principais de efeitos potenciais: reações localizadas no local de aplicação e, com menor frequência, efeitos sistémicos relacionados com a sua classe farmacológica de corticosteroides.

Âmbito das Reações Adversas (Regulamentar)

Efeitos comuns (frequência superior ou igual a 1%) relatados em ensaios clínicos incluem sensação de picada, ardor e cefaleias (dores de cabeça). Outras reações localizadas relatadas com menor frequência incluem prurido (comichão), irritação, eritema (vermelhidão) e secura cutânea.

Classes de Sistemas de Órgãos Envolvidos

No que respeita às afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos, podem ocorrer irritação, foliculite, hipopigmentação, atrofia cutânea e estrias. Relativamente às doenças endócrinas, os efeitos podem incluir a supressão do eixo Hipotálamo-Pituitária-Adrenal (HPA) e manifestações da síndrome de Cushing.

Reações Adversas Graves e Segurança na População

As reações adversas graves resultantes da absorção sistémica incluem o potencial de supressão do eixo HPA e sinais da síndrome de Cushing. Estes riscos estão associados a fatores que aumentam a absorção, tais como a utilização prolongada, a aplicação numa área de superfície extensa ou a utilização sob pensos oclusivos.

As considerações de segurança específicas para certas populações enfatizam que os doentes pediátricos podem ter uma maior suscetibilidade à toxicidade sistémica devido a uma maior proporção entre a superfície cutânea e a massa corporal. Os efeitos específicos relatados em crianças incluem a supressão do eixo HPA, o atraso no crescimento linear e a hipertensão intracraniana.

Restrições Relacionadas com a Segurança

O medicamento é contraindicado em indivíduos com antecedentes de hipersensibilidade a qualquer componente da preparação. Está restrito apenas a uso externo e a sua utilização é limitada na presença de infeção existente no local do tratamento ou de atrofia cutânea pré-existente.

Esta estrutura diferencia os efeitos cutâneos locais comuns dos riscos sistémicos graves, embora pouco frequentes. O perfil realça que a segurança do fármaco depende significativamente de fatores relacionados com o contexto de utilização que limitam a exposição sistémica.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

A sobredosagem de desonida tópica ocorre quando o ingrediente ativo é absorvido em quantidades suficientes para produzir efeitos sistémicos no organismo. Esta situação resulta tipicamente de uma utilização prolongada, da aplicação em áreas extensas do corpo ou do uso sob pensos oclusivos. A consequência principal documentada é a supressão do eixo hipotálamo-hipófise-suprarrenal (HPA), que acarreta o risco potencial de insuficiência glicocorticosteroide após a interrupção da utilização do produto. A absorção sistémica pode também manifestar-se através de sinais clínicos consistentes com a síndrome de Cushing, hiperglicemia (elevado nível de açúcar no sangue) e glicosúria (açúcar na urina).

Risco Específico na População

Os doentes pediátricos apresentam um risco superior de supressão do eixo HPA devido à sua maior proporção entre a superfície cutânea e a massa corporal. Em crianças, podem ocorrer resultados graves específicos, incluindo o atraso no crescimento linear, o atraso no aumento de peso e a hipertensão intracraniana. Os sinais de hipertensão intracraniana podem incluir fontanelas protuberantes e dores de cabeça.

Ações de Emergência

No caso de ingestão acidental do produto, deve procurar-se assistência médica imediata através do contacto com um Centro de Informação Antivenenos ou com os serviços de emergência locais. A gestão de uma absorção sistémica confirmada exige procedimentos clínicos específicos, tais como a interrupção gradual do produto, a redução da frequência de aplicação ou a substituição por um corticoide de menor potência. Este processo é frequentemente orientado por testes de monitorização, como o teste de estimulação com ACTH.

Usos terapêuticos de Desonide

Indicações da Desonida: Principais Utilizações e Benefícios

A desonida pode ser utilizada para auxiliar na abordagem de sintomas relacionados com estados inflamatórios e irritativos em diversas condições dermatológicas. Este medicamento é frequentemente empregue para ajudar no alívio da vermelhidão, do inchaço, do prurido (comichão) e do desconforto associados a problemas como o eczema (dermatite atópica), a psoríase e várias formas de dermatite, nomeadamente a seborreica ou de contacto. A sua aplicação ocorre geralmente em áreas onde é necessário um suporte sintomático adicional, como durante episódios agudos ou surtos ocasionais.

A sua utilização é considerada relevante em contextos que envolvem uma sobrecarga sistémica elevada, particularmente em áreas de pele sensível, como o rosto, e pode integrar a gestão sintomática em doentes pediátricos e lactentes para o controlo de sintomas inflamatórios.

“O medicamento é habitualmente utilizado para ajudar a lidar com sintomas que interferem com o conforto diário, contribuindo para atenuar a carga sintomática global e proporcionando um alívio de suporte quando os sintomas prejudicam as atividades do quotidiano.”

A aplicação deste fármaco é pertinente para suavizar sintomas relacionados com o aumento da atividade fisiológica, apoiando o doente durante episódios difíceis através da redução da angústia física e auxiliando na manutenção da estabilidade funcional.


Facto Rápido: Alívio de Sintomas Inflamatórios
A desonida é aplicada para suavizar o prurido intenso (comichão) e os sinais inflamatórios visíveis, oferecendo um alívio de suporte quando os sintomas interferem com as rotinas diárias.

Critérios de utilização e restrições

Perfil de Elegibilidade: Desonida Tópica

Populações Contraindicadas

A desonida está contraindicada em doentes com antecedentes conhecidos de hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos componentes da formulação específica. O produto também não deve ser utilizado na presença de determinadas condições cutâneas, incluindo:

  • Infeções virais da pele (por exemplo, herpes simplex ou vacínia).
  • Tuberculose cutânea ou manifestações cutâneas relacionadas com a sífilis.
  • Rosácea ou acne.
  • Atrofia cutânea pré-existente (em algumas formulações).
  • Aplicação nos olhos.

Utilização Restrita e Condicional

População/Condição Estatuto e Limitações
Lactentes e Crianças A segurança não está estabelecida em crianças com menos de 3 meses ou 2 anos, dependendo da forma farmacêutica. O uso pediátrico requer precaução devido à maior suscetibilidade à toxicidade sistémica (supressão do eixo HPA).
Gravidez Classificada na Categoria C; a utilização deve ocorrer apenas se o benefício potencial justificar o risco para o feto. Devem evitar-se aplicações em quantidades elevadas ou por períodos prolongados.
Amamentação Deve ser utilizada com precaução, uma vez que se desconhece se a absorção tópica resulta na passagem de quantidades detetáveis para o leite materno.
Infeções Cutâneas Não é elegível para uso a menos que seja utilizado simultaneamente um agente anti-infecioso apropriado; se a infeção não for controlada rapidamente, a desonida deve ser interrompida.
Uso Oclusivo Deve evitar-se a aplicação em áreas extensas ou sob pensos oclusivos (incluindo as fraldas em lactentes), devido ao risco aumentado de absorção sistémica.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações da Desonida com outros medicamentos e produtos

O perfil de interações da desonida tópica é regido principalmente pela sua classe farmacológica (corticosteroides) e pela absorção sistémica mínima através da pele. O perfil de segurança enfatiza o risco de um aumento da exposição sistémica, em vez de interações específicas entre fármacos.

Padrões de Interação Documentados

No que respeita a outros produtos que contenham corticosteroides, a utilização concomitante com outros corticosteroides tópicos ou sistémicos pode levar a um efeito sistémico cumulativo. Esta exposição aditiva aumenta o risco potencial de efeitos adversos sistémicos dos corticosteroides, tais como a supressão do eixo HPA.

Relativamente a substâncias que alteram a exposição, os inibidores fortes da enzima Citocromo P450 3A4 (CYP3A4) são observados como podendo aumentar potencialmente a concentração plasmática de corticosteroides disponíveis sistemicamente, refletindo uma precaução farmacocinética específica da classe.

Restrições e Considerações sobre Interações

Não estão especificados produtos medicinais que estejam formalmente classificados como contraindicados para coadministração. Adicionalmente, não existem regras obrigatórias de intervalo de tempo para a separação das aplicações deste medicamento em relação a outros produtos.

No que concerne a alimentos, álcool ou produtos à base de plantas, as interações com estes elementos, bem como com testes laboratoriais, não foram estabelecidas nas monografias do produto.

Quanto ao risco específico por população, os doentes pediátricos são reconhecidos como estando em maior risco de toxicidade sistémica resultante de corticosteroides tópicos, o que eleva a relevância clínica da interação por efeito sistémico cumulativo nesta população.

Mecanismo de ação

A desonida é um corticosteróide de baixa potência concebido para aplicação tópica, que atua através da regulação da resposta inflamatória da pele. O seu mecanismo de ação baseia-se na capacidade de penetrar nas células cutâneas para interagir com recetores citoplasmáticos específicos, influenciando a síntese de proteínas que medeiam os processos inflamatórios.

Uma vez aplicada, a desonida induz a produção de proteínas inibidoras conhecidas como lipocortinas. Estas proteínas controlam a biossíntese de mediadores potentes da inflamação, como as prostaglandinas e os leucotrienos, ao inibir a libertação do seu precursor comum, o ácido araquidónico. Ao limitar a produção destas substâncias, o medicamento reduz eficazmente a dilatação dos vasos sanguíneos, a acumulação de fluidos nos tecidos e a migração de células inflamatórias para a área afetada.

Este processo resulta numa tripla ação terapêutica: uma resposta anti-inflamatória que diminui a vermelhidão e o inchaço; uma ação antipruriginosa que alivia a sensação de comichão; e um efeito vasoconritor que ajuda a restaurar a integridade da barreira cutânea. Devido ao seu perfil farmacológico, a desonida permite controlar os sintomas de dermatoses responsivas aos corticosteróides, minimizando a atividade inflamatória local sem a intensidade de agentes mais potentes.

Informações sobre dosagem e administração

Protocolo Oficial de Administração e Dosagem

A desonida é administrada exclusivamente por via tópica, sendo aplicada diretamente sobre a superfície da pele. O seu uso é estritamente proibido por via oral, oftálmica (olhos) ou intravaginal. O medicamento encontra-se disponível na concentração de 0,05% em diversas formas farmacêuticas, incluindo creme, pomada, loção, gel e espuma.

Dosagem e Frequência

O protocolo padrão requer a aplicação de uma camada fina da preparação sobre as áreas afetadas. A frequência de aplicação varia ligeiramente consoante o produto: o creme, a pomada e a loção são tipicamente aplicados duas a quatro vezes por dia, enquanto as formulações em gel e espuma são, geralmente, aplicadas duas vezes ao dia. No caso da preparação em loção, as instruções oficiais exigem que o produto seja bem agitado antes da utilização para garantir uma dispersão uniforme.

Duração e Restrições Procedimentais

A terapia é definida como de curta duração e deve ser interrompida assim que o controlo adequado da condição seja alcançado. O curso total de utilização é estritamente limitado, sendo geralmente aconselhado que não exceda duas semanas consecutivas para muitas das formas farmacêuticas, embora produtos específicos, como a espuma, possam ser indicados por períodos de até quatro semanas consecutivas em certas condições. Uma restrição procedimental crítica é a proibição do uso de curativos oclusivos (ligaduras ou coberturas apertadas) sobre a área tratada, a menos que tal seja especificamente orientado por um profissional de saúde. Esta restrição aplica-se igualmente à utilização de fraldas apertadas em bebés quando o medicamento é aplicado na zona da fralda.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre a Desonida

Esta secção descreve os tipos de investigação e ensaios clínicos que foram realizados para a desonida, centrando-se no que foi observado em ambiente de estudo e nos aspetos da evidência que ainda se encontram sob exploração.


Evidência para Uso na Dermatite Atópica (Eczema)

A principal evidência relativa à desonida foi avaliada em estudos para a dermatite atópica (eczema) de intensidade ligeira a moderada e provém de ensaios clínicos controlados e aleatorizados de curto prazo. Estes estudos foram estruturados para comparar a desonida com uma substância inativa (placebo) ou com outro medicamento ativo. Esta investigação analisou a forma como os sintomas se alteram ao longo do tempo em populações de estudo, maioritariamente doentes diagnosticados com a forma ligeira a moderada da doença.

Nestes ensaios, os investigadores mediram principalmente os resultados relacionados com estados inflamatórios ou irritativos utilizando ferramentas padronizadas, como a escala Investigator's Global Assessment (IGA), para monitorizar a condição global. Os resultados descrevem padrões observados nos estudos relativos a alterações medidas em sinais específicos, como a vermelhidão (eritema) e a espessura da pele (induração), bem como resultados reportados pelos doentes descrevendo o desconforto percecionado, como a comichão (prurido).

Evidência para Uso noutras Condições Inflamatórias da Pele

A desonida foi avaliada em investigações que exploraram o seu papel no grupo mais vasto das dermatoses sensíveis aos corticosteroides. A investigação para estas condições inclui frequentemente estudos-piloto de menor dimensão e ensaios abertos. Estes estudos analisaram resultados relacionados com o desconforto físico e resultados associados a estados inflamatórios ou irritativos. Os investigadores focaram-se em avaliações do estado geral utilizando avaliações globais efetuadas por médicos. Dado que a qualidade da evidência varia entre os estudos, as conclusões para certas condições específicas dentro desta categoria mais ampla podem ser consideradas menos certas do que a evidência central para a dermatite atópica.

Estudos em Populações Específicas e Grupos Etários

A investigação explorou os resultados em doentes pediátricos, incluindo lactentes a partir dos três meses de idade, com dermatite atópica de intensidade ligeira a moderada. Os resultados descrevem padrões de grupo relativos à evolução dos sintomas nestas populações mais jovens durante os curtos intervalos do estudo. Além das crianças, a investigação também explorou as alterações de curto prazo dos sintomas em adultos.

Evidência a Longo Prazo e Períodos de Acompanhamento

A base da investigação consiste principalmente em estudos onde o período de observação principal foi definido como sendo de quatro semanas. Esta duração de acompanhamento foi limitada e fornece informações restritas sobre os resultados a longo prazo. Como resultado, permanece incerta a caracterização completa dos resultados que se estendam além do período de estudo de um mês. Os dados sobre o padrão de sintomas meses após a interrupção da preparação tópica ainda estão a surgir e provêm principalmente de contextos observacionais pós-comercialização, em vez de ensaios controlados.

Lacunas na Investigação e Áreas de Incerteza

Os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos porque a duração do acompanhamento na maioria dos estudos de eficácia primária foi limitada. Além disso, embora a evidência inclua numerosos ensaios clínicos controlados e aleatorizados de curto prazo para a dermatite atópica ligeira a moderada, existem menos estudos de grande escala para doentes com doença grave, o que significa que os dados para este grupo de gravidade permanecem insuficientes. Verifica-se uma falta de evidência comparativa direta face a todos os tratamentos alternativos disponíveis. Estas áreas representam lacunas na investigação que continuam a ser exploradas para contextualizar plenamente o panorama da evidência.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre a Desonida (FAQ)

P: Que condições estão descritas nos documentos oficiais como sendo tratadas pela desonida? Os documentos oficiais indicam que a desonida está indicada para o alívio das manifestações inflamatórias e pruriginosas (comichão) de dermatoses que respondem aos corticosteroides. Isto inclui condições como a dermatite atópica (eczema) e tipos específicos de dermatite de contacto.

P: A desonida pode ser utilizada em áreas de pele sensível, como o rosto ou as virilhas? Devido à sua classificação como um corticosteroide tópico de baixa potência, a desonida é geralmente descrita como adequada para utilização em áreas de pele sensível. Isto inclui zonas onde a pele é mais fina, como o rosto e as áreas intertriginosas (dobras da pele).

P: Os documentos oficiais mencionam produtos ou ingredientes comuns que devam ser evitados durante a utilização de desonida? Os documentos oficiais focam-se principalmente em interações medicamentosas com outros fármacos ativos. No entanto, os rótulos listam ingredientes inativos, tais como o álcool cetílico e o propilenoglicol, aos quais alguns doentes podem apresentar uma reação alérgica. Não são nomeados produtos de consumo específicos a evitar.

P: A desonida é segura para utilização em crianças ou lactentes? A informação oficial refere que certas formulações de desonida demonstraram ser eficazes na dermatite atópica em crianças a partir dos três meses de idade. As orientações sublinham que os doentes pediátricos podem ter uma maior suscetibilidade a efeitos secundários sistémicos resultantes de esteroides tópicos devido ao aumento da absorção cutânea.

P: O que acontece se a desonida for utilizada acidentalmente em pele com feridas ou infetada? As contraindicações oficiais estabelecem que a desonida tem uma utilização restrita na presença de uma infeção bacteriana, fúngica ou tuberculosa da pele que não esteja a ser tratada. Se uma infeção se desenvolver e não for controlada, a orientação é interromper a utilização do medicamento.

P: Como é que a desonida está classificada em termos de segurança para utilização a longo prazo? A desonida está destinada a uma terapia de curto prazo. As instruções definem a terapia como sendo de curta duração e referem que a utilização contínua é tipicamente limitada a duas semanas consecutivas para muitas preparações. A segurança e a eficácia não foram estabelecidas em estudos com duração superior a quatro semanas contínuas.

P: O que acontece se um doente aplicar acidentalmente demasiada desonida? As informações instruem os doentes a aplicar apenas a quantidade prescrita por um profissional de saúde. A utilização excessiva aumenta o risco de efeitos secundários sistémicos. Não deve ser utilizada uma quantidade dupla para compensar uma aplicação esquecida.

P: Qual é a evidência relativa à utilização da desonida na dermatite de contacto? As indicações oficiais para algumas formulações incluem especificamente o controlo de reações inflamatórias e pruriginosas resultantes de dermatite de contacto, o que pode abranger reações causadas por alergénios ou irritantes específicos.

P: Porque é que a desonida é geralmente preferida para o rosto em comparação com esteroides mais fortes? A desonida está classificada como um corticosteroide tópico de baixa potência (Classe 6). Esta classificação é considerada adequada para áreas delicadas, como o rosto, devido ao reduzido potencial para efeitos secundários como a atrofia cutânea (adelgaçamento da pele).

P: Qual é a principal diferença entre a desonida e um medicamento como a hidrocortisona? Ambos são corticosteroides tópicos, mas diferem ligeiramente na potência. A desonida é geralmente um agente de baixa potência (Classe 6), enquanto a hidrocortisona é tipicamente um agente de potência muito baixa (Classe 7), sugerindo uma diferença menor na força terapêutica.

P: Com que rapidez é que a desonida começa normalmente a atuar para reduzir a inflamação? O medicamento destina-se a ser utilizado por um curto período. Estudos clínicos observam que a melhoria da condição cutânea ocorre habitualmente nas primeiras duas semanas de tratamento.

P: É verdade que a desonida tem um risco menor de causar adelgaçamento da pele em comparação com esteroides mais fortes? Sim, a orientação clínica indica que efeitos como a atrofia cutânea estão correlacionados com a potência do esteroide. Sendo um agente de baixa potência, a desonida está associada a um potencial reduzido para este efeito em comparação com corticosteroides de maior potência.

P: Qual é a diferença entre a desonida em creme, pomada e loção? As várias formas contêm diferentes ingredientes inativos, resultando em texturas físicas distintas. A pomada tem uma base gordurosa, enquanto a loção é uma emulsão. A frequência padrão de aplicação também pode variar consoante a formulação.

P: Quais são os sinais relatados de uma reação alérgica à desonida? Os sinais de hipersensibilidade podem incluir erupção cutânea, urticária ou prurido intenso. Sinais mais graves incluem vermelhidão, inchaço, bolhas ou descamação da pele, e inchaço da boca, rosto, lábios, língua ou garganta.

P: Quais são as recomendações oficiais se uma pessoa se esquecer de uma aplicação? Se uma aplicação for esquecida, esta deve ser feita assim que o doente se lembrar. Se estiver quase na hora da próxima dose, a dose esquecida deve ser saltada e o esquema regular retomado. Não deve ser aplicada uma quantidade dupla.

P: Existem efeitos secundários conhecidos ao interromper a utilização de desonida subitamente? A interrupção de esteroides tópicos, após utilização prolongada, pode resultar no regresso ou num efeito de ricochete (rebound) da condição original. O processo de descontinuação é habitualmente discutido com um profissional de saúde.

P: Quais são os principais ingredientes inativos nas formulações de desonida? Variam dependendo da forma do produto e da marca, mas incluem comummente água purificada, vaselina branca, ácido esteárico, propilenoglicol, álcool cetílico e vários conservantes.

P: O que torna a desonida adequada para o tratamento da dermatite? A sua adequação advém das propriedades anti-inflamatórias e antipruriginosas. É um corticosteroide não fluorado de baixa potência, sendo uma opção preferencial para dermatites ligeiras a moderadas em áreas sensíveis ou em pediatria.

P: A documentação oficial desaconselha a exposição solar durante a utilização de desonida? As instruções de armazenamento recomendam manter o medicamento afastado da luz direta. Embora um aviso de fotossensibilidade não esteja universalmente listado, sugere-se evitar a luz solar direta durante a utilização de esteroides tópicos.

P: A desonida está disponível sob diferentes nomes comerciais? Sim, desonida é o nome do ingrediente ativo. Está disponível sob vários nomes comerciais em diferentes mercados globais, tais como DesOwen, Desonate e Tridesilon.

P: Quais são as diferenças entre a desonida e a betametasona? A desonida é de baixa potência (Classe 6). Em comparação, a betametasona é geralmente classificada como um agente potente ou de elevada potência, possuindo uma classificação de força superior para fins terapêuticos.

P: A desonida pode ser utilizada em infeções fúngicas? De acordo com os documentos regulamentares, a utilização do medicamento está restringida na presença de uma infeção fúngica da pele que não esteja a ser tratada.

P: A desonida é segura se eu for alérgico a outros esteroides tópicos? Os esteroides tópicos são categorizados em classes estruturais. A desonida pertence à Classe B. Uma alergia a um esteroide pode indicar um risco de reatividade cruzada com outros dentro da mesma classe estrutural.

P: A desonida corre o risco de causar glaucoma se for utilizada perto dos olhos? Os rótulos proíbem estritamente a utilização oftálmica. O contacto com os olhos deve ser evitado, pois a utilização indevida de esteroides tópicos nas pálpebras acarreta riscos de efeitos graves, incluindo o aumento da pressão intraocular e glaucoma.

Como Desonide deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar a Desonida

As preparações de uso tópico de desonida devem ser conservadas a uma temperatura ambiente controlada, definida entre os 20 °C e os 25 °C, devendo ser protegidas da congelação, do calor excessivo, da humidade e da luz direta.

O medicamento deve ser sempre mantido num recipiente fechado e guardado fora do alcance e da vista das crianças.

Existem restrições específicas para a formulação em espuma: devido ao seu propulsor inflamável, esta deve ser mantida afastada de chamas ou do fogo. As embalagens de espuma não devem ser expostas a temperaturas superiores a 49 °C, nem devem ser perfuradas ou incineradas.

Relativamente à eliminação do produto, os doentes são instruídos a não conservar medicamentos que tenham o prazo de validade expirado ou que já não sejam necessários. As orientações oficiais recomendam a consulta de um profissional de saúde ou de uma empresa local de eliminação de resíduos para obter instruções sobre como descartar corretamente qualquer desonida não utilizada.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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