Degala

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Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Degala

Factos Relevantes

Propriedade Descrição
Princípio ativo Bromocriptina (sob a forma de mesilato)
Forma farmacêutica Comprimido (preparação oral)
Classe farmacológica Agonista da dopamina
Objetivo geral Supressão da secreção de prolactina
Origem Derivado sintético do ergot

O medicamento conhecido comercialmente como Degala é um fármaco sujeito a receita médica que contém o princípio ativo bromocriptina, geralmente presente como sal de mesilato. É classificado como uma preparação oral, o que significa que o medicamento é formulado em comprimidos destinados a exercer um efeito sistémico após serem deglutidos. A bromocriptina pertence à classe de fármacos dos agonistas da dopamina, sendo classificada como um agente dopaminérgico que estimula recetores específicos de dopamina no sistema nervoso central. A bromocriptina é identificada quimicamente como um derivado do ergot, um composto semissintético derivado da família dos alcaloides do ergot.

Identidade e Classe Farmacológica da Bromocriptina

A bromocriptina define-se pela sua ação central como um agonista dos recetores D2 da dopamina, mimetizando a dopamina natural do organismo para modular a atividade de neurotransmissores e hormonas. Esta ação é clinicamente reconhecida por proporcionar uma intervenção farmacológica específica.

Como agente dopaminérgico, a influência primária deste fármaco ocorre no sistema neuroendócrino, onde interage diretamente com as vias reguladoras do organismo. O mesilato de bromocriptina é um composto não hormonal que exibe uma atividade potente como agonista dos recetores da dopamina. Ao contrário de alguns agonistas da dopamina de gerações mais recentes, a bromocriptina, enquanto derivado do ergot, possui um longo historial de utilização e documentação robusta que fundamenta o seu papel como um agente essencial na modulação destas vias.

Objetivo Geral do Degala como Inibidor da Prolactina

O papel funcional central do Degala é o de um inibidor da prolactina, resultando na supressão eficaz da secreção de prolactina pela glândula pituitária anterior.

Esta ação inibitória específica é o mecanismo fundamental que dita o objetivo geral do fármaco. Ao reduzir os níveis circulantes de prolactina, o Degala oferece uma forma direta e direcionada de restaurar o equilíbrio em processos biológicos que são interrompidos pela sobreprodução hormonal, como os relacionados com o ciclo menstrual. O benefício terapêutico do fármaco advém, portanto, da sua capacidade de regular e normalizar funções endócrinas e neurais fundamentais através do seu agonismo dos recetores D2 da dopamina.

Quais efeitos secundários são possíveis com Degala?

O perfil de segurança de Degala (degarelix) baseia-se em ensaios clínicos e dados de pós-comercialização documentados.

Reações Adversas por Frequência

As reações adversas observadas com maior frequência (classificadas como Muito Frequentes, incidência ≥ 10%) estão principalmente relacionadas com o local de injeção e com os efeitos fisiológicos esperados da supressão da testosterona. Estas incluem:

  • Reações no local de injeção (tais como dor, eritema, inchaço ou induração)
  • Fogachos
  • Aumento de peso
  • Aumento das transaminases séricas e da gama-glutamiltransferase (elevações das enzimas hepáticas)

As reações adversas Frequentes (classificadas como incidência entre 1% a < 10%) incluem anemia, tonturas, diminuição da libido, suores noturnos, hipertensão e diminuição da densidade mineral óssea.

Informações de Segurança Clinicamente Significativas

Reações Adversas Graves: Foram notificadas reações de hipersensibilidade, incluindo anafilaxia, urticária e angioedema (inchaço), as quais representam um risco que requer atenção médica imediata.

Riscos Cardiovasculares: O tratamento pode prolongar o intervalo QT, uma alteração na atividade elétrica do coração. Recomenda-se precaução em doentes com patologias cardíacas preexistentes ou naqueles que tomem outros medicamentos que afetem o intervalo QT.

Efeitos a Longo Prazo: A utilização prolongada deste tipo de terapêutica está associada a uma diminuição da densidade mineral óssea.

Restrições e Limitações: Degala está contraindicado em mulheres que estejam ou possam vir a engravidar, devido ao potencial documentado de danos fetais (Categoria de Gravidez X). Este medicamento não foi estudado em doentes com insuficiência hepática grave ou insuficiência renal grave, pelo que a sua utilização nestas populações requer precaução.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Âmbito da Sobredosagem

De acordo com as informações oficiais, a sobredosagem de Degala pode manifestar-se através de uma combinação de sinais que afetam primordialmente o Sistema Nervoso Central, o sistema gastrointestinal e o sistema cardiovascular. As apresentações clínicas documentadas incluem efeitos no Sistema Nervoso Central, tais como confusão, alucinações, tonturas, sonolência e bocejos. As manifestações gastrointestinais incluem náuseas, vómitos e obstipação, frequentemente acompanhadas por transpiração excessiva e palidez cutânea.

Classificações de Sobredosagem

O perfil de segurança identifica riscos de desfechos graves associados à sobredosagem. Estes resultados graves incluem o desmaio (síncope) e episódios de hipotensão grave (pressão arterial baixa). No contexto de sobredosagem, especifica-se que não existe um antídoto específico oficialmente documentado para o Degala; por conseguinte, a gestão clínica baseia-se num tratamento sintomático e de suporte.

Estrutura Resultante da Sobredosagem

Declarações oficiais sobre sobredosagem:

A sobredosagem pode apresentar-se através de uma combinação de efeitos no Sistema Nervoso Central e gastrointestinais, podendo evoluir para hipotensão grave. Deve procurar-se assistência médica imediata em caso de suspeita de sobredosagem ou quando ocorrem desfechos graves, tais como desmaio ou hipotensão grave.

Ligação ao perfil global de sobredosagem (resumo):

O perfil de sobredosagem do Degala é definido pela documentação explícita dos grupos de sintomas esperados e pela classificação de potenciais desfechos graves, como a hipotensão grave. Este perfil estabelece a necessidade de procurar atendimento médico de emergência imediatamente após a suspeita de sobredosagem. A gestão é padronizada como sintomática e de suporte, refletindo a ausência de um antídoto específico documentado.

Usos terapêuticos de Degala

Aplicações do Degala: Principais Usos e Benefícios

O medicamento é aplicado em diversos domínios terapêuticos distintos onde a gestão de suporte dos sintomas é adequada. O Degala é considerado relevante na gestão de condições caracterizadas por um desequilíbrio sistémico, que podem incluir a hiperprolactinemia (níveis elevados de prolactina), certos tumores hipofisários, a doença de Parkinson, a acromegalia e a utilização como coadjuvante na Diabetes Mellitus tipo 2.

O foco terapêutico reside no alívio de sintomas que interferem com o funcionamento quotidiano e na prestação de apoio para a estabilização dos sintomas. Em contextos clínicos relevantes, este pode auxiliar na abordagem de conjuntos de sintomas como a ausência de ciclos menstruais, a secreção mamária anormal, a disfunção sexual e o comprometimento do controlo motor. Contribui para ajudar a manter a estabilidade funcional durante períodos sintomáticos.

"Apoia os doentes durante episódios de maior desconforto, aliviando a carga global dos sintomas."


Facto Rápido: Apoio para Sintomas Hormonais e Motores

Critérios de utilização e restrições

Mapa de Elegibilidade: Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar Degala

Esta secção descreve a elegibilidade e a não elegibilidade documentada da população para o Degala (Mesilato de bromocriptina), baseando-se estritamente em documentos regulamentares oficiais.

Estatuto da População Classificação de Elegibilidade (Terminologia Oficial)
Populações Autorizadas Adultos para todas as indicações aprovadas; Adolescentes (tipicamente ≥ 11 anos) para determinados adenomas hipofisários secretores de prolactina.
Proibições Absolutas Contraindicado em doentes com hipertensão não controlada, hipersensibilidade conhecida aos alcaloides da ergot e doenças cardiovasculares graves (ex.: doença arterial coronária).
Estado Reprodutivo O uso é contraindicado em mulheres a amamentar e durante distúrbios hipertensivos da gravidez (ex.: pré-eclâmpsia).
Utilização Condicional O uso requer precaução e monitorização em doentes com compromisso hepático ou compromisso renal. Não recomendado para Diabetes Tipo 1 ou distúrbios psiquiátricos graves.
Restrições de Idade A segurança e eficácia não estão estabelecidas na população pediátrica para Acromegalia, Doença de Parkinson ou Diabetes Mellitus Tipo 2.

Declarações Oficiais de Elegibilidade:

Os documentos regulamentares definem a elegibilidade através de contraindicações específicas relacionadas com o risco cardiovascular e o estado reprodutivo. A elegibilidade é restringida condicionalmente, exigindo precaução para populações com compromisso orgânico. Para muitas indicações, o uso do medicamento é classificado como não estabelecido em doentes pediátricos.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com Outros Medicamentos e Produtos

A informação regulamentar oficial para o Degala foca-se numa interação farmacodinâmica específica relacionada com o ritmo cardíaco e assinala a baixa probabilidade de interações metabólicas comuns.

Tipo de Interação Informação Regulamentar
Risco Farmacodinâmico O uso concomitante com medicamentos conhecidos por prolongar o intervalo QTc deve ser cuidadosamente avaliado. Isto inclui antiarrítmicos de Classe IA (ex.: quinidina, disopiramida) e antiarrítmicos de Classe III (ex.: amiodarona, sotalol).
Farmacocinética (CYP450) É improvável a ocorrência de interações fármaco-fármaco clinicamente significativas ao nível da farmacocinética. O Degala não é um substrato para o sistema humano CYP450 e não demonstrou inibir ou induzir as principais enzimas CYP (dados in vitro).

Restrições e Precauções Relacionadas com Interações

  • Compatibilidade Física: Após a reconstituição para injeção, a solução do produto não deve ser misturada com nenhuns outros medicamentos na mesma seringa ou frasco.
  • Notas sobre Populações: Recomenda-se precaução na utilização em doentes com insuficiência renal grave ou disfunção hepática grave, uma vez que a segurança e a eficácia não foram estabelecidas através de estudos nestas populações específicas.

O perfil regulamentar enfatiza, assim, uma abordagem de utilização com precaução para agentes que prolongam o intervalo QTc, confirmando simultaneamente que o produto evita as vias de interação metabólica habitualmente associadas ao sistema enzimático CYP450.

Mecanismo de ação

Agonismo Direcionado dos Recetores de Dopamina D2

O Degala atua essencialmente como um forte agonista (estimulador) dos Recetores de Dopamina D2 (D2R) localizados nas células lactotróficas da glândula hipófise, uma interação molecular que inicia o sinal inibitório central. Esta ligação mimetiza a ação da dopamina natural.


Inibição das Cascatas de Sinalização Intracelular

A ativação dos D2R está acoplada a uma proteína inibitória Gi/o, o que leva à inibição imediata da adenililciclase e a uma redução significativa nos níveis intracelulares de cAMP. Esta cascata molecular restringe o processo de secreção de prolactina, o que resulta na consequência fisiológica central do mecanismo do fármaco.


Modulação das Vias Neuroendócrinas

A ação do fármaco modula a via dopaminérgica tuberoinfundibular (TIDA), a qual contribui para o tónus inibitório sobre a hipófise e resulta numa redução sustentada da libertação hormonal. Esta modulação ao nível do sistema contribui para o efeito global no eixo neuroendócrino, conduzindo a uma redução regulada dos níveis de prolactina em circulação.

Informações sobre dosagem e administração

Como Utilizar o Degala: Diretrizes Oficiais de Administração

O Degala é prescrito apenas para administração por via oral, estando disponível em comprimidos (0,8 mg ou 2,5 mg) e em cápsulas de 5 mg. O protocolo oficial de utilização para todas as condições requer um plano de escalonamento e titulação de dose, iniciando-se com uma dose baixa que é aumentada progressivamente ao longo de dias ou semanas, até que o intervalo de manutenção ideal seja atingido.

Dose e Horários

A dose inicial para condições como a hiperprolactinemia é, habitualmente, de 1,25 mg a 2,5 mg uma vez por dia, com incrementos realizados a cada dois a sete dias até se alcançar o intervalo de manutenção diária de 2,5 mg a 15 mg. A dose máxima para condições crónicas, como a doença de Parkinson, pode chegar aos 100 mg diários. Crucialmente, o medicamento deve ser tomado com alimentos ou um pequeno lanche em todas as indicações, de modo a melhorar a tolerabilidade.

A administração da formulação de 0,8 mg, reservada exclusivamente para a Diabetes Mellitus Tipo 2, segue um protocolo distinto. Este comprimido específico está sujeito a uma restrição rigorosa de horário, determinando que deve ser tomado uma vez por dia, nas duas horas após acordar, durante o período da manhã. Além disso, esta formulação de 0,8 mg não é permutável por outras dosagens ou marcas do princípio ativo.

Regras Procedimentais e Populações Específicas

As diretrizes oficiais abordam populações específicas recomendando uma seleção cautelosa da dose para idosos, o que frequentemente exige a utilização do limite inferior do intervalo posológico aprovado. Está também definida uma dose inicial específica (1,25 mg a 2,5 mg) para doentes pediátricos (dos 11 aos 15 anos) no tratamento da hiperprolactinemia. As instruções referem ainda que, caso se esqueça de uma dose da formulação de 0,8 mg, o doente não deve duplicar a dose na manhã seguinte para compensar. O tratamento é, tipicamente, de longa duração para condições crónicas.

Evidência clínica recente

Evidências de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o Degala (Bromocriptina)

O registo de investigação do Degala, que contém a substância ativa Bromocriptina, baseia-se na avaliação clínica em diversas patologias distintas. Esta visão geral resume a estrutura e o foco dos estudos, refletindo os dados analisados pelas autoridades de saúde.


Evidências na Utilização em Níveis Elevados de Prolactina (Hiperprolactinemia)

A investigação sobre níveis elevados de prolactina e condições associadas, tais como tumores hipofisários secretores de prolactina (prolactinomas), inclui Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECCA) de curto prazo e estudos de coorte observacionais de longo prazo. Os investigadores analisaram resultados específicos, incluindo a medição dos níveis de prolactina sérica (PRL), o restabelecimento de ciclos menstruais regulares, a resolução da secreção mamária anormal e a monitorização do volume do tumor hipofisário. Os resultados descrevem padrões nestes estudos relacionados com a alteração medida nos níveis de PRL dos doentes e a evolução dos sintomas associados. Os desfechos funcionais de longo prazo, relativos à manutenção do controlo hormonal e às alterações no volume tumoral, são descritos principalmente em estudos observacionais.


Evidências na Utilização na Doença de Parkinson

A investigação que analisa a utilização do Degala na doença de Parkinson inclui ECCA mais antigos e estudos prospetivos de longo prazo. A investigação examinou resultados que refletem o funcionamento diário ou o nível de atividade, focando-se na medição da deficiência motora e em escalas de incapacidade. Os estudos exploraram a sua utilização tanto como terapia isolada quanto como terapia adjuvante. No entanto, muitos dos principais ensaios clínicos relacionados com esta indicação são históricos, o que significa que a qualidade da evidência varia entre os estudos e, por vezes, contém limitações metodológicas, tais como dimensões de amostra modestas.


Evidências na Utilização como Adjuvante na Diabetes Mellitus Tipo 2

A investigação para esta indicação, especificamente envolvendo uma formulação de libertação rápida, foi avaliada em estudos controlados por placebo de grande escala. Os principais resultados analisados foram as alterações nos marcadores de açúcar no sangue, especificamente a HbA1c (hemoglobina glicada) e a Glicémia de Jejum (GJ), ao longo de um período de 52 semanas. A investigação destaca as alterações medidas durante o período do estudo, indicando que, quando utilizado em conjunto com a terapia habitual para a diabetes, o medicamento foi associado a dados que mostram padrões relacionados com os marcadores de açúcar no sangue. A magnitude da alteração medida nos marcadores de açúcar no sangue é frequentemente caracterizada na literatura científica como modesta, e os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas Frequentes sobre o Degala (FAQ)

P: Quanto tempo demora o Degala a começar a fazer efeito?

De acordo com estudos farmacocinéticos, a substância ativa começa a apresentar o seu efeito hormonal pouco tempo após a administração. Os níveis da hormona-alvo no sangue podem começar a diminuir cerca de duas horas após a toma da dose. O efeito máximo é geralmente reportado como ocorrendo aproximadamente oito horas após a administração.

P: O Degala é considerado um novo tipo de fármaco?

Documentos oficiais classificam a substância ativa, a Bromocriptina, como um derivado semissintético da cravagem do centeio (ergot). Este tipo de composto tem um longo histórico de utilização. Está aprovado para diversas condições médicas e possui documentação extensa que apoia o seu papel na modulação de vias neuroendócrinas.

P: Existem efeitos secundários comuns ao iniciar o tratamento com Degala?

É comum a notificação de efeitos secundários quando o tratamento é iniciado. A informação oficial de segurança indica que efeitos como tonturas e sonolência são frequentemente sentidos durante as primeiras horas após a toma. Verificou-se em estudos que estes efeitos foram minimizados através do esquema de dosagem gradual prescrito.

P: O Degala causa cansaço ou sonolência?

Sim, a informação de segurança oficial lista tanto a fadiga (cansaço) como a sonolência como potenciais efeitos secundários. Em casos raros, os avisos oficiais indicam que os doentes podem sofrer episódios de adormecimento súbito, sem aviso prévio, durante as atividades diárias. Os avisos especificam que deve haver precaução ao conduzir ou operar maquinaria.

P: É comum o Degala causar mal-estar estomacal?

Sim, as reações adversas comuns documentadas em fontes regulamentares incluem náuseas, vómitos e mal-estar estomacal geral. As diretrizes oficiais de administração estabelecem que o medicamento deve ser tomado com alimentos ou um lanche para melhorar a tolerabilidade.

P: As autoridades classificam o Degala como um medicamento que causa dependência?

As entidades reguladoras não classificam a substância ativa do Degala (Bromocriptina) como uma substância controlada. Isto significa que, de um modo geral, o medicamento não é considerado como tendo potencial de abuso ou de causar dependência.

P: O Degala interage com medicamentos para a pressão arterial?

Recomenda-se precaução ao utilizar o Degala em conjunto com outros medicamentos que baixem a pressão arterial. A combinação pode aumentar o risco de pressão arterial baixa (hipotensão) e sintomas associados, como tonturas. As notas de segurança oficiais indicam que o uso concomitante com estes agentes requer uma avaliação cuidadosa.

P: Posso consumir álcool enquanto tomo Degala, segundo a informação oficial?

A informação de segurança oficial nota que é necessária precaução relativamente ao consumo de álcool durante o tratamento. O álcool pode intensificar os efeitos secundários no sistema nervoso, tais como tonturas, sonolência e dificuldades de concentração.

P: O Degala afeta os padrões de sono?

Sim, o perfil de segurança oficial regista vários efeitos potenciais nos padrões de sono. Estes podem incluir aumento da sonolência durante o dia, insónia (dificuldade em dormir) e pesadelos. Em instâncias raras, verificou-se que doentes adormeceram subitamente sem aviso.

P: Existem vitaminas ou suplementos com interação oficial conhecida com o Degala?

Documentos oficiais apontam para potenciais interações com suplementos que afetam as enzimas hepáticas, particularmente o sistema CYP3A4. Podem também ocorrer interações com suplementos que influenciem a pressão arterial ou causem sonolência.

P: Quanto tempo após interromper o Degala é que este demora a sair do corpo?

Dados de farmacocinética indicam que a semivida de eliminação terminal da substância ativa é de aproximadamente duas a oito horas. A semivida é o tempo necessário para que a quantidade de medicamento no corpo se reduza para metade.

P: O Degala pode ser utilizado por pessoas com diabetes?

Sim, o medicamento possui uma formulação específica (comprimido de 0,8 mg) que está oficialmente aprovada como terapia adicional para pessoas com Diabetes Mellitus Tipo 2. Este uso destina-se a melhorar o controlo da glicémia. No entanto, os documentos regulamentares indicam que o Degala não é recomendado para doentes com Diabetes Tipo 1.

P: O Degala altera o apetite?

Sim, a informação oficial de segurança lista a perda de apetite como uma reação adversa potencial, embora menos comum. Isto está documentado nos resumos de segurança derivados de dados clínicos.

P: É normal sentir uma ligeira dor de cabeça após iniciar o Degala?

Sim, a dor de cabeça é um efeito secundário comum listado para este medicamento. Relatos da experiência clínica indicam que este efeito é frequentemente notado pelos doentes quando iniciam o tratamento.

P: Existem avisos específicos sobre conduzir ou operar máquinas durante o tratamento?

Sim, os avisos oficiais especificam que se deve evitar conduzir ou operar maquinaria perigosa até que o doente saiba como o medicamento o afeta. Esta precaução deve-se ao potencial de tonturas, sonolência e ao risco de adormecer subitamente sem aviso.

P: Como é que o Degala se diferencia do placebo em ensaios clínicos?

Os ensaios clínicos avaliaram o medicamento face a um placebo inativo. Os estudos demonstraram que o fármaco foi associado a alterações medidas em marcadores-chave, tais como uma redução nos níveis de prolactina sérica, alterações no volume tumoral ou diferenças em marcadores glicémicos, como os níveis de HbA1c.

P: O Degala só está disponível como comprimido oral?

Não, a preparação oral do medicamento está disponível tanto em comprimidos como em cápsulas. Os comprimidos são disponibilizados em dosagens específicas, enquanto uma das doses (5 mg) se apresenta sob a forma de cápsula.

P: O Degala tem algum efeito na clareza mental ou na concentração?

O perfil de segurança oficial inclui efeitos no sistema nervoso central que podem influenciar o estado mental. Estão documentados efeitos secundários como confusão, tonturas e perturbações mentais, que podem potencialmente afetar a clareza e o foco.

P: Qual é a semivida do Degala, segundo os dados oficiais?

Dados farmacocinéticos oficiais reportam que a semivida de eliminação terminal é de aproximadamente duas a oito horas. Esta medição descreve o tempo que metade da dose administrada demora a ser eliminada do organismo.

P: O Degala pode interagir com remédios à base de ervas, como a Erva de São João?

Dados oficiais de interação medicamentosa sugerem uma potencial interação com remédios à base de plantas como a Erva de São João. Isto acontece porque o metabolismo da substância ativa depende de enzimas hepáticas específicas (CYP3A4) que podem ser influenciadas por tais suplementos herbais.

P: O Degala é geralmente bem tolerado em estudos clínicos?

Relatórios de ensaios clínicos sugerem que os efeitos adversos sentidos pelos doentes são tipicamente classificados como de gravidade ligeira a moderada. Notou-se frequentemente que estes efeitos foram minimizados em estudos clínicos onde os doentes seguiram o esquema de dosagem gradual prescrito.

P: Por que razão existem avisos sobre alterações na visão com o Degala?

Os avisos de segurança oficiais indicam o potencial para efeitos secundários visuais, tais como visão turva. O rótulo do produto refere que quaisquer alterações na visão requerem uma avaliação médica imediata, conforme indicado nos avisos de segurança oficiais.

P: Existe uma versão genérica do Degala disponível?

Sim, a substância ativa do Degala, a Bromocriptina, está disponível como medicamento genérico. A versão genérica é tipicamente disponibilizada a um custo inferior ao do produto de marca.

P: Qual é a principal diferença entre o Degala e outros medicamentos de prescrição semelhantes?

Os documentos oficiais classificam a substância ativa do Degala como um agonista dos recetores de dopamina D2. É adicionalmente identificada como um derivado semissintético da cravagem do centeio. Esta classificação distingue-o estrutural e historicamente de outros agonistas da dopamina não derivados da ergotamina e de outros medicamentos usados para condições semelhantes.

Como Degala deve ser armazenado e descartado?

O Degala (degarelix) deve ser conservado na embalagem de origem, protegido da luz e da humidade, e mantido fora da vista e do alcance das crianças. De um modo geral, o produto não necessita de refrigeração especial e deve ser mantido à temperatura ambiente, habitualmente não superior a 25°C (77°F). É importante verificar sempre o prazo de validade indicado nos frascos e na embalagem exterior; não utilize o medicamento após essa data.

Após a reconstituição do pó com o solvente, a solução injetável deve ser administrada imediatamente. Se a utilização imediata não for possível, o produto reconstituído pode manter-se estável por um período limitado, como por exemplo até duas horas a 25°C (77°F), mas recomenda-se a utilização imediata devido ao risco de contaminação microbiana.

A eliminação adequada do Degala é essencial para a proteção do meio ambiente. Os medicamentos não devem ser eliminados na canalização nem no lixo doméstico. Os doentes devem consultar um farmacêutico sobre os procedimentos corretos para descartar medicamentos não utilizados ou fora do prazo, incluindo quaisquer agulhas e seringas, de modo a garantir uma eliminação segura e em conformidade com as normas.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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