Defza

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Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Defza

Defza é um medicamento que contém a substância ativa deflazacorte, um tipo de corticoesteróide com propriedades anti-inflamatórias e imunossupressoras. Este fármaco é utilizado principalmente no tratamento de condições que requerem a redução da inflamação ou a supressão do sistema imunitário, sendo frequentemente prescrito para doenças reumáticas, doenças autoimunes, condições alérgicas graves e certas patologias dermatológicas.

O deflazacorte, componente principal do Defza, atua no organismo através da regulação da resposta inflamatória e da modulação da atividade das células imunitárias. Ao contrário de outros glucocorticoides, a sua estrutura química visa proporcionar um equilíbrio entre a eficácia terapêutica e o perfil de tolerabilidade, sendo utilizado em situações clínicas onde é necessário um controlo prolongado dos sintomas inflamatórios.

Este medicamento está disponível em diferentes dosagens e formas farmacêuticas para se adaptar às necessidades específicas de cada paciente. A sua utilização deve ser sempre acompanhada por um profissional de saúde, uma vez que o tratamento com corticoesteroides requer uma monitorização cuidadosa e um ajuste gradual da dose, especialmente durante a interrupção da terapia, para garantir a segurança e a eficácia do processo clínico.

Quais efeitos secundários são possíveis com Defza?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O Defza (deflazacorte) é um corticosteroide cujo perfil de segurança está amplamente documentado. Os possíveis efeitos secundários e as considerações de segurança são categorizados pela sua frequência e potencial impacto clínico, refletindo os efeitos sistémicos do fármaco.

Reações Adversas Mais Comuns

Os efeitos secundários observados com maior frequência em estudos clínicos (Muito Comuns, ocorrendo em 10% ou mais dos doentes) estão relacionados com alterações metabólicas e físicas típicas dos corticosteroides. Estas incluem aparência cushingóide, aumento de peso, aumento do apetite, infeção do trato respiratório superior, tosse e micção diurna frequente (polaquiúria).

Outros efeitos secundários comuns (ocorrendo em 1% a menos de 10% dos doentes) incluem irritabilidade, acne e desconforto abdominal.

Preocupações de Segurança Graves e Restrições

As informações de segurança enfatizam vários riscos graves e limitações associados ao tratamento:

  • Alterações na Função Endócrina: O fármaco pode suprimir a produção natural de esteroides pelo organismo (supressão do eixo HPA), o que pode levar a condições como insuficiência suprarrenal ou síndrome de Cushing. Esta supressão pode colocar a vida em risco se o medicamento for interrompido abruptamente.
  • Infeções e Imunossupressão: O deflazacorte pode enfraquecer o sistema imunitário, aumentando o risco de desenvolver novas infeções ou agravar infeções existentes, que podem ser graves ou mesmo fatais. Doentes em doses imunossupressoras estão, geralmente, impedidos de receber vacinas vivas ou atenuadas.
  • Efeitos Sistémicos a Longo Prazo: O uso crónico está associado a um maior risco de desenvolver osteoporose (enfraquecimento ósseo) que pode levar a fraturas, e problemas oculares como cataratas e glaucoma.
  • Crianças e Exposição: O uso a longo prazo em crianças pode levar a um abrandamento no crescimento e no desenvolvimento. Existe um risco significativo de insuficiência suprarrenal aguda se o tratamento for interrompido subitamente.

O perfil de segurança exige precaução em doentes com infeções existentes e enfatiza a necessidade de monitorização de sinais de alterações endócrinas e de problemas ósseos ou de visão a longo prazo.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

A sobredosagem com deflazacorte é descrita principalmente como uma exacerbação dos seus efeitos sistémicos conhecidos, particularmente aqueles resultantes de uma exposição elevada e prolongada. A sobre-exposição pode levar à supressão do eixo Hipotálamo-Pituitária-Suprarrenal (HPA), cuja apresentação clínica inclui a síndrome de Cushing (hipercortisolismo) e a hiperglicemia (níveis elevados de açúcar no sangue). Embora os relatos de intoxicação aguda sejam pouco comuns, a gestão clínica permanece focada nos efeitos da atividade excessiva e sistémica dos corticosteroides.

Os desfechos mais críticos e potencialmente fatais associados ao uso de doses elevadas envolvem o sistema endócrino. Existe o potencial para a ocorrência de insuficiência suprarrenal aguda após a interrupção súbita e abrupta do medicamento após uma terapia de dose elevada, uma condição que pode ser fatal. Adicionalmente, é assinalado um risco raro mas grave de crise de feocromocitoma após a administração sistémica de corticosteroides.

Se houver suspeita de uma sobredosagem, deve procurar-se assistência médica imediata. As orientações oficiais indicam que se deve contactar um centro de informação antivenenos ou um serviço de urgência. É necessária ajuda médica urgente, devendo os serviços de emergência ser contactados imediatamente, se a pessoa afetada tiver colapsado, sofrido uma convulsão, apresentar dificuldades em respirar ou não conseguir acordar. O padrão para a gestão da sobredosagem consiste na prestação de tratamento sintomático e de suporte. Uma consideração específica para certas populações é a presença do conservante álcool benzílico na suspensão oral, que está associado a um risco de efeitos graves e potencialmente fatais em lactentes muito jovens.

Usos terapêuticos de Defza

O deflazacorte é habitualmente utilizado no controlo sintomático da Distrofia Muscular de Duchenne (DMD) em crianças e adultos, sendo geralmente aplicado numa variedade de condições caracterizadas por um desequilíbrio sistémico acentuado. A sua relevância terapêutica enquadra-se em domínios que envolvem respostas exacerbadas do organismo, ajudando a abordar sintomas relacionados com esse desequilíbrio sistémico. A sua indicação principal foca-se no tratamento da DMD.

Este medicamento é relevante para tratar agrupamentos de sintomas que se podem tornar intensos ou disruptivos em condições como a Distrofia Muscular de Duchenne, a Artrite Reumatoide, o Lúpus Eritematoso Sistémico (LES), episódios de asma onde os sintomas podem intensificar-se temporariamente e a doença inflamatória intestinal. É aplicado em contextos clínicos que envolvem padrões de sintomas agudos ou instáveis, nos quais a gestão de suporte dos sintomas é apropriada.

“É frequentemente utilizado em condições que apresentam episódios agudos, ajudando a manter uma sensação de estabilidade quando os sintomas são mais evidentes.”

O seu benefício terapêutico foca-se em ajudar a aliviar a carga global de sintomas associada ao declínio físico e à inflamação sistémica. Este suporte é relevante durante as fases em que os sintomas se tornam mais percetíveis e podem interferir temporariamente com a funcionalidade.

Facto Rápido: Suporte Sintomático para Estados Inflamatórios
Utilização Principal: Aplicado em condições que envolvem processos inflamatórios ou irritativos, contribuindo para aliviar a carga sintomática global relacionada com o desconforto sistémico.

Critérios de utilização e restrições

Âmbito de Elegibilidade

Populações para as quais o uso é permitido:

O deflazacorte está indicado para doentes com 2 ou mais anos de idade com o diagnóstico de Distrofia Muscular de Duchenne (DMD). O seu uso também é permitido em doentes com compromisso renal (ligeiro, moderado ou grave) ou compromisso hepático ligeiro a moderado, não sendo necessário qualquer ajuste posológico nestes casos.

Populações para as quais o uso é contraindicado:

O medicamento é formalmente contraindicado para doentes com hipersensibilidade conhecida ao deflazacorte ou a qualquer um dos seus componentes inativos. Adicionalmente, não deve ser utilizado por doentes com infeções fúngicas sistémicas ou por aqueles que, estando a receber doses imunossupressoras, necessitem de vacinas vivas ou atenuadas.

Regras de elegibilidade relacionadas com a idade:

A idade mínima para a utilização deste medicamento é de 2 anos. A segurança e a eficácia do fármaco não foram estabelecidas para crianças com menos de 2 anos de idade. Da mesma forma, a utilização em casos de compromisso hepático grave não foi alvo de estudo.

Estado de elegibilidade na gravidez e lactação:

Relativamente à gravidez, o uso só é permitido se o benefício justificar o risco potencial para o feto. Durante a amamentação, o uso não é recomendado, uma vez que os corticosteroides sistémicos são excretados no leite humano.

Restrições relacionadas com a elegibilidade:

Doentes com tuberculose latente ou certas doenças gastrointestinais, tais como úlceras pépticas ativas ou diverticulite, requerem precaução especial e uma monitorização rigorosa durante o tratamento.


Classificações de Elegibilidade (Nível Geral)

Classificação de gravidade de elegibilidade:

As situações de elegibilidade dividem-se entre as situações contraindicadas (como hipersensibilidade e infeção fúngica sistémica) e as situações não estabelecidas (como crianças com menos de 2 anos e doentes com compromisso hepático grave).

Ligação ao perfil de elegibilidade global:

Quem pode e quem não pode utilizar o deflazacorte é determinado pela definição de uma população indicada — doentes com DMD com idade igual ou superior a 2 anos — e pela identificação de contraindicações absolutas baseadas em hipersensibilidade ou infeção sistémica ativa. O perfil de elegibilidade é estruturado por limitações em casos onde o produto não é recomendado ou a sua eficácia não está estabelecida, e pelo uso condicional que exige cautela em condições específicas, como distúrbios gastrointestinais ou infeções latentes.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações do Defza com outros medicamentos e produtos

As interações do deflazacorte baseiam-se principalmente na sua via metabólica e nas suas propriedades farmacodinâmicas, estabelecendo restrições específicas para o seu uso seguro.

Tipo de Interação Descrição Clínica
Combinações Contraindicadas As vacinas vivas ou atenuadas estão formalmente contraindicadas devido à atividade imunossupressora do fármaco, que reduz a eficácia da vacina e aumenta o risco de infeção disseminada. Estas vacinas devem ser administradas pelo menos 4 a 6 semanas antes de se iniciar o tratamento com deflazacorte.
Modulação Farmacocinética O metabolito ativo, 21-desDFZ, é metabolizado pela enzima CYP3A4. A coadministração com inibidores fortes da CYP3A4 (ex: claritromicina) aumenta significativamente a exposição ao metabolito ativo. Por outro lado, os indutores fortes da CYP3A4 (ex: carbamazepina, rifampicina) diminuem essa exposição, devendo o seu uso ser evitado.
Riscos Farmacodinâmicos As interações farmacodinâmicas incluem efeitos aditivos nos eletrólitos e o antagonismo de agentes terapêuticos. A combinação com agentes que esgotam o potássio (ex: diuréticos tiazídicos) aumenta o risco de hipocaliemia aditiva. O deflazacorte pode também reduzir o efeito de agentes antidiabéticos e aumentar o risco de miopatia aguda quando utilizado com bloqueadores neuromusculares.
Notas Alimentares e Fisiológicas Deve-se evitar o sumo de toranja devido ao seu efeito inibidor sobre a enzima CYP3A4. A depuração metabólica dos corticosteroides é alterada pela função tiroideia, diminuindo no hipotiroidismo e aumentando no hipertiroidismo.

Mecanismo de ação

Como o Defza Atua — Mecanismo de Ação

O deflazacorte é um pró-fármaco que, após a sua absorção, é rapidamente convertido no seu metabolito ativo, o 21-desacetildeflazacorte. Este metabolito atua como um agonista do Recetor de Glucocorticoides (RG) intracelular, que é o seu principal alvo biológico. O complexo ativado fármaco-recetor desloca-se para o núcleo da célula, iniciando a modulação genética.

Esta ação genómica opera principalmente através do aumento da regulação de proteínas anti-inflamatórias, enquanto reduz simultaneamente a expressão de mediadores pró-inflamatórios, tais como citocinas e quimiocinas, através da inibição de fatores de transcrição cruciais como o NF-κB. Este mecanismo suprime a amplificação e a propagação das cascatas de sinalização inflamatória e imunitária. As consequências fisiológicas ao nível do sistema incluem uma imunossupressão abrangente e a supressão da inflamação sistémica e local.

Separadamente, a ação do fármaco no RG modula sistemas metabólicos e endócrinos centrais. Isto inclui a promoção da gluconeogénese e o aumento do catabolismo proteico. Estas ações influenciam o equilíbrio energético sistémico e a alocação de recursos, conduzindo a ajustamentos fisiológicos previsíveis, como a alteração dos níveis de glicose no sangue.

Informações sobre dosagem e administração

Como Utilizar o Defza: Orientações Oficiais de Administração

O Defza (deflazacorte) é administrado por via oral uma vez por dia. A dose padrão recomendada para doentes com 2 ou mais anos de idade é de aproximadamente 0,9 mg por quilograma de peso corporal por dia (0,9 mg/kg/dia).


Dosagens Oficiais e Formas Farmacêuticas

O deflazacorte está disponível na forma de comprimidos orais (dosagens de 6 mg, 18 mg, 30 mg e 36 mg) e em suspensão oral (22,75 mg/mL). A dose diária prescrita deve ser arredondada para a dose exequível mais próxima através da combinação de comprimidos ou para a décima de mililitro (mL) mais próxima no caso da suspensão.


Requisitos de Administração

Condição Instrução
Com Alimentos Pode ser tomado com ou sem alimentos.
Comprimidos Podem ser engolidos inteiros ou esmagados e misturados com uma pequena quantidade de puré de fruta; a mistura deve ser tomada imediatamente.
Suspensão Oral Agitar bem o frasco antes de usar. Utilize apenas o doseador oral fornecido para medir a dose. Misture a dose em cerca de 90 a 120 mL de sumo ou leite (exceto sumo de toranja) e beba imediatamente. Rejeite qualquer suspensão não utilizada um mês após a abertura do frasco.

Ajustes de Dose

  • Inibidores Fortes ou Moderados da CYP3A4: Se o doente estiver a tomar um inibidor moderado ou forte da enzima CYP3A4, a dose de deflazacorte deve ser reduzida para um terço da dose recomendada.
  • Indutores Fortes ou Moderados da CYP3A4: O uso concomitante com indutores fortes ou moderados da CYP3A4 deve ser evitado, pois estes podem reduzir a eficácia do fármaco.
  • Interrupção do Tratamento: Se o tratamento tiver sido administrado por mais do que alguns dias, a dose deve ser diminuída gradualmente antes de ser interrompida por completo.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o Defza

Esta visão geral resume as evidências científicas oficiais e os tipos de ensaios clínicos que analisaram o medicamento, de acordo com fontes governamentais e científicas revistas por pares. As conclusões aqui apresentadas descrevem padrões de grupo observados nos estudos e não constituem aconselhamento nem previsões individuais sobre resultados pessoais.


Evidência de Estudos na Distrofia Muscular de Duchenne (DMD)

A evidência principal para o uso do Deflazacorte na Distrofia Muscular de Duchenne (DMD) provém de Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECA), bem como de revisões sistemáticas e estudos observacionais de longo prazo. Os investigadores monitorizaram a capacidade funcional através de medidas específicas, como a Distância Percorrida em 6 Minutos (6MWD) e a escala North Star Ambulatory Assessment (NSAA) em jovens do sexo masculino com esta condição. Os resultados descrevem padrões observados nos estudos onde as medições da função motora e da força muscular foram mantidas nas populações observadas durante o período de estudo de curto prazo. Além disso, alguns ensaios monitorizaram o declínio funcional ao longo de um número específico de semanas, tendo sido observados padrões nos resultados medidos no grupo que tomou o medicamento quando comparado com o grupo placebo.


Evidência em Doenças Reumáticas e Inflamatórias

O deflazacorte foi estudado para o seu uso em condições caracterizadas por manifestações flutuantes ou episódicas de inflamação, tais como a Artrite Reumatoide (AR) e o Lúpus Eritematoso Sistémico (LES). A base de evidência inclui ECA de curto a médio prazo e estudos comparativos. Para a AR, os estudos exploraram resultados relacionados com o desequilíbrio sistémico, como o edema e a sensibilidade articular, bem como marcadores metabólicos específicos. Os resultados reportados variaram entre os estudos e muitos dos relatórios provêm de ensaios clínicos mais antigos.

A investigação analisou o deflazacorte no LES através de Estudos de Coorte Prospetivos e ensaios comparativos. Os estudos monitorizaram resultados como índices específicos de atividade da doença e focaram-se principalmente na descrição de padrões em medições comparativas de perfis metabólicos e endócrinos entre o deflazacorte e outros corticosteroides comummente utilizados.


Estudos de Longo Prazo e Durabilidade do Acompanhamento

Os principais Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECA) para o deflazacorte tiveram durações de acompanhamento limitadas. Os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos com base nestes ensaios controlados iniciais. Foram também recolhidos dados através de contextos observacionais de duração alargada, avaliando o funcionamento na vida quotidiana ao longo de vários anos. Esta investigação contribui para o panorama geral de evidência ao monitorizar a forma como as medições relacionadas com o declínio funcional ou físico evoluíram durante períodos mais longos. A investigação continua em curso, mas existe informação limitada quanto aos resultados a longo prazo.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Defza (FAQ)

P: Para que condições médicas específicas é que o Defza está aprovado oficialmente para tratar?

R: O Defza é oficialmente indicado para o tratamento da Distrofia Muscular de Duchenne (DMD) em doentes com 2 ou mais anos de idade. Isto significa que o medicamento foi revisto e aprovado por organismos reguladores especificamente para uso em doentes com esta condição crónica.

P: Com que rapidez é que o Defza começa normalmente a fazer efeito para a sua condição pretendida?

R: Estudos que analisaram o medicamento indicam que os efeitos na capacidade funcional podem começar a manifestar-se a curto prazo, como nas primeiras semanas ou meses de tratamento. Os padrões observados nos estudos descrevem efeitos que continuaram a ser monitorizados durante o tratamento contínuo por períodos mais longos.

P: Os efeitos secundários do Defza costumam agravar-se com o tempo ou permanecem iguais?

R: Os avisos oficiais abordam os riscos associados à utilização prolongada do medicamento, tais como a perda de massa óssea (osteoporose) e problemas de visão (cataratas e glaucoma), que podem desenvolver-se ao longo do tempo. Por este motivo, a monitorização de efeitos secundários faz frequentemente parte do plano de tratamento.

P: O Defza pode afetar o humor ou causar alterações emocionais?

R: Sim, os documentos reguladores listam perturbações comportamentais e do humor como potenciais reações adversas. Estes efeitos podem incluir irritabilidade, depressão, confusão e hiperatividade psicomotora (sensação de inquietude ou excesso de atividade).

P: O rosto arredondado (características cushingoides) é um efeito físico comum do Defza?

R: A informação oficial do produto lista a aparência cushingoide como um dos efeitos secundários observados com maior frequência. Este termo refere-se a alterações físicas frequentemente associadas aos esteroides, que podem incluir um rosto caracteristicamente arredondado ou inchado.

P: Mulheres grávidas ou a amamentar podem utilizar o Defza?

R: As orientações oficiais referem que o uso de Defza durante a gravidez é permitido apenas se se considerar que o benefício potencial supera o risco potencial para o feto. O medicamento não é geralmente recomendado durante a amamentação, uma vez que os corticosteroides sistémicos podem ser excretados no leite humano.

P: Existem alimentos ou bebidas específicos que devam ser evitados durante a toma de Defza?

R: Sim, a rotulagem oficial aconselha que o sumo de toranja deve ser evitado durante a toma deste medicamento. Isto acontece porque o sumo de toranja é conhecido por aumentar a concentração do componente ativo do medicamento no corpo.

P: Quais são os analgésicos comuns de venda livre que podem interagir com o Defza?

R: O medicamento é conhecido por interagir com certos analgésicos comuns, incluindo anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), como o ibuprofeno e o naproxeno, e a aspirina. Tomar estes medicamentos em conjunto pode aumentar o risco de hemorragia gastrointestinal ou de hematomas.

P: Existe uma interação conhecida entre o Defza e medicação para a diabetes?

R: A informação reguladora oficial indica que o deflazacorte pode reduzir a eficácia de agentes antidiabéticos. Devido a esta interação, os doentes que tomam agentes antidiabéticos necessitam normalmente de uma monitorização cuidadosa dos níveis de açúcar no sangue.

P: Qual é a semivida oficial do componente ativo do Defza?

R: O Defza é um pró-fármaco, o que significa que o corpo converte-o rapidamente num componente ativo. A semivida de eliminação deste componente ativo, o 21-desacetildeflazacorte, é reportada em estudos farmacocinéticos como sendo relativamente curta, situando-se tipicamente entre 1,1 e 1,9 horas.

P: Existem populações ou condições conhecidas onde o Defza não é estritamente recomendado?

R: Sim. O medicamento é contraindicado (estritamente não recomendado) em doentes com uma infeção fúngica sistémica ou hipersensibilidade conhecida ao fármaco. Adicionalmente, a segurança e a eficácia não foram estabelecidas para crianças com menos de 2 anos ou em doentes com insuficiência hepática grave.

P: Quais são os sintomas de baixa função da glândula suprarrenal a que o doente deve estar atento?

R: A informação de segurança oficial alerta para o risco de insuficiência suprarrenal, particularmente se o medicamento for interrompido de forma demasiado súbita. Os sintomas que podem indicar este problema incluem fadiga extrema, perda de apetite, vómitos, dor de cabeça, dor articular e muscular e febre.

P: O Defza interage com suplementos comuns como a Vitamina D ou o Cálcio?

R: A informação oficial indica que o deflazacorte pode reduzir os efeitos do colecalciferol (uma forma de Vitamina D). Uma vez que o uso prolongado do fármaco está associado ao adelgaçamento ósseo, este aspeto pode ser abordado pelo profissional de saúde prescritor.

P: Quais são os potenciais efeitos do Defza na pele, como o adelgaçamento ou hematomas?

R: Efeitos na pele, como o adelgaçamento cutâneo, a facilidade em fazer hematomas ou o aparecimento de manchas vermelhas ou arroxeadas, foram reportados como potenciais efeitos secundários. Estes efeitos são típicos dos corticosteroides sistémicos.

P: O Defza pode causar problemas com o sono ou insónia?

R: Sim, os documentos reguladores listam a insónia (dificuldade em adormecer ou em permanecer a dormir) e outros distúrbios do sono como potenciais reações adversas psiquiátricas. Alterações nos padrões de sono são um fator habitualmente discutido com um profissional de saúde.

P: O Defza tem algum efeito conhecido no coração ou no ritmo cardíaco?

R: Os efeitos secundários reportados podem incluir um ritmo cardíaco irregular. Em casos raros, foram notificados problemas cardíacos mais graves, como insuficiência cardíaca. O medicamento também pode causar retenção de líquidos e afetar a pressão arterial.

P: Que riscos estão associados à toma de Defza e ter um historial de úlceras gástricas?

R: A informação de segurança oficial alerta para um risco aumentado de desenvolvimento de uma perfuração gastrointestinal e hemorragia em doentes com certas perturbações gastrointestinais. Isto inclui aqueles com uma úlcera péptica ativa ou latente.

P: É comum o Defza ser tomado durante um longo período de tempo?

R: Sim, dado que o medicamento está aprovado para a condição crónica de Distrofia Muscular de Duchenne (DMD), o tratamento é frequentemente prolongado. Os avisos oficiais e a informação de segurança abordam os riscos associados à esta utilização a longo prazo, como o potencial de osteoporose e cataratas.

P: As agências reguladoras especificam o que fazer em caso de sobredosagem acidental?

R: Os avisos reguladores aconselham que, em caso de suspeita de sobredosagem, deve ser procurada ajuda médica imediata ou contactado um Centro de Informação Antivenenos.

P: Tomar Defza pode afetar o resultado de uma cirurgia ou procedimento médico?

R: Doentes submetidos a cirurgia ou que sofram outro stress físico invulgar podem necessitar de um ajuste temporário na dose para prevenir uma potencial crise suprarrenal. Além disso, o medicamento pode interagir com certos bloqueadores neuromusculares utilizados durante procedimentos médicos.

Como Defza deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar o Defza

O deflazacorte deve ser armazenado a uma Temperatura Ambiente Controlada, definida entre 20 °C e 25 °C, com variações permitidas até 30 °C. É obrigatório armazenar o medicamento na sua embalagem original, bem fechada, ao abrigo de calor excessivo, humidade e luz direta, e deve evitar-se o seu congelamento.

Estabilidade e Segurança Infantil

Forma do Produto Restrição de Estabilidade Durante o Uso
Suspensão Oral Eliminar qualquer produto não utilizado 1 mês após a abertura do frasco.

Todas as formas deste medicamento devem ser armazenadas fora da vista e do alcance das crianças.

Instruções de Eliminação

O deflazacorte fora de prazo ou não utilizado deve ser eliminado através de um programa local de recolha de medicamentos. Se não estiver disponível um programa de recolha, misture o medicamento com uma substância indesejável (como terra ou borras de café) e coloque a mistura num recipiente selado para o lixo doméstico comum. O produto não deve ser deitado na sanita ou no lavatório.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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Equivalente a Defza encontrado em:

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