Defitelio

Links rápidos para seções importantes

Defitelio

Forma selecionada

Opção de tratamento: Hepatic Veno-Occlusive Disease

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Defitelio

O Defitelio é um medicamento sujeito a receita médica, de administração intravenosa, que contém a substância ativa defibrotido. É administrado sob a forma de perfusão e está classificado como um agente altamente especializado que protege o revestimento dos vasos sanguíneos e ajuda a regular a decomposição de coágulos.

Propriedade Descrição
Substância ativa Defibrotido (sal sódico)
Forma Concentrado para solução para perfusão
Classe farmacológica Outros agentes modificadores da coagulação / Agente protetor endotelial
Objetivo comum Proteção vascular e reforço dos processos de dissolução de coágulos
Origem Derivado de fonte natural (ADN da mucosa intestinal suína)

Que tipo de medicamento é o Defitelio (defibrotido)?

O Defitelio define-se pelo seu componente ativo, o defibrotido, estando classificado como um agente antitrombótico, o que realça a sua função essencial no suporte à saúde dos vasos sanguíneos. Este medicamento distingue-se dos anticoagulantes convencionais porque atua principalmente como um agente protetor endotelial, focando os seus efeitos na preservação da saúde do revestimento dos microvasos, em vez de tornar o sangue significativamente mais fluido em toda a circulação sistémica.

Um contexto típico para a sua utilização ocorre em doentes que foram submetidos a um transplante de células estaminais hematopoiéticas (TCEH) e que desenvolveram, posteriormente, complicações graves que afetam a microcirculação do fígado, como a síndrome de obstrução sinusoidal. Esta ação específica é clinicamente reconhecida por ajudar a restaurar o equilíbrio natural entre a capacidade do organismo de formar e de dissolver coágulos na microvasculatura vulnerável.


De que é feito o defibrotido e como é administrado?

A substância ativa, o defibrotido, é quimicamente caracterizada como uma mistura complexa e polidispersa de polidesoxirribonucleótidos de cadeia simples — pequenos fragmentos derivados do ADN. Esta composição distintiva provém de uma fonte natural, especificamente através do processamento químico controlado de ADN purificado da mucosa intestinal suína.

O Defitelio é fornecido como um concentrado para solução para perfusão. É disponibilizado sob a forma de um líquido estéril que requer diluição profissional. A única via de administração é estritamente através de perfusão intravenosa (IV) num ambiente de cuidados de saúde controlado, garantindo uma entrega rápida e precisa da substância ativa na corrente sanguínea.

Quais efeitos secundários são possíveis com Defitelio?

Efeitos secundários possíveis e informações de segurança

Advertências e Precauções

As principais preocupações de segurança relativamente ao Defitelio (defibrotido sódico) são as hemorragias (eventos hemorrágicos) e as reações de hipersensibilidade.

  • Hemorragia: O Defitelio pode aumentar o risco de hemorragia. O medicamento está contraindicado em caso de utilização concomitante com terapêutica anticoagulante sistémica ou fibrinolítica (excluindo a manutenção rotineira de cateteres venosos centrais). Não deve ser iniciado em doentes que apresentem hemorragia ativa. É necessária a monitorização de sinais de sangramento, devendo a perfusão ser interrompida ou descontinuada permanentemente em caso de hemorragia persistente, grave ou potencialmente fatal, incluindo eventos como hemorragia alveolar pulmonar ou cerebral.

  • Reações de Hipersensibilidade: Foram notificadas reações alérgicas, incluindo erupção cutânea, urticária, angioedema e casos raros de anafilaxia. Os doentes devem ser monitorizados quanto a sinais de hipersensibilidade, especialmente aqueles com antecedentes de exposição prévia ao fármaco. Uma reação grave ou potencialmente fatal exige a interrupção definitiva do tratamento.

Reações Adversas Comuns

As reações adversas comunicadas com maior frequência (ocorrendo em 10% ou mais dos doentes em ensaios clínicos, independentemente da causalidade) são a hipotensão (pressão arterial baixa), diarreia, vómitos, náuseas e epistaxe (hemorragia nasal).

Contraindicações

O Defitelio está contraindicado para uso com:

  • Terapêutica concomitante com anticoagulantes sistémicos ou fibrinolíticos.
  • Hipersensibilidade conhecida ao Defitelio ou a qualquer um dos seus excipientes.

Notas sobre Populações Específicas

Os dados clínicos sustentam a utilização de Defitelio em doentes adultos e pediátricos (a partir de um mês de idade). Com base em dados animais, a utilização durante a gravidez não é geralmente recomendada devido ao risco potencial de aborto hemorrágico, a menos que o médico assistente determine que a necessidade clínica supera o risco. A utilização durante o aleitamento não é recomendada devido aos riscos desconhecidos para o lactente.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

As informações oficiais relativas ao Defitelio (defibrotido) não definem uma síndrome de sobredosagem única, focando-se na gestão de eventos potencialmente fatais resultantes da exposição excessiva aos seus efeitos farmacológicos.

Extensão da Sobredosagem

Apresentações de sobredosagem documentadas:

São observadas taxas mais elevadas de eventos hemorrágicos em doentes expostos a doses acima do nível diário recomendado. Foram notificadas manifestações graves de hemorragia, incluindo hemorragia cerebral e hemorragia alveolar pulmonar. Reações sistémicas, tais como a reação anafilática (reação alérgica grave), são consideradas eventos potencialmente fatais.

Orientações para resposta de emergência:

Ação Necessária Evento Clínico
Procurar assistência médica imediata Sinais de anafilaxia (ex.: dificuldade em respirar, inchaço do rosto ou da língua)
Informar o médico imediatamente Sinais de hemorragia (ex.: hemorragia invulgar, dor de cabeça, confusão, disartria ou fala arrastada)
Não existe agente de reversão conhecido Declaração de disponibilidade de antídoto

Medidas de gestão de suporte:

Caso ocorra uma hemorragia grave e persistente, a ação necessária consiste em suspender temporariamente o Defitelio e prestar cuidados de suporte, conforme clinicamente indicado, para tratar a causa da hemorragia. Se ocorrer uma reação de hipersensibilidade grave, o medicamento deve ser descontinuado permanentemente e o doente tratado de acordo com os protocolos de cuidados padrão.

Ligação ao perfil global de sobredosagem

As informações oficiais definem o perfil de sobredosagem ao delinear as ações urgentes necessárias para eventos adversos graves, em vez de listar uma síndrome específica. O risco primário reside na amplificação de eventos hemorrágicos e de hipersensibilidade. A instrução explícita para procurar assistência médica imediata perante sintomas potencialmente fatais e a indicação de que não existe um agente de reversão conhecido estabelecem as condições oficiais para a procura de ajuda e gestão de emergência.

Usos terapêuticos de Defitelio

Para que serve o Defitelio: Principais utilizações e benefícios

O Defitelio é um medicamento sujeito a receita médica habitualmente utilizado em doentes adultos e pediátricos após um transplante de células estaminais hematopoiéticas (TCEH). A sua principal utilização terapêutica é o tratamento da Síndrome de Obstrução Sinusoidal (SOS) grave, que pode ser acompanhada por sinais de disfunção renal ou pulmonar. O medicamento é aplicado na abordagem de grupos de sintomas que podem surgir subitamente ou intensificar-se ao longo do tempo, particularmente a icterícia grave e em agravamento, a hepatomegalia dolorosa e a ascite significativa.

Este tratamento é considerado relevante em contextos clínicos que envolvam padrões de sintomas agudos ou instáveis, oferecendo suporte durante esta fase difícil. A aplicação do Defitelio contribui para o alívio da carga sintomática global.

“O tratamento pode ajudar os doentes a lidar de forma mais estável com o período sintomático desafiante após o transplante.”


Facto Rápido: Gestão de Suporte para SOS/DOV

O Defitelio é relevante para o alívio da carga sintomática aguda associada à Doença Veno-Oclusiva (DOV) hepática e ao envolvimento multiorgânico relacionado. Apoia os doentes durante episódios de maior desconforto e auxilia na manutenção da estabilidade funcional.

Critérios de utilização e restrições

Elegibilidade: Quem Pode Utilizar o Defitelio?

O medicamento está indicado para doentes adultos e pediátricos com diagnóstico de Doença Veno-Oclusiva (DVO) hepática grave, também conhecida como Síndrome de Obstrução Sinusoidal (SOS), que ocorre após um Transplante de Células Estaminais Hematopoiéticas (TCEH). Isto inclui crianças com mais de um mês de idade. A utilização está estritamente limitada ao tratamento, não sendo recomendada para a prevenção (profilaxia) da DVO/SOS.

Contraindicações e Restrições

O Defitelio está contraindicado em doentes que estejam a receber terapêutica concomitante com anticoagulantes sistémicos ou fibrinolíticos, bem como em doentes com hipersensibilidade conhecida ao defibrotido ou a qualquer um dos seus componentes.

O tratamento não deve ser iniciado em doentes com hemorragia ativa e a administração deve ser suspensa ou interrompida definitivamente caso ocorra uma hemorragia persistente e grave.

A utilização em crianças com menos de um mês de idade não é recomendada. Embora o medicamento seja geralmente permitido em doentes com insuficiência renal ou hepática, a sua utilização não deve ocorrer durante a gravidez, a menos que seja clinicamente necessário, sendo obrigatória a utilização de métodos contracetivos eficazes durante o tratamento e até uma semana após a dose final.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

O perfil de interações do Defitelio é definido pelos seus efeitos na capacidade do organismo para a gestão da coagulação sanguínea (um efeito farmacodinâmico), não demonstrando oficialmente um papel significativo no metabolismo de outros fármacos.

Combinações Contraindicadas e Restrições

A coadministração com terapêutica anticoagulante sistémica ou agentes fibrinolíticos (dissolventes de coágulos) está formalmente contraindicada, devido a um risco altamente aumentado de hemorragia. Esta restrição aplica-se a todos os anticoagulantes sistémicos terapêuticos, incluindo agentes como a heparina, a varfarina e os novos inibidores diretos do fator Xa e inibidores diretos da trombina.

As orientações regulamentares exigem que os anticoagulantes sistémicos ou agentes fibrinolíticos sejam interrompidos antes do início do tratamento com Defitelio, devendo ser considerada a possibilidade de adiar a administração até que o efeito do agente anterior tenha cessado completamente. Esta restrição não se aplica à utilização mínima de anticoagulantes necessários para a manutenção rotineira de cateteres venosos centrais.

Interações Farmacocinéticas e Plaquetárias

É necessária precaução na coadministração de medicamentos que inibam a agregação das plaquetas, tais como os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs). Estudos demonstraram que o Defitelio não é um inibidor nem um indutor das principais enzimas do citocromo P450 (CYP), nem é um substrato ou inibidor dos principais transportadores de fármacos (como a P-gp). Isto indica que não se espera que este medicamento altere as concentrações plasmáticas de outros medicamentos eliminados através destas vias metabólicas.

Mecanismo de ação

O defibrotido atua através de um mecanismo multifatorial focado na modulação da função dos componentes dos vasos sanguíneos e no reequilíbrio do sistema de gestão da fibrina. A molécula intervém na função das células endoteliais (CE) que revestem os microvasos, como os sinusoides hepáticos. Este mecanismo influencia a resiliência destas células perante sinais de stress e a apoptose, mantendo a integridade e a função da parede do vaso, o que contribui para a preservação da arquitetura da microcirculação.

Simultaneamente, o defibrotido modula o sistema fibrinolítico do organismo, resultando num efeito profibrinolítico. Isto é alcançado através do aumento da atividade do Ativador do Plasminogénio Tecidual (t-PA) e, ao mesmo tempo, da inibição do Inibidor do Ativador do Plasminogénio-1 (PAI-1). Esta dupla ação aumenta a capacidade localizada para o processamento da fibrina.

A convergência destas ações resulta numa consequência fisiológica unificada. Ao influenciar a função das células endoteliais e ao promover a fibrinólise, o mecanismo altera a dinâmica do fluxo microvascular. Além disso, medeia a libertação de prostaciclina (PGI2), um mediador envolvido na regulação do tónus vascular e na modulação da agregação das plaquetas.

Informações sobre dosagem e administração

O Defitelio é administrado exclusivamente através de perfusão intravenosa (IV) num ambiente clínico controlado, não estando aprovado para administração por via oral ou em bólus. O esquema posológico padrão é fixado com base no peso corporal do doente antes do procedimento de transplante (peso corporal basal). Cada dose individual é de 6,25 mg/kg, sendo esta dose administrada a cada 6 horas, o que resulta numa dose diária total de 25 mg/kg/dia. Este esquema padronizado de quatro vezes ao dia requer supervisão médica contínua para manter o rigor dos intervalos de tempo.

Antes da administração, o medicamento, fornecido sob a forma de concentrado, deve ser diluído por profissionais de saúde com uma solução de cloreto de sódio a 0,9% ou de glicose a 5%. A mistura final é depois administrada como uma perfusão lenta, em que cada dose individual é entregue durante um período de 2 horas. A administração correta exige também a utilização de um filtro em linha de 0,2 mícrones e a lavagem da linha intravenosa antes e após a perfusão.

O ciclo de tratamento é habitualmente iniciado para uma duração mínima de 21 dias, podendo ser prolongado até um máximo de 60 dias, dependendo dos sinais clínicos do doente. O esquema posológico mantém-se consistente entre os diferentes grupos de doentes: a mesma dose de 6,25 mg/kg e a mesma frequência aplicam-se tanto a adultos como a doentes pediátricos (com um mês de idade ou mais). As informações oficiais indicam que não é necessário qualquer ajuste de dose para doentes com insuficiência renal ou hepática pré-existente. Caso ocorra o esquecimento de uma dose, a administração deve ser retomada com a dose seguinte programada, sem utilizar uma dose dupla para compensar.

Evidência clínica recente

Defitelio: Evidência Clínica Recente

O Defitelio (defibrotido) está indicado para o tratamento da doença veno-oclusiva (DVO) hepática grave, também conhecida como síndrome de obstrução sinusoidal (SOS), com disfunção renal ou pulmonar associada após um transplante de células estaminais hematopoiéticas (TCEH). A DVO é uma complicação rara e potencialmente fatal deste procedimento, historicamente associada a uma elevada taxa de mortalidade.

Resumo dos Ensaios de Eficácia

A aprovação do defibrotido baseou-se numa recolha de estudos clínicos, incluindo um ensaio clínico principal de Fase 3 e estudos de apoio de acesso expandido, focados em doentes que desenvolveram DVO/SOS grave após o transplante. Devido à elevada mortalidade associada à DVO/SOS grave e aos desafios éticos de realizar ensaios controlados com placebo, os dados de eficácia foram comparados principalmente com controlos históricos ou taxas de sobrevivência esperadas publicadas.

Os principais resultados de eficácia mediram a percentagem de doentes vivos 100 dias após o transplante (sobrevivência global). No estudo clínico principal de Fase 3, a taxa de sobrevivência ao Dia +100 para o grupo do defibrotido foi de 38,2%, comparativamente a 25,0% para o grupo de controlo histórico. A diferença estimada na sobrevivência global foi estatisticamente significativa, sublinhando a gravidade da doença e a necessidade de intervenção terapêutica.

Tipo de Estudo População de Doentes Taxa de Sobrevivência ao Dia +100 (Defibrotido)
Ensaio de Fase 3 DVO com Disfunção de Órgãos Múltiplos (DOM) 38%
Ensaio Prospetivo DVO com DOM 44%
Estudo de Acesso Expandido DVO com DOM 45%

Segurança e Tolerabilidade

As reações adversas notificadas com maior frequência em todos os estudos incluíram a hemorragia (como hemorragia gastrointestinal ou epistaxe) e a hipotensão (pressão arterial baixa). O potencial para o aumento de hemorragias é um risco conhecido e o produto está geralmente contraindicado para utilização concomitante com terapêuticas anticoagulantes sistémicas ou fibrinolíticas. O perfil de segurança é continuamente monitorizado através de vigilância pós-comercialização e de estudos de extensão em curso.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Defitelio (FAQ)


P: O que significa DVO/SOS em relação à utilização do Defitelio?

R: O Defitelio está indicado para uma complicação grave chamada Doença Veno-Oclusiva (DVO), também conhecida como Síndrome de Obstrução Sinusoidal (SOS). Estes termos oficiais descrevem um tipo específico de obstrução e danos nos pequenos vasos sanguíneos (sinusoides) do fígado, que ocorrem tipicamente após um transplante de células estaminais.

P: A que sintomas de hemorragia deve o doente estar atento durante o tratamento com Defitelio?

R: As informações oficiais indicam que os doentes são monitorizados de perto quanto a sinais de hemorragia, que podem incluir sangue na urina ou nas fezes, nódoas negras ou hematomas invulgares, ou sangramento nasal (epistaxe). Sintomas graves, como uma dor de cabeça súbita e intensa ou confusão, são destacados nos avisos como potenciais sinais de hemorragia grave.

P: Com que frequência os doentes precisam de ser monitorizados enquanto recebem Defitelio?

R: Devido à necessidade de administração intravenosa a cada seis horas, o tratamento ocorre num ambiente clínico controlado com supervisão médica contínua. Os doentes devem ser monitorizados quanto a sinais de hemorragia e reações de hipersensibilidade (reações alérgicas) durante todo o curso do tratamento.

P: Quais são os efeitos secundários graves, mas pouco comuns, associados ao Defitelio?

R: A informação oficial do produto lista como riscos potenciais mais graves a Hemorragia e as Reações de hipersensibilidade, que incluem a possibilidade de uma reação alérgica grave chamada anafilaxia. Além disso, a Hipotensão (pressão arterial baixa) é uma reação adversa comum notificada e é gerida como parte dos cuidados clínicos globais.

P: O Defitelio interage com medicamentos de venda livre ou sem receita médica?

R: É necessária precaução quando o Defitelio é utilizado com outros medicamentos que inibam a agregação plaquetária, o que significa que atrasam a aglomeração das células sanguíneas. Isto inclui fármacos como os Anti-inflamatórios Não Esteroides (AINEs), muitos dos quais estão disponíveis sem receita para o alívio da dor. É importante que os profissionais de saúde sejam informados sobre todos os medicamentos que o doente esteja a tomar.

P: Porque é que o Defitelio tem de ser administrado num hospital ou clínica?

R: O Defitelio deve ser administrado num ambiente controlado porque requer perfusão intravenosa (IV) a cada seis horas durante todo o curso da terapia. Este esquema, combinado com a necessidade de monitorização de hemorragias e outras reações potenciais, exige supervisão médica contínua por especialistas experientes no tratamento de complicações de transplantes.

P: A utilização de Defitelio afeta outros órgãos, como os pulmões ou os rins?

R: A condição que o Defitelio visa tratar, a DVO/SOS, está frequentemente associada a uma disfunção renal ou pulmonar pré-existente. As reações adversas graves notificadas incluem a hemorragia alveolar pulmonar (hemorragia nos pulmões). A função dos órgãos, incluindo a dos pulmões e rins, é monitorizada como parte dos cuidados clínicos globais.

P: O Defitelio é um medicamento biológico complexo?

R: A substância ativa do Defitelio, o defibrotido, tem uma composição única e complexa. É oficialmente descrita como uma mistura de polidesoxirribonucleótidos curtos (fragmentos de ADN) derivada de tecido intestinal suíno. Esta estrutura está envolvida na modulação da função dos componentes dos vasos sanguíneos e na proteção do seu revestimento.

P: Qual é o prazo de validade do medicamento antes de ser preparado para perfusão?

R: Os frascos para injetáveis não abertos têm um prazo de validade de 3 anos quando conservados à temperatura correta (abaixo de 25 °C) e protegidos da luz. Assim que o medicamento é preparado por diluição, deve ser utilizado em poucas horas ou num prazo de 24 horas se for mantido refrigerado.

P: Qual é o prognóstico geral a longo prazo para doentes tratados com Defitelio?

R: Os estudos clínicos que apoiaram a aprovação do fármaco mediram principalmente a taxa de sobrevivência global ao Dia +100 após o transplante de células estaminais. Os dados de sobrevivência a longo prazo além deste ponto não são a base principal das declarações oficiais de eficácia. O prognóstico depende de muitos fatores individuais do doente geridos pela equipa de tratamento.

P: O Defitelio contém ingredientes como sódio ou conservantes?

R: Sim, o frasco de Defitelio concentrado contém sódio para ajudar a garantir a estabilidade. De acordo com a rotulagem oficial, a solução concentrada é isenta de conservantes.

P: Existem interações conhecidas entre o Defitelio e suplementos de ervas ou vitaminas?

R: É importante que os doentes informem a sua equipa médica sobre todos os suplementos e vitaminas que estão a tomar. Certos produtos à base de plantas ou suplementos (como alho ou ginkgo) podem afetar a capacidade do organismo de formar coágulos e aumentar o risco de hemorragia quando combinados com o Defitelio.

P: O tratamento com Defitelio pode ser interrompido e reiniciado mais tarde?

R: Em caso de hemorragia persistente ou grave, o tratamento pode ser suspenso temporariamente pelo médico e retomado assim que a hemorragia tenha parado e o doente esteja estável. No entanto, se um doente sofrer uma reação alérgica grave ou um evento hemorrágico potencialmente fatal, o tratamento deve ser descontinuado permanentemente.

P: Existem considerações especiais para a utilização de Defitelio em doentes idosos?

R: A informação oficial indica que não foram identificados problemas específicos da geriatria ou limitações para a utilização de Defitelio em doentes mais velhos nos estudos clínicos realizados. A mesma dosagem e frequência aplicam-se tanto a doentes adultos como a idosos.

P: O Defitelio só funciona se for iniciado precocemente após o diagnóstico de DVO?

R: Os dados clínicos sugerem que o momento do início do tratamento é importante. Análises indicam que atrasos no início do Defitelio após o diagnóstico de DVO/SOS grave foram associados a um maior risco de mortalidade.

P: O que deve ser feito antes de um doente ser submetido a um procedimento invasivo enquanto está a tomar Defitelio?

R: Devido ao potencial de aumento de hemorragia, a perfusão de Defitelio deve ser interrompida pelo menos 2 horas antes de qualquer procedimento invasivo planeado. O tratamento pode ser retomado após o procedimento, assim que o risco de hemorragia esteja totalmente resolvido.

P: O Defitelio tem efeitos secundários diferentes em crianças em comparação com os adultos?

R: Os dados oficiais indicam que estudos apropriados não demonstraram problemas específicos da pediatria que limitem a utilidade do Defitelio. A dosagem é a mesma para crianças com um mês ou mais e para adultos, e a gestão dos efeitos secundários é semelhante.

P: Qual é a diferença entre a DVO e outros tipos de danos no fígado?

R: A DVO (Síndrome de Obstrução Sinusoidal) é uma forma específica de dano hepático onde as pequenas veias do fígado (sinusoides) sofrem lesões que causam a sua obstrução. Esta é uma complicação reconhecida que ocorre especificamente após um transplante de células estaminais hematopoiéticas.

P: Como é que o Defitelio se compara a outras opções de gestão de DVO/SOS disponíveis?

R: O Defitelio é a primeira e única terapia aprovada para o tratamento da DVO/SOS grave. Em ensaios clínicos, a sua eficácia foi comparada principalmente com dados históricos de doentes que receberam apenas cuidados de suporte ou intervenções não aprovadas.

P: O Defitelio tem interações medicamentosas conhecidas com quimioterapia ou fármacos imunossupressores?

R: Não se espera que o Defitelio altere as concentrações plasmáticas da maioria dos outros medicamentos, incluindo quimioterapia ou imunossupressores, uma vez que não afeta significativamente as principais vias metabólicas (enzimas CYP) do organismo.

P: O Defitelio afeta a capacidade do doente de conduzir ou utilizar máquinas?

R: Não se espera que o Defitelio afete a capacidade de conduzir ou operar máquinas. No entanto, recomenda-se cautela até que o doente compreenda como o medicamento o afeta, particularmente no que diz respeito a efeitos como a pressão arterial baixa.

P: É possível receber demasiado Defitelio?

R: Sim, doses elevadas estão associadas a um risco aumentado de eventos hemorrágicos. Não existe um antídoto específico para uma sobredosagem e, se esta ocorrer, o tratamento consiste em cuidados de suporte para gerir os sintomas.

Como Defitelio deve ser armazenado e descartado?

Conservação e Eliminação do Defitelio (Defibrotido)

A conservação e a eliminação do Defitelio (concentrado para solução para perfusão) são rigorosamente regulamentadas para manter a estabilidade e a segurança do medicamento.

Requisitos de Conservação

Estado do Produto Requisito de Temperatura Limite de Duração
Frasco para injetáveis não aberto Conservar abaixo de 25 °C. Não congelar. 3 anos
Solução diluída Refrigerada (2 °C a 8 °C) Utilizar num prazo de 24 horas
Solução diluída Temperatura ambiente (20 °C a 25 °C) Utilizar num prazo de 4 horas

Os frascos para injetáveis não abertos devem ser conservados na embalagem de origem para proteger da luz e mantidos fora da vista e do alcance das crianças.

Instruções de Eliminação

O Defitelio é fornecido num frasco para injetáveis de utilização única. Qualquer porção não utilizada que permaneça no frasco deve ser eliminada. A eliminação do produto não utilizado e dos resíduos deve ser efetuada em conformidade com os requisitos farmacêuticos locais e não deve ser realizada através das águas residuais ou do lixo doméstico.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Defitelio encontrado em:

ÍNDICE A-Z: