Dantamacrin

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Dantamacrin

Opção de tratamento: Spasticity

Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Dantamacrin

Que tipo de medicamento é o Dantamacrin?

O Dantamacrin é a entidade comercial da substância ativa dantroleno sódico, classificado como um relaxante muscular esquelético de ação direta. Este medicamento de agente único é um composto sintético derivado quimicamente da família de compostos da hidantoína. Esta linhagem química é um fator distintivo, sustentado por estudos farmacológicos que realçam que o dantroleno sódico não pertence às classes de relaxantes das benzodiazepinas ou dos carbamatos. A sua classificação sublinha a sua ação única, que opera perifericamente, visando o próprio tecido muscular em vez de modular o sistema nervoso central.

Composição e Formas Disponíveis de Dantroleno Sódico

A composição base é o dantroleno sódico, um sal de sódio que se apresenta frequentemente como um hemi-heptaidratado (C14H11N4NaO6). O dantroleno é preparado para distribuição em duas formas principais para atender a diversas necessidades clínicas: uma cápsula concebida para administração oral e um pó estéril para solução injetável destinado a uma administração intravenosa rápida. A disponibilidade tanto de uma cápsula oral para manutenção como de uma forma injetável para cenários agudos é um fator fundamental, permitindo uma aplicação flexível na gestão das necessidades do doente.

Objetivo Geral deste Relaxante Muscular

O objetivo geral deste relaxante muscular específico é controlar a tensão e a rigidez musculares excessivas. Reconhecido clinicamente pelo seu efeito direcionado, o dantroleno sódico atua inibindo a libertação de iões de cálcio (Ca^2+) de locais de armazenamento internos dentro da fibra muscular, o que controla a capacidade do músculo de se contrair involuntariamente. Esta ação é fundamental para aliviar o desconforto físico associado a estados hipertónicos e serve como uma intervenção necessária para condições agudas que envolvam hipermetabolismo muscular grave. Este perfil terapêutico estabelece o seu papel essencial na gestão de condições caracterizadas pela sobreatividade muscular.

Quais efeitos secundários são possíveis com Dantamacrin?

Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

O perfil de segurança do Dantamacrin (dantroleno sódico) está estruturado nos documentos regulamentares de forma a classificar as potenciais reações adversas por frequência e sistema fisiológico. Esta informação baseia-se exclusivamente na rotulagem oficial e descreve as limitações de segurança formalmente documentadas.

Reações Adversas Oficiais e Frequências

As reações adversas estão formalmente categorizadas em várias classes de sistemas e órgãos. Os efeitos listados como Muito Frequentes nos documentos oficiais incluem diarreia, sonolência e fadiga generalizada. Os efeitos Frequentes registados com regularidade incluem fraqueza muscular, náuseas, vómitos e cefaleias (dores de cabeça).

Classificação Exemplos (Sistemas de Órgãos Afetados)
Muito Frequentes Diarreia, Sonolência, Fadiga (Gastrointestinal, Sistema Nervoso, Perturbações Gerais)
Frequentes Fraqueza Muscular, Náuseas, Cefaleias (Musculoesquelético, Gastrointestinal, Sistema Nervoso)

Reações Adversas Graves

A principal preocupação de segurança grave documentada nos textos regulamentares é a hepatotoxicidade, que inclui o risco de hepatite sintomática e insuficiência hepática grave. Outros riscos graves documentados incluem a depressão respiratória e o potencial de colapso cardiovascular ou hipercalemia acentuada (níveis elevados de potássio no sangue) quando o fármaco é utilizado concomitantemente com bloqueadores dos canais de cálcio.

Restrições e Segurança Relacionadas com a Exposição

O risco de lesão hepática grave está explicitamente associado a doses mais elevadas e à duração prolongada da terapia, sendo o risco observado com maior frequência entre o terceiro e o décimo segundo mês de tratamento. Certos efeitos, como a sonolência e as tonturas, podem ser mais acentuados no início da terapia ou durante o aumento da dose.

As restrições de segurança incluem a contraindicação da forma oral em indivíduos com doença hepática ativa. Além disso, é indicada precaução em doentes com danos cardíacos graves preexistentes ou função pulmonar comprometida.

Notas sobre Populações Específicas

O risco de eventos hepáticos graves é superior em adultos mais velhos. A segurança da cápsula oral não foi estabelecida em crianças com menos de 5 anos. A rotulagem contém também avisos específicos sobre o risco de "síndrome do bebé flácido" (hipotonia neonatal) em recém-nascidos após a administração intravenosa materna durante o parto.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

As informações oficiais relativas à sobredosagem de Dantamacrin, baseadas no perfil estabelecido de substâncias relacionadas como o dantroleno, descrevem manifestações clínicas específicas e as ações de emergência necessárias. O quadro de sobredosagem caracteriza-se primordialmente por um exagero dos efeitos farmacológicos da substância no organismo.

Manifestações documentadas de sobredosagem

Os sintomas documentados podem incluir cansaço extremo, fraqueza muscular, vómitos e diarreia. Manifestações de maior gravidade podem incluir desmaios ou dificuldades na micção (disúria). Estes efeitos afetam principalmente o sistema muscular esquelético, levando a uma fraqueza profunda, o sistema gastrointestinal e o sistema nervoso central, manifestando-se através de fadiga e desmaios.

Relativamente à resposta de emergência, não existe um antídoto específico identificado. A gestão da situação deve ser sintomática e de suporte, com uma observação rigorosa das funções vitais do doente.

Quando procurar assistência urgente

É necessário procurar assistência médica de emergência imediatamente após qualquer sobredosagem, conhecida ou suspeita, ou ingestão acidental de quantidades excessivas. Esta ação urgente é indispensável para garantir a monitorização contínua e a manutenção das funções vitais do doente, com especial atenção ao estado respiratório, e para permitir a administração dos cuidados de suporte adequados.

Usos terapêuticos de Dantamacrin

O que o Dantamacrin trata: principais utilizações e benefícios

O Dantamacrin é relevante para a gestão de dois domínios terapêuticos distintos onde a atividade muscular excessiva é o problema central, proporcionando um acompanhamento de suporte em contextos agudos e auxiliando no alívio de sintomas em condições crónicas. O dantroleno sódico é commumente utilizado tanto para a Hipertermia Maligna (HM) como para a espasticidade muscular.

Alívio da Espasticidade e Rigidez Muscular Crónica

Este medicamento é utilizado para proporcionar alívio sintomático da resistência muscular persistente (hipertonia) e dos reflexos exagerados (espasticidade) que derivam de doenças do neurónio motor superior. Pode auxiliar na manutenção da estabilidade funcional em doentes com condições como Esclerose Múltipla, Paralisia Cerebral e estados pós-Acidente Vascular Cerebral (AVC). Isto apoia o doente durante episódios difíceis, atenuando o mal-estar e contribuindo para a melhoria do conforto diário.


Apoio Sintomático para o Hipermetabolismo Muscular Agudo

O Dantamacrin é um agente relevante utilizado na gestão das manifestações potencialmente fatais de uma crise de Hipertermia Maligna. É também commumente utilizado na gestão de síndromes hipermetabólicas agudas semelhantes, como a Síndrome Maligna dos Neurolépticos (SMN). O benefício terapêutico nestas situações reside no seu papel de contributo para o controlo da condição do doente e na abordagem da atividade muscular excessiva perigosa, o que auxilia no alívio do esforço fisiológico associado à crise sistémica.


Facto Rápido: Apoia a gestão da Espasticidade e da Rigidez

Critérios de utilização e restrições

Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar Dantroleno Sódico — Informação Regulamentar Oficial

O perfil de elegibilidade para o Dantroleno Sódico é rigorosamente definido por documentos regulamentares, baseando-se na formulação do medicamento e no estado de saúde subjacente do doente.

Populações com Contraindicação (Não Deve Ser Utilizado)

A formulação em cápsulas orais está formalmente contraindicada e não deve ser utilizada por doentes com doença hepática ativa, como hepatite ou cirrose, devido ao risco estabelecido de lesão hepática grave. Além disso, a formulação oral é contraindicada em doentes cuja espasticidade muscular seja utilizada para benefício funcional, como a manutenção da postura vertical, o equilíbrio ou o aumento da locomoção.

Utilização Condicional e Restrita

A formulação intravenosa não possui contraindicações formais, sendo indicada para todas as idades em casos de crise de hipertermia maligna. Relativamente à formulação oral, a sua segurança e eficácia não foram estabelecidas para crianças com menos de 5 anos de idade.

No que respeita à gravidez, o medicamento é classificado como Categoria C, devendo ser utilizado apenas se o benefício potencial justificar o risco potencial para o feto. Quanto à lactação, a interrupção da amamentação é geralmente recomendada durante o tratamento e nas 48 horas seguintes ao mesmo. Adicionalmente, não se recomenda a utilização conjunta com bloqueadores dos canais de cálcio durante a gestão da hipertermia maligna.

Os doentes que utilizam a formulação em cápsulas orais para uso prolongado necessitam de monitorização regular da função hepática, devido ao risco associado de hepatotoxicidade.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

É fundamental informar o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, tiver tomado recentemente ou se vier a tomar outros medicamentos. O uso concomitante de Dantamacrin com certas substâncias pode alterar a eficácia do tratamento ou aumentar o risco de efeitos secundários.

A combinação de dantroleno sódico com estrogénios, especialmente em mulheres com mais de 35 anos, tem sido associada a um risco acrescido de toxicidade hepática. Deve-se ter precaução ao utilizar este medicamento em conjunto com terapias hormonais.

O uso simultâneo de bloqueadores dos canais de cálcio pode resultar em interações graves, como ritmos cardíacos anormais ou colapso cardiovascular. Adicionalmente, o dantroleno pode potenciar o efeito de relaxantes musculares do tipo curare.

Devido às suas propriedades, o Dantamacrin pode intensificar os efeitos de outros depressores do sistema nervoso central, incluindo álcool, sedativos e tranquilizantes, o que pode causar sonolência excessiva ou tonturas. Recomenda-se evitar o consumo de bebidas alcoólicas durante o tratamento.

Mecanismo de ação

O Dantamacrin (dantroleno sódico) é um relaxante muscular de ação direta que atua exclusivamente ao nível da fibra muscular esquelética, não necessitando de qualquer modulação primária do sistema nervoso central.

Inibição da Libertação Periférica de Cálcio

O mecanismo do fármaco centra-se no Recetor de Ryanodina Tipo 1 (RyR1), um canal especializado de libertação de Ca^2+ situado no retículo sarcoplasmático (RS). O Dantamacrin funciona como um inibidor específico deste canal, o que limita significativamente o fluxo rápido e necessário de iões Ca^2+ do RS para o interior da célula muscular após um impulso elétrico. Esta ação modula diretamente o processo fundamental de acoplamento Excitação-Contração (E-C) ao nível da célula muscular.

Supressão da Geração de Força

A consequência fisiológica imediata da limitação da libertação de Ca^2+ é a supressão do ciclo de pontes cruzadas de Actina-Miosina. Com Ca^2+ insuficiente disponível no mioplasma, o complexo Troponina-Tropomiosina mantém o seu estado inibitório, impedindo mecanicamente que as fibras musculares gerem ou sustentem uma tensão elevada. Este bloqueio molecular periférico diminui a capacidade de contração sustentada de alta tensão e produz uma redução na tensão da fibra muscular esquelética.

Informações sobre dosagem e administração

A utilização do Dantamacrin segue instruções específicas baseadas nas indicações aprovadas, dependendo do objetivo terapêutico, sendo administrado através de cápsulas orais ou por injeção intravenosa (IV).

Administração a Longo Prazo (Espasticidade)

Para a gestão da espasticidade crónica, a administração inicia-se com uma dose inicial baixa de 25 mg, tomada por via oral uma vez ao dia. Para determinar o nível eficaz, a dose é titulada sistematicamente, ou aumentada gradualmente, geralmente em intervalos semanais. A dose de manutenção máxima permitida é de 100 mg, tomados quatro vezes ao dia, totalizando 400 mg por dia. As cápsulas orais podem ser tomadas com ou sem alimentos. As diretrizes oficiais recomendam a descontinuação se não for alcançado qualquer benefício clínico observável após um período de teste de 45 dias a 6-8 semanas na dose máxima tolerada. A forma oral não é, geralmente, recomendada para uso crónico em crianças com idade inferior a 5 anos.


Administração Aguda (Hipertermia Maligna)

A forma intravenosa é utilizada em crises hipermetabólicas agudas e deve ser administrada num contexto hospitalar ou de cuidados especializados. O tratamento inicial é de 1 mg/kg, administrado por via intravenosa direta rápida, uma dosagem baseada no peso corporal que se aplica igualmente a doentes adultos e pediátricos. Este procedimento é repetido até à resolução dos sintomas, atingindo frequentemente uma dose cumulativa de 10 mg/kg. Após a fase aguda, é frequentemente administrada uma dose de 1 mg/kg a cada 6 horas, durante 24 horas, como regime de continuação. O pó para injeção requer reconstituição com água para injetáveis estéril e a solução preparada deve ser utilizada num prazo de 6 horas após a preparação.

Evidência clínica recente

Evidência Científica / Panorama de Estudos sobre o Dantamacrin

A investigação sobre o Dantroleno Sódico (Dantamacrin) foi avaliada em duas situações clínicas distintas e primárias: a gestão de síndromes hipermetabólicas agudas e a sua utilização a longo prazo na espasticidade muscular crónica. A forma como a evidência foi observada e analisada difere consideravelmente entre estas duas áreas.

Evidência para Uso no Hipermetabolismo Muscular Agudo

A investigação nesta área foi avaliada em contextos que envolvem condições associadas a episódios agudos ou disruptivos, tais como a crise de Hipertermia Maligna (HM). Uma vez que esta é uma emergência rara e potencialmente fatal, os investigadores não podem, por razões éticas, realizar ensaios tradicionais controlados por placebo. Em vez disso, a evidência foi observada em estudos retrospetivos e em análises de larga escala da experiência clínica. Os resultados que monitorizam o esforço ou stresse fisiológico incluem a temperatura corporal central, a rigidez muscular e os resultados dos doentes relacionados com a sobrevivência.

A evidência histórica destaca padrões onde as taxas de mortalidade da crise eram descritas como sendo mais elevadas antes desta intervenção específica. Dados subsequentes mostram padrões relacionados com uma alteração substancial nas taxas de mortalidade após a sua introdução. Esta evidência contribui para o panorama científico global ao fornecer informações sobre o papel deste medicamento na gestão de emergências.

Evidência para Uso na Espasticidade Muscular Crónica

A investigação sobre a espasticidade crónica estudou a sua utilização em condições marcadas por limitações funcionais decorrentes de distúrbios neurológicos, como a Esclerose Múltipla e a Paralisia Cerebral. Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (RCT) de curta duração exploraram resultados que refletem a funcionalidade diária ou o nível de atividade, tais como padrões de marcha e medidas objetivas do tónus muscular.

Ensaios de curta duração mostram padrões relacionados com alterações mensuráveis no tónus muscular em comparação com uma substância inativa (placebo). Estudos comparativos reportaram padrões de desconforto físico e de intensidade de sintomas em comparação com outros tratamentos avaliados na investigação. No entanto, quando os investigadores monitorizaram resultados funcionais objetivos, como alterações na capacidade de caminhar, os resultados foram mistos, e os dados mostram padrões relacionados com resultados irregulares em diferentes populações observadas.

Lacunas na Investigação e Áreas de Incerteza

O corpo de evidência não é uniforme e aponta para várias limitações da investigação. Na espasticidade crónica, a melhoria funcional objetiva permanece incerta, sendo frequentemente reportada como irregular, apesar das alterações medidas no tónus muscular. Isto indica uma potencial diferença entre os efeitos fisiológicos e a funcionalidade diária no mundo real. A duração do acompanhamento foi limitada em contextos controlados de alta qualidade, o que significa que existe informação limitada sobre os resultados a longo prazo e a durabilidade da resposta. Além disso, carece de evidência comparativa para avaliar totalmente este fármaco face a todos os outros agentes orais para a espasticidade.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Dantamacrin (FAQ)


P: O Dantamacrin é o mesmo tipo de medicamento que outros fármacos semelhantes?

R: O Dantamacrin está oficialmente classificado como um relaxante muscular esquelético de ação direta. Esta é uma classe farmacológica específica, o que significa que o mecanismo do fármaco atua diretamente no tecido muscular para inibir a contração. Esta ação distingue-o dos relaxantes musculares de ação central que modulam o sistema nervoso central.


P: Qual é a diferença entre o Dantamacrin e outros agentes específicos?

R: O Dantamacrin é um relaxante muscular de ação direta que atua perifericamente, afetando as próprias fibras musculares, ao contrário de agentes que atuam centralmente. A documentação oficial observa diferenças específicas nas utilizações aprovadas, tal como a sua indicação única para a gestão aguda da hipertermia maligna.


P: Existe uma versão genérica do Dantamacrin disponível?

R: Sim, a substância ativa chama-se dantroleno sódico e está disponível uma versão genérica do medicamento para utilização.


P: O Dantamacrin é considerado uma substância controlada?

R: O Dantamacrin (dantroleno sódico) é oficialmente classificado pelos organismos reguladores relevantes como não sendo um medicamento controlado.


P: Existem diferentes versões ou dosagens de Dantamacrin?

R: O Dantamacrin é distribuído em duas formas principais: uma cápsula oral e um pó estéril para injeção intravenosa. A cápsula oral está descrita na rotulagem em várias dosagens, juntamente com o pó para injeção.


P: Por que razão o Dantamacrin só está disponível mediante receita médica?

R: A documentação oficial confirma que o dantroleno sódico está classificado como um medicamento sujeito a receita médica. Esta classificação é determinada com base na necessidade de supervisão médica, devido ao potencial de efeitos secundários do fármaco e à exigência de monitorização específica do doente.


P: O Dantamacrin é um fármaco que tem sido utilizado há muito tempo?

R: Sim. A substância ativa, o dantroleno sódico, tem um historial de utilização que remonta a várias décadas, tendo sido aprovado inicialmente em 1979 para o tratamento da hipertermia maligna.


P: Por que razão o nome do fármaco se escreve dessa forma?

R: O nome da substância ativa, dantroleno, tem uma derivação química, provindo dos compostos de base utilizados na sua síntese. A sua estrutura química está relacionada com a classe de compostos das hidantoínas.


P: O Dantamacrin pode ser utilizado em crianças ou adolescentes?

R: A formulação intravenosa está indicada para utilização em todas as idades pediátricas para a gestão da crise de hipertermia maligna. No entanto, a segurança e a eficácia da cápsula oral não foram estabelecidas para uso crónico em crianças com menos de 5 anos de idade.


P: Os adultos mais velhos podem utilizar o Dantamacrin com segurança?

R: Os documentos regulamentares incluem avisos específicos para a utilização de Dantamacrin em adultos mais velhos. Isto deve-se ao facto de ter sido reportado um risco mais elevado de eventos hepáticos graves nesta população, podendo estes doentes sofrer também uma maior frequência de outros potenciais efeitos secundários.


P: Existem avisos específicos sobre o Dantamacrin para mulheres grávidas ou a amamentar?

R: Para mulheres grávidas, o Dantamacrin está classificado na Categoria C de Gravidez. Relativamente à lactação, a informação oficial recomenda a interrupção da amamentação durante o tratamento e nas 48 horas seguintes ao mesmo.


P: O Dantamacrin interage com o álcool?

R: Sim, o álcool é um depressor do sistema nervoso central. A coadministração de Dantamacrin com álcool pode potenciar os efeitos do fármaco, o que pode levar a um aumento da sensação de tonturas ou sonolência.


P: Existem alimentos ou bebidas específicos a evitar durante a utilização de Dantamacrin?

R: As cápsulas orais podem ser tomadas com ou sem alimentos. Não existem restrições dietéticas específicas nem uma lista de alimentos particulares que devam ser evitados durante a utilização deste medicamento.


P: Preciso de tomar o Dantamacrin a uma hora específica do dia?

R: As instruções detalham o número total de doses necessárias por dia. No entanto, não é determinada uma hora específica do dia, como manhã ou noite, para a administração da cápsula oral.


P: O que acontece se eu me esquecer de uma dose de Dantamacrin?

R: Uma dose esquecida pode ser tomada assim que se lembre, a menos que esteja quase na hora da dose seguinte. Nesse caso, a dose esquecida deve ser saltada e o horário regular deve ser continuado. Não deve ser tomada uma dose dupla para compensar o esquecimento.


P: E se eu tomar acidentalmente mais Dantamacrin do que o pretendido?

R: Em caso de ingestão excessiva, os sintomas documentados podem incluir vómitos, diarreia, aumento da fraqueza muscular, cansaço extremo e coma.


P: Quão rapidamente o Dantamacrin começa a atuar após a toma?

R: A formulação intravenosa é administrada para efeitos terapêuticos rápidos em situações de crise. Os tempos específicos de início de ação para a cápsula oral não são habitualmente detalhados em resumos regulamentares gerais para o doente.


P: E se o Dantamacrin parecer não estar a funcionar após algumas semanas?

R: Se não for alcançado benefício clínico após um período de teste de 45 dias a 8 semanas na dose máxima tolerada, a terapia deve ser interrompida, conforme as diretrizes oficiais.


P: O Dantamacrin causa aumento ou perda de peso?

R: A perda de peso está listada como uma reação adversa menos comum. O aumento de peso não é especificamente mencionado entre os efeitos secundários frequentes nos perfis de segurança oficiais.


P: É normal sentir cansaço ao iniciar o Dantamacrin?

R: Sim, a fadiga generalizada e a sonolência são reações adversas muito comuns, podendo ser mais percetíveis ao iniciar a terapia ou durante aumentos de dose.


P: O Dantamacrin afeta os padrões de sono?

R: Sim, a sonolência é listada como um efeito muito comum. Inversamente, também foram reportadas reações adversas como a insónia em alguns doentes.


P: Sabe-se se o Dantamacrin afeta a memória ou o foco?

R: A confusão mental e a sonolência são reações adversas documentadas que podem influenciar o foco de uma pessoa.


P: O Dantamacrin pode causar alterações no humor?

R: As listas de reações adversas documentadas incluem a depressão mental como um efeito potencial.


P: Os efeitos secundários do Dantamacrin são temporários?

R: Alguns efeitos, como sonolência e tonturas, podem ser mais pronunciados no início da terapia. Contudo, outros riscos, como o potencial de lesão hepática, estão associados à duração prolongada da utilização.


P: Que tipo de efeitos secundários a longo prazo são descritos para o Dantamacrin?

R: A principal preocupação de segurança com a utilização prolongada é a hepatotoxicidade, incluindo o risco de insuficiência hepática grave. Outros efeitos menos frequentes incluem depressão mental e insónia.


P: O Dantamacrin é seguro para tomar a longo prazo?

R: O Dantamacrin é indicado para administração prolongada em condições crónicas, mas o risco de lesão hepática grave está ligado à duração da terapia. Por este motivo, a monitorização regular da função hepática é necessária durante o uso a longo prazo.

Como Dantamacrin deve ser armazenado e descartado?

Diretrizes Oficiais de Armazenamento e Eliminação

Os documentos regulamentares definem requisitos específicos para o armazenamento, manuseamento e eliminação de Dantamacrin (Dantroleno Sódico), com o objetivo de manter a sua integridade.

As cápsulas e o pó não reconstituído devem ser armazenados a uma temperatura entre os 20°C e os 25°C, correspondente à temperatura ambiente controlada. É necessário proteger o pó da luz. Estas formas farmacêuticas podem ser conservadas no seu recipiente original até à data de validade indicada.

No caso da solução intravenosa (IV) reconstituída, esta deve ser mantida num intervalo de temperatura entre os 15°C e os 30°C e protegida da luz direta. A sua utilização deve ocorrer obrigatoriamente num prazo de 6 horas após a preparação.

Para todas as apresentações, o produto deve ser mantido no seu recipiente original e hermeticamente fechado para evitar a degradação por fatores ambientais. Uma vez abertos, os recipientes devem ser devidamente selados e mantidos na posição vertical.

Requisitos de Eliminação

Todos os produtos Dantamacrin não utilizados ou fora do prazo de validade devem ser eliminados em conformidade com todas as regulamentações locais, nacionais e internacionais. Para cumprir as normas de proteção ambiental, o produto não deve ser libertado no meio ambiente, o que inclui a sua eliminação no solo, em cursos de água ou através dos sistemas de resíduos domésticos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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