Coffein

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Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Coffein

A cafeína é um composto alcaloide pertencente ao grupo das metilxantinas, amplamente reconhecida pelas suas propriedades estimulantes sobre o sistema nervoso central. No contexto farmacêutico e terapêutico, a cafeína é utilizada principalmente para reduzir a fadiga e aumentar o estado de alerta mental, atuando como um revigorante temporário em situações de cansaço ou sonolência.

O mecanismo de ação da cafeína baseia-se na sua capacidade de interagir com os recetores de adenosina no cérebro. Ao bloquear estes recetores, a cafeína impede a sensação de relaxamento e sono que a adenosina normalmente promove, resultando num aumento da atividade neuronal e da vigilância. Além da sua utilização isolada, a cafeína é frequentemente combinada com outros agentes analgésicos em diversas formulações de venda livre, uma vez que pode potenciar a eficácia desses medicamentos no alívio de certas cefaleias.

Embora seja uma substância de consumo comum, o seu uso para fins medicinais deve ser moderado. A cafeína é absorvida rapidamente pelo organismo e os seus efeitos são geralmente sentidos pouco tempo após a administração, permanecendo ativa durante várias horas antes de ser metabolizada pelo fígado e eliminada.

Quais efeitos secundários são possíveis com Coffein?

Possíveis Efeitos Secundários e Informação de Segurança

Os efeitos adversos oficialmente documentados da Cafeína estão organizados pela frequência e pelo sistema corporal afetado. Os efeitos secundários variam dependendo da formulação e da população em tratamento, distinguindo-se entre a utilização geral em adultos e o uso de Citrato de Cafeína em bebés prematuros.

Reações Adversas por Classe de Sistema de Órgãos

Os efeitos adversos documentados com maior frequência estão geralmente relacionados com o Sistema Nervoso Central (SNC) e a função cardiovascular em adultos. Para formulações especializadas, como o Citrato de Cafeína, é documentada uma gama mais ampla de efeitos em múltiplos sistemas.

Classe de Sistema de Órgãos (SOC) Reações Adversas Documentadas
Doenças do sistema nervoso Dificuldade em adormecer (Insónia), Irritabilidade, Nervosismo, Convulsões (especialmente em sobredosagem).
Cardiopatias Taquicardia (Ritmo cardíaco rápido), Arritmia, Aumento do débito ventricular esquerdo.
Doenças gastrointestinais Obstipação (Muito comum com Citrato de Cafeína), Gastrite, Refluxo gastroesofágico, Enterocolite necrotizante (ECN).
Doenças do metabolismo e da nutrição Hiperglicemia, Acidose.

Reações Adversas Graves

As reações adversas graves documentadas incluem a Enterocolite necrotizante (ECN), a Hemorragia cerebral e as Convulsões, particularmente associadas a doses elevadas ou à utilização em populações vulneráveis, como recém-nascidos prematuros.

Informações de Segurança Específicas para Certas Populações

As restrições de segurança estão explicitamente definidas para determinados grupos. A Cafeína de uso geral (auxílio no estado de alerta) é contraindicada para utilização em crianças com menos de 12 anos. Relativamente ao Citrato de Cafeína, é necessária precaução em bebés prematuros com compromisso renal, hepático ou cardiovascular pré-existente, devido ao potencial de acumulação do fármaco. Além disso, as orientações oficiais aconselham a limitação do uso de outros produtos que contenham cafeína e proíbem a utilização da Cafeína de uso geral como substituto do sono.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

Risco de Sobredosagem e Produtos Associados

O risco mais significativo de sobredosagem ou toxicidade por cafeína está associado ao consumo de produtos de cafeína pura ou altamente concentrada, tais como suplementos alimentares líquidos ou em pó vendidos a granel. Estes produtos são extremamente potentes, sendo que um pequeno erro de medição — como uma única colher de chá de cafeína em pó — pode equivaler rapidamente a uma dose potencialmente tóxica ou letal, correspondente a muitas chávenas de café. A diferença entre uma quantidade segura e uma perigosa é muito pequena e difícil de medir com precisão por parte do consumidor.

Manifestações Clínicas de Sobredosagem

Os sintomas de toxicidade por cafeína podem variar de moderados a graves. As apresentações documentadas de sobredosagem incluem batimentos cardíacos rápidos ou perigosamente irregulares, convulsões e, em casos graves, a morte. Outros sinais de toxicidade que podem requerer atenção são vómitos, diarreia, estupor (comprometimento da consciência) e desorientação. Indivíduos com condições de saúde pré-existentes podem enfrentar efeitos intensificados e um risco acrescido.

Ações de Emergência

Se suspeitar que você ou outra pessoa está a experienciar um evento adverso ou sintomas de sobredosagem relacionados com o consumo de cafeína, interrompa imediatamente o consumo do produto e procure cuidados ou aconselhamento médico urgente. É necessária uma avaliação médica imediata perante sintomas graves, tais como irregularidades cardíacas ou convulsões.

Usos terapêuticos de Coffein

O que a Cafeína Trata: Principais Usos e Benefícios

A aplicação terapêutica da Cafeína concentra-se em três domínios clínicos distintos, oferecendo geralmente alívio sintomático e assistência de suporte nos casos em que os sintomas interferem visivelmente com a estabilidade diária. Esta substância é aplicada em domínios onde a gestão de sintomas a curto prazo é considerada adequada.

Em contextos clínicos, a Cafeína é considerada relevante para atenuar a fadiga e a sonolência, auxiliando na estabilidade funcional; é utilizada na gestão da dor de cabeça aguda associada a enxaquecas e cefaleias de tensão; e uma formulação especializada pode fazer parte da gestão sintomática para tratar a instabilidade respiratória em bebés prematuros (apneia da prematuridade).

“A cafeína apoia os pacientes durante episódios difíceis, aliviando o desconforto e ajudando a manter uma sensação de estabilidade quando os sintomas são mais percetíveis.”

Domínios de Suporte Sintomático

A Cafeína é relevante em domínios onde é necessário um suporte sintomático adicional. Para adultos e crianças mais velhas, é habitualmente utilizada quando os sintomas de baixos níveis de alerta criam uma sobrecarga funcional notória, sendo frequentemente empregue quando os sintomas se intensificam e é necessário um alívio de suporte. Para recém-nascidos vulneráveis, o seu papel na estabilização respiratória contribui para aliviar a carga sintomática global durante as fases sintomáticas.

Facto Rápido: Alívio para o Desconforto Agudo A cafeína desempenha um papel na gestão de sintomas de dor episódica e fadiga acentuada, e pode auxiliar no alívio de suporte quando os sintomas interferem com as atividades rotineiras.

Critérios de utilização e restrições

Elegibilidade para a Cafeína (Citrato de Cafeína)

O Citrato de Cafeína está oficialmente aprovado para utilização num grupo específico de doentes, existindo diversas restrições regulamentares que definem a sua elegibilidade. O medicamento é contraindicado em qualquer doente que tenha demonstrado hipersensibilidade ao citrato de cafeína ou a qualquer um dos seus componentes.

Regras Baseadas na Idade e na Condição Clínica

Estado da População Regra Regulamentar (conforme rotulagem)
População Aprovada Neonatos prematuros (geralmente entre as 28 e <33 semanas de idade gestacional) para o tratamento de curto prazo da apneia da prematuridade.
Uso Não Recomendado Os produtos de cafeína de venda livre não são recomendados para utilização em crianças com menos de 12 anos para o alívio da sonolência.
Uso Condicional É necessária precaução e monitorização em neonatos com insuficiência renal ou insuficiência hepática, devido à eliminação mais lenta da substância.
Restrições por Comorbilidades O uso com precaução é obrigatório em lactentes com doença cardiovascular pré-existente, distúrbios convulsivos, ou naqueles em risco de enterocolite necrotizante (ECN).

Limitações Relativas ao Estado Fisiológico

Relativamente à formulação farmacêutica, as mães que amamentam bebés em tratamento não devem ingerir produtos que contenham cafeína, uma vez que é conhecido que a cafeína passa para o leite materno.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

As informações oficiais identificam interações específicas entre a Cafeína e outros fármacos ou produtos, centrando-se fundamentalmente no metabolismo e na farmacodinâmica. A Cafeína é um substrato da principal enzima hepática CYP1A2, o que constitui a base para diversas interações farmacocinéticas.

Classificação Agentes com Interação (Exemplos)
Combinações Contraindicadas Fezolinetant, Inibidores da Monoaminoxidase (IMAOs), Clozapina
Agentes que Aumentam a Exposição Fluvoxamina, Ciprofloxacina, Mexiletina, Teofilina
Antagonismo Farmacodinâmico Dipiridamol, Adenosina, Bloqueadores beta-adrenérgicos

Declarações Oficiais de Interação

A coadministração com inibidores potentes da CYP1A2, tais como a Fluvoxamina e a Ciprofloxacina, reduz a depuração (clearance) da Cafeína e causa um aumento documentado na sua concentração plasmática.

O uso de Cafeína é formalmente contraindicado com agentes como o Fezolinetant e os IMAOs, devido ao risco de interferência metabólica ou de sinergismo farmacodinâmico perigoso.

A Cafeína pode opor-se à ação hipotensora dos bloqueadores beta e enfraquecer o efeito vasodilatador de agentes como o Dipiridamol, utilizado em testes de esforço cardíaco.

Existem regras obrigatórias de calendarização que exigem que a Cafeína e produtos relacionados sejam evitados durante pelo menos 24 horas antes de procedimentos que utilizem Dipiridamol ou agentes de diagnóstico semelhantes.

É necessária precaução específica em neonatos prematuros com função hepática comprometida; as concentrações séricas devem ser monitorizadas devido à imaturidade dos sistemas enzimáticos e à eliminação mais lenta da substância.

Mecanismo de ação

A ação primária da cafeína consiste no antagonismo competitivo e não seletivo dos recetores de adenosina no sistema nervoso central, particularmente nos subtipos A1 e A2A. A adenosina é um neuromodulador inibitório; ao ligar-se aos seus recetores, a cafeína bloqueia a capacidade da adenosina de suprimir a atividade neuronal. Esta desinibição leva a um aumento da libertação de neurotransmissores excitatórios, nomeadamente a dopamina e a norepinefrina, elevando as taxas de disparo neuronal no corpo estriado e no córtex pré-frontal.

Em simultâneo, em concentrações mais elevadas, a cafeína atua como um inibidor das enzimas fosfodiesterase (PDE). A inibição da PDE impede a degradação do monofosfato de adenosina cíclico (cAMP), resultando na sua acumulação intracelular transitória. Este efeito secundário influencia diversos processos celulares, incluindo a gestão do cálcio nos tecidos musculares. A cascata mecanística combinada resulta em consequências fisiológicas ao nível do sistema, tais como a vasoconstrição cerebral e a modulação da contratilidade do miocárdio.

Informações sobre dosagem e administração

Guia de Instruções: Como utilizar a Cafeína — Orientações Oficiais de Administração

As diretrizes para a administração de Cafeína são definidas de acordo com a finalidade pretendida, variando entre os comprimidos estimulantes de venda livre e a solução oral ou intravenosa de prescrição (Citrato de Cafeína) utilizada em neonatos prematuros.


Âmbito da Administração

Característica Estimulante de Venda Livre (Adultos e crianças ≥ 12 anos) Prescrição (Citrato de Cafeína, Neonatos)
Via de Administração Oral (comprimido) Intravenosa (IV) ou Oral (solução)
Regras Oficiais de Dosagem 200 mg por dose Dose de Carga: 10 mg/kg (em base); Dose de Manutenção: 2,5 mg/kg (em base) diária
Frequência e Calendarização No máximo a cada 3 a 4 horas Dose de carga única; Dose de manutenção a cada 24 horas (iniciando 24h após a carga)
Preparação Engolir o comprimido inteiro. A solução ou injeção deve ser inspecionada visualmente quanto a descoloração ou partículas; descartar se presentes. Não diluir, exceto se forem utilizadas soluções compatíveis específicas.
Condições Especiais Limitar alimentos e bebidas que contenham cafeína. Não utilizar em crianças com menos de 12 anos. Requer medição rigorosa da dose com uma seringa de pequeno volume. Monitorizar os níveis séricos periodicamente e ajustar a dose em bebés com compromisso da função renal ou hepática.

Estrutura Procedimental Resultante

Os passos necessários diferem estritamente consoante a população. Para o estimulante oral de venda livre, a sequência consiste em: confirmar que a idade do paciente é de 12 anos ou superior; tomar 1 comprimido (200 mg); e aguardar pelo menos 3 a 4 horas antes de tomar a dose seguinte.

Para o Citrato de Cafeína em neonatos, o procedimento envolve: medição dos níveis séricos de base de cafeína se o lactente tiver sido exposto previamente a teofilina ou a cafeína materna; administração da Dose de Carga inicial por via intravenosa ao longo de 30 minutos; e a medição precisa e administração da Dose de Manutenção diária, por via intravenosa ou oral (frequentemente através de sonda de alimentação), começando 24 horas após a carga.

Ligação ao protocolo geral de utilização:

A administração de cafeína é regida por normas que estabelecem dois protocolos distintos: um esquema de frequência máxima para uso ocasional de venda livre, e um regime de duas fases (carga seguida de manutenção), baseado no peso e sob monitorização estreita, para cuidados críticos em bebés prematuros. Ambos os protocolos definem rigorosamente a via, a dose e a frequência para garantir a conformidade com as diretrizes oficiais de utilização.

Evidência clínica recente

Evidência de investigação / Visão geral dos estudos sobre a Coffein

Evidência da Coffein como adjuvante na dor de cabeça aguda

A investigação que analisa a Coffein (cafeína) no contexto da dor de cabeça aguda tem sido conduzida principalmente através de Ensaios Clínicos Aleatorizados (ECA) de curto prazo e subsequentes meta-análises. Estes estudos exploraram a forma como os sintomas evoluem ao longo do tempo quando a Coffein é utilizada como componente de um produto combinado, em conjunto com analgésicos comuns, em adultos e adolescentes com enxaqueca episódica aguda ou cefaleia de tensão.

Os estudos reportaram a evolução dos sintomas, observando que o tratamento combinado foi consistentemente descrito nos resultados como estando relacionado com desfechos de estado livre de dor. Os dados mostram uma associação com o objetivo final de ausência de dor. No entanto, a evidência é limitada porque os ensaios de alta qualidade avaliam especificamente produtos combinados, o que faz com que os efeitos da Coffein como substância isolada sejam menos caracterizados. Os períodos de acompanhamento foram limitados, centrando-se essencialmente no episódio agudo de dose única.

Evidência para uso especializado no suporte respiratório em bebés prematuros

A evidência para a formulação especializada, o Citrato de Cafeína, em bebés prematuros deriva de ECA multicêntricos de grande escala. Estes estudos monitorizaram o esforço fisiológico, centrando-se em resultados como a frequência de pausas respiratórias (apneia), medições do tempo sob ventilação mecânica e a incidência estudada de Displasia Broncopulmonar (DBP).

Os resultados reportaram uma associação com um menor número de episódios de apneia e descreveram padrões relacionados com a redução do tempo de ventilação mecânica e uma menor incidência documentada de DBP. Embora os resultados iniciais tenham sido o foco da investigação, a certeza permanece baixa quanto à totalidade dos efeitos a muito longo prazo, e os protocolos de dosagem e administração continuam sob avaliação.

Lacunas na investigação e áreas de incerteza científica

O panorama da investigação revela informações limitadas sobre os resultados a longo prazo e os efeitos crónicos na maioria das indicações. No que respeita à fadiga aguda, os estudos limitam-se frequentemente a curtos períodos de acompanhamento em ambientes laboratoriais controlados, o que restringe a generalização dos resultados. A investigação fornece contexto, mas não previsões individuais, uma vez que as descobertas descrevem padrões de grupo e os dados para certos subgrupos permanecem insuficientes.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre a Coffein (FAQ)


P: Quanto tempo demora a Coffein a fazer efeito após a ingestão?

As informações oficiais indicam que a Coffein é absorvida rapidamente após a ingestão oral. Os picos de concentração no sangue são tipicamente atingidos entre 15 e 120 minutos. No entanto, o tempo exato pode ser influenciado por diferenças metabólicas individuais.


P: Qual é a duração típica do principal efeito de alerta da Coffein no organismo?

A duração do efeito do fármaco está primariamente ligada à sua semivida plasmática, que é o tempo necessário para que a concentração seja reduzida para metade. A semivida média reportada é de aproximadamente 5 horas. Por conseguinte, os efeitos percetíveis podem continuar por várias horas após a administração.


P: Existem avisos de segurança específicos para pessoas com úlceras gástricas ou problemas digestivos graves?

Os documentos regulamentares listam problemas gastrointestinais, tais como gastrite e refluxo gastroesofágico, como possíveis reações adversas. A formulação especializada utilizada em bebés prematuros também acarreta um risco documentado de enterocolite necrotizante (ECN). Os avisos oficiais documentam o potencial para a ocorrência de efeitos gastrointestinais.


P: A Coffein é classificada como uma substância controlada pelas autoridades reguladoras?

De acordo com a classificação regulamentar nos Estados Unidos, a Coffein (cafeína) é geralmente categorizada como uma substância não controlada.


P: Qual é a semivida média reportada para a Coffein?

Os estudos sobre o perfil farmacológico do fármaco indicam que a semivida média da Coffein no plasma de adultos saudáveis é de aproximadamente 5 horas. É de notar que as taxas metabólicas individuais podem influenciar este valor.


P: Os comprimidos de Coffein têm um tempo de ação diferente das formas líquidas de Coffein?

Estudos farmacológicos indicam que a absorção final e as curvas de concentração sanguínea são semelhantes quer o fármaco seja administrado por via oral ou intravenosa. Isto sugere um padrão de absorção consistente para o consumo oral.


P: É possível desenvolver tolerância aos efeitos da Coffein com o tempo?

A informação oficial indica que pode desenvolver-se uma adaptação física, ou tolerância, a alguns dos efeitos fisiológicos da Coffein com o uso contínuo e regular. Esta adaptação faz parte da resposta normal do organismo à exposição consistente ao fármaco.


P: Qual é a descrição oficial da dependência e dos sintomas de privação da Coffein?

A dependência é descrita como uma adaptação física resultante do uso regular. Se a ingestão for interrompida ou reduzida subitamente, os sintomas de privação comuns podem incluir fadiga, dores de cabeça, dificuldade de concentração e irritabilidade.


P: Existe uma ligação entre o uso de Coffein e níveis elevados de tensão arterial?

A Coffein pode causar um aumento temporário e de curto prazo na tensão arterial, particularmente em indivíduos que não a consomem frequentemente. No entanto, os dados estabelecidos não sugerem fortemente que o uso regular esteja associado a um risco superior de hipertensão a longo prazo.


P: A dor de cabeça persistente é um efeito secundário potencial ao interromper o uso de Coffein?

Sim, as dores de cabeça são um dos sintomas mais comuns reportados em contextos de segurança regulamentar quando um indivíduo reduz ou interrompe abruptamente a ingestão de Coffein. Este é um sintoma frequentemente relatado e ligado à cessação do uso de Coffein.


P: Quais são as diretrizes oficiais relativas ao uso de Coffein durante a gravidez?

As orientações oficiais de organismos reguladores, como a FDA dos EUA, aconselham que indivíduos grávidos ou que estejam a tentar engravidar consultem um profissional de saúde. Esta consulta é recomendada para discutir a limitação adequada e segura da ingestão de cafeína durante este período.


P: Existem riscos ou contraindicações específicas para idosos que utilizam Coffein?

Embora seja geralmente segura para adultos saudáveis, os indivíduos mais velhos podem enfrentar riscos específicos relacionados com outros medicamentos. A preocupação principal é a possibilidade acrescida de interações medicamentosas ao tomar múltiplos medicamentos em simultâneo.


P: A Coffein interage com medicamentos comuns para a constipação, gripe ou alergias?

As orientações oficiais referem que a Coffein não deve ser combinada com medicamentos que contenham outros estimulantes, como a efedrina. Esta combinação pode aumentar o risco de tensão arterial elevada e outros efeitos secundários cardiovasculares adversos.


P: Existe uma interação conhecida entre a Coffein e medicamentos anticoagulantes?

As informações de segurança regulamentar sugerem que a ingestão de Coffein juntamente com medicamentos que reduzem a coagulação do sangue (anticoagulantes ou antiagregantes plaquetários) pode aumentar a possibilidade de hematomas ou hemorragias.


P: A Coffein interage com inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS) ou outros antidepressivos?

Certos antidepressivos, nomeadamente o ISRS fluvoxamina, podem inibir significativamente a enzima que metaboliza a Coffein. Isto pode levar a concentrações mais elevadas de Coffein no sangue, o que poderá potencialmente aumentar o risco de efeitos secundários relacionados com a Coffein.


P: O que dizem as orientações oficiais sobre o consumo de álcool durante o uso de Coffein?

As orientações oficiais de agências reguladoras e de saúde pública recomendam que não se consumam bebidas alcoólicas cafeinadas pré-misturadas. Isto baseia-se na preocupação de que os efeitos estimulantes da Coffein possam mascarar os sintomas subjetivos de intoxicação alcoólica.


P: A Coffein pode interagir com suplementos de ervas ou produtos dietéticos?

Recomenda-se precaução ao combinar Coffein com certos suplementos de ervas, especialmente os que contêm estimulantes. Esta combinação pode resultar num efeito aditivo, aumentando o potencial de efeitos secundários cardiovasculares.


P: A eficácia da Coffein altera-se em indivíduos que são grandes consumidores de café?

Estudos farmacológicos indicam que o nível de resposta aos efeitos estimulantes da Coffein pode variar dependendo de o indivíduo ser um utilizador habitual ou um não-utilizador de cafeína. Isto pode, por vezes, resultar numa resposta variada ou reduzida em utilizadores habituais.


P: Qual é o período de tempo típico para o início e resolução dos sintomas de privação da Coffein?

As informações de segurança regulamentar sugerem que os sintomas de privação da Coffein são tipicamente ligeiros. Geralmente, começam entre 12 a 24 horas após a cessação e resolvem-se ou melhoram significativamente num período de alguns dias a uma semana.


P: A Coffein tem algum impacto conhecido na densidade óssea ou no risco de osteoporose?

Uma ingestão elevada de Coffein pode contribuir para um aumento da excreção urinária de cálcio. A investigação sugeriu uma potencial associação com um risco acrescido de fratura da anca, especialmente em indivíduos mais velhos com ingestão insuficiente de Vitamina D ou cálcio.


P: Quais são as orientações gerais para a descontinuação da Coffein após um período de uso regular?

As informações de segurança regulamentar sugerem que reduzir gradualmente a ingestão de Coffein ao longo de um período de vários dias a uma semana pode ajudar a prevenir ou diminuir a ocorrência de sintomas de privação comuns.


P: A Coffein pode afetar a eficácia dos contracetivos orais?

Componentes de alguns contracetivos orais, como o etinilestradiol, podem aumentar a concentração de Coffein no sangue. Isto ocorre porque o componente abranda o metabolismo da Coffein pelo organismo, o que poderá potencialmente aumentar o risco de efeitos secundários relacionados com a Coffein.

Como Coffein deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar a Cafeína

Condições de Conservação

Os produtos medicinais de cafeína devem ser armazenados a uma temperatura ambiente controlada, geralmente entre os 15 °C e os 30 °C (59 °F e 86 °F). O produto deve ser mantido na sua embalagem original, bem fechada, e protegido do calor excessivo, da humidade e da luz. Não guarde o medicamento na casa de banho. Todas as formas farmacêuticas devem ser armazenadas fora da vista e do alcance das crianças e dos animais de estimação.

Manuseamento e Eliminação

Formulações específicas, tais como soluções injetáveis sem conservantes, destinam-se a uma única utilização; qualquer porção não utilizada de um frasco aberto deve ser imediatamente eliminada. Para comprimidos não utilizados ou fora do prazo de validade, a eliminação deve ser efetuada através de um programa comunitário de recolha de medicamentos. Caso não esteja disponível nenhum programa, misture o medicamento com uma substância indesejável (por exemplo, terra) e feche-o hermeticamente antes de o colocar no lixo doméstico. O produto não deve ser deitado na sanita nem despejado no lavatório.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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