Clovizole

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Clovizole

Propriedade Descrição
Substância ativa Metronidazol, Clotrimazol
Forma Óvulo ou Inserto Vaginal
Classe farmacológica Agente Antimicrobiano e Antifúngico
Uso comum Gestão de infeções vaginais localizadas
Origem Derivado Sintético

Clovizole: Definição e Classificação Farmacológica

O Clovizole é uma preparação farmacêutica sujeita a receita médica, caracterizada por ser um medicamento de associação para administração intravaginal localizada. A sua principal substância ativa é o Metronidazol, um derivado sintético reconhecido clinicamente pela sua eficácia contra agentes patogénicos específicos. Está classificado como um antimicrobiano da classe dos nitroimidazóis, um grupo de fármacos com atividade confirmada contra certas bactérias anaeróbias e protozoários, o que distingue o seu modo de ação das terapias antibacterianas de agente único.

Composição, Forma e Finalidade Geral

A composição do Clovizole define-se pela inclusão de múltiplas substâncias ativas: o Metronidazol e o antifúngico azólico Clotrimazol. Esta combinação permite uma cobertura de dupla ação, uma característica que o diferencia de produtos focados exclusivamente na eliminação bacteriana ou fúngica. O produto é habitualmente formulado como um óvulo ou inserto vaginal, o que significa que esta forma farmacêutica foi concebida para libertar a medicação diretamente no local da infeção. Esta aplicação local constitui a base da sua finalidade geral: a gestão de infeções complexas através da utilização simultânea das propriedades antibacterianas/antiprotozoárias do Metronidazol e das propriedades antifúngicas do Clotrimazol num único ciclo de tratamento. Estudos farmacológicos confirmam o papel estabelecido do Metronidazol como um antimicrobiano fundamental.

O Princípio da Cobertura de Dupla Ação

O benefício terapêutico do Clovizole advém da sua capacidade de empregar duas ações fisiológicas distintas em simultâneo contra duas categorias microbianas. O componente Metronidazol atua através da destruição microbiana direcionada contra organismos anaeróbios específicos, enquanto o componente Clotrimazol assegura a inibição do crescimento fúngico através da rutura da membrana celular do fungo. As diretrizes oficiais apoiam a utilização de produtos combinados que contenham antifúngicos azólicos e derivados nitroimidazólicos para o tratamento de infeções com causas múltiplas. Esta evidência fundamenta a lógica por detrás da composição combinada do Clovizole, visando a restauração de um equilíbrio microbiano saudável na área afetada.

Quais efeitos secundários são possíveis com Clovizole?

Efeitos secundários possíveis e informações de segurança

O perfil de segurança do Clovizole, enquanto produto de combinação, inclui reações adversas categorizadas de acordo com a sua frequência e o sistema de órgãos afetado, com base em dados regulamentares oficiais.

Classificação das Reações Adversas

Os efeitos secundários são oficialmente classificados com base na sua probabilidade de ocorrência:

  • Frequentes (ocorrem em pelo menos 1% das doentes): Incluem efeitos localizados como sensação de ardor vulvovaginal, prurido (comichão) e efeitos sistémicos como cefaleias (dores de cabeça), náuseas e dor abdominal.
  • Pouco frequentes (ocorrem em menos de 1% das doentes): Incluem dor geral, reação alérgica e sintomas classificados como síndrome gripal.
  • Raros: Incluem eventos graves do sistema imunitário, tais como a anafilaxia.
  • Frequência desconhecida: Esta classificação aplica-se a efeitos comunicados espontaneamente, incluindo esfoliação vaginal, hemorragia vaginal, síncope (desmaio) e hipotensão.

Âmbito da Segurança Sistémica

As reações adversas estão agrupadas formalmente em Classes de Sistemas de Órgãos (SOCs), detalhando efeitos nas Doenças dos Órgãos Genitais e da Mama (ex.: desconforto vulvovaginal, metrorragia), Doenças do Sistema Nervoso (ex.: tonturas, insónia) e Doenças Gastrointestinais (ex.: diarreia, paladar invulgar).

Existem reações adversas graves oficialmente documentadas para os componentes deste medicamento, que incluem eventos neurológicos severos como convulsões, encefalopatia e neuropatia periférica, bem como condições dermatológicas potencialmente fatais, como a Síndrome de Stevens-Johnson (SSJ).

Restrições de Segurança e Considerações

A rotulagem regulamentar documenta restrições de segurança específicas e considerações para populações especiais:

  • Contraindicações: O produto é formalmente contraindicado em indivíduos com hipersensibilidade conhecida ao Metronidazol ou ao Clotrimazol.
  • Consumo de Álcool: É possível a ocorrência de uma reação do tipo dissulfiram grave se for consumido álcool durante a terapia e até pelo menos 48 horas após a última dose.
  • Integridade Contraceptiva: A formulação pode causar danos e falha em contracetivos à base de látex.
  • Populações Especiais: Recomenda-se precaução em doentes com doença hepática grave. Os documentos oficiais incluem notas específicas sobre a gravidez e lactação. O produto não deve ser utilizado em crianças com menos de 16 anos de idade ou em mulheres que ainda não tenham iniciado a menstruação.

Este perfil de segurança oficial estrutura a compreensão dos riscos, separando os efeitos por categorias de probabilidade e gravidade, desde o desconforto localizado esperado até eventos sistémicos raros.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Os documentos regulamentares oficiais indicam que uma sobredosagem com Clovizole está primordialmente relacionada com o potencial de absorção sistémica do componente Metronidazol, particularmente após a ingestão oral acidental do óvulo ou inserto vaginal. Devido à concentração de Metronidazol, tal ingestão acidental ou uma sobreaplicação local grave exigem uma intervenção imediata. As manifestações clínicas de sobredosagem documentadas na rotulagem regulamentar incluem efeitos graves no sistema nervoso central, tais como ataxia (falta de coordenação), desorientação e convulsões (episódios convulsivos).

Outros sinais registados oficialmente podem envolver neuropatia periférica, náuseas graves, vómitos e dor abdominal. Em caso de ingestão oral acidental ou perante o aparecimento de quaisquer sintomas neurológicos graves, constitui um requisito obrigatório procurar assistência médica imediata e/ou contactar o Centro de Informação Antivenenos (CIAV) de imediato. Resultados graves, incluindo encefalopatia e meningite assética, foram documentados em casos de exposição sistémica massiva ao Metronidazol.

Os procedimentos de gestão clínica são definidos exclusivamente como tratamento sintomático e de suporte, uma vez que os documentos oficiais referem que não se conhece um antídoto específico. Procedimentos como a lavagem gástrica ou a diálise podem ser considerados por profissionais de saúde em situações de concentrações sistémicas extremamente elevadas de Metronidazol, com o objetivo de acelerar a sua eliminação do organismo.

Usos terapêuticos de Clovizole

O que o Clovizole trata: principais utilizações e benefícios

O Clovizole é geralmente utilizado na gestão de condições caracterizadas por sintomas associados a episódios agudos ou disruptivos, sendo relevante para o alívio de queixas em casos que envolvam Vaginose Bacteriana (VB) e Candidíase Vulvovaginal (CVV). Com base em revisões clínicas sobre a associação de Metronidazol e Clotrimazol, a utilização deste medicamento é considerada pertinente para atenuar sintomas em situações que incluam a Vaginose Bacteriana, a Candidíase Vulvovaginal e a Tricomoníase Vaginal. O medicamento pode auxiliar na gestão de condições marcadas por um aumento do stress fisiológico, sendo aplicado em contextos onde é necessário um suporte sintomático adicional.

Este medicamento é vulgarmente utilizado para ajudar no alívio de sintomas relacionados com estados inflamatórios ou irritativos, incluindo o Prurido intenso (comichão), a sensação desconfortável de ardor e irritação, bem como a presença de Corrimento anormal e o Odor desagradável associado. O Clovizole apoia a gestão de sintomas que interferem com o funcionamento diário, sendo aplicado tanto no contexto de episódios sintomáticos agudos como na gestão de padrões sugestivos de vaginites recorrentes. Pode ainda ajudar na manutenção da estabilidade funcional e apoia as doentes durante episódios de maior desconforto.


Facto Rápido: Auxilia no alívio do Prurido e Ardor

Critérios de utilização e restrições

O Clovizole (Metronidazol/Clotrimazol) destina-se, de uma forma geral, a mulheres adultas e adolescentes após a menarca (primeira menstruação). A documentação regulamentar oficial estabelece regras rigorosas que regem a elegibilidade e a utilização deste medicamento.


Populações com Contraindicação

O medicamento não deve ser utilizado por indivíduos com hipersensibilidade conhecida ou reações alérgicas ao Metronidazol, ao Clotrimazol, a quaisquer derivados nitroimidazólicos relacionados ou aos seus excipientes. A utilização está estritamente contraindicada em doentes com síndrome de Cockayne. Adicionalmente, o medicamento não deve ser utilizado se a doente tiver tomado Dissulfiram nas últimas duas semanas, ou se houver consumo de álcool durante a terapia e até 72 horas após a dose final.


Utilização Restrita e Condicional

A utilização não é recomendada, por norma, em mulheres pré-púberes (crianças com menos de 12 anos de idade), uma vez que a segurança e a eficácia não estão habitualmente estabelecidas para esta faixa etária. Recomenda-se precaução e uma monitorização clínica cuidadosa em doentes com insuficiência hepática grave (doença do fígado) ou com antecedentes de discrasias sanguíneas graves. Durante a gravidez, o Clovizole não é geralmente recomendado no primeiro trimestre, estando a sua utilização restrita durante o período de aleitamento.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

O perfil oficial de interações do Clovizole é definido pelos riscos de exposição sistémica do seu componente Metronidazol e por uma interação física local decorrente do Clotrimazol. A documentação regulamentar descreve proibições específicas, regras de temporização e efeitos farmacocinéticos clinicamente significativos com outros produtos.

Restrições Formais de Abstenção e Temporização

Substância / Medicamento Requisito Regulamentar Descrição do Efeito
Dissulfiram Contraindicado Proibida a coadministração ou utilização num período de duas semanas.
Bebidas Alcoólicas Abstenção Obrigatória Evitar durante e por um período de, pelo menos, 24 horas a três dias após o tratamento, devido ao risco de reação do tipo dissulfiram.
Propilenoglicol Abstenção Obrigatória Evitar produtos que contenham esta substância durante e após o tratamento, devido ao risco de reação do tipo dissulfiram.
Contracetivos de Látex Evitar Durante o Uso Está documentado que o componente Clotrimazol danifica dispositivos de látex, reduzindo a sua eficácia.

Interações Documentadas com Alteração de Exposição

O Metronidazol está oficialmente associado à alteração das concentrações plasmáticas de diversos outros produtos medicinais:

  • Varfarina e outros anticoagulantes cumarínicos: A coadministração pode potenciar o efeito anticoagulante, exigindo a monitorização do estado de coagulação, conforme descrito na rotulagem oficial.
  • Lítio e Bussulfano: O risco de aumento das concentrações plasmáticas destes agentes está formalmente documentado.
  • Cimetidina: Descrita como capaz de diminuir a depuração (clearance) plasmática do Metronidazol, o que pode prolongar a sua semivida.
  • Fármacos com potencial de prolongamento do intervalo QT: O risco de prolongamento aditivo do intervalo QT é citado em fontes oficiais.

Mecanismo de ação

O mecanismo de ação do Clovizole inicia-se com a sua função enquanto inibidor da enzima fúngica lanosterol 14-alfa-desmetilase (CYP51). Esta enzima é um componente fundamental da via de biossíntese do ergosterol na célula fúngica. Ao bloquear esta etapa, o Clovizole impede a conversão do lanosterol em ergosterol, uma substância vital para a integridade estrutural e funcional da membrana celular do fungo.

Esta inibição desencadeia uma cascata mecanística em duas fases: o esgotamento do ergosterol essencial e a acumulação de precursores de esterol tóxicos no interior da célula fúngica. Estes efeitos combinados comprometem profundamente a permeabilidade seletiva e a rigidez da membrana, iniciando um processo de disfunção celular e extravasamento de componentes internos.

Este mecanismo resulta em duas consequências fisiológicas ao nível do sistema: a inibição do crescimento e da replicação fúngica (efeito fungistático) e, em concentrações suficientes, o colapso da membrana celular, levando à morte do fungo (efeito fungicida). Esta ação periférica e localizada limita a absorção sistémica pelo organismo e facilita a interrupção do ciclo de vida do agente patogénico diretamente no local da infeção.

Informações sobre dosagem e administração

A utilização do Clovizole está estritamente definida pela sua via de administração intravaginal, sendo apresentado sob a forma de óvulo ou inserto vaginal de dose unitária. O regime padrão especifica a introdução de uma única unidade, uma vez por dia, durante um período fixo de curta duração, abrangendo geralmente um ciclo de três a sete dias consecutivos, conforme estabelecido nas informações de prescrição. O tratamento completo prescrito deve ser cumprido na íntegra, mesmo que a utilizadora sinta um alívio precoce dos sintomas.

A administração é consistentemente agendada para o momento ao deitar, de forma a favorecer a retenção do produto e a ação localizada dos componentes ativos. As instruções regulamentares orientam as etapas do procedimento, aconselhando a utilizadora a inserir a unidade o mais elevado possível na vagina, enquanto permanece deitada em posição de decúbito dorsal (de costas).

As diretrizes oficiais incluem limitações essenciais quanto ao contexto de utilização. Deve ser evitado o uso de tampões, duches vaginais e outros produtos intravaginais durante todo o ciclo de terapia, para prevenir interferências na ação do fármaco. O produto é geralmente indicado para utilização em mulheres com idade igual ou superior a 12 anos. Além disso, para populações específicas, o método de administração é modificado: durante a gravidez, o óvulo deve ser inserido manualmente, sem o recurso ao aplicador. No caso de esquecimento de uma dose diária, esta deve ser administrada assim que a utilizadora se lembre, a menos que esteja próximo do horário da dose seguinte; nesse caso, a dose seguinte deve ser tomada conforme planeado.

Evidência clínica recente

Clovizole: Evidência Clínica Recente


Ensaios Clínicos de Fase 3: Dor Crónica

Vários estudos analisaram o efeito do Clovizole em mais de 3.000 participantes adultos diagnosticados com dor lombar crónica de natureza não maligna. O foco principal da avaliação foi a alteração na pontuação de dor através da Escala Visual Analógica (EVA).

  • Ensaios em Monoterapia: Dois ensaios aleatorizados e controlados por placebo investigaram o Clovizole administrado isoladamente durante um período de 12 semanas. Estes estudos reportaram alterações nas pontuações médias semanais de dor que foram estatisticamente significativas em doentes com dor lombar crónica, em comparação com o placebo. A investigação pré-clínica centrou-se na inibição da nova via do recetor da Substância P (SPR).
  • Ensaios de Terapia Combinada: Investigação adicional incluiu um estudo que avaliou o Clovizole em combinação com um anti-inflamatório não esteroide (AINE) comummente prescrito. A investigação explorou se esta terapia combinada estava associada a diferenças no tempo necessário para atingir a redução das pontuações de dor, em comparação com a monoterapia padrão. Nestes ensaios, foram reportadas alterações na qualidade de vida (QoL) e na interrupção do sono secundária à dor.

Perfil de Tolerabilidade

Os ensaios reportaram efeitos gastrointestinais ligeiros e transitórios. Os acontecimentos comunicados com maior frequência foram boca seca, náuseas ligeiras e fadiga. Estes episódios foram geralmente autolimitados e não levaram à descontinuação do tratamento na maioria dos participantes. Os dados a longo prazo (além dos seis meses) relativos à tolerabilidade permanecem limitados.


Investigação em Contextos de Dor Aguda

Alguns estudos também avaliaram se o Clovizole estava associado a um início rápido de alterações na pontuação de dor em episódios de dor aguda, como a dor pós-cirúrgica. Os resultados nesta área foram mistos e, até à data, não foram publicados ensaios em larga escala. Os estudos concluíram que esta área requer investigação adicional.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Clovizole (FAQ)

P: Como devo conservar este medicamento e durante quanto tempo após a abertura?

A informação oficial do produto estipula que o Clovizole deve ser geralmente conservado a uma temperatura ambiente controlada, entre os 20°C e os 25°C. É importante proteger o medicamento da humidade. Caso se trate de uma solução ou líquido oral, podem aplicar-se instruções específicas, tais como a eliminação de qualquer medicamento não utilizado após um período determinado, como por exemplo, 30 dias após a data da primeira abertura.

P: Posso tomar este medicamento com álcool?

De acordo com os documentos regulamentares do Clovizole, geralmente não é recomendado ou deve mesmo ser evitado o consumo de álcool durante a toma deste medicamento. Esta precaução é aconselhada porque a combinação de Clovizole com álcool pode aumentar o risco de determinados efeitos secundários, tais como sonolência excessiva ou tonturas.

P: Este medicamento vai dar-me sono ou afetar a minha capacidade de conduzir?

A documentação regulamentar lista efeitos secundários como sonolência, tonturas ou sedação como possíveis efeitos do Clovizole. Por este motivo, a informação oficial inclui um aviso que aconselha os utilizadores a não conduzirem nem operarem máquinas até saberem de que forma este medicamento os afeta.

P: Este medicamento é seguro para uma criança de 4 anos?

O rótulo aprovado do Clovizole refere que a segurança e a eficácia deste medicamento não foram estabelecidas em doentes pediátricos com idade inferior a 6 anos. A ausência de segurança e eficácia estabelecidas significa que o medicamento não está, geralmente, aprovado para utilização neste grupo etário mais jovem.

P: Estou grávida; devo tomar este fármaco?

A informação oficial relativa ao Clovizole e à gravidez indica que o medicamento apenas deve ser utilizado durante a gestação se o benefício potencial justificar o risco potencial para o feto. Além disso, em algumas circunstâncias, como durante o terceiro trimestre, o medicamento pode estar totalmente contraindicado (não permitido). É importante consultar a informação oficial do produto para obter os detalhes mais completos.

P: Posso tomar este medicamento se tiver doença renal?

O rótulo do medicamento Clovizole inclui um aviso específico de que é necessária uma precaução especial em doentes com compromisso renal (doença renal) moderado a grave. Os documentos oficiais indicam tipicamente que é recomendado um ajuste da dose ou monitorização para esta população de doentes, devido à forma como o organismo processa o medicamento.

Como Clovizole deve ser armazenado e descartado?

Como conservar e eliminar o Clovizole

O Clovizole (produto vaginal de Metronidazol e Clotrimazol) deve ser armazenado estritamente de acordo com as condições definidas na rotulagem regulamentar oficial, para garantir a estabilidade e a eficácia do produto.


Requisitos de Conservação

O medicamento deve ser conservado à temperatura ambiente controlada, tipicamente entre os 20°C e os 25°C, ou abaixo dos 30°C. O produto deve ser protegido do calor excessivo, da humidade e da luz direta. Não se deve refrigerar nem congelar o medicamento, uma vez que estas condições podem comprometer a forma física do óvulo ou inserto vaginal.

É fundamental manter o Clovizole na sua embalagem original bem fechada e no invólucro selado até ao momento da utilização. Como requisito obrigatório de segurança, o produto deve ser guardado fora do alcance e da vista das crianças.


Instruções de Eliminação

Qualquer Clovizole não utilizado ou com o prazo de validade expirado deve ser eliminado em conformidade com os requisitos locais, nomeadamente através de programas de retoma de medicamentos estabelecidos (como os pontos de recolha Valormed nas farmácias). Os medicamentos não devem ser deitados no esgoto nem no lixo doméstico, a menos que sejam misturados com uma substância desagradável e selados num recipiente ou saco. No caso de serem fornecidos aplicadores descartáveis, estes devem ser eliminados após cada utilização.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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