Climesse

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Climesse

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Climesse

O Climesse é um medicamento de Terapêutica Hormonal de Substituição (THS) combinada contínua em comprimidos, concebido para administração oral em mulheres na pós-menopausa com útero intacto.

Propriedade Descrição
Substância ativa Estradiol (Estrogénio) e Noretisterona (Progestagénio)
Forma Comprimido oral (Comprimido revestido por película)
Classe farmacológica Terapêutica Estro-progestativa; THS
Classificação quanto à dispensa Medicamento sujeito a receita médica
Tipo de regime Combinado contínuo (diário, não cíclico)

Que tipo de medicamento é o Climesse?

O Climesse é formalmente classificado como uma Terapêutica Hormonal de Substituição (THS) oral, pertencente à classe farmacológica das Terapêuticas Estro-progestativas, uma categoria reconhecida globalmente por organizações de saúde. Este produto de combinação é apresentado sob a forma de comprimido revestido por película e utiliza um Regime Combinado Contínuo, o que significa que ambos os componentes hormonais são tomados diariamente sem interrupção. A natureza contínua deste regime é uma característica distintiva, sendo clinicamente reconhecida por proporcionar níveis hormonais consistentes, o que frequentemente elimina a hemorragia de privação associada aos tipos de THS sequencial. É, estritamente, um medicamento sujeito a receita médica.


Substâncias Ativas do Climesse: Estradiol e Noretisterona

A base do Climesse é a sua combinação de dose fixa de duas substâncias ativas: o Estradiol e a Noretisterona. O Estradiol serve como o componente estrogénico e é um análogo estrutural da principal hormona feminina natural endógena. Este tipo de estrogénio é administrado para alcançar uma substituição sistémica no organismo. A Noretisterona funciona como o componente progestagénico, sendo um progestagénio sintético (um derivado da 19-nortestosterona) incluído para equilibrar os efeitos do estrogénio.


Qual é o Objetivo Geral desta THS Combinada?

O objetivo geral do Climesse é proporcionar uma Substituição Hormonal para tratar as consequências fisiológicas decorrentes da deficiência de estrogénio após a menopausa. O componente Estradiol substitui a oferta hormonal endógena diminuída, um mecanismo fundamentado por estudos farmacológicos. Enquanto o Estradiol trata as deficiências, o uso concomitante de Noretisterona é crítico porque oferece uma proteção endometrial essencial. Esta abordagem combinada garante que o objetivo terapêutico da reposição estrogénica seja atingido, mitigando simultaneamente os riscos associados à estimulação estrogénica do revestimento uterino sem a devida oposição. Este facto confirma que o produto de combinação é necessário para o seu público-alvo: mulheres na pós-menopausa com o útero intacto.

Quais efeitos secundários são possíveis com Climesse?

Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

O perfil de segurança oficial do Climesse (Estradiol e Noretisterona) está estruturado através da classificação das reações adversas documentadas com base na sua frequência e no sistema fisiológico afetado. O perfil distingue entre efeitos comuns e reações adversas graves.

Reações Adversas Classificadas por Frequência

As reações adversas são categorizadas de acordo com a sua frequência oficial estimada:

  • Muito Frequentes (igual ou superior a 1 em cada 10 utilizadoras): As reações listadas nesta categoria incluem dor de cabeça, dor ou sensibilidade mamária e hemorragias semelhantes à menstruação ou perdas de sangue ligeiras (spotting), que são frequentemente observadas durante o período inicial da terapia.
  • Frequentes (igual ou superior a 1 em cada 100 a menos de 1 em cada 10 utilizadoras): Esta categoria inclui eventos como náuseas, dor abdominal, edema (retenção de líquidos) e tonturas.

Reações Adversas Graves

A documentação oficial destaca reações adversas graves, que incluem riscos elevados de Tromboembolismo Venoso (TEV), Acidente Vascular Cerebral (AVC) e Enfarte do Miocárdio (ataque cardíaco). Este medicamento está também associado a um risco aumentado de certas neoplasias malignas, incluindo Cancro da Mama, Cancro do Endométrio e Cancro do Ovário.

Notas de Segurança Relativas ao Tempo e à População

A incidência de determinados efeitos está relacionada com a duração da exposição: as hemorragias intermenstruais e as perdas de sangue ligeiras (spotting) estão documentadas como sendo mais comuns durante os meses iniciais de utilização (3 a 6 meses), enquanto o risco de TEV e de neoplasias malignas está associado à exposição a longo prazo.

Existem considerações de segurança específicas para determinadas populações. O risco de demência provável está oficialmente aumentado quando a TSH combinada é iniciada em mulheres com 65 anos ou mais. Além disso, o medicamento é contraindicado em indivíduos com compromisso hepático grave ou antecedentes de tromboembolismo venoso.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda médica

Os documentos oficiais indicam que a ingestão aguda excessiva da combinação de Estradiol e Noretisterona é classificada como tendo uma toxicidade inerente baixa, sendo geralmente considerado improvável que ocorram consequências graves ou que ponham a vida em risco. As manifestações de sobredosagem afetam principalmente os sistemas gastrointestinal e reprodutor.

Os sinais clínicos documentados de sobredosagem incluem náuseas, vómitos, sensibilidade ou aumento mamário, dor abdominal e hemorragia vaginal subsequente (hemorragia de privação). Outros efeitos registados incluem sonolência, fadiga e retenção de líquidos.

Ações de Emergência Imediatas

Deve procurar-se assistência médica imediata em caso de suspeita de sobredosagem. Não se conhece qualquer antídoto específico para a ingestão excessiva de Estradiol e Noretisterona, sendo que a gestão recomendada é o tratamento sintomático e de suporte.

É obrigatório contactar os serviços de emergência imediatamente se a pessoa afetada apresentar sinais de compromisso grave, tais como colapso, convulsão, dificuldade em respirar ou incapacidade de ser despertada. A ingestão acidental por crianças também requer avaliação médica profissional. Os procedimentos de gestão podem envolver a monitorização dos sinais vitais e, em casos de ingestão aguda excessivamente grande, podem ser considerados procedimentos como a lavagem gástrica ou a administração de carvão ativado.

Usos terapêuticos de Climesse

O que o Climesse trata: principais utilizações e benefícios

O Climesse (terapêutica combinada de Estradiol e Noretisterona) é aplicado na abordagem dos sintomas relacionados com o desequilíbrio sistémico que surgem após a menopausa. Esta terapêutica é relevante em contextos clínicos que envolvem uma sobrecarga sistémica acentuada e que frequentemente requerem uma gestão de suporte dos sintomas. O medicamento é considerado relevante em três domínios terapêuticos principais, nos quais pode auxiliar na redução da carga sintomática global e apoia o bem-estar geral durante as fases sintomáticas.


Foco Terapêutico Principal

Esta combinação é habitualmente utilizada para ajudar na gestão de sintomas vasomotores moderados a graves, tais como ondas de calor frequentes e suores noturnos perturbadores. É igualmente aplicada na abordagem de preocupações com a densidade óssea, auxiliando na gestão da perda óssea acelerada, e é relevante para o tratamento de sintomas de atrofia vulvar e vaginal. Esta terapêutica é frequentemente utilizada quando a gestão de suporte dos sintomas é adequada e pode ajudar as pacientes a lidar de forma mais estável com as flutuações dos sintomas. Além disso, este regime combinado é considerado relevante em mulheres com o útero intacto, sendo utilizado quando é necessária uma gestão de suporte em condições onde a estabilidade funcional é afetada.

“Esta aplicação contribui para um melhor conforto durante períodos de sintomas acentuados.”

Facto Rápido: Alívio para Sintomas Vasomotores (Ondas de Calor)

Critérios de utilização e restrições

O Climesse é uma Terapêutica de Substituição Hormonal (TSH) destinada a ser utilizada apenas em mulheres na pós-menopausa que tenham tido, pelo menos, 12 meses desde o seu último período menstrual natural. A utilização em mulheres na pré-menopausa não é recomendada.


Populações para as quais o uso é Proibido (Contraindicações)

O Climesse não deve ser utilizado se apresentar qualquer uma das seguintes condições, conforme estabelecido nos documentos oficiais:

  • Gravidez ou lactação conhecida ou suspeita (mulheres em período de aleitamento).
  • Cancros dependentes de hormonas conhecidos ou suspeitos, tais como cancro da mama ou neoplasias dependentes de estrogénios.
  • Hemorragia anormal não explicada do trato genital.
  • Tromboflebite ativa ou distúrbios tromboembólicos (por exemplo, coágulos sanguíneos nas pernas ou nos pulmões).
  • Doença cardíaca, hepática (fígado) ou renal (rim) grave.
  • Alergia às substâncias ativas ou a qualquer um dos componentes.

Restrições Relacionadas com a Elegibilidade

A utilização está sujeita a precauções especiais ou monitorização em doentes com condições como miomas uterinos, endometriose, antecedentes de certas doenças hepáticas ou um risco aumentado conhecido de desenvolver coágulos sanguíneos. O Climesse não é um contracetivo e não deve ser utilizado para prevenir a gravidez.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Perfil de Interações Oficial

O perfil de interação do Climesse (Estradiol e Noretisterona) é definido por alterações farmacocinéticas mediadas por enzimas hepáticas e por efeitos farmacodinâmicos em medicamentos administrados concomitantemente, baseando-se estritamente na documentação oficial.

Tipo de Interação Substância ou Classe Interatua Declaração Oficial de Interação
Proibição Formal Ácido Tranexâmico Esta combinação é uma coadministração formalmente contraindicada ou fortemente não recomendada devido ao risco documentado de aumento de trombose.
Indução Metabólica Indutores de CYP3A4 (ex: Carbamazepina, Fenitoína, Barbitúricos) A coadministração induz o metabolismo hormonal, levando a uma diminuição das concentrações plasmáticas de Estradiol e Noretisterona.
Inibição Metabólica Inibidores de CYP3A4 (ex: Cetoconazol, Sumo de Toranja) A coadministração inibe o metabolismo, resultando num aumento da exposição sistémica aos componentes hormonais.
Farmacodinâmica Agentes Anticoagulantes, Antidiabéticos e Anti-hipertensores O Estradiol/Noretisterona pode diminuir a eficácia terapêutica destes agentes coadministrados.
Herbal/Dietética Erva de S. João (Herbal) Classificada como um indutor enzimático, resultando na diminuição da concentração plasmática dos componentes hormonais.
Comportamental Ingestão Aguda de Álcool Pode levar a elevações documentadas nos níveis circulantes de Estradiol.

Os documentos oficiais definem a estrutura de interação do produto primariamente através da alteração farmacocinética mediada por enzimas via sistema CYP3A4, que dita muitas das restrições de modificação da exposição, e através de proibições farmacodinâmicas específicas por substância. Estas declarações identificam substâncias que aumentam ou diminuem os níveis plasmáticos dos componentes ou que comprometem a eficácia de medicamentos administrados em simultâneo.

Mecanismo de ação

Como funciona o Climesse

O Climesse é uma Terapêutica de Substituição Hormonal (TSH) combinada contínua, concebida para gerir os sintomas da menopausa e prevenir a osteoporose em mulheres que não realizaram uma histerectomia. Contém duas substâncias ativas que mimetizam as hormonas sexuais naturais produzidas pelos ovários: o valerato de estradiol (um estrogénio) e o acetato de noretisterona (uma progestagénio).

Reposição de Estrogénio

Durante a menopausa, os níveis de estrogénio no organismo da mulher diminuem gradualmente. Esta redução pode causar diversos sintomas, como afrontamentos, suores noturnos, secura vaginal e alterações de humor. O valerato de estradiol presente no Climesse atua substituindo o estrogénio que o corpo já não produz em quantidades suficientes. Ao restaurar estes níveis hormonais, o medicamento ajuda a aliviar o desconforto associado à menopausa.

Proteção do Endométrio

A administração isolada de estrogénio pode estimular o crescimento excessivo do revestimento do útero (o endométrio), o que aumenta o risco de hiperplasia endometrial e cancro do endométrio. Para mitigar este risco em mulheres que ainda conservam o útero, é incluído o acetato de noretisterona. Esta componente progestagénica neutraliza os efeitos estimuladores do estrogénio no endométrio, promovendo a sua estabilidade e reduzindo significativamente o risco de complicações oncológicas uterinas.

Prevenção da Perda Óssea

Para além do controlo dos sintomas, o estrogénio desempenha um papel fundamental na manutenção da densidade mineral óssea. A queda dos níveis de estrogénio após a menopausa acelera a reabsorção óssea, o que pode tornar os ossos mais frágeis e suscetíveis a fraturas (osteoporose). O Climesse ajuda a travar este processo, mantendo a integridade da estrutura óssea em mulheres pós-menopáusicas com elevado risco de fraturas futuras.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o Climesse: Orientações de Administração

O Climesse (estradiol e noretisterona) é uma Terapêutica de Substituição Hormonal (TSH) combinada contínua, com protocolos de utilização definidos. A principal via de administração é a oral, através de um comprimido revestido por película. Este medicamento encontra-se disponível em dosagens fixas, tais como 1 mg/0,5 mg e 0,5 mg/0,1 mg de estradiol e noretisterona, respetivamente.

Dosagem e Calendarização

O protocolo padrão estabelece um regime diário contínuo, o que significa que o esquema posológico para adultos é de um comprimido uma vez por dia, sem interrupções, devendo ser tomado todos os dias do mês. Para garantir a consistência, o comprimido deve ser administrado aproximadamente à mesma hora todos os dias, podendo ser tomado com ou sem alimentos. O padrão de utilização contínua é uma característica definidora deste tipo de regime.

Condicionantes do Procedimento

O tratamento é geralmente iniciado com a dose mais baixa disponível que seja suficiente para atingir o objetivo terapêutico. Uma instrução fundamental do procedimento refere-se às doses omitidas: se a toma de um comprimido for esquecida por um período superior a 12 horas, a orientação consiste em descartar a dose esquecida e retomar o esquema normal de um comprimido por dia, em vez de tomar dois comprimidos. Esta instrução está associada à redução do risco de potenciais hemorragias intermenstruais. Além disso, a terapia é planeada como parte de um plano de saúde a longo prazo, o que exige uma reavaliação periódica da continuidade da sua utilização por parte de um profissional de saúde.

Evidência clínica recente

Evidência Científica / Visão Geral dos Estudos sobre o Climesse

Esta secção descreve a estrutura da investigação clínica e a base de evidências para o Climesse, detalhando os tipos de estudos realizados, os resultados monitorizados e as áreas onde a investigação permanece limitada ou em curso. Esta visão geral foca-se estritamente em padrões de investigação relatados e não contém aconselhamento clínico ou informações sobre utilização, segurança ou dosagem.


Evidência para Utilização em Sintomas Vasomotores Moderados a Graves

A investigação primária que explorou este regime combinado contínuo foi realizada através de Ensaios Clínicos Aleatorizados (ECA). Estes estudos compararam tipicamente a terapêutica com um placebo em mulheres na pós-menopausa com útero intacto. A investigação analisou resultados relacionados com o desconforto físico, especificamente a frequência e a gravidade percebida de afrontamentos diários e suores noturnos. Os estudos descrevem padrões observados na frequência e gravidade medidas dos sintomas quando a investigação analisou os resultados em todos os grupos aleatorizados durante períodos de curto prazo (por exemplo, 12 semanas), o que forneceu uma visão sobre as alterações a curto prazo.

No entanto, a certeza permanece baixa quanto à forma de comparar diretamente os resultados de todos os ensaios disponíveis, porque o método preciso para definir a gravidade dos sintomas varia entre os estudos. Além disso, os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos apenas através dos ensaios aleatorizados iniciais dedicados; a evidência de alívio sustentado para além de um ano é observada em alguns estudos que integram investigação observacional mais ampla ou de vigilância de segurança.


Evidência para a Saúde Óssea e Prevenção da Perda Óssea Acelerada

A base de evidências para a saúde óssea inclui Ensaios Clínicos Aleatorizados (ECA) dedicados e Estudos Clínicos Controlados. Estes estudos foram aplicados em contextos de investigação envolvendo mulheres recentemente na pós-menopausa para estudar resultados relacionados com a perda óssea, e mulheres mais velhas com osteoporose pós-menopáusica estabelecida. A investigação monitorizou alterações na Densidade Mineral Óssea (DMO) em locais-chave e mudanças nos marcadores de renovação óssea. Os resultados indicam padrões relacionados com a DMO medida nos grupos estudados ao longo de intervalos de tempo definidos (tipicamente um a dois anos). Dados a longo prazo mostram padrões relacionados com a incidência de fraturas monitorizada em grandes estudos, mas esta informação é frequentemente derivada de estudos de larga escala que incluíram várias formulações de terapêutica hormonal.


Evidência em Populações e Subgrupos Específicos

Os resultados em subgrupos são incertos, uma vez que existe informação limitada disponível a partir de investigação dedicada que avaliou a terapêutica em certos grupos especiais, tais como aqueles com condições comórbidas altamente específicas ou mulheres que estão há muitos anos na pós-menopausa (por exemplo, idosas de idade muito avançada). Os principais ensaios clínicos focaram-se em mulheres na pós-menopausa geralmente saudáveis, o que significa que os dados para certos grupos permanecem insuficientes.

Perguntas frequentes (FAQ)

Questões comuns sobre o Climesse (FAQ)

P: Com que rapidez é que o Climesse começa a aliviar os sintomas?

R: Estudos indicam que algumas utilizadoras podem sentir uma redução na gravidade e frequência dos sintomas vasomotores (como afrontamentos e suores noturnos) com o tratamento. Os ensaios clínicos oficiais para este tipo de terapia monitorizam frequentemente esta redução nas primeiras 4 a 8 semanas após o início da medicação.

P: Quanto tempo demora até se observarem os benefícios totais do Climesse?

R: Embora o alívio inicial dos sintomas possa ser notado em poucas semanas, os efeitos terapêuticos, particularmente os relacionados com a prevenção da perda de massa óssea, são tipicamente monitorizados ao longo do tempo, com estudos a acompanhar as alterações ao longo de 1 a 2 anos de utilização contínua. Devido a esta abordagem de longo prazo, a informação oficial sublinha a necessidade de uma reavaliação periódica.

P: Quais são os sinais de que o Climesse está realmente a funcionar?

R: A principal evidência clínica de efeito é uma redução documentada na frequência e gravidade dos afrontamentos e suores noturnos de intensidade moderada a grave. Ao longo do tempo, os efeitos incluem também a prevenção da perda óssea acelerada associada à deficiência de estrogénio.

P: Os efeitos secundários do Climesse costumam desaparecer após o primeiro mês?

R: A informação oficial do produto indica que efeitos secundários comuns, como hemorragias não programadas ou perdas de sangue ligeiras (spotting), dores de cabeça e sensibilidade mamária, são frequentemente observados na fase inicial. Estes sintomas estão documentados como sendo mais frequentes durante os primeiros 3 a 6 meses de tratamento. Os dados sugerem que a incidência destes efeitos pode diminuir com o tempo, mas tal não é garantido para todas as utilizadoras.

P: Tomar Climesse provoca aumento de peso?

R: De acordo com a documentação oficial, o aumento de peso está listado como uma reação adversa documentada que foi observada durante os ensaios clínicos ou na vigilância pós-comercialização. Este é um desfecho possível, mas não é experienciado de forma universal por todas as pessoas que tomam o medicamento.

P: O Climesse pode agravar enxaquecas já existentes?

R: Embora a dor de cabeça seja um efeito secundário muito comum desta terapia, a rotulagem oficial aconselha cautela em doentes com historial de enxaquecas. Se ocorrerem ou se agravarem dores de cabeça invulgarmente frequentes ou graves, ou novas enxaquecas, a informação oficial sugere que o tratamento poderá ter de ser suspenso para investigação.

P: Existe alguma ligação entre o Climesse e a queda de cabelo?

R: A rotulagem oficial do produto lista tanto a queda de cabelo (alopecia) como o hirsutismo (crescimento excessivo de pelos) como reações adversas documentadas, embora tipicamente pouco frequentes. Estas constam dos dados de eventos adversos comunicados em ensaios clínicos ou na vigilância pós-comercialização.

P: O Climesse protege contra a osteoporose?

R: A documentação oficial indica que o Climesse está formalmente aprovado para a prevenção da osteoporose em mulheres pós-menopáusicas específicas com elevado risco de fratura e que demonstraram intolerância a outras opções de tratamento. Estudos demonstram que o tratamento pode levar a um aumento da densidade mineral óssea (DMO).

P: Durante quanto tempo se pode tomar Climesse em segurança?

R: A documentação oficial aconselha que qualquer terapêutica de substituição hormonal (TSH) deve ser utilizada durante a duração mais curta que seja compatível com o objetivo terapêutico. Devido aos riscos documentados associados à exposição a longo prazo, o perfil de benefício-risco da terapia deve ser reavaliado regular e periodicamente por um profissional de saúde.

P: O que acontece quando se interrompe a toma de Climesse?

R: A descontinuação da terapêutica de substituição hormonal pode levar à recorrência dos sintomas da menopausa, como o regresso dos afrontamentos e suores noturnos. A decisão de interromper o tratamento deve ser discutida com um profissional de saúde.

P: Qual é a dose habitual de Climesse para os sintomas da menopausa?

R: As orientações oficiais definem o regime padrão como uma terapia combinada contínua administrada por via oral. O tratamento é tipicamente iniciado com a dose eficaz mais baixa necessária para atingir o objetivo terapêutico.

P: Que tipo de estudos foram realizados sobre o uso a longo prazo do Climesse?

R: As aprovações oficiais baseiam-se em Ensaios Clínicos Aleatorizados (ECA) para eficácia e em dados de segurança a longo prazo derivados de estudos observacionais de larga escala. Estes estudos monitorizam riscos como eventos cardiovasculares, tromboembolismo e neoplasias malignas ao longo de vários anos de utilização.

P: O Climesse ajuda na secura vaginal?

R: A informação oficial refere que o Climesse é indicado para o tratamento da atrofia vulvovaginal, que também é referida como síndrome geniturinária da menopausa. Esta condição inclui sintomas como secura e relações sexuais dolorosas (dispareunia).

P: O Climesse é uma opção de TSH de dose baixa?

R: O Climesse está disponível em dosagens fixas, incluindo concentrações mais baixas dos ingredientes ativos. A sua concentração mais baixa é geralmente considerada uma opção hormonal de dose baixa quando comparada com alguns produtos de TSH padrão.

P: São necessários exames regulares enquanto se toma Climesse?

R: Sim, a informação oficial exige a realização de uma história clínica e exame físico, incluindo exames mamários e pélvicos, antes de iniciar o tratamento. A terapia deve ser revista periodicamente (pelo menos uma vez por ano) para avaliar os benefícios e riscos da continuação da utilização.

P: Porque é que o Climesse é por vezes prescrito após um período de uso de TSH sequencial?

R: O Climesse é uma TSH combinada contínua, onde ambas as hormonas são tomadas diariamente sem interrupção. Este regime é tipicamente recomendado para mulheres que já atingiram a amenorreia (ausência de período) com uma TSH sequencial, ou para aquelas que desejam eliminar a hemorragia de privação mensal previsível associada à terapia sequencial.

P: O Climesse é considerado uma TSH "quimicamente idêntica"?

R: A formulação contém estradiol, que é quimicamente idêntico ao estrogénio produzido naturalmente pelo corpo. No entanto, o segundo componente, o acetato de noretisterona, é um progestagénio sintético, o que significa que o produto é uma combinação de um estrogénio idêntico ao natural e de um progestagénio sintético.

P: Qual é o prazo de validade dos comprimidos de Climesse?

R: O prazo de validade do produto é oficialmente indicado pela data de validade impressa na embalagem. O medicamento deve ser mantido na sua embalagem original e não deve ser utilizado após essa data.

P: O Climesse pode ser utilizado para tratar sintomas da perimenopausa?

R: A documentação oficial estabelece que o Climesse é estritamente indicado para utilização em mulheres na pós-menopausa, definidas como aquelas que estão há pelo menos 12 meses desde o seu último período menstrual natural. O uso em mulheres que ainda se encontram na fase de perimenopausa não é recomendado.

Como Climesse deve ser armazenado e descartado?

Condições de Conservação

Os comprimidos de Climesse devem ser conservados a uma Temperatura Ambiente Controlada, especificamente entre os 20 °C e os 25 °C (68 °F a 77 °F). A rotulagem oficial permite variações térmicas breves entre os 15 °C e os 30 °C (59 °F e 86 °F).

  • O medicamento deve ser protegido do calor excessivo e da humidade e deve ser mantido no seu recipiente original e devidamente fechado.
  • É obrigatório manter o Climesse fora da vista e do alcance das crianças.
  • O produto não deve ser utilizado após o prazo de validade impresso na embalagem.

Instruções de Eliminação

O Climesse não utilizado ou com o prazo de validade expirado deve ser eliminado prontamente. O método preferencial, de acordo com as diretrizes regulamentares, consiste na utilização de um programa de retoma de medicamentos comunitário ou de um envelope de devolução por correio. Se não estiver disponível uma opção de retoma, os comprimidos podem ser depositados no lixo doméstico, misturando-os com uma substância indesejável (por exemplo, terra ou borras de café) e selando a mistura num recipiente. O produto não consta na lista de medicamentos recomendados para serem eliminados através do cano de esgoto ou da sanita.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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