Campath

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Campath

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Opção de tratamento: Leukemia, Chronic Lymphocytic Leukemia

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Campath

O Campath é um medicamento sujeito a receita médica que contém a substância ativa alemtuzumab. Trata-se de um anticorpo monoclonal humanizado, uma proteína especializada concebida para reconhecer e ligar-se a um alvo específico no organismo.

Este medicamento atua ligando-se a uma proteína denominada CD52, que se encontra na superfície de certos glóbulos brancos, conhecidos como linfócitos. Ao visar estas células, o Campath provoca a sua destruição, o que ajuda a reduzir o número de linfócitos em circulação. Devido a este mecanismo, é utilizado principalmente no tratamento de formas específicas de cancro do sangue, como a leucemia linfocítica crónica de células B, especialmente em casos onde outros tratamentos deixaram de ser eficazes.

O Campath é administrado por via parentérica, geralmente através de uma perfusão intravenosa lenta sob supervisão médica rigorosa. Dada a sua influência no sistema imunitário, a utilização deste medicamento requer uma monitorização cuidadosa por parte de profissionais de saúde para gerir a resposta do paciente ao tratamento.

Quais efeitos secundários são possíveis com Campath?

Efeitos secundários possíveis e informações de segurança

O perfil de segurança do Campath (alemtuzumab), conforme documentado em fontes regulamentares, é definido pelos seus efeitos acentuados no sistema imunitário, conduzindo a três áreas principais de preocupação: infeções graves, citopenias e reações à perfusão.

Categorias de Reações Adversas

Infeções e Imunodeficiência Devido ao mecanismo de ação do medicamento, as infeções graves (incluindo virais, bacterianas e fúngicas) são classificadas como uma reação adversa Muito Frequente, estando documentados casos fatais. Infeções oportunistas específicas, como as causadas pelo Citomegalovírus (CMV), estão assinaladas nas informações de prescrição.

Perturbações Hematológicas e Autoimunes Os documentos regulamentares listam as Citopenias graves (ex: neutropenia, anemia, linfopenia), por vezes fatais, como Muito Frequentes. O perfil de segurança inclui também o risco de Doenças Autoimunes de início tardio, tais como a Trombocitopenia Imunitária (PTI) e Doenças da Tiroide, que são classificadas como Frequentes ou Pouco Frequentes.

Reações Sistémicas Agudas e Eventos Vasculares As Reações à Perfusão (ex: febre, calafrios, erupção cutânea, náuseas, hipotensão) são Muito Frequentes, ocorrendo com maior incidência na primeira semana de tratamento. Adicionalmente, foram documentados em relatórios de segurança pós-comercialização Eventos Cerebrovasculares raros mas graves (ex: acidente vascular cerebral, disseção arterial), ocorrendo frequentemente em associação próxima com a administração.

Principais Condicionantes e Considerações de Segurança

  • Riscos Graves: O rótulo oficial inclui um Aviso de Advertência que destaca os riscos de citopenias fatais, infeções e reações à perfusão.
  • Limite de Dose: Doses únicas superiores a 30 mg ou doses semanais cumulativas que excedam os 90 mg aumentam oficialmente o risco de pancitopenia.
  • Contraindicações: A utilização é restrita em doentes com infeções sistémicas ativas ou imunodeficiência subjacente (ex: seropositividade para o VIH).
  • Populações Específicas: O medicamento pode causar danos fetais; por conseguinte, os doentes devem ser aconselhados a evitar a utilização durante a gravidez e a lactação. A segurança e eficácia em crianças com menos de 17 anos não foram estabelecidas.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

O perfil regulamentar oficial do Campath (alemtuzumab) descreve riscos graves dependentes da dose e indicações explícitas para a procura de cuidados de emergência imediatos.

Domínio Declaração Regulamentar Oficial
Apresentações de Sobredosagem Documentadas Uma incidência mais elevada de pancitopenia grave e prolongada, hipoplasia medular e citopenias autoimunes potencialmente fatais (ex: anemia autoimune) está associada a doses acima de um determinado limiar regulamentar.
Fatores Relacionados com a Dose Doses únicas superiores a 30 mg ou doses semanais cumulativas superiores a 90 mg estão associadas a um aumento da incidência de complicações hematológicas graves.
Classificação de Gravidade A sobredosagem e os eventos adversos agudos são classificados como resultados graves ou potencialmente fatais que afetam os sistemas hematológico, cardiovascular e cerebrovascular.
Quando é necessária ajuda médica imediata O aparecimento súbito de dor de cabeça intensa, dormência ou fraqueza num dos lados do corpo, dificuldade em falar ou dor no peito exige o contacto imediato com os serviços de emergência, conforme determinado pelas diretrizes oficiais.

Declarações Oficiais sobre Sobredosagem:

  • A terapêutica deve ser interrompida imediatamente perante o desenvolvimento de toxicidade hematológica grave ou reações adversas potencialmente fatais.
  • O surgimento de eventos agudos graves, como acidente vascular cerebral (isquémico ou hemorrágico), enfarte do miocárdio ou disseção arterial cervicocefálica, exige que o doente procure assistência médica de emergência imediata.
  • Não existe um antídoto farmacológico específico documentado nas informações de prescrição; por conseguinte, a gestão da sobredosagem é sintomática e de suporte.

Ligação ao Perfil Geral de Sobredosagem:

Os documentos regulamentares definem o risco de sobredosagem com base no excesso do limite de dose semanal cumulativa, o que conduz a toxicidade grave da medula óssea. O perfil oficial é ainda condicionado pela necessidade de uma resposta de emergência imediata perante complicações agudas que coloquem a vida em risco — tais como AVC, enfarte do miocárdio ou disseção arterial — e pela dependência oficial de gestão sintomática e de suporte, dada a ausência de um antídoto farmacológico específico. Esta situação requer uma monitorização clínica imediata.

Usos terapêuticos de Campath

Para que é utilizado o Campath: Principais Aplicações e Benefícios

O Campath (Alemtuzumab) é utilizado essencialmente como uma terapia biológica especializada para doentes adultos com leucemia linfocítica crónica de células B (LLC-B), um tipo de cancro do sangue e da medula óssea. Este tratamento é habitualmente aplicado em contextos clínicos que envolvem a proliferação descontrolada de linfócitos B malignos, sendo utilizado para ajudar a enfrentar o desafio terapêutico central e para atuar sobre a carga tumoral global.

O medicamento é considerado relevante em condições caracterizadas por períodos de sintomas acentuados e doença avançada. As suas principais indicações incluem situações marcadas por um aumento do stress fisiológico, tais como casos de LLC-B refratária (que não responde ao tratamento) ou que tenha reaparecido após tratamentos padrão anteriores, ou ainda em casos que envolvam características genéticas de alto risco, como as deleções p53. É aplicado em cenários clínicos que envolvem padrões de sintomas agudos ou instáveis.

“O tratamento é utilizado para gerir conjuntos de sintomas que interferem com o conforto diário, tais como a fadiga profunda e a fraqueza.”

O medicamento desempenha um papel na gestão da carga sintomática global, apoiando o objetivo de alcançar uma resposta ao tratamento, incluindo a remissão completa ou parcial. Isto pode fazer parte de uma gestão sintomática para ajudar a manter uma sensação de estabilidade e apoiar o bem-estar geral durante as fases sintomáticas.


Facto Rápido: Apoio Sintomático para a Fadiga Profunda

O Campath apoia a gestão dos sintomas ao ajudar a aliviar a fadiga e a fraqueza relacionadas com o desequilíbrio sistémico associado à falência da medula óssea.

Critérios de utilização e restrições

A elegibilidade para a utilização do Campath (alemtuzumab) é estritamente definida pelas autoridades regulamentares e limita-se a grupos específicos de doentes adultos. A documentação oficial estabelece restrições claras quanto à sua utilização com base no estado imunitário, idade e condição fisiológica do doente.


Populações para as quais a utilização é proibida (Contraindicações)

Classificação Grupo Restrito Razão para Exclusão
Contraindicação Absoluta Doentes com infeções sistémicas ativas ou imunodeficiência subjacente, incluindo seropositividade para o VIH. Risco de agravar a supressão imunitária e exacerbar a infeção.
Contraindicação Absoluta Mulheres grávidas ou pessoas com hipersensibilidade conhecida ao alemtuzumab ou aos seus componentes. Potencial de danos fetais e risco de reações anafiláticas.

Limitações Relacionadas com a Idade e Condição Clínica

  • Adultos Apenas: A utilização está estabelecida apenas para adultos dentro da indicação aprovada para LLC-B. Adultos mais velhos (com mais de 65 anos) podem ser tratados, mas requerem uma monitorização cuidadosa.
  • Utilização Pediátrica: A segurança e a eficácia não foram estabelecidas em crianças e adolescentes (com menos de 18 anos), o que significa que a utilização não é recomendada nesta população.
  • Insuficiência Hepática ou Renal: Os documentos regulamentares oficiais declaram que os efeitos da insuficiência renal ou hepática no processamento do medicamento não foram estudados.
  • Estado Reprodutivo: A amamentação é contraindicada. Mulheres com potencial para engravidar devem utilizar métodos contracetivos eficazes durante o tratamento e por um período mínimo de seis meses após o término do mesmo.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil oficial de interações do Campath (Alemtuzumab) baseia-se primordialmente em mecanismos farmacodinâmicos, focando-se nas consequências que a atividade de depleção de linfócitos exerce sobre o sistema imunitário. As informações regulamentares declaram explicitamente que não se preveem interações medicamentosas mediadas pelo sistema P450, devido à estrutura proteica de grande dimensão do fármaco, não tendo sido realizados estudos formais deste tipo.

Combinações Contraindicadas e Regras de Intervalo

As vacinas vivas (virais) são formalmente contraindicadas com o Campath, devido ao elevado risco de infeção grave e à potencial ineficácia da resposta imunitária. Uma regra temporal obrigatória exige que todas as imunizações necessárias estejam concluídas pelo menos seis semanas antes do início do tratamento. A coadministração com outros agentes quimioterápicos não deve ocorrer num intervalo de três semanas em relação ao tratamento, de forma a gerir a imunossupressão sinérgica e o risco de infeção.

Coadministração Obrigatória e Restrições

O Campath exige a coadministração obrigatória de agentes profiláticos anti-infeciosos específicos, tais como medicamentos para a profilaxia da pneumonia por Pneumocystis (PCP) e profilaxia anti-herpética. Esta é uma relação farmacodinâmica necessária para mitigar o risco de infeções oportunistas resultantes da ação do medicamento. Relativamente a restrições alimentares, aconselha-se os doentes a evitar ou a aquecer adequadamente alimentos conhecidos como fontes potenciais de Listeria monocytogenes.

Mecanismo de ação

Alvo Molecular de Linfócitos através do CD52

O alemtuzumab é um anticorpo monoclonal humanizado concebido para se ligar com elevada afinidade à glicoproteína CD52, que se encontra abundantemente expressa na superfície da maioria dos linfócitos T e B em circulação. Esta interação de ligação altamente específica atua como o desencadeador molecular inicial para a eliminação celular.

Cascata Citolítica para a Eliminação de Células Imunitárias

Após a ligação, o complexo anticorpo-antigénio ativa duas vias efetoras principais: a Citotoxicidade Dependente do Complemento (CDC) e a Citotoxicidade Celular Dependente de Anticorpos (ADCC). Estes processos conduzem rapidamente à lise direta (destruição) e à subsequente remoção física dos linfócitos visados da corrente sanguínea.

Consequência Sistémica da Linfopenia Profunda

A consequência desta destruição direcionada é uma depleção profunda e sustentada dos linfócitos T e B circulantes (linfopenia). Esta remoção celular em larga escala altera fundamentalmente a composição celular do sistema imunitário. A carência resultante destas populações de células imunitárias fundamentais estabelece a alteração fisiológica essencial alcançada pelo mecanismo, que persiste devido à taxa intrinsecamente lenta de repovoamento dos linfócitos.

Informações sobre dosagem e administração

Guia de Instruções: Como utilizar o Campath — Diretrizes Oficiais de Administração

As instruções de procedimento para o Campath (alemtuzumab) apresentadas de seguida baseiam-se estritamente nas informações regulamentares de prescrição para o tratamento da leucemia linfocítica crónica de células B (LLC-B) em adultos.

Âmbito da Administração

Característica Instrução Oficial
Via de Administração Perfusão intravenosa (IV) durante aproximadamente 2 horas. Não administrar como injeção direta ou bólus.
Requisitos de Preparação Não agitar o frasco para injetáveis. Retirar o volume prescrito e injetar num saco de 100 mL de Cloreto de Sódio 0,9% estéril ou Dextrose a 5% em água. Inverter suavemente para misturar. A solução diluída deve ser utilizada num prazo de 8 horas.
Grupo Etário A utilização está definida para adultos.

Esquema Posológico e Procedimento

Característica Instrução Oficial
Escalonamento de Dose Inicial Administrar doses diárias em escalonamento: 3 mg no Dia 1, seguidos de 10 mg e, posteriormente, 30 mg. Cada dose deve ser repetida diariamente até ser bem tolerada (reações à perfusão de Grau 2 ou inferior) antes de se avançar para a dose superior seguinte.
Dose de Manutenção 30 mg por dia, administrados três vezes por semana, em dias alternados (por exemplo: segunda, quarta e sexta-feira).
Duração Total A duração total da terapêutica, incluindo o período de escalonamento da dose, é de 12 semanas.
Regra de Dose Omitida Se o intervalo entre doses for de 7 dias ou mais, a terapêutica deve ser reiniciada com o escalonamento gradual da dose (3 mg para 10 mg para 30 mg, conforme tolerado).

Condições Procedimentais Especiais

Os doentes devem receber pré-medicação 30 a 60 minutos antes da primeira perfusão e de cada escalonamento de dose com um esteroide oral ou intravenoso, um anti-histamínico adequado (por exemplo: difenidramina) e um analgésico (por exemplo: acetaminofeno). Deve também ser iniciada uma profilaxia anti-infeciosa concomitante (por exemplo: para PCP e agentes anti-herpéticos), que deve ser mantida durante um período mínimo de 2 meses após a última dose ou até que a contagem de células CD4^+ seja ge 200 células/µL, prevalecendo o que ocorrer mais tarde.

Evidência clínica recente

O Campath (alemtuzumab) é um anticorpo monoclonal humanizado que tem sido estudado em duas áreas terapêuticas distintas: a Leucemia Linfática Crónica de células B (LLC-B) e a Esclerose Múltipla Recidivante-Remitente (EMRR), onde se encontra aprovado sob diferentes nomes comerciais e esquemas posológicos.

Evidência Clínica na Esclerose Múltipla (EMRR)

A eficácia do alemtuzumab na EMRR ativa foi avaliada principalmente nos ensaios de Fase III CARE-MS I e CARE-MS II, nos quais foi comparado com o interferão beta-1a por via subcutânea.

Parâmetro de Resultado CARE-MS I (Sem tratamento prévio) CARE-MS II (Resposta prévia inadequada)
Redução da Taxa Anualizada de Surtos (TAS) Redução significativa das taxas de surtos em comparação com o comparador. Redução significativa das taxas de surtos em comparação com o comparador.
Risco de Agravamento Confirmado da Incapacidade (ACI) Observou-se uma redução do risco de ACI. Redução significativa do risco de ACI em comparação com o comparador.

Estudos de extensão a longo prazo, como o estudo TOPAZ, indicaram que os benefícios clínicos se mantiveram por períodos prolongados, atingindo em alguns casos os 13 anos. A maioria dos participantes que completou os dois ciclos iniciais não necessitou de ciclos de tratamento adicionais para manter a estabilidade da doença ao longo de vários anos de acompanhamento.

Mecanismo de Ação e Considerações de Segurança

O composto é um anticorpo anti-CD52 que tem como alvo e elimina os linfócitos T e B circulantes. Após o tratamento, ocorre uma repopulação lenta de linfócitos, o que se teoriza resultar num sistema imunitário reequilibrado que reduz a atividade autoimune associada à EM. Os ensaios clínicos têm registado consistentemente que esta modulação imunitária profunda está associada a riscos de segurança específicos, incluindo reações associadas à perfusão, infeções e condições autoimunes secundárias, particularmente distúrbios da tiroide.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Campath (FAQ)

P: Qual é a principal diferença entre o Campath e outros anticorpos monoclonais?

O Campath (alemtuzumab) é descrito oficialmente como um anticorpo monoclonal humanizado que atua visando uma proteína chamada CD52. Esta proteína específica encontra-se na superfície da maioria dos linfócitos T e B (tipos de glóbulos brancos). Ao ligar-se ao CD52, o fármaco inicia a depleção, ou remoção, destas células imunitárias específicas da corrente sanguínea.


P: Quanto tempo após a última dose os efeitos do medicamento permanecem no organismo?

Os documentos oficiais descrevem o efeito do medicamento no sistema imunitário, especificamente a depleção de linfócitos, como profundo e sustentado. Estudos clínicos com o alemtuzumab na esclerose múltipla indicaram que os benefícios terapêuticos podem ser mantidos durante vários anos após os ciclos iniciais de tratamento.


P: Existem nomes comerciais diferentes para o medicamento alemtuzumab?

Sim, a substância ativa alemtuzumab é comercializada sob diferentes nomes comerciais. Campath é um dos nomes, enquanto a mesma substância está aprovada sob o nome Lemtrada para diferentes condições médicas, como a esclerose múltipla. O nome comercial utilizado é específico para a doença aprovada que está a ser tratada.


P: Que tipo de monitorização específica é necessária durante o tratamento com Campath?

Os documentos regulamentares exigem que os doentes realizem exames obrigatórios devido aos riscos associados ao medicamento. Isto inclui hemogramas completos regulares, testes à função da tiroide (TSH), análises à urina e exames da pele, antes, durante e por um longo período após o tratamento. Esta monitorização é necessária para vigiar possíveis efeitos secundários de início tardio.


P: Qual é a diferença na forma como o Campath é utilizado para o cancro face a outras doenças?

O alemtuzumab está aprovado para diferentes doenças, como certos tipos de leucemia (Campath) e esclerose múltipla (Lemtrada). A utilização oficial varia significativamente consoante a patologia. A dose, o esquema e a duração total do tratamento são específicos para cada indicação aprovada.


P: Porque é que os documentos oficiais indicam que o Campath serve apenas para certas condições?

Os documentos regulamentares indicam que o uso de alemtuzumab é limitado devido ao seu perfil de segurança grave, que inclui um Aviso de Advertência sobre infeções potencialmente fatais, condições autoimunes graves e reações à perfusão com risco de vida. Por conseguinte, o uso é restrito a condições em que se demonstrou que o benefício supera estes riscos significativos.


P: O Campath enfraquece o sistema imunitário permanentemente?

O medicamento causa uma depleção rápida e profunda de células imunitárias essenciais (linfócitos). O sistema imunitário inicia um processo de repopulação (reconstituição) que prossegue ao longo de meses ou anos após a dose final. A recuperação total a longo prazo das populações de células imunitárias é variável, mas os estudos indicam um processo de repopulação ao longo do tempo.


P: Existem restrições alimentares específicas associadas ao Campath?

As informações oficiais de segurança aconselham os doentes a evitar ou a aquecer adequadamente alimentos conhecidos como potenciais fontes da bactéria Listeria monocytogenes. Trata-se de uma precaução específica para reduzir o risco de uma infeção grave. A documentação oficial não impõe outras restrições dietéticas gerais.


P: O Campath pode ser administrado por injeção subcutânea em vez de perfusão intravenosa?

A via de administração oficial e aprovada para o produto comercial, conforme consta nos documentos regulamentares, é a perfusão intravenosa (IV) lenta. O fármaco não está aprovado para injeção subcutânea (sob a pele).


P: Porque é que algumas pessoas desenvolvem problemas de tiroide após o tratamento com Campath?

As doenças autoimunes da tiroide são um efeito secundário tardio comum observado em estudos clínicos. O risco está associado à forma como o sistema imunitário se reconstitui e se reequilibra após a depleção, o que pode levar a uma nova atividade autoimune dirigida à tiroide.


P: Porque é que as reações relacionadas com a perfusão (RRP) são uma preocupação comum com o Campath?

As reações à perfusão são listadas como um efeito secundário muito frequente, ocorrendo muitas vezes durante ou logo após a primeira semana de tratamento. As reações estão relacionadas com a resposta imediata do sistema imunitário ao fármaco e com a rápida eliminação de células, podendo envolver a libertação de compostos imunitários específicos.


P: Os estudos sugerem que o Campath pode afetar a fertilidade em homens ou mulheres?

Com base em estudos animais, o alemtuzumab pode comprometer a fertilidade feminina. Devido a este risco potencial, as normas regulamentares exigem que as mulheres com potencial para engravidar utilizem métodos contracetivos eficazes durante o tratamento e por um período definido após o mesmo. As informações de prescrição oficiais não documentam formalmente efeitos na fertilidade masculina.


P: Ter tido varicela é relevante antes de iniciar o Campath?

Sim. Uma vez que o alemtuzumab enfraquece o sistema imunitário, uma infeção prévia pelo vírus da varicela (VZV) acarreta o risco de reativação do vírus (zona). As orientações oficiais indicam que os doentes são frequentemente testados e pode ser-lhes prescrita profilaxia anti-herpética (medicamento preventivo) para gerir este risco.


P: Quais são os efeitos secundários gerais mais comuns que não requerem cuidados médicos de emergência?

Os efeitos secundários gerais listados nos documentos oficiais como muito frequentes incluem sintomas como dores de cabeça (cefaleias), fadiga, erupção cutânea, febre, náuseas e diarreia. Estes efeitos são documentados com frequência.


P: Como posso saber se os meus efeitos secundários são considerados "reações à perfusão"?

As reações à perfusão ocorrem tipicamente durante a perfusão ou nas 24 horas seguintes. Os sintomas podem incluir febre, calafrios, erupção cutânea, urticária ou alterações na pressão arterial. Estes sintomas são geridos através de medicação administrada antes da perfusão.


P: O que significa o termo "profilaxia anti-infeciosa" para doentes a tomar Campath?

A profilaxia refere-se ao uso obrigatório de medicamentos específicos para prevenir infeções antes que estas se iniciem. Isto é oficialmente exigido para todos os doentes para proteger contra infeções oportunistas, como as causadas por PCP e vírus do grupo herpes, durante e por um período após o tratamento.


P: É verdade que o Campath pode aumentar o risco de certos cancros?

Sim, as informações de prescrição oficiais incluem um aviso sobre o aumento do risco de neoplasias malignas (cancros). Os riscos observados incluem cancro da tiroide, melanoma e distúrbios linfoproliferativos. A monitorização regular destes potenciais riscos a longo prazo está delineada na documentação oficial.


P: É obrigatório que as mulheres façam o rastreio do HPV após o tratamento com Campath?

Devido ao risco de neoplasia associado à supressão imunitária, as informações de prescrição oficiais destacam a necessidade de rastreio regular (como o rastreio do HPV e do colo do útero). Esta monitorização visa detetar precocemente condições como a displasia cervical ou o cancro.


P: O Campath acarreta o risco de causar um distúrbio grave de coagulação do sangue?

Sim. Eventos hematológicos (relacionados com o sangue) e vasculares graves são listados como riscos sérios nas informações oficiais de segurança. Isto inclui o risco de trombocitopenia imunitária (PTI), que pode causar hemorragias graves, e casos raros de púrpura trombocitopénica trombótica (PTT) e acidente vascular cerebral ou disseções arteriais.

Como Campath deve ser armazenado e descartado?

Como conservar e eliminar o Campath (alemtuzumab)

A conservação e a eliminação do Campath são estritamente controladas por requisitos regulamentares para manter a estabilidade do produto.

Condições Oficiais de Conservação

O frasco para injetáveis fechado deve ser conservado sob refrigeração, a uma temperatura entre 2°C e 8°C. O produto deve ser mantido na embalagem exterior original para o proteger da luz. É essencial não congelar o frasco e a solução não deve ser agitada.

Estabilidade e Segurança Infantil

O Campath é um frasco de utilização única sem conservantes. Uma vez diluído para perfusão, a solução deve ser utilizada num prazo de 8 horas, quer seja conservada à temperatura ambiente ou sob refrigeração. Este medicamento deve ser mantido fora da vista e do alcance das crianças.

Requisitos de Eliminação

Qualquer porção não utilizada do produto que permaneça no frasco, bem como todos os materiais associados, devem ser descartados. A eliminação do medicamento e dos respetivos resíduos deve ser efetuada em conformidade com os requisitos locais para resíduos farmacêuticos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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