Advertisements

Budesonide

Links rápidos para seções importantes

Budesonide

Forma selecionada

Advertisements

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Advertisements

Visão geral de Budesonide

Propriedade Descrição
Princípio ativo Budesonida (DCI)
Forma Suspensão para inalação, spray nasal, cápsulas orais, espuma retal
Classe farmacológica Glucocorticoide (Corticosteroide)
Utilização comum Controlo da inflamação crónica e do edema de mediação imunitária
Origem Sintética (composto quimicamente desenvolvido)

Budesonida: Definição da Classe dos Glucocorticoides

A budesonida é classificada primordialmente como um glucocorticoide sintético — um tipo de esteroide — utilizado pelas suas potentes propriedades anti-inflamatórias. Este princípio ativo é categorizado farmacologicamente como um corticosteroide, especificamente concebido para regular as respostas imunitárias e inflamatórias no organismo. Estudos farmacológicos confirmam a elevada potência da budesonida e a sua rápida eliminação após a absorção sistémica. Este composto é conhecido por possuir uma elevada proporção de atividade anti-inflamatória local em comparação com os efeitos sistémicos. Este design químico característico ajuda a maximizar a ação pretendida do fármaco no local onde é aplicado. A budesonida existe como uma mistura de duas formas moleculares, conhecidas como epímeros, o que contribui para o seu perfil de atividade global. Este mecanismo permite que o agente estabilize eficazmente os sinais químicos que desencadeiam e sustentam a inflamação dos tecidos.

Forma e Função: O Princípio da Anti-Inflamação Local

A budesonida é formulada para uma administração altamente direcionada, apresentando-se em várias formas farmacêuticas adequadas a vias específicas, incluindo suspensão para inalação, spray nasal, cápsulas orais de libertação retardada e espuma retal. Este design, clinicamente reconhecido por permitir um tratamento focado, garante que o princípio ativo consiga concentrar os seus efeitos anti-inflamatórios diretamente no local necessário, quer seja administrado por via inalatória, oral ou retal. O propósito terapêutico global da budesonida é servir como um agente anti-inflamatório e imunossupressor potente. Esta abordagem é comummente utilizada para gerir a irritação crónica ao acalmar reações imunitárias excessivas, por exemplo, em condições caracterizadas por inchaço persistente dos tecidos e obstrução.

Advertisements

Quais efeitos secundários são possíveis com Budesonide?

Efeitos secundários possíveis

Tal como todos os medicamentos, a budesonida pode causar efeitos secundários, embora estes não se manifestem em todas as pessoas. A maioria das reações é de intensidade ligeira a moderada.

Os efeitos secundários comuns incluem irritação ligeira na garganta, tosse e rouquidão. É também possível o desenvolvimento de candidíase oral (uma infeção fúngica na boca ou garganta). Para reduzir este risco, recomenda-se que o utilizador enxague a boca com água após cada administração do medicamento.

Efeitos secundários menos comuns podem incluir sensação de nervosismo, inquietação ou dificuldades em dormir. Em casos muito raros, podem ocorrer reações alérgicas graves, caracterizadas por erupções cutâneas, inchaço da face ou dificuldade em respirar. Se sentir algum destes sintomas graves, deve procurar assistência médica imediata.

Informações de segurança e precauções

Antes de iniciar o tratamento, informe o seu médico sobre o seu historial clínico, especialmente se tem ou já teve tuberculose, infeções fúngicas ou virais, ou problemas hepáticos graves. O uso de corticosteroides inalados em doses elevadas e durante períodos prolongados pode, em casos raros, afetar a produção normal de hormonas esteroides no organismo.

A budesonida deve ser utilizada com precaução em crianças, sendo aconselhável a monitorização regular do seu crescimento durante tratamentos de longa duração.

Interações medicamentosas

A budesonida pode interagir com outros medicamentos, o que pode alterar a sua eficácia ou aumentar o risco de efeitos secundários. É particularmente importante informar o seu médico se estiver a tomar medicamentos para o tratamento de infeções fúngicas ou medicamentos que contenham ritonavir. Não interrompa nem altere a dosagem do medicamento sem consultar previamente um profissional de saúde.

Advertisements

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

A sobredosagem com budesonida é definida principalmente pelo risco de exposição excessiva crónica, que pode conduzir a efeitos sistémicos dos glucocorticoides, uma vez que se considera geralmente improvável que a toxicidade aguda de uma dose única elevada exija uma intervenção específica. O uso excessivo prolongado pode resultar em manifestações de hipercorticismo e supressão adrenal (supressão do eixo HPA).


Manifestações de Sobredosagem Documentadas

Os sinais de excesso sistémico crónico incluem alterações como rosto em lua cheia, acne, facilidade em formar equimoses, giba de búfalo e estrias cutâneas. Esta apresentação é frequentemente acompanhada pelo achado fisiológico de níveis diminuídos de cortisol no sangue. Existe um risco acrescido de desenvolvimento destes efeitos sistémicos em doentes com compromisso hepático grave, devido à alteração da depuração do fármaco.


Quando Procurar Ajuda

Se forem observados sinais de sobre-exposição sistémica ou de hipercorticismo, deve ser procurada assistência médica profissional imediatamente. A gestão da sobredosagem baseia-se no tratamento sintomático e na terapêutica de suporte, dado que se confirma não ser conhecido qualquer antídoto específico. É também necessária assistência médica urgente se ocorrer um broncoespasmo paradoxal com formulações inaladas, o que exige a interrupção imediata do medicamento. A monitorização da função adrenocortical é crítica para a gestão de uma eventual supressão adrenal.

Advertisements

Usos terapêuticos de Budesonide

O que a Budesonida Trata — Principais Utilizações e Benefícios

A budesonida é frequentemente utilizada como um tratamento de manutenção a longo prazo para doenças respiratórias crónicas, incluindo a asma e a Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC). É aplicada para tratar a inflamação persistente que conduz a sintomas disruptivos, tais como sibilos recorrentes, falta de ar e tosse crónica. O principal benefício terapêutico reside na ajuda à gestão de sintomas relacionados com estados inflamatórios ou irritativos. Isto pode auxiliar na manutenção da estabilidade funcional das vias aéreas, apoiando os doentes e auxiliando, de uma forma geral, na gestão do risco de recorrência e agravamento dos sintomas.


Âmbito Terapêutico e Benefícios

O medicamento é relevante para o alívio de sintomas associados à Doença Inflamatória do Intestino (DII), especificamente a doença de Crohn e a colite ulcerosa, bem como a esofagite eosinofílica, a colite microscópica e a rinite alérgica. Este fármaco é adequado para utilização em situações que envolvem certos sintomas angustiantes em múltiplos domínios terapêuticos. O medicamento é aplicado para gerir sintomas localizados no trato digestivo, ajudando a abordar conjuntos de sintomas que podem tornar-se intensos ou disruptivos, auxiliando na manutenção da estabilidade funcional e apoiando o doente durante episódios difíceis.

“O apoio terapêutico, como este, pode auxiliar na estabilização dos sintomas e contribuir para um maior conforto durante períodos de maior atividade da doença.”

Esta utilização contribui para um maior conforto durante períodos de aumento da congestão nasal, espirros e corrimento nasal relacionados com alergias e pólipos nasais.


Facto Rápido: Alívio para a Inflamação Crónica O medicamento é considerado relevante em condições caracterizadas por períodos de agravamento de sintomas, onde o suporte anti-inflamatório localizado é considerado adequado para ajudar a aliviar a carga global dos sintomas.

Advertisements

Critérios de utilização e restrições

A elegibilidade para a budesonida é estritamente definida pelas autoridades regulamentares com base na idade, condições pré-existentes específicas e estado fisiológico.

Populações Não Elegíveis

Classificação Entidade da Restrição
Contraindicado Hipersensibilidade conhecida à budesonida ou aos seus componentes.
Contraindicado Compromisso hepático grave (Classe C de Child-Pugh) para formas orais.

Elegibilidade Relacionada com a Idade

A idade mínima aprovada varia amplamente consoante o produto: as suspensões para inalação estão aprovadas para crianças a partir dos 6 meses de idade, enquanto os sprays nasais são tipicamente para crianças com 6 ou mais anos. Certas cápsulas orais para condições gastrointestinais podem estar aprovadas para crianças com 8 ou mais anos e acima de um peso especificado. Para indicações complexas específicas, a segurança e a eficácia podem não estar estabelecidas em doentes com menos de 18 anos de idade.

Uso Condicional e Restrições

O uso requer especial precaução e monitorização em doentes com compromisso hepático moderado (Classe B de Child-Pugh), infeções sistémicas (tais como tuberculose ou herpes simplex ocular) e comorbilidades como hipertensão, diabetes ou osteoporose. Para doentes grávidas, o uso deve ser evitado, a menos que o benefício esperado justifique o potencial risco fetal, estando documentado que o medicamento é excretado no leite materno.

Advertisements

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

A budesonida é processada de forma extensa pela enzima hepática citocromo P450 3A4 (CYP3A4), pelo que as interações surgem frequentemente de fármacos que afetam esta via enzimática. A administração concomitante de inibidores potentes da CYP3A4, tais como o cetoconazol, a claritromicina ou o ritonavir, pode aumentar substancialmente a concentração de budesonida no organismo, conduzindo a um risco elevado de efeitos secundários sistémicos associados aos corticosteroides. Do mesmo modo, o consumo de sumo de toranja, que inibe a CYP3A4, deve ser evitado com produtos de budesonida por via oral. Inversamente, os indutores da CYP3A4, como a carbamazepina ou a rifampicina, podem diminuir os níveis de budesonida, reduzindo potencialmente o seu efeito terapêutico.

Interações Documentadas

Mecanismo de Interação Categoria do Produto Interativo Exemplos de Medicamentos/Substâncias
Inibição do metabolismo (CYP3A4) Inibidores potentes da CYP3A4 Cetoconazol, Claritromicina, Ritonavir, Sumo de Toranja
Indução do metabolismo (CYP3A4) Indutores da CYP3A4 Carbamazepina, Apalutamida, Rifampicina
Antagonismo imunológico Vacinas vivas Vacina BCG viva, Vacina de Adenovírus viva
Alteração da farmacocinética Agentes redutores da acidez gástrica Inibidores da bomba de protões, Bloqueadores H2, Antiácidos

A coadministração com vacinas vivas não é, geralmente, aconselhada devido ao risco de diminuição da eficácia vacinal e ao potencial aumento de infeção. Os doentes com função hepática comprometida (por exemplo, cirrose) podem registar uma maior exposição sistémica à budesonida oral, sendo recomendada a monitorização de sinais de excesso de corticosteroides.

Advertisements

Mecanismo de ação

A budesonida, um glucocorticoide sintético, exerce a sua ação principal ao atravessar a membrana celular e atuar como um agonista do recetor de glucocorticoides (GR) intracelular, um membro da superfamília dos recetores nucleares. Este complexo formado pelo ligante e pelo recetor sofre, de seguida, um processo de translocação nuclear.

Já no interior do núcleo, o complexo regula a expressão genética através de dois processos. A transativação envolve a ligação a elementos de resposta aos glucocorticoides (GREs), aumentando a síntese de proteínas anti-inflamatórias, como a anexina A1. Por outro lado, a transrepressão envolve a ligação do complexo a outros fatores de transcrição essenciais, inativando-os — especificamente o fator nuclear-kappa B (NF-kappaB) e a proteína ativadora-1 (AP-1).

Esta modulação das vias celulares inibe a transcrição e a produção subsequente de inúmeros mediadores pró-inflamatórios, incluindo citoquinas (como interleucinas e TNF-alfa) e quimiocinas. A cascata de efeitos resultante altera o ambiente fisiológico local ao limitar a mobilização de células imunitárias e ao inibir a libertação de enzimas destrutivas pelos leucócitos.

Advertisements

Informações sobre dosagem e administração

Como Utilizar a Budesonida: Orientações Oficiais de Administração

A budesonida deve ser administrada estritamente de acordo com as instruções específicas fornecidas nas informações regulamentares oficiais para a forma farmacêutica prescrita. Os métodos de administração variam significativamente com base no produto (cápsula, comprimido, suspensão, pó para inalação, suspensão para nebulização, espuma retal ou spray nasal) e na condição que está a ser tratada.


Instruções para as Vias Oral e Inalatória

Forma Farmacêutica/Via Regras de Administração
Cápsulas/Comprimidos Orais Engolir inteiros; não mastigar, esmagar ou partir. A maioria das formas é tomada uma vez por dia, de manhã. Formulações específicas devem ser tomadas, pelo menos, uma hora antes de uma refeição.
Suspensão Oral (Saquetas) Agitar durante 10 segundos, ingerir o conteúdo e não comer nem beber durante os 30 minutos após a utilização. A boca deve ser enxaguada com água e o líquido deve ser cuspido (não engolir) 30 minutos após a dose.
Inalação Oral Para a suspensão para nebulização, utilizar um nebulizador a jato; os dispositivos ultrassónicos não são recomendados. Enxaguar a boca com água e cuspir após cada utilização para evitar a deposição local. Os inaladores de pó podem necessitar de preparação antes da primeira utilização.

Dosagem e Restrições

O cumprimento da duração do tratamento prescrito (por exemplo, 8 ou 12 semanas) é obrigatório, conforme estabelecido nas informações do medicamento. Os doentes devem evitar todo o consumo de toranja e do seu sumo durante a terapia, uma vez que esta interação pode aumentar a exposição sistémica ao fármaco. No caso de doses esquecidas, estas devem ser tomadas na próxima toma programada; não é permitido duplicar a dose.

Advertisements

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos

Resumo das Principais Descobertas da Investigação

Existem estudos que investigaram o mecanismo de ação do fármaco. Outros estudos avaliaram o efeito em indicadores relacionados com os sintomas e a frequência de exacerbações.

Ensaios fundamentais comunicaram resultados relativos a alterações na atividade da doença ao longo de 52 semanas. A investigação analisou os períodos iniciais avaliados em episódios agudos.


Ensaios Clínicos Avaliados

A principal base de evidência provém de três ensaios internacionais, controlados por placebo e duplamente cegos (N=1.500). Estes estudos avaliaram o desfecho primário relativo às pontuações de gravidade dos sintomas após 12 semanas de tratamento.

Dose e Administração

A investigação estabeleceu que uma formulação posológica específica foi o foco principal do programa de Fase 3. Um estudo anterior de Fase 2 incluiu também uma segunda formulação posológica, tendo os resultados sido variados.

Terapêutica Combinada

Alguns estudos avaliaram se a combinação com o Fármaco B resultou em métricas de avaliação diferentes. Esta investigação envolveu um grupo mais pequeno (N=210) e focou-se principalmente em participantes que não responderam totalmente à monoterapia.

Acompanhamento a Longo Prazo

A investigação explorou se o fármaco afeta a inflamação sistémica e avaliou os resultados em estudos de longa duração. Os dados de longo prazo incluem informações sobre a experiência dos participantes nos estudos. Os dados mais extensos disponíveis acompanham os participantes por períodos de até dois anos.

Subgrupos Populacionais Específicos

Os estudos incluíram participantes com atividade ligeira da doença. Adicionalmente, análises de subgrupos avaliaram os resultados em adultos mais velhos (>65 anos), mas a evidência permanece limitada devido ao tamanho reduzido das amostras neste grupo. Não é ainda claro se os resultados diferem significativamente com base na idade ou na duração da doença.


Nota Importante sobre a Interpretação

As informações sobre os resultados dos estudos descrevem o que foi avaliado em contextos de investigação controlada.

Advertisements

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre a Budesonida (FAQ)

P: A budesonida é um esteroide e o que é que isso significa para o meu corpo?

R: Sim, a budesonida é classificada como um glucocorticoide sintético, que é um tipo de medicamento corticosteroide (esteroide). De acordo com documentos oficiais, atua reduzindo a inflamação local e suprimindo certos aspetos da resposta imunitária na área onde o fármaco é aplicado, como os pulmões ou o intestino.

P: É necessário tomar sempre budesonida durante muito tempo ou pode-se parar?

R: A informação oficial indica que a budesonida é prescrita para uma duração específica de tratamento, que é frequentemente limitada (por exemplo, 8 a 12 semanas para certas condições). A cessação da terapêutica é gerida sob a supervisão de um profissional de saúde. Parar abruptamente pode levar a sintomas de privação de esteroides devido ao potencial de supressão da produção natural de cortisol do organismo.

P: Porque é que alguns medicamentos de budesonida parecem um pó acastanhado ou uma névoa?

R: A budesonida é formulada de várias formas, incluindo pó para inalação ou suspensão para nebulização (névoa) para uma administração direcionada aos pulmões. As descrições regulamentares referem que a aparência específica do produto, como a cor acastanhada na forma de pó, está relacionada com os ingredientes específicos utilizados no seu fabrico.

P: Com que rapidez se deve começar a notar um efeito após iniciar a budesonida?

R: A informação oficial indica que o início da ação inicial pode ocorrer dentro de 24 a 48 horas. No entanto, dependendo da forma posológica e da condição a ser tratada, pode levar de duas a seis semanas de utilização regular para atingir o efeito terapêutico total pretendido.

P: É verdade que a budesonida é utilizada tanto para problemas respiratórios como para problemas intestinais?

R: Sim, os documentos regulamentares confirmam que a budesonida está aprovada em diferentes formulações para tratar condições relacionadas tanto com a respiração (como a asma) como com o trato gastrointestinal (como a doença de Crohn ou a colite ulcerosa).

P: Qual é a diferença entre a budesonida inalada e a budesonida oral?

R: A diferença principal reside na forma como o fármaco é administrado e absorvido. As formas inaladas são concebidas para atuar localmente nos pulmões com uma absorção sistémica (em todo o corpo) mínima. As formas orais são concebidas para atingir o intestino ou para serem absorvidas pela corrente sanguínea para um uso sistémico mais amplo, dependendo do produto específico e da condição tratada.

P: Quais são os riscos de utilizar budesonida a longo prazo?

R: O uso a longo prazo, especialmente com doses mais elevadas, acarreta um risco aumentado de efeitos sistémicos dos corticosteroides. Estes podem incluir supressão adrenal (onde o corpo deixa de produzir esteroides naturais suficientes), diminuição da densidade mineral óssea (podendo levar à osteoporose) e efeitos específicos na saúde ocular.

P: A budesonida pode afetar os meus padrões de sono?

R: Sim, os relatórios oficiais de reações adversas listam a dificuldade em dormir (insónia) como um potencial efeito secundário da utilização de budesonida.

P: Porque é que a budesonida causa por vezes voz rouca ou dor de garganta?

R: A rouquidão e a dor de garganta são efeitos secundários comunicados frequentemente, especialmente com as formas inaladas. A informação regulamentar refere que estes efeitos podem ser causados por uma simples irritação da garganta ou por uma infeção fúngica localizada na boca chamada candidíase oral.

P: A budesonida é considerada um inalador de "alívio rápido" ou um medicamento de controlo a longo prazo?

R: A rotulagem oficial para a budesonida inalada clarifica que se trata de um medicamento de controlo a longo prazo utilizado para prevenir sintomas de asma. Não está indicada para alívio rápido e não deve ser utilizada como um inalador de alívio rápido para ataques agudos de asma.

P: Existem restrições para conduzir ou operar máquinas enquanto se toma budesonida?

R: A budesonida pode estar associada a efeitos secundários como tonturas ou dor de cabeça. Se estes ocorrerem, a informação oficial de segurança indica que é necessária precaução ao conduzir ou operar maquinaria pesada.

P: A budesonida torna alguém mais suscetível a constipações comuns ou infeções?

R: Como tipo de corticosteroide, a budesonida pode ter um efeito imunossupressor, o que significa que pode diminuir a capacidade do corpo de combater infeções. Os documentos regulamentares alertam que isto pode levar a um risco aumentado de infeção, incluindo infeções virais, bacterianas e fúngicas.

P: Como é que o corpo elimina a budesonida após ter sido utilizada?

R: O medicamento é processado (ou metabolizado) principalmente pelo fígado através de uma enzima específica chamada CYP3A4. Após ser decomposta, os compostos inativos resultantes são eliminados do corpo, maioritariamente através da urina e das fezes.

P: É comum as pessoas sentirem-se agitadas ou ansiosas ao iniciar a budesonida?

R: As alterações de humor estão listadas nos relatórios oficiais de reações adversas da budesonida. Além disso, algumas pessoas podem sentir sinais relacionados com mudanças nos níveis naturais de esteroides do corpo, como fraqueza ou fadiga, o que pode contribuir para uma sensação de agitação.

P: O que se entende por efeito "sistémico" da budesonida?

R: O termo efeito sistémico significa que o fármaco foi absorvido pela corrente sanguínea geral e está a afetar o corpo como um todo. A budesonida é concebida para minimizar estes efeitos ao atuar maioritariamente numa área localizada, mas estes podem ainda ocorrer, especialmente em doses elevadas.

P: Existem preocupações de segurança conhecidas para adultos mais velhos (seniores) que utilizam budesonida?

R: Os ensaios clínicos geralmente não mostraram uma diferença significativa na segurança para adultos mais velhos em comparação com doentes mais jovens. No entanto, a informação oficial indica que os seniores podem ser mais sensíveis aos efeitos gerais dos corticosteroides, e a utilização em indivíduos com problemas cardíacos pré-existentes pode exigir precaução e monitorização especiais.

P: A eficácia da budesonida pode mudar ao longo do tempo?

R: Estudos sobre algumas condições específicas, como certas doenças inflamatórias intestinais, mostram que a budesonida é altamente eficaz para induzir a remissão, mas a sua capacidade de manter a remissão por um período longo (por exemplo, além de três meses) pode ser limitada, sugerindo que o objetivo terapêutico muitas vezes não é o uso indefinido.

P: A budesonida pode causar oscilações de humor ou alterações no comportamento?

R: Sim, os dados oficiais de reações adversas listam alterações de humor e, em alguns casos, perturbações psiquiátricas mais graves como potenciais efeitos secundários associados ao uso de corticosteroides como a budesonida.

P: A budesonida pode interagir com analgésicos comuns de venda livre?

R: Sim, os documentos regulamentares oficiais alertam que a combinação de budesonida com certos analgésicos, como a Aspirina (um salicilato), pode aumentar o risco de efeitos secundários no trato gastrointestinal, incluindo hemorragias ou úlceras.

P: Existem diferentes nomes comerciais para a budesonida e são todos iguais?

R: Budesonida é o nome genérico do ingrediente ativo do fármaco. É vendida sob vários nomes comerciais (por exemplo, Pulmicort, Entocort, Uceris), mas estes produtos estão aprovados para condições diferentes e apresentam-se em diferentes formas posológicas (como inaladores, cápsulas ou comprimidos) concebidas para libertar o fármaco em áreas específicas do corpo.

P: A budesonida precisa de ser ajustada para pessoas com problemas renais?

R: A informação oficial do produto não lista geralmente ajustes de dose específicos para problemas renais, uma vez que o fármaco é decomposto principalmente pelo fígado. No entanto, aconselha-se precaução para doentes com compromisso hepático, o que pode afetar a forma como o corpo elimina o fármaco.

P: A budesonida pode afetar os resultados de quaisquer exames laboratoriais?

R: Sim, porque a budesonida pode afetar o sistema endócrino, pode influenciar os resultados de certos testes laboratoriais. Por exemplo, testes que medem os níveis de cortisol no sangue ou as contagens de glóbulos brancos podem ser afetados devido à atividade sistémica do fármaco.

Advertisements

Como Budesonide deve ser armazenado e descartado?

Como Conservar e Eliminar a Budesonida?

As diretrizes regulamentares oficiais para a conservação da budesonida focam-se na proteção do medicamento contra fatores ambientais e na garantia da integridade do recipiente.

Tipo de Condição Cápsulas/Comprimidos Orais Suspensão para Inalação
Temperatura Temp. Ambiente Controlada (20°C a 25°C) Temp. Ambiente Controlada; Não Congelar
Proteção Proteger do calor e da humidade; manter bem fechado Proteger da luz intensa; conservar na vertical
Validade / Conservação Manter na embalagem original Rejeitar ampolas não utilizadas 2 semanas após a abertura do invólucro de alumínio

Todas as formas de budesonida devem ser mantidas fora do alcance das crianças. Uma ampola de inalação aberta deve ser utilizada imediatamente e o restante conteúdo deve ser rejeitado. A eliminação de medicamentos não utilizados ou fora do prazo de validade deve seguir as instruções fornecidas por um farmacêutico ou utilizar programas de retoma de medicamentos designados.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Budesonide encontrado em:

ÍNDICE A-Z: