Bivis

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Bivis

O Bivis é um medicamento que combina duas substâncias ativas, o olmesartan medoxomilo e o amlodipina, sendo utilizado no tratamento da hipertensão arterial, vulgarmente conhecida como tensão arterial elevada.

Este medicamento atua através da conjugação de dois mecanismos distintos para ajudar a relaxar os vasos sanguíneos. O olmesartan medoxomilo pertence a um grupo de fármacos denominados antagonistas dos recetores da angiotensina II, que impedem a ação de uma substância natural que provoca o estreitamento dos vasos. Por sua vez, a amlodipina é um bloqueador dos canais de cálcio que impede a entrada de cálcio nas paredes dos vasos sanguíneos, evitando a sua contração. A ação conjunta destas substâncias permite que o sangue flua mais facilmente e que o coração não tenha de exercer tanto esforço para o bombear, resultando numa redução da pressão arterial.

O Bivis é geralmente indicado para doentes cuja pressão arterial não se encontra adequadamente controlada apenas com o olmesartan medoxomilo ou apenas com a amlodipina. A utilização desta terapêutica combinada visa alcançar níveis tensionais saudáveis de forma mais eficaz do que a utilização de cada componente de forma isolada.

Quais efeitos secundários são possíveis com Bivis?

Bivis: Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

Os documentos regulamentares classificam os potenciais efeitos adversos da combinação anlodipino/olmesartano medoxomilo com base na frequência e no sistema orgânico afetado. O perfil de segurança está estruturado de forma a distinguir entre eventos comuns, geralmente não graves, e reações críticas ou graves.

Classificação das Reações Adversas

As reações adversas estão oficialmente listadas em múltiplas Classes de Sistemas de Órgãos. As reações comuns reportadas em fontes regulamentares incluem tonturas, cefaleias (dores de cabeça), fadiga e edema (inchaço), que é frequentemente o efeito mais relatado. Reações pouco comuns registadas na documentação de segurança incluem a hipotensão, palpitações e síncope (desmaio).

Categoria Reações Adversas Registadas e Notas de Segurança
Reações Graves Toxicidade Fetal (uma advertência específica para o componente olmesartano), Angioedema (inchaço grave) e instâncias documentadas de enteropatia tipo sprue (diarreia grave e crónica).
Restrições de Segurança O uso está contraindicado durante o segundo e terceiro trimestres da gravidez. Está também contraindicado em doentes com hipotensão grave, choque ou obstrução do trato de saída do ventrículo esquerdo (por exemplo, estenose aórtica grave).
Notas sobre Populações O medicamento não é recomendado para utilização em indivíduos com compromisso hepático grave ou compromisso renal grave (depuração da creatinina < 20 mL/min).
Padrões de Exposição As notas de segurança indicam que efeitos como tonturas e hipotensão podem ser mais frequentes no início do tratamento ou após um aumento da dose Corretamente.

Resumo Regulamentar de Segurança

Este enquadramento garante que as restrições de alto nível estão claramente definidas. O perfil destaca contraindicações obrigatórias relacionadas com o estado e condição do doente, tais como a gravidez e o compromisso orgânico grave, demonstrando os limites regulamentares oficiais para o uso, sem fornecer aconselhamento ou recomendações terapêuticas.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

As orientações regulamentares oficiais determinam que se deve procurar assistência médica de emergência imediata caso se suspeite ou confirme uma sobredosagem de Bivis (anlodipino e olmesartano medoxomilo).

Manifestações Documentadas e Resultados Graves

A sobredosagem caracteriza-se primordialmente por uma descida extrema da pressão arterial, designada como hipotensão significativa e prolongada, resultante de um elevado grau de vasodilatação periférica. Esta instabilidade hemodinâmica pode conduzir a taquicardia reflexa e pode evoluir para um estado de choque ou, em casos graves, estar associada a desfechos fatais. Além disso, o componente olmesartano apresenta um risco de insuficiência renal aguda, oligúria e azotemia progressiva em determinados indivíduos suscetíveis.

Medidas de Emergência e Suporte

A gestão da sobredosagem de Bivis é estritamente sintomática e de suporte, uma vez que não se conhece um antídoto específico. A resposta de emergência obrigatória inclui o início de monitorização cardíaca e respiratória ativa, com medições frequentes e essenciais da pressão arterial. Para contrariar a hipotensão grave, o suporte cardiovascular envolve colocar o doente em posição de decúbito dorsal (deitado de costas), realizar a elevação das extremidades e a administração criteriosa de fluidos, como uma infusão intravenosa de soro fisiológico.

Considerações Específicas sobre Sobredosagem

A informação regulamentar refere que os doentes com depleção salina ou de volume apresentam um risco superior de hipotensão sintomática durante uma sobredosagem. Existe também um risco acrescido de complicações renais em doentes com insuficiência cardíaca congestiva grave ou condições pré-existentes em que a função renal dependa do Sistema Renina-Angiotensina.

Usos terapêuticos de Bivis

Bivis: Principais Utilizações e Domínios Terapêuticos

Factos Rápidos

  • Utilização Principal: Controlo da pressão arterial elevada (hipertensão).
  • Objetivo: Ajuda a reduzir o risco de problemas de saúde graves associados.
  • Função: Uma opção importante utilizada isoladamente ou em combinação com outros tratamentos.

O Bivis é um medicamento sujeito a receita médica utilizado no tratamento e controlo da pressão arterial elevada, uma condição comum também conhecida como hipertensão. O medicamento destina-se a ajudar a baixar os níveis da pressão arterial, o que, por sua vez, pode reduzir o potencial para riscos graves de saúde, tais como eventos cardíacos ou acidentes vasculares cerebrais. O tratamento com Bivis pode ser considerado um componente de um plano terapêutico abrangente que inclua modificações no estilo de vida.

Para alguns doentes, o Bivis também está indicado como uma opção para ajudar a gerir riscos cardiovasculares específicos, incluindo o potencial de hospitalização associado a certas condições cardíacas. O objetivo geral deste tratamento é apoiar a manutenção da pressão arterial dentro de um intervalo pretendido. Esta classe de medicação tem sido objeto de investigação extensa no âmbito dos agentes terapêuticos para a hipertensão. Cabe ao profissional de saúde a responsabilidade de determinar a utilização adequada de Bivis para cada doente individualmente.

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar o Bivis? — Informações Oficiais de Elegibilidade

A elegibilidade para o uso de Bivis (anlodipino e olmesartano medoxomilo) é determinada por agências regulamentares com base em restrições de segurança e populacionais estabelecidas. Este medicamento é indicado primordialmente para utilização em doentes adultos (com 18 ou mais anos de idade).

Populações Contraindicadas

O Bivis não deve ser utilizado por diversos grupos devido a proibições absolutas documentadas nas informações oficiais do produto. O uso é contraindicado em doentes grávidas, devido ao risco de lesões fetais ou morte associado ao componente olmesartano. É também contraindicado para doentes com hipersensibilidade conhecida a qualquer componente da fórmula ou a derivados da di-hidropiridina, bem como para doentes diabéticos que estejam a tomar simultaneamente aliscireno. Doentes com hipotensão grave, choque ou compromisso hepático grave apresentam também contraindicação oficial.

Utilização Restrita e Não Recomendada

O uso não é recomendado para crianças e adolescentes com menos de 18 anos, uma vez que não foram estabelecidos dados de segurança e eficácia para esta população. O medicamento também não é recomendado para doentes com compromisso renal grave. Além disso, a combinação geralmente não é recomendada como terapia inicial em idosos (com 75 ou mais anos de idade) ou doentes com compromisso hepático ligeiro a moderado; isto deve-se ao facto de poder ser necessária uma dose inicial mais baixa do componente anlodipino, a qual não se encontra disponível no comprimido de associação fixa.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

As considerações mais importantes relativas à utilização do Bivis prendem-se com a absorção do fármaco, que é afetada por determinadas substâncias. Quando o medicamento é tomado com alimentos ou certas bebidas, a quantidade de Bivis absorvida para a corrente sanguínea é significativamente reduzida. Esta redução pode levar a uma menor eficácia do medicamento.

Interações com Alimentos e Sumos

A ingestão simultânea de Bivis com alimentos, especialmente refeições ricas em gordura, demonstrou diminuir a absorção global da substância ativa. Além disso, o consumo de sumos de fruta, muito particularmente o sumo de toranja, tem um efeito clinicamente relevante na absorção, reduzindo a quantidade de medicamento que entra no organismo. É aconselhado administrar o Bivis com o estômago vazio para alcançar o efeito terapêutico pretendido. Isto implica geralmente a toma do medicamento pelo menos duas horas após comer ou uma hora antes de uma refeição, ou o seu consumo uma hora antes e duas horas após a ingestão de sumos de fruta.

Interações com Produtos Medicamentosos

Os estudos clínicos não identificaram uma rede alargada de interações farmacocinéticas significativas entre o Bivis e as classes comuns de produtos medicamentosos, tais como as que envolvem as principais enzimas metabolizadoras de fármacos (sistemas do Citocromo P450). Devido ao metabolismo mínimo do fármaco no organismo, considera-se geralmente que este possui um baixo potencial para alterar a concentração de outros medicamentos administrados em simultâneo. No entanto, tal como acontece com todos os produtos sujeitos a receita médica, a revisão de todos os tratamentos concomitantes com um profissional de saúde permanece essencial.

Mecanismo de ação

Como funciona o Bivis

O Bivis é um medicamento composto por duas substâncias ativas, o anlodipino e a valsartana, que atuam de formas distintas mas complementares para controlar a pressão arterial elevada. Ambas as substâncias trabalham para impedir que os vasos sanguíneos se contraiam excessivamente, facilitando a circulação do sangue pelo corpo.

O anlodipino pertence a uma classe de fármacos conhecidos como bloqueadores dos canais de cálcio. A sua função principal consiste em impedir que o cálcio entre nas células musculares das paredes dos vasos sanguíneos. Em circunstâncias normais, o cálcio provoca a contração destas células; ao bloquear este processo, o anlodipino permite que os vasos sanguíneos relaxem e se dilatem.

A valsartana, por outro lado, é um antagonista dos recetores da angiotensina II. A angiotensina II é uma substância produzida naturalmente pelo organismo que causa a constrição dos vasos sanguíneos e o aumento da pressão arterial. A valsartana atua bloqueando o efeito desta substância, o que contribui para que os vasos permaneçam relaxados.

A combinação destes dois mecanismos permite uma redução mais eficaz da pressão arterial do que a utilização de cada componente isoladamente. Ao reduzir a resistência nos vasos sanguíneos, o coração não necessita de exercer tanto esforço para bombear o sangue, o que ajuda a prevenir complicações a longo prazo associadas à hipertensão.

Informações sobre dosagem e administração

Como o Bivis é utilizado: Orientações de Administração

O Bivis é um produto de combinação de dose fixa que contém anlodipino e olmesartano medoxomilo, indicado para a gestão continuada da pressão arterial elevada. A sua utilização segue um protocolo definido com base nas informações oficiais de prescrição.


Protocolo de Administração e Dosagem

A via de administração aprovada para o Bivis é exclusivamente oral, sob a forma de comprimido revestido por película. A frequência padrão é de uma toma única diária, sendo que o comprimido pode ser ingerido com ou sem alimentos. Idealmente, a administração deve ocorrer aproximadamente à mesma hora todos os dias.

Caraterística Instrução Oficial
Dosagens Disponíveis 5 mg/20 mg, 5 mg/40 mg, 10 mg/20 mg, 10 mg/40 mg
Dose Inicial Tipicamente 5 mg/20 mg uma vez ao dia
Dose Máxima 10 mg/40 mg uma vez ao dia
Intervalo de Ajuste O ajuste da dosagem é recomendado num intervalo não inferior a uma a duas semanas

Contexto de Utilização e Regras de Procedimento

O Bivis não se destina a ser utilizado como terapia inicial em todos os doentes; pelo contrário, foi concebido para aqueles cuja pressão arterial não é adequadamente controlada por cada um dos componentes isoladamente, ou para doentes que estejam a transitar dos componentes individuais para o comprimido de combinação única. O comprimido deve ser deglutido inteiro com líquidos e não deve ser mastigado.

As informações de prescrição especificam limitações de uso em determinados grupos de doentes. Por exemplo, a utilização de Bivis não é recomendada em doentes diagnosticados com compromisso renal grave (depuração da creatinina < 20 mL/min) ou compromisso hepático grave. Além disso, a segurança e eficácia não foram estabelecidas para a população pediátrica.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o Bivis


Evidência de Utilização na Hipertensão Essencial

A investigação fundamental sobre o Bivis (anlodipino e olmesartano medoxomilo) consiste em estudos que avaliaram doentes com hipertensão essencial através de Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECA). Estes estudos de curta duração foram desenhados para comparar a combinação de dose fixa com um placebo e com cada um dos componentes utilizados isoladamente. Os investigadores analisaram os padrões observados na pressão arterial média em posição sentada, diastólica e sistólica (TAD e TAS) ao longo de intervalos de tempo definidos, habitualmente entre 8 a 12 semanas. Os resultados foram monitorizados através de medições clínicas padrão e de monitorização especializada, como a Monitorização Ambulatória da Pressão Arterial (MAPA) de 24 horas.

Os estudos também exploraram a proporção de doentes cujos valores medidos de pressão arterial se alinharam com alvos específicos durante o período de observação. As conclusões destes estudos reportaram a forma como os valores da pressão arterial evoluíram nas populações observadas, e a base de evidência foi descrita como sendo estruturalmente consistente entre os ensaios principais. A investigação focou-se em documentar padrões relacionados com alterações nos valores medidos da pressão arterial sob condições de estudo controladas.


Evidência em Doentes não Controlados com Monoterapia

O Bivis foi observado em estudos focados em doentes que anteriormente não tinham atingido os seus alvos de pressão arterial, apesar de estarem a ser tratados com doses adequadas de um único componente (monoterapia). Estes cenários de investigação envolveram a monitorização da alteração nas medições da pressão arterial quando os doentes dos estudos transitaram para a combinação de dose fixa. A evidência para esta população específica de transição foi observada em estudos que exploraram alterações de sintomas a curto prazo, descrevendo padrões observados nas medições da pressão arterial para doentes anteriormente não controlados que foram integrados no intervalo de pressão arterial alvo.


Que Lacunas na Investigação e Incertezas Persistem

A investigação destaca o que é conhecido — e o que permanece incerto. A principal lacuna de investigação relaciona-se com o facto de os dados a longo prazo não estarem totalmente estabelecidos em estudos com o Bivis. Existe informação limitada disponível proveniente de ensaios dedicados, de vários anos, que tenham medido diretamente alterações em desfechos clínicos a longo prazo (como eventos cardíacos) na população estudada. A evidência atual inclui dados derivados de desfechos substitutos, como as próprias medições da pressão arterial.

Adicionalmente, a investigação geralmente excluiu doentes muito idosos (com 75 ou mais anos) e doentes com compromisso hepático significativo (problemas no fígado) dos principais ensaios de registo, o que significa que os resultados se aplicam apenas às populações estudadas. Os dados para determinados grupos permanecem insuficientes e não foram realizados ensaios clínicos dedicados para a população pediátrica.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Bivis (FAQ)

P: Com que rapidez o Bivis começa a fazer efeito após a primeira dose?

Os componentes ativos do medicamento começam a atuar pouco tempo após a toma da primeira dose. No entanto, a informação oficial indica que o efeito terapêutico completo na pressão arterial pode demorar até duas semanas a ser totalmente avaliado. O medicamento destina-se geralmente a uma utilização contínua para manter o controlo da pressão arterial.

P: O Bivis pode ser tomado por pessoas com problemas nos rins?

A informação oficial de prescrição indica que o Bivis não é geralmente recomendado para pessoas com compromisso renal grave (problemas renais significativos). Para aqueles com problemas renais ligeiros ou moderados, as diretrizes oficiais sugerem que pode ser necessária a monitorização da função renal e dos níveis de potássio.

P: O Bivis é seguro para utilização em idosos?

Os documentos oficiais referem que os adultos mais velhos podem apresentar uma sensibilidade acrescida a certos efeitos secundários, particularmente tonturas e alterações na função renal. As informações oficiais indicam que a combinação de dose fixa pode não ser adequada como terapia inicial em todos os idosos.

P: Existem alimentos ou bebidas comuns que interagem com o Bivis?

A informação oficial do produto refere que os substitutos do sal que contenham potássio devem ser utilizados com precaução, pois podem aumentar os níveis de potássio em alguns indivíduos. Outras interações observadas ocorrem com o sumo de toranja e refeições ricas em gordura, que podem afetar a forma como o organismo absorve o medicamento.

P: O Bivis provoca aumento ou perda de peso?

A alteração de peso não está listada como um efeito secundário comum. No entanto, os documentos regulamentares de segurança referem que um aumento ou perda de peso súbito e inexplicável pode estar associado a reações potenciais graves, como retenção de líquidos (inchaço) ou um problema intestinal crónico (enteropatia tipo sprue).

P: Posso tomar Bivis se já estiver a tomar um antidepressivo?

A documentação oficial indica que certos medicamentos, incluindo alguns antidepressivos como a fluoxetina, podem interagir com o componente anlodipino do Bivis. Esta potencial interação pode aumentar os níveis de anlodipino no sangue, o que está associado a um maior risco de efeitos secundários.

P: Sentir cansaço é um efeito secundário conhecido do Bivis?

Sim, o cansaço (que também pode ser descrito como fadiga ou sonolência invulgar) está listado nos documentos regulamentares como um possível efeito secundário comum sentido por alguns indivíduos que tomam este medicamento.

P: Porque é que o folheto do Bivis menciona que se deve evitar o álcool?

O álcool pode ter um efeito aditivo na descida da pressão arterial quando tomado com o Bivis. Esta ação está associada a um risco acrescido de sintomas como tonturas ou desmaios, particularmente ao iniciar a medicação ou após uma alteração da dose.

P: Quanto tempo após interromper o Bivis é que este permanece no meu organismo?

Os componentes do Bivis são eliminados do corpo lentamente. Os dados farmacocinéticos regulamentares indicam que a semivida do componente anlodipino pode ser longa, o que significa que podem permanecer vestígios do medicamento no sistema durante vários dias após a dose final.

P: Os efeitos secundários relatados do Bivis são geralmente ligeiros?

A informação de segurança regulamentar classifica as reações adversas em dois grupos: comuns (como cefaleias e tonturas), que geralmente não colocam a vida em risco, e graves (como inchaço severo ou problemas intestinais), que requerem atenção médica imediata.

P: O Bivis afeta os níveis de açúcar no sangue?

De acordo com a informação oficial de segurança, este medicamento pode, por vezes, aumentar os níveis de açúcar no sangue em indivíduos que têm diabetes. A monitorização da glicemia é geralmente aconselhada para doentes com diabetes que tomem este medicamento.

P: O Bivis pode causar reações na pele ou erupções cutâneas?

Erupções cutâneas ou prurido (comichão) estão listados como possíveis efeitos secundários. Uma reação grave e urgente chamada Angioedema (inchaço grave do rosto, lábios ou língua) também está documentada na informação de segurança e requer atenção médica imediata.

P: Que tipo de estudos sustentam a utilização do Bivis?

A utilização do Bivis é apoiada principalmente por evidência clínica de Ensaios Clínicos Aleatorizados (ECA). Estes estudos foram desenhados para comparar a combinação de dose fixa com um placebo e com cada componente isoladamente, focando-se nas alterações das medições da pressão arterial.

P: O Bivis é considerado um medicamento de alto risco?

O Bivis é um medicamento sujeito a receita médica utilizado para a gestão a longo prazo de uma condição grave. Os documentos regulamentares definem limitações obrigatórias específicas para a utilização (contraindicações) e listam potenciais efeitos secundários graves, que requerem monitorização do doente por um profissional de saúde.

P: Mulheres que planeiam engravidar podem tomar Bivis?

Devido ao risco de lesões fetais ou morte associado a um dos componentes, o medicamento está contraindicado durante o segundo e terceiro trimestres da gravidez. As orientações regulamentares aconselham geralmente a considerar um medicamento alternativo se for planeada uma gravidez.

P: O Bivis interage com analgésicos comuns de venda livre?

A documentação oficial indica uma potencial interação entre o componente olmesartano e anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) comuns, como o ibuprofeno. Esta interação pode reduzir o efeito de descida da pressão arterial e está associada a um risco acrescido de compromisso da função renal, especialmente em doentes já em risco.

P: Existem alterações específicas no estilo de vida recomendadas ao tomar Bivis?

A informação oficial de aconselhamento ao doente refere que limitar ou evitar o álcool pode ser necessário devido ao seu efeito aditivo na descida da pressão arterial. Além disso, manter a ingestão de líquidos para prevenir a desidratação é importante, particularmente se ocorrer sudação severa, vómitos ou diarreia.

P: Tomar Bivis requer alguma monitorização especial ou análises ao sangue?

A informação oficial de prescrição indica que pode ser necessária a monitorização periódica de certos valores laboratoriais, como o potássio sérico e a creatinina (um marcador da função renal). Isto é particularmente importante para doentes com compromisso renal existente.

P: O Bivis provoca tonturas ou afeta a capacidade de conduzir?

A informação de segurança regulamentar refere que o medicamento pode causar tonturas ou sonolência. Os doentes devem estar cientes deste potencial efeito, uma vez que podem necessitar de ter cautela antes de realizar atividades que exijam alerta, como conduzir ou operar máquinas.

P: Existem suplementos naturais que devam ser evitados com o Bivis?

Sim, certos produtos naturais têm interações documentadas. Os documentos regulamentares mencionam que a erva de São João pode reduzir a eficácia do componente anlodipino. Recomenda-se também cautela quanto à utilização de quaisquer suplementos que contenham potássio devido ao risco de aumento dos níveis deste mineral.

P: Quais são os sinais de uma reação alérgica grave ao Bivis?

Os sinais de uma reação alérgica grave podem incluir erupção cutânea, urticária, prurido ou inchaço grave do rosto, lábios ou língua (Angioedema). Estes, juntamente com dificuldade em respirar ou engolir, estão documentados como requerendo atenção médica imediata.

P: O Bivis pode ser esmagado ou dividido se for um comprimido?

As diretrizes oficiais de administração referem que o comprimido revestido por película deve ser engolido inteiro com líquidos e não deve ser mastigado. A alteração do comprimido (esmagar ou dividir) não é abordada nos documentos regulamentares.

P: O Bivis é conhecido por causar problemas de sono?

Efeitos relacionados com o sono, como sonolência geral ou sonolência invulgar, estão listados nos documentos regulamentares como potenciais efeitos secundários do medicamento.

P: Qual é o nome químico do Bivis?

O Bivis é uma combinação de dose fixa de duas substâncias ativas, o Besilato de Anlodipino e o Olmesartano Medoxomilo. O nome químico oficial completo da combinação é um nome composto descritivo complexo definido nos documentos regulamentares.

P: Como é que o Bivis afeta o fígado?

O componente anlodipino do Bivis é processado pelo fígado. Os documentos oficiais indicam que o medicamento não é recomendado para utilização em doentes com compromisso hepático grave (problemas graves no fígado), uma vez que a eliminação do fármaco pode estar diminuída nestes casos.

P: O Bivis tem risco de dependência ou vício?

O medicamento é classificado pelas autoridades reguladoras como não sendo uma substância controlada. Esta classificação significa que o Bivis não está geralmente associado aos mesmos riscos de dependência ou vício que as substâncias controladas.

P: O Bivis está associado a quaisquer efeitos secundários a longo prazo que surjam após anos?

Existem casos documentados de uma condição intestinal grave conhecida como enteropatia tipo sprue (caracterizada por diarreia crónica grave) relatados com o componente olmesartano. Esta reação pode ocorrer meses a anos após o início do medicamento.

P: O Bivis pode causar alterações temporárias na visão?

Embora raro, sintomas oculares graves, incluindo visão turva ou perda súbita de visão, foram relatados na documentação de segurança. Estes efeitos estão documentados como requerendo atenção médica imediata.

Como Bivis deve ser armazenado e descartado?

O Bivis (anlodipino/olmesartano medoxomilo) deve ser conservado de acordo com as especificações regulamentares oficiais para manter a sua estabilidade.

Conservação e Manuseamento Oficial

Os comprimidos devem ser conservados a uma Temperatura Ambiente Controlada, definida como 25°C (77°F), com variações aceitáveis entre 15°C e 30°C (59°F e 86°F). É obrigatório evitar a congelação e conservar o medicamento afastado do calor excessivo e da humidade.

O produto deve permanecer na sua embalagem original, bem fechada, para proteção. Para embalagens específicas, tais como frascos de polietileno de alta densidade (HDPE), o produto deve ser utilizado no prazo de 90 dias após a primeira abertura.

Eliminação e Segurança

Para a eliminação, não deite fora quaisquer medicamentos na canalização (águas residuais) ou no lixo doméstico. Os medicamentos não utilizados ou fora do prazo de validade devem ser geridos através de canais de resíduos profissionais; os doentes devem pedir instruções a um farmacêutico. Todos os medicamentos devem ser conservados fora da vista e do alcance das crianças.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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