Aubagio

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Aubagio

Forma selecionada

Opção de tratamento: Multiple Sclerosis

Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Aubagio

O que é o Teriflunomida (Aubagio)?

O Aubagio é o nome comercial do princípio ativo teriflunomida, um medicamento utilizado como uma terapia oral de base e de longo prazo. Sendo um composto sintético, é fabricado com precisão e apresentado como um produto de ingrediente único na forma de um comprimido oral simples. Um fator diferenciador fundamental é a sua origem: a teriflunomida é o principal metabolito ativo da leflunomida, um fármaco imunossupressor mais antigo, o que garante uma linhagem química consistente e estabelecida. Este fármaco é utilizado para ajudar a gerir e a estabilizar condições autoimunes crónicas específicas ao longo do tempo.

Que Tipo de Medicamento é o Aubagio?

A teriflunomida é categorizada funcionalmente como um Fármaco Antirreumático Modificador da Doença (DMARD) e como um agente imunomodulador. Esta classificação significa que o seu papel principal consiste em alterar o processo subjacente da doença, em vez de apenas tratar sintomas temporários. Atua como um imunossupressor seletivo que se foca em vias imunitárias fundamentais. A sua capacidade de moderar a resposta imunitária, ao visar seletivamente as células imunitárias, é sustentada por estudos farmacológicos publicados em literatura médica.

Qual é o Objetivo Geral da Terapia com Aubagio?

O objetivo geral da terapia com Aubagio é atenuar a resposta imunitária excessiva e estabilizar a condição crónica. Este benefício é alcançado através do controlo seletivo do crescimento celular, em que o fármaco limita a multiplicação rápida de linfócitos T e B hiperativos — as células imunitárias específicas envolvidas na condução da inflamação crónica. Ao bloquear seletivamente a enzima mitocondrial di-hidroorotato desidrogenase (DHODH), a medicação estabelece um bloqueio energético na proliferação destas células imunitárias destrutivas. Esta ação direcionada é reconhecida pela sua eficácia em ajudar a gerir a frequência de períodos de doença ativa, mitigando os danos contínuos nos tecidos e mantendo o seu papel como um tratamento de base fundamental.

Quais efeitos secundários são possíveis com Aubagio?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança oficial da teriflunomida (Aubagio) é organizado em categorias baseadas na frequência e nos sistemas fisiológicos afetados. Esta estrutura permite distinguir entre os eventos comunicados de forma comum e os riscos graves de baixa incidência.

Reações Adversas Classificadas por Frequência

As reações adversas documentadas na rotulagem oficial que afetam uma parte significativa dos indivíduos tratados incluem eventos classificados como muito frequentes (ocorrem em mais de 1 em cada 10 doentes) e frequentes (ocorrem em 1 a 10 em cada 100 doentes).

Classificação Exemplos de Efeitos Documentados
Muito Frequentes Diarreia, náuseas, alopecia (enfraquecimento do cabelo), aumento da Alanina Aminotransferase (ALT)
Frequentes Cefaleia (dor de cabeça), parestesia, hipertensão, vómitos, neutropenia

Preocupações de Segurança Sistémica

O foco de segurança mais significativo nos documentos oficiais refere-se às doenças hepatobiliares. O aumento das enzimas hepáticas (ALT e GGT) é comum, existindo registos de eventos mais graves, embora raros, que envolvem o risco de hepatotoxicidade grave, incluindo insuficiência hepática aguda. Outras reações graves explicitamente listadas incluem o potencial para Doença Pulmonar Intersticial (DPI) e reações cutâneas graves, como a síndrome de Stevens-Johnson.

Restrições Específicas por População

A teriflunomida está sujeita a restrições específicas com base na população. O fármaco é contraindicado na gravidez devido ao risco reconhecido de danos fetais (teratogenicidade) e em doentes com insuficiência hepática grave. Observou-se que certos efeitos, como a elevação da ALT, ocorrem com maior frequência durante os primeiros seis meses de tratamento. As diretrizes recomendam também o rastreio da tuberculose latente antes do início da terapia e proíbem a utilização concomitante de vacinas com vírus vivos.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda médica

Se tomar uma dose de Aubagio superior à recomendada, deve contactar imediatamente um médico ou dirigir-se à urgência hospitalar mais próxima. É fundamental levar a embalagem do medicamento ou o folheto informativo consigo, para que os profissionais de saúde possam identificar a substância e a dosagem ingerida.

A ingestão excessiva deste medicamento pode aumentar o risco de ocorrência de efeitos secundários graves. Nestas situações, o médico poderá iniciar procedimentos específicos para acelerar a eliminação do medicamento do organismo. Isto pode incluir a administração de substâncias como o carvão ativado ou a colestiramina, que ajudam a reduzir a concentração do fármaco no sangue de forma mais rápida.

Caso se esqueça de tomar uma dose, não tome uma dose a dobrar para compensar a falha. Continue o tratamento tomando a dose seguinte à hora habitual. Manter a regularidade das tomas é importante para a eficácia do tratamento e para evitar flutuações desnecessárias nos níveis do medicamento no organismo.

Usos terapêuticos de Aubagio

O que trata o Aubagio: principais utilizações e benefícios

O Aubagio (teriflunomida) é um medicamento oral concebido para atuar no curso clínico das formas recorrentes de esclerose múltipla (EMR) em adultos. A sua utilização terapêutica abrange várias condições relacionadas: síndrome clinicamente isolada, doença de surto-remissão e doença secundária progressiva ativa. O principal benefício deste tratamento é o seu papel em ajudar a reduzir a frequência dos surtos, que são episódios característicos de sintomas neurológicos novos ou que apresentam agravamento.


Facto Rápido: Alívio na Atividade da Doença e na Frequência de Surtos


Ao moderar a atividade da doença, o Aubagio pode também apoiar o retardamento da progressão da incapacidade física. Este pode ser um fator importante na manutenção das funções do dia a dia para pacientes que gerem uma condição crónica. Dados clínicos sugerem que esta terapia pode proporcionar uma abordagem de gestão a longo prazo, focando-se na redução dos sinais visíveis de atividade da doença observados em exames de imagem, tais como lesões cerebrais novas ou que aumentaram de tamanho. Isto apoia o objetivo global de controlo da doença a longo prazo, constituindo um elemento de suporte dentro de um plano de tratamento abrangente aprovado por um profissional de saúde. Para informações detalhadas sobre as utilizações aprovadas da teriflunomida, devem consultar-se as orientações oficiais de indicações das autoridades competentes.

Critérios de utilização e restrições

O Aubagio (teriflunomida) está formalmente aprovado para utilização em adultos e doentes pediátricos com idade igual ou superior a 10 anos diagnosticados com formas recorrentes de esclerose múltipla. As indicações regulamentares estabelecem contraindicações e limitações claras com base no estado de saúde do doente.

O medicamento está contraindicado e não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que estejam a amamentar. É igualmente contraindicado para doentes com insuficiência hepática grave ou com hipersensibilidade conhecida à teriflunomida ou à leflunomida.


Contraindicações e Restrições de Utilização

Estado População/Condição
Contraindicado Mulheres grávidas, mulheres a amamentar, insuficiência hepática grave, hipersensibilidade conhecida.
Não Recomendado Estados de imunodeficiência grave, insuficiência renal grave sob diálise, compromisso da função da medula óssea, hipoproteinemia grave.

Os documentos regulamentares indicam que a utilização não está estabelecida em crianças com menos de 10 anos de idade. O tratamento deve ser utilizado com precaução em doentes com mais de 65 anos de idade, devido aos dados limitados disponíveis. Além disso, os doentes devem realizar um rastreio para a tuberculose latente antes do início do tratamento, e a terapêutica não deve ser iniciada na presença de uma infeção grave não controlada.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações do Aubagio com outros medicamentos e produtos

As informações oficiais descrevem padrões de interação específicos para o Aubagio (teriflunomida) que envolvem enzimas metabólicas, transportadores de fármacos e agentes com perfis de toxicidade semelhantes.

Efeitos Farmacocinéticos e de Exposição

A teriflunomida está documentada como sendo um inibidor moderado da enzima CYP2C8 e um indutor fraco da CYP1A2, o que pode alterar as concentrações plasmáticas de medicamentos metabolizados por estas vias. O fármaco também inibe os transportadores de substâncias OATP1B1/B3 e BCRP, levando a um aumento da exposição aos seus substratos. Por conseguinte, a dose de rosuvastatina é limitada a 10 mg uma vez por dia quando administrada concomitantemente, e a exposição ao etinilestradiol e ao levonorgestrel (contracetivos orais) é aumentada. Em contrapartida, a exposição a fármacos metabolizados pela via CYP1A2, tais como a teofilina ou a cafeína, pode diminuir.

Restrições e Limitações Relacionadas com Interações

A administração conjunta com leflunomida é estritamente contraindicada. As informações de segurança indicam que a utilização concomitante com outros agentes potencialmente hepatotóxicos (incluindo o álcool) pode aumentar o risco de lesões hepáticas graves. Além disso, as vacinas vivas não são recomendadas durante o tratamento devido aos potenciais efeitos imunossupressores. Nos casos em que é necessária uma eliminação acelerada do fármaco do organismo, utilizam-se substâncias como a colestiramina ou o carvão ativado para reduzir rapidamente a concentração plasmática da teriflunomida. O medicamento é também contraindicado em doentes com insuficiência hepática grave.

Mecanismo de ação

Como Funciona o Aubagio: Mecanismos Direcionados

A teriflunomida funciona como um inibidor reversível que afeta a maquinaria metabólica de células imunitárias específicas. O efeito fisiológico resultante é a modulação da proliferação das células imunitárias, alcançada através de uma cadeia causal precisa a partir do alvo molecular.


Inibição da Enzima Mitocondrial Fundamental DHODH

Este domínio abrange a ação central do fármaco: a inibição reversível da enzima Di-hidroorotato Desidrogenase (DHODH). Este bloqueio molecular interrompe uma etapa crítica na via de síntese de pirimidinas de novo, que é essencial para a criação dos blocos de construção do ADN e ARN (nucleótidos) necessários para a replicação celular.


Bloqueio Seletivo da Proliferação de Linfócitos T e B

A escassez resultante de nucleótidos de pirimidina provoca uma paragem metabólica nas células que tentam dividir-se rapidamente. Este mecanismo visa e impede seletivamente a expansão clonal de linfócitos T e B ativados, que se caracterizam por elevadas exigências metabólicas.

Esta ação resulta na redução das populações de células imunitárias em proliferação, preservando a função das células que não estão em divisão (em repouso), as quais utilizam uma via de salvamento metabólico que não é afetada.


Modulação Gradual da Atividade Imunitária Sistémica

A consequência fisiológica deste efeito antiproliferativo é a modulação da dimensão global da população de células imunitárias. Uma vez que o mecanismo limita o crescimento de novas células imunitárias, o efeito sistémico é dependente do tempo, surgindo à medida que o grupo de células ativadas existentes diminui naturalmente, levando a uma alteração na composição das células imunitárias.

Informações sobre dosagem e administração

Como o Aubagio é Utilizado: Orientações Oficiais de Administração

O Aubagio (teriflunomida) é uma terapia oral administrada uma vez por dia. O medicamento é tomado na forma de um comprimido revestido por película de ingrediente único e destina-se a uma utilização contínua e a longo prazo, conforme detalhado nas informações de prescrição regulamentares.


Dosagem e Administração Padrão

Componente da Utilização Instrução Oficial (Base Regulamentar)
Via de Administração Oral
Dosagens Disponíveis Comprimidos revestidos por película de 7 mg e 14 mg
Esquema Posológico para Adultos 7 mg ou 14 mg uma vez por dia.
Padrão de Frequência Uma vez por dia.
Contexto da Administração Pode ser tomado com ou sem alimentos. O comprimido deve ser engolido inteiro com água.
Protocolo de Esquecimento Se uma toma for esquecida, deve ignorar essa dose e tomar a dose seguinte agendada. A dose não deve ser duplicada.

Utilização em Populações Específicas

As regras de dosagem para populações específicas são definidas pelas entidades reguladoras.

Grupo Populacional Regra de Dosagem Oficial
Pediátrico (10+ anos) Baseado no peso: doentes com peso igual ou inferior a 40 kg recebem 7 mg uma vez por dia; doentes com peso superior a 40 kg recebem 14 mg uma vez por dia.
Insuficiência Hepática/Renal Não é necessário ajuste de dose para insuficiência hepática ligeira a moderada ou para insuficiência renal que não dependa de diálise.

Este protocolo de medicação estabelece uma abordagem terapêutica padronizada, flexível e de longo prazo, garantindo uma exposição diária consistente dentro dos parâmetros definidos pelos organismos reguladores oficiais.

Evidência clínica recente

Evidência Científica / Visão Geral dos Estudos sobre o Aubagio

Evidência nas Formas Recorrentes de Esclerose Múltipla (EMR)

A base de evidência para a teriflunomida assenta em grandes ensaios clínicos internacionais de Fase 3, aleatorizados e controlados (RCTs), que envolveram adultos com formas recorrentes de esclerose múltipla (EM) e doentes com um primeiro episódio clínico (Síndrome Clínica Isolada - SCI). Estes estudos foram tipicamente de dupla ocultação e controlados por placebo, com uma duração de cerca de dois anos.

Os investigadores focaram-se na medição da taxa anual de surtos e no tempo até à acumulação confirmada de incapacidade, utilizando a Escala Expandida do Estado de Incapacidade (EDSS). Os estudos monitorizaram a atividade da doença através de exames de ressonância magnética (RM). Os resultados descrevem padrões que indicam que os grupos que receberam o fármaco ativo tiveram taxas mais baixas de atividade de surtos clínicos e padrões relacionados com um menor número de lesões novas ou aumentadas, quando comparados com os grupos placebo. Nos estudos de SCI, foram comparadas as medições do tempo até à conversão para EM clinicamente definida entre as populações estudadas.

Acompanhamento a Longo Prazo, Populações Especiais e Lacunas na Investigação

Estão disponíveis dados de longo prazo provenientes de estudos de extensão de rótulo aberto, que observaram coortes durante sete a nove anos. Estas observações descrevem padrões relacionados com a atividade de surtos monitorizada e alterações nas pontuações de incapacidade ao longo destes intervalos prolongados. No entanto, não existem dados contínuos de estudos de dupla ocultação e controlados por placebo para estas durações longas, o que representa uma lacuna na investigação.

Foi realizado um ensaio de Fase 3 dedicado a doentes pediátricos (com idades entre os 10 e os 17 anos). Embora tenham sido observados alguns desfechos secundários relacionados com exames de imagem, o desfecho primário do estudo (tempo até ao primeiro surto clínico confirmado) foi inconclusivo. Para outros subgrupos específicos de doentes, tais como aqueles que mudaram de múltiplas terapias anteriores, os dados disponíveis permanecem insuficientes para conclusões de elevada certeza. A investigação destaca o que é conhecido, mas os resultados aplicam-se apenas às populações estudadas e fornecem contexto, não previsões individuais.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Aubagio (FAQ)

P: O Aubagio é seguro para pessoas com problemas renais pré-existentes?

R: As informações oficiais do produto indicam que, normalmente, não é necessário ajuste de dose para pessoas com compromisso renal que não dependam de diálise. No entanto, é geralmente aconselhada a monitorização de sinais de hipercaliemia (níveis elevados de potássio) ou insuficiência renal aguda, uma vez que este medicamento pode afetar o sistema renal.


P: O que acontece se eu me esquecer de tomar uma dose de Aubagio?

R: As informações oficiais indicam que, se uma dose for esquecida, esta deve ser saltada, devendo o doente retomar o esquema posológico normal no dia seguinte. É importante que a dose nunca seja duplicada para compensar a que foi esquecida.


P: Existe uma versão genérica do Aubagio disponível?

R: Sim, a substância ativa, teriflunomida, está disponível em versões genéricas aprovadas pelas autoridades regulamentares. Estas estão disponíveis nas mesmas dosagens de 7 mg e 14 mg que o medicamento de marca.


P: Existem interações conhecidas entre o Aubagio e suplementos como a Vitamina D?

R: Embora as informações oficiais não nomeiem especificamente a Vitamina D, descrevem interações medicamentosas com substâncias que afetam enzimas metabólicas específicas (como o CYP) e transportadores. Os doentes devem discutir todos os suplementos com um profissional de saúde, uma vez que as potenciais interações com as vias metabólicas estão descritas na informação do medicamento.


P: O Aubagio tem alguma ligação conhecida a alterações de peso?

R: A perda de peso foi comunicada como um efeito secundário nalguns dados de ensaios clínicos. No entanto, não está classificada como uma das reações adversas mais comuns listadas na documentação regulamentar principal.


P: Quais são os sinais de uma reação alérgica grave ao Aubagio?

R: Foram comunicadas reações alérgicas graves, incluindo anafilaxia e angioedema (inchaço grave), com este medicamento. Os sinais podem incluir inchaço do rosto, lábios, língua ou garganta, urticária, bolhas na pele ou dificuldade em respirar. Procure assistência médica imediata se estes sintomas se desenvolverem.


P: A toma de Aubagio pode causar um aumento de infeções?

R: Sim. Como o Aubagio atua como um agente imunomodulador, pode por vezes causar uma redução na contagem de glóbulos brancos (neutropenia), o que é listado como um efeito frequente. Esta redução está associada a um risco acrescido de infeções. O tratamento não deve ser iniciado se estiver presente uma infeção ativa.


P: O Aubagio é seguro para adultos mais velhos com Esclerose Múltipla?

R: As informações oficiais referem que a utilização em doentes com mais de 65 anos de idade deve ser abordada com precaução. Isto deve-se ao facto de existirem dados clínicos limitados para este grupo etário específico e de o perfil total de segurança e eficácia não ter sido estabelecido para este grupo.


P: Com que frequência as pessoas apresentam elevação das enzimas hepáticas enquanto tomam Aubagio?

R: Os ensaios clínicos comunicaram que a ALT sérica, uma medida das enzimas hepáticas, estava elevada em aproximadamente 13% a 15% dos doentes a tomar Aubagio, comparativamente a 9% dos que tomaram placebo. Uma fração menor, cerca de 6% dos doentes, apresentou elevações superiores a três vezes o limite superior do normal.


P: As dores de cabeça são um efeito secundário comum do Aubagio?

R: Sim, os resumos oficiais dos ensaios clínicos listam a cefaleia como um efeito secundário Frequente. Isto significa que foi frequentemente comunicada nos ensaios clínicos.


P: Que tipo de impacto tem o Aubagio no sistema imunitário?

R: O Aubagio é um agente imunomodulador que funciona como um imunossupressor seletivo. A sua ação consiste em reduzir a proliferação e o número de linfócitos T e B ativados através da inibição de uma enzima chave, a di-hidroorotato desidrogenase (DHODH). Este direcionamento seletivo ajuda a modular a resposta imunitária global.


P: É típico a pressão arterial aumentar após iniciar o Aubagio?

R: A pressão arterial elevada (Hipertensão) está listada como um efeito secundário Frequente. As orientações oficiais recomendam que a pressão arterial seja medida e monitorizada no início do tratamento e ao longo de todo o curso da terapia.


P: O Aubagio tem uma estratégia de avaliação e mitigação de riscos (REMS)?

R: Sim. Devido ao potencial de riscos graves de segurança, tais como danos hepáticos e danos fetais, o Aubagio tem distribuição restrita ao abrigo de um programa de Estratégia de Avaliação e Mitigação de Riscos (REMS) nos EUA. Isto limita a sua dispensa a prescritores e farmácias registados.


P: O Aubagio é utilizado para a EM progressiva primária?

R: Não. O Aubagio está oficialmente aprovado para o tratamento de formas recorrentes de esclerose múltipla em adultos e em certos doentes pediátricos. Isto inclui a síndrome clínica isolada, a EM surto-remitente e a EM secundária progressiva ativa, mas não a EM progressiva primária.

Como Aubagio deve ser armazenado e descartado?

Como conservar e eliminar o Aubagio?

Os requisitos de conservação e eliminação para os comprimidos de Aubagio (teriflunomida) estão estritamente definidos pelas diretrizes regulamentares para manter a integridade do produto e garantir a segurança.

Requisitos Oficiais de Conservação

Condição Requisito
Temperatura Conservar a temperatura ambiente controlada, entre 20 C e 25 C (68 F a 77 F).
Ambiente Deve ser protegido do calor excessivo, humidade e luz direta. Não congelar.
Embalagem Manter o medicamento na embalagem original e garantir que o recipiente está bem fechado.
Segurança Manter o produto fora da vista e do alcance das crianças.

Instruções Oficiais de Eliminação

O Aubagio não utilizado ou fora do prazo de validade não deve ser eliminado no lixo doméstico, nem despejado na sanita ou no esgoto, conforme exigido pelas diretrizes de proteção ambiental. Os doentes devem consultar um profissional de saúde ou farmacêutico para determinar o método local adequado para a eliminação do medicamento.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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