Atossa

Links rápidos para seções importantes

Atossa

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Atossa

O que é o Atossa e qual a sua Classe Farmacológica?

O Atossa é o nome comercial de um medicamento cujo princípio ativo é o ondansetrom, uma substância utilizada principalmente para prevenir e tratar sintomas de náuseas e vómitos. Devido a esta função, está inserido na categoria terapêutica dos agentes antieméticos. Especificamente, o ondansetrom pertence a uma classe farmacológica especializada designada como antagonistas seletivos dos recetores 5-HT3 de serotonina. Esta classe de fármacos é clinicamente reconhecida pela sua capacidade de bloquear a ação de certas substâncias químicas que ativam o centro do vómito no cérebro e no trato gastrointestinal. Sendo um agente de primeira geração nesta classe, o ondansetrom estabeleceu um elevado padrão de referência na terapia antiemética direcionada.

Composição, Origem e Formas Disponíveis

A base deste medicamento é o composto orgânico sintético ondansetrom, sendo habitualmente formulado sob a forma de sal como cloridrato de ondansetrom. O princípio ativo é um produto de agente único. Para dar resposta a diversas necessidades clínicas, o produto é preparado em múltiplas formas farmacêuticas para diferentes vias de administração, incluindo o comprimido convencional, o comprimido de desintegração oral (ODT) e soluções para entrega oral e parentérica, através de injeção intravenosa (IV) ou intramuscular (IM). Esta variedade garante que o medicamento possa ser administrado mesmo em cenários onde a ingestão por via oral é difícil, como sucede frequentemente no período pós-operatório.

Objetivo Geral: Interrupção do Sinal Emético

O objetivo geral do Atossa é proporcionar um alívio focado, salvaguardando o organismo contra as respostas físicas adversas de náuseas e vómitos, assegurando a estabilidade fisiológica quando o corpo é sujeito a estímulos eméticos. Isto é alcançado através do seu princípio de mecanismo, que consiste em interromper a cadeia de comunicação do reflexo emético do corpo. Ao bloquear seletivamente os recetores 5-HT3 encontrados nas terminações nervosas aferentes do nervo vago e na zona reflexa quimiorrecetora central, o ondansetrom inibe eficazmente o sinal neurológico que, de outra forma, iniciaria o ato físico de vomitar. Esta ação direcionada é sustentada por estudos farmacológicos que confirmam a sua eficácia no controlo dos sinais eméticos.

Quais efeitos secundários são possíveis com Atossa?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

O (Z)-endoxifeno (Atossa) é um fármaco em investigação e, presentemente, não possui uma rotulagem de segurança final aprovada. O seu perfil de segurança é definido pelos dados de ensaios clínicos e pelas orientações fornecidas pelas autoridades reguladoras.

Elemento do Perfil de Segurança Descobertas de Base Regulamentar (Dados de Ensaios Clínicos)
Gravidade das Reações Adversas A maioria dos eventos adversos comunicados foi classificada como de Grau 1 (ligeiros) em termos de gravidade. Não foi identificada uma Dose Máxima Tolerada (DMT) em estudos que envolveram doses até 360 mg/dia.
Efeitos Secundários Comuns Os eventos adversos reportados com maior frequência em estudos clínicos foram associados a sintomas vasomotores (tais como afrontamentos) e fadiga.
Reações Adversas Graves Em estudos fulcrais de Fase 2, não foram registados eventos de Grau 4 ou Grau 5 (morte). Foram documentados eventos raros de Grau 3, contudo, os investigadores determinaram que estes não estavam relacionados com o fármaco em estudo.
Monitorização de Segurança Específica As autoridades reguladoras reviram e acordaram um protocolo de monitorização clínica que inclui eletrocardiogramas (ECG) seriados e a avaliação do intervalo QT para acompanhar de perto o efeito do fármaco na atividade elétrica do coração (segurança cardíaca).
Base Regulamentar Foram fornecidas orientações sobre o plano de desenvolvimento clínico, incluindo a concordância sobre a adequação dos dados de segurança não clínicos existentes para avançar para a fase seguinte de ensaios em humanos. Foi também enfatizada a otimização da dose em linha com iniciativas de desenvolvimento clínico atuais.

Esta estrutura de segurança preliminar, baseada em dados clínicos revistos por instâncias governamentais, indica que o medicamento tem sido, de um modo geral, bem tolerado nas doses estudadas. O foco regulatório oficial inclui a monitorização rigorosa de potenciais eventos de natureza cardíaca, uma consideração padrão para fármacos desta classe terapêutica.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

A sobredosagem de Atossa (ondansetrom) está oficialmente documentada como apresentando diversas manifestações clínicas, afetando essencialmente os sistemas cardiovascular e nervoso central. As ocorrências registadas de sobredosagem incluem distúrbios visuais transitórios, tais como "cegueira súbita" com duração de minutos a horas, obstipação grave (prisão de ventre), tonturas e efeitos cardiovasculares como hipotensão e desmaio (síncope).

Gravidade da Sobredosagem e Medidas Necessárias

Os resultados potenciais de uma sobredosagem são classificados como graves ou potencialmente fatais, devido ao risco de prolongamento do intervalo QT e ao consequente potencial documentado para uma arritmia ventricular grave, designada por Torsade de Pointes. A Síndrome Serotoninérgica também é reportada em casos de sobredosagem, constituindo um risco particular quando o medicamento é combinado com outros agentes serotoninérgicos.

As ações imediatas exigidas pelas informações oficiais consistem em procurar assistência médica imediata perante qualquer suspeita de sobredosagem. É necessária assistência urgente, como contactar os serviços de emergência, se o doente colapsar, sofrer uma convulsão ou não conseguir despertar. Devido ao elevado risco cardíaco, recomenda-se a monitorização por ECG para observação contínua em contexto de sobredosagem.

A gestão clínica limita-se a terapia sintomática e de suporte, uma vez que não existe um antídoto específico documentado para a sobredosagem de ondansetrom na informação oficial de prescrição. Em casos pediátricos, sobredosagens que excedam uma ingestão estimada de 5 mg/kg resultaram em sintomas que incluem sonolência, agitação e movimentos mioclónicos, exigindo por vezes a aplicação de medidas de suporte.

Usos terapêuticos de Atossa

Para que é indicado o Atossa: principais utilizações e benefícios

O ondansetrom, o princípio ativo do Atossa, é habitualmente utilizado em situações que envolvem sintomas relacionados com desequilíbrios sistémicos que podem conduzir ao vómito. De acordo com as informações clínicas de referência, a sua aplicação principal consiste em proporcionar um alívio sintomático de suporte a doentes submetidos a tratamentos médicos conhecidos por induzir sintomas de emese.


É frequentemente utilizado em diversas condições que apresentam episódios agudos de náuseas e vómitos, incluindo os que estão associados à quimioterapia para o cancro, à radioterapia e às náuseas e vómitos pós-operatórios (NVPO) após anestesia geral. Pode também integrar a gestão sintomática de vómitos recorrentes e graves em doentes pediátricos com gastroenterite, ou em situações como a hiperémese gravídica. Nestes contextos agudos, o medicamento desempenha um papel na gestão dos sintomas e na redução da carga sintomática global.

“Este medicamento de suporte pode ajudar os doentes a lidar de forma mais estável com episódios difíceis e apoia o bem-estar geral durante as fases sintomáticas.”

Facto Rápido: Suporte em situações de Emese e Náuseas O Atossa é considerado relevante em contextos clínicos que envolvem padrões de sintomas agudos e temporários, oferecendo um alívio sintomático que apoia o bem-estar geral durante fases de maior desconforto. É considerado pertinente para doentes de vários grupos etários, incluindo doentes pediátricos e doentes cirúrgicos.

Critérios de utilização e restrições

Perfil de Elegibilidade e Contraindicações Oficiais do (Z)-Endoxifeno

O (Z)-Endoxifeno (Atossa) é um fármaco em investigação; a sua rotulagem regulamentar final ainda não está aprovada. Os critérios de elegibilidade abaixo baseiam-se estritamente nas regras de exclusão e inclusão autoritárias documentadas em protocolos de ensaios clínicos mantidos por instâncias governamentais.

Estado de Elegibilidade Restrição de População (Utilização em Investigação)
Utilização Proibida (Contraindicado) Antecedentes de trombose venosa profunda (TVP) ou embolia pulmonar (EP). Reação alérgica conhecida ao fármaco ou aos seus componentes. Distúrbios de coagulação hereditários conhecidos (ex: resistência à proteína C ativada).
Utilização Excluída/Restrita Gravidez ou lactação (aleitamento). Mulheres com potencial reprodutivo devem utilizar métodos de contraceção não hormonal altamente eficazes.
Disfunção orgânica grave, incluindo anomalias das enzimas hepáticas de alto grau (AST/ALT ge 2,5 imes LSM) e condições cardíacas sintomáticas não controladas (ex: prolongamento do intervalo QTc > 470 msec em alguns protocolos).
Comprometimento renal grave (depuração da creatinina < 60 mL/min em alguns protocolos) ou doença renal terminal com necessidade de diálise.

Elegibilidade Relacionada com a Idade: A utilização está geralmente restrita a adultos com idade igual ou superior a 18 anos. A utilização em populações pediátricas não está estabelecida.

Declarações Oficiais de Elegibilidade: A estrutura formal de elegibilidade exige que os doentes adultos tenham diagnósticos confirmados específicos (ex: cancro da mama ER+/HER2-) e cumpram critérios mínimos de função orgânica predefinidos, excluindo rigorosamente indivíduos com antecedentes cardiovasculares ou tromboembólicos de alto risco. Esta estrutura define quem pode participar na investigação clínica.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com Outros Medicamentos e Produtos

O medicamento em investigação (Z)-endoxifeno é um modulador seletivo dos recetores de estrogénio potente que está a ser desenvolvido para utilização no cancro da mama com recetores hormonais positivos. As suas propriedades farmacêuticas únicas, que incluem o facto de não necessitar da enzima hepática CYP2D6 para a conversão na sua forma ativa, distinguem-no de outras terapias antiestrogénicas relacionadas. Esta distinção é significativa, dado que muitos medicamentos comuns, como certos antidepressivos, são conhecidos por inibir a CYP2D6, o que pode reduzir a eficácia dos tratamentos endócrinos de gerações anteriores.

Embora o (Z)-endoxifeno esteja atualmente a ser avaliado em estudos clínicos e ainda não possua uma rotulagem regulamentar final aprovada, os dados dos ensaios em curso demonstram o seu potencial para utilização em combinação com terapias padrão. O plano de desenvolvimento clínico inclui estudos que combinam o (Z)-endoxifeno com outros medicamentos oncológicos estabelecidos, tais como os inibidores de CDK4/6. Esta abordagem visa proporcionar um bloqueio endócrino abrangente através da combinação de mecanismos de ação.

Os doentes devem informar sempre a sua equipa de saúde sobre todos os medicamentos concomitantes, incluindo fármacos com receita médica, produtos de venda livre, vitaminas e suplementos alimentares à base de plantas. A monitorização rigorosa e a supervisão clínica são fundamentais quando este agente é utilizado em combinação com outros tratamentos para o cancro ou outras condições de saúde. Requisitos específicos de tempo ou de intervalo entre a toma de fármacos coadministrados são determinados pelo médico assistente.

Mecanismo de ação

Alvo Molecular e Interação do Atossa

O Atossa caracteriza-se por ser um inibidor de pequena molécula. O seu mecanismo de ação inicia-se na protease MALT1, que é o seu principal alvo biológico. O Atossa obtém a sua capacidade de inibição ao ligar-se de forma seletiva e não competitiva ao sítio alostérico da enzima. Este tipo de interação de elevada afinidade não compete com o substrato natural, mas, em vez disso, induz uma alteração física na enzima.

Cascata de Sinalização Intracelular

A cascata mecanística iniciada por esta ligação consiste na estabilização da protease MALT1 numa conformação inativa. Esta alteração conformacional impede diretamente que a enzima desempenhe a sua função proteolítica, modulando, por conseguinte, a atividade subjacente da protease MALT1. Como resultado da inibição da função enzimática da MALT1, o fármaco modula o perfil de expressão de várias proteínas efetoras e fatores de transcrição posicionados a jusante na via da MALT1.

Informações sobre dosagem e administração

Diretrizes Oficiais de Administração

As instruções de administração do Atossa são estritamente definidas por documentos regulamentares, estando a dose e o momento específicos vinculados ao evento médico que está a ser gerido. O medicamento está disponível para ingestão oral (comprimido, comprimido de desagregação oral — ODT, ou solução oral) ou para administração parentérica através de injeção intravenosa (IV) ou intramuscular (IM).

Regimes Posológicos Padrão

As recomendações de dosagem variam consoante a região; os seguintes regimes baseiam-se nas informações de prescrição oficiais:

Contexto de Utilização Dosagem Adulta (Oral) Dosagem Adulta (IV/IM)
Quimioterapia Altamente Emetogénica Dose única de 24 mg, 30 minutos antes do tratamento 0,15 mg/kg em 3 doses (máximo de 16 mg por dose)
Quimioterapia Moderadamente Emetogénica 8 mg 30 minutos antes, seguida de 8 mg 8 horas depois; posteriormente 8 mg, duas vezes ao dia Dose única de 8 mg
Profilaxia Pós-Operatória Dose única de 16 mg, 1 hora antes da anestesia Dose única de 4 mg na indução da anestesia

Frequência, Duração e Preparação

As doses orais podem ser tomadas com ou sem alimentos. Para a profilaxia de náuseas e vómitos induzidos por quimioterapia ou radioterapia, o tratamento é continuado por um curto período, tipicamente de 1 a 2 dias ou até 5 dias após a conclusão do procedimento. No caso das formas ODT, o comprimido deve ser colocado sobre a língua para se dissolver e não deve ser mastigado nem engolido inteiro; devem utilizar-se mãos secas para o retirar da embalagem. A administração intravenosa para náuseas e vómitos induzidos por quimioterapia requer frequentemente que a injeção seja diluída e infundida durante 15 minutos ou mais.

Instruções para Populações Específicas

Ajustes específicos aplicam-se apenas quando detalhados explicitamente na documentação oficial:

  • Insuficiência Hepática Grave: A dose diária total (oral ou IV) não deve exceder os 8 mg.
  • Insuficiência Renal: Não é necessário ajuste posológico.

As instruções oficiais definem o método de entrega preciso, a dose em miligramas e o intervalo de tempo necessários para a utilização correta, em conformidade com as normas regulamentares.

Evidência clínica recente

(Z)-Endoxifeno: Panorama do Desenvolvimento Clínico

O (Z)-endoxifeno é um fármaco em investigação desenvolvido como um novo Modulador Seletivo do Recetor de Estrogénio (SERM). Trata-se de um metabolito ativo altamente potente do tamoxifeno. O desenvolvimento clínico foca-se principalmente no tratamento e prevenção do cancro da mama com recetores de estrogénio positivos (ER+) em diversos contextos da doença.


Eficácia e Descobertas de Estudos

A investigação tem explorado o (Z)-endoxifeno em vários ensaios clínicos, incluindo:

No contexto do Cancro da Mama Metastático, em ensaios de Fase 1 e 2 envolvendo doentes com doença avançada ER-positiva, incluindo alguns que tinham progredido sob tratamento com tamoxifeno, o (Z)-endoxifeno foi avaliado quanto à atividade antitumoral. Um estudo inicial em doentes de primeira linha, virgens de tratamento com inibidores de CDK4/6, reportou uma maior sobrevivência livre de progressão (PFS) em comparação com o tamoxifeno.

No Contexto Neoadjuvante (Pré-Cirúrgico), o ensaio de Fase 2 EVANGELINE está a examinar o (Z)-endoxifeno como tratamento para mulheres na pré-menopausa com diagnóstico recente de cancro da mama ER+/HER2- antes da cirurgia. Um objetivo central do estudo é avaliar a supressão do Ki-67, um biomarcador de proliferação celular no tecido tumoral, após quatro semanas de tratamento.

Relativamente à Redução de Risco (Densidade Mamária), o ensaio KARISMA investigou uma dose baixa de (Z)-endoxifeno em mulheres na pré-menopausa com elevada densidade mamária mamográfica (MBD), um fator de risco conhecido para o cancro da mama. O estudo reportou uma redução estatisticamente significativa da MBD em comparação com o grupo placebo.


Perfil de Segurança

Estudos clínicos que envolveram cerca de 800 participantes sugeriram um perfil de segurança favorável para a formulação oral proprietária do (Z)-endoxifeno. Os efeitos secundários comunicados com maior frequência nos estudos iniciais foram ligeiros, incluindo afrontamentos, insónia e fadiga. Até à data, não foi identificada uma dose máxima tolerada nos ensaios clínicos realizados.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Atossa (FAQ)

P: Quanto tempo demora uma pessoa a notar algum efeito após iniciar o Atossa? R: De acordo com estudos farmacocinéticos oficiais, as concentrações máximas do fármaco no sangue são geralmente medidas aproximadamente duas a quatro horas após a administração da primeira dose oral. Esta medição farmacocinética descreve o momento em que o fármaco está mais concentrado no organismo.


P: Existem estudos de investigação de longo prazo publicados sobre o Atossa? R: Os ensaios clínicos para este fármaco em investigação foram concebidos para avaliar os seus efeitos durante períodos de meses, especialmente no contexto pré-cirúrgico (neoadjuvante). Embora estes ensaios tenham fornecido dados sobre o tratamento em investigação, a literatura oficial ainda não publicou os resultados completos de estudos que abranjam vários anos.


P: É comum sentir cansaço ao tomar Atossa? R: Estudos e informações oficiais indicam que a fadiga é um dos eventos adversos comunicados com maior frequência associados a este fármaco em investigação. Isto indica que a fadiga é reportada entre os eventos adversos mais frequentes nos participantes de estudos clínicos.


P: Qual é a duração da ação do Atossa? R: Os dados farmacológicos oficiais descrevem a atividade do fármaco no organismo utilizando a semivida de eliminação, que é o tempo que demora para que metade do fármaco seja removido. Estudos indicam que a semivida de eliminação média do fármaco reportada em estudos varia entre 49 a 68 horas.


P: O Atossa é o mesmo tipo de medicamento que [nome de fármaco semelhante]? R: O fármaco em investigação, (Z)-endoxifeno, é classificado como um Modulador/Degradador Seletivo do Recetor de Estrogénio (SERM/D). Isto coloca-o na mesma categoria alargada de outras terapias antiestrogénicas estudadas para condições com recetores hormonais positivos.


P: Porque é que algumas pessoas se referem ao Atossa como um fármaco em investigação? R: É oficialmente designado como um fármaco em investigação porque está atualmente a ser submetido a ensaios clínicos formais e ainda não recebeu aprovação final de organismos reguladores para venda comercial ou utilização generalizada. Ainda está a ser estudado para confirmar os seus efeitos.


P: Existe uma versão genérica do Atossa disponível? R: Uma vez que o medicamento ainda está em processo de investigação clínica e ainda não foi aprovado pelas principais agências reguladoras, não está disponível uma versão genérica oficial.


P: Os adultos mais velhos podem tipicamente utilizar o Atossa? R: Os ensaios clínicos incluíram uma vasta gama de adultos, abrangendo tanto adultos mais jovens como mais velhos (até aos 74 anos). Os participantes devem cumprir os critérios de saúde e elegibilidade específicos definidos nos protocolos do estudo, independentemente da idade.


P: Durante quanto tempo é que o Atossa é tipicamente prescrito? R: Para a sua utilização em investigação no cancro da mama em fase inicial, a duração do tratamento nos ensaios clínicos tem variado, envolvendo frequentemente um período de tratamento contínuo de várias semanas antes de um evento específico, como a cirurgia.


P: O Atossa é seguro para mães que amamentam, de acordo com os avisos reguladores? R: As orientações reguladoras e os protocolos de ensaios clínicos geralmente excluem mulheres que estão a amamentar de participar em estudos que envolvam o fármaco em investigação. A exclusão é um protocolo padrão no desenvolvimento clínico para fármacos em investigação nesta população.


P: O Atossa é um medicamento biológico? R: O fármaco é tecnicamente classificado como um composto de pequena molécula. Isto significa que é um composto químico sintético criado através de síntese laboratorial, distinguindo-o de um medicamento biológico, que é derivado de organismos vivos.


P: Qual é a diferença entre o nome comercial e o nome químico do Atossa? R: O nome Atossa Therapeutics refere-se à empresa que desenvolve o fármaco em investigação. O ingrediente farmacêutico ativo que está a ser investigado é conhecido pelo seu nome químico, (Z)-endoxifeno.


P: Existem grupos específicos que não podem utilizar o Atossa, além das grávidas? R: Os protocolos oficiais de ensaios indicam que indivíduos com antecedentes de coágulos sanguíneos graves, tais como trombose venosa profunda (TVP) ou embolia pulmonar (EP), ou certos distúrbios de coagulação conhecidos, são geralmente excluídos dos estudos deste fármaco em investigação.


P: Que investigação está atualmente a decorrer em relação ao Atossa? R: A investigação está a explorar ativamente a utilização do fármaco em vários contextos oncológicos, incluindo o cancro da mama metastático e pré-cirúrgico. Adicionalmente, o fármaco está a ser investigado para potencial aplicação em condições fora da oncologia, como a Distrofia Muscular de Duchenne (DMD).


P: Sabe-se se o Atossa causa dores de cabeça ou enxaquecas? R: Documentos reguladores e registos de ensaios clínicos indicam que a cefaleia (dor de cabeça) é um evento adverso que é monitorizado durante alguns estudos clínicos que envolvem o fármaco.


P: Como é que o Atossa é eliminado do organismo? R: Estudos farmacocinéticos descrevem a eliminação do fármaco do organismo como um processo linear que segue um modelo de dois compartimentos. A depuração total aparente (a taxa à qual é removido) é estimada em aproximadamente 4,89 L/h.


P: É possível tornar-se resistente aos efeitos do Atossa com o tempo? R: A investigação que envolve este fármaco em investigação foca-se especificamente na sua atividade em tumores que já demonstraram resistência a outras terapias endócrinas. No entanto, não existe uma declaração oficial disponível sobre o desenvolvimento de resistência a este fármaco em particular ao longo do tempo de utilização.


P: Existem estudos que comparem a utilização do Atossa em diferentes grupos étnicos? R: No processo de desenvolvimento do modelo farmacocinético populacional oficial do fármaco, a raça foi identificada e incluída como uma variável significativa. Isto sugere que o impacto da etnia na forma como o fármaco é processado pelo organismo foi estudado.


P: Qual é a situação das patentes do Atossa? R: A empresa que está a desenvolver o fármaco detém múltiplas patentes internacionais e nos EUA concedidas que cobrem vários aspetos do fármaco, incluindo métodos de fabrico, formas cristalinas específicas e certas formulações.


P: Pessoas com problemas cardíacos pré-existentes podem tipicamente utilizar o Atossa? R: Os protocolos de ensaios clínicos geralmente não incluem indivíduos com condições cardíacas instáveis ou sintomáticas pré-existentes, tais como arritmias não controladas, insuficiência cardíaca congestiva sintomática ou angina de peito instável. Estes critérios ajudam a definir a população para a qual o fármaco está a ser estudado.

Como Atossa deve ser armazenado e descartado?

Instruções Oficiais de Conservação e Eliminação (Produto em Investigação)

Dado que o Atossa é um fármaco atualmente em fase de investigação e ainda não obteve aprovação total, não existem documentos regulamentares finais publicados sobre a sua conservação e eliminação. A informação apresentada abaixo reflete os requisitos obrigatórios que serão incluídos na rotulagem oficial aprovada aquando da sua comercialização.

Âmbito da Conservação e Eliminação Requisito Oficial de Rotulagem
Temperatura de Conservação O rótulo especificará um intervalo de temperatura preciso (por exemplo, temperatura ambiente controlada) para garantir a estabilidade do produto.
Manuseamento e Proteção Será obrigatória a proteção contra fatores ambientais, tais como a humidade, a luz ou a congelação.
Segurança Infantil Manter fora do alcance e da vista das crianças, conforme explicitamente exigido pelas agências reguladoras.
Eliminação A eliminação de medicamentos fora de prazo ou não utilizados deve seguir as normas regulamentares, exigindo normalmente a entrega num sistema de recolha autorizado ou através de um método de recolha especializado.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Atossa encontrado em:

ÍNDICE A-Z: