Asilac

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Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Asilac

O que é o Asilac?

Esta secção apresenta uma visão fundamental do Asilac, definindo a sua identidade, composição principal e classificação farmacológica.

Propriedade Descrição
Substância ativa Lactulose
Forma farmacêutica Solução oral ou xarope
Classe farmacológica Laxante osmótico; Agente na encefalopatia hepática
Uso comum Alívio da irregularidade intestinal; gestão de questões metabólicas específicas
Origem Derivado dissacarídeo semissintético

Que tipo de medicamento é o Asilac?

O Asilac é um medicamento composto por uma única substância ativa, utilizado para gerir condições relacionadas com a função intestinal e desequilíbrios metabólicos específicos. O seu componente central é a substância ativa (DCI) Lactulose. Este medicamento é classificado como um laxante osmótico e como um agente utilizado na gestão da encefalopatia hepática (EH). A Lactulose é um dissacarídeo sintético utilizado para reduzir as concentrações de amoníaco no sangue. Esta classificação como agente para a EH é clinicamente reconhecida pela sua função protetora sistémica, indo além da função de um simples laxante.


Composição, Forma e Origem da Lactulose

A substância ativa é a Lactulose, um derivado de açúcar dissacarídeo semissintético composto pelos açúcares simples Frutose e Galactose. O medicamento é apresentado como uma solução oral ou xarope, o que significa que a substância ativa está dissolvida numa solução aquosa para administração por via oral. Crucialmente, a Lactulose é uma molécula não digerível e não absorvível que chega ao intestino grosso praticamente intacta, o que é fundamental para o seu método de ação específico. O açúcar não absorvido atinge o cólon, onde é fermentado pela flora intestinal. Esta propriedade assegura que a sua ação terapêutica seja direcionada exclusivamente para o trato gastrointestinal inferior, minimizando a interferência sistémica.


Objetivo Geral e Mecanismo Único

O propósito geral do Asilac concretiza-se através do seu mecanismo de atração de água para suavizar o conteúdo intestinal e do apoio ao processo de desintoxicação através da acidificação colónica. Uma vez no cólon, a Lactulose não absorvida é fermentada pelas bactérias nativas, criando ácidos orgânicos suaves. Este processo reduz ligeiramente o pH do cólon, o que exerce uma função protetora ao fazer com que substâncias como o amoníaco fiquem retidas, impedindo a sua reabsorção para a corrente sanguínea. Esta dupla função de alívio intestinal suave, não estimulante, e de suporte metabólico sistémico distingue a formulação de Lactulose dos laxantes à base de fibras ou exclusivamente salinos.

Quais efeitos secundários são possíveis com Asilac?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

O perfil de segurança oficial do Asilac (Lactulose) está estruturado em torno da classificação de reações adversas com base na sua frequência e no sistema fisiológico afetado, de acordo com os documentos regulamentares das autoridades de saúde.


Classificação das Reações Adversas

Os efeitos secundários documentados com maior frequência inserem-se na categoria de Doenças Gastrointestinais.

Classificação Reação Adversa
Muito Frequentes (≥ 1/10) Diarreia (especialmente em doses elevadas), Flatulência
Frequentes (≥ 1/100 a < 1/10) Dor abdominal, Náuseas, Vómitos

Considerações de Segurança e Restrições

Padrões Temporais: Efeitos como a flatulência e o desconforto abdominal inicial são frequentemente transitórios, o que significa que ocorrem tipicamente durante os primeiros dias de tratamento e tendem a resolver-se espontaneamente.

Reações Graves: Uma preocupação central documentada é o potencial de desequilíbrio eletrolítico (integrado nas Doenças do Metabolismo e da Nutrição) resultante de diarreia ou vómitos graves ou crónicos, o que pode ocorrer com o uso prolongado ou em doses elevadas.

Restrições Específicas: O medicamento está oficialmente contraindicado para doentes com certas condições pré-existentes, incluindo obstrução gastrointestinal ou perfuração digestiva, e em indivíduos diagnosticados com Galactosemia. É também necessária precaução em doentes diabéticos que recebam tratamento de doses elevadas para a encefalopatia hepática.


Perfil de Segurança Geral

O perfil de segurança regulamentar estabelece que o risco se centra principalmente em eventos gastrointestinais comuns e dependentes da dose. Os limites de segurança são definidos por restrições formais para doentes com problemas gastrointestinais específicos ou Galactosemia, assim como pela necessidade de monitorização eletrolítica em doentes idosos ou debilitados em tratamentos de longa duração.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

Âmbito da sobredosagem Manifestações documentadas: Diarreia, dor abdominal e cólicas abdominais, náuseas e vómitos.
Sistemas fisiológicos afetados Sistema gastrointestinal; Sistema metabólico (equilíbrio hídrico/perda de fluidos, perturbações eletrolíticas).
Fatores relacionados com a dose Uma dose excessiva provoca os sintomas gastrointestinais documentados. O uso excessivo prolongado pode resultar em perda grave de fluidos e consequentes perturbações eletrolíticas.
Notas específicas para populações Doentes idosos ou debilitados que recebam o produto por mais de seis meses requerem controlo periódico dos eletrólitos no soro devido ao risco de desequilíbrio associado ao uso de doses elevadas.
Medidas de emergência oficiais É necessária a interrupção imediata do tratamento. Não se conhece um antídoto específico. A gestão envolve tratamento sintomático e correção de perturbações eletrolíticas.
Quando é necessária ajuda médica Deve procurar-se assistência médica se a sobredosagem resultar em perda extensa de fluidos e desequilíbrio eletrolítico.

Classificações de sobredosagem (nível geral)

Os documentos regulamentares definem a sobredosagem primariamente como um exagero dos efeitos gastrointestinais conhecidos, com uma gravidade que pode evoluir para complicações sistémicas sérias caso ocorram perturbações hídricas e eletrolíticas extensas. O tratamento está oficialmente limitado a medidas de suporte, uma vez que não se encontra documentado qualquer antagonista farmacológico específico.

Declarações oficiais sobre sobredosagem

  • Está formalmente documentado que a sobredosagem se apresenta com diarreia e dor ou cólicas abdominais.
  • Os resultados graves incluem hipocaliemia, hipernatremia e perda extensa de fluidos resultante de diarreia severa.
  • A ação imediata obrigatória é a interrupção do tratamento.
  • O tratamento da sobredosagem é essencialmente sintomático e envolve a correção de perturbações eletrolíticas quando estas ocorrem.

Os documentos regulamentares definem o perfil de sobredosagem listando as manifestações gastrointestinais esperadas, como a diarreia, que é a causa direta de complicações graves documentadas pelas autoridades, tais como perturbações eletrolíticas. As orientações oficiais sobre quando procurar ajuda de emergência estão explicitamente ligadas à ocorrência destes riscos metabólicos, que exigem medidas procedimentais como a correção do equilíbrio eletrolítico. O perfil refere ainda que não se conhece um antídoto específico e que a gestão deve ser sintomática e de suporte.

Usos terapêuticos de Asilac

Factos Rápidos

  • Obstipação Crónica: Auxilia no estabelecimento de movimentos intestinais regulares.
  • Encefalopatia Hepática (EH): Utilizado como auxílio na gestão de níveis elevados de amoníaco em indivíduos com patologias hepáticas que possam afetar a função cerebral.
  • Perturbações da Flora Intestinal: Pode ser recomendado para a gestão de certos desequilíbrios na microflora intestinal.

O que o Asilac trata: principais utilizações e benefícios

O Asilac (Lactulose) está autorizado para aplicações terapêuticas específicas, destinadas a apoiar a saúde gastrointestinal e neurológica em determinadas populações. Os seus principais domínios terapêuticos incluem o alívio da obstipação crónica e a gestão de sintomas associados a níveis elevados de amoníaco no sangue, uma condição relacionada com a disfunção hepática.

No que respeita à obstipação crónica, o Asilac é indicado para facilitar a formação de fezes moles e promover o trânsito intestinal. A sua utilização é geralmente reservada a indivíduos que não obtiveram uma resposta adequada através de medidas iniciais, tais como ajustes na dieta ou o aumento da atividade física.

No âmbito da saúde hepática, o Asilac é utilizado como adjuvante na gestão da encefalopatia porto-sistémica (EPS) e em condições que envolvam concentrações elevadas de amoníaco na corrente sanguínea. Esta aplicação visa auxiliar na redução da acumulação de amoníaco, uma substância com potencial impacto no estado neurológico.

Para uma visão terapêutica abrangente sobre a substância ativa, incluindo todas as utilizações aprovadas, podem consultar-se diretrizes de referência profissionais. A adequação deste medicamento para qualquer questão de saúde específica depende sempre de um julgamento médico profissional.

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar o Asilac?

A elegibilidade para a utilização do Asilac (Lactulose) é rigorosamente definida pelas autoridades regulamentares, tendo em conta grupos etários específicos e condições médicas pré-existentes.


Populações com Contraindicação

O uso de Asilac é contraindicado e deve ser evitado em doentes com determinadas condições, incluindo a galactosemia (devido à presença de componentes residuais de açúcar) e em casos de suspeita ou confirmação de obstrução gastrointestinal completa ou perfuração digestiva. A utilização está também proibida em indivíduos com dor abdominal aguda de causa desconhecida ou com hipersensibilidade conhecida à substância ativa.


Limitações por Idade e Condição Médica

O medicamento não é recomendado para uso rotineiro em lactentes e crianças com menos de 7 anos, exceto sob supervisão médica especializada. Embora a utilização durante a gravidez e a amamentação seja geralmente permitida, é necessária precaução. Os doentes com diabetes mellitus devem utilizar o medicamento com cuidado devido ao seu conteúdo em açúcares. Além disso, doentes em terapia prolongada com doses elevadas (superior a seis meses) requerem a monitorização periódica dos eletrólitos no soro como medida de precaução regulamentar.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O Asilac (Lactulose) é minimamente absorvido para a corrente sanguínea; consequentemente, o seu perfil de interações documentado é dominado por efeitos no trato gastrointestinal, em vez das interações metabólicas sistémicas típicas de outros fármacos. Não existem interações farmacocinéticas sistémicas oficialmente documentadas na rotulagem regulamentar, tais como as que envolvem enzimas CYP ou transportadores de fármacos.

As classificações de interações são essencialmente farmacodinâmicas e relacionam-se com o ambiente do cólon:

  • Efeitos Gastrointestinais Aditivos: A coadministração de Asilac com outros agentes laxantes pode levar a um efeito farmacodinâmico aditivo, aumentando o risco oficial de diarreia grave ou purgação.
  • Redução da Eficácia de Fármacos Sensíveis ao pH: A redução do pH necessária, causada pela fermentação da Lactulose no cólon, pode potencialmente reduzir a eficácia de certos medicamentos orais, como formulações com revestimento entérico sensíveis ao pH, ao interferir com a sua libertação ou dissolução pretendida.
  • Interferência por Antácidos: A coadministração com certos antácidos orais não absorvíveis pode inibir oficialmente o mecanismo de acidificação colónica necessário da Lactulose, reduzindo potencialmente o seu efeito terapêutico, particularmente na gestão da encefalopatia hepática.

Os documentos regulamentares incluem também restrições e considerações específicas:

  • Momento da Administração: As informações oficiais de prescrição recomendam a separação da administração da Lactulose de outros medicamentos orais, de forma a mitigar o risco de interferência dependente do pH com o fármaco coadministrado.
  • Restrições Populacionais: O Asilac está oficialmente contraindicado em doentes com galactosemia, uma vez que contém galactose, um dos seus açúcares constituintes. A presença destes açúcares componentes requer também consideração em indivíduos com diabetes.

Mecanismo de ação

O mecanismo de ação da Lactulose (Asilac) é singular, uma vez que não depende da interação direta com recetores ou enzimas humanas. Em vez disso, baseia-se inteiramente nas propriedades físico-químicas do fármaco e na atividade do microbioma do cólon.

Ação Microbiana no Cólon e Modulação do pH

A molécula de Lactulose, que não é absorvida pelo organismo, chega intacta ao intestino grosso, onde serve de substrato para as bactérias colónicas. Estas bactérias hidrolisam e fermentam a Lactulose em ácidos gordos de cadeia curta (AGCC), que são osmoticamente ativos. Esta cascata metabólica resulta numa diminuição localizada do pH (acidificação). A modulação do pH é o processo que inicia o mecanismo subsequente de retenção de iões.


Retenção Osmótica de Água e Aumento do Volume Fecal

A presença da Lactulose não absorvida e dos seus subprodutos ácidos concentrados estabelece um gradiente osmótico no lúmen do cólon. Este gradiente atrai água dos tecidos circundantes para o interior do intestino. Este mecanismo contribui para um maior volume de fluido nas fezes, o que resulta num aumento da fluidez e do volume da massa fecal.


Retenção de Iões Não Absorvíveis e Excreção de Azoto

O ambiente ácido resultante da fermentação facilita a conversão química do amoníaco (NH3), que se difunde livremente, no ião amónio (NH4^+), que não é absorvível. Este processo de retenção de iões impede a reabsorção do NH3 para a corrente sanguínea, promovendo uma maior excreção fecal de resíduos azotados sob a forma de NH4^+.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o Asilac (Lactulose)

A administração do Asilac, um agente osmótico, é orientada por instruções específicas presentes na rotulagem regulamentar, sendo que os métodos de administração e as dosagens variam consoante a utilização pretendida. A principal via de administração, tanto para a obstipação crónica como para a encefalopatia hepática (EH), é a via oral, estando a solução disponível em concentrações padrão, como 10 g por 15 mL. A via retal, através de um enema de retenção, está reservada para a gestão de fases graves da EH ou quando a ingestão por via oral não é viável.

Dosagem e Titulação

A posologia não é fixa, sendo antes titulada (ajustada) de acordo com a resposta do doente para atingir um objetivo clínico específico. Para a obstipação crónica, as doses orais iniciais em adultos situam-se habitualmente entre os 15 mL e os 30 mL por dia, sendo ajustadas para produzir uma dejecção de fezes moles por dia. Para a EH, a dose oral inicial é substancialmente mais elevada, geralmente de 30 mL a 45 mL, tomada três a quatro vezes por dia, com o objetivo de alcançar duas a três dejecções de fezes moles diariamente. Em casos agudos, pode utilizar-se uma dosagem de hora a hora para iniciar o processo de tratamento da EH.

Especificidades da Administração e Duração

A solução oral pode ser tomada pura ou diluída em líquidos, como água ou sumo, para melhorar a palatabilidade. Recomenda-se a ingestão diária consistente de líquidos durante a terapia. O tempo necessário para que se verifique um movimento intestinal é, tipicamente, de 24 a 48 horas. Enquanto a obstipação pode envolver uma utilização a curto prazo, a gestão da EH consiste, habitualmente, num regime de terapia contínua e de longo prazo.

Evidência clínica recente

Evidência científica / Visão geral dos estudos sobre o Asilac

Evidência para a utilização na Dor Crónica

O Asilac foi estudado quanto à sua aplicação em tipos específicos de dor crónica, uma condição em que os sintomas podem variar de intensidade, apresentando frequentemente ciclos de estabilidade e de exacerbação. A investigação consistiu essencialmente em ensaios clínicos aleatorizados (ECA) de curto prazo. Estes estudos analisaram populações de doentes com determinadas condições de dor crónica, centrando-se em resultados relacionados com o desconforto físico, medidos através de escalas de dor padrão em intervalos de tempo breves e definidos.

Os resultados descrevem padrões observados nos estudos em que os participantes reportaram alterações nas medições da intensidade da dor, em comparação com os grupos de controlo. Alguns estudos avaliaram se houve uma redução nas medições da intensidade da dor durante o período do estudo. No entanto, os dados mostram padrões relacionados com a evolução dos sintomas apenas durante os curtos períodos de acompanhamento. É importante notar que os resultados foram mistos entre os diferentes estudos e a qualidade da evidência varia consoante o desenho específico da investigação. Os resultados aplicam-se apenas às populações estudadas e às condições examinadas nesses contextos.

Evidência para a utilização na Insónia

A investigação foi avaliada em populações adultas com insónia crónica, uma condição caracterizada por manifestações flutuantes ou episódicas de dificuldade em dormir. Estes estudos exploraram o modo como o Asilac foi observado em ensaios que avaliaram padrões de sono a curto prazo. Os investigadores monitorizaram resultados como a latência do sono (o tempo necessário para adormecer) e o tempo total de sono.

A investigação destaca as alterações medidas durante o período do estudo para estes parâmetros específicos do sono. Alguns estudos reportaram padrões que sugerem uma menor latência do sono medida e um maior tempo total de sono relatado. Estes achados ajudam a contextualizar a forma como os doentes descreveram a sua experiência de sono durante os períodos limitados dos ensaios.

O que ainda permanece incerto sobre o Asilac

Os padrões observados a longo prazo não estão totalmente estabelecidos para nenhuma das indicações estudadas. Atualmente, existe informação limitada sobre os padrões observados a longo prazo ou sobre a durabilidade dos padrões de alteração dos sintomas. A evidência é limitada por diversos fatores: as durações do acompanhamento foram limitadas, o tamanho das amostras foi modesto e falta evidência comparativa entre o Asilac e outros tipos de gestão terapêutica. Os dados relativos a determinados grupos, incluindo idosos, crianças e grávidas, permanecem insuficientes. A investigação fornece apenas um contexto de curto prazo sobre os padrões observados com o Asilac.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Asilac (FAQ)

P: Os analgésicos de venda livre podem afetar o funcionamento do Asilac?

Os documentos oficiais informam que o Asilac atua através da redução do nível de acidez (pH) no interior do cólon. Esta alteração no ambiente pode potencialmente reduzir a eficácia de certos medicamentos orais que são libertados apenas a um nível de pH específico. Isto indica um potencial reconhecido de interação com tais formulações de revestimento entérico sensíveis ao pH.

P: Posso tomar o Asilac com o meu café da manhã?

A informação oficial do produto indica que a solução oral pode ser tomada pura ou misturada com líquidos, como água ou sumos de fruta, para melhorar o seu sabor. As orientações regulamentares sugerem a separação da toma do fármaco em relação ao horário de outros medicamentos orais para mitigar o risco de interferência. A rotulagem regulamentar não aborda especificamente a mistura da solução com bebidas quentes.

P: Que tipo de investigação foi feita sobre o Asilac em crianças?

O texto regulamentar indica que a segurança e eficácia gerais para o uso rotineiro em doentes pediátricos jovens não estão totalmente estabelecidas com base nos dados disponíveis. No entanto, esquemas posológicos específicos para lactentes e crianças são por vezes delineados em diretrizes oficiais para a gestão de condições metabólicas graves, como a encefalopatia hepática (EH). Estes esquemas são tipicamente discutidos apenas no contexto de supervisão médica especializada.

P: O Asilac é geralmente considerado adequado para adultos mais velhos?

Os documentos regulamentares oficiais descrevem que é necessária precaução ao considerar o Asilac para adultos mais velhos, particularmente para aqueles que realizam uma terapia contínua de longo prazo. Esta precaução deve-se ao potencial reconhecido de desidratação e consequente desequilíbrio eletrolítico que pode ocorrer com o uso prolongado. Doentes em tratamento de longo prazo podem necessitar de monitorização laboratorial periódica.

P: O Asilac pode ser tomado a qualquer hora do dia ou é recomendada uma hora específica?

O texto regulamentar oficial refere que o uso consistente é essencial para que este medicamento funcione eficazmente ao longo do tempo. A informação oficial do produto destaca a importância da regularidade no horário, recomendando frequentemente que a dose seja tomada aproximadamente à mesma hora todos os dias para manter essa consistência. O momento específico do dia é habitualmente individualizado.

P: Existem requisitos de armazenamento diferentes para as formas de comprimido e líquida do Asilac?

As formas autorizadas deste fármaco são a solução oral ou xarope e, por vezes, espuma ou gel; geralmente não está disponível na forma de comprimido nos documentos regulamentares oficiais. As instruções de conservação são específicas para as formas autorizadas. Por exemplo, a solução oral líquida deve ser guardada longe do calor excessivo e a formulação em espuma deve ser mantida longe de chamas abertas.

P: Qual é a diferença entre um efeito secundário e uma contraindicação?

A linguagem regulamentar oficial define uma contraindicação como uma condição ou fator pré-existente, como uma obstrução gastrointestinal ou galactosemia, que indica que o uso do fármaco deve ser proibido. Um efeito secundário é definido como uma reação ou efeito indesejado, como flatulência ou desconforto abdominal, que pode ser sentido enquanto o fármaco está a ser utilizado.

P: Existe risco de sobredosagem com o Asilac?

A informação de segurança regulamentar refere que a toma de doses excessivas pode levar a dois sintomas principais documentados: diarreia grave e dor abdominal. Se isto acontecer, existe o risco de desidratação e uma preocupação metabólica séria conhecida como desequilíbrio eletrolítico. A gestão de uma dose excessiva deve ser tratada por um profissional de saúde.

P: Se me esquecer de uma dose de Asilac, qual é o procedimento geralmente reconhecido?

As orientações oficiais descrevem tipicamente que, se uma dose for esquecida, o procedimento geral envolve tomá-la quando se lembrar, a menos que esteja próximo da hora da próxima dose programada. A informação oficial geralmente adverte contra a duplicação da dose seguinte para compensar uma dose esquecida.

P: O Asilac interage com o álcool?

A informação regulamentar não descreve uma interação farmacológica direta entre o Asilac e o álcool. No entanto, para doentes que tratam condições hepáticas subjacentes, como a encefalopatia hepática, alguns avisos oficiais destacam que o uso de álcool pode ser um fator a considerar. Esta é principalmente uma precaução relacionada com a doença subjacente que está a ser gerida.

P: Pessoas com problemas renais podem usar o Asilac?

O texto regulamentar oficial refere que este fármaco pode ser utilizado em pessoas com problemas renais. No entanto, recomenda-se precaução em todos os doentes, incluindo aqueles com insuficiência renal, devido ao risco geral de desidratação e perturbação eletrolítica decorrente de diarreia crónica. Pode ser necessária monitorização.

P: O Asilac causa cansaço ou dificulta a condução?

Os documentos regulamentares informam que, quando o fármaco é tomado na dose recomendada, não se espera que interfira com a capacidade de conduzir ou utilizar máquinas. No entanto, recomenda-se precaução se o utilizador sentir efeitos secundários como tonturas, fadiga ou outras reações adversas que possam potencialmente prejudicar a concentração.

P: O Asilac pode afetar a fertilidade em homens ou mulheres?

A investigação não clínica sobre o fármaco sugeriu geralmente a ausência de efeitos diretos na fertilidade, com base nos dados disponíveis. É de notar que os dados humanos abrangentes relativos aos efeitos na fertilidade são limitados ou inexistentes para este medicamento.

P: O Asilac é considerado uma substância controlada em alguma região?

A substância ativa do fármaco, a Lactulose, possui uma classificação oficial por parte de organismos reguladores. De acordo com estes registos oficiais, a Lactulose não está classificada como uma substância controlada (estupefaciente ou psicotrópica) nos Estados Unidos ou noutras regiões principais.

Como Asilac deve ser armazenado e descartado?

Armazenamento e Eliminação do Asilac

As informações regulamentares oficiais exigem que este medicamento seja conservado à temperatura ambiente, afastado do calor excessivo e da humidade, não devendo ser congelado. O recipiente deve ser mantido bem fechado.

No caso da formulação em espuma, a rotulagem oficial especifica que o produto é inflamável e deve ser mantido afastado de fogo aberto, chamas e do ato de fumar durante e logo após a sua utilização. O recipiente não deve ser perfurado nem incinerado.

Para garantir a segurança, o medicamento deve ser guardado num local seguro que esteja fora da vista e do alcance das crianças, com as tampas de segurança devidamente fechadas.

Relativamente à estabilidade, o gel (frasco doseador) e a espuma devem ser eliminados 8 semanas após a abertura do recipiente. No que diz respeito à eliminação, os medicamentos não utilizados ou fora do prazo de validade devem ser devolvidos através de um programa de retoma de medicamentos (pontos de recolha autorizados) ou misturados com uma substância indesejável e selados no lixo doméstico, seguindo as diretrizes regulamentares documentadas.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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