Artificial Tears

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Artificial Tears

Método de ação: Ophthalmologicals

Opção de tratamento:

Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Artificial Tears

O que são Lágrimas Artificiais? Uma Identidade Fundamental

Propriedade Descrição
Princípio Ativo Derivados de celulose (ex. Carboximetilcelulose), Polióis (ex. Glicerina) ou Hialuronato
Forma Solução Oftalmológica, Gel Oftalmológico, Pomada Oftalmológica
Classe Farmacológica Lubrificantes e Irrigantes Oftalmológicos (Demulcentes Oftalmológicos)
Uso Comum Alívio de sintomas associados à secura e irritação ocular
Origem Sintética ou semissintética, utilizada como um substituto lacrimal exógeno

O que são Lágrimas Artificiais e como são Classificadas?

Lágrimas Artificiais é o termo genérico para uma classe de preparações oftalmológicas tópicas, não medicamentosas, utilizadas como um substituto lacrimal exógeno para restaurar e manter a humidade da superfície do olho. São oficialmente classificadas como Lubrificantes e Irrigantes Oftalmológicos, ou Demulcentes Oftalmológicos. Estes produtos são de venda livre (OTC) e representam a gestão sintomática de primeira linha para condições que causam irritação ocular, tais como a exposição a fatores ambientais ou o uso prolongado de ecrãs, um uso clinicamente reconhecido por organismos médicos.

Esta categoria de produtos é fundamentalmente concebida para suplementar o filme lacrimal natural do olho, atuando através do amortecimento da superfície e da redução da fricção causada pelo pestanejo. Funcionam de forma passiva para fornecer uma camada protetora e hidratante à córnea e à conjuntiva, apoiando a integridade das membranas mucosas sensíveis.


Composição e Tipos: Componentes Aquosos, Lipídicos e Poliméricos

O núcleo funcional das Lágrimas Artificiais é definido pelos seus Princípios Ativos: vários polímeros demulcentes, polióis e agentes complexantes. Os princípios ativos comuns incluem derivados de celulose, tais como a Carboximetilcelulose e a Hipromelose, ou polióis como a Glicerina e o Propilenoglicol, bem como polímeros naturais como o Hialuronato de Sódio.

Estes ingredientes são formulados em diferentes Formas Farmacêuticas, mais vulgarmente como uma Solução Oftalmológica de baixa viscosidade (gotas), um Gel Oftalmológico de maior viscosidade ou uma Pomada Oftalmológica lubrificante. As formulações são complexas: a maioria são soluções de base aquosa, mas variações modernas podem ser emulsões de base lipídica que substituem especificamente a camada lipídica do filme lacrimal, proporcionando uma melhor estabilização da superfície.


Ação Física: Como os Lubrificantes Oculares Proporcionam Conforto

A ação física dos Lubrificantes Oculares proporciona conforto ao aumentar a estabilidade e a duração da camada de humidade na superfície do olho. Isto é conseguido através da utilização de agentes de aumento de viscosidade que aumentam a espessura da solução, prolongando assim o tempo de residência do filme lacrimal antes que o fluido seja drenado naturalmente.

Este mecanismo aborda diretamente o propósito geral: a redução da fricção e a prevenção da desidratação epitelial. A investigação tem demonstrado consistentemente a eficácia destas substâncias na estabilização do filme lacrimal pré-corneano através de uma melhor adesão à superfície ocular. Isto significa simplesmente que os ingredientes ajudam o fluido a aderir melhor ao olho, oferecendo uma proteção mais duradoura e mitigando eficazmente o ardor e o desconforto associados a lágrimas naturais inadequadas ou que evaporam rapidamente.

Quais efeitos secundários são possíveis com Artificial Tears?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

O perfil de segurança regulamentar oficial para lubrificantes oftalmológicos, como as Lágrimas Artificiais, foca-se principalmente em reações adversas locais, devido à absorção sistémica negligenciável do produto. As ocorrências limitam-se quase exclusivamente à classe de órgãos e sistemas das "Afeções Oculares", com as classificações de segurança a descreverem geralmente efeitos ligeiros e temporários.


Reações Adversas Oficialmente Documentadas

Classificação Exemplos de Reações Adversas (conforme rotulagem regulamentar)
Frequentes / Pouco Frequentes Visão turva transitória, ardor ou picada ocular, irritação ocular, sensação de corpo estranho.
Raras Reações de hipersensibilidade graves (reações alérgicas), incluindo reações aos excipientes do produto.

Principais Limitações e Considerações de Segurança

A limitação de segurança mais crítica documentada na rotulagem regulamentar é a contraindicação para utilização em indivíduos com hipersensibilidade conhecida à substância ativa ou a qualquer um dos ingredientes inativos, tais como os conservantes.

  • Efeitos Relacionados com o Tempo: As reações adversas, como a sensação de picada e a visão turva, são tipicamente classificadas como transitórias, o que significa que se espera que ocorram imediatamente após a instilação, resolvendo-se em pouco tempo.
  • Segurança da População: Devido à natureza não sistémica do produto, não estão geralmente documentadas preocupações de segurança específicas ou ajustes de dose para populações com insuficiência renal ou hepática. De igual modo, o risco durante a gravidez e a lactação é considerado baixo, baseando-se na ausência de exposição sistémica.

O quadro regulamentar aborda ainda o risco de infeções oculares graves e perda de visão associadas a produtos não estéreis contaminados, o que representa uma preocupação de qualidade rara, mas grave, documentada em alertas de saúde pública.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

O perfil regulamentar dos lubrificantes oftalmológicos, como as Lágrimas Artificiais, indica que não é esperada uma sobredosagem sistémica decorrente da utilização tópica, dada a ausência de absorção significativa para a corrente sanguínea. Este produto está classificado como tendo um baixo risco de toxicidade sistémica.

A aplicação excessiva no olho pode resultar em efeitos locais e transitórios. As manifestações oculares documentadas devido ao excesso de aplicação incluem visão turva temporária, ardor ligeiro ou irritação no local da aplicação. Estes efeitos são geridos através da interrupção da utilização excessiva.

Ação Necessária em Caso de Sobredosagem Mandato Regulamentar
Ingestão Acidental Contacte imediatamente o Centro de Informação Antivenenos para avaliação.
Sintomas Graves Procure assistência médica imediata perante sintomas como dificuldade em respirar ou perda de consciência, embora estes não sejam previstos para estes ingredientes ativos.

A ingestão acidental do conteúdo do recipiente, particularmente por crianças, é o evento principal que desencadeia a obrigatoriedade de medidas de emergência. Nestes casos, a gestão recomendada consiste geralmente em tratamento sintomático e de suporte, uma vez que os documentos regulamentares declaram que não existe um antídoto específico conhecido para esta classe de demulcentes não farmacológicos.

Usos terapêuticos de Artificial Tears

As lágrimas artificiais são soluções oftalmológicas concebidas para complementar ou substituir a película lacrimal natural do olho. O seu objetivo principal é manter a superfície ocular devidamente lubrificada, protegendo-a contra danos ambientais e aliviando o desconforto associado à secura ocular.

Estas soluções são maioritariamente utilizadas para tratar os sintomas da síndrome do olho seco, uma condição que ocorre quando os olhos não produzem lágrimas suficientes ou quando a qualidade das lágrimas é deficiente, levando a uma evaporação rápida. Ao restaurar a humidade na superfície do olho, as lágrimas artificiais ajudam a aliviar sensações de irritação, ardor, comichão e a perceção de ter um corpo estranho ou "areia" nos olhos.

Para além do tratamento da secura crónica, as lágrimas artificiais são benéficas em situações de fadiga ocular, frequentemente causada pela utilização prolongada de ecrãs de computador ou exposição a ambientes com ar condicionado e aquecimento central. Também proporcionam alívio temporário contra agressores externos, como o vento, o sol ou o fumo, que podem comprometer a estabilidade da barreira protetora do olho.

Os benefícios do uso de lágrimas artificiais incluem a melhoria do conforto visual e a preservação da integridade da córnea. Ao manterem a superfície lisa e húmida, estas soluções facilitam o pestanejar e podem ajudar a clarificar a visão que se torna turva devido à secura, promovendo assim uma melhor saúde ocular geral no quotidiano.

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar Lágrimas Artificiais?

A elegibilidade para a utilização de Lágrimas Artificiais (Lubrificantes Oftalmológicos) é definida pela rotulagem regulamentar oficial, focando-se principalmente na hipersensibilidade e nas limitações do autotratamento. Esta classe de produtos é, de um modo geral, autorizada para utilização pela população adulta em condições de venda livre (Medicamentos Não Sujeitos a Receita Médica).


Âmbito de Elegibilidade

Categoria Estado Regulamentar
Populações autorizadas Adultos e população em geral para o alívio temporário da secura ocular.
Populações contraindicadas Doentes com hipersensibilidade ou alergia conhecida a qualquer componente da formulação.
Regras por idade A utilização é permitida em Idosos; a Utilização Pediátrica requer frequentemente a consulta de um profissional de saúde.
Gravidez e lactação As instruções regulamentares determinam que se deve consultar um profissional de saúde antes da utilização.
Restrições de elegibilidade Deve-se interromper a utilização e consultar um médico em caso de dor ocular, alterações na visão, vermelhidão persistente, ou se a condição piorar ou persistir por mais de 72 horas.

Classificações de Elegibilidade

A classificação de gravidade da elegibilidade é definida primordialmente como Contraindicada em situações de alergia conhecida e Restrita para utilizações condicionais baseadas nos avisos de interrupção de uso. Estas diretrizes baseiam-se nos sistemas de monografias oficiais para medicamentos de venda livre.

O perfil regulamentar determina que a única proibição absoluta é a hipersensibilidade aos componentes da fórmula. A elegibilidade cessa se os sintomas ultrapassarem o limite seguro do autocuidado, como o aparecimento de dor ocular ou a ausência de melhoria após 72 horas de utilização.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil regulamentar das Lágrimas Artificiais, classificadas como demulcentes oftalmológicos, é definido por um risco de interação sistémica baixo ou negligenciável. Devido à absorção sistémica mínima destes produtos, existe uma ausência documentada de interações com as principais vias metabólicas.

Estado Oficial das Interações Sistémicas

Tipo de Interação Estado Regulamentar (Documentado)
Combinações Contraindicadas Nenhuma documentada com medicamentos sistémicos, alimentos ou álcool.
Metabólica (ex: Enzimas CYP) Sem interações conhecidas ou efeitos nos principais sistemas enzimáticos.
Modificação da Exposição Nenhuma substância listada oficialmente como capaz de alterar os níveis plasmáticos (AUC/Cmax).

Requisitos de Coadministração Local

O único padrão de interação oficialmente especificado envolve a coadministração local com outras preparações oftalmológicas. Esta interação não é química, mas sim física, uma vez que a formulação lubrificante pode interferir no tempo de contacto e na absorção de colírios ou pomadas tópicas aplicados posteriormente.

Para gerir esta interação, os documentos regulamentares determinam um intervalo temporal entre a aplicação de diferentes produtos. Ao administrar múltiplos medicamentos oculares, as Lágrimas Artificiais são habitualmente aplicadas em último lugar, sendo estipulado um período de espera obrigatório de, pelo menos, cinco minutos entre a aplicação do lubrificante e qualquer outra solução ocular. Este condicionamento procedimental garante que cada produto oftalmológico consiga atingir o efeito local pretendido sem diluição ou lavagem prematura.

Mecanismo de ação

As lágrimas artificiais atuam principalmente sobre a película lacrimal pré-corneal e o epitélio da superfície ocular, através de interações físicas e químicas que não dependem da mediação de recetores. Os polímeros presentes nestas soluções, que funcionam como demulcentes (tais como a carboximetilcelulose, a hipromelose ou o ácido hialurónico), reforçam fisicamente a camada muco-aquosa da película lacrimal. Esta interação aumenta a viscosidade e a aderência da película à superfície epitelial da córnea e da conjuntiva, prolongando o seu tempo de permanência no olho.

Em determinadas formulações, os osmoprotetores (como a L-carnitina e o eritritol) são absorvidos pelas células epiteliais sob stress osmótico. Estas substâncias funcionam como osmólitos intracelulares, estabilizando o volume celular e prevenindo a ativação de vias intracelulares induzidas pelo stress. Polímeros específicos, como a carboximetilcelulose (CMC), podem ligar-se aos recetores de glucose epiteliais GLUT-1, o que aumenta ainda mais o tempo de retenção na superfície ocular.

As formulações que contêm lípidos fornecem emolientes (por exemplo, óleo mineral ou óleo de rícino), que se integram na camada lipídica superficial da película lacrimal. Esta modificação física da camada lipídica reduz a evaporação da fase aquosa, promovendo a estabilidade da lágrima. A consequência fisiológica final destes processos é a modulação do volume das células epiteliais e a redução do atrito na superfície ocular durante o pestanejar.

Informações sobre dosagem e administração

Como Utilizar Lágrimas Artificiais: Orientações Oficiais de Administração

As Lágrimas Artificiais, classificadas como demulcentes oftalmológicos, são administradas por via tópica ocular, conforme especificado na rotulagem regulamentar. O protocolo de utilização é definido por instruções de elevado rigor para garantir a integridade do produto e a aplicação correta na superfície do olho.

Dose e Frequência

O regime padrão para adultos baseia-se na instilação de 1 ou 2 gotas da solução no(s) olho(s) afetado(s). A frequência de utilização é categorizada como "conforme necessário" (PRN), permitindo uma aplicação flexível baseada na persistência dos sintomas. Para formas farmacêuticas específicas, como os insertos oftalmológicos, a rotulagem do fabricante pode especificar um regime fixo de uma aplicação diária.

Requisitos de Administração

As instruções oficiais estipulam diversas condições procedimentais essenciais para a utilização correta:

  • Manuseamento Asséptico: Para prevenir a contaminação, deve-se evitar o contacto da ponta do recipiente com o olho, a pálpebra ou qualquer outra superfície externa durante o processo de instilação.
  • Gestão de Lentes de Contacto: As soluções que contêm conservantes requerem geralmente a remoção das lentes de contacto antes da aplicação. É necessário aguardar um intervalo de, pelo menos, 15 minutos antes de voltar a colocar lentes de contacto moles após a utilização destes produtos.
  • Utilização Concomitante: Ao administrar outros produtos oculares tópicos, deve ser respeitado um intervalo mínimo de 5 minutos entre a aplicação dos dois produtos, de modo a evitar a lavagem ou diluição da dose anterior.
  • Uso Pediátrico: A administração em crianças com menos de 6 anos de idade deve ser determinada apenas após consulta com um profissional de saúde.

Este protocolo estabelece o método padronizado e em conformidade com as normas para a autoadministração de lubrificantes oculares.

Evidência clínica recente

Lágrimas Artificiais: Evidência Clínica Recente

As lágrimas artificiais são preparações oftalmológicas de venda livre utilizadas primordialmente para tratar os sintomas da doença do olho seco (DOS). O seu propósito é suplementar o filme lacrimal natural, proporcionando lubrificação, hidratação e proteção mecânica à superfície ocular.


Visão Geral dos Ingredientes e Eficácia

A evidência clínica apoia consistentemente o papel das lágrimas artificiais na gestão da DOS ligeira a moderada. A investigação foca-se na comparação da eficácia e do tempo de retenção de várias formulações, especificamente no tipo de agente de viscosidade utilizado.

Estudos demonstram que as lágrimas artificiais que contêm polímeros de elevado peso molecular podem oferecer tempos de retenção mais longos na superfície ocular, conduzindo potencialmente a um alívio sustentado dos sintomas. Os agentes de elevada retenção comuns incluem o ácido hialurónico (AH), a carboximetilcelulose (CMC) e o hidroxipropil-guar (HP-Guar). Estes agentes são concebidos para estabilizar o filme lacrimal e reduzir a fricção ao pestanejar.

O Ácido Hialurónico (AH) é frequentemente estudado pelas suas propriedades viscoelásticas e capacidade de reter água; as formulações com AH estão frequentemente associadas a melhorias no conforto relatadas pelos doentes e a uma redução de sintomas como a sensação de areia e o ardor. Relativamente à Carboximetilcelulose (CMC), a investigação demonstra que as suas formulações, devido às propriedades mucoadesivas, podem aumentar a estabilidade do filme lacrimal e o tempo de humidificação da córnea.


Resumo dos Achados Clínicos

Categoria de Ingrediente Efeito Observado em Estudos Mecanismo Principal
Polímeros (ex: AH, HP-Guar) Redução sustentada dos sintomas de secura Aumento da viscosidade e da estabilidade do filme lacrimal
Eletrólitos (ex: Potássio, Sódio) Melhoria da saúde da superfície ocular Restauração da osmolaridade do filme lacrimal

No geral, embora as lágrimas artificiais não curem a DOS, são um tratamento de primeira linha confirmado por dados clínicos como eficaz na prestação de alívio sintomático e na melhoria da qualidade de vida de indivíduos com olho seco ligeiro a moderado.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre Lágrimas Artificiais (FAQ)


P: Qual é a principal diferença entre as Lágrimas Artificiais e outros colírios para a vermelhidão?

As lágrimas artificiais são classificadas como demulcentes oculares não medicamentosos. O seu propósito é proporcionar hidratação, lubrificação e proteção temporária à superfície ocular. Em contraste, os colírios comercializados especificamente para reduzir a vermelhidão contêm geralmente uma classe de fármacos designada por vasoconstritores (agonistas alfa), que atuam através da contração temporária dos vasos sanguíneos para reduzir a aparência vermelha do olho.


P: É possível ficar dependente da utilização de Lágrimas Artificiais?

A dependência excessiva de lubrificantes oculares pode, potencialmente, ocultar sintomas de problemas oculares subjacentes. As normas regulamentares especificam que se deve interromper a utilização e consultar um profissional de saúde se os sintomas de secura ou irritação persistirem ou piorarem após 72 horas, o que ajuda a avaliar a necessidade de continuidade do uso.


P: Existe investigação que apoie a utilização de Lágrimas Artificiais a longo prazo?

As lágrimas artificiais são indicadas para o alívio temporário dos sintomas de olho seco. Se o olho seco crónico exigir uma utilização diária a longo prazo, as orientações regulamentares sugerem a consulta de um profissional de saúde. Um profissional pode avaliar os sintomas crónicos e determinar se a gestão a longo prazo é apropriada.


P: Posso utilizar Lágrimas Artificiais se tiver sido submetido a uma cirurgia ocular no passado?

As orientações regulamentares oficiais sugerem frequentemente que indivíduos que tenham tido uma cirurgia ocular, trauma ou uma infeção ocular existente devem consultar um profissional de saúde antes de utilizarem colírios. Estas condições podem exigir uma gestão médica específica, e a orientação profissional é útil para assegurar os cuidados adequados.


P: É seguro utilizar Lágrimas Artificiais todos os dias durante um longo período?

Se os sintomas de olho seco forem crónicos e exigirem uma utilização diária contínua, os documentos regulamentares exigem a interrupção do produto e a consulta de um profissional de saúde caso a condição persista além das 72 horas. Isto deve-se ao facto de os produtos de venda livre se destinarem ao alívio temporário. Os produtos sem conservantes são habitualmente associados à gestão de utilizações frequentes e prolongadas.


P: Pessoas com glaucoma podem, geralmente, utilizar Lágrimas Artificiais de venda livre?

As orientações oficiais sugerem que indivíduos com condições oculares pré-existentes, como o glaucoma, devem consultar um profissional de saúde antes de utilizarem colírios de venda livre. Isto ajuda a garantir que o produto não interfere com tratamentos prescritos ou afeta potencialmente a condição subjacente.


P: É aceitável utilizar Lágrimas Artificiais antes e depois de nadar numa piscina com cloro?

As lágrimas artificiais estão geralmente indicadas para aliviar a irritação e a secura ocular resultantes da exposição a fatores ambientais, o que pode incluir químicos como o cloro. Embora não sejam um tratamento médico primário para a exposição química, podem ser utilizadas para proporcionar conforto e lubrificação temporários à superfície do olho.


P: Os ingredientes das Lágrimas Artificiais podem deixar as minhas pálpebras pegajosas?

Algumas formulações de lágrimas artificiais, particularmente as concebidas com maior viscosidade (como géis ou pomadas), podem listar a formação de crostas ou colagem das pestanas como um potencial efeito secundário. Este efeito é geralmente temporário e está relacionado com a espessura do produto específico utilizado.


P: Pessoas com olhos sensíveis podem utilizar Lágrimas Artificiais com conservantes?

Os avisos regulamentares indicam que os conservantes, como o Cloreto de Benzalcónio (BAK), podem potencialmente causar irritação na superfície ocular e podem estar contraindicados em indivíduos com sensibilidade conhecida a determinados ingredientes. Para quem tem sensibilidade, as formulações sem conservantes são habitualmente utilizadas para gerir este risco.


P: As Lágrimas Artificiais contêm habitualmente cloreto de benzalcónio?

O cloreto de benzalcónio (BAK) é um dos conservantes mais comuns incluídos na formulação de frascos multidose de lágrimas artificiais. Serve para inibir o crescimento de bactérias e outros microrganismos na solução após a abertura do frasco.


P: Existem avisos sobre a utilização de Lágrimas Artificiais durante a condução?

A informação oficial do produto refere que as lágrimas artificiais podem causar visão turva transitória imediatamente após a aplicação. É geralmente indicado que os utilizadores devem esperar até que a visão esteja totalmente nítida antes de realizarem atividades que exijam acuidade visual, como conduzir ou operar máquinas.


P: Existem relatos sobre se as Lágrimas Artificiais afetam a pressão ocular?

Uma vez que os demulcentes oftalmológicos atuam localmente na superfície do olho e têm uma absorção sistémica mínima, os documentos regulamentares oficiais não listam habitualmente efeitos na pressão intraocular (PIO) como uma reação adversa conhecida.


P: Existem diferentes tipos ou formulações de Lágrimas Artificiais, como as que não têm conservantes?

Sim, as lágrimas artificiais estão disponíveis em várias formas farmacêuticas, incluindo soluções (gotas), géis e pomadas. Estão também disponíveis em dois formatos principais: frascos multidose, que geralmente contêm conservantes, e ampolas unidose, que são isentas de conservantes.


P: Porque é que se recomenda a utilização de gotas sem conservantes para uso frequente?

Os avisos regulamentares indicam que o uso frequente ou crónico de gotas contendo conservantes, especialmente as que possuem Cloreto de Benzalcónio (BAK), pode estar associado a um aumento da irritação da superfície ocular ao longo do tempo. As gotas sem conservantes são habitualmente associadas à utilização por indivíduos que aplicam o produto muitas vezes ao dia ou por um período prolongado.


P: Com que rapidez devo esperar sentir alívio após aplicar as gotas?

Os lubrificantes oculares iniciam a sua ação protetora e hidratante imediatamente após a aplicação na superfície ocular. Este mecanismo foi concebido para proporcionar um alívio rápido e temporário de sintomas como ardor ou irritação, sendo os efeitos sentidos pouco depois da aplicação.


P: Posso partilhar o meu frasco de Lágrimas Artificiais com um familiar?

As instruções regulamentares determinam rigorosamente o manuseamento assético, o que exige evitar o contacto entre a ponta do recipiente e qualquer superfície. Esta prática destina-se a prevenir a contaminação da solução, e o facto de não partilhar o recipiente está em conformidade com as orientações regulamentares sobre manuseamento assético.


P: Qual é o papel do conservante nos frascos multidose de Lágrimas Artificiais?

Os conservantes são incluídos nos frascos multidose para prevenir o crescimento de microrganismos comuns que poderiam ser introduzidos quando o frasco é aberto e utilizado ao longo do tempo. Isto ajuda a proteger o utilizador de potenciais infeções oculares graves causadas por uma solução contaminada.


P: As Lágrimas Artificiais podem ser utilizadas para ajudar a remover pó ou detritos do olho?

A classe farmacológica destes produtos é oficialmente definida como Lubrificantes Oftalmológicos e de Irrigação ocular. Esta classificação indica que, além de proporcionarem hidratação e lubrificação, podem ser usados para lavar ou remover irritantes ligeiros, pó ou detritos estranhos da superfície do olho.


P: As Lágrimas Artificiais podem ser utilizadas por pessoas com antecedentes de infeções oculares recorrentes?

Devido ao risco raro de infeção grave associado a produtos não estéreis contaminados, e aos avisos obrigatórios de interrupção de uso perante qualquer sinal de infeção, sugere-se a consulta de um profissional de saúde. A consulta ajuda a avaliar os riscos potenciais associados ao produto no contexto de um histórico de saúde específico.

Como Artificial Tears deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar as Lágrimas Artificiais

As diretrizes regulamentares oficiais para lubrificantes oftalmológicos definem requisitos rigorosos de conservação e eliminação para manter a qualidade e a segurança do produto.

Área de Requisito Instruções Oficiais
Temperatura e Ambiente Conservar a temperatura ambiente controlada (20 °C a 25 °C). Não congelar e proteger o produto de calor excessivo.
Recipiente e Estabilidade Manter o recipiente bem fechado quando não estiver a ser utilizado. Evitar a contaminação da ponta do conta-gotas. Eliminar o produto após o prazo de validade e, geralmente, no prazo de 28 dias após a primeira abertura do frasco, ou imediatamente no caso de ampolas unidose.
Proteção e Eliminação Manter fora do alcance das crianças. Para eliminar produtos fora de validade ou não utilizados, misture-os com uma substância indesejável (por exemplo, terra) e coloque-os num recipiente selado para depositar no lixo doméstico, a menos que esteja disponível um programa de recolha de medicamentos. Não deite colírios na sanita ou canais de esgoto.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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