Artefan

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Artefan

Forma selecionada

Método de ação: Antiprotozoal

Opção de tratamento: Malaria

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Artefan

Propriedade Descrição
Substâncias Ativas Arteméter, Lumefantrina
Forma Farmacêutica Comprimido de Combinação de Dose Fixa (FDC)
Classe Farmacológica Antimalárico, Esquizonticida Hemático
Objetivo Geral Tratamento da infeção por malária
Origem Derivado sintético

O Artefan é um comprimido oral categorizado como um agente antimalárico de combinação de dose fixa (FDC), especificamente concebido como uma Terapia Combinada baseada na Artemisinina (ACT) moderna. Este produto contém as substâncias ativas Arteméter e Lumefantrina, constituindo um item essencial na lista de medicamentos essenciais da Organização Mundial da Saúde para as prioridades de saúde global.

Artefan: Definição e Classe Farmacológica

O medicamento pertence à classe farmacológica abrangente dos Antimaláricos, e a combinação específica de Arteméter/Lumefantrina é amplamente reconhecida sob várias denominações comerciais sinónimas, incluindo o Coartem. Esta combinação é clinicamente reconhecida pela sua eficácia no tratamento de infeções agudas e não complicadas causadas pelo patógeno parasitário Plasmodium falciparum, particularmente em regiões onde a resistência aos fármacos é um desafio estabelecido. A estrutura de composto duplo é consistentemente identificada como um produto de combinação crítico para superar a resistência, um estatuto apoiado por extensos estudos farmacológicos.

Composição e Princípio de Dupla Ação

A composição principal utiliza dois compostos sintéticos distintos: o Arteméter é um derivado sintético da artemisinina de depuração rápida, enquanto a Lumefantrina é um aminoálcool arílico sintético de ação prolongada. Este emparelhamento preciso tira partido de um efeito sinérgico crucial: o Arteméter garante a eliminação rápida de parasitas necessária para estabilizar o doente, e a Lumefantrina proporciona uma ação sustentada, permanecendo no organismo durante mais tempo para eliminar parasitas residuais. Esta abordagem dupla foi desenhada tanto para reduzir rapidamente o nível de infeção como para ajudar a prevenir o seu retorno. Esta forma em comprimido é frequentemente formulada tendo em conta a população pediátrica, tornando-a adequada para um grupo alargado de doentes.

Objetivo Geral do Arteméter/Lumefantrina

O objetivo geral abrangente da combinação Arteméter/Lumefantrina é fornecer uma estratégia de tratamento de primeira linha para ajudar os doentes a ultrapassar o estado infecioso agudo da malária. A ação combinada ajuda a eliminar a infeção e facilita a recuperação ao assegurar a interrupção completa do ciclo de vida do parasita dentro dos glóbulos vermelhos do doente, o que constitui a definição de sucesso clínico para esta classe de fármacos.

Quais efeitos secundários são possíveis com Artefan?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

O perfil de segurança do Artefan (Arteméter/Lumefantrina) detalha as reações adversas organizadas pela sua frequência e pelos sistemas do organismo afetados, conforme estabelecido em documentos oficiais de autoridades de saúde. As informações de segurança do fármaco são categorizadas para fundamentar a compreensão do seu perfil de risco.

Classificação das Reações Adversas

Os efeitos secundários são classificados com base na frequência observada em estudos clínicos:

As reações consideradas Muito Frequentes (ocorrem em pelo menos 1 em cada 10 doentes) incluem efeitos sistémicos e neurológicos comuns, tais como dor de cabeça, tonturas, vómitos, náuseas, dor abdominal e pirexia (febre).

As reações Frequentes (ocorrem entre 1 a 10 em cada 100 doentes) podem envolver insónia, tosse, diarreia, artralgia (dor nas articulações), mialgia (dores musculares), fadiga e prolongamento do intervalo QT detetado em eletrocardiograma (ECG).

As reações Pouco Frequentes ou Raras são documentadas com menor regularidade e incluem clonus, tremor, urticária e, em relatórios raros de pós-comercialização, reações graves de hipersensibilidade como anafilaxia ou reações cutâneas graves.

Restrições de Segurança Graves e Populações Especiais

O medicamento está formalmente associado ao potencial de prolongamento do intervalo QT e é contraindicado em indivíduos com historial conhecido de síndrome de QT congénito ou outras condições cardíacas que prolonguem o intervalo QTc, bem como em casos de perturbações no equilíbrio eletrolítico, como a hipocalemia. A utilização em doentes com insuficiência hepática ou renal grave requer precaução.

Além disso, a informação oficial indica que a segurança e a eficácia não foram estabelecidas para crianças com peso inferior a 5 kg ou com menos de 2 meses de idade. O documento contém ainda declarações específicas de segurança relativamente à utilização no primeiro trimestre de gravidez em contextos geográficos específicos.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

A documentação regulamentar oficial indica que não existe informação específica disponível que detalhe as manifestações clínicas de uma sobredosagem de Arteméter/Lumefantrina (Artefan) em doses que excedam o regime padrão. Consequentemente, o perfil de sobredosagem é definido pelas ações de emergência obrigatórias e pela gestão dos riscos conhecidos associados ao fármaco.

O principal risco oficialmente documentado após uma suspeita de sobredosagem é o potencial de prolongamento do intervalo QT, o qual pode conduzir a arritmias cardíacas graves. Devido à gravidade deste desfecho potencial, qualquer suspeita de sobredosagem exige a procura imediata de assistência médica de emergência ou o contacto com um Centro de Informação Antivenenos (CIAV) certificado.

Gestão de Emergência Obrigatória

A gestão da sobredosagem limita-se a medidas sintomáticas e de suporte, uma vez que não se conhece um antídoto específico para este medicamento. Os procedimentos de emergência oficialmente exigidos incluem a monitorização contínua por eletrocardiograma (ECG) para avaliar o ritmo cardíaco. Além disso, as perturbações eletrolíticas no sangue, particularmente os níveis de potássio, devem ser monitorizadas e corrigidas.

Recomenda-se precaução especial em doentes com insuficiência hepática ou renal grave. Nestes indivíduos, a monitorização do ECG e do potássio sérico é especificamente aconselhada após qualquer ocorrência de exposição elevada ao medicamento.

Usos terapêuticos de Artefan

O propósito terapêutico central do Artefan (Arteméter/Lumefantrina) reside na sua utilização como uma Terapia Combinada baseada na Artemisinina (ACT) para o controlo de infeções maláricas agudas. Este medicamento combinado é indicado para tratar tipos específicos de infeções por malária, sendo geralmente aplicado em contextos onde outros agentes antimaláricos podem não ser eficazes devido à resistência aos fármacos.

Tratamento da Malária Aguda e Não Complicada

O Artefan é habitualmente utilizado como uma opção terapêutica primária para a infeção aguda e não complicada causada pelo parasita Plasmodium falciparum. A sua aplicação foca-se na abordagem da carga parasitária na corrente sanguínea, apoiando o processo de eliminação do parasita e podendo ajudar a gerir o risco de agravamento da infeção. Este medicamento é relevante para lidar com condições caracterizadas por períodos de sintomas acentuados, que incluem febre, calafrios com tremores e fraqueza sistémica.

Alívio de Sintomas e Eliminação do Parasita

O medicamento é pertinente para a gestão de sintomas que provocam um esforço fisiológico notável, os quais acompanham frequentemente um ataque agudo de malária. Em geral, ajuda a atenuar a frequência e a gravidade de sintomas relacionados com a elevada atividade fisiológica, tais como febre, calafrios com tremores, dor de cabeça intensa e dores musculares generalizadas. Isto proporciona um alívio de suporte quando os sintomas interferem com as atividades rotineiras, contribuindo para uma experiência mais controlada. Além disso, o Artefan desempenha um papel no apoio tanto à depuração do parasita como à eliminação sustentada de parasitas residuais, sendo esta uma estratégia alinhada com a gestão de infeções em áreas de resistência farmacológica.


Factos Rápidos:

  • Utilizado em áreas onde a resistência aos fármacos é uma preocupação clínica.
  • Apoia o alívio de sintomas relacionados com o desequilíbrio sistémico (febre, calafrios, dores).
  • Contribui para gerir o risco de retorno da infeção (recrudescência).

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar o Artefan?

O Artefan (Arteméter/Lumefantrina) está oficialmente indicado para o tratamento da malária aguda e não complicada causada pelo parasita Plasmodium falciparum em doentes que cumpram critérios de elegibilidade específicos, conforme detalhado na documentação regulamentar.


Populações Elegíveis

No que respeita aos Adultos e Crianças, o medicamento está aprovado para utilização em doentes com peso igual ou superior a 5 kg. Relativamente à condição clínica, o seu uso está restrito a doentes com infeções maláricas classificadas como não complicadas, ou seja, que não apresentem sinais de gravidade clínica.

Contraindicações (Quem não deve utilizar o Artefan)

O medicamento é formalmente contraindicado em diversas populações devido ao potencial risco cardíaco ou reações de hipersensibilidade. Isto inclui doentes com hipersensibilidade conhecida ao arteméter, à lumefantrina ou a qualquer um dos componentes do fármaco.

No âmbito cardiovascular, a contraindicação estende-se a doentes com historial de prolongamento do intervalo QTc (incluindo a forma congénita) ou morte súbita, bem como a indivíduos com bradicardia clinicamente relevante, arritmias cardíacas sintomáticas ou doença cardíaca grave. Adicionalmente, não deve ser utilizado por doentes com perturbações eletrolíticas graves conhecidas, tais como hipocalemia ou hipomagnesemia que não tenham sido corrigidas.

Utilização Restrita e Não Recomendada

População Estatuto Regulamentar
Gravidez (Primeiro Trimestre) Não recomendado, exceto se não estiver disponível outro antimalárico adequado e eficaz.
Lactação/Amamentação Não recomendado.
Insuficiência Orgânica Grave Recomenda-se precaução na insuficiência hepática ou renal grave devido aos dados de segurança limitados.
Lactentes < 5 kg A segurança e a eficácia não foram estabelecidas nesta faixa de peso.

A utilização é também contraindicada em conjunto com outros medicamentos conhecidos por prolongar o intervalo QTc ou com indutores potentes da enzima CYP3A4, conforme estabelecido nas informações oficiais do medicamento.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

O Artefan (arteméter e lumefantrina) pode interagir com diversos produtos medicinais, afetando principalmente o metabolismo de um ou de ambos os componentes, ou provocando efeitos aditivos no ritmo cardíaco. Os componentes do Artefan são maioritariamente processados pela enzima hepática CYP3A4.

Tipo de Interação Exemplos de Medicamentos ou Produtos
Não Combinar (Contraindicado) Indutores potentes da CYP3A4: Rifampicina, Carbamazepina, Fenitoína, Erva de S. João. A utilização é contraindicada porque estes produtos reduzem significativamente as concentrações de Artefan, podendo levar à falha do tratamento.
Utilizar com Precaução Medicamentos que prolongam o intervalo QT: Incluindo certos antiarrítmicos (ex: Amiodarona, Quinidina) e outros antimaláricos (ex: Quinina, Halofantrina). A coadministração pode aumentar o risco de anomalias graves no ritmo cardíaco. Pode ser necessária monitorização por eletrocardiograma (ECG).
Utilizar com Precaução Inibidores potentes da CYP3A4: Incluindo alguns inibidores da protease do VIH e antifúngicos como o Cetoconazol. Estes podem aumentar a concentração dos componentes do Artefan, elevando o risco de prolongamento do intervalo QT.
Contracetivos Hormonais O Artefan pode diminuir a eficácia do controlo de natalidade hormonal (pílulas, adesivos, etc.). Recomenda-se a utilização de um método contracetivo de barreira alternativo durante e após o tratamento.

A coadministração com outros agentes antimaláricos é geralmente desaconselhada, a menos que não existam outras opções. Recomenda-se também cautela em indivíduos com condições pré-existentes que afetem a atividade elétrica do coração ou que apresentem desequilíbrios eletrolíticos.

Mecanismo de ação

Como Funciona o Artefan: Mecanismo de Dupla Ação

A atividade do Artefan é regida por uma abordagem de mecanismo duplo executada pelas suas duas substâncias ativas, garantindo tanto uma ação parasiticida rápida como uma pressão parasiticida sustentada contra a fase assexual do parasita.

Destruição Molecular Rápida via Clivagem de Endoperóxido

O componente de ação rápida, o Arteméter, aproveita o ferro ferroso (Fe^2+) libertado da hemoglobina do hospedeiro no interior do parasita. Este ferro desencadeia a clivagem da ponte de endoperóxido do Arteméter, gerando uma libertação de radicais livres altamente citotóxicos. Esta ação causa danos inespecíficos massivos em macromoléculas essenciais do parasita e inibe diretamente a enzima PfATP6, interrompendo a homeostase do cálcio do parasita. Esta cascata leva a uma redução célere e substancial da biomassa parasitária assexual em circulação.

Bloqueio Sustentado da Desintoxicação do Heme

O componente de ação prolongada, a Lumefantrina, atua interferindo com a via de desintoxicação do heme do parasita. Ao formar complexos químicos com o heme altamente tóxico libertado durante a digestão da hemoglobina, a Lumefantrina bloqueia eficazmente a tentativa do parasita de o converter em beta-hematina inerte (pigmento malárico). A acumulação resultante de heme tóxico no interior do parasita provoca um stress oxidativo severo, mantendo um efeito parasiticida sustentado contra a fase assexual do parasita.

Informações sobre dosagem e administração

Como Utilizar o Artefan (Arteméter/Lumefantrina)

O Artefan é um medicamento oral apresentado sob a forma de comprimidos de combinação de dose fixa, contendo 20 mg de Arteméter e 120 mg de Lumefantrina. A sua administração é regida por um protocolo rigoroso e padronizado, estabelecido para assegurar a absorção adequada dos fármacos.


Protocolo Oficial de Administração

O ciclo completo de tratamento consiste num regime fixo de seis doses administradas ao longo de um período de 60 horas (3 dias). A posologia padrão para doentes com peso igual ou superior a 35 kg é de quatro comprimidos por dose. Este medicamento está aprovado para utilização em doentes com peso igual ou superior a 5 kg ou com idade igual ou superior a 2 meses. A posologia para todos os doentes é estritamente determinada pelo peso corporal, com o número de comprimidos por dose a variar proporcionalmente.

Calendário de Tomas Intervalo entre Doses Comprimidos por Dose (≥ 35 kg)
Dia 1 (Doses 1 e 2) 8 horas entre as duas tomas 4 comprimidos por dose
Dias 2 e 3 (Doses 3–6) 12 horas entre tomas (duas vezes ao dia) 4 comprimidos por dose

Princípios de Utilização e Contexto

Cada dose de Artefan deve ser tomada com alimentos ou com uma bebida láctea para aumentar significativamente a absorção sistémica do medicamento, o que constitui um requisito fundamental para a sua utilização correta. Se ocorrer vómito no período de 1 a 2 horas após a administração de uma dose, as instruções oficiais estipulam que a dose total deve ser repetida imediatamente para manter o ciclo de tratamento. No caso de doentes que não consigam deglutir os comprimidos inteiros, estes podem ser esmagados e misturados com uma pequena quantidade de água para consumo imediato, devendo seguir-se a ingestão de alimentos.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o Artefan


Evidência para Utilização na Infeção por Malária Aguda e Não Complicada

A combinação de Arteméter/Lumefantrina foi estudada em infeções agudas e não complicadas causadas pelo parasita Plasmodium falciparum, especialmente em investigações que exploram áreas onde a resistência aos fármacos é uma preocupação. A base da evidência assenta principalmente em Ensaios Clínicos Aleatorizados (ECA), que são fundamentais na avaliação da investigação, e em Revisões Sistemáticas abrangentes que combinam dados de diversos ensaios.

Estes estudos focaram-se na exploração de alterações nos sintomas a curto prazo e analisaram resultados relacionados com o desequilíbrio sistémico ou funcional. Os investigadores examinaram a rapidez com que o parasita era eliminado do sangue (Tempo de Depuração Parasitária) e a velocidade de resolução da febre (Tempo de Resolução da Febre). Os resultados destes ensaios de larga escala e análises agrupadas descrevem padrões observados onde as medições da eliminação do parasita e da febre foram monitorizadas em intervalos curtos nas populações observadas. Além disso, a investigação monitorizou a taxa de Resposta Clínica e Parasitológica Adequada (ACPR), uma medida fundamental utilizada em estudos que avaliam resultados em pontos de acompanhamento aos 28 e 42 dias.

Resultados dos Estudos e Medidas de Resposta

Os esforços de investigação focaram-se prioritariamente em resultados relacionados com o desequilíbrio sistémico ou funcional causado pela infeção por malária. O objetivo principal dos estudos consistiu em explorar resultados relacionados com a carga parasitária e a parasitemia recorrente (recrudescência). Isto foi realizado através da monitorização contínua do número de parasitas presentes no sangue, frequentemente utilizando técnicas laboratoriais sensíveis, para determinar o tempo até à depuração parasitária.

Adicionalmente, os ensaios avaliaram resultados reportados pelos doentes descrevendo o desconforto percebido, focando-se na resolução de sintomas como febre e calafrios. A medida final, a ACPR, representa um desfecho primário definido em estudos onde tanto os sintomas clínicos estão resolvidos como o parasita foi completamente eliminado da corrente sanguínea. Os dados dos estudos descrevem padrões observados relacionados com a medição de resultados laboratoriais e clínicos específicos.

Evidência em Grupos de Doentes Especiais

A utilização foi estudada numa vasta gama de doentes, mas o corpo de evidência inclui avaliações específicas para certos grupos vulneráveis. Esta combinação foi avaliada em inúmeros estudos envolvendo populações pediátricas, incluindo lactentes, que representam uma grande parte da população afetada pela malária. Os ensaios que recrutaram especificamente crianças monitorizaram os resultados em vários grupos de idade e peso. Estes estudos contribuem para o panorama mais amplo da evidência relativa ao tratamento em populações pediátricas.

A investigação também examinou doentes com coinfecção por VIH e grávidas, tipicamente no segundo ou terceiro trimestres, para monitorizar de que forma outros fármacos ou estados fisiológicos podem influenciar as concentrações medidas de Artefan no organismo. Para estas populações especiais, os dados ainda estão a surgir e os resultados aplicam-se apenas às populações estudadas.

Lacunas na Investigação e Áreas de Incerteza

Embora a base de evidência seja extensa, são notadas certas limitações na literatura científica. Os dados ainda estão em fase de emergência para doentes com condições subjacentes graves, tais como insuficiência hepática ou renal major, o que significa que a evidência para estes grupos específicos é limitada.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Artefan (FAQ)

P: Quanto tempo é que uma dose de Artefan permanece no meu organismo?

Estudos que analisam o tempo de permanência do fármaco no corpo indicam que a lumefantrina, o componente de ação prolongada, possui uma semivida de eliminação que varia geralmente entre três a seis dias. Esta presença sustentada é descrita como um suporte para a ação prolongada pretendida contra o parasita após a conclusão do ciclo curto de tratamento.

P: Com que rapidez é que o Artefan começa a atuar após a toma?

As informações oficiais do produto descrevem que o primeiro princípio ativo, o arteméter, é absorvido rapidamente. A sua concentração no sangue atinge um pico aproximadamente duas a três horas após a administração. Esta ação rápida foi concebida para reduzir prontamente a quantidade de parasitas no sangue.

P: O Artefan é considerado um medicamento de curto ou de longo prazo?

O Artefan é um medicamento de curto prazo indicado para o tratamento de infeções agudas. De acordo com as informações oficiais de prescrição, o tratamento total consiste num regime fixo de seis doses administradas ao longo de um período de três dias (60 horas).

P: O que devo fazer se me esquecer de tomar uma dose de Artefan?

As orientações oficiais nas informações do produto referem que uma dose esquecida deve, geralmente, ser tomada assim que o doente se lembrar. A recomendação é continuar depois com o esquema posológico regular, sendo salientado que a dose não deve ser duplicada.

P: Quais são as orientações relativas à toma com alimentos?

O protocolo de administração descreve que cada dose deve ser tomada com alimentos ou com uma bebida rica em gordura, como o leite, uma vez que isto aumenta significativamente a absorção do medicamento. A toma sem alimentação adequada pode reduzir a quantidade de fármaco no organismo, o que pode aumentar o risco de a infeção regressar (recrudescência).

P: O Artefan tem algum aviso específico sobre a utilização de máquinas?

As informações oficiais de segurança referem que tonturas, dores de cabeça e fadiga são classificados como efeitos secundários frequentes. As notas de segurança indicam também a possibilidade pouco frequente de sonolência. As informações do produto afirmam que estes efeitos podem comprometer a capacidade de conduzir ou de utilizar máquinas.

P: O medicamento chamado Artefan está disponível de forma genérica?

Embora o nome comercial específico "Artefan" possa variar de país para país, a combinação ativa de arteméter/lumefantrina está amplamente disponível. As agências regulamentares reconhecem que esta combinação existe em múltiplas formulações genéricas a nível global.

P: O Artefan tem ligação a alguma substância de origem natural?

Um dos dois princípios ativos, o arteméter, é formalmente descrito como um derivado sintético. Isto significa que é quimicamente baseado na artemisinina, um composto que foi originalmente isolado da planta Artemisia annua.

P: Posso tomar Artefan se estiver a tomar analgésicos de venda livre?

As informações sobre interações medicamentosas focam-se principalmente em fármacos sujeitos a receita médica que afetam a enzima hepática CYP3A4 ou o ritmo cardíaco. A orientação oficial é que a utilização de todos os produtos de venda livre e analgésicos deve ser comunicada ao profissional de saúde prescritor.

P: Por que razão se recomenda precaução a pessoas com problemas renais na utilização de Artefan?

Recomenda-se precaução em indivíduos com insuficiência renal ou hepática grave. Os documentos regulamentares indicam que esta cautela se deve à falta de dados de segurança alargados. Os níveis do medicamento e a sua segurança global não foram estudados exaustivamente nestas populações específicas de doentes.

P: É normal sentir ligeiras náuseas ao começar o tratamento com Artefan?

De acordo com as informações oficiais de segurança, a náusea é classificada como um efeito secundário muito frequente. Outros problemas gastrointestinais, como vómitos e dor abdominal, são também referidos como muito frequentes, o que significa que são observados numa elevada percentagem de doentes durante os estudos clínicos.

P: O Artefan pode causar cansaço ou sono?

As informações oficiais de segurança listam a fadiga (cansaço) como um efeito secundário frequente e referem a ocorrência pouco frequente de sonolência. As tonturas são também listadas como muito frequentes.

P: Quais são as recomendações gerais para interromper o tratamento com Artefan?

As informações do produto sublinham a importância de completar o ciclo total de tratamento de três dias, conforme prescrito. Os documentos regulamentares salientam que interromper o ciclo demasiado cedo, mesmo que os sintomas comecem a melhorar, pode aumentar o risco de a infeção regressar (recrudescência).

P: É comum trocar outro fármaco pelo Artefan?

As diretrizes oficiais de tratamento classificam este fármaco como um componente essencial da estratégia recomendada pela OMS, especialmente em regiões onde o parasita desenvolveu resistência a medicamentos mais antigos. Esta resistência é o contexto principal para a sua seleção face a outros tratamentos disponíveis.

P: Porque é importante rever a lista completa de interações antes de iniciar o Artefan?

A revisão da lista completa de interações é enfatizada porque certas combinações de fármacos apresentam riscos específicos. Estes riscos incluem o aumento da probabilidade de efeitos secundários graves (como anomalias no ritmo cardíaco) ou a redução da concentração do medicamento, o que poderia levar a uma potencial falha do tratamento.

Como Artefan deve ser armazenado e descartado?

O Artefan (arteméter/lumefantrina) deve ser armazenado e eliminado de acordo com requisitos regulamentares rigorosos para manter a estabilidade do produto e garantir a segurança.

Requisitos de Armazenamento

No que respeita à temperatura e ao ambiente, os comprimidos devem ser conservados à temperatura ambiente e não acima de 30°C. O produto deve ser protegido do gelo e guardado ao abrigo do calor, da humidade e da luz direta.

Quanto ao recipiente e proteção, o medicamento deve ser mantido na sua embalagem original, com o recipiente bem fechado para assegurar a proteção contra a luz. No âmbito da segurança infantil, é fundamental manter o produto fora do alcance e da vista das crianças.

Instruções de Eliminação

Qualquer produto não utilizado ou material residual deve ser eliminado de acordo com os requisitos locais. Recomenda-se a utilização de um programa de retoma de medicamentos, como a entrega em pontos de recolha em farmácias, caso esteja disponível.

Atualmente, este medicamento não deve ser eliminado através do despejo na sanita ou no lavatório. Não deve conservar medicamentos fora do prazo de validade ou de que já não necessite.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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